terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tecnologia e preconceito

Imagem by Freepik

Bem, duas matérias chamaram minha atenção nos últimos dias. Uma assisti no Jornal Hoje (leia a matéria aqui), sobre as maravilhas tecnológicas do Japão. Coisas realmente fascinantes e impressionantes, robôs inteligentes, máquinas maravilhosas que servem refeições com toques de botões com muita eficiência. Deu vontade de conhecer o Japão. Coisa de ficar boquiaberta.
Outra eu li no blog da Beth Muniz, Travessia (leia o texto aqui)  falando sobre o Haiti. Então encontrei por acaso esses quadrinhos que acrescentei à postagem. Tudo está ligado.
Gosto de tecnologia. Não me considero uma pessoa aficcionada em modernidade, mas tenho meu celular
(ultra simples, mas funciona), tv, computador com internet instalada há pouco menos de um ano, gosto de redes sociais, acho interessante as novas tecnologias que surgem a todo instante, longe de questionar tudo isso. O ser humano mostra essa busca natural pela novidade, pela conquista de novos horizontes, enfim,  a evolução.
O que não entra na minha cabeça, que nem é tão dura assim (e me puxem a orelha se estou errada) é POR QUE ainda existem preconceitos no mundo. Cadê a suprema inteligência da humanidade nesse momento? Está certo que sempre existirá aquela parcela de pessoas ignorantes que remam contra a maré e não mudam seus conceitos. O que me deixa indignada é perceber que essa parcela é muito maior do que se poderia esperar. Sem falar nos preconceituosos hipócritas, aqueles que levantam a bandeira da aceitação mas se afastam quando um morador de rua chega perto, olham torto para um deficiente físico ou mental, ou seguram um negro com trajes simples correndo por acharem que é o assaltante quando, quem sabe, talvez seja ele a vítima sendo assaltado por um indivíduo claro e bem vestido.
A sociedade, há alguns anos atrás (e eu fiz parte desta geração) não via o tema tratado tão amplamente como vemos hoje. As famílias, de gerações anteriores, traziam uma bagagem cultural preconceituosa transmitida de pai para filho, salvo raras excessões. Por volta dos anos 90, o tema passou a ser amplamente debatido, o preconceito fazia parte de trabalhos escolares e discussões em grupos, propagandas, vídeos. Onde quero chegar? Gente, só não evolui o próprio pensamento (para melhor, claro) quem não quer. A educação pode ter vinda carregada de preconceito, mas a informação pode operar transformações na mente humana, basta deixar a inteligência agir. Sob o meu ponto de vista, é ignorante um povo que se esmera em novas tecnologias mas exclui pessoas por serem "diferentes". É ignorante um povo que constrói máquinas maravilhosas e presencia desigualdades cruéis de condição social. Há invenções quase mágicas com opções para se servir uma refeição e ainda há pessoas passando fome!
Tem razão, Beth Muniz. Os anos se passaram, mas ainda vivemos na época da colonização. Quem sabe um dia constroem um robô que ensine a humanidade a usar sua inteligência para acolher e ajudar, sem discriminar, ou pelo menos respeitar a condição ou as escolhas alheias, sem julgar nem olhar torto. E não basta só investir em educação. Podemos educar, mas só aprende aquele que quer aprender. Inteligência que independe de condição social. Tratar as pessoal com igualdade é inteligência que vem do coração.




12 comentários:

  1. Bia Querida...
    Sabe que isso seria o sonho de consumo de todos os brasileiros conscientes..
    a vida está ai para tornar o invisível visível..isto é..transformar sonhos em realidade..
    cada um fazendo no seu mundo pode se tornar algo mais amplo..
    bjo

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  2. Oi Bia,
    Primeiro, com o fim da férias, quero te desejar um bom retorno à labuta, Faz parte e faz bem. rsrsrs
    Então, fico feliz que o Travessia nos faça refletir, pois só a partir das nossas reflexões é que poderemos nos tornar um ser humano melhor, e contribuir assim na construção de um mundo também melhor.
    Assim como você ando me perguntando o que está faltando para que isto aconteça.
    Tenhos algumas respostas, mas não a solução, pois seria muita pretenção da minha parte. Rsrs
    E creio que a mais importante seja o resgate do humano em sua plena condição. Do humano que há em nós, e nos demais, que a priori, pela feição e físico podem parecer menos humanos que nós.
    Estamos nos tornando máquinas. Pensamos mais no ter que no ser. Temos a capacidade de nos revoltarmos por algumas questões "menores", mas não nos dedicamos a enxergar questões maiores como a fome e a miséria. Não dedicamos um tempo mínimo a isto. Estamos cada vez mais muito "ocupados".
    Mas, nos revoltamos quando um miserável, por algúm motivo, tem a ousadia de afrontar os nossos valores, desejos e bens, com atitudes ou imagens.
    Não sei minha amiga,
    Mas tenho observado que o comodismo tecnológico (web) tem levado as pessoas cada vez mais a um isolamento virtual, como forma de se protegerem. Então eu me pergunto: de quem e do quê?
    Não acredito em soluções mágicas e muito menos que serão apenas os governantes a salvarem o mundo e acabarem com a miséria. A história tem mostrado que é o contrário. A África do Sul se libertou do Aparthaid a partir de pressão de organizações não governamentais e de pessoas comuns, que efetivamente fizeram alguma coisa, por menor que tenha sido. Steve Biko não morreu em vão.
    São as pessoas as responsaveis pelas mudanças e transformações.
    E o ponto de partida deve estar dentro de cada um de nós.
    O de chegada, não importa. O importante é fazer o caminho.
    Bem,
    Agradeço pela citação e deixo um grande beijo para ti.
    Obrigada.

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  3. investir em educação no Brasil...
    é algo distante...

    gostei do texto.

    Beijos.

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  4. Oi Bia

    um desabafo este seu texto, quase um pedido de socorro em nome da humanidade e da compaixão.

    Você coloca muito bem, quando diz que podemos educar, mas daí tocar corações vai uma grande distancia.

    O amor, só o amor é capaz de promover aquilo que nenhuma educação promove, a "inteligência do coração".

    Um beijo!

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  5. Bia,
    também tem dias que penso sobre isso. Cadê a evolução quando vemos um pedestre parado a beira da faixa de pedestre e ninguém para (em Goiás é assim)! Esses dias eu que sou motociclista parei para dar passagem a um pedestre e quase fui atropelado! cadê a evolução nisso, só evoluímos em tecnologia, evolução de pensamento, cadê você???

    Abraços

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  6. Bia, que bom que estais de volta, preconceito sempre haverá, infelizmente, também concordo contigo. Seja que tipo for, preconceito é coisa de gente ignorante. Carlos do blog Voz do Povo.

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  7. Olá,Bia.Essa é minha primeira visita ao blog.Vi seu link em outro blog(Vendedor de Ilusões) e resolvi vir conhecê-lo.Adorei seu blog e já estou lhe seguindo.Seu blog é muito bem organizado e suas postagens muito bem elaboradas.Parabéns pelo excelente conteúdo! Te convido a conhecer meu blog e segui-lo também.Aguardo sua visitinha!
    Bjs!
    Zilda Mara
    @ZildaPeixoto
    http://www.cacholaliteraria.blogspot.com

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  8. Bia,vim desejar um carnaval bem massa pra vc
    meu beijo até a volta!

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  9. Eu sei bem do que vc está falando, eu já sofri muito preconceito por ser nordestino e negro. Falaram uma vez que o que me salvou foi o cabelo ser liso. Vc tem razão, educação por si só não elimina o preconceito, tem que começar no lar. Bjos.

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  10. Bia, nesta área honestamente sou jurássica rsrsrsrs, tenho mil configurações no celular, só uso para ligar, e com muita resistência comprei faz um aninho.

    Seria bom se as políticas educacionais leva-se a questão como essencial para o crescimento de um país.

    Beijo Bella!

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  11. O problema está na ganância, muito embora se tenha o conhecimento mais acessível, as pessoas se individualizaram. Não importa o conhecimento se a pessoa não entende aquilo, o que as vezes nos torna analfabetos funcionais crônicos. Eu não acredito que o homem é uma ilha, mas tem gente que faz de tudo para por essa teoria em prática...
    Quando vc postar o selinho me avisa para eu vir te prestigiar ;)
    Bjos!
    amonailart.blogspot.com

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  12. É triste pensar sobre como está a educação em nosso país...

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