domingo, 12 de agosto de 2012

Vegetarianismo e veganismo: qual o seu conceito?

"Galinha que tem nome não vai para panela."
Ditado Popular

Imagem by Freepik

No vasto meio alimentar, há várias linhas de conduta. Não pesquisei sobre o assunto para não ter minha escrita influenciada, então vou expôr meus conceitos. Vegetarianismo me parece ser quem não come carnes e veganismo quem não consome nenhum produto de origem animal, incluindo peças de vestuário, medicamentos e produtos que foram testados em animal. Dentro desses conceitos há muitas vertentes diferentes: quem não come carne mas consome lactose e ovos, ou só laticínios e quem só consome alimentos crus.
Tenho uma certa propensão à anemia e meu metabolismo queima calorias muito rapidamente, então tenho uma certa necessidade de consumir carne. Se tomo uma sopa de verduras à noite, uma hora depois preciso complementar com um lanchinho, e se consumir uma bela feijoada não tenho nenhum problema para dormir. Pois é...
Por outro lado, não gosto de imaginar que animais são mal-tratados. Quando criança meus primos ganharam um pintinho que se chamava Sassá (em homenagem ao então personagem de novela Sassá Mutema, vivido por Lima Duarte em O salvador da pátria). Ora, eu adorava ficar na rede da garagem com o Sassá no colo. Já imaginou? Eu seria incapaz de saboreá-lo em uma deliciosa galinhada!
Embora a carne branca seja considerada por alguns saudável, conheço alguém que já morou em Concórdia, onde há vários criadouros de aves para indústrias como Sadia e Perdigão, que conhece o processo de criação e afirma que essas carnes contém muitos hormônios para que as aves cresçam e engordem rapidamente. E como já sabemos, hormônios na alimentação são uma das molas propulsoras para o câncer.
Pensar em tudo isso me fez aumentar bastante o consumo de legumes e vegetais e reduzir a porção de carnes do cardápio, mas excluí-las da alimentação é algo que não pretendo fazer por enquanto.
Agora, sou realmente contra o desperdício. Faço sempre o possível para fazer a quantidade de comida suficiente para ser consumida imediatamente e quando há sobras sempre invento algum prato para reutilizá-la. Penso que isso pode ajudar a reduzir o consumo de animais, já que a quantidade utilizada também é reduzida, e ainda contribui para a redução de produção de lixo.
Também sou contra usar animais para futilidades, como para fabricação de casacos de pele ou cosméticos. Ainda pequena achava o máximo um casaco de pele que uma tia querida tinha, mas com a divulgação de informações meus conceitos mudaram. Há outros produtos produzidos artificialmente que são tão bonitos ou eficientes quanto, como o uso do couro vegetal. Teste de cosméticos em animais também é desnecessário, já que há outros meios tão eficazes quanto sem precisar agredi-los, bem como de medicamentos. Há na internet vários sites que informam quais empresas não utilizam animais para testes na fabricação de cosméticos.
Enfim, respeito a opinião e as escolhas de cada um e espero ter minha posição respeitada. Creio que cada vertente possui um bom argumento para existir, e cada um deve escolher aquela que mais de encaixa em seu perfil e necessidades.

Essa é a minha participação para a Blogagem coletiva promovida pelo blog Escritos Lisérgicos. Dê você também a sua opinião!


Continuando minhas homenagens, apresento hoje o blog de minha xará, Bia Jubiart. Através do blog da Bia posso respirar a vida simples do Tocantins. Lá encontramos histórias de viagens, o belíssimo artesanato baseado no cultivo local e projetos interessantíssimos que envolvem e ajudam a comunidade.


Quem puder também pode passar no seu outro cantinho, Bico do Papagaio, com imagens clicadas para o espaço.


20 comentários:

  1. Oi Bia

    Penso que a nossa evolução como seres nos encaminha para uma maior consciência que cria em nós repúdio ao destrato e crueldade com os animais. Hoje em dia não consigo mais comer carne como comia quando criança, não me imponho a comer ou não comer, não é uma filosofia, apenas meu organismo rejeita um pouco, por que a consciência grita, como raramente.

    Menina, que sortuda a Yasmine, ganhou a camiseta. Feliz por ela!

    A Bia e seus blogs são tudo de bom.

    Beijão e ótimo domingo pra você!

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    1. Oi, Van! Na verdade procuro não pensar muito quando vou comer carne, porque se for pensar em todo o processo a consciência realmente agiria de forma impeditiva. Mas sem dúvida meu consumo diminuiu bastante, e como bem colocou, a tendência, com a evolução dos conhecimentos, é reduzir cada vez mais a utilização de produtos que atentem contra esses seres. Um abraço!

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  2. Adorei Bia tbm abomino mal tratarem os animais para futilidades, que sorte que tem de ter um metabolismo assim, se eu comer uma feijoada não consigo dormir, sou o oposto de vc e teimosa né pq faço isso e depois sofro rsrs já estou indo conhecer o blog indicado adorei essa sua iniciativa.

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    1. Oi, Patrícia. Não tenho muitos problemas digestivos, então comer qualquer tipo de comida em qualquer hora do dia não é um problema (ainda bem, não é?). Mas se você não se sente bem deveria evitar, dizem que é bom chupar uma laranja em seguida que corta a gordura...por falar nisso, em breve estarei postando no Culinária na boa uma receita de feijoada light que é mais leve e não deixa nada a desejar em sabor. Talvez você goste. Um abraço!

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  3. Gostei de saber dessa "novidade", pois embora soubesse o significado sobre vegetarianismo, não sabia da existência do veganismo. Valeu por compartilhar, Bia! abraços e lindo domingo!

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    1. Oi, Barbie. Esse conceito de veganismo passou a ser mais divulgado recentemente, talvez por isso você não conhecesse. Eu só conheci há uns dois anos atrás, e acho coerente que, se temos opções menos invasivas, possamos escolhê-las. Um abraço!

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  4. Oi Bia!

    Tudo bem?

    Adorei ler a tua opinião na BC. Dizes que tens propensão para ter anemia. Será que o teu sangue é do tipo O?

    Uma vez li num livro que as pessoas deste tipo não podem mesmo de deixar de consumir carne, devido às vitaminas que contém. Não me recordo do nome, mas era qualquer coisa como a "Dieta do Seu Tipo de Sangue - Tipo O".

    Sou contra o mau tratamento de animais, mas também da natureza, pois ela é perfeita. Em todos os locais de criação de animais, esses são injectados com hormonas para que se desenvolvam mais rapidamente para serem enviados para o matadouro.

    Muito cruel...

    Parabéns pelo post.

    Obrigada pela visita e por me comentar.

    Beijos,

    Cris Henriques

    http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com

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    1. Oi, Cris. Não, meu sangue não é do tipo O e sim do tipo B, mas achei interessante a teoria acerca desse tipo de dieta...pesquisarei sobre o meu tipo sanguíneo. É contraditório porque antigamente não se injetavam hormônios em animais porque eles eram criados no quintal de casa, naturalmente, mas do jeito que sou sentimental não me imagino comendo uma galinha que eu criasse...Estranho, não é? A crueldade existe do mesmo jeito! Um abraço!

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  5. Oi, Bia!
    Gostei muito do seu texto porque, embora você não seja vegetariana, alcançou uma postura bem consciente no consumo dos produtos de origem animal, evitando desperdícios e dando preferência aos materiais de origem vegetal.
    Acredito que esse seja um caminho de respeito aos animais, independentemente de sermos ou não vegetarianos e veganos. É uma questão de consciência e de assumir a responsabilidade pelas consequências que nossas atitudes possuem frente ao mundo.
    Um grande abraço

    PS: Adoro o blogue da Bia, ela faz coisas tão lindas!!!

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    1. Oi, Isa. Acho que toda mudança acontece aos poucos, e que dependem de aliar conhecimento e vontade de aplicá-lo ao nosso dia a dia. Como mudanças pequenas de consumo, vamos dando passos importantes para a preservação dos animais. Um abraço!

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  6. Bia, assim como vc, tbm não sou extremista. Preciso de carne na minha dieta, mas nem por isso exagero no consumo. Morro de medo desses hormônios que deixam um frango pronto pro abate em 45 dias. Perdi meu irmão pro câncer (no estômago) em 2011, e ele era vegetariano há mais de 10 anos... imagine como não fico confusa e noiada com esse lance de alimentação.
    Ah, conheço os blogs da Bia Jubiart e assino embaixo.
    Um beijão!

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    1. Oi, Paty! Puxa, você teve por perto um exemplo de que nem sempre a alimentação é responsável pelo desenvolvimento de uma doença tão devastadora quanto o câncer. Penso que devemos nos cercar de cuidados para diminuir a propensão à desenvolvê-lo, mas não teremos garantia de boa saúde. Ao contrário, para quem tem propensão à anemia, a ausência de ferro pode desencadear um processo de leucemia. Bem, como disse, são questões confusas de se encaixar. Um abraço!

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  7. Olá Bia,
    Gostei muito de seu post, pelo que li neste BC, ninguém fica feliz com o sofrimento dos animais, é uma questão de educação alimentar.
    Um grande abraço.
    http://eternamentevv.blogspot.com.br/2012/08/segunda-blogagem-coletiva-vegetarismo-e.html

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    1. Oi, Verinha! Acho que quem gosta de ver um animal sofrer deve ter algum problema psicológico. Educação alimentar é um processo longo, porém possível. Um abraço!

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  8. Se eu comer uma feijoada e for dormir, creio que amanheço morto. ahahahaa.
    Exageros à parte, eu acho feijoada um alimento pesado, no entanto, gosto muito, desde que seja no horário do almoço para que possa fazer a digestão adequadamente.
    Eu não conhecia este ditado popular, achei divertido e real. Acredito que alguns "sortudos" como o Sassá confirmam esta teoria. rs.
    O grande problema, seja das pessoas que tenha ou não uma boa saúde, para adotar uma dieta vegetariana ou vegana, é preciso ter dinheiro, não só para comprar os produtos que sabemos não são baratos e poder bancar um nutricionista para orientar e acompanhar. Não é simplesmente, largar de comer carne.
    Eu também li sobre estes hormônios que há em carnes brancas e vermelhas também (eu consumo pouca carne branca), mas tudo tem um porém, como uma parceira sua aqui relatou a triste história do irmão que mesmo sendo vegetariano veio a falecer justamente de câncer no estômago!
    Percebo que muitos carnívoros, mesmo estando em uma situação contraditória, como eu e você, ainda fazemos o possível para evitar o sofrimento animal e temos consideração pelos mesmos.
    Gostei muito de sua participação Bia.

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    1. hahaha, Puxa, Chris, será que sou a única que consegue comer uma feijoada e acordar numa boa?
      Sobre o ditado foi exatamente o que eu quis dizer, quando temos uma ligação "emocional" com o animal fica difícil imaginá-lo cozido em uma panela. Eu não serviria para ter um galinheiro!
      Sempre penso nessa questão do valor dos alimentos naturais. Aqueles sem agrotóxicos ou produtos integrais geralmente são bem mais caros que os produtos comercializados industrialmente, então não há dinheiro que chegue para manter uma dieta dessas. Em geral gosto de produtos naturais, de manipulados adequadamente tem um sabor inigualável. Acho que um dos poucos itens que custa mais barato que o produto original é a carne de soja, mas tem que ser preparada com bastante tempero, senão perde o sabor e fica parecendo plástico.
      É isso, Chris, talvez ainda estejamos consumindo carnes, mas sem dúvida caminhando entre outras escolhas na intenção de reduzir o sofrimento dos animais. Um abraço!

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  9. Muito ponderada sua postagem, fala de tudo um pouco, tem uma visão como a minha, para mim é aceitavel a morte de um animal para consumo, pois nem todos tem vegetais e recursos para mantelo na mesa, mas como no meu texto no seu o final diz tudo, respeitar a decisão do proximo é isso, cada qual é cada qual e devemos respeito a isso.
    Bjs

    http://www.artesdosanjos.com.br/

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    1. Oi, Jane, seja bem vinda! O respeito à opinião de cada um deve prevalecer, pois o radicalismo não transforma as atitudes de ninguém. Um abraço!

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  10. Oi Bia, não sabia dessa diferença de veganismo e vegetariano. Como carne normalmente, amo comer, e não vejo problema, pois somos animais carnívoros e precisamos de proteínas; mas, nada contra quem não coma. Sou contra rodeios, casacos de pele, testes em laboratória para coisas fúteis ao invés de pesquisas sobre cura de doenças, enfim. Beijos.

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    1. Oi, Sérgio, também tomei conhecimento sobre o assunto há poucos anos atrás. Uma vez fui assistir um rodeio, e não gostei muito do que vi. Mas como li no blog de uma amiga, se há público para assistir rodeios ou comprar produtos à base de pele de animais ou teste em animais, é porque há gente para comprá-los. Um abraço!

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