sexta-feira, 6 de julho de 2012

Espiritualidade

*Essa é minha participação na Blogagem Coletiva promovida pelo blog Escritos Lisérgicos (entre outros) cujo selo está aqui ao lado.

Pensando sobre o tema durante toda a semana, cheguei à conclusão de que, para mim, é difícil dissociar espiritualidade de religiosidade.
Imagem by Freepik

Fui criada dentro da religião católica, mas confesso que seguia os rituais por instrução dos meus pais, sem ver muito sentido em tudo aquilo. Na adolescência, eu colecionava umas revistinhas chamadas Destino, que tratavam de toda a sorte de assuntos místicos (brancos, digamos assim...): leitura de cartas, búzios, tarô, mapa astral, viagem astral, signos, o poder e uso das pedras, as velas e os anjos, e por aí afora.
Usava parte da parca mesada para comprar alguns desses objetos (que inclusive sobrevivem em uma caixinha na casa da minha mãe). Foi uma fase que fez parte da inquietação natural do adolescente, eu sendo sempre muito questionadora queria entender o sentido da vida. Sinto um pouco de saudades daquele universo místico, que fazia a vida parecer um pouco mágica e mais leve. Ainda assim, não encontrei as respostas.
Com 20 anos e minha filha de um mês nos braços, assistindo a uma novena, senti uma plenitude inexplicável (já comentei algo por aqui). A partir daí, abracei minha religião (sem ser beata) e me desvincilhei do mundo místico. Não acho minha religião perfeita, ao contrário. Discordo de muitas posturas da igreja católica, que penso mais afastar e excluir as pessoas do que cativar. Mas ainda é o universo com a qual mais me identifiquei, deixando claro que não sou dona da verdade e respeito todas as outras religiões (inclusive soube de algumas peculiaridades bem interessantes), acho que o mais importante é a identificação e se sentir bem dentro dela. Devo dizer que penso ser importante acreditar em algo maior, que eu chamo de Deus. Certa vez li num livro que para alguns é mais  fácil ser ateu, pôr a culpa no que dá errado por não ter fé em nada não dá muito trabalho. Mas acreditar em uma força que não vemos e que as situações parecem conspirar contra, isso sim, dá bastante trabalho. Achei que faz muito sentido, mas não estou aqui para questionar a postura de um ateu, já que devem ter seus motivos para sê-lo.
Bem, com o passar dos anos, lendo muito sobre o assunto, cheguei à conclusão de que a espiritualidade é algo que vai muito além da religiosidade. Penso que a espiritualidade se traduz em "cuidar do espírito". Entendi que a busca das respostas e sobretudo aprender com elas é importante para o crescimento do ser humano independente de religião, para lapidar seu caráter e torná-lo uma pessoa melhor para si e para o outro. Cheguei à conclusão de que, se fomos criados com um espírito e uma inteligência, que esta deve ser usada para cultivar sempre os bons sentimentos, como compreensão, carinho, amor ao próximo, perdão, tolerância, humildade, solidariedade e respeito, entre outros, e assim proporcionar o crescimento espiritual.
Cultivar a elevação do espírito dá trabalho, porque convivemos com inúmeras outras pessoas que não se empenham tanto assim em crescer como ser humano, adotando posturas mesquinhas, acomodadas ou fúteis e se alimentando do que é mais fácil em detrimento do que é certo, e invariavelmente essas atitudes atingem aos outros indistintamente.
A realidade é que todos somos falhos, as verdades são mutáveis e o processo de crescimento geralmente é doloroso. Mas há algo que as pessoas evoluídas espiritualmente possuem: luz! Para ser irradiada de graça e compartilhada com aqueles que preferem viver no escuro.
Com muitas luzes acesas pelo caminho, será possível encontrar as respostas para que o espírito encontre o único bem que procura: a paz.



"Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!"
Arnaldo Jabor


56 comentários:

  1. Lindo texto, linda espiritualidade a sua.
    Abraços.

    http://eternamentevv.blogspot.com.br/2012/07/espiritualidade-blogagem-coletiva.html

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    1. Obrigada, seja sempre bem vinda! Um abraço!

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  2. Belo texto, colocou pra fora tudo o que realmente sente, e o que realmente importa é a sua verdade e o que te faz bem, o resto vai além do além...



    Abçs

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    1. Oi, Vanessa, cada um possui sua verdade e esta merece ser respeitada. Um abraço!

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  3. Também fui criado na religião católica e continuo frequentando as missas dominicais até hoje, apesar de não concordar com alguns dogmas da igreja. Abraços.

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    1. Oi, Gilberto. Eu vou à missa quando sinto que preciso e em datas especiais. Não vou em todos os finais de semana, mas quando o faço tento absorver e viver o momento plenamente. Um abraço!

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  4. Bia, o seu texto me transmitiu maturidade e muita tranquilidade... Gostei da maneira como você definiu espiritualidade e de como mencionou a nossa busca por respostas, e o seu consequente aprendizado, como forma de crescimento humano.
    Acho que todos nós precisamos de paz. E o caminho para alcançá-la deve ser uma escolha individual. Como você mesma disse "independentemente de religião".
    Muito bom ler a sua opinião!
    Um grande abraço!

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    1. Oi, Isa. Penso que nada do que é imposto faz bem. A partir do momento que se tem liberdade para escolher o que mais nos devolve a paz, é possível encontrar um caminho para o desenvolvimento da espiritualidade. Um abraço!

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  5. Muito bom o seu texto.
    Você transpareceu tranquilidade, e doçura.
    Sou evangélica, mas respeito crenças e admiro pessoas que como você, fazem o mesmo.

    Um beijo,
    Um excelente fim de semana.
    Jhosy

    http://meninamsicaeflor.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Jhosy. Tenho amizade com pessoas de diferentes crenças e que são maravilhosas, assim como conheço pessoas católicas que não praticam o que escutam. É uma questão muito mais de valores do que de religião. Por isso, nenhuma religião merece mais ou menos respeito que a outra. Um abraço!

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  6. Bia, adorei este texto. Penso que a maioria das pessoas procura a paz interior e não sabe como a conseguir, mas tudo isso está dentro de nós. Há que nos conhecermos mais além...

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    1. Confesso que muitas vezes perco a paz e dá um trabalho danado reencontrá-la, justamente porque acabamos buscando fora o que na verdade está dentro de nós. Confiar em Deus me ajuda bastante no processo de recuperação da paz. UM abraço!

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  7. Que lindo, Bia... O que importa é a fé que você acredita!
    abraços e lindo final de semana.

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    1. Oi, Barbie, disse tudo! O importante é acreditar, independente de religião ou espiritualidade. Um abraço!

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  8. Bia,
    Seu texto traduz uma maturidade gradativa e que foi reflexiva. Creio que é assim que descobrimos nossa espiritualidade, ja que ela provêm da nossa experiencia pessoa com Deus.
    Gostei da forma simples que elaborou sua profissão de fé.
    Beijokas doces e bom fim de semana.
    Meu link mudou para receber atualizações por favor exclua palavras ao bel prazer e coloque esse: http://palavresias.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Marly. O processo de maturidade é mesmo gradual. Confesso que mesmo sendo nova estou um pouco cansada dessa caminhada. É na fé que renovo minhas forças para erguer a cabeça e continuar. Ainda quero alcançar a maturidade serena. Um abraço!

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  9. Você tem aquilo que muitos religiosos e fanáticos buscam:
    Paz de Espirito.
    Mesmo você não frequentando uma igreja assiduamente,isso tbm não influenciaria em Nada.
    Mas de uma coisa eu tenho certeza, Deus está contigo.

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    1. Bia, interessante que eu não tenho esta visão da Igreja Católica. Sei que como a maioria das instituições religiosas, ela é a parte do Cristianismo que, a sério, eu acho a menos radical. Talvez tenha uma visão deturpada e me recorde apenas do Catolicismo que presenciei meio sem noção na infância, como a maioria de nós que fomos batizados e caímos de pára-quedas nas missas e demais rituais, porém, eu vejo coisas tão mais absurdas em outras denominações, que acho a Católica, dentro de seus limites, a parte do Cristianismo mais "centrada". Se é que me entendeu... As afirmações que vi do Pe Fábio de Melo sobre homossexualidade e outros assuntos polêmicos me trouxeram uma visão renovada da Igreja e que, ao contrário de muitas que pararam na época de Moisés, ela é a que mais tende a evoluir como instituição cristã.
      E realmente, eu confesso que tentei, mas é praticamente impossível falar de espiritualidade sem mencionar religião, mesmo que as mesmas não sejam a mesma coisa, estão de algum modo interligadas.
      Adorei seu post.

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    2. PS: Só usei o espaço responder, porque adicionar comentário está desativado no momento.

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    3. Nathália, se você diz que Deus está comigo, então está tudo bem. :) Um abraço!

      Christian, eu concordo que a religião católica é muito menos radical do que algumas outras, mas pelo que li no seu texto, você teve inúmeras experiências em outras doutrinas e talvez possa falar com mais propriedade. Gosto muito da visão do Pd. Fábio sobre muitos assuntos, tanto que já li vários livros dele. Ele fala sobre uma igreja que deve acolher. Sei que a igreja católica já evoluiu em muitos aspectos, o que entristece são pessoas que se dizem seguidoras e na verdade não praticam o que é proposto. O próprio Pd. Fábio é muito discriminado por ter boa aparência, enquanto as pessoas deveriam se preocupar em ouvir suas palavras. Obrigada por me permitir participar dessa blogagem, vi participações muito interessantes. Um abraço!

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    4. Ahah, eu já havia citado o Pe Fabio de Melo aqui e nem havia lembrado. Mas realmente, eu acredito que a Igreja Católica, na medida do possível, tenta evoluir um pouquinho mais do que as demais denominações ditas cristãs. Tenho parentes católicos e vejo que não são pessoas radicais, vão as suas missas, fazem suas novenas, mas não ficam dando lições de morais aos outros.
      Um exemplo, hoje mesmo eu fui bloqueado no Facebook por uma pessoa de outra denominação pelo simples fato de ter negado ser evangelizado. Como você mesma disse, eu já tive muitas experiências, em tempo recorde, mas o suficiente para observar (sou muito observador) e determinar o que é bom ou ruim para mim. Nunca tive a experiência de um católico querer me converter pra igreja dele, aliás, eles nem professam muito isto, percebo que são bem mais na deles. E membros que não praticam o que é proposto, vemos em todos os lugares, pode crer. Um abraço!

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  10. Lindo, Bia, mas essa visão acaba sendo bem particular mesmo. Também sou católico, mas não praticante. Considero as religiões muito impositivas e cheia de regras, 'obrigando' os seguidores a as exercerem como se isso fossem ordem de Deus. Espiritualidade é mais libertária e 'serena'. Bjs e bom fim de semana.

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    1. Oi, Sérgio, eu concordo, acho que Deus quer mesmo é que seus filhos sejam felizes, desde que para isso não façam mal ao outro. Sigo uma religião por me sentir bem. Acho importante direcionar espiritualmente uma criança, mas dar liberdade para que ela escolha suas verdades quando adquirir uma certa idade. UM abraço!

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  11. Olá Bia,
    Que postagem instigante você nos trouxe, menina!

    Religião X Espiritualidade. Isso dá muito pano pra manga. Vou procurar ser breve.
    Para entendermos religião, partimos do princípio de que ela é parte integrante e inseparável da cultura humana. No seio da família, já nascemos com uma determinada religião, que encontra-se baseada em seus ritos, dogmas, credos, tabus, códigos morais...
    O filósofo e comunista Karl Marx, em uma de suas obras, criticando as religiões, afirma que: "a religião é o ópio do povo", ou seja, é na exata medida em que o remédio passa a ser veneno por excesso da dose.
    O problema maior que vejo, quando se discute religião, é que afastamos as pessoas. A religião que deveria promover a espiritualidade coloca de um lado os adoradores de Jesus, de outro os adoradores de Allá, de outro os de Buda, Shiva, Krishna e por aí vai. Cada grupo de adoradores deseja a extinção do outro, e não raras vezes temos conflitos, mortes em nome de um deus ídolo e não um Deus Espiritual.

    A espiritualidade, que deveria nascer de cada religião, concentra-se em ações, valores como perdão, reconciliação, caridade, misericórdia, solidariedade, amor...que deveriam ser comuns a todas as tradições religiosas.
    A espiritualidade aproxima as pessoas, independentemente de raça, cor, sexualidade, religião. Quando estamos com o coração cheio de espiritualidade e não de religião é que promovemos a justiça e a paz.

    Acredito que no final de tudo, Deus não nos perguntará qual é ou foi nossa religião, mas sim o que temos feito de bom ao nosso semelhante.

    Abraços.

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    1. Oi, Nestor. É sobre esse conflito entre religiões que me sinto incomodada. Acho que podem existir diversas linhas de pensamento e atitudes, desde que uma respeite a outro, sem querer extinguir nem ser melhor que a outra. Acho também que a família tem esse papel de direcionador espiritual na criança, mas seria bom se deixassem de passar essa imagem de que Deus é castigante.
      Sua visão sobre espiritualidade é muito parecida com a minha, a prática do amor é a tradução da espiritualidade. E encerrou muito bem com sua frase final: traduziu exatamente, com todas as letras e vírgulas, como eu acho que Deus pensa.
      UM abraço!

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  12. Muito bom Bia conhecemos mais um pouco de ti, parabéns .

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  13. Bia, o seu texto é perfeito na explicação da espiritualidade. Eu fui criado e educado (escola) na religião católico, mas desde cedo vivia em conflito com a severidade, não compreendia o Deus castigador. Na família, um dos membros por impossição da família se tornou padre, contudo não praticava o dogma católica e depois da morte dos pais largou a batina e se casou. Vive com muitas culpas e na minha adolescência colecionei uma revista chamasa Ano Zero que abordava assuntos mistico, lia por curiosidade por as perguntas eram muitas. Penso q a religiosodade é importante na criação do ser, é essencial. Admiro demasiadamente a doutrina espírita e tento praticá-la no meu dia a dia. Penso que tanto o bem como o mal está em nós e de acordo como vc ver o mundo e se ver, vc praticará um ou outro. A violência hoje em dia advém da falta de espiritualidade, a maldade tem como nascedouro a falta de pratica das boas maneiras, tais como bom dia, licensa e etc. E o mais preocupante, a falta de convívio familiar. Levo sempre comigo um pensamento: "o outro é importante". Bjos, querida Bia.

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    1. Oi, Eder. Ser padre é uma questão de dom, não de imposição. Não me admira que seu familiar tenha desistido de tudo e mudado o rumo de sua vida, penso que ele seguiu seu coração e não deveria carregar tantas culpas. É interessante como as perguntas se revelam na adolescência. Quando eu era criança carregava um pouco de reserva sobre o espiritismo, hoje sei que é uma doutrina muito bonita de ajuda ao outro. Penso que tudo o que leva ao bem é bom. Concordo que a violência tem origem na falta de espiritualidade e convívio familiar. Mas nunca é tarde para se fazer essa busca. UM abraço!

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  14. Olá!Boa tarde!
    Tudo bem?
    Olá!Boa tarde!
    gostei do seu texto...onde em cada etapa de sua busca pelo processo, você foi ,em virtude de seu poder de questionamento, se encontrando... vou me ater a sua afirmação espiritualidade/religião:
    Nos movemos entre dois planos: as coisas humanas e as coisas de Deus. A sabedoria está, em aceitar e respeitar ambas as realidades. Não devemos contrapor, confundir e muito menos pôr em alternativa a autoridade de Deus e a humana...
    De certa forma é admirável o esforço do ser-humano para voltar a se conectar com o seu Criador. A sede e a vontade de preencher o vazio levam muitos a criarem religiões e outros a seguirem essas.A religião está baseada em ritos, dogmas, credos, tabus, etc. Já a espiritualidade resume-se por intimidade e está fundamentada nos conteúdos universais da Bíblia Sagrada.
    Todas as vezes que discutimos se vamos para o céu ou para o inferno, se damos o dízimo ou não, se somos dessa ou daquela denominação, estamos sendo religiosos!
    A espiritualidade vai mais além! Todas as vezes que há reconciliação, perdão, compaixão, solidariedade, amor, caridade, estamos falando de espiritualidade!
    E todas as vezes que o nosso coração está inclinado para a espiritualidade e não para a religião, promovemos a justiça e a paz...ficarmos bem conosco mesmo!
    Bom final de semana!
    Beijos com carinho

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    1. Oi, Felis. Essas semelhanças e diferenças sobre religião e espiritualidade foram brotando aos poucos na minha mente enquanto eu pensava sobre o assunto. É por isso que gosto muito da frase: "o importante não é ter uma religião, e sim um sentimento de religiosidade". A religião pode ser um caminho, mas o sentimento da religiosidade pode ser muito útil no desenvolvimento da espiritualidade, que é a condensação do sentimento de amor que carregamos dentro de nós. Um abraço!

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  15. É um belo relato. Tenho uma relação religiosa confusa, desencontrada e de forma alguma isso me causa orgulho. Sou católica por herança familiar, mas chegou num tempo que eu não via sentido naquilo, no Deus sisudo, que gosta de punir, a quem devemos bajular senão tudo está acabado. Me acomodei, é fato. Ao invés de questionar, buscar uma resposta que vão além de paredes que comportam pessoas repetindo a Bíblia, me coloquei à margem.
    Acho as religiões, todas elas, embora também consiga ver qualidades, todas lutando para ter o direito absoluto sobre Deus.

    Que minha mãe não me leia...rsrs.

    Mas eu espero sinceramente aportar minha espiritualidade, aquietar a minha alma perguntadeira quando tiver que ser.

    Beijo, Bia.

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    1. Oi, Milene. A busca é importante, mas acho que no momento certo você vai se encontrar uma posição confortável espiritualmente falando. Eu também não via muito sentido na minha religião, mas após ter tido o citado sentimento de plenitude (o que alguns denominam "ser tocado por Deus", que inclusive foi num momento totalmente inesperado, entendi que posso ter uma religião, mesmo que não concorde com todos os seus dogmas. Um abraço!

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  16. Voltei pra perguntar: lá no Putz Revoltz, há algum motivo para não haver seguidor? Fiquei espiando, querendo deixar meu retrato pendurado, mas pensei que possa ser uma opção sua... Sei lá.

    Beijo de novo.

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    1. Oi, Milene, tenho sim alguns seguidores, o campo está na lateral direita. Pode pendurar seu retrato por lá! Um abraço!

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  17. Bia, eu tambem vejo a espiritualidade como uma maneira de cuidar do espírito. Uma coisa que aprendi, já tem uns 5 anos, que a melhor religiao é aquela que nos sentimos bem. Quando o vazio tomou conta de mim e a fé tirou férias, precisei buscar o que faltava para me completar. Hoje entendo mais do que preciso, de quem sou e do que estou buscando.

    Beijos

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    1. Oi, Sissym, perfeito! A melhor religião é aquela onde nos sentimos bem. Quando me percebo deixando que o vazio tome conta converso mais de perto com Deus, resgato minha fé e mesmo estando triste, não me sinto só. UM abraço!

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  18. Oii Bia, lendo seu texto me lembrei da minha filha mais nova, ano passado ela terminou a catequese e fez a primeira comunhão, depois que terminou a celebração, ela me perguntou "Mãe, agora que terminei a catequese e fiz a primeira comunhão, posso escolher minha religião?", cri cri cri cri rsr Bjoooossss

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    1. Oi, Kellen. É como eu já disse acima, acho legal que os pais passem as tradições aos filhos, mas pelo que percebi ela está entrando na adolescência, é legal que você dê liberdade para que ela procure seus próprios caminhos. Uma vez a catequista da minha filha, na Crisma, falou assim: "nós plantamos a sementinha. Um dia a luz do Espírito Santo acende", é isso aí, você plantou a sementinha, como ela vai germinar não saberemos. Mas ela me parece muito amada, com certeza já carrega muita espiritualidade. Um abraço!

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  19. Ei Bia,

    Penso que religião em si é uma placa que muitos carregam no intento de diferenciar se e não identificar seu real estado espirito . O nosso coração é doador, e ao mesmo tempo carente de alguém que o cuide , que o de forças, que o encoraja, que não seja um outro ser humano, devido a tantas falhas que temos, mas que seja puro, sem maculo, perdoador e capaz de nos entender, então nesta vida optei por servir a Deus com todo meu amor e carinho, e a ele responsabilizei minha vida e lhe dei total liberdade de conduzi la..sou evangélica, mas acima de todas as expectativas religiosas , busco servir a Deus...autor da minha vida...

    Abraços amiga , e lindo domingo pra ti..

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    1. Oi, Cecília. Carregar simplesmente uma placa para dizer que é de tal religião é justamente uma atitude que não acho legal. Se a pessoa se sente bem seguindo determinada religião, ótimo, mas são as atitudes que demonstram o caráter do ser humano e o quanto de Deus ela carrega dentro de si. Lindo o que disse, "Deus, autor da minha vida"! Um abraço!

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  20. Olá Bia,
    Também estou na blogagem coletiva e devo dizer que está sendo muito bacana poder ler textos tão diversos dos amigos blogueiros. Uma das partes que mais gostei do seu texto, apesar de termos visões diferentes, é quando diz que a busca de respostas mas principalmente aprender de fato com elas é que faz toda a diferença!

    Abraços, Flávio.
    --> Blog Telinha Crítica <--

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    1. Oi, Flávio, seja qual for o ser humano, acho que é a busca por respostas que pode movê-lo a se tornar uma pessoa melhor. Um abraço!

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  21. Cuidar do espírito, em meu entendimento, faz parte daqueles que creem em Deus. Recebi a religião católica, no berço, e tenho como muito importante as crianças serem educadas com religiosidade. É na fé que encontramos força para vencer as adversidades. Bjs.

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    1. Oi, Marilene, concordo com o que disse, o que dispensa acréscimos. Obrigada por sua presença sempre tão madura no meu espaço. Um abraço!

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  22. Olá Bia,

    A fé há que ser sempre raciocinada. Não somos robôs para seguirmos cegamente todas as regras criadas em nome de Deus.
    Também nasci em berço católico, de princípios religiosos rígidos, mas na fase adulta fui direcionada para a doutrina espírita, onde encontrei as respostas que procurava.
    Mas a espiritualidade em si nada tem a ver com religião. A religião(qualquer uma) é indispensável, pois é ela que funciona como um freio, assim como direção e suporte na vida das pessoas.
    A espiritualidade é algo mais, vai além; ela é tudo e, portanto, é Deus.
    Suas colocações estão muito pertinentes. O que importa é que vivamos dentro dos princípios sagrados da fé e da caridade.

    Ótimo domingo.

    Beijo.

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    1. Oi, Vera. O problema não são as regras de Deus, mas como bem colocou, as que foram criadas em nome Dele. Os escritos que posta em seu blog revelam uma pessoa sempre voltada a melhorar seus dons espirituais. Um abraço!

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  23. Encontrar o que faz bem e completa.. isto é o essencial.

    Belo relato!


    ;D

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    1. Oi, Karla, seja bem vinda. Resumiu muito bem o que eu quis dizer. Um abraço!

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  24. olá, também faco parte da blogagem coletiva e estou atrasadissima em meus comentarios.
    dentro de uns 2 meses faco todos rsrsrs
    seu texto é irretocável, e vem de encontro a varias coisas que eu também sinto.
    como nao quero me demorar muito digo apenas que o mais importante dessa loucura toda, é ser felez e estar em paz.
    nao importa a religiao, importa mesmo é ter um espirito de bem com a vida e repleto de luz.
    e voce o tem.
    beijos

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    1. Oi, Ivani, seja sempre bem vinda! Que belo comentário, estar aqui pela primeira vez e enxergar luz é muito gratificante. Ser feliz e estar em paz: palavras mágicas. Um abraço!

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  25. Bia, tudo bem?
    também estou participando da blogagem coletiva.
    Teu texto é um relato muito sincero e suave sobre tua experiência pessoal da espiritualidade, na qual me identifico principalmente nesta parte:
    "Não acho minha religião perfeita, ao contrário. Discordo de muitas posturas da igreja católica..."
    Que é meu caso. Mas aí é que me parece que há o amadurecimento, quando fizemos uma opção, mas pensamos também na evolução.
    Beijos!

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  26. Olá, Bia! Estou aqui para conferir seu texto da blogagem coletiva! Gostei muito da forma como vc expos sua forma de ver a espiritualidade. Eu, diferentemente, ainda continuo apreciando muito o mistico(apenas como curiosa que sou)!

    Concordo quando vc diz que é difícil dissociar espiritualidade de religiosidade, contudo, percebo o quanto as duas são bem diferentes uma da outra... enquanto, em minha opinião, a religiosidade é dogmática e segue o rumo de uma coletividade, a espiritualidade é individual.

    Gostei de vir aqui...

    bjks JoicySorciere => CLIQUE => Blog Umas e outras...

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  27. Boa tarde, Bia, como vai?
    Também acho que cada um de nós deve buscar sua própria espiritualidade, independente de qual religião siga.
    Se tratarmos as demais pessoas como gostaríamos de sermos tratados e as respeitarmos, acredito que encontraremos a paz interior.
    Abraço, Bia.

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  28. Gostei do texto, também me identifico mais com o catolicismo, apesar de discordar de bastante coisa. Ah sim, acho triste ver pessoas 'desperdiçando' a vida sendo mesquinhas e fúteis, e isso acaba nos atingindo. Acho que vira problema quando atinge a espiritualidade alheia. Enfim, somos humanos e cair é de nossa natureza. Cada coisa que acontece hoje que manter o 'espírito' é uma batalha.

    Ps: desculpa a demora, não tive muito tempo e estou visitando muitos blogs somente agora
    Grande abraço

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  29. "Penso que a espiritualidade se traduz em "cuidar do espírito". Entendi que a busca das respostas e sobretudo aprender com elas é importante para o crescimento do ser humano independente de religião, para lapidar seu caráter e torná-lo uma pessoa melhor para si e para o outro."

    Simplesmente PER-FEI-TO!

    Sou católica também, e também discordo de muitas coisas... mas como entendo que a espiritualidade transcende denominações religiosas, também sigo minha fé, como dizia Paulo (apóstolo), "separando aquilo que for bom".

    Gostei de seu texto, e desculpo-me também pela demora em comentar. Tive uma semana meio atarefada, interrompi minha turnê pelos blogs e estou recomeçando agora...
    Abraços e parabéns pelo texto e participação na blogagem!

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