domingo, 1 de abril de 2012

Interdependência

Há uns dois anos conheci e participo de um projeto muito interessante da Junior Achievement , com o intuito de despertar em crianças no final da primeira fase do Ensino Fundamental o interesse por se tornar um empreendedor no futuro. Meu objetivo aqui não é falar novamente sobre educação, mas um conceito ensinado no projeto despertou meu interesse quase que imediatamente:  interdependência.



O conceito exemplifica o que acontece no meio empresarial, vou usar aqui uma fábrica de lápis de cor. Ela vai fabricar seu lápis a partir de matérias-primas fornecidas por alguém, processa até que se tornem lápis, recebe as caixas para acondicionamento de outra pessoas e utiliza transportadoras para distribuir seu material que será revendido em algum lugar. Alguns recursos (materiais, transporte) muitas vezes são terceirizados para reduzir o custo final do produto. Há, implícita, uma relação de responsabilidade e confiança, afinal um depende de outro para que o produto final chegue ao seu destino dentro de prazos pré-estabelecidos. Se, por exemplo, a empresa responsável por embalagens falha na sua entrega, gera um transtorno tremendo para o fabricante de lápis de cor.
Considero esse conceito perfeitamente aplicável à vida de cada um. Leio muito coisas do tipo "penso no que é melhor pra mim", ou "faço o que me agrada ou me faz feliz". Não acho que está errado, o que não entendo é como se dissocia o que faz bem à si do que faz bem aos outros.
Nossas escolhas são nossas responsabilidades, é fato inquestionável. Mas é leviano achar que o que nós escolhemos só diz respeito à nossa vida. Somos cercados de pessoas com as quais nos relacionamos o tempo todo, e nossas escolhas podem influenciar muito a vida do outro. Não confundam o que eu disse com viver em função do próximo, isso seria excluir suas próprias vontades e necessidades, o que é péssimo para a auto-estima. Mas se não quisermos influenciar a vida de ninguém, teremos que passar a viver como um ermitão em uma montanha distante.
Quando a coisa envolve duas pessoas que se amam, a coisa é ainda mais séria. Tomar uma decisão pelo outro tentando descobrir o que é melhor para ele abre espaço para decisões bem equivocadas. Na boa intenção de protegê-lo, muitas vezes acabamos magoando e possivelmente mudando uma vida para sempre. Destaque novamente para o diálogo, claro, aberto e franco, que não deveria ser subestimado. Muitas vezes o que se fala é interpretado de forma errada, e se a intenção na mensagem não ficar clara, pode gerar uma série de confusões que crescem como uma bola de neve. Procuro deixar tudo às claras e ainda assim às vezes aproximo quem quero afastar e afasto quem quero aproximar. Relacionamentos são sempre vias de mão-dupla.
Finalmente e mais importante, é preciso cuidado onde pisar, como agir, para saber quem podemos estar magoando com nossas escolhas. Sempre quando se tem opção alguém sairá perdendo, alguém sairá magoado, alguém será prejudicado. Então, na balança da interdependência, deveria prevalecer o senso de justiça. Estou começando a ter minhas dúvidas sobre ela realmente existir, mas ainda defendo que decisões pautadas na justiça trazem o  menor número de estragos possíveis. Vejo constantemente o privilégio de egoístas em detrimento dos generosos. É preciso enxergar longe para analisar o contexto de uma vida, para decidir e abraçar um caminho sem medo de voltar atrás. Às vezes queremos proteger alguém e na verdade acabamos tolhendo sua possibilidade de estar sendo realmente feliz, e desse jeito invariavelmente deixamos também de sê-lo.
A vida é uma rede. Estar atento a quem faz parte dela é primordial para que nossa própria vida consiga funcionar direitinho. As escolhas de ontem podem não ser mais adequadas para o hoje. Escolher errado faz a interdependência cair por terra, e a vida fica fora do compasso, como uma música cujos instrumentos estão desafinados.

"Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência."
Augusto Cury

Imagem Daqui

53 comentários:

  1. Olá Bia, boa tarde. Quero apenas dizer que penso que conduziste este texto com uma admirável lucidez num terreno que é um autêntico campo minado. Fico também agradecido pelo aviso que deixaste ao dizeres que não pretendias discutir novamente educação: essa chamada de atenção permitiu-me ser muito mais lacónico. Um abraço e bom domingo.

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    1. Oi, José. Gostei muito da comparação do tema tratado no texto com um campo minado. Qualquer passo em vão podemos "pisar" na pessoa e errada e "boom"...Perfeita comparação. É impossível não caminhar nesse campo minado que é a vida. Fugir da caminhada é pior. Escolher onde pisar usando a sabedoria e a intuição é o caminho. Livre de dores (ou de provocar dores) nunca estaremos, é sempre um prazer tê-lo por aqui. Um abraço!

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  2. Ei Bia,

    Amiga bom dia,
    Seu texto não teria nem o que comentar de tão claro, leve e maravilhoso, eu amei. A vida da gente é todo um processo e por mais que desejarmos uma vida privada sempre nos encontraremos em um desequilíbrio total, com uma falta de algo ou até mesmo de nós mesmos .Vivemos de escolhas, isto é fato e por elas caminhamos ao longo da vida e seria sim um egoísmo dizer que devemos nos culpar ou desfrutarmos sozinhos de um passo que optamos por dar, uma vez que não nos envolvemos com nós mesmos mas somos cercados de pessoas que fazem parte da nossa vida e que sentam a mesa para se alimentarem também do nosso alimento.Amiga penso também que mediante a estes caminhos escolhidos devemos ter um certo cuidado pois quando temos alguém por quem zelamos, amamos e confiamos é necessário cautela para não serem atingidas por nossos passos em falso, nossas frustrações ou até mesmo nossa forma de expressar. Uma vida a dois é cumplicidade, é compartilhar momentos sejam eles bons ou ruins mas sempre tendo a visão que somos dependentes de afetos, carinho, atenção e de alguém que nos ouça e compreenda, Acredito ser esta uma das nossas maiores escolhas, onde queremos ser livres de culpa e desejamos apenas viver a intensidade que nos é oportuna, sem medo, sem complexidades, sem responsabilidades, sem ter que pisar em ovos por uma cobrança na mente, mas aprendendo as notas musicais perfeitas para se criar a melodia mais nobre mediante aquilo que optamos por viver.A parte mais melindrosa da nossa vida e que por ela damos um salto a liberdade a aplaudimos pela caminho escolhido ou nos enclausuramos em um poço profundo, nos afogando em decisões que poderíamos ter evitado..Lembrando sempre que quer queira ou não somos dependentes um do outro, presos a um mundo social, mas as janelas estão abertas para a liberdade..

    Beijos

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    1. Cecília, a beleza do seu comentário se sobrepôs às humildes linhas do meu escrito. Traduziu com poesia o que eu disse em forma de desabafo. A palavra cautela foi muito bem colocada na frase, embora não deva travar os movimentos, apenas permear. Lindo o que disse sobre a relação a dois, onde o ideal é que haja segurança e respeito o suficiente para que não se "pise em ovos", como bem disse, porque essa atitude é de quem tem medo de perder, mas se tem medo, será que o amor ainda o pertence? Ou, será que vale a pena investir em uma relação que está submissa ao medo? Penso que o melhor relacionamento é aquele onde podemos nos sentir à vontade para ser quem somos e tomar nossas decisões, e isso só acontece quando há envolvimento de outros sentimentos, como afeto, carinho, cumplicidade, generosidade, admiração, afinidades. E onde sabemos de tudo isso e ainda temos a opção de ser livre, se quiser. Dependência, apego, tolhem a liberdade. Encantada com suas palavras, um abraço!

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  3. well...
    pensamento em movimento depois de ler o seu belo texto...
    bjos e ótimo domingo pra vc

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    1. Oi, Cláudia, botar os pensamentos em movimento sempre é bom. Faço muito isso, até canso às vezes. Obrigada por vir, um abraço!

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  4. olá, por favor leia esse texto e todo meu blog (:
    obg http://kehcristina.blogspot.com.br/2012/04/lembro-de-um-beijo-seu-penso-no.html

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    1. Já conferi e gostei muito, um abraço!

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  5. Olá!Boa tarde!
    Muito "claro e conciso" seu texto!
    Bem escrito! Como sempre!
    O q eu penso de interdependência? Penso que sem as partes, não pode haver o todo e, sem o todo, não existe o conceito de parte. Mas cada uma dessas partes precisa ser considerada como um todo composto de suas próprias partes.
    Boa semana! Muita paz e luz!
    Beijos

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    1. Felisberto, muito inteligente sua teoria a respeito da interdependência. Pensar nas partes como um todo sem esquecer que o seu todo também tem partes a serem consideradas. A mágica é juntar tudo isso e tornar hamônico. Um abraço!

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  6. Muito importante saber balancear entre a própria vontade e a vontade do próximo. Normalmente quando chegamos nesse ponto o ideal seria pensar, " o que Jesus faria agora". Abrir mão da própria vontade em favor do próximo é um ato de amor verdadeiro, e não é fácil fazer isso. Estou tentando fazer isso em meu casamento e olha que tenho me segurado muito. São certas escolhas que definem nossa vida.
    E aí qual será suas escolhas diariamente. Como tem vivido suas relações de amizade e de amor com o próximo. A resposta disso define o rumo de sua vida emocional e afetiva...

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    1. Nestor, concordo com o que disse. Em um relacionamento a dois sempre alguém tem que ceder em prol de uma boa convivência. Sempre tentei pensar com a generosidade que citou, de ter uma atitude próxima à de Jesus. O cuidado reside em não esquecer de também ser generoso consigo. Isso é algo que venho pensando há algum tempo, até que ponto a minha generosidade agrada o outro e me desagrada. Até que ponto isso traz a felicidade aos dois. O ceder não pode ser unilateral, porque fatalmente o tempo desgastará a relação. Ser generoso é uma linda qualidade, mas cuidado para não deixar de se cuidar. Desejo de coração que as coisas logo entrem nos eixos. Um abraço!

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    1. Obrigada, Luciana, tenha uma ótima semana!

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  8. Drumond já dizia, viver é fácil, conviver que é difícil. Penso que a convivência, em qualquer meio, deve ser pautada pela justiça e em um intuito de a felicidade do outro ser tão importante quanto a sua. Bjos.

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    1. Muito bem, Eder, complementou perfeitamente meu escrito. Justiça e equilíbrio, sempre. Nada a declarar! Um abraço!

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  9. Bia

    Super racional e interessante este texto.
    Adorei a sua análise e o seu raciocínio. Concordo na íntegra.
    Beijinho

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    1. Obrigada, Luar, O difícil é conciliar tanta racionalidade com a emoção que também é grande. Um abraço!

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  10. Bia, achei muito interessante esse conceito de interdependência. Também acredito que ele seja aplicável à vida de cada um e que ao tomarmos consciência de que estamos todos interligados torna-se bem mais fácil buscar o equilíbrio entre o egoísmo narcisista e a excessiva generosidade. O meio termo entre os dois extremos seria uma maneira de alcançar harmonia e fazer o ajuste certo nos tons da melodia. Excelente texto!
    Um beijinho e uma boa semana!

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    1. Oi, Isa, algo importante a acrescentar é que esses ajustes em que ser feitos ao longo da vida, porque as pessoas mudam o tempo todo. Não é possível conservar o mesmo equilíbrio, com os mesmos elementos, a vida inteira. Um abraço!

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  11. .


    Eu adoraria ter o seu comen-
    tário sobre o meu texto no blog
    Bar do Escritor. Algumas das
    suas amigas, que também são
    minha, lá estiveram me dando
    força em nome de nossa amizade.
    Dá uma chegadinha lá, vai.
    Aproveito para elogiar o seu
    blog pela beleza e seriedade.
    Parabéns.

    http://bardoescritor.blogspot.com.br/

    Um beijo do amigo,

    silvioafonso





    .

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    1. Estarei passando em seguida, um abraço!

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  12. Lindo texto,Bia e cheio de profundidade pelo tema.

    A vida é de fato, uma grande cadeia, uma rede e tudo está interligado... Cada um pode começar a fazer sua parte... Uma linda semana,beijos,chica

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    1. Chica, tem razão. Esta aí uma lição que tenho aprendido recentemente, não se pode resolver sozinho o que cada um precisa fazer a sua parte. Acaba aumentando a chance de sobrecarga e erro. Um abraço!

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  13. Interessante, Bia, o projeto aplicado na escola, a fim de ensinar às crianças como evoluirem seus projetos no futuro. Isso talvez colabore muito quando um adolescente precisa escolher o que estudar na faculdade. Haveria mais amadurecimento.

    Quanto ao compartilhamento de vida entre as pessoas, deveria existir responsabilidade mutua. Errar nas escolhas acontece com qq um. Atos maliciosos não deveriam interferir no futuro de cada pessoa, mas acontece.

    O que está dito quase no final de seu texto, acontece comigo:

    Eu, inocentemente, caí nas artimanhas do ex-conjugue que no ato de covardia saiu de casa levando tudo. Até hoje eu fico pensando em todo meu investimento pessoal em estudos e trabalho, roubados por ele e que a justiça, passados 5 anos, nada faz. A vida dele não sofreu nenhum abalo, mas a minha... totalmente.

    Beijos

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    1. Oi, Sissym, são os reflexos de uma atitude injusta dele na sua vida. Eduquei minha filha sem o auxílio do pai, até por uma escolha própria, e não me arrependo, mas sem dúvida passa a sensação de que as coisas ficaram muito fáceis para o outro lado. Continuo com o pensamento de que não me prendo a um relacionamento falido por dinheiro, mas penso que a igualdade na divisão dos bens é algo justo e de direito. Mas entendo que quando estamos no limite ultrapassado da relação acabamos abrindo mão do esforço de anos em prol da liberdade.
      Acredito, Sissym, que a vida ainda será muito generosa com você. Um abraço!

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  14. Oi Bia,

    o conceito de que fazemos parte de uma rede, de que somos fios entrelaçados e que apertar o fio aqui, ou folga-lo ali, interfere em toda a trama, é perfeito. Percebo as relações exatamente como você discorre, não como o agir em função do outro, mas o agir com a consciência da interdependência.

    Um beijo

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    1. Muito interessante, minha cara! O projeto é de bom alvitre e parece que é bem sucedido na prática. Certamente ele ficará bem melhor, quando esses mesmos alunos tiverem noções de matemática financeira na segunda fase do ensino fundamental, dentre outras coisas.

      Parabéns!

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    2. Van, quantas vezes tecemos as tramas laceando ou apertando demais o fio, e quando percebemos, o resultado é disforme! Gostei muito da comparação, pensar no coletivo e no merecimento são fundamentais para a interdependência.

      Cristiano, o projeto é mesmo muito interessante para os professores interessados em trabalhá-lo conforme orientações do órgão responsável. Um abraço!

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  15. Um texto muito importante mas infelizmente pouco colocado na prática em seus conselhos éticos e que favorecem relacionamentos sadios. Ninguém é uma ilha, embora alguns vivam como se fossem. quanto ao caso dos egoístas, ainda que aparentemente levem vantagem, carregam o peso do seu próprio egosísmo e não é pouca coisa. quanto aos generosos, sua generosidade é o prêmio, o acalanto e o consolo, aquilo que lhes dá força e ânimo para continuar sempre.
    a bondade não acaba e não gasta, embora alguns a economizem como se fosse assim,rsrsr
    beijos

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    1. Oi, Jeanne, se tem algo em que eu confio, até por uma questão de fé, é que os egoístas devem ser pessoas tão pequenas e vazias por dentro que precisam aprisionar o que está fora (sejam pessoas ou coisas) para se sentirem melhor, e isso já é o próprio castigo. A generosidade deve ser distribuída fartamente, mas o cuidado é não deixar que a generosidade deixe de servir quem a merece para servir quem não a merece, porque então será uma generosidade injusta. Adorei suas considerações. Um abraço!

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  16. Seu texto muito bem escrito, me deu uma clareza maior este conceito.

    Saudações

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    1. Fico feliz de ter contribuído para seu crescimento, um abraço!

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  17. O Google nos diz que neste blog foi publicada a última frase do meu poema Mude.
    Só o que está morto não muda.
    Agradeço.
    E aproveito para te convidar a conhecer o poema todo, além do vídeo, e do livro (editado pela Pandabooks, com prefácio de Antonio Abujamra).

    Abraços,

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    1. Oi, Edson, seja bem vindo. Acho que o Google te enganou, tenho uma frase similar em um poema chamado Rendição que diz:
      "Sempre haverá alguém reinventando o amor
      só por ele é que se muda".
      Embora eu tenha gostado muito da sua frase, seu poema e seu blog. Volte sempre que quiser, um abraço!

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  18. Boa noite Bia,

    Como sempre mais um texto maravilhoso, testos como o seu dão prazer ler :D
    Fizeste-me lembrar uma frase que há muitos anos um professor me disse, mas que nunca mais esqueci, "A nossa liberdade acaba, onde começa a liberdade do outro". uma pequena frase mas que têm tanto significado e tanto que se lhe diga.

    Beijinnho

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    1. Oi, Laidy, que sabedoria do seu professor ensinar isso aos alunos. Gosto muito também dessa frase, que precisaria urgentemente reger as relações tão importantes para nossa vida. Um abraço, tenha uma linda semana!

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  19. Um belo texto Bia, é verdade a vida é uma rede...Conviver com outro seja parceiro, filhos, pai, mãe, irmãos, não é fácil cada um tem seu gosto, seu espaço, o equilíbrio é saber onde esta o meu e começa o do outro, quando atingimos isto tudo se torna bem mais simples.

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    1. Patrícia, falou muito bem, cada um tem seus gostos e conciliar a variedade de manias e personalidades é uma tarefa e tanto. Daí a importância de dividir os mesmos valores e treinar a paciência e a generosidade. Um abraço!

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  20. Texto ótimo, claro e realista. Amei, como tudo que escreves. Beijão, www.spiderwebs.tk

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  21. Olá Bia,

    Excelente texto, donde se depreende muita sensatez e equilíbrio.
    Conviver não é tarefa fácil, mas o melhor caminho será sempre
    uma busca básica pela satisfação própria conjugada à satisfação de nosso próximo.
    Nossas escolhas, com certeza, terão influência na vida dos outros, por isso requer bom senso a fim de que não causem infelicidade, pois ninguém consegue ser feliz distribuindo infelicidade.
    Interferir nas decisões alheias também poderá ser temerário. O resultado poderá não ser bom e seremos responsabilizados por uma escolha equivocada daqueles.
    Para o bem estar geral e visando errar menos, melhor trilhar pelo caminho da ponderação, equilíbrio e justiça.

    Beijão.

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    1. Oi Vera, é complicada a questão de gerar felicidade ou infelicidade. Uma pessoa generosa jamais vai querer fazer o outro infeliz. Mas tem também o outro lado, será que esse outro lado está fazendo por merecer a felicidade? Ou ainda, não é uma carga muito grande para uma pessoa pensar que é responsável pela felicidade do outro? Se envolver uma escolha, então, alguém com certeza sairá perdendo. Mas o que perdemos hoje pode ser um ganho para o amanhã...São questões muito complexas que exigem meditação sobre e sabedoria. Adorei seu comentário, uma abraço!

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  22. Interdependência! Sem ela Bia, não há um relacionamento justo, bom, respeitoso, firme!
    Muito bom seu texto e que nos faz refletir bastante.
    Beijokas doces

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    1. Marly, definiu com poucas palavras o que é necessário para a interdependência. O problema é que nem sempre os outros pensam dessa forma. Um abraço!

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  23. Ensinar com amor ainda é uma das maneiras mais verdadeiras,talvez a única real de fato, de distribuir igualdade de condições a todas as pessoas, num futuro mais humano.Traz consigo no mínimo uma proposta visionária e independente.Beijo verdadeiro de apoio,do leitor de seu blog.:-BYJOTAN.

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    1. Obrigada, seja sempre bem vindo. Já visitei seu espaço e gostei muito do seu texto sobre desapego. Um abraço!

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  24. Inquietante seu texto Bia , ser interdependente e nutrir e zelar pelo respeito ao próximo.Complicado prém viável se houver sociabilidade

    Bia FELIZ PÁSCOA! MUITA PAZ
    BEIJOS E CHEIROS ACHOCOLATADOS

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    1. Exato, Yasmine, nas palavras é lindo e consistente, mas sem dúvida um conceito complicado de ser aplicado (mas não impossível). Boa vontade de ambas as partes é a chave. Um abraço!

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    2. Ah, sim FELIZ PÁSCOA PARA VOCÊ TAMBÉM!!!! Páscoa e vícios...hahaha.

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  25. Passando para deixar um abraço
    carinhoso e lendo o que de melhor
    tem aqui,por isso parabenizo sempre
    Um Blog que tem tudo que é bom
    Abraços de um dia feliz Rita!!

    um texto maravilhoso gostei!

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    1. Oi, Rita, bom saber que se sente à vontade por aqui. Um abraço!

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  26. Que atitude linda essa sua com as crianças, Bia... Parabéns!
    Sobre o relacionamento com o próximo, também, acho que é por aí, não devemos viver em função do outro, tampouco fazer com que ele viva em nossa função, o que deve existir é uma troca... cumplicidade... compreensão e amizade, pois só assim será possível ser feliz.
    Abracins e tudo de bom!

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