segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sentir ou não sentir: eis a questão!

Imagem by Freepik

Alguns acontecimentos me fizeram parar para pensar sobre essa questão: o que é melhor, sentir ou não sentir?
O não sentir é necessário, faz parte da força e do equilíbrio que precisamos ter no dia-a-dia. Precisamos dominar os sentimentos para trabalhar, tomar decisões justas, auxiliar alguém que está doente e precisa da nossa ajuda e para dar apoio à alguém que está em dificuldades. Precisamos não sentir para estar firme quando perdemos alguém querido e queremos ajudar quem está  sofrendo a se sentir amparado, quando um amigo nos pede conselhos e quando há o desejo de comprar algo mas o dinheiro é pouco. O não sentir nos faz tomar atitudes rápidas ou segurar a língua para não falar bobagem na hora da raiva. O domínio dos sentimentos nos torna pessoas aptas a encarar os desafios da vida.
Mas o sentir...Bem o sentir é o que nos torna humanos. Falo daquele sentir saudável, do que nos torna vivos, do que faz o tempo que passamos por aqui valer a pena. Quando abrimos um canal de sentimentos e nos abandonamos à ele, tudo fica mais intenso, a vida ganha mais cor e as coisas à nossa volta ganham um novo significado. Com a pressão de ter de tomar decisões o tempo todo, acabamos esquecendo ou evitando o sentir para podermos concentrar forças na resolução dos problemas e então a nossa vida aos poucos de reduz à isso, como se fôssemos um funcionário de uma repartição qualquer pronto para resolver problemas, e só. Quando deixamos que o sentir tome seu espaço em nossa vida, o sabor da comida, do beijo, do abraço, do pé na areia molhada, os cheiros, tudo é motivo para abrir um sorriso em nossa alma. O sentir faz uma viagem ter outro brilho, ver que há beleza na chuva e no sol, no calor e no frio e naquela formiguinha que carrega uma folha para o seu ninho. O amor a dois não é completo se não houver a entrega do sentimento para o outro, pois nesse caso, até a entrega do corpo será pela metade.
Há pessoas que se recusam a sentir com medo de sofrer, e tem uma certa razão, porque o sentir tem esse avesso ruim. É um risco que corremos, o de sentir...dor. Mas não sentir, com medo da dor, reduz muito a capacidade que temos de viver intensamente cada minuto da nossa vida e de espalhar nossa luz à quem estiver por perto. Fechar a porta do sentimento nos torna apenas mais um número na estatística, ou uma simples máquina velha e ultrapassada, porque é o sentir que nos renova.
Não sejamos uma máquina, vamos buscar a beleza do sentir em todos os instantes da vida em que a razão possa dar lugar à emoção. Que a resolução de 2012 seja estar aberto ao sentimento!

5 comentários:

  1. Adorei a msg, parabénsss um Ano Novo maravilhoso pra vc, que te traga muitas coisas boas e realizações.

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  2. Bia
    seu texto é muito verdadeiro. Quem não sente nada acaba que meio robotizado... Precisamos sentir, ter sentimentos. É claro que os sentimentos não podem ser o sentido da vida. Quem vive por sentimentos vive sendo enganado, o sentimento tem esse lado ruim, como você mencionou. Penso que deve haver o equilíbrio entre o sentir, e o agir.
    Bom, é isso!!!

    Abraços

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  3. Oi Bia,

    este seu lindo texto tem coisas que são tão familiares. Sinto muito, sinto tudo profundamente e, me entrego de corpo e alma a cada um dos meus sentimentos, sei também a hora de recolhe-los e não temo a dor, viver os sentimentos é como você disse bem: Colorir a vida. Não há o que temer, só sentir e viver. Se sobrar alguma dor terá valido a pena.

    Um beijo grande e muito sentimento para a sua vida em 2012

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  4. Bia

    Fantástico ! Confesso que no início da leitura do texto, considerei que a mensagem daria ênfase ao não sentir, peço desculpas pelo meu pré julgamento
    errôneo, pois o texto se desdobra de forma magnífica com o seu estilo, que inconscientemente invejo ! Me posiciono no grupo dos que sentem, e sentem demais, como você prefiro sentir e vir a sofrer, do que ao contrário me alienar daquelas boas sensações por mêdo de me fragilizar.

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