domingo, 13 de maio de 2012

A exposição: qual é o limite?

"Onde você estava? Fazendo exposição da sua figura na Medina?"
Essa era uma frase muito usada por Cid Ali, na novela O Clone, como uma repreenda quando alguma mulher saía sem pedir e dar rumo certo. Para nós, brasileiros, tão acostumados com biquínis minúsculos, shorts e barrigas de fora, fica difícil imaginar que uma mulher com seus longos trajes e véus estaria se expondo...Mas é uma questão de ponto de vista cultural e inquestionável.

Imagem daqui

Algumas postagens muito interessantes que li nos últimos dias me fizeram pensar sobre a exposição pessoal. Isso aliado aos frequentes comentários deixados em meu espaço elogiando a coragem que tenho em expôr meus sentimentos e pensamentos sem máscaras ou enfeites. A transparência já está sinalizada inicialmente em meu texto de perfil.
Confesso que eu realmente me espanto um pouco quando percebo que a transparência parece ser algo raro, quando, na minha opinião, deveria ser algo natural. Em alguns casos soa até como se fosse algo errado...Como assim?
Somos o que somos, e podemos lapidar nosso caráter ao longo dos anos com conhecimentos adquiridos se acharmos conveniente ou necessário, mas não podemos nos esconder de nós mesmos. Podemos  dividir o nosso interior com o outro se quisermos ou não, seja na vida real ou virtual, é uma escolha nossa. Mas até que ponto se considera o limite entre a exposição e a ocultação da nossa essência, e até que ponto essa escolha pode interferir na vida do outro?
Percebo que quando exponho meus sentimentos em forma de texto, principalmente tristezas e angústias, há um grande número de pessoas que se sensibilizam com o que leem, por se identificarem com o que está escrito. Entendo que nem todos tem a facilidade para descrever o que sentem, e agradeço imensamente os elogios que sempre recebo. Mas fico a me perguntar se não estão sufocando uma parte do que são quando não conseguem deixar fluir o que está guardado. Como fazem para tratar os sentimentos que não são expressados, seja por palavras, atos ou escritos?
A partir do momento em que se está fazendo parte de qualquer rede social, já estamos abertos ao mundo. Há maneiras de "controlar" a exposição, usando pseudônimos ou restringindo acesso à amigos. Quem não quer expôr o que sente não poderia ter um blog pessoal, pois é complicado não deixar transpassar nas linhas do escrito um pouco do que se é. E temos também que ter o cuidado de respeitar a privacidade de outras pessoas que não imaginam estar incluídas em nossos textos. É uma questão de respeito.
Penso que é chato conviver com aquele tipo de pessoa que  conta toda a sua rotina, todo o dia, para todo o mundo, desde como acordou pela manhã até o que fez com o companheiro na noite passada (em detalhes). É desagradável e desnecessário. Mas há coisas que deveriam ser compartilhadas, como bons sentimentos, aprendizados de vida, ou angústias, que se tornam maiores quando guardadas. Talvez, se as pessoas deixassem transparecer um pouco mais do que são e sentem, se aceitariam mais e haveriam menos problemas de fofoca, inveja, ciúmes, depressão, insegurança. Esses dias uma colega do trabalho estava muito angustiada por problemas pessoais e eu disse:"chore. Chorar alivia a angústia." Então ela me respondeu: "Eu não choro mais porque diziam que eu era chorona quando criança." Ah, tá. Não chora porque tem medo do que os outros vão pensar e fica com a angústia presa dentro de si? Já caí nessa, mas há alguns anos voltei a chorar esporadicamente e percebi que minhas crises de enxaqueca passaram a ser menos frequentes. Qual é o sinal de fraqueza, chorar ou sucumbir à pressão da sociedade?
Para finalizar, eu diria aos meus amigos: brinquem um pouco mais de se revelarem como pessoa. Chorem quando quiserem chorar, riam quando as bochechas coçarem, dancem se ouvirem uma boa música, abrace se estiver feliz ou triste (com vontade e verdade), digam que amam e sentem saudade sem medo do que o outro irá pensar. Dividam suas fraquezas, todas as temos, até as máquinas "pifam". Não tenham vergonha de serem o que são, todos estamos no mundo com qualidades e defeitos e quem não entende ou julga isso é na verdade muito fraco e não se ama como pessoa. E mais, quebre as barreiras da idade. Pare de se preocupar em deixar de fazer isso ou aquilo porque se acha velho demais para tanto. Se tem saúde e condições, faça, porque um dia realmente pode ser tarde demais, e os recalcados que julgariam suas atitudes não estarão nem aí para seus arrependimentos tardios.
Se mostrar, sem desrespeitar a si mesmo e ao outro, é saudável e necessário. Ou correremos o risco de usar constantemente uma burca nos sentimentos.

Textos que me fizeram pensar:


"Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles."
Autor desconhecido

P.S.: Não escrevi hoje sobre o Dia das Mães para não saturar a blogosfera, pretendo fazer uma postagem sobre o tema em breve.


65 comentários:

  1. Palmas, palmas, palmas!

    Texto muito coerente, amei!
    E lembrei que esta questão de exposição foi um dos temas da Betty Gaetta no BLOG GRANDE BLOG, seria interessante vc ir lá e ler os comentários... As pessoas realmente tem muito medo e insegurança de se exporem!

    Um dia das mães especial p/ vc!

    Beijãooooooooooo

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    1. Oi, Bia, que bom ter gostado, valeu pela dica. Vou dar uma olhada no artigo, com certeza. Penso que o medo e a insegurança para a exposição são reflexos das cobranças excessivas da sociedade. Um abraço!

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  2. Ei Bia,

    Somos tão pequenos mediante a carga que a vida nos dispõe não é verdade? e quando não nos desfazemos delas o peso que esta sobre nossas costas faz com que nossos passos se tornem lentos dificultando a nossa tão sonhada conquista. Amiga o nosso eu precisa muitas vezes de um socorro amigo, de um poço para desaguar todos os nossos sentimentos, de um lugar confiável para expormos o que nos aflige e nos torna inertes, de um momento para aliviarmos a alma, independente do que somos , ou o que fazemos, sentimentos todos temos , dificuldades também, e se reprimirmos e nos escondermos como pessoas fortes mais fracassados nos tornamos, mentindo para nós mesmos.Claro que até para nos revelarmos existem as pessoas certas, aquelas que irão nos mostrar quem verdadeiramente somos mediante a cada atenção que nos der, mas vamos lá, somos humanos, super dotados de afetos, alimentados de amor e totalmente dependentes uns dos outros....

    Minha amiga que tanto admiro, deixo aqui meu abraço carinhoso e uma dia das mães recheado de muitas emoções, afetos, chamegos, e afagos...

    Feliz dia das mães pra você e por todas as mães que por aqui passarem...

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    1. Oi, Cecília, não canso de dizer como admiro sua capacidade de comentar escrevendo de forma a exalar poesia. Sim, todos precisamos de um poço para desaguar o que nos incomoda ou transborda, caso contrário vivemos em função de uma imagem que não corresponde à realidade. Disse muito bem, e foi o que eu quis dizer, não se faz isso só através de um blog, podemos fazê-lo conversando com um amigo, tocando uma música, chorando se der vontade...Há diversos meios de expor o que sentimos para que não se torne sufocante. Um abraço, adoro seus escritos!

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  3. Oi Bia,
    Qual o limite não sei. rsrsrs
    Apenas sei que cada um guarda em si a sua natureza e essencia.
    Uns são mais reservados (devemos procurar compreender isso).
    Outros preferem, por algum motivo, a exposição (também devemos respeitar isso).
    Então, em minha opinião, não deve haver um padrão de comportamento nesta questão.
    O mais importante é buscarmos a melhor forma, para nós, para expressar os nossos sentimentos.
    Pessoalmente, prefiro o mundo real.
    Feliz Dia das Mães!
    Bom domingo e beijão.

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    1. Oi, Beth, exatamente. Por isso o título do post é uma pergunta.
      Cada um tem seus limites e suas formas de expressão. O respeito deve estar morando em cada um, reservados ou esfuziantes. Meu questionamento é acerca de pessoas que estão se sentindo mal com algo que estão guardando por medo da exposição, ou por medo de exporem o que sentem para o outro. Por falta de comunicação, muitas atitudes erradas são tomadas, ou mágoas e amores são guardados quando poderiam tomar um rumo diferente. Um reservado que sabe digerir bem seus conflitos pode ser muito melhor do que um esfuziante que no fundo só quer chamar a atenção. E a escolha, se o fazemos no mundo virtual ou real, é individual. Um abraço!

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  4. Parabéns, Bia!

    Muitas felicidades no seu dia junto da sua filhota linda.

    Estou correndo para ir ao almoço festivo, volto com tempo para ler seu texto, que sempre me encanta.

    Beijos

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    1. Oi, Van, encante-se à vontade. Adianto a você que meu objetivo não é fixar um limite para a exposição, e sim fazer com que cada um pense no seu. Espero que tenha aproveitado seu almoço, um abraço!

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  5. Oiê!!
    Passando para te desejar um ótimo Dia da Mães!!!
    Ótimo texto! ;)

    Bejus

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  6. Olá Bia. Agradeço novamente meu post como uma referência, embora ele seja contraditório com este seu post, onde você defende a exposição e eu alerto cautela.
    E isto não é por causa do julgamento dos outros, eu exponho o que acho necessário e não acredito que só porque não seja "um livro aberto" eu não tenha o direito de ter um blogue que seja, de algum modo, pessoal. Ter um blogue pessoal não é somente contar sua rotina e extravasar sentimentos, por vezes, uma crônica com opinião sobre um determinado assunto fala muito mais sobre uma pessoa do que "ela por ela mesma".
    Quem decide ser transparente, eu respeito e, em alguns casos até admiro, embora não pense que quem não o faz seja covarde e esteja preocupado com a opinião dos outros. Muitos transparentes também depois vão choramingar por relações destruídas, cyberbullying, entre outros. Nunca fui contra os fakes dos blogues, embora eu não tenha optado por este caminho, tenha optado apenas por ser discreto. E não vejo discrição como um defeito.
    Prezo minha privacidade e dos meus, há coisas que acho desnecessárias dividir com pessoas que sequer conheço. E sim, há uma cobrança muito grande em redes sociais para cima de mim que já encheram o saco. Se eu realmente me importasse, estaria me expondo, mas tenho minha opinião formada sobre isto. Eu realmente acredito no que escrevo, eu realmente deixo escapar coisas que por vezes não queria em meus contos, mas acontece. Não é nada forçado para me mostrar, não tenho necessidade de holofotes, como citou uma parceira em um dos comentários. Muitas coisas devem ser somente nossas, é um direito que temos.
    Eu creio que nós somos muito mais do que o mundo precisa saber, como diz o título do post.
    Foi difícil encontrar um post hoje que não fosse sobre as mães. rs.

    PS: Esta frase foi atribuída a Bob Marley, mas ultimamente não dá para ter certeza, a origem dos autores de frases na web se tornou muito duvidosa.

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    1. Oi, Christian! Novamente reforço a questão da interpretação que cada um imprime à leitura de um texto. Acho isso fascinante, e isso também nos mostra muito sobre uma pessoa, a maneira como entende o que está escrito.
      Entendi seu texto e sei que ele defendia a não exposição. Por isso citei como um texto que me fez pensar, ao lado do texto da Sam, que de alguma forma expõe a necessidade de se mexer com o que está guardado no fundo da alma. São dois textos que defendem ideias diferentes mas de alguma forma, se relacionam.
      Considero você um dos meus visitantes mais bem resolvidos da blogosfera, falo isso porque é o que sinto e não para lhe jogar um holofote, como bem disse. Digo-lhe o que disse à Beth: o título é uma pergunta, e cada um deve responder para si mesmo da maneira que achar conveniente. É um texto que eu imaginava provocar opiniões diversas. Chris, meu questionamento vai para aqueles que estão se sentindo reprimidos ou que economizam nas emoções por pressão da sociedade. Também não falei só em relação ao mundo virtual, como também real. Se amar e se permitir sentir e manifestar seus sentimentos é algo inerente ao ser humano, e o meio que ele utilizará para fazer isso é particular. Só não acho legal pessoas que se reprimem e se sentem mal com isso por pressões da sociedade, a mesma sociedade que em alguns momentos exige exposição e em outros reservas. Mas será que esses momentos condizem com o pessoal de cada um?
      Para finalizar, quando citei blog pessoal concordo contigo, a exposição pode acontecer através de contos, comentários ou até imagens. hahaha, Seu P.S. realmente faz sentido, é difícil descobrir confiante a origem de um escrito ou imagem no mundo virtual!
      Um abraço, seu comentário sempre enriquece de ideias meu espaço! Gosto de pessoas que dizem o que pensam, não o que o outro quer ouvir.

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  7. As pessoas gostam de usar máscaras, Bia!
    Uma pena... Feliz dia das mães e tudo de bom!
    abraços.

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    1. Oi, Barbie, são essas as pessoas que me preocupam. Não por serem reservadas ou se mostrarem demais, mas porque nunca sabemos o que se passa de verdade. Se libertar de máscaras beneficia e muito a própria pessoa. Um abraço!

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  8. [AA] que bom que escreveu um textos bastante refletivo que nós faz pensar nas circunstancias quanto ao tema sou até contraditório tenho o blog do qual amo demais de escrever mas que ninguém sabe o que tem por tras da Líh de onde ela é e ainda não divulgo meu blog para as pessoas que conhece por inúmeros motivos não por causa de usar ''mascara'' mas a maioria das pessoas que conheço amam ver eu sofrendo então adoraria ver meus textos de ''sofrimento'' outros ao ler meus textos de amor irão pensar que são para eles até mesmo em face eu não coloco indiretas por que se não vai lá ver os assuntos mais comentados da Líh e as pessoas não saberia valorizar o que escrevo :(
    mas nao fingo ser alguém ><

    Feliz dia das mães :D
    http://indiretasparavoce.blogspot.com.br/

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    1. Oi, LIh! Então temos muito em comum. Só três pessoas da minha convivência sabem da existência do blog: Minha filha por questões óbvias (o computador fica no quarto dela), uma grande amiga com quem eu quero dividir o que aprendi da vida e quem amo de verdade. Mais ninguém. Concordo que não é uma máscara, e sim um artifício para proteção, uma proteção saudável e necessária, são coisas bem diferentes. Entendo quando diz que tem medo de ter seus escritos mal interpretados, esse medo também mora em mim, mas aqui é o veículo que uso para expressar o que muitas pessoas poderiam levar para o lado pessoal. Na "vida real", digamos assim, costumo ser bem reservada, sem contudo deixar de ser espontânea. Um abraço, gostei de conhecer esse seu lado!

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  9. Mais uma vez assino embaixo Bia, essa coisa de se preocupar com julgamentos alheios e ficar se mascarando o tempo todo não leva ninguém a lugar algum, temos que ser nós mesmos, se tiverem que gostar de nós vão gostar e pronto, tbém não dá p deixar o tempo passar e assistir a vida pela janela! Bjooooosss

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    1. Oi, Kellen, já passei muito tempo da minha vida me preocupando com isso, e a cada dia estou deixando isso mais longe. Cheguei à conclusão que nunca seremos bons o suficiente para os outros, e o arrependimento virá se olharmos para trás e vermos que perdemos tempo das nossas vidas, como citou. Um abraço!

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  10. Bia

    Pondo a leitura em dia, após uns dias de ausência que me deixaram um pouco insegura. Não será a primeira vez que me apercebo, que por vezes nos seus posts tenho respostas, para situações da minha vida real. Pois, hoje ao entrar aqui nem a propósito veio a expressão livre de sentimentos, salvaguardando terceiros, que tal como nós têm direito à sua privacidade. A partilha sem máscaras, nem disfarces. Te admiro, pela sua transparência porque como você eu sou assim. Escrevo minhas alegrias e minhas tristezas, sem me preocupar com julgamentos. Faço por me respeitar primeiro a mim mesma, para conseguir respeitar quem me rodeia. Beijinho grande!

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    1. Oi, Luar, você é mais uma daquelas pessoas com quem sinto uma empatia ímpar. É isso, ninguém aqui está levantando uma banderia para que a partir de amanhã se exponha tudo o que se passa na sua vida ou no seu íntimo. Você se sente confortável dividindo o que sente escrevendo, alguns escrevem poesias, outros conversam pessoalmente com um amigo. Mas se esconder de quem se é para parecer um ideal inalcançável, ninguém merece. Um abraço!

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  11. Oi Bia!!! Aceitar culturas é também se libertar de preconceitos e ampliar limites. Isso também é um belo exercício para descobrir que o certo e o errado é questão de referência e que a partir desse desenvolvimento fica muito mais tirármos a máscara e sermos nos mesmos. Parabéns pelo bBelo texto e também pelo dia das mães. Um beijo

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    1. Oi, Laércio, trouxe uma nova abordagem para o texto. Há sim diferentes culturas e cada uma deve ser respeitada. As referências moram em cada um e a partir dela a pessoa se faz. Primordial é aceitar a própria origem, cultura, referências e a partir daí, se libertar para viver com mais espontaneidade. Um abraço!

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  12. Bia,

    Tenho um pensamento bem parecido com o do Christian.
    Não acho necessário sermos transparentes a ponto de darmos nome endereço e CPF, mas sim em sermos transparentes e sinceros naquilo que fazemos, tanto no que escrevemos quanto nas opiniões que emitimos. Assim, nossos blogs mostram muito do que somos e aprendemos a frequentar os blogs de quem assim também o é.
    Mascaras sempre caem e a coerência fala por nós.
    Quanto ao fato de se abordar temas pessoais e sentimentos, isso vai da disposição de cada um em fazê-lo e não vejo mal algum.
    Inclusive cada um aborda os temas a sua maneira, alguns detalham, outros esmiúçam e outros ainda o fazem através de personagens de contos fictícios, mas sempre há um pouco de nos em tudo aquilo que escrevemos e/ou comentamos.
    Ah, como você, também acho desnecessário e desagradável a descrição detalhada das intimidades do dia a dia, seja o fato de ir ao banheiro ou o tamanho e a potencia do parceiro, a não ser que isto venha acompanhado de um contexto bem fundamentado, consistente e interessante.

    Bjo procê

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    1. Oi, Lufe, você pensa parecido com o Christian e eu concordo com os dois. Resumiu muito bem quando coloca que sendo transparente e sincero consigo mesmo está no caminho certo. É isso! O limite cada um sabe o seu, e não há mesmo necessidade de revirar a alma não só no mundo virtual como também no real para sermos verdadeiros.
      Se a sua verdade é mais reservada, deixar de sê-lo seria uma máscara. Mas não acho interessante aquelas pessoas que se reprimem ou que querem ser algo que não são, pois perdem a chance de viverem com mais intensidade porque precisam viver regulando ou brigando com seus sentimentos. Acho que essas pessoas que esmiuçam a vida para o outro também estão fugindo de algo que deveria ser resolvido de forma reservada.
      Um abraço!

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  13. Bia querida! Concordo e assino embaixo! Li sobre este mesmo assunto em outro blogue hoje http://cartaurgente.blogspot.com.br/2012/05/te-escondes.html
    Dá uma passadinha lá, é bem interessante... Eu creio que devamos ter atitude e assumir o controle de nossa vida, às claras! Esconder ou fingir pra que? Um dia a máscara cai... Obrigada pelo carinho! Uma semana feliz e cheia de oportunidades! Abraço carinhoso!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Elaine, valeu pela dica, com tempo darei uma olhadinha sim, com certeza. Ter atitude não implica se expôr, mas ser quem se é, mais reservado ou não. Um abraço!

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  14. Bia, vou lhe confessar, os seus textos, ao comentar, me leva a me expor, e eu não me preocupo. Quem me conhece me sabe pelas minhas atitudes, dou pouco importância ao que dizem de mim, pois meus atos dizem mais do que as palavras ditas por outro. Tenho texto mais pessoais que eu não me fujo de dizer quem sou ou o que penso. Não se revelar ao outro é se esconder na sua própria sombra, é não vir à luz, e deixar de viver. Bia, vou lhe confessar, os seus textos, ao comentar, me leva a me expor, e eu não me preocupo. Quem me conhece me sabe pelas minhas atitudes, dou pouco importância ao que dizem de mim, pois meus atos dizem mais do que as palavras ditas por outro. Tenho texto mais pessoais que eu não me fujo de dizer quem sou ou o que penso. Não se revelar ao outro é se esconder na sua própria sombra, é não vir à luz, e deixar de viver. Bia, vou lhe confessar, os seus textos, ao comentar, me leva a me expor, e eu não me preocupo. Quem me conhece me sabe pelas minhas atitudes, dou pouco importância ao que dizem de mim, pois meus atos dizem mais do que as palavras ditas por outro. Tenho texto mais pessoais que eu não me fujo de dizer quem sou ou o que penso. Não se revelar ao outro é se esconder na sua própria sombra, é não vir à luz, e deixar de viver. Bjos

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    1. Oi, Eder, eu também procuro ser muito verdadeira quando expresso meus pontos de vista nas visitas que faço a outros blogs. Ser verdadeiro é diferente de se mostrar por inteiro, são pouquíssimas pessoas pra quem me revelo com tamanha transparência. O fundamental é poder viver bem consigo mesmo. Um abraço!

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  15. Agradecer o carinho que você dedica
    aos amigos é uma virtude maravilhosa
    Hoje deixo meu bom dia, e desejo o melhor
    pra vc,e parabenizo pelo bom gosto que tem
    em postar o que gosta,e o que eu adoro
    Abraços ..Rita!!!

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  16. Essa novela foi muito bonita
    e adorei assistir ,muito boa mesmo!

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    1. Oi, Rita, não sou muito afeita a novelas mas essa era maravilhosa! Queria saber dançar como a Jade! Um abraço!

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  17. Faço das suas minhas palavras...

    Mas para muitos, (a maioria) as mascaras que usam já grudaram em seus rostos e fazem parte deles....Triste né...

    Bjos

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    1. Oi, Vanessa, alguns já incorporaram um personagem de tal forma que acreditam na própria mentira, o que é uma pena. O ser humano é por si só tão bonito, basta querer tirar de si o melhor. Um abraço!

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  18. Oi Bia,
    Há quem adora exposição, principalmente no meio artístico, alguns cometem escândalos para aparecerem em jornais, revistas de fofocas e afins. Acredito que precisamos usar o bom senso. Até que ponto é interessante a minha exposição para mim e qual a contribuição dela para com a sociedade? A verdadeira essência só é revelada a quem realmente confiamos.
    Ótima semana!

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    1. Oi, Nestor, é como eu disse acima. A super exposição já é um sinal de algo vai mal dentro da pessoa, que precisa de atenção do outro a qualquer preço, e isso não é legal. Mas a essência não pode ser sufocada, colocou muito bem. Não é necessária colocá-la para o mundo, mas para quem confiamos. No exemplo que citei da colega que não queria chorar, ora, ela não precisava fazê-lo para que todos vissem seu sofrimento, mas num momento de quietude e recolhimento. Por isso destaco a importância de cada um respeitar seu limite. Um abraço!

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  19. Eu não sei escrever se não for colocar em cada texto, conto ou poema um pouco de dores que vivi, uns até me criticam por isso. Uma dos motivos que me levou a criar meu blog foi para poder conversar com as pessoas sem hipocrisias, vou dar um exemplo e nunca disse isso a ninguém, eu sou evangélica creio em Deus de todo meu coração mas também sou mulher, esposa, filha e muuuuiitto humana, o que mais me irrita em algumas pessoas do meio em qual vivo é isso, outro dia tive uma briga feia com Deus estava muito deprimida to doente com tantos problemas bem enfim ai fui comentar com uma pessoa sobre isso, nossa quase me matou onde já se viu brigar com Deus e blá blá.., e ai sem me aconselhar em nada e só me por mais para baixo ainda disse entregue nas mãos do pai e foi embora. Ok cara pálida eu entrego nas mãos do pai e disse que briguei com Deus não que blasfemei ou algo assim, afinal ele me fez e sabe muito bem a mercadoria que comprou, as vezes vc quer ouvir um pouco mais sabe, tipo olha vc tem razão a vida não é fácil, tem horas que dá vontade de chutar o balde, mas tenha paciência tudo vai ser resolvido, sabe algo mais ou menos assim? Vejo bem isso nos textos que coloco tem pessoas que são como vc escreveu se sentem na pele e retratam a vida, outras só dizem essas frases prontas. Ninguém é obrigado a ser explicito, mas eu gostaria de ouvir mais o que a pessoa pensa e sente e não somente bordões. Hoje nos meus 39 anos de vida não tenho mais paciencia para tolices e acho que ser sincera é o melhor, não tenho tempo para omitir, não quero mais enxaqueca, deixar de chorar e muito menos ter um infarto por conta de guardar sentimentos.
    kkkk escrevei mais que vc obrigada pela gentileza de divulgar meu blog que voltou foi muito gentil Bia, Deus te abençoe.

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    1. Patrícia, você colocou em palavras espontâneas o que tentei colocar de maneira mais suave, o que penso. Sim, minha amiga, eu lhe entendo. Buscamos na blogosfera a mesma coisa: um espaço onde possamos despejar um pouco do que sentimos sem receber de volta hipocrisia ou frases prontas e desinteressadas. Independente da religião, é raro encontrarmos pessoas dispostas a ouvir e entender o que se passa sem julgar, pois o que é leve para um pode ser muito pesado para outro. Também já tive minhas drs com Deus e isso não denota desrespeito ou falta de fé. Como filhos às vezes não entendemos o Pai e precisar buscar uma resposta, para em seguida voltar para os braços Dele. Algumas pessoas entenderam meu texto como um empurrão para que passem da noite para o dia a serem algo que não são, quando é exatamente o contrário. Seja exatamente como é, natural, sem de desrespeitar. O limite da exposição cada um sabe qual é, o seu é muito parecido com o meu, outros se reservam mais. Não começaremos a escrever irresponsabilidades, mas as verdades que pedem para serem ditas. Quem tem um amigo confiável para isso, ótimo. Quem não tem ou não quer incomodá-lo, escreve, faz uma crônica, um poema, compõe...Simples assim, né, Patrícia! Um abraço, a divulgação do seu blog é mais que merecida.

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  20. Ideal seria equilíbrio mas...cada cultura com suas características e cada ser humano com suas necessidades.
    Beijo Lisette.

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    1. Oi, Lisette, seja bem vinda. Sim, cada um, cada um. Buscar o seu limite, é o que proponho. Um abraço!

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  21. Olá!Boa noite!
    Tudo bem?
    ...pela quantidade de comentários divergentes e concordantes, você deve ter percebido que esta questão é de um foro muito pessoal, ou seja, cada um pensa de uma forma...de como encarar a questão de privacidade, ou sinceridade em suas atitudes...
    ...penso que o importante, é sermos os mais transparentes e sinceros naquilo que fazemos, tanto na vida real,como na blogosfera...a máscara cai...
    ...eu confesso, que por sofrer de "sincericídio", me seguro um pouco,principalmente para as pessoas que mal conheço...e "aprendi" que na blogosfera o encanto é "o tentar contextualizar" ...a essência do mistério...
    Boa terça!
    Beijos com carinho!

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  22. Oi, Felis, tem razão, o "sincericídio" não é o melhor caminho. Como comentei acima, escrevi imaginando que haveriam controvérsias, gosto disso, da discussão saudável sobre inteligentes pontos de vista. Como também já coloquei, algumas interpretações não casaram com a intenção do texto, mas é um reflexo das vivências de cada um. Achei uma palavra que define o que eu quis dizer: natural. A minha postagem pedia que cada um buscasse sua naturalidade, sem desrespeitar a si e ao outro, e não a repressão, quando machuca e sufoca. Um grande amiga chegando aos seus 60 anos, querida, generosa, certa vez me falou: "já engoli todos os sapos que tinha para engolir nessa vida. Agora não engulo mais." Mas ela conseguia expor sua opinião sem ser mal educada, sem magoar o outro. Admiro muito essa amiga, acho que a experiência a fez encontrar o caminho. Um abraço!

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  23. Oi Bia,passeando pelos blogs amigos encontrei o teu.
    Gostei muito do tema do texto,primeiro porque acredito que a nossa vida não deve ser exposta ao ponto de todos saberem os nossos passos,pra onde vamos,com quem estamos,enfim.
    Por outro lado também acredito que podemos sim nos mostrar pra nós mesmos,através do choro,da reflexão,de alguns momentos de solidão.
    Aos outros só o que é necessário ser dito,pra nós mesmos a verdade de olhar as próprias fraquezas,reconhecer os erros e aprender,porque tudo nessa vida tem algum aprendizado.
    Tenha uma ótima semana,abraço!=)

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    1. Oi, Suu, seja bem vinda! Muito legal estar aparecendo por aqui e dar uma opinião tão expressiva sobre o texto. A exposição excessiva gera constrangimentos para si e muitas vezes, para o outro. Em contrapartida, se esconder de quem se é traz uma sensação de insegurança e baixa-estima. Nem todas as verdades precisam ser ditas ao outro, mas para nós mesmos, devemos ser sinceros sempre. Um abraço!

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  24. é dificil saber até onde devemos nos expor. teu texto é perfeito e concordo com tudo. na sociedade atual todo o mundo teme todo o mundo, infelizmente. Há que ter coragem para a sinceridade, a transparência...
    todavia, percebi por experiência que quando somos sinceros e nos tornamos frágeis por isto, a tendência das pessoas é respeitar e não tripudiar (com exceções é claro)é melhor respeitar nossos sentimentos do que viver preocupados com a opinião dos outros...
    beijos

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    1. Oi, Jeanne, tem toda a razão e adorei o ângulo da sua abordagem! Muitas pessoas tem medo de se expor por conta do julgamento do outro, e convenhamos que a sociedade muitas vezes é cruel. Mas quem tem a coragem de se mostrar como é (sem desrespeitar a ninguém, é claro), ainda que o outro não concorde com sua atitude, ganha seu respeito. E viver seu o respeito alheio é humilhante. Um abraço!

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  25. Olá Bia,

    Desde que a conheci percebi que estava diante de uma pessoa
    autêntica, aberta, que se posiciona, independente de qualquer
    efeito que suas palavras possam causar. Admiro esta postura.
    Confesso a você que não me exporia no mundo virtual, além do
    que pode ser lido nas entrelinhas de meus comentários.
    Sou extremamente discreta e reservada em redes sociais, mas
    "um livro aberto" com pessoas chegadas e que já me conhecem.
    Não é por receio que me julguem, pois o que vale para mim é o meu próprio julgamento. Respeito a maneira de pensar de todos,
    mas tenho a minha e sigo-a. Não me escondo através de máscaras, mesmo porque seria impossível. Quem verdadeiramente me conhece me decifra somente de olhar para mim.
    Frequento blogs de algumas amigas que se abrem e abordam temas
    pessoais sem nenhum constrangimento. Acho isso bacana e sempre
    digo o que penso a respeito, pois se uma pessoa divulga uma situação é porque gostaria de uma opinião, de uma luz, de
    apoio, ou mesmo somente de "um ouvido".

    Beijos.

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    1. Oi, Vera, gostei da sua postura! Ninguém é obrigado a se mostrar inteiramente na rede virtual para mostrar que não usa máscaras, não estamos aqui para provar nada, para ninguém. Pelo que contou divide o seu melhor com as pessoas que a cercam...O limite e a forma da exposição cada qual tem o seu. O que eu defendo é que a pessoa não se feche completamente dentro de si, a ponto de tentar parecer uma coisa que não é. A blogosfera é um dos meios onde se pode extravasar, não o único, cada um que encontre o seu. Um abraço!

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    2. Oi, Vera, esqueci, só para complementar, concordo que quem expõe um assunto no blog quer conhecer a opinião alheia. Eu adoro tudo o que leio aqui, mesmo que seja adverso ao que eu penso, porque minhas verdades estão sempre sendo reconstruídas. ;)

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  26. As pessoas costuma dizer que sou muito sincera. Realmente, falo muito do que penso, tanto quando a situaçãp é boa quanto ruim. Não consigo conter. Mas infelizmente muita gente não é assim, e coisas não ditas às vezes atrapalham mais do que umas boas verdades...

    beijos!

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    1. Hummm, Lua, disse muito bem, esse foi um dos aspectos que eu tentei abordar mas acho que não ficou muito claro. Temos que ter cuidado para saber o limite entre a sinceridade e as verdades desnecessárias, aquelas que soam como falta de educação. Mas as verdades não ditas são as que podem prejudicar todo um contexto, porque nelas está a leitura da mensagem subliminar, do que está nas entrelinhas, e nem sempre a interpretação pode ser a adequada, gerando uma série de problemas. Um abraço!

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  27. Isso depende da maneira de ser das pessoas. Abrir-se é uma forma de conviver que ajuda outros a perceberem que suas fragilidades não são únicas. Expor-se, sem necessidade, é outra forma de conduta e quem o faz permite que façam mal uso de informações que só dizem respeito a uma pessoa. Por não importar o que pensem sobre nós, adotamos o estilo de vida que mais condiz conosco e que nos proporciona bem estar. Aí reside a autenticidade e o amor próprio.

    Bjus.

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    1. Marilene, acho que explicou muito bem a diferença entre se expor e se abrir, o que me leva a pensar se fiz uso do termo correto na minha postagem. E foi o que eu quis dizer, cada um adota o limite mais confortável para si sem deixar de ser autêntico. Um abraço!

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  28. Você tem razão, Bia. Os blogs são uma espécie de diário pessoal, onde a única diferença é que todos podem ler ou saber o que você está pensando, mas não tem nenhuma diferença do twitter, facebook ou orkut onde os comentários ou as fotos também te expoem e todos podem copiar. Como meu blog é sobre cinema falo sobre minhas preferências sobre filmes, artistas, gêneros, mas mesmo assim sou muito criticado quando digo que gosto de O guarda costas, Ghost, Pornochanchada, Xuxa, ou que não gosto de filmes chatos como os do Glauber Rocha ou da nouvelle vague. Abraços.

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    1. Oi, Gilberto, também penso assim. Quando me refiro ao termo "blog pessoal" quero dizer esses, do tipo do meu, com a intenção de dividir pensamentos e sentimentos com o público. Nesse modelo de espaço fica mesmo meio difícil não mostrar algum lado do que somos sem transparecer a verdade. O seu blog, embora pessoal, trata de um tema específico, cinema, ou seja, embora dê sua opinião sobre o assunto não é voltado para questões pessoais...É como um blog de contos, piadas ou unhas, por exemplo. Mas não dá para explicar esses pormenores na postagem porque senão, hajam linhas, hahaha. Ah, e se o blog é seu, que se dane a opinião de quem não gosta de Ghost ou Guarda costas (hahaha, eu gosto! E também não sou muito fã dos filmes do Glauber!) Um abraço!

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  29. Oi Bia! Você tem razão, nós acumulamos muito dentro de nós. Mas reparo muito isso no dia a dia: você não pode mostrar quem você é não no sentido que pode ser taxado de fraco, mas isso pode te dar originalidade. Nossa sociedade globalizada não permite originalismo, mas apenas o padrão. O que é fora disso, não saberemos como lidar...
    Bjos!
    amonailart.blogspot.com

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    1. Oi, Valquíria, a diferença entre ser taxado de fraco ou original é tênue, e querer se arriscar para descobrir onde se está é algo bem pessoal. Na vida real costumo falar pouco da minha intimidade, embora dê minha opinião sobre os assuntos em geral quando ela é solicitada, com transparência, como eu faço aqui. Mas a sociedade é hipócrita: globalizada, como bem disse, mas privilegiando aquele puxa-saco que abaixa a cabeça para tudo...Quem tem a coragem de quebrar padrões pode conviver com uma cara feia, mas sem dúvida ganha respeito. Um abraço!

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  30. Bia,vc foi muito feliz na escrita desse texto...

    eu amei!

    acredito que se expor,deixar a vida fluir na medida do que se sente e ainda ser teto de vidro,não é pra qualquer um (a)...

    só para quem já se despiu dos sentimentos pequenos...e é grande feito VOCÊ!!!!

    meu carinho...

    Zil

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    1. Oi, Zil, nossa, obrigada por suas palavras! Teto de vidro todos temos, mas a exposição não pode ser um meio para atingir o outro, quero dizer, não pode ser usada com esse objetivo. Antes de expor o que se sente é preciso levar em consideração os impactos que isso podem causar em volta, porque às vezes não aguentamos o tranco da reatividade. Mas não se pode deixar oprimir, isso faz muito mal. Um abraço!

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  31. Bia, um beijo no seu coração! Eu gosto do seu jeito de escrever, como também da maneira como escreve, é como se estivesse dialogando com seu leitor do outro lado, o que na verdade acaba sendo. A maneira de se expor ou não é algo bem pessoal, no entanto, ocultar-se diante do mundo e das pessoas pode não ser o ideal. Na vida é preciso expor-se, mas com responsabilidades e limites.

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    1. Oi, Pc, escrevo como os pensamentos vem à minha mente, talvez por isso dê a impressão de que estou conversando, é bom saber que lhe agrada. Penso que a responsabilidade e o respeito devem, sem dúvida, vir antes da exposição. Espero ter deixado isso bem claro. Observando esses dois pontos, e só ser feliz e mostrar ao mundo quem mora dentro de si. Um abraço!

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  32. Oi, Bia!
    Este foi um texto que me fez refletir muito...assim como os comentários, um melhor que o outro.
    Eu sempre tive medo de me expor e por isso posso afirmar com certeza: esconder a nossa essência nos faz muito mal. Quando criei o meu blogue, uma das coisas que tinha em mente era mudar esse meu jeito tão reservado. Apesar de não fornecer informações sobre mim, os sentimentos que coloco ali, os pensamentos e opiniões são muito honestos e isso tem sido libertador...
    Mostrar o que somos, ao contrário do que pensei, não dói...é um tipo de liberdade sem preço e é deliciosa. Acho que a nossa essência precisa disso para ser mantida sempre viva!
    Um grande abraço!

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    1. Isa, desde que a conheci a considerei muito, muito parecida comigo. Eu não costumo esconder minha essência mas tenho reservas em mostrá-la para o mundo real. Muitas pessoas não conhecem minha história de vida e quando conhecem um pouco mais da minha personalidade, dizem: "nossa, não sabia que você era assim! (corajosa, guerreira, brincalhona, etc) O blog é um espaço onde também me liberto e me sinto muito bem escrevendo, lendo os comentários, respondendo...Há pessoas que não tem essa necessidade, acho ótimo. O meu post foi dedicado exatamente a pessoas como você, ou eu, que sentem estar reprimindo algo que precisa ser exposto. Não foi um post de crítica, foi um post de incentivo. Um abraço, adoro seus escritos!

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  33. Olá queridona , cheguei !!! E ainda ganhei de presente sua indicação no meu blog, que legal !! Fico feliz que tenha apreciado o texto e que ele tenha lhe trazido inspiração :)

    Reflito muito sobre isso, tenho alguns textos que tratam destes temas, Porque ser autêntico causa espanto, Você se expõe demais ? e É cedo ou tarde para ser feliz, estas são teclas que bato muito pois fico um pouco chocada quando vejo que autenticidade e transparência, coisas que deveriam ser normais, são tratadas com espanto pelas pessoas, alguns endeusam quem se comporta desta forma, outros julgam... Eu já tive problemas por ser assim, exposta demais na medina rsrs até mesmo um familiar parou de falar comigo por recriminar meu jeito... outros já acham que sou a última bolacha do pacote por ter esta coragem... Eu particularmente só acho que sou normal... uma coisa que aprendi na vida é que se importar com o que dizem é furada... mesmo que façamos tudo conforme manda o figurino ou para agradar a todos, sempre terá um para nos recriminar ou falar mal... então cheguei a conclusão de que a vida é curta demais para eu perder tempo sendo o que não sou para montar um personagem que seja aceito por todos...
    Sei que muitos preferem ser reservados e outros já querem ser purpurinados, o que eu acho imprescindível é que a pessoa respeite quem é ! se ela gosta de se expor, se é feliz assim, então seja ! se é reservado e tímido, não se envergonhe disso, a palavra chave é : aceitação.
    Claro que como disse, existem exposições desnecessárias e até chatas, para isso é preciso bom senso e avaliar o que realmente é preciso para nos satisfazer e o que pode também agregar valor aos que receberão a exposição.
    Eu particularmente não teria energia para ficar o tempo todo tentando ser o que não sou, me escondendo, mas sei que ser autêntico exige coragem e força, pois a sociedade ainda é muito preconceituosa e cruel, mas vale a pena manter nossa essência, a vida é rápida demais para perdermos tempo com estas mediocridades, vamos ser quem somos, procurar ser alguém melhor de forma saudável e sem nos violentar e valorizar esta individualidade :)
    cada um no seu quadrado, o que importa é ser feliz :)

    Arrasou :)
    Muchos beijos e bom restinho de semana !

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  34. Oi, Sam, que beleza receber sua visita! Falou muito bem, com propriedade no assunto. Suas palavras traduzem bem o que entendi quando li seu texto. Percebo o mesmo, que a sociedade trata naturalidade e transparência como se fossem um problema. Hoje, particularmente, estou triste com isso. É bem como disse, por mais que se esforce e tente dar o melhor de si nunca será bom o suficiente, nunca terá o que acha que merece, então acabamos por nos magoar, sufocar, enquanto as pessoas continuam no seu mundinho medíocre a apontar as falhas do outro ou a fazer as coisas do seu jeito, e ponto. A aceitação tem que partir de si, se respeitar é o resumo da minha postagem e do seu comentário. Retraído ou expansivo, não importa como se é, o que importa é que esteja se sentindo bem, e esteja feliz. Um abraço, ótimo final de semana (que está chegando) e obrigada por passar por aqui!

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  35. Amiga Bia,as vezes...muitas vezes é necessário uma burca, não nos sentimentos,mas para termos a liberdade de expressá-los...
    Porque?
    Talvez...o nosso reflexo não esteja preparado pra tamanha liberdade!...

    Beijos poéticos!

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