domingo, 6 de maio de 2012

Considerações de um pré-aniversário

Nota ao leitor: essa postagem é como um balanço de quase um ano de vida, portanto pode se tornar um pouco longa, mas hoje eu não quero me preocupar com o tamanho da postagem. Também podem aparecer assuntos repetidos, uma vez que minha vida está mesmo estranha e venho falando isso há algum tempo. Se continuar, eu agradeço a disposição e a paciência, caso contrário, agradeço o carinho da presença constante.

Imagem by Bruno Zeppelin - Flickr

Há quase dois anos, em uma consulta esporádica com minha psicóloga (embora as visitas fossem somente uma duas ou três vezes no ano, ela me ajudava muito), mas precisamente em agosto de 2.010, falei sobre assuntos que ficaram pendentes na minha vida e que eu gostaria de resolver. Falei também sobre mudanças de sentimentos e opiniões que estavam me incomodando um pouco, e ela deu seu diagnóstico: "Você está vivendo precocemente, aos 35 anos, a crise dos 40". Fiquei espantada, mas feliz por entender o que estava acontecendo (li uma matéria bem explicativa sobre o assunto, que está aqui. O problema é que essa crise parece perdurar até hoje, quase dois anos depois.

Imagem daqui

Na ânsia de me ajudar a resolver essas questões misturadas com outras de cunho pessoal, há uns dois meses comecei a fazer acupuntura quinzenalmente. Da primeira sessão, onde cheguei totalmente confusa e angustiada, saí mais tranquila e leve. A segunda foi quase um fiasco, porque ele me jogou umas questões que mexeram com minha segurança, justamente o que eu estava buscando, e queria que eu testasse outras possibilidades. Quando fui na terceira sessão, contei que havia ficado muito mal, que fiz o que me pediu, constatei o que eu já sabia e havia voltado para o mesmo lugar pela milésima vez em um ano. Então ele me explicou que eu não havia voltado ao mesmo lugar, e sim tinha confirmado o que eu já sabia, o que faz toda a diferença. Vou me explicar melhor.

Imagem by Maria Ruch - Flickr


No meu aniversário do ano passado (no final de maio) já em meio à essa turbulência, recebi uma mensagem que foi seguramente o melhor presente de aniversário que recebi na vida, sem dúvida. Algo muito bom no meio de coisas muito ruins. Nesse quase um ano tive mais alguns poucos momentos maravilhosos e que foram fundamentais para que eu continuasse sorrindo, mas o restante continuou muito difícil.  O negócio é que eu quero resolver minhas outras questões para poder estar livre para viver tal sentimento e para me reencontrar como ser humano. Mais do que querer como uma birra infantil, eu preciso disso.

Imagem by Carlos Luz - Flickr

Nesse meio-tempo houveram vários sentimentos e fases diferentes. Alegria extrema, tristeza, segurança, insegurança, amor, rejeição, saudade, dor, medo, muito medo. Já disse e não custa repetir: odeio sentir medo. Uma coisa é certa há muito tempo: eu sei exatamente o que eu quero e o que me faria feliz. Foi o que o terapeuta quis testar, e por isso eu disse que voltei ao mesmo lugar. Mas eu entendi o que ele quis mostrar: nunca voltamos ao mesmo lugar, porque conforme o tempo passa, as coisas vão mudando e as certezas se consolidando, a tendência é que os medos sejam ultrapassados e a segurança, definida. Apesar disso, tenho me olhado no espelho e acho que envelheci um pouco nos últimos meses ah, não diga! Não sei se o que vejo é o envelhecimento da face, ou da alma.

Imagem by Rebeca Hidalgo - Flickr

Sei o que eu quero. Não me falta coragem, ousadia, independência para seguir adiante. Não me preocupo com questões financeiras porque como diz a Yasmine desse blog aqui, "quem preferiu o dinheiro, paciência, eu preferi o amor". Eu corro atrás. Minha filha me dá o maior apoio. Por que então não andei para frente? Porque as pessoas a par do assunto me pediram paciência, inclusive quem amo. Os sentimentos de agora me lembram muito a fase que passei no final da adolescência, quando fiz muitas bobagens por carência e afobamento (estão no primeiro e segundo capítulos da minha história, botão Uma História Real). Fui impulsiva e isso pode ter causado uma série de transtornos em minha vida, e eu não quero cometer os mesmos erros. Não quero perder quem amo, não quero afastar meus pais, então estou tentando me refrear para agir com calma, mas não suporto mais a hipocrisia (algo que sempre tentei combater) de estar vivendo na mentira. As travas também podem ser consequências de alguns traumas que sofri mais ou menos na mesma época, traumas são realmente questões complicadas.

Imagem by Jânior Afarásia - Flickr

É certo que nesse tempo de espera, digamos assim, aprendi muitas coisas, mesmo. Aprendi que posso ser muito mais tolerante, paciente e humilde do que sonhei pensar em ser, e olha que eu já tinha aprendido isso! Aprendi ainda mais a arte de silenciar em vez de discutir, a esperar, e esperar. Aprendi que posso ir além do que imaginava, ainda que em muitos dias, para não desistir, eu segui a filosofia dos alcoólicos anônimos: "viver só por hoje". Organizei de vez minha vida financeira, só faltando um pequeno detalhe que será resolvido essa semana, o que me dá uma boa estabilidade para começar de novo. E aprendi que um amor verdadeiro guardado se torna maior, muito maior com o passar do tempo. Penso que talvez seja necessário passar por essas etapas e aprendizados para enfim, conquistar o que tanto almejo.

Imagem by Lucas Incas - Flickr

O que me preocupa é que há uns dois meses não tenho sentido vontade de fazer mais nada. Nessa época minha mãe me convidou para ir a algum lugar e eu disse: "mãe, estou como uma ostra, fechada, à espera de que alguém venha resgatar sua pérola". Então me dou conta de quem ninguém virá resgatar minhas pérolas, cabe a mim dividi-las ou não com o mundo. Talvez os medos me façam achar que não tenho pérolas a dividir com ninguém, e tem sido constante meu combate comigo mesma para me convencer do contrário combate esse que também me cansa. Não quero que esses sentimentos se transformem em uma doença grave, porque penso que algumas doenças são reflexos de um processo auto-destrutivo do ser humano, e não quero me tornar uma pessoa fria, dura e amarga como reflexo da auto-proteção, como vi acontecer com minha avó. Também não quero que as pessoas do meu convívio sejam atingidas por problemas que dizem respeito à mim, já que não gosto de conviver com pessoas amargas.

Imagem daqui

Aprendi também a ser mais tolerante comigo mesma, a me cobrar um pouco menos, a me apoiar mais, sem contudo me fazer de vítima. Odeio quem se faz de vítima e esse não é o meu objetivo. Só não consegui me libertar da angústia. Há uma frase que me acompanha pela vida, que diz: "às vezes vamos longe demais para voltar atrás". É o que está acontecendo comigo. É como se eu olhasse para trás e visse as estradas da minha vida destruídas, como no filme 2012, em que os caminhos vão desmoronando e só resta continuar em frente, não há mais opção. Vejo a estrada em frente, quero caminhar nela, quero chegar ao topo, só não estou conseguindo ir com a velocidade que gostaria, e isso provoca tais sentimentos contraditórios.

Imagem by Marcelo Braga - Flickr

Alguns devem estar se perguntando por quê publicar esse texto agora e não no meu aniversário. A resposta é, porque eu gostaria que no meu aniversário as coisas tivessem avançado. Cansei de me dar prazos, porque tentei e não foram cumpridos, o que gera decepção comigo mesma, aquele sentimento de "já podia ter resolvido isso e estaria tranquila agora". Prometi que resolveria até o final do ano passado, acontecimentos alheios me fizeram retroceder. Em janeiro resolvi me dar um tempo, em fevereiro estava tão bem que seria capaz de "abraçar o mundo", e novamente um acontecimento me fez retroceder. Disse que de março não passava, mas então as pessoas me pediram paciência, e eu retrocedi. Novamente um tempo em abril, mas seria bom resolver tudo de uma vez como presente de aniversário. Nesse meio tempo terei mais duas sessões de acupuntura, onde pretendo fazer os últimos acertos antes de seguir em frente. E dá-lhe agulhada na orelha para lembrar quais sentimentos precisam ser trabalhados!

Imagem daqui

Nossa, me sinto bem mais leve depois de escrever tudo isso, não é à toa que considero esse espaço minha  penseira (fazendo uma alusão ao objeto mágico de Dumbledore)! Alguém já passou por algo similar? Como forma de incentivo, fiz uma lista com o que pretendo realizar, aos moldes do que a Sabrina fez em seu blog  Spiderwebs, mas como a postagem já está imensa, publicarei a lista nos próximos dias. Esse espaço, e a opinião das pessoas que me visitam (importante por olharem as coisas sem envolvimento emocional), tem me ajudado muito a manter o foco na vida, na alegria e nos bons sentimentos. E a seguir em frente, tentando olhar o horizonte com calma e discernimento, tal qual a música que deixo, não é meu gênero preferido mas esse cantor, em especial me agrada, e a letra dessa música tem muito a ver com o momento.






Leituras complementares sugeridas:
- Uma ostra feliz não produz pérolas - Blog Cia da Borboleta, da querida e sábia Cecília.
- Como fazer sorrir - Blog Zoom ideias da fada sem fim, da amada Sissym.
- Há coisas que simplesmente não se explicam - Blog Escritos Lisérgicos, do peculiar Christian.

"Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente… um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. .. Estou realmente cansado. Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade… quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.” Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso..."
Caio F. Abreu

72 comentários:

  1. Oi Bia,
    Fiquei e li até o final. rsrsrs
    Adoro está música, mas não sei bem o motivo. Na verdade gosto mais da gravação do Bethânia.
    Sobre o post, não sei bem o que comentar, a não ser que seguir em frente, deixando na poeira da estrada as coisas que realmente não são importantes, é o melhor a se fazer.
    Siga apenas...
    Siga no seu ritmo e compasso...
    Beijão e obrigada pelos cometários.

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    1. Oi, Beth, talvez seja preciso primeiro acertar o ritmo e o compasso para depois segui-lo. Talvez a vida esteja pedindo um compasso diferente, e essa é a dificuldade da minha adaptação. Mas com certeza um dia a poeira ficará para trás, e será só alegria por um bom tempo até que outra tormenta se apresente. Pelo menos isso a maturidade me deu, a certeza de que um dia, as coisas encontram seu lugar. Um abraço!

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  3. Oh...Bia!
    Eu gostaria muito de escrever aqui palavras que pudessem realmente ajudar de alguma forma nesse momento...Mas eu fiquei sem elas quando li o seu texto!
    A única coisa que consigo dizer é que não há sofrimento maior do que manter-se distante daquilo que amamos e que viver uma mentira é o mesmo que não viver! A vida não pode ser arrastada, um dia de cada vez! Você merece muito mais do que isso, minha amiga!
    Um grande abraço, do tamanho do mundo!

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    1. Oi, Isa! Gostei muito do que disse, talvez tenha entendido o que eu sinto porque talvez o processo dos seus sentimentos sigam os mesmos caminhos que os meus, e isso se revela em seus escritos. Tenho mesmo a impressão de estar vivendo arrastada, como se o tempo corresse muito rápido para o que pode ser bom e muito devagar para o que está ruim. Mas a maioria das pessoas não pensa como nós, então tenho medo de ir contra a maré. Mas viver na mentira, realmente, é algo que não me agrada. Um abraço!

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  4. gostei de te ver desabafando, tirando poeiras de debaixo do teu tapete e remexendo o pó...

    Agora, só posso torcer que consigas o que queres, seguir em frente, deixar o que preciso for para trás.

    Boa sorte, Fica firme e forte!beijos,chica

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    1. Oi, Chica, todos acumulamos poeira ao longo do tempo, não é? Quanto mais atrasamos a faxina, mais poeira vai se acumulando. Eu não quero que esse espaço se torne um lugar pesado e cansativo, mas infelizmente, às vezes, é preciso colocar para fora o que está incomodando. Hoje estou me sentindo bem melhor. Um abraço!

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  5. Ei Bia,

    O tamanho do seu texto não descreve os teu anos de vida e nem os detalhes de cada instante que compõe tua história, confesso que fiquei impressionada com suas linhas que aos poucos foram revelando seus sentimentos , suas insatisfações, suas conquistas, decisões ,e principalmente o seu desejo de que algo novo aconteça. Amiga não existe ninguém na face da terra que não passasse por desilusões, tristezas e vontade de entrar em um casulo e por ali morar sem ao menos sentir o calor do sol, mas posso garantir que nem todos se permitem lutar para sair do mesmo, ainda como uma lagarta feia e quase que sem força , enfrentando os altos e baixos para se transformarem em uma grande borboleta e voar. Você demonstrou que já possui asas ao descrever o seu coração em palavras , e que também possui a grandeza de uma ostra ferida com a grande capacidade de produzir pérolas...O amanhã confesso que não sei te dizer como será, mas minha amiga , hoje você deu um grande salto a liberdade do sentir, mesmo em momentos difíceis, mesmo com esta vontade que grita na alma por socorro, você quer viver, e isto sim é que fará do seu dia de aniversário o mais surpreende em toda a sua existência....

    Obs: Muito obrigada por citar me em suas leituras complementares..me senti honrada , muito mesmo...

    Uma abraços apertadíssimo e muito obrigada pelo carinho de sempre

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    1. "Ela me faz tao bem, ela me faz tao beemmmm..." - pois é, ler voce me faz bem !

      Bjs

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    2. Ler as duas me faz bem!:) Cecília, tem razão e eu não havia visto por esse lado. Querer sair do conforto quente do casulo não é desejo de qualquer um, muitas vezes, mesmo sendo feia e disforme, a lagarta prefere o comodismo ao alçar voos que a levem para lugares novos e lindos. Mas voar dói, eu sei, para que as asas sejam fortalecidas e a coragem, também. Obrigada por suas palavras, a referência ao seu post é mérito todo seu por seus belos escritos. Um abraço!

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  6. Bia,
    Te conheço muito pouco e somente através dos seus escritos, uma visão unilateral, e por isso mesmo cheia de suposições, onde chega-se a algumas conclusões as vezes vindas das entrelinhas. Mas sempre suposições, coisa que não ocorreria se houvesse interlocução.
    Então me permito apenas palpitar de uma forma geral. Gente inteligente me atrai.
    Pelo teu texto, você me parece angustiada e em crise existencial, típica mesmo da crise dos 40.
    Nada de excepcional para aquele que pensa, para aquele que tenta entender a vida e suas razões. Quem pensa se cobra, antevê, se angustia, busca soluções.
    Acho que este ainda é um momento de reflexão, de voltar para si mesma, de estabelecer com convicção os seus quereres, a estrada que você quer trilhar. Com calma, sem impetuosidade, sem muita ansiedade, dar um pouco de tempo ao tempo. Ficar bem consigo mesma, se perceber, se ver inteira, sem mascaras, virtudes e defeitos, (Quem não os tem?) e principalmente se aceitar, se amar, se valorizar. Só assim você conseguirá ficar bem com o outro, busca constante de nossa vida, seres sociais que somos. Ninguém consegue ser um só, necessitamos de companhia para sobrevivermos, uma companhia prazerosa, que nos instigue, que nos estimule, que nos acompanhe no nosso crescimento como individuo, e é claro, acompanhado de muito amor.
    Parece piegas, mas é sempre o amor que nos move e para sermos felizes, achar e conseguir amar a quem nos valorize, a quem nos motive a mostramos o melhor de nós, sempre.
    Decisões e ações devem ser tomadas e elas só cabem a você.
    Por isso a necessidade da pausa, da introspecção e da reflexão madura.
    Me parece que você esta no caminho certo e este caminho é você quem faz, traça o rumo, desenha os mapas. Pessoas como você, que pensam, não se resumem em caminhos já trilhados, buscam o seu, próprio, mesmo que tenha mais curvas ou tropeços, mas o seu caminho.
    A introspecção te dará forças para que não se angustie com a urgência em trilhá-lo. Me parece que você precisa estar mais segura para abdicar de coisas que ainda a prendem e atrasam este seu caminhar. Situações não resolvidas vão e vem, aparecem de outros ângulos, de outras formas, mas sempre teimam em aparecer. As vezes a gente revive situações, num circulo vicioso, pensando que nela está nosso destino, mas nem sempre é assim. Temos a necessidade de vê-las de fora, de forma impessoal, desligada de lembranças ou obsessões. A vida sempre segue em frente e nunca as coisas serão como antes eram, a gente assimila as coisas do dia a dia e se transforma, não percebendo que o desejo nos faz ficar estagnados no passado.
    Devemos estar convicto do que somos e estar aberto as coisas que nos aparecem, de maneira clara, real, mesmo que sejam fantasmas do passado. A gente estando bem com a gente mesmo, terá sempre a condição real de avaliação (fácil de falar, né) e se apegar ao que realmente valha a pena.
    Desculpe a minha intromissão invadindo a sua “Penseira”, principalmente dando palpite em assunto do qual não estou precisamente a par. Assim, posso ter falado muita besteira, mas falei o que interpretei do seu texto, o que me tocou mais.

    Bjo procê

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    1. Oi, Lufe. Concordo que a conversa pessoal é mais eficiente para conclusões, pois a interpretação depende de quem lê e como lê, sem argumentos explicativos. Agradeço o sutil elogio à inteligência, também me atrai esse tipo de pessoa.
      Ainda estou um pouco introspectiva, buscando algumas certezas, o que não é garantia de que irei encontrá-las, porque viver é de alguma forma, um risco. O amor faz parte da minha alma e viver sem amar (ainda que seja a mim mesma) é perder o significado da própria vida. Na verdade, Lufe, a insegurança não está em mim, estou decidida e certa do que quero há algum tempo, mas nas pessoas que estão à minha volta. E como no passado eu não quis escutar, não quis dividir meus problemas com os outros e fiz bobagem, passei a valorizar mais a opinião de quem está de fora, mas me ama.
      O "fator surpresa" é que as pessoas em geral tem um apego ao seguro, ao conhecido, e medo do novo. Há então um conflito entre as opiniões, que me travam e me impedem de seguir em frente. Incentivam a seguir em frente porque reconhecem que a situação já não me deixa feliz, mas temem os reflexos das minhas atitudes. Mesmo das piores bobagens eu assumi as consequências, isso não me falta. Eu brinco de dizer que falta é alguém dizer "vai, minha filha, se joga". Só isso. Mas entendo que quem me ama quer me proteger e por isso, não quer me expôr à dor. Mas nesse caso, meu caro, eu diria que a dor é inevitável, porém será reconfortante. Tenho buscado estar bem comigo mesma, mas fica difícil viver bem em meio a uma mentira.
      Lufe, "dê seus pitacos" sempre que se sentir à vontade, eu garanto que o que leio aqui me ajuda a crescer e testar outras perspectivas sobre um mesmo assunto. Minha penseira está à disposição. Um abraço!

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  7. Minha querida amiga, após a leitura do seu texto, vejo que vc se cobra muito, não se é assim, se vc, aconselho, seja menos exigente consigo mesmo, não vou lhe dizer para ser paciente, contudo, agindo, as coisas acontece no momento certo. Estarei torcendo que tudo se encaminhe da melhor forma possível para o seu bem estar. Bjos.

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    1. Oi, Eder, o me cobrar muito é algo cultural, de quem foi criada com muitas responsabilidades, e nas poucas bobagens que fez da vida, foi severamente repreendida. Já fui pior (sim, isso é possível!) e tento diariamente me acalmar, me cobrar menos, mas é difícil mudar algo que faz parte da essência. Tenho tentado me apegar muito nisso, na questão de que as coisas acontecem no momento certo, e julgo que essa é uma questão também de fé, de entrega nas mãos de Deus. Mas para quem foi criada para resolver, entregar é bem complicado. Com tantas batalhas internas, penso que até tenho sido bem paciente e tranquila. Um abraço!

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  8. Oooi!
    Também gosto dessa música. Linda!
    Sobre o post não sei o que te dizer. Como ando numa fase meio down, acho que não sou uma pessoa indicada para dar conselhos.
    Queria conseguir colocar tudo pra fora assim como você...
    Fico torcendo por ti, para que tudo se encaminhe da melhor forma e que você seja feliz!

    Bejus

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    1. Oi, Naty, posso assegurar que colocar tudo para fora alivia um bocado a angústia. Eu não consigo fazer isso com um amigo porque tenha a impressão de estar incomodando o outro com meus problemas, e cada um já tem tantos...Quem sabe se criar um espaço como eu, voltado para os alívios da alma? Espero que sua fase passe logo, um abraço!

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  9. Muitas das coisas descritas já passei, estou passando e sei que passarei, rsrs a vida é assim, altos, baixos, alegrias, tristezas, mas uma coisa fiz a muito tempo não coloco prazo assim como vc disse que não iria fazer, pois é a mais pura realidade se não da certo é uma decepção total, outra coisa ninguém vira resgatar com certeza a perola dentro da ostra sabe porque? Não veem sua beleza até que se abra, como dizia um comercial tem coisas que só a Philips faz por vc, é por ai tem coisas que somente nós mesmos fazemos, apesar de nos faltar forças e ânimos muitos vezes não tem jeito. Amei o final to meio assim tbm, será que é pq to com 39?? kk eita lasqueira vou entrar na idade da loba se ouvir uivos por ai sou eu kkkk
    Falando serio nos transformamos a todo momento mas no fundo somente nós mesmos podemos nos ajudar, bjuuuus

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    1. Oi, Patrícia, "lascou-se", 39? Está chegando lá, hahaha. Espero realmente que, se chegar à tal crise, ela passe bem rapidinho e seja leve como uma pluma de travesseiro! Sim, eu sei que se eu não abrir a ostra ela não mostrará a pérola, mas as vezes é preciso s fechar um pouquinho para proteger sua beleza. Não gosto muito de me proteger, acho que devemos enfrentar as situações para nos fortalecer, é que o tranco tem sido brabo e inesperado. Pensei em passar por muitas coisas ainda nessa vida, como doenças e morte (não que seja melhor, longe de mim!), mas não pensei que passaria novamente por uma revolução interna, isso realmente me deixou com "calças curtas". Mas não perdi a fé de que as coisas ainda ficaram lindas e estou tentando me ajudar, a busca por acupuntura foi uma tentativa e tem me ajudado bastante. Um abraço!

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  10. Bia,
    O grande passo você já deu que é colocar para fora o que está sentindo... eu já tive uma crise em minha vida, mas foi aos 18, aquela época que você deixa de "ser menina e se torna mulher"... tive depressão e tudo mais... mas já passou e se antes dessa crise eu era uma menina que me cobrava muito e guardava tudo para mim, depois dela, aprendi equilibrar e a lidar melhor com tudo isso... temos que passar pela vida e não deixar que ela passe pela gente, do contrário, não vivemos o que a vida tem de bom a nos dar... não sei se minha situação serve pra você se "espelhar", mas você é jovem e inteligente, e acho que sairá muito bem diante de tudo isso! Que Deus te ilumine sempre... abraços e tudo de bom!!!

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    1. Oi, Barbie, então, passei pelo mesmo aos 18 anos (de uma forma mais impetuosa, é verdade). Sofri algumas perdas significativas, alguns relacionamentos mal-sucedidos, mas com ajuda e muita força de vontade consegui me reencontrar. Estou surpresa por me ver assim, novamente angustiada, e tentando lidar com isso com as ferramentas que colhi ao longo da vida. Talvez seja preciso usar um novo instrumento, que estou a construir. Espero que não passe por uma nova fase conturbada, que sua vida seja suave, sempre. Um abraço!

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    2. Quando eu for rezar, te incluirei em minhas orações, para que a força de Deus te tire dessa, amiguinha! abraços e tenha uma semana linda cheia de paz e alegria. *-*"

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  11. Olá Bia, pelo que entendi vc está vivendo uma crise que teoricamente vem aos 40 mas que na verdade pode vir a qualquer momento qdo não encontramos estímulos e respostas nas nossas vidas, eu já tenho 40 e p mim é como se tudo tivesse começando agora e tudo que eu quero são mais 40 srrs, mas passei por algo assim que vc descreve tão delicadamente, qdo eu tinha 22 anos, depois novamente aos 27 e por ultimo aos 34, na minha opinião são aqueles momentos que vc parece perder o leme do barco e não saber ao certo p onde está indo, as coisas perdem o sentido e desanimamos, mas tudo isso vai passar e p passar vc tem que querer que passe, nos meus momentos de crise que tive descobri que as pessoas por mais que nos amem se cansam do nosso sofrimento, quem mais nos ama nesta vida somos nós mesmos! Fique bem, e acredite, tudo isso vai passar mas terá que partir único e exclusivamante de vc o desejo que passe! Bjoooooooss

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    1. Oi, Kellen, pode parecer contraditório, mas ao mesmo tempo que há dias em que não tenho vontade de nada, tenho uma vontade imensa de viver mais uns 40 anos e realizar ainda muitas coisas, cultivo planos e sonhos. E pode não parecer, mas tenho tentado e muito sair dessa situação. É justamente por saber que as pessoas que me amam não querem me ver sofrer que evito ficar compartilhando o que sinto o tempo todo, e por outro lado isso acaba me sufocando. Obrigada por seu depoimento e por me contar que já passou por algo similar, no fundo sei que são fases importantes para crescer e agregar como ser humano. Um abraço!

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  12. Tão difícil opinar sem saber qual é o seu problema concreto! Mas espero que na sua próxima fase de euforia, você esqueça os outros. Os outros estão preocupados com eles. Beijus,

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    1. Oi, Luma, amei sua resposta! Está aí a segurança que eu preciso, de saber que os outros são os outros, que as preocupações deles não são as minhas, e que quem está sofrendo sou eu por tentar agradar a gregos e troianos. Valeu, um abraço!

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  13. Comecei a ler seu (otimooooo) texto e pensei: estamos desabafando, cada uma do seu jeito.
    Bia, para mim é mais facil suspirar, desabafar, criticar, etc... de forma poetica. Não me pergunte o por que, mas eu me fluo desta maneira.

    Eu nao fiz acupuntura, nao procurei analistas, mas dei tantas reviravoltas na minha vida até colocá-la no eixo que queria. Ainda tenho o que modificar e crescer, mas dependo de fatores externos.

    Fiquei pensando, conversando com meus botoes, se já tive crise de idade. Não. Só que algumas vezes, recentemente, tenho observado que estou envelhecendo. Não tenho como freiar o efeito do tempo, só que penso sistematicamente como melhorar minha condição de saude, vida, etc...

    Sou-lhe grata, Bia, porque quando comenta nos meus blogs, na verdade, está conversando comigo, falando de si, do que sente e que de alguma maneira estamos com os pensamentos alinhados. Isso me ajuda muito: se estou séria, super ocupada ou triste, sorrio. E tambem, eu me sinto motivada a continuar.

    Na minha cabeça, não importa se escrevo poesias, textos de auto-ajuda, textos reais mas engraçados, tenho a preocupação de levar algo de valor a quem estiver dando atenção.

    BEIJOS e vamos para a nova etapa de nossas vidas, afinal, eu tambem vou fazer aniversario neste mes.

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    1. Oi, Sissym, acho lindo e louco o que acontece na blogosfera. Com algumas pessoas há uma identificação instantânea, que aproxima e faz com que tenhamos a impressão de que podemos marcar um café no final de semana e visitar o outro, numa boa. Você é uma dessas pessoas, que pensa e/ou sente igual, e a troca de experiências acerca de uma postagem nos faz perceber que somos humanos, falhos, fracos, mas também amorosos, desejosos de novos horizontes, de novas descobertas.
      Acho que o tempo é um dos fatores que provoca essa urgência de viver, essa necessidade de não perder mais tempo com o que não nos faz feliz, porque já não somos "mocinhas" mas ainda temos um vasto chão a percorrer, e a qualidade da caminhada é tudo.
      Esses fatores externos realmente atrapalham nossas realizações, mas concordo que quando estamos bem, o que se passa fora é o de menos.
      Como sempre escrevo aqui o que comento é reflexo do que sinto no momento, e se gosta dos meus comentários, é porque seus poemas me tocam fundo, de alguma forma. São lindos porque são reflexos do que sente, porque ainda que o sentimento seja triste, a ausência deles me apavora.

      Desejo, a nós, que possamos em breve falar das belezas que descobrimos por nossas andanças depois desse período de reencontro e exaustão. Um abraço bem apertado!

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  14. Bia querida! Li até o fim! A cada nova postagem você se revela várias mulheres maravilhosas em uma só! Batalhadoras, lutando, vivendo e aprendendo a batalha da vida! Parabéns por permitir que possamos entrar, atráves da leitura, e ir te conhecendo... Uma semana feliz e cheia de oportunidades! Abraço carinhoso!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Elaine, que palavras carinhosas! O seu blog, sempre tão repleto de informações, também é uma porta de entrada para o conhecimento e para os bons sentimentos. Um abraço!

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  15. Cara Bia,compreendo,razoavelmente,o que voce sente.Sim,porque a individualidade nos coloca paralelos,apesar de próximos em experiências.Também passei por um momento de reflexão neste mês(meu aniversário foi no início de maio),então essa crise interna (ou autocrítica) é normal e,muitas vezes,necessária.Sinto muitas coisas conflitantes,mas não o medo.Talvez eu precise dele para ver as coisas por um outro prisma.Ajuda muito mais que atrapalha.Medo nos faz ter o pensamento analítico mais preciso,quando a tormenta vai.E,acima de tudo,se voce consegue chegar ao ponto de vislumbrar uma saída,é sinal que o medo e as dificuldades não estão mais a sua frente.E sim ao seu lado,ficando pra trás.Um grande abraço.

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    1. Oi, Marcello, muito interessante seu comentário. Esses períodos de reflexão e auto-crítica são importantes para lapidar o caráter e os sentimentos, é uma pena quem se esquiva do processo reflexivo com medo de remexer suas fraquezas e o que precisa ser mudado em sua vida. Penso que é preciso ir ao fundo do poço para limpá-lo, de vez em quando, para emergir zerado, melhor e mais forte. É que dessa vez está demorando um pouco mais do que eu gostaria para passar, mas tem toda a razão. Não vejo mais o medo à minha frente, mas ao meu lado, e espero em breve vê-lo se tornar poeira na estrada que ficou para trás. Um abraço!

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  16. Não se cobre tanto flor... Beijos e fique bem!

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    1. Oi, Luciana, sempre doce em seus comentários! Me chamar de flor, me desmonta, porque me lembra alguém que gosto muito...Já me arrancou um sorriso! Um abraço!

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  17. Bia, com certeza é muito bom desabafar, ou aqui no blog ou com uma psicóloga. Também faço isso sempre.

    Como você também tenho que me cobrar um pouco menos, esquecer um pouco menos, celebrar as vitórias. Mas também as vezes me sinto fechado em uma ostra, sem querer conversar com ninguém, mas isso passa. Ainda bem...

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    1. Oi, Gilberto, já tive (e tenho) muitos amigos, bons e verdadeiros, mas eu não tenho nenhum que tenha me acompanhado ao longo dos anos, são "amigos de fases", com quem não tenho liberdade para chegar e me abrir. Ou talvez seja cultural, fui educada para não "incomodar" e acabo tendo essa impressão quando me exponho. Aqui, no blog, a leitura é uma opção de quem chega, fica mais fácil.
      Minha psicóloga, mais do que uma profissional era uma amiga, mas por questões pessoais está afastada há mais de um ano da profissão e sinto falta dela, falávamos a mesma língua.
      Gostei muito do que disse, celebrar vitórias é importantíssimo para manter o viço, a garra, o foco. Mas para celebrá-las é preciso estar aberto e correr atrás...Fechada como uma ostra, sei que fica difícil celebrar alguma coisa. E concordo, isso passa, ainda bem! Um abraço!

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  18. Olá Bia,
    A sua história daria um belo romance da vida real. Pense na ideia. Não sou psicólogo, nem terapeuta, apenas um filósofo com alguns vagos pensamentos. Permita-me algumas considerações:
    Na adolescência você buscou o seu lugar no mundo batalhando por sua carreira, casamento, filha, estabilidade e tudo aquilo que a sociedade e os outros lhe exigiram. Essa fase já foi.

    Não há nada de estranho e nem errado com você. É uma nova fase e o que pode estar acontecendo, nós filósofos chamamos de:(Busca da autenticidade). O encontro de seu verdadeiro Eu. E como diz a letra da música, é o momento de andar devagar, de olhar honestamente para dentro de você e substituir velhos valores por outros que lhe sejam verdadeiramente úteis. Esqueça a fase da adolescência e da juventude, você não precisa mais delas, o momento agora é de revisão de vida, onde se pára para pensar no que fomos e no que somos. O resultado desta fase é que você vai descobrir que é a dona do seu próprio nariz, que de agora em diante, é você quem decide e inventa suas próprias regras. É uma vida nova onde começa-se tudo de novo.
    A minha dica a você Bia, é que não leve tudo tão a sério, apenas responda com honestidade, responsabilidade e de maneira franca, aquilo que a vida está lhe pedindo neste momento.
    Forte abraço!

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    1. Oi, Alcara, permito todas as considerações a que se sentir à vontade, gosto muito do que escreve, mostra uma leveza, confiança e simplicidade que me tranquilizam bastante.
      Um problema é que a minha busca, na adolescência, por todos os fatores que citou, acabou tomando caminhos tortos que me machucaram demais. Veja bem, não se trata de arrependimento, acho que o que está feito, está feito, não se pode voltar atrás e nem é bom, porque sei que cresci muito como pessoa e sou muito melhor hoje do que há 18 anos atrás. Há um fator chave que não explicitei aqui e que com certeza colaborou para tamanhas transformações, mas em breve retomarei os escritos da minha história até chegar aos dias de hoje, e com certeza as coisas ficarão bem claras para quem me acompanhou até aqui. É esse (e mais outro) fator chave que trabalharei em breve na acupuntura, e talvez as coisas fiquem mais calmas (claras, já estão).
      Concordo plenamente que os paradigmas formados na adolescência e juventude estão sendo quebrados, isso não me assusta mais, pois já passei por isso outras vezes e sobrevivi, melhor do que antes. Mas não consigo me reencontrar no ambiente em que estou, porque não pertenço mais a esse lugar e a essas pessoas, porque também mudaram, mas ao contrário de mim, não querem crescer e se reformular. E isso responderia a última questão que colocou em seu belo comentário: o que a vida me pede, hoje, é me afastar daqui. Sei que preciso só de um pouco mais de calma para que isso aconteça. Um forte abraço para você também!

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  19. Parabéns pela coragem de expressar seus sentimentos. Viver é como uma montanha russa senti que apesar de tudo sabe o que quer para si, talvez sofra por isso.

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    1. Oi, Gabriela, seja bem vinda! Não sei se frequenta meu espaço há algum tempo ou não, mas eu diria que colocou em poucas palavras exatamente o que estou sentindo. Não saber o que se quer é angustiante, em contraponto saber exatamente o que se quer e não conseguir buscar é tão quanto. Um abraço!

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  20. Oi Bia,boa tarde.

    Sou novo por aqui e estou em busca de novos amigos e de pessoas que gostem de poemas,poesias,pensamentos.
    Parabéns pelo texto e pela coragem.
    Viver é uma dádiva e sendo vivida com entusiasmo ,honestidade e amor,tudo fica mais harmonioso.
    Espero poder contar com a sua presença em meu blog e assim divulgar um pouco mais o meu trabalho.
    Espero que goste e compartilhe com seus amigos.
    Já estou por aqui te seguindo.
    Um grande abraço e bom final de semana.


    Carlos Santos
    Através dos Sentimentos
    http://sentimentosdoindio.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Carlos, seja bem vindo! Obrigada pelo carinho, estarei visitando seu espaço em seguida. Volte sempre que se sentir à vontade, um abraço!

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  21. Como estou acostumado a escrever posts extensos, tenho uma certa atração por posts extensos também, portanto, isto não foi um problema para que eu o lesse do início ao fim. E, quando os posts considerados "extensos" possuem muito conteúdo, como é o caso, nem sentimos o tempo passar. É como música boa e música ruim: Stairway to Heaven passa tão rápido e funks parecem infinitos (comparação infeliz!).
    Eu, particularmente, não sou adepto a psicoterapia. Não me sinto a vontade em dividir minha vida com pessoas estranhas e isto, acredito, seja de uma forma geral, na blogosfera ainda consigo soltar algumas pérolas como esta que você citou (e obrigado por ter considerado meu post uma referência, vindo de você, me sinto honrado). Por vezes, o blogue é útil para expressarmos o que estamos passando, mesmo sendo algo tão pessoal e depois nos arrependamos ao reler ou ler certos comentários. Mas aí já foi. É. Não sou adepto tampouco de deletar posts.
    Acupuntura já fiz várias vezes e acho que, quinzenalmente, é muito pouco. A acupuntura deve ser feita pelo menos umas duas vezes na semana e, realmente, ao contrário dos psicoterapeutas que ficam querendo remoer o passado, os acupunturistas vão muito mais além, no "X" da questão, o presente que fará toda a diferença no futuro que está por vir. Eu realmente não vejo sentido em ficar me prendendo ao passado, o negócio é correr mesmo e adorei a alusão que fez ao filme 2012 porque imagino exatamente assim.
    Tal como você, sou também muito reservado, também procuro o autocontrole e estou aprendendo que silenciar vale muito mais do que ficar me matando para tentar defender um ponto de vista com pessoas que não estão abertas a novos posicionamentos e só sabem fazer é julgar e condenar. Estou também cansado disto.
    O cuidado que se deve tomar é para não se fechar demais para a vida e, embora você esteja dizendo que esta mais paciente, deve talvez refletir se esta paciência não é um tipo de auto-repressão. Pois afirma estar vivendo uma mentira (isso não é legal, ninguém merece isso) e parece estar muito estagnada pelo medo. E eu considero o pior medo é o medo... de ter medo!
    Em minha opinião, veja bem, é apenas uma opinião, você ainda está sendo muito severa consigo mesma. E só me senti livre para opinar pelo post pessoal e este é o risco que corremos ao postarmos coisas tão pessoais, o monte de gente querendo opinar o que por vezes nem sabe ou vivencia. Apenas me identifiquei em alguns pontos e analisei do meu jeito. Nem tudo escrito deve ser levado em consideração.

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    1. Ahah, escrevi um post e não um comentário. Apenas quero complementar que este negócio de ficar focando metas de forma cronológica que os psicólogos indicam, viram uma pressão do cacete. Deixe fluir, não faça mais isto consigo mesma.

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    2. Oi, Christian, não é uma regra, há postagens curtas e magníficas, mas se abster de ler postagem longas por achar cansativo é muitas vezes perder conteúdo de primeira (hahaha, ótima comparação musical!)!
      Para a psicoterapia ter bons resultados é preciso um bom profissional e se expor sem reservas, até o mais escondidinho da alma, pois às vezes pequenos detalhes que nos parecem mínimos podem fazer toda a diferença no tratamento. Se expondo, se economiza tempo e dinheiro. Não aconselho para quem não consegue falar sobre si, para amigos não consigo, mas para um profissional ou para o blog, sim. Talvez por isso não procurei outra psicóloga (a minha não está atendendo), porque não tenho tempo e dinheiro para começar tudo de novo!
      É a primeira vez que faço acupuntura, o rapaz é um profissional bem interessado, mas por uma questão de observação dos fatos ele concordou que quinzenalmente seria melhor, acho que ele está treinando minha paciência, já que foi um dos que me orientou para sê-lo. Mas valeu pela dica, vou observar.
      Definiu perfeitamente minha paciência como auto-repressão (como não pensei nisso antes?), o que mina as estruturas da alma, principalmente quando se trata de alguém espontânea como eu! E viver na mentira é algo péssimo para alguém que aprendeu há algum tempo a abraçar as verdades e combater a hipocrisia. Então, veja bem, há um choque de valores, entre o que eu sou e o que eu tenho que ser nesse momento, seja pela força das circunstâncias ou por insegurança coletiva. Quando as pessoas à sua volta pedem calma e você decide agir porque não suporta viver nesse choque está assumindo sozinho uma carga imensa de responsabilidade, e se algo der errado nesse meio-tempo (porque somos humanos e teoricamente podemos errar) virá fatidicamente a frase: "eu avisei". O que me falta, meu amigo, como sempre faltou foi apoio, segurança, então só me resta buscar em mim mesma. A questão dos prazos é algo pessoal, eu aprendo a agir assim e funcionou muito bem em algumas situações, mas concordo que nesse caso não está dando muito certo...hahaha, "pressão do cacete" foi ótima, curiosamente uso muito esse termo no meu dia a dia.
      Gostei imensamente do seu coment-post, muuuito bom, sinceramente gosto bastante da sua maneira clara e inteligente de falar sobre um assunto (óbvio ou não) e por isso indiquei sua postagem. Um abraço!

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  22. Olá Bia,

    Seu texto me tocou profundamente, me identifiquei de uma maneira absurda com cada palavra, sinto que passo por isso, tenho 35, e as vezes sinto como se uma parte de mim tivesse a idade que tenho, a outra metade provavelmente deve ter uns 100 anos.

    Todos os meus problemas começaram quando eu decidi ser melhor do que sou, só que vivo caindo em contradição comigo mesma, é como se apenas o corpo físico estivesse aqui e o espirito em algum das estrelas, compreendi que para sermos completos temos que ter o corpo e o espírito alinhados na mesma direção, confesso que é pra mim é tarefa árdua.

    Mas pra terminar, você já descobriu a fórmula mágica, viva um dia de cada vez, o resto deixe tudo a seu tempo.

    Bjos

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    1. Oi, Vanessa, o que estará acontecendo? Talvez a revolução feminina e a evolução natural do ser humano esteja fazendo com que a crise dos 40 esteja sendo antecipada.
      Por diversas vezes eu disse isso (inclusive aqui no blog) de como me sinto como se já tivesse bem mais idade.
      Achei muito lindo o que disse, de como os problemas começaram a surgir quando decidiu ser uma pessoa melhor...Ser melhor dá trabalho, é custoso, e talvez por isso há tantas pessoas no mundo que não fazem o mínimo esforço para tal. Mas acredite, isso significa que você é uma pessoa especial.
      A sensação que descreveu é a mesma que descrevi para alguém esses dias, como se estivesse abduzida, vivendo num universo paralelo sem estar aqui na Terra.
      Nossa tarefa é árdua, mas escrevendo, trocando opiniões e nos ajudando, com certeza chegaremos lá, firmes, fortes e lindas! Um abraço!

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  23. Oi Bia!
    Queria ter palavras certas para te atingirem, para te levar conforto, mas acredito serem insuficientes no momento. É difícil conviver com tal angústia, com o medo, com a incerteza. Pelo menos você buscou ajuda, você reconheceu que tem algo errado e partiu para a resolução dos seus problemas. Nossa vida, nossa alma é um nó, sendo que temos que percorrer toda a linha, analisar qual que está enrolada e cuidadosamente ir desatando um por um.
    Espero que você encontre paz em todos os setores da sua vida e se encontre, se conheça. Tenha certeza que pelo menos a consciência limpa você leva, pois está fazendo a sua parte.
    Bjos!
    amonailart.blogspot.com

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  24. PS: depois que você estiver com seus carimbos e quiser fazer uma participação lá no blog, me mande um email :D

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    1. Oi, Valquíria! Perceber sua solidariedade já é o suficiente para mim, obrigada! Eu já havia ouvido falar sobre os nós da vida, mas não desse jeito, como algo a ser percorrido...Isso sem dúvida leva algum tempo. Me lembrou os nós que meu fone de ouvido fazem e que levo algum tempo desatando para não danificar o aparelho!
      Quanto ao carimbo, bem preciso de uma boa máquina fotográfica para tirar fotos antes de mandá-las, e você está anos-luz à frente na arte da manicure! Obrigada por seu convite, vou treinar e depois de mostro! :D
      Um abraço!

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    2. Na vida tb temos que desenrolar com cuidado para não gerar efeitos colaterais.
      Ora, para mim não faz diferença, o importante é a participação ;D

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  25. Oi Bella! Lendo todoooooooooo seu texto, deu uma imensa vontade de te dar um abraço real, não que vc esteja carente, mas pela coragem de se revelar e de se autoconhecer, nem todos tem coragem de se despir e enfrentar essa busca... Buscar essa compreensão já é um grande começo p/ algo maior, e tudo dentro do seu tempo, vc terá suas respostas, e descobrirás que elas estão dentro de você!!!

    Beijo e ternurasssssss

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    1. Oi, Bia, falou de uma forma tão intensa que eu quase pude sentir o abraço real que queria me dar, e agradeço muito por isso. Espero que outras pessoas tenham a coragem de se expôr porque as coisas me parecem bem mais leves agora, principalmente depois de receber tanto carinho e consideração dos amigos virtuais. Um abraço!

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  26. Bia, transformar o que sentimos ou nosso estado de espírito em palavras é poder de alguma forma usar essa condição como um desabafo, um alerta, uma reflexão ou até quem sabe um grito, viu, se é que me faço entender. Minha doce, nada mais acrescentar, a não ser deixar para ti, um beijo no seu coração.

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    1. Oi, Paulo, o interessante é que pelo que percebi o que eu expus é também a angústia de outros...Não entendo muito bem o medo que as pessoas tem de expor o que sentem, ou talvez não tenham a facilidade para transformar isso em palavras. Mas seja como for, há a necessidade de colocar as angústias para fora, seja numa conversa, num escrito, numa música, enfim. Guardar o que sufoca não faz bem. Obrigada por sua presença constante aqui, um abraço!

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  27. Olá!Boa noite!
    Tudo bem?
    ...belo texto...muita coragem em se expor...e ter desabafado!...
    não se cobre muito...cada um cada um!
    Obrigado pelo carinho da visita!
    Boa terça!
    Beijos

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    1. "Cada um, cada um"...sua palavras me fazem pensar como a vida é estranha, cada um tem responsabilidade sobre seus atos, e ao mesmo tempo não vivemos sozinhos e somos um o reflexo do outro. A própria vida é uma instituição incoerente! Um abraço!

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  28. Bia querida! Passando pra agradecer o carinho e desejar uma abençoada terça-feira, de muita paz e alegria! Abraço fraterno e carinhoso!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada, Elaine, que sua quarta seja maravilhosa! Um abraço!

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  29. Eita Bia que desabafo exorcizador.Obrigada pelo carinho em me citar.Entendo tanto seus escritos que vc nem imagina,essa ansiedade que não deixa a gente respirar e que ao mesmo tempo nos acorda para a hipocrisia vil que temos que engolir.caramba! tenho muito disso tudo .E que a gente sobreviva tocando em frente!!!
    beijo

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    1. Oi, Yasmine, e não é? É como disse, saber o que está fora do lugar e ao mesmo tempo ter que compactuar com o que não se concorda, ou não lhe cabe mais...Vixxx! Sobreviveremos, com certeza, quem prefere o amor, merece! Um abraço!

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  30. Bia

    Não é a extensão que importa num post, mas sim o conteudo.
    Também eu faço isso no meu blog, umas vezes crio fantasmas, outras exorcizo-os!
    E, que diálogo intenso este com seu Eu Interior.
    Beijinhos

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    1. Oi, Luar, o seu espaço por vezes é um espaço de identificação, talvez por isso, por ser outra a expôr o que sente, causa conforto naqueles que se identificam. É fato, converso muito com meu Eu interior, tenho até que me policiar um pouquinho, hahaha. Um abraço!

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  31. Uma boa tarde pra você
    Visitar os amigos e amigas deixa
    a gente feliz com tudo que ve
    Poemas,Poesias,artes,receitas
    e toda criatividade só temos
    que deixar nossos elogios,é
    sempre um prazer .Vc merece tudo isso
    Abraços com carinho Rita!!

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    1. Oi, Rita, um abraço carinhoso para você, suas receitas são o máximo, e seus escritos também!

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  32. Ola Bia!
    Adorei o seu post.
    Seguem em frente amiga... tal como eu estou fazendo o nosso passado projecta a gente a um futuro melhor e preparados para tudo e qualquer circunstancia... Nunca desista... a força esta dentro de você é você e capaz de ultrapassar isso!
    Corre a traz da sua felicidades...
    A vida e para ser viver ... amiga!
    Bjs fofos e muita força amiga!
    Estou torcendo por você!!

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    1. Desistir é uma palavra que está "out" no meu vocabulário. às vezes eu chego muito perto disso, mas o brio me faz continuar em frente. Correr atrás da minha felicidade é o que sempre fiz, e muitas vezes a encontrei. Mas por vezes ela muda de direção, e é preciso estar atento e forte para acompanhá-la. Obrigada, um abraço!

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  33. Oi Bia,

    Estive aqui hoje na hora do almoço. Li suas considerações pré-aniversário e quando ia comentá-las recebi a visita de um irmão que veio almoçar. Deixei para a noite e agora vejo que você já fez outro post. Antes, porém, de lê-lo, vou comentar aqui.

    Li tudinho, sem nenhuma pressa.

    Creio que a urgência que se sente para solucionar determinadas questões ou fazer com que elas fiquem dentro do que idealizamos ou queremos somente aumenta a nossa angústia e poderá até levar-nos à depressão.
    Claro que não me sinto apta a aconselhar, mas gostaria de poder
    ajudá-la a encontrar uma luz nesse caminho de procura. Contudo,
    não tenho elementos suficientes para tal.
    Assim, somente me resta dizer-lhe que há coisas na vida que chegam a um ponto em que já não dependem de nós e o ideal é deixar que a própria vida as resolva, no tempo dela, pois ela sempre o fará.

    Fique bem!

    Beijos.

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    1. Oi, Vera. tem razão em muitas das considerações. O que acontece é que penso muito no poder de decisão que cada ser humano tem, o chamado "livre arbítrio", e penso no tamanho da responsabilidade desse poder. Posso deixas as coisas a cargo do tempo, ou posso tomar minhas decisões e arcar com as consequências. Embora tenha errado por decidir, também acertei muito, então estou entre esses dois paradoxos. A questão não é que não há o que fazer, há, mas falta fazer. Decidir ou esperar que o tempo decida por mim? O não decidir me traz a sensação de que estou deixando de viver, e manter a vida em movimento é o que me faz brilhar. Indecisão pura. Um abraço!

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  34. Bia minha querida,

    li todo o seu texto, como se a tivesse ouvindo falar-me sobre estas suas aflições. Li também todos os comentários dos nossos amigos e suas respostas a eles, alguns com palavras muito sábias e todos carinhosos. O que eu te diria?

    Primeiro: Não estou apta a te sugerir nada, pois cada um sabe de si muito mais do que quem de fora interpreta o sentimento alheio à luz da própria experiencia que é fator limitante para se colocar no lugar do outro.

    Segundo: Meu afeto por você não permite que eu não dê um palpite e se tem algum palpite que posso te dar é o desapego, desapegue-se de si mesma, não faça listas, não coloque metas em nada, não tente te colocar em uma forma que você mesmo cria e acha que precisa moldar-se a ela para ser feliz, e se conseguir moldar-se a ela descobrirá que continuará angustiada e terá que criar novas metas para si para justificar esta angústia. Nossa vida possui tantas varáveis, interagimos com tudo e todos, cumprir metas tão íntimas contando com tantas varáveis é de antemão se determinar ao fracasso e a frustrar-se. Sugeriria a você rasgar as listas, se perdoar, se amar do jeito que você é, cuidar do necessário, como você já faz e faz muito bem, manter em dia suas finanças, a educação da sua filha, as coisas práticas, para não
    serem elas mais um fardo para você lidar, feito isto, se solte, deixe a vida revelar a você o sabor que ela tem, não tente determinar que gosto ela deverá ter, se conseguir isto, todas as suas angústias terão te deixado. Abra os braços, sinta o vento batendo neles, você não precisa fazer nada para que o vento te refresque, é assim com os sentimentos também, abra-se para só receber e aceitar o que vier, sem desejar transformar nada, moldar nada, desapegue das suas ideias de vida e de controle sobre ela, a nós cabe o cuidado básico, de resto respeite seu ritmo, sinta a vida, me parece que você deixa de sentir a vida para tentar molda-la ao que julga ser o ideal, poderá descobrir que neste campo não existe ideal, não desta forma, ideal é ser feliz e para ser feliz só vejo uma forma: aceitar com alegria o que nos é possível, o que temos, o tamanho que conseguimos ser, sempre que achamos isto em nós insuficiente estaremos infelizes. Para ser feliz basta desapegar das metas que traçamos para nós e sentir alegria pelo que somos capazes.

    Acho interessante, você ser uma das pessoas com o maior número de virtudes que percebo por aqui e creio que não sou só eu, você é bondosa, honesta, inteligentíssima, carinhosa, educada, sensível, eu encheria esta mensagem até acabar os caracteres com as virtudes que vejo em você e, é justamente uma pessoa assim com tantas virtudes que se vê angustiada como se faltasse tudo a ela, creio que isto se deve à sua imensa cobrança e uma certa rigidez, que talvez não a tenha deixado ver como você realmente é, e te pareça que ainda falta tanta coisa, o dia que você se ver totalmente e relaxar você abrirá a porta para tudo que lhe falta chegar, até um novo amor que tanto irá lhe proporcionar o que você merece. Desejo do fundo do coração
    que você se desapegue de metas e apegue-se mais a seu bem estar e leveza de sentimentos e pensamentos sobre si mesma.

    Ao invés de empregar seus esforços em se obrigar a ser assim ou assado em cumprir prazos determinados, empregar esforços em se ver claramente, se amar como você é, se aceitar e descobrir o que nós já sabemos a pessoa maravilhosa e vencedora que você é.

    Empregar todos os seus esforços em se afagar talvez surtisse mais efeito para te livrar da angustia do que empregar seus esforços para se cobrar mudanças.

    Isto foi invasivo eu sei, mas qualquer coisa você deleta minha segunda opção e grava só a primeira que te dei tá?

    Beijos com carinho imenso e desejo de dias melhores, que virão. Certeza!

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    1. Oi, Van, suas palavras são lindas e me emocionaram bastante. Alguns amigos que comentaram aqui explicitaram essa dificuldade em opinar, digamos assim, por não saberem o contexto da origem dos problemas. Não me sinto à vontade para escrever sobre isso porque estaria expondo o lado de outras pessoas que talvez não queiram ser expostas, terminando de escrever minha história, talvez as coisas fiquem mais claras aos meus queridos leitores.
      Sabe, Van, não me considero uma pessoa apegada, ao contrário. Não gosto de prender ninguém a mim, não tenho grandes apegos financeiros ou emocionais. Às vezes me desapego com tanta facilidade que chega a ser espantoso. E sabe quando isso acontece? Quando todas aquelas virtudes que citou passam a ser invisíveis às pessoas que estão comigo, quando meus valores deixam de ser um diferencial para ser obrigação. Não porque quero ser melhor que os outros, mas porque quero deixar o melhor de mim para os outros.
      Infelizmente o outro lado da dedicação e sensibilidade é a mágoa, procuro perdoar a qualquer um que me magoe de alguma forma, mas fico triste quando abusam dos meus bons sentimentos. E isso não acontece só em relação à mim, mas a quem convive comigo. Injustiças me tiram do sério, pré-julgamentos também, e são causas que abraço sempre que necessário.
      Na verdade, Van, são os valores arraigados em mim que me impulsionam a querer quebrar esse círculo onde estou. Não estou feliz, não estou fazendo a quem está por perto feliz e não acho justo impedir a todos que busquem sua felicidade. Sei ser leve, sei sentir a brisa fresca no rosto e ser feliz com essa simplicidade, mas isso só é possível quando o espírito está em paz. Ao contrário do que possa parecer, minha meta é justamente essa, a de me cuidar mais, me respeitar mais, e estar feliz com o simples. Se estiver com quem amo, melhor ainda.
      É contraditório, eu quero muito não me dar prazos e não me cobrar, e até esse querer torna-se uma cobrança. Aprendi quais são meus valores e tento melhorá-los sempre, mas quero dividi-los com quem deseja recebê-los. Aqui, nesse espaço, encontrei um solo rico e fértil para semear meus conhecimentos e bons sentimentos.
      Minha doce amiga, você não foi invasiva. Expressou o que entendeu e preocupou-se em me ajudar com sua sabedoria sobre a vida, e eu agradeço muito as palavras, os elogios e a preocupação, faz uma diferença enorme pra mim. Mesmo assim tenho certeza que suas palavras ainda ficarão passeando na minha consciência e tirarei muitas conclusões importantes sobre seus escritos.

      Um abraço bem grande e apertado!

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  35. Lendo essas palavras , me vi em muitas delas... ando um pouco assim, quando as coisas saem do eixo, ou entram em desequilíbrio, fico deprimida, choro, e pergunto mais porque? se tento na minha concepção fazer tudo pra dar certo?. Bem , não é assim que as coisas funcionam. Levamos uma bagagem ao longo da vida que não é pequena, Começa na infância, adolescência, idade adulta e por aí vai. É a bagagem das nossas vivências, e à isso só à nós compete saber e sentir. Partilhamos com outras pessoas, com nossa terapeuta, nossos pais e etc... Mais minha amiga a dimensão desses sentimentos só nós sabemos. Eu particulamente fiz dois anos de terapia, me ajudou muito, sentia muita culpa por tudo e muito medo também. hoje consigo conviver bem com esses fantasmas. A religião também me ajudou muito. hoje não frequento, mais sou simpatizante da Doutrina espírita, Kardecismo. Enfim espero que vc consiga se encontrar, de alguma forma. Todo caminho é válido pra aquele que busca.
    abraços minha querida amiga virtual e que tudo se ajeite da melhor e mais feliz forma.

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    1. Oi, Eliane, esse reencontro está acontecendo aos poucos, sem dúvida. Costumo refletir bastante sobre o que ouço, leio, vejo, e os conhecimentos agregam sabedoria para o meu dia a dia. Falou muito bem, a dimensão do que sentimos, só nós sabemos. Ninguém, mais do que eu, quer resolver tudo isso, ainda mais que tenho uma tendência a não querer ser peso para ninguém, acho bem chatinha essas fases meio tortuosas. Estou buscando meios de me ajudar e está adiantando. Interessante o que disse, tenho esse sentimento que citou, de se perguntar por quê as coisas não dão certo, se faço tudo para?Mas tem aquilo, vai ver que ainda não é a hora, não é? Um abraço, ótimas novas fases para nós duas.

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