sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O lance é acomodar

No ano passado questionei por que as crianças teriam aparentemente maior capacidade de aprender. Já no final do ano talvez eu tenha encontrado a resposta assistindo a um vídeo sobre psicologia educacional para fazer minhas provas da faculdade.
O professor, muito bom por sinal, explicou que criamos esquemas de aprendizado que vão se aperfeiçoando com o avançar dos anos e nos permitem organizar nosso cérebro. Bem, de certa forma não concordo com essa afirmação...Esses esquemas são criados a partir de algumas etapas que vou explicar brevemente:

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  • Assimilação:  é a incorporação de algo novo com as ferramentas que já possuímos nos esquemas cerebrais, ou seja, incorporar algo novo parecido com um padrão que já conhecemos. Por exemplo, eu aprendi a descascar uma laranja; na primeira vez que for descascar uma maçã usarei o mesmo método. 
  • Acomodação: atenção para esse tópico! Ocorre quando não encontramos uma ferramenta no cérebro para resolver uma nova situação. Então precisamos descobrir, criar um novo meio para resolvê-la. Usando o exemplo acima, se eu for descascar uma espiga de milho não conseguirei fazê-lo como no caso da laranja ou maçã. Precisarei desenvolver um novo método ou modificar um já existente para concretizar meu objetivo.
  • Adaptação: ocorre quando os dois processos anteriores estão em sintonia.
  • Equilibração: é quando as etapas anteriores estão finalizadas, ou seja, algo que causou desequilíbrio foi resolvido através dos processos anteriores e passou para uma situação de equilíbrio...
...Até que seu castelo interior seja momentaneamente destruído e comece tudo de novo! Acho lindo esses processos da vida, embora muitas vezes possam ser dolorosos. Analisando esses tópicos, cheguei à uma conclusão: os adultos, por "n" motivos, diminuem a capacidade de enfrentar a etapa da acomodação. Perdem seu espaço para o medo do novo. 
É frequente vermos adultos que, não encontrando uma solução para uma nova situação, retornam para os esquemas de assimilação e não enfrentam a possibilidade de precisar descobrir um meio de resolvê-la que ainda não esteja no seu cardápio cerebral.  Prendem-se à situações que lhe causam sofrimento porque o conhecido lhe parece seguro, ao passo que o desconhecido exige muito mais de sua capacidade de pensar, experimentar, cogitar e talvez, errar. Soma-se à isso a carga de responsabilidade que a idade traz e o receio de ser condenado ou se sentir culpado por ter errado. Creio que praticamente todos nós já passamos por situações assim, em que buscamos o conforto da assimilação em detrimento da acomodação. E então, será que isso representa mesmo uma evolução cerebral ou somente do instinto de defesa?
Aqueles que continuam enfrentando os processos de acomodação são os que chamamos corajosos ou ousados.Permitem-se descobrir, experimentar, criar, enfrentar...
Portanto, se a partir de agora alguém disser que você é acomodado, responda em alto e bom tom: "obrigada!". Isso se você estiver disposto a se encaixar no contexto das pessoas que procuram resgatar da infância os conhecimentos inerentes ao instinto de desenvolvimento e crescimento pessoal. Nunca é tarde para buscar no curso natural do aprendizado de vida a resposta para realizar o que deseja, afinal, quanto mais conhecimento temos, maior nossa capacidade para ser feliz. Não é assim que deve ser?
Ouse, e comece agora. A ousadia nos leva mais longe, ou no mínimo nos dá mais histórias para contar!

"Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia."
Goethe

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Desafio nº 31:Contabilidade
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Com caneta e papel na mão, resolveu fazer a contabilidade da sua vida. Eram 37 anos de idade, 13.532 dias...desistiu de calcular horas, minutos e segundos, sentindo o peso do tempo. Mudou o foco da conta. Registrou coisas boas que se foram e aquelas que virão. 5 folhas de lembranças felizes, 20 folhas em linhas bem traçadas de sonhos a conquistar...esqueceu de subtrair tristezas. Importante é que chegue ao fim dos dias com saldo positivo.

Essa foi minha participação para o blog Histórias em 77 palavras, cujo objetivo era escrever uma história sobre matemática.

88 comentários:

  1. Muitíssimo interessante o texto "O lance é se acomodar".
    Os exemplos são tão claros e expressivos que fica muito fácil seguir a linha de seu raciocínio e compreender perfeitamente o assunto.
    Verifico que eu sou uma pessoa totalmente acomodada kkkkk pois adoro o desafio de encontrar soluções para as situações inesperadas.
    Parabéns e obrigada por este belo momento, querida Bia.
    Tenha um magnífico e acomodado Fim de Semana
    Bjinhos

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    1. Oi, Gata! Os exemplos foram baseados no que eu entendi sobre o assunto, acho que fica mais fácil de compreender onde eu quis chegar. Fico feliz que tenha acompanhado minha linha de raciocínio...e se adora desafios é ótimo ser acomodada, no bom sentido! Você vai longe! :)
      Um abraço, obrigada por seus elogios!

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  2. Aí está uma reflexão interessante, partindo de uma visão atenta e observadora sobre o que abordou. Seu texto Bia, é para ler pensar. Um beijo no seu coração.

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    1. Oi, Paulo! Há tempos esse tema estava no meu rascunho, achei bárbaro estudar os processos de desenvolvimento da adequação com o meio e como vamos mudando ao longo da vida. Um abraço!

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  3. Na verdade, as crianças tem muito mais facilidade de aprender, atá porque não tem muito ou nada com que se preocupar.

    Gostei do texto.

    Abraço

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    1. Sim, essa foi uma das questões levantadas na época que levantei o assunto. As crianças estão respaldadas pelos adultos, que assumem a responsabilidade...mas isso não impede que o adulto continue evoluindo em busca de sua felicidade e plenitude, não é mesmo?
      Um abraço!

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  4. Bia,participação inteligente no desafio! Comecei a participar tb esse ano mas é mesmo um desafio!...rss...muito bom seu artigo sobre a maneira como aprendemos as coisas no decorrer da vida.Um assunto para retomar sempre,muito interessante!bjs,

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    1. Oi, Anne, legal saber que começou a participar do desafio, vou acompanhar!
      É impressionante como as perdas, os erros da vida nos afastam da capacidade inerente que o ser humano carrega consigo de aprender e encontrar novos caminhos, novas soluções. Talvez porque sempre queremos acertar.
      Um abraço!

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  5. BIA,

    tomo a liberdade de acrescentar a estas sua corretissimas etapas, mais uma : Repetivividade.

    Veja bem que, aqui estamos analisando o comportamento daqueles que sempre em função de uma mesma situação reagem, burocratica e de forma inteiramente igual a todas as outras, anteriores.

    Ou seja, não possuem esquemas psiquicos para elaborarem um Plano B, para as mesmas situações antes vivenciadas.

    Vale dizer que, nós podemos viver cem anos, porém, só com um mesmo padrão determinado de respostas ou seja, sem nenhuma evolução em suas metodoliogias internas de aprendizado.


    Um abração carioca.

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    1. Paulo, abordou um assunto que eu adoro, o Plano B! Sempre precisamos estar cercados de planos b, mesmo quando queremos que o Plano A funcione. E quando não funciona, acabamos ficando tristes, decepcionados e desistimos porque não queremos sentir isso de novo.
      Mas você finalizou muito bem...agir assim torna o ser humano estagnado e reduz as chances de subir mais alto, de conquistar alegrias, de sentir que pode.
      Um abraço!

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  6. Eu lembro desse seu outro texto, Bia...

    As crianças não tem noção de certo e errado, por isso a capacidade de aprender é maior, já os adultos, às vezes se questionam tanto que deixam de tentar e deixam de aprender... gostei de seu raciocínio nesse novo texto.

    E amei seu desafio, você está cada dia melhor. :)

    Abraços e tenha um lindo final de semana.

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    1. Oi, Barbie, era o texto Posso perguntar? e lembro-me que você participou também.
      Lendo seu comentário me fez pensar que, como tudo na vida, no fundo o que almejamos é o tão sonhado equilíbrio. As crianças trazem essa capacidade inerente da descoberta, da resolução até por uma questão de sobrevivência, embora sejam inconsequentes, enquanto o adulto, calejado e com medo de sofrer, faz o possível para se proteger desses sentimentos. Como diria o velho ditado, "nem tanto ao mar, nem tanto à terra".
      Um abraço!

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  7. Sem o questionamento, as crianças vão longe, adorei o desafio
    Bom final de semana
    Bjs

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    1. Oi, Ângela, quando observo crianças vejo o quanto temos a aprender com elas. Gosto desses desafios. Um abraço!

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  8. Não podemos esquecer que criança não é um adulto em miniatura, mas com certeza ela nasce com inteligência e aos poucos vai amadurecendo e desenvolvendo a capacidade de organização das ideias e do conhecimento. Concordo Bia quando você diz que tem etapas de aprendizagem, podemos nos remeter aos estudos desenvolvidos por Piaget e logo depois por sua seguidora Emília ferreiro. Muito Boa postagem!!Parabéns!!

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    1. Oi, Lourdes. A criança não é um adulto em miniatura, na verdade o adulto é que perde a capacidade de "fuçar", tentar, descobrir, ousar...claro que isso devido aos tombos e decepções que leva pela vida, e uma certa dose de cautela torna-se imprescindível. Mas não pode se tornar um bloqueio, uma amarra que impeça de construir, buscar, ir em frente.
      Há muitos autores que se aprofundaram no assunto, na internet há vasto material sobre eles.
      Um abraço!

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  9. Olá!Boa noite!
    Bia
    Tudo bem?
    ixi...faltei tanto nas aulas de pedagogia/sociologia/Piaget que agora fiquei meio #tenso, risos
    sim... a inteligência humana pode ser ASSIMILADA, buscando um aperfeiçoamento de potencialidades,construído,ADAPTAÇÃO, numa interação entre o meio e o indivíduo, que se ACOMODA na medida em que a estrutura se modifica em função do meio, de suas variações, portanto a adaptação intelectual constitui-se então em um EQUILÍBRIO progressivo entre um mecanismo assimilador e uma acomodação complementar.
    Agora , para aqueles que não ousam, podemos dizer que é muito difícil, imaginar uma situação em que possa ocorrer assimilação sem acomodação, pois dificilmente uma situação é exatamente igual a outra,portanto, tudo é uma questão de visão. C não acha?
    Obrigado pelo carinho das palavras em meu blog. Mas, eu até pensei que meus textos estavam mais ou menos. Culpa de uma virose #térmica, desde o começo do ano...aff maria...
    Belo final de semana!
    Beijos

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  10. T^^o te falando...
    parabéns pelo desafio.Desafio proposto,Desafio vencido.Gostei muito.Gosto muito de matemática.Parabéns!
    Belo final de semana!

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    1. Felis, expert como sempre! Imagino os motivos da sua tensão, mas era necessário explicar cada conceito para que as pessoas compreendessem em que sentido eu estava usando o termo "acomodar".
      Sem dúvida que tudo é uma questão de visão. Convivo com pessoas que são extremamente limitadas e sempre penso que um dia gostaria de estudar o assunto a fundo, ou seja, por que algumas pessoas parecem parar no processo de assimilação.
      O texto é mais voltado para aquelas pessoas que tem toda a potencialidade do processo, mas por tropeços da vida acabam temendo transpor a etapa da acomodação. E eu não me eximo disso, também ajo assim algumas vezes, mas sei que isso reduz nossos conhecimentos, visão e possibilidades.
      Nossa, virose térmica eu nunca ouvi falar, espero que esteja melhor. Mas que eu tenho gostado dos seus textos, isso é fato. Obrigada pelos elogios ao desafio!
      Um abraço, melhoras!

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  11. Olá Bia!

    Eu sou mais de aprender, renovar e inovar, criar.
    Não sou de me acomodar.
    Gostei do post. Parabéns.

    Beijinhos,

    Cris Henriques

    http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com

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    1. Cri, há acomodar e acomodar...geralmente o termo é usado para a falta de atitude. Mas segundo essa teoria de adequação ao meio, o acomodar seria justamente buscar respostas para o que não existe. Curioso como um termo pode soar tão dúbio, não é mesmo?
      Continue assim...me parece uma das pessoas mais dinâmicas que conheço!
      Um abraço!

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  12. São etapas de aprendizagem básicas, para énfrentarmos as situações problemáticas da vida.

    Adorei conhecer seu blog Bia!
    Voltarei mais vezes! Bjusss!

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    1. O básico muitas vezes é o que funciona, não é mesmo? Um abraço!

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  13. Olá Bia querida, obrigada pelo carinho de sua visita, adorei.
    Quanto ao seu texto sempre que ouvia alguem comentando que criança tem maior capacidade de aprender e ao mesmo tempo vinha a resposta, porque não tem preocupações do dia a dia. Gostei de seu raciocínio,não esperar cair do céu, caso não dê deste jeito vamos tentar do outro sem medo, sem desistência. Penso que o conhecimento é a arma para qualquer comodismo, com ele descobre-se que pode ir alem.

    Quanto ao desafio ficou muito bom,parabéns.
    Beijinhos amiga
    lindo dia.

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    1. Oi, Verinha! Tem razão, não é só a ausência de preocupações que torna a criança investigativa, até porque, talvez o que parece normal para nós, para ela pode ser um problema. Afinal, se ela não sabe fazer algo, isso não seria um problema a resolver?
      A diferença é que ela se rende ao processo natural de desenvolvimento e evolução. O mais contraditório reside na questão do conhecimento: deveria ser assim, quanto mais conhecimento, mais fácil ir em frente. Mas os receios ganham força com o passar da idade, culpa das responsabilidades.
      Um abraço!

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  14. Olá, Bia.
    Acredito sinceramente que um dia em que não aprendemos nada é um dia perdido, e que devemos aprender mesmo que isso ocorra contra nossa vontade.
    E realmente existem muitos adultos que me parece que ficam com medo de questionar aquilo que acreditam ser verdades inquestionáveis, e criam uma barreira para seu próprio crescimento interno.
    Excelente seu mini texto.
    Agradeço por sua visita e te desejo um ótimo final de semana.
    Abraço.

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    1. Oi, Jacques.
      Talvez seja justamente essa obrigatoriedade de precisar aprender na marra alguma coisa todo dia, ainda que seja algo desagradável, que desenvolva esse medo que o ser humano tem de mexer com o que está quieto. São os cansaços.
      Obrigada por seu elogio, um abraço!

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  15. Que otimo Post, adorei, e o desafio em 77 palavras, cada vez melhor, bem para esse tema eu sou suspeita a flar pq sou contadora, rsss - Bjosss

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  16. Olá Bia,

    As crianças são naturalmente mais ousadas e dificilmente apresentam medo diante de situações novas, daí sua maior capacidade de aprendizado, creio eu.
    O sentido de acomodação sempre me soou como inércia, tipo "corpo mole". Interessante sua tese. Concordo com você que os adultos já processaram muita coisa e diante de algumas situações permanecem na fase de assimilação, receando o que poderia advir de suas tentativas em lidar com elas. É a tal da estória de permanecer na zona de conforto. Creio que é o instinto de defesa falando mais alto.
    Sob o prisma enfocado, posso dizer que sou acomodada, palavra que eu ouviria como uma crítica antes de ler o seu texto -rsrs.

    Parabéns por mais uma bela participação no 77 palavras.

    Beijo e ótimo final de semana.

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    1. Oi, Vera! As crianças, além de mais ousadas, estão sempre felizes...já reparou nisso? Não ficam remoendo as coisas, vão lá e fazem. Parece tão simples...
      É justamente o conceito que trazemos sobre acomodação que despertou meu interesse ao assistir essa aula, ou seja, perceber que o termo pode ter dois significados completamente distintos, de acordo com o ponto de vista.
      Pode mesmo soar como crítica ou elogio, dependendo de que contexto o interlocutor está utilizando. Um abraço!

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  17. Oi Bia,

    O último parágrafo do seu texto é exatamente como devemos agir..

    Excelente post, gostei muitoo!

    Abçs

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    1. É verdade, Vanessa. Tenho me perguntado muito porque perdemos essa capacidade de ousar para o medo, que é um sentimento corrosivo e ruim.
      Um abraço!

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  18. Agora voltei aos tempos dos estudos e achei pra lá de bom, Bia.Está afinadíssima a tua analogia dos processos de aprendizagem e, fecho contigo nas observações de que: enquanto a criança está seduzida pelos desafios, ela se entrega ao processo de acomodação inteiramente, sem medo de errar.Lamentavelmente esta atitude aventureira vai se esvaindo na mesma medida que os anos de idade vão aumentando e dependendo de seus professores, a criança mais velha, o pré-adolescente e os subsequentes jovens vão retraindo cada vez mais o processo de acomodação em nome duma assertividade conhecida e confortável e, este proceder ganha mais força e patamar sabido na vida adulta, como vc se referiu.
    È pena que vejamos poucos adultos "acomodados".
    Amei o texto e toda a conversa que provocou.
    Fico muito contente com tuas visitas, Biazinha.
    Bjos,
    Calu

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    1. Calu, que bom ter voltado aos estudos, isso é ótimo! Terminei meu curso ano passado, mas estou estudando para concursos e ano que vem pretendo fazer uma pós. Acabamos ficando bitolados com o cérebro em repouso.
      Acho que você focou no ponto, Calu: a ânsia em acertar é tão grande e tão cobrada pela sociedade, e a cada ano que passa mais e mais, que o ser humano acaba por se retrair, se voltar ao conhecido para não correr o risco de ser julgado pela própria sociedade.
      E a pergunta é: até que ponto se render a isso nos torna realmente satisfeitos com nossas vidas?
      Obrigada por seu elogio, Calu, gosto de provocar conversas saudáveis.
      Um abraço!

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  19. Agora Está explicado! Você está fazendo facul de psicologia, por isso que percebi que seus posts são diferentes da maioria.
    Seus escritos sempre nos passa (pelo menos pra mim) um ensinamento.

    Uma senhora na minha igreja com cerca de 74 anos, aprendeu do zero a tocar saxofone, por serem hinos antigos ela toca as primeiras notas e depois segue tocando o hino de ouvido. Ou seja ela não sabe o que está escrito na partitura mas assimila a forma de como é cantado.
    Sou horrível pra explicar rs.

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    1. Nathália, bem que eu gostaria de fazer faculdade de psicologia (quem sabe um dia?), mas a minha é de Pedagogia, formação meramente profissional...acabei no final do ano passado, mas mudei muitos pontos de vista a partir dela.
      Fico feliz que meus textos suscitem ensinamentos...eu aprendo enquanto escrevo e leio os comentários.
      Independente da maneira como aprende, acho espetacular mesmo pessoas que esquecem a idade e vão em frente em busca do que tem vontade de fazer. Se o ser humano não precisasse mais realizar sonhos, morreria com 20, 30 anos de idade. Estamos vivos, e isso é sinal de que podemos buscar o que nos torna completos. Manda um abraço para a senhora da sua igreja por mim, outro pra você!

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  20. Oi Bia! Eu sempre penso nisso, mas acreditava que ser acomodado fosse outra coisa hahahaha
    Adorei o texto da matemática!
    Bjos!
    http://amonailart.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Val, até é, dependendo do contexto e do ponto de vista da pessoa...mas achei genial conhecer o uso do termo de uma maneira completamente diferente. Um abraço!

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  21. Bia,

    Fiquei pensando em alguns textos/livros que li sobre o cerebro de uma criança que tem enorme capacidade de assimilação* até os 7 anos (encontrei esta palavrinha* magica no seu texto). Porem, é preciso ter muiiiiito cuidado com elas. Cargas emocionais destrutivas podem fazer mal para uma criança.

    Sobre as etapas do aprendizado que levamos para a vida adulta, existe outra questao que é o poder de concentração. Não se tem solução, mas vai em busca de. Isto faz a diferença.

    Gostei demais de seu texto, e como voce cutucou minha curiosidade, agora vou ao link que indicou!

    Beijos

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    1. Oi, Sissym! Lendo seu primeiro parágrafo, Sissym, me fez pensar que como é uma mini-esponja, até certa idade a criança não consegue mesmo discernir o que pode ser emocionalmente bom ou não, tanto que é sabido que o meio influencia de alguma forma seu conhecimento e estrutura emocional. Nesse caso é importante sim a maturidade do adulto.
      Aqui não sou a favor da imaturidade, de agir como uma criança o tempo todo, porque adultos assim tendem a ser mimados e infantis. Defendo que não se perca a capacidade de buscar o que se deseja para os temores adultos. Com maturidade, essa capacidade pode ser muito bem utilizada.
      Concentração é prima da disciplina...sem as duas é mesmo difícil realizar qualquer coisa.
      Adorei cutucar sua curiosidade, fadinha! Aí está algo que gosto de fazer quando escrevo! :D Ah, o link é sobre o desafio, não sobre o texto.
      Um abraço, linda semana!

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  22. Complicado, heim? De início eu trocaria a palavra acomodação por comparação. Os níveis de aprendizado são pessoais e dependem da qualidade das associações cerebrais. Temos tantas doenças que afetam o cérebro e nem por isso o aprendizado é afetado e ao mesmo tempo, outras doenças podem afetar o aprendizado emocional. Então, ser um aprendiz, requer humildade e ser bastante observador. Ter curiosidade é fator preponderante e para isso é necessário ter motivação.
    Os bebês nascem com capacidade nata de aprendizado, como o falar, andar... mas o meio em que vive e os estímulos que recebe influencia muito, assim como a genética. Assim, uma criança quando cresce e não é estimulada a aprender, não vai querer saber coisas novas, vai descascar laranja todo dia!
    Olhando as fases de aprendizado que citou, a acomodação até certo ponto, quando a assimilação foi aceita, pode ser benéfica. Quando a fase da assimilação é pulada, a acomodação se transforma em indiferença (desestímulo) e até mesmo submissão ao que é imposto, sem questionamentos.
    Concordo com o seu professor. Com o passar dos anos, a acomodação nos faz seletivos e aprendemos com mais facilidade aquilo que melhor interessa ao meio em que vivemos, talvez pelo processo natural da luta por sobrevivência.
    Como não sou pedagoga, tudo o que escrevi acima foi chute! :P
    Bom fim de semana!!
    Beijus,

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    1. Luma, como vai? Comparação é outro elemento que faz parte do desenvolvimento infantil. O que me chamou a atenção durante o estudo foi justamente um uso diferente para o termo acomodação, que geralmente sugere inércia. Acertou em cheio, a aprendizagem é algo muito particular, e humildade, observação e curiosidade permeiam o conhecimento, a descoberta.
      O estímulo é importantíssimo até para que a criança queira buscar novos meios para se desenvolver... e já que citou essa palavra, talvez seja um fator que interfira na evolução do adulto. A criança tem alguém para estimulá-la, mas e o adulto? Esquecemos que o adulto também precisa de estímulos para continuar em busca de seus objetivos, e se faltam estímulos externos, ele precisa encontrar um meio de se auto-motivar, ou acabará como uma vagem.
      Suas conclusões foram excelentes, Luma, para compreender não é preciso ser pedagoga, até porque ser pedagoga também não determina o nível de compreensão de cada um.
      Um abraço!

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  23. Então eu tenho que procurar uma outra palavra para me definir? Vou gostar de ser essa nova acomodada, mas ainda tenho que aprender, Bia.

    Gosto porque você ataca e esclarece as minúcias.

    Beijos. Bom, muito bom domingo.

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    1. Oi, Milene! Ou arranja um novo termo, ou passa a usá-lo com muito gosto. Tenho certeza que já está no caminho. Um abraço!

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  24. Oi, Bia, bom domingo.
    Esse texto chegou em um momento que um sonho meu fermentado está querendo vir à luz.
    Bjos.

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    1. Oi, Eder. Espero que ele tenha contribuído com uma centelha de luz para a realização do seu sonho. Realizar sonhos é mágico! Um abraço!

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  25. "...no mínimo nos dá histórias pra contar!" Bem nessa ;)
    Bom domingo!!!

    Bejus

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    1. E não é, Naty? Geralmente as melhores lembranças/história surgem dos momentos de coragem e ousadia. Um abraço!

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  26. Oi Bia! EU peguei essa Meme do blog da Nádia. Ela repassou para algumas pessoas mas não pra mim, mas mesmo assim peguei pq meme legal é dificil. Por mim vc pode pegar na boa, não me importo. Qualquer coisa se alguém vier reclamar ponha a culpa em mim kkkk. Gostei desse texto. Quando comecei a estudar matérias de educação na facul semestre passado, comecei a gostar, porque ía entendendo como eu aprendia as coisas. Não quero ser professora, mas até que gosto do que aprendo lá. beijos!

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    1. Oi, Alê! Na quarta tem blogagem coletiva da Patrícia, acho que vou postar no outro final de semana, gostei mesmo!
      Sou professora, caí quase de pára-quedas na profissão por ter passado num concurso público e voltei a estudar no ano passado para complementar uma faculdade irregular, mas não me arrependo de ter me aprofundado nos estudos.
      Cresci muito como ser humano, abracei outros pontos de vista e compreendi o quanto estudar nos mantém jovens de conhecimento.
      Um abraço!

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  27. Olá!Boa tarde!
    Bia
    ahah a coisa que o paciente mais odeia ouvir no mundo num consultório médico quando está com um quadro febril é que ele tem uma virose...a minha trata-se de uma virose provocada pela variação térmica com a brusca mudança do clima, porque o "nenê" aqui saiu de um forte frio (nas férias) para o frio escaldante daqui.E agora, só chove...aff maria são joão
    Obrigado pelo carinho da visita!
    Bela semana!
    Beijos

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    1. Oi, Feliz. Até porque parece que tudo agora se chama virose, não é mesmo? De uma dor de barriga à uma dor no pé, o médico olha (quando olha) pra você e fala: "é uma virose", hahaha.
      Mas falando sério, quando eu trabalhava em uma empresa como telefonista em uma recepção de frente para a porta, sentia constantes dores de garganta, oriundas do "bafo" quente que entrava quando chegava alguém em contato com o ar gelado que saía do ar condicionado em cima da minha cabeça. Mas nunca soube que isso poderia provocar uma virose. Torço por melhoras urgentes. Um abraço!

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  28. Sua participação no 77 palavras ficou excelente. Se usássemos a matemática para avaliar momentos felizes e não só para calcular perdas e danos no campo material, teríamos grande incentivo para continuar lutando.
    Seu texto é primoroso. Creio que a acomodação, no sentido de inércia, é provocada pelo medo de errar, de ser mal avaliado e até condenado por incapacidade. Os grandes benefícios que chegaram ao ser humano vieram da ousadia de alguém que não aceitou os parâmetros tidos como normais e imutáveis. As crianças não se policiam e tentam, de formas diversas, atingir seus objetivos. Com isso, cresce sua capacidade criativa e seu aprendizado. Bjs.

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    1. Marilene, é fato: é só começar a contabilizar as perdas para nos sentirmos fracassados e entrar em depressão. Tenho me esforçado bastante para vigiar meus pensamentos.
      Resumiu mais uma vez com perfeição o que eu quis traduzir no texto. Não há o que acrescentar...fico encantada com sua sensibilidade para compreender.
      Um abraço!

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  29. Gostei do seu blog e do seu desafio, saiu-se bem...

    um beijo

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    1. Obrigada, seja sempre bem vinda. Um abraço!

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  30. Olá Bia.

    eis uma boa reflexão. Tem muita gente "acomodada" no vulgar e mal sentido. Temos que trabalhar a acomodação que constrói, que nos faz destemidos ante o novo.

    Um abração e uma boa semana.

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    1. Oi, Apon, lindas palavras! É fato que ser destemido diante do novo não é tarefa fácil num mundo que evidencia o tempo todo nossas fragilidades, mas sem dúvida um meio eficaz de formar uma autoestima sólida e feliz. Um abraço!

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  31. Acho que ando muito acomodada, precisando dar a volta por cima e retomar a rédea, mudar o curso das coisas!
    Gostei do texto, nos permite refletir sobre nossas atitudes! bjssssss

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    1. Márcia, desejo que consiga retomar as rédeas e segurá-las bem firme para que encontre seu caminho novamente. Um abraço!

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  32. .



    Eu não tenho saudades
    dos meus amigos, mas se-
    de de vê-los. Portanto,
    venha molhar os meus olhos
    com a sua presença.

    Beijos do amigo.

    silvioafonso






    .

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  33. Olà, Bia

    Você fez-me lembrar um provérbio que conheço "nascemos criança e morremos criança" .

    Eu penso que as pessoas quando acomodadas "cérebro estabilizado" apenas estão saturadas ou até mesmo cansadas de refletir .
    Com isso perdem a vontade "acomodam-se" apenas com o seu bem estar do dia a dia .

    Como você refere e muito bem, haja força de vontade e muita persistência, haja vontade de vivêr ;)

    Abraços

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    1. OI, Live. É isso mesmo...em certos momentos da vida estamos tão cansados de lutar, buscar, refletir, que nos abandonamos à rotina mesmo que isso nos satisfaça somente pela metade.
      A mola propulsora para sair do ostracismo é a vontade de viver, que fica estrangulada em meio a tantas responsabilidades e compromissos.
      É urgente o resgate da criança que busca e sempre está sorrindo.
      Um abraço!

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  34. Muito bom!
    acho que qdo acomodamos um pouquinho temos mais condicoes de pensar!
    adoro seus textos!
    bj
    opinandoemtudo.blogspot.com

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    1. Oi, MOça. O problema é quando acomodamos o próprio pensamento e passamos a simplesmente existir, e não, viver. Se for um "ócio criativo", está valendo.
      Um abraço!

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  35. Oi Bia,
    Adoro teus textos,gosto muito do jeito como você coloca as ideias e nos faz refletir em cima delas,lembrei até de uma aula minha onde aprendíamos como o cérebro aprende as coisas,ahh os ensaios.
    A vida uma peça teatral onde ensaiamos a media que vivemos,ou será que o ato final é cada ensaio?!
    Será que eu viajei aqui?!rsrs
    Uma ótima semana,abraço,=)

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    1. Oi, Suelen, pode viajar à vontade, a intensão dos textos não poderia ser outra!
      Acho que a vida tem várias fases: de espectador, ator principal, coadjuvante, diretor, produtor, e em alguns momentos acumulamos vários desses papéis ao mesmo tempo...não podemos nos render a ficar simplesmente na bilheteria, sem vivenciar a experiência de viver a peça.
      Um abraço!

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  36. Não entendo muito do assunto, mas arrisco dizer que para ensinar a aprender é preciso aprender a ensinar, e para ensinar a ensinar é importante aprender a aprender. E isso não é um mero jogo de palavras. Parabéns pela bela abordagem de um assunto complexo como esse.

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    1. Com razão, Rodolfo, esse não é um mero jogo de palavras...ensinar/aprender são atitudes que requerem humildade e disposição, nem sempre as pessoas estão abertas a um dos dois itens. Um abraço!

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  37. Oii Bia, que bom voltar, tbém estava com muitas saudades, mas prometi que ficaria mais com a família durante as férias, mas não é fácil ficar longe das tentações do teclado rsrsr, muito bom o texto e as informações, nunca tinha lido a respeito, ousadia é uma palavra que eu gosto muitoooo! Bom voltar! Bjoooosss

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    1. Oi, Kellen, tem toda a razão de ficar mais com a família...esse ano também estou aproveitando melhor as férias. Não deixei os blogs de lado, uma paixão que me distrai e me ensina, mas também estou com a filha, visitando a praia, a família, fazendo exercícios físicos e estudando para concursos, indo ao médico e ao dentista. Sinto meu tempo mais bem aproveitado.
      Um abraço, que a ousadia a leve sempre para os melhores lugares que puder conquistar!

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  38. Um texto excelente minha querida, sempre fui muito dinâmica, quase tudo que sei na minha vida aprendi sozinha sempre foi assim, quando fui aprender datilografia lembra??? Pois é só fiz dois dias de aula pois não teria condições de pagar um mês inteiro e aprendi apesar de só utilizar dois dedos para digitar, uma vez fui disputar uma vaga de emprego não possuía o estudo necessário pedi uma chance para o gerente e ele me disse que se no dia seguinte eu conseguisse aprender o serviço todo, o que geralmente era ensinado em um mês a vaga seria minha, e aprendi kkk, trabalhei lá por anos. E isso se estende a muitas coisas, não pude estudar e tenho orgulho do que sou, parar jamais....acho que muitos ficam parados pq ou tem medo ou o pouco que conquistaram está dando para levar e acham que está bom...isso para mim não serve, mas cada um sabe do seu.
    O desafio ficou sensacional.

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    1. Oi, Patrícia! Eu também gosto de aprender sozinha, de buscar o conhecimento. Achei fantásticas suas duas histórias de superação e busca, aprender a datilografar praticamente sozinha e pegar um serviço pela disponibilidade de aprender tudo em um dia! :D Você é das minhas!
      São momentos difíceis esses em que nos dedicamos a aprender ou fazer algo novo, mas nada supera a sensação de conquista, dever cumprido, satisfação por perceber que é capaz, que superou os próprios limites. Tenho certeza que conservando sua atitude irá muito longe nessa vida.
      Um abraço!

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  39. Que texto bom, Bia. Gostei muito. E agora quando alguém me chamar de acomodado vou agradecer também., Quero ver a cara da pessoa. E muitas vezes é preciso mesmo deixar o medo de lado e ousar. Beijão e boa semana!

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    1. Oi, Sérgio!O duro será explicar porque agradeceu por ter sido chamado de acomodado, hahaha. Completamente diferente do que costumamos usar a expressão, não é verdade? Um abraço!

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  40. Ótimo para se pensar ;)

    Bjãooo Bia..

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  41. Oi Bia,
    fiquei aqui pensando , refletindo, tenho tentando vencer esse 'medo' que aprendemos a desenvolver a medida que crescemos.
    Adoro seus textos.
    Beijinho
    Lílian -Blog:”Duas Moças Prendadas!”

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    1. Oi, Lilian! Penso que um dos maiores desafios da vida é justamente aprender a vencer os medos, que são saudáveis somente até o ponto da cautela, não podem servir de amarra.
      Um abraço!


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  42. Bia, eu já tinha lido este post há um bom tempo e de primeira, deu erro na hora de comentar. Há vezes que a conexão me vence e, como meu período de férias anda no fim, prefiro ficar mais offline curtindo o que dá do que ficar, de qualquer modo, offline, xingando um monitor.
    Mas por fim, cá estou e com dúvidas.
    Este estudo foi comprovado?
    Pergunto porque um estudante de Medicina me explicou que com o tempo as pessoas vão, falando a grosso modo, "emburrecendo", quer dizer, perdendo a capacidade de aprender, que isto tem algo a ver com o cérebro. Tanto que ele me disse que quando tiver filhos, logo colocará a estudar piano e outros idiomas por mais tarde ser um esforço inútil e uma grande perda de tempo.
    E agora este estudo acaba desmentindo que nosso cérebro "gasta" (foi a única descrição que encontrei, ahah) com o passar dos anos.
    E eu sempre acreditei nisto observando pessoas de idade que tem medo de chegar perto de um celular ou um computador. Ao passo que ao ver uma pessoa com mais idade estudando, acabava por ter preconceito de que estava lutando, mas jamais conseguiriam atingir aquilo que outros mais jovens, na mesma situação, atingiriam.
    Ou seja, a medicina insiste em afirmar que nossos cérebros "brocham" com o passar do tempo.
    E este post me fez questionar se realmente isto acontece ou se estas pessoas de mais idade só estão desestimuladas ou receosas.
    Muito bom o post e excelente a sua matemática em 77 palavras.
    Abraço.

    => CLIQUE => ESCRITOS LISÉRGICOS...

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  43. "...nossos cérebros brocham com o tempo..." hahaha, Ai, Chris, só você para usar um termo tão peculiar nesse assunto e com sentido, hahaha. Veja bem, em geral meus escritos são baseados no que sei cientificamente falando e nas minhas visões sobre o mundo. A junção dos dois é que rendem posts tão, digamos, malucos, hahahaha, mas sempre embasados e com significado.
    O estudo é baseado nas teorias de grandes pensadores da aprendizagem, e não vejo como sendo difícil de comprovar. Basta observar um nenê saudável (leia-se criado em um ambiente estimulador e aconchegante) para ver o quanto ele se rende à curiosidade. Essas etapas fariam parte do instinto inerente do bebê. Pelo que já li até hoje, até mesmo para me ajudar na condição de mãe, o cérebro tem uma grande capacidade natural de aprendizado até o final da adolescência, quando suas conexões se estabelecem. Por isso, quanto mais estímulos receber até então, mais conexões terá formado, e consequentemente, maior será sua capacidade de refletir e aprender futuramente.
    É fato que a partir dos 30 anos os neurônios começam gradativamente a morrer, o que teoricamente diminuiria a capacidade de aprendizagem. Porém há estudos também que comprovam que quem continua aprendendo ou exercitando seu cérebro retarda esse processo por criar novas conexões, inclusive em relação à doenças como o Mal de Alzhaimer. Até aqui, estou embasada em estudos e comprovações científicas.
    A partir daqui, entra um pouco da minha interpretação. O que vejo, na prática, são pessoas que abrem mão da chance de evoluir e aprender por comodismo e medo do novo. Atitudes estilo a do seu amigo, "não adianta mesmo, depois não irá mais aprender..." há aos montes por aí, portanto concluo que são travas muito mais emocionais do que limitações físicas.
    Talvez o adulto perca muito do instinto que o moverá ao crescimento enquanto bebê, mas isso dá lugar à capacidade de se auto-estimular, de querer buscar e fazer diferente, de enfrentar o novo mesmo que para isso precise fazer novas conexões cerebrais, um processo que nunca será impedido, a não ser por acidentes ou doenças degenerativas.
    A questão é: as pessoas perdem o poder de aprender ou se rendem ao que já conhecem e deixam de querer aprender? As pessoas se queixam de sua vida igual e sem graça...mas não são elas mesmas que a tornam igual?
    Como disse sobre o aparelho eletrônico e os idosos...nesse meu curso haviam pessoas de quase 60 anos. Entraram em desespero por precisar aprender a mexer com a internet, pois o curso era 80% à distância. Sofreram, é fato. Mas ao final do ano, estavam muito alegres e orgulhosas por terem superado seus próprios limites. As lágrimas do medo deram lugar às lágrimas do orgulho. Tem sensação melhor que essa?
    Como sempre, você me fez falar mais que a mulher da cobra, hahahaha. Deduções minhas, Chris. Eu escolho aprender sempre, se isso for me fazer mais feliz.
    Um abraço!

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  44. Oi Bia, sempre fui muito curiosa estudiosa (não CDF), gosto de ler, entender um pouco sobre vários assuntos, conversar com pobre e flagelados, acho que todo mundo tem algo a lhe acrescentar de bom ou de ruim!
    2012 foi um ano um pouco sofrido neste aspecto, aprendi mas não cresci entende, to parada com um monte de informação na cabeça, ainda sou uma criança e to cheia de medos e expectativas por um futuro melhor, mas estou de mãos atadas por conta do meu presente, literalmente meu maior presente Família.

    bjs

    Gélia

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