terça-feira, 3 de janeiro de 2012

E você, já foi julgado hoje?


Imagem by Freepik

Nascemos para julgar e sermos julgados, a realidade é esta. A partir do momento que nascemos, analisamos o que encontramos à nossa volta, e essa análise será determinante para a formação do caráter e da personalidade da pessoa. Processo de conhecimento quase que instintivo muito bem explicado pelas Ciências Humanas.
Quando convivemos com outras pessoas, analisamos seu comportamento, suas atitudes, suas ideias e formamos um conceito sobre ela através do julgamento das informações, isso é fato e quase incontrolável. O problema começa quando esquecemos que existem verdades que não são reveladas, pois ninguém se revela por inteiro, e passamos a achar que estamos aptos a determinar o que é melhor para aquela pessoa ou não, onde ela está certa ou errada, quando pode ou não ser um modelo a ser seguido.
Situação complicada é quando um amigo nos pede um conselho, uma opinião. Um verdadeiro amigo vai tentar opinar julgando os conhecimentos que tem da vida, da pessoa e do fato a ser questionado, tentando buscar a melhor resposta, mas não há garantias de que sua opinião irá servir, ou se enquadra realmente na situação, porque os fatores que cercam a vida de uma pessoa são muito complexos e não cabem em uma conversa de poucas horas. Engrenando nesse assunto, também as pessoas podem errar quando dão opiniões sobre o que devemos fazer das nossas vidas, uma vez que não participam do contexto do nosso cotidiano e não podem avaliar o que é melhor ou pior. Sem falar no fato de que erros geram consequências, que serão cobrados do próprio ser que os gerou.Frequentemente, o que parece perfeito na verdade não é, bem como em instantes de imperfeição podem estar os mais belos momentos.
Penso, então, que se o julgamento é praticamente parte do nossa dia-a-dia, o que fazemos com as conclusões que chegamos é escolha nossa. Julgar, mas aprender a não condenar, é sim uma escolha consciente de cada um que reflete qual é o seu caráter, sua ética, suas bases e sua maturidade. Não existem verdades prontas. Julgar e apontar o dedo para o que considera um erro é uma atitude arrogante e imatura, porque o julgar nunca pode superar dois outros sentimentos instintivos que nascem conosco e estes sim, devem ser cultivados: o amor que se tem pela humanidade e a tolerância com os tropeços alheios.


8 comentários:

  1. Belo texto sobre a hipocrisia e a racionalização.
    Não me restou outra alternativa a não ser seguidor.

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  2. Em outras palavras, isto não é julgamento, é uma análize de caráter ou de conduta! Julgamento é outra coisa!!!
    É assim que eu penso: Ao conhecer uma pessoa fazemos uma análize de caráter ou de conduta da própria para, somente depois, chegarmos a uma conclusão, e não a um veredicto.
    Pois que esta conclusão ainda pode ser mudada de acordo com que vamos conhecendo a pessoa!
    Já um veredicto faz parte de um julgamento que não pode ser mudado. Ésta é a diferença entre julgamento, e análize de caráter ou de conduta!!!
    Eu, particularmente, não costumo dar conselhos ou palpite na vida de quem eu não conheço, justamente para não cometer gafes.
    Ótimo texto! parabéns! Forte abraço Bia!!!

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  3. Julgar os outros é uma tarefa complicada, porém todos nós temos a mania de julgar fatos, pessoas basenado em nossso experiências, mas o que é conveniente para mim, pode ser incoveniente para o meu próximo.
    É incrível como é espontãnea a avaliação (julgamento) que rrecebemos a cada momneto.. O julgar é nato do ser humano

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  4. É impossível não julgar, estamos a faze-lo o tempo todo. Mas as bases dos julgamentos residem na limitação das nossas verdades e vivências, daí o resultado tão desastroso dos julgamentos. Nossas verdades sempre diferem da verdade do outro. Cometemos deslizes somos punidos às vezes. A pior das punições, creio ser a autopunição, desta é difícil conseguirmos perdão.

    Seu texto ótimo, me provocou inúmeras reflexões Bia.
    Obrigada! Um beijo

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  5. Bia, boa noite, amiga!

    Hoje não fui julgada, começo já respondendo sua pergunta, mas sei que poderia ter sido.
    Seu brilhante artigo trouxe um lado muito interessante, sobre o julgamento como inerência humana (desde a infância temos esse comportamento)e quando um amigo pede um conselho, todos nós trazemos uma "verdade", baseada na vivência daquele amigo!
    Também considero arrogância aquele que julga e condena, não dando condições de debate ou explicações por parte do "réu"!... Colocar-se no lugar do outro, é uma saída das melhores, embora pouco praticada...

    Abração, amiga!
    Belo texto e OBRIGADA por tê-lo trazido a nós!!!!

    Mary:)

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  6. Um belo texto que nos leva a refletir sobre nós mesmos .
    Mas não concordo com o termo julgar contido nele .
    Claro que o texto é provocativo , mas analisar o outro , e buscar apreender com as pessoas e situações do cotidiano não é julgamento .

    abs
    Francisco

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  7. FELIZ 2012, CHEIO DE REALIZAÇÕES!!!

    Estou passando por aqui para convidar você para conhecer meu DOCE blog.

    Quando puder passe por lá, vai ser prazer ter sua companhia!

    bjs

    Tati

    www.tatidesigercake.blogspot.com

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  8. Bia
    essa parte de saber julgar é muito importante. Sempre me policio muito para não atirar pedras nos outros. Como o texto mostrou temos que amar nosso próximo, não que não podemos julgá-lo, mas temos que saber fazer com carinho, como se fosse a nós mesmos!

    Abraços

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