domingo, 21 de abril de 2013

Do ponto final ao próximo capítulo

Obs: Fiz uma página para minhas participações no Book Crossing Blogueiros, a primeira participação desse ano está registrada aqui.

Imagem by Freepik

"Do pó viemos, para o pó voltaremos". Essa citação sempre me remete a pensar no tamanho do que somos ou representamos, e mais além, de quanto nossa vida é feita de finais e recomeços. Isso imediatamente me lembrou a Teoria do Big Bang. É maluco imaginar que esse universo imenso surgiu de uma explosão que criou o espaço-tempo, modificou a temperatura e as cores do cosmos e causou a união dos elétrons aos núcleos atômicos, permitindo à luz caminhar livremente. Certamente não estaríamos aqui se não  houvesse acontecido tudo isso.
A vida é feita de ciclos e os finais podem parecer o caos. Quando mais jovem eu recebia essas finitudes com a sensação dramática de que tudo estava acabado, de que não haviam saídas ou meios de recomeçar de forma diferente. O passar dos anos me fez perceber que a dor sempre permeia o ser humano de alguma forma. Por algum motivo não é possível passar a vida incólume à ela, aos sofrimentos que nos fazem crescer e nos tornam melhores enquanto ser humanos. É contraditório, porém inquestionável.
Certamente estou longe de estar livre das angústias...mas vamos percebendo que após o ponto final há a possibilidade de uma página inteirinha em branco para (re)começar um novo capítulo, e então se pode continuar a escrita de forma a aparar as arestas deixadas no capítulo anterior e fazer diferente o que não deu certo ou não cabe mais no que nos tornamos e assim manter vibrante a sensação de que estamos vivendo de fato. 
Mas não se pode negar que passar por esses ciclos é mesmo doloroso e caótico, e compreensível que muitos escolham parar no parágrafo que antecede o ponto final e estacar ali, se agarrando às últimas palavras como uma tábua de salvação, como se essa fosse a única forma de permanecer sobrevivendo com uma dor no mínimo conhecida e portanto, mais confortável. 
Esse blog começou no dia 04/08/2011 em meio a um turbilhão sentimental. Quem me acompanha há algum tempo sabe que em muitos momentos refleti em palavras meus medos, dúvidas e aflições. Por incrível que pareça, nos meses mais dolorosos, ou seja de julho do ano passado para cá, foram os que eu menos tratei de dor. Isso reflete minha tendência não sei até que ponto saudável de proteger os outros. Mesmo motivo que me fez parar no sexto e último capítulo da escrita da minha história pessoal.
O que aprendi e guardei nesse tempo vou compartilhando aos poucos para que esse post não se torne imenso. É importante dividir hoje que as escolhas e seus desdobramentos nos acompanham o tempo todo e as minhas foram feitas com base na projeção do que desejo para o futuro, pois com o presente eu conseguiria conviver por um bom tempo. Mas a que preço, se não estava feliz e não vi mudanças contundentes que me convencessem a continuar na mesma? 
Outra sensação importante que não diminui a dor mas traz serenidade é saber que fiz tudo o que estava em meu alcance para resolver as questões que abracei até perceber que meus limites não estavam sendo respeitados, aliás, penso ser essa a essência de tantas mudanças nesse espaço de tempo. Preocupo-me muito em me colocar no lugar do outro, compreender, ceder em alguns momentos, para que a convivência humana seja agradável e promova bem estar à todos na maior parte do tempo possível. Mas quando essa atenção e preocupação torna-se unilateral é porque o respeito foi deixado de lado, e recuperar respeito envolve comprometimento de todas as partes, o que dificilmente acontece ou dura somente o tempo necessário para que sintam-se seguros novamente e reassumam o antigo padrão. 


Começo a escrita do novo capítulo um pouco arredia, com uma certa cautela e desconfiança, características que não combinam muito comigo mas que se fazem necessárias até que as coisas se acomodem por dentro. Não consigo enxergar alegria plena na desconfiança, pessoalmente meu brilho dos olhos está diretamente ligado ao confiar, seja nas pessoas ou na vida. Mas olhando para trás e vendo a maneira como os fatos se entrelaçaram penso que há um sentido em tudo isso e que vou compreender mais adiante ou talvez eu me agarre à isso para seguir.
Meu maior ganho foi o fortalecimento da fé. A partir do momento em que eu parei de questionar a Deus e passei a entregar meus pensamentos e atitudes em suas mãos as coisas começaram a se resolver naturalmente e certamente Ele saberá me conduzir de forma a substituir a sensação de fracasso pela sensação de que escolher a verdade que pulsa no coração e sopra nos ouvidos é o caminho mais contundente para recuperar a autoconfiança e a felicidade.

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Estou participando mensalmente do blog Vida todo dia, da Larissa. Quem quiser saber o que fiz por lá é só clicar aqui

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Para quem não acompanhou a escrita da minha história estou transferindo-a para um blog específico com essa finalidade. Publicações semanais reeditadas todas as quartas-feiras. O link está aqui.

89 comentários:

  1. Te deixo um poema...

    Ó meu Deus,
    se esta é a distância
    qu separa a mocidade
    da infância,
    se são teus
    estes modos de verdade,
    que outros hei de querer meus?

    Ó meu Deus,
    se este é o caminho
    que traça a tua bondade,
    devagarinho
    farei seus
    meu amor, minha saudade,
    e em tudo serei adeus.
    Cecília Meireles

    Beijo

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    1. Oi, Margoh! O poema é perfeito para o momento. É nessa distância que estou morando com o temor de me perder de vez da réstia de alegria juvenil.
      Mas ainda confiando que se são os caminhos traçados por Deus, ao certo que serão os mais seguros, não é mesmo?
      Um abraço, obrigada por sua delicada gentileza.

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  2. Trajetória de vida bem contada, com palavras sempre bem colocadas! E a fé ajuda em qualquer tempo. beijos,tudo de bom,chica

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    1. Oi, Chica. Ainda que não explicitamente, ao certo que me compreendeu em sua sabedoria. O fortalecimento da fé foi minha grata surpresa e nova pertença. Um abraço!

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  3. Será que você tem noção de quanto é feliz por acreditar?
    É um apoio incrível! Feliz de quem assim acredita, sem "mas" ...
    Grande texto!
    Beijo.

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    1. Ah, Nina! Suas poucas palavras me emocionaram...sim, o acreditar sempre "apesar de" é mesmo peça fundamental para seguir feliz e sei o quanto isso faz diferença na vida de uma pessoa.Quando deixamos e acreditar nos tornamos amargos.
      Obrigada essa partilha. Um abraço!

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  4. Oi querida,

    Nem sei que é direito, mas estou imensamente feliz em lê-la, isso me faz um bem danado. À partir de quarta-feira, vou seguir suas reedições desde o começo.
    Você escreve com uma desenvoltura surpreendente, mas me pergunto.É feliz? Isso eu vou descobrir lendo suas postagens antigas.
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Oi, Dorli. Sei que não fui explícita, por isso resolvi retomar a escrita da minha história, com calma, sem pretensões. Isso esclarecerá muita coisa.
      Li os comentários e antes de respondê-los fui fazer um café. Fiquei pensando sobre sua pergunta: "é feliz"? Sim, me considero uma pessoa feliz essencialmente. Porém a vida exigiu em alguns momentos posturas duras para que eu pudesse sobreviver e seguir e esses são momentos que exigem um bocado de mim.
      Mas não acredito na felicidade quando estamos vivendo situações não compatíveis com nossa personalidade mesmo quando tentamos ser tolerantes e flexíveis, e por estar em uma situação assim, não estava feliz.
      Espero em breve retomar meu caminho.
      Um abraço, espero que goste da minha história!

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  5. Bia,há muitos mistérios que ainda não descobrimos!Somente o Divino Mestre é quem sabe.

    Bjs
    Carmen Lúcia-mamymilu.blogspot.com

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    1. Oi, Carmem. É reconfortante confiar em Deus quando não sabemos muito bem o que fazer. Ele se mostra como o condutor perfeito para as nossas vidas. Temos a sensação vã de que detemos conhecimento e poder sobre o destino, mas antes do livre arbítrio estão os desígnios Dele. Um abraço!

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  6. Bia,escrever sobre nossas vidas não é facil e,de vez em quando,são necessárias essas pausas pra amadurecer as ideias e os sentimentos.Bjs e boa semana!

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    1. Oi, Anne. A pausa foi mesmo importante para que eu me fortalecesse e colocasse a razão no comando enquanto os sentimentos estavam fragilizados. Um abraço!

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  7. Bia, é gratificante te ler, mais ainda saber q me identifico em alguns trechos.

    Tou bem, preparando para uma semana de expectativa, minha esposa fará a cirurgia. Bjos.

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    1. Oi, Eder! Lembrei que a cirurgia seria por esses dias, por isso perguntei. Desejo que Deus os abençoe para que tudo corra da melhor maneira possível e que essa fase passe bem rapidinho. Um abraço!

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  8. Ainda nao sei, Bia, se sua mãe ou a minha nos largou ali e aqui! Eta! Eu entendo tudo isso! Quando criança e tambem mais jovem sentia este "fio" da vida de maneira inquieta e dramática. Nem sei explicar, porem compreendo bem. Houve um momento, voce sabe, eu perdi a fé, por total decepção com as pessoas e a justiça. Eu questionei Deus (e ainda tenho minhas duvidas). Só que não dá para viver sem fé. Viver sem fé é como ser vazio. Como um corpo frio e sem sangue, ou como uma lesma sem ossos. Eu precisei decidir, fazer escolhas. Desejei isso profundamente e no início nao sabia como. Nem sempre virar a pagina e colocar o ponto final no fim da f(r)ase é fácil. Ao acertar o descompasso da vida, começar a redigir o futuro é a esperança de dias melhores, da renovação e de ver o caminho da paz interior.

    Querida, I love you.

    Beijos!

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    1. Oi, irmã fadinha. Sempre tive essa veia inquieta e questionadora, a diferença é que hoje consigo respirar e colocar a mão no freio, digamos assim, e esperar até que as coisas comecem a melhorar. Um dia melhoram, pelo menos sempre foi assim.
      Acho que esse questionamento a Deus é natural e até saudável, pois através deles conseguimos compreender e resolver nossos conflitos.
      Concordo que nos tornamos secos quando perdemos a fé. Eu já a descobri há um bom tempo, porém mais do que fé, eu queria a entrega, a confiança de acreditar que há Alguém conduzindo meus caminhos o tempo todo, e que o que fazemos com o coração sincero é o certo, ainda que não pareça; esse tipo de fé não é nada fácil, exige disciplina e força. Temos sempre a tendência a querer resolver tudo à nossa maneira e ao nosso tempo.
      A parte que escreveu reflete muito do que senti: "Eu precisei decidir, fazer escolhas. Desejei isso profundamente e no início não sabia como. Nem sempre virar a pagina e colocar o ponto final no fim da f(r)ase é fácil".
      E então Ele me conduziu e mostrou como...mas em fase de transição há sempre uma certa angústia por não saber se o tempo mostrará que as escolhas foram mesmo acertadas. E na falta de uma bola de cristal, mais fé.
      Eu poderia ficar horas aqui divagando contigo, fadinha...um dia sentaremos por aí e trocaremos muitas ideias.
      Um abraço, obrigada por deixar aqui um pouco de você.

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  9. Bia, a imagem inicial me trouxe aqui, pq ontem, no Centro, discutíamos acerca de Deus. Aprendi a perguntar "o que é Deus", ao invés de "quem é Deus". Pra uma pessoas criada na fé católica é estranho, mas aos poucos vou modelando minhas crenças.
    Vejo vc trilhando um caminho que vai te levar a encontrar-se consigo mesma, muito mais consciente, plena e certa do que quer. Isso nos traz paz interior, que já é meio caminho andado rumo à felicidade.

    Um abraço, vou conferir o outro blog.

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    1. Oi Paty! Ler seu comentário me fez pensar que você, de alguma forma, capturou a relação que fiz com o Big Bang no texto. É isso! Imaginar como surgiu o universo nos remete a pensar que deve haver um Deus, Seja uma "pessoa" ou "energia". Na verdade nesse caso pouco importa a crença...o certo é que há algo que governa tudo onde estamos e somos e imaginar que esse belíssimo universo surgiu do caos é reconfortante porque traz a sensação de que após o caos haverá a acomodação e a beleza.
      Tudo o que eu desejo é um pouco de paz, e nesse momento eu a tenho.
      Um abraço, obrigada pelo carinho!

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  10. Nossa Bia, nem sei direito o que dizer.
    Nesse tempo que passo por aqui, assim como em outros blogs, desenvolvi um carinho enorme por essa pessoinha que escreve textos tão cheios de sentimentos e que às vezes me deixa sem palavras. E isso tudo é tão profundo para a minha pequenez que me limito a dizer que fico feliz por você estar bem, por as coisas estarem se encaminhando, e desejo que a paz e a felicidade esteja cada vez mais presente na tua vida.

    Bejão e uma ótima semana!

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    1. Oi, Naty!
      Você tem se mostrado presente desde sempre e eu tenho a agradecer seu carinho constante, você é muito simpática e simples e isso me cativa.
      Discordo, não vejo em você pequenez, de forma alguma...eu é que sou mesmo diferente e por querer sorver cada minuto da vida com intensidade extrema acabo por receber também o ônus dos momentos difíceis.
      Estou um pouco triste mas estou bem e certa de que minhas escolhas trouxeram para o dia a dia uma certa leveza, que prezo tanto.
      Um abraço!

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  11. Oi Bia. UAU! O que dizer? Li seu post inteiro comendo uns morangos, os morangos acabaram e eu estava aqui, com os olhos fixados na tela do pc. Eu ja escrevi muitos capitulos, uns longos, dificeis, na historia da minha vida. Mas tenho a felicidade de dizer que da mesma forma como comecei, tb coloquei um fim em certos capitulos que nao me faziam mais feliz. Coragem para comecar novos capitulos nunca me faltou. Te desejo que vc continue inteligente como vc eh e com essa sensatez poetica, colocando em linhas a evolucao da sua existencia e nos presenteando com sua leitura. So fiquei triste pq vc deixou de questionar a Deus. Eu era mto religiosa e quando vim para a Inglaterra passei a ter acesso a informacoes que eu nao tinha quando morava no Brasil, hoje sou ateia e muito feliz. Acho que mesmo acreditando em Deus, nao devemos deixar de questionar-se, eh a nossa essencia humana. Beijos

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    1. Oi, Larissa. Nossa, comendo aqueles morango da foto? Pareciam muito apetitosos, hahaha.
      Quando me conta sobre os inícios e fins dos capítulos da sua vida usa uma palavra chave que sussurro a mim mesma o tempo todo: coragem. Não é fácil buscar meios não só de estar feliz, como também de prezar a felicidade dos outros e sobretudo, o que é honesto.
      Sobre Deus, questionamentos são eternos porque não somos os mesmos o tempo todo, e nesse aspecto concordo contigo. Quando me referi ao parar de questionar foi no sentido de ficar girando em torno de um mesmo ponto que não me levava adiante e estava me destruindo por dentro. Então optei por simplesmente seguir minha intuição e isso me deu força para seguir em frente sem me cobrar tanto.
      E penso que independente de religião, o importante é acreditar no que nos faz feliz, não é mesmo?
      Adorei ter estado aqui...um abraço!

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  12. Oii Bia, sejam quais forem as mudanças não se sinta insegura e desconfiada, como vc mesma disse qdo entregamos nas mãos de Deus e nos desarmamos as coisas caminham melhor! Estive no outro blog, dia 24 eu volto lá rsrs Bjooosss vou lá na Larissa conferir, no final de semana estive off! Bjossss

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    1. Oi, Kellen! Insegura e desconfiada, talvez sejam um recurso de proteção temporária, já que nesse momento me sinto desprotegida. Ou talvez há muito.
      Mas achei fantástica a palavra que usou: me desarmar. Não vou esquecer disso, Kellen. Vou ficar atenta para procurar me manter desarmada para não cometer injustiças ou magoar pessoas que não merecem.
      Um abraço!

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  13. Oiii Bia,
    Deus tem seus planos na nossa vida, fiquei feliz com o fortalecimento da sua fé, de fato, quando entregamos nossa vida nas mãos do nosso Deus ele nos guia e tudo vai fluindo, porque nós nos abrimos, confiamos, assim ele pode agir e nosso fardo será mais leve... espero que continue assim Bia, acredito que questionamens só nos tras dor, continue confiando, confiando, porque Deus é contigo e vai te fortalecer sempre! =D

    Boa semana linda,
    bjoos, eli.

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    1. Oi, Eliane! Obrigada por suas palavras, me passou serenidade e força incríveis! Confiar, confiar e confiar...tenho procurado pensar muito nisso. Um abraço!

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  14. Bia, nas incertezas da vida o que não podemos fazer é fugir, crendo que após a esquina há maravilhas à nossa espera. Você mencionou tentar de tudo e isso é o máximo, dentro de nossas possibilidades, eis que são limitadas. Impõe-se um ponto final, realmente. Mesmo nos momentos em que se questiona Deus, Ele está presente, iluminando-nos. Daí as mudanças que procedemos, aos poucos, bem como a fé, que se apresenta, mesmo sem ser buscada. Nossas armaduras não nos protegem de nós mesmos e o ato de confiar é verde esperança. Grande beijo!

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    1. Oi, Marilene! Fugir nunca fez parte da minha personalidade e quando tentei fazê-lo, paguei preços mais altos ainda.
      Saber que fiz tudo o que pude é um pouco frustrante, porém mais ainda, libertador, justamente porque o nosso limite de atuação acaba quando começa o do outro. Sozinha sei que é impossível abraçar o mundo.
      Essa fé da entrega me fez perceber as situações se encaixando lentamente, os caminhos sendo delineados sem que eu tivesse grande parcela nisso, o que me faz sentir que fiz a coisa certa.
      Talvez a parte mais difícil seja a que resumiu sabiamente e que morou em meu pensamento desde ontem: " nossas armaduras não nos protegem de nós mesmos". Esse enfrentamento pessoal, que envolve cobranças e perguntas inevitáveis do tipo: "onde será que eu erro mesmo tentando tanto acertar", é algo que acredito, irá se acomodar com o tempo. Faz parte do processo, né.
      Um abraço, obrigada por me ajudar a enxergar o que nem sempre consigo!

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  15. .




    A sua visão de mundo é muito parecida
    com a minha, acontece que a religião
    costuma cair de pau em quem pensa como
    a gente. Uma das poucas diferenças
    entre o seu pensamento e o meu é a
    doença e a personalidade. Assim como
    a cinza é o sinal da morte da chama,
    a doença e o sofrimento são a certeza
    de que o sol está se pondo no ocaso da
    vida.
    Quanto a personalidade; a todos são
    dadas 3. A que se vive, a nossa e a
    que gostaríamos de viver.
    Ninguém deixa de ser truculentos ou
    deixa de ser delicado. Todos somos os
    mesmos no dia a dia, com exceção, é
    claro, de você precisar falar baixo
    quando entrar em uma igreja ou gritar
    em um baile de carnaval. Do resto você
    e eu pensamos iguais.
    Parabéns pelo texto e um beijo pelo
    comentário deixado lá em casa.

    silvioafonso










    .

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    1. Oi, Silvio! Fiquei pensando sobre os nossos "pontos de divergência" e gosto quando isso acontece, quando o leitor me conduz a pensar sob outros prismas de forma tão respeitosa. Na realidade nem eu sei como ainda consigo tentar acreditar em alguma coisa.
      Sobre a personalidade, perfeita explicação. Sempre digo que a essência é o que temos de mais forte e precioso, ela não muda, a não ser que haja um profundo desejo interno. É difícil conviver com situações com as quais não partilho da mesma visão, porque essa partilha não deixa de acarretar indiretamente responsabilidade sobre algo que não se concorda. Uma hora a personalidade grita quando se sente sufocada e/ou desprezada.
      Um abraço!

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  16. Oi Bia, tudo bem?

    Eu não me lembro de ter vindo aqui no seu espaço, mas eu sempre te vejo nos blogs de amigos e hoje vim te visitar!

    Puxa... Bela postagem, começou por um assunto bem abrangente e terminou num outro mais intimista. Gostei do que ví, voltarei mais vezes!

    Valeu!

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    1. Oi, André, seja sempre bem vindo, um abraço!

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  17. Olá!
    Bia
    Vi a sua página do Booking...gostei muito porque fica tudo num só lugar.
    me chamou a atenção em seu texto ...que você teve tantas mudanças em pouco tempo, porque mesmo fazendo tudo ao seu alcance, percebeu que seus limites não estavam sendo respeitados. Penso que para minimizar esse sentimento, vc não pode , nunca , se tornar muito permissiva, deixar de estabelecer os seus limites...limites coerentes, no momento certo e bem dosados, é claro... independente de quem estiver do outro lado. Parece fácil para quem está de camarote comentando isso, mas SÓ que vc sabe que Temos que agir, será obrigado a sair um dia, por mais que resista. Ninguém passa a vida inteira sem encontrar dificuldades.Não temos que nos entregar a precipitações óbvias ou riscos derrotistas, mas podemos nos desarmar e permitir correr riscos positivos em busca da sua felicidade. Reestabelecido isso através de diálogos sinceros e ás vezes duros... transparência e cumplicidade, deve revitalizar a confiança em sim mesma....e a felicidade plena virá. Confie em si mesma!
    "Fé é o que nos faz viver. Sem Fé em nada, não poderíamos viver. Já que a Fé presume desde a confiança em algo, até a Fé maior, em Deus."
    Obrigado pelo carinho d sempre!
    Bom início de semana
    Beijos

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    1. Oi, Felis!!! É bom saber que gostou da página do Book Crossing.
      Essa questão que colocou, dos limites, é sem dúvida um dos maiores questionamentos internos que faço há anos. Felis, algumas pessoas comentam que sou permissiva demais. A realidade é que eu gosto de tratar as pessoas bem, com carinho, gosto de facilitar, não gosto de arrumar confusão ou ficar discutindo o tempo todo. Isso me tornou cada vez mais paciente e tolerante. Fico mesmo triste se percebo que magoei alguém.
      A pergunta é: não é assim que deveríamos ser? Generosos, pacientes, amorosos e tolerantes? O problema é que, quando você fala "olha, isso não está me fazendo bem, vamos achar um meio de equilibrar isso" (não sei se já passou por situações assim), as pessoas não respeitam. Ou te ignoram, ou te ofendem, ou te punem ou prometem que vão ajudar e não fazem sua parte. Isso é algo que me magoa com o passar do tempo.
      Aí penso: "devo então mudar para pior, já que o meu melhor nunca parece ser o suficiente?"
      Não se preocupe, Felis, algo em seu comentário me fez pensar que você, de alguma forma, me compreendeu, não sei se já passou por isso, ou se acompanhou alguém que passou...as perguntas que fiz aqui são muito mais minhas e eu não gostaria de achar as respostas sempre de maneira tão dura.
      Mas estou tentando me desarmar, tirar o filtro opaco que se instala na alma quando nos pegamos tentando nos proteger de novos erros para não cometer injustiças ou ser dura com quem não merece.
      Muito obrigada por seu comentário...tal como outros me ajudou, sem dúvida. Um abraço!

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  18. Boa noite querida amiga, obrigada pelo carinho de sua presença e comentário lá no meu cantinho.
    Tenha uma linda semana!
    abraço amigo
    Maria Alice

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  19. Olá Bia,

    Mesmo que conviver com uma situação insatisfatória seja possível, a falta de atitude pode levar a perder-se vida, realização e felicidade. É preciso coragem para virar páginas e reescrever a história. É perfeitamente normal começar uma nova fase da vida com receio, cautela e desconfiança, mas qualquer caminho que abraçamos traz um rota de recomeço. A realização e a felicidade valem o preço da receada transição.
    Espero que o novo capítulo de sua vida venha recheado de surpresas felizes, paz e realização.
    Siga com fé e confie no melhor.

    Beijo.

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    1. Oi, Vera! Acompanhei algumas histórias de pessoas que não ousaram sair de situações confortáveis porém infelizes, que depois de uma certa idade mostraram arrependimento, pararam a vida num ponto em que poderiam ter mudado de rota e não o fizeram. Raramente esse tipo de atitude traz a sensação de plenitude.
      Baseada nessas observações é que ainda me permito ousar e acreditar, ainda que o momento seja de algumas reservas, não costumo tomar decisões levianas.
      Obrigada por seus desejos de felicidade, sei que são sinceros. Um abraço!

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  20. A fé ajuda sempre, Bia. E eu te acompanho há um bom tempo e lembro dos seus texto sobre sentimentos momentos de reflexão, aliás, eram justamente os mais bonitos.

    Claro que gostei mais uma vez da sua postagem! Conte comigo sempre. Beijos e boa semana.

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    1. Oi, Sérgio! É bom saber que gosta dos meus textos sentimentalistas, em geral são escritos com uma verdade profunda.
      Obrigada pelo carinho, um abraço!

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  21. Oi Bia! Eu nunca entendi o porquê do sofrimento permear nossas vidas, pois nem sempre há aprendizado, já que às vezes cometemos os mesmos erros repetidas vezes. Mas o pior de tudo é que muitas vezes a pessoa quer passar para a página em branco, mas não sabe como estabelecer o ponto final, mas realmente o pior é não querer seguir a vida né.
    Olha, não vejo a hora de meu ponto final chegar.
    Bjos!
    http://amonailart.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Val! Eu não havia pensado por esse lado, mas tem razão: nem sempre o sofrimento traz ganhos. Olhando para trás vejo que busquei não cometer os mesmos erros, cresci muitas vezes com o sofrimento, mas há características que são inerentes à nossa personalidade. É preciso que as pessoas aprendam a respeitá-las para que a convivência ofereça, de fato, crescimento e felicidade.
      Sinto na sua última frase que está no seu limite...é exatamente a sensação que antecede ao ponto final. Desejo que consiga obter alívio em breve, torço muito por você.
      Um abraço!

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  22. Verdade Bia, são ciclos, periodos e fases... Adorei o post, parabens. Retornei de viajem e estou passando para te desejar uma belíssima semana.
    Um abraço carinhoso

    Paty Alves
    Ágape Amor Verdadeiro
    Patyiva
    Vou Conseguir

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    1. Oi, Paty, e de ciclos, períodos e fases é que nossa história é escrita. Um abraço!

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  23. Primeiro quero dizer mais uma vez e não me canso como gosto de te ler digamos assim, refleti muito em tudo que disse, meu maior medo é perder a minha fé, e confesso que estava por um fio, as vezes a vida toma certos caminhos, e estava cansada de jogar o jogo do contente (Lembra da Pollyanna), pois bem sou humana, tentar sempre olhar o lado bom, mesmo estando machucada e ferida é dificil, e hoje não quero mais ser assim, não que vá me colocar sempre em primeiro lugar, mas a vida é uma só, sofro pelos que sofrem, se puder ajuda muito bem, mas não vou me acabar mais, sabe uma coisa que aprendi, eu sou a pessoa mais importante para mim, então quero o melhor, se isso não fizer bem ou agradar aos outros fazer o que, hoje estou fazendo isso entrego nas mãos de Deus, apesar de quebrar o pau com ele sempre rsrs, coitada de mim, e dou satisfação ao meu marido no demais...nem nosso mestre agradou a todos. E as vezes estarmos somente com a gente mesmo é maravilhoso.
    Vou ver todos os blogs que disse e parabéns pelas mudanças feitas aqui.
    Outra coisa fiquei muito feliz por ter lido minha entrevista no Recanto dos Autores foi muito importante....qdo crescer quero escrever igual a vc.

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    1. Oi, Patrícia! Pelo que escreveu temos um traço de personalidade parecida, talvez altruísta demais, de querer absorver o sofrimento do outro para si e resolvê-los. Com isso vamos nos sobrecarregando até esquecer do que somos.
      Você tem razão de repensar essa postura e tentar buscar um meio de ajudar sem esquecer em primeiro lugar de você mesma.
      Com fé fica mais fácil...sempre que me pego pensando "meu Deus, porque desse jeito?", imediatamente o pensamento é substituído por "confio em Deus, Ele sabe o que faz e o que é o melhor pra mim, um dia eu vou entender". Traz serenidade instantânea.
      Que bom ter gostado da minha presença no Recanto, você sabe que está no meu coração.
      Um abraço!

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  24. Querida Bia,
    que bom que a sua fé foi fortalecida. O salmo 37:5 diz "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e Ele tudo fará.
    bjs

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    1. Oi, Lila! Lindo Salmo, e apropriado. Um abraço!

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  25. Eu fico contente quando vejo alguém assim, espiritualmente bem, encontrando as respostas, ainda que as perguntas não cessem. Eu sinto falta disso em mim, mas sei que não adianta fingir a fé, ou pelo menos que sabe bem o que fazer com ela.

    Ainda anseio por isso.

    Beijo, moça do peito aberto e por onde se pode enxergar sua alma.

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    1. Oi, Milene! Sobre a fé, realmente não se pode fingi-la. O que eu diria, com uma história tão repleta de altos e baixos mas sem nunca perdê-la, é que exige uma certa disciplina alimentar a fé, porque as perdas sempre nos trazem a tendência a abrir mão dela. Mas não é fácil praticar essa entrega.
      Um abraço, adorei a frase final, embora pense bastante se não erro ao manter esse peito tão aberto.

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  26. Fiquei muito feliz por recebê-la no meu outro canto. Obrigada pelo carinho. Bjs.

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    1. Seu outro canto é ótimo, já virei inquilina! :)

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  27. É bom externalizar o que pensamos, Bia! Desjo tudo de bom em sua vida, sempre!
    Parabéns pela participaçã no bookcrossing blogueiro. ^^
    abraços e tudo de bom.

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    1. É verdade, comigo escrever sempre me faz tirar quilos de peso das costas. Sem falar que os comentários me acrescentam bastante, visto que o texto é lido por pessoas que não estão diretamente envolvidas. Um abraço!

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  28. Querida Bia,
    Uma coisa eu te digo, escrever sobre nós mesmas não é nada fácil, mas por experiência própria, ao escrever o Livro " Dois Jovens em busca da felicidade" eu passei a compreender melhor a minha vida, e tive as respostas para todas as minhas duvidas! Uma delas é, que com a fé e a perseverança no Amor de Deus somos e seremos sempre muito felizes em nossas Vidas!

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    1. Oi, Maria, que experiência interessante, através da escrita compreendeu melhor a fé e a perseverança.
      Um abraço!

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  29. Olá Bia. Boa tarde.
    Não é a primeira vez que você menciona destes períodos difíceis, destes ciclos obscuros que tem que encarar e que, em maior parte, é devido a querer proteger demais ao outro.
    Eu sou a favor do altruísmo, contudo, eu penso que só tem a capacidade de amar, quem se ama primeiramente.
    Como falou em fé, o que percebo é como a fé está sendo difundida em alguns lugares e deturpada, ao invés de confortar, tem acrescentado culpa, punições e sacrifícios às pessoas e não foi o que Jesus pediu na Bíblia. Há até um Salmo de Davi, que é AT, ou seja, antes mesmo do próprio Cristo, em que ele diz a Deus que sacrifícios ele não quer, do contrário, ele os daria. Acho que é o 51, me corrija se eu estiver errado.
    A culpa tem sido desde sempre uma forte aliada aos manipuladores da vida em geral, não somente dos que professam a fé, para que os mais altruístas possam ser manipulados.
    Talvez não lembre, mas em um post do Lisérgicos, que falava sobre escolhas, eu disse que parei para analisar até que ponto uma pessoa deixa de ser honesta consigo mesma por causa do seu meio externo.
    Minha vida sempre foi uma série de decisões que tive que tomar por mim mesmo, resistente a tudo o que ia contra mim. Quem me lê pode subestimar por conta da minha idade, mas não conhecem nada de minha história e não fazem ideia de escolhas cruciais que fui obrigado a fazer desde a infância. E ainda tenho feito.
    Eu posso dizer com convicção que não é a idade que traz a maturidade, mas sim, as experiências que cada pessoa tem que enfrentar na vida.
    E sim, os erros fazem parte e outra coisa que aprendi é que os mesmos podem ser dolorosos, mas necessários e reversíveis.
    Por fim, já que crê em Deus cegamente e sem questionar, penso que vale refletir na frase do seu mestre:

    "Amar ao próximo como A TI MESMO".

    Ame ao próximo como a ti mesma e não MAIS que a ti mesma.

    Foi ele que falou...

    Abraço.

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    1. Oi, Chris! Essas fases são reflexos do mesmo dilema e espero que minha atitude seja o primeiro passo para resolver de vez esses dilemas. Até que outros venham, né, porque a vida é assim...
      Justamente perceber que o altruísmo não pode me levar a esquecer quem sou é que me levou ao caminho que escolhi. Sei que há traços de baixa-estima nos meus procedimentos e vivo tentando não me perder de mim na boa intenção de proteger ao outro.
      Talvez, quando eu falei em crescimento na fé, essa seja a mudança que percebi: a troca da culpa pela entrega. A culpa nos enfraquece e faz com que a sensação seja a de que não temos saída, de que é preciso aceitar os fardos que muitas vezes são reflexos das nossas escolhas e atitudes.
      Na entrega consegui perceber que, firme na fé, as coisas passam a conspirar a favor. Foi um enorme ganho pra mim.
      Perfeito, Chris, nossas escolhas precisam estar baseadas sobretudo nas nossas verdades. Isso traz uma sensação de paz e segurança, pois como disse e como já ouvi do meu acupunturista, quase tudo é reversível, estamos sujeitos a errar e não podemos nos punir o tempo todo por isso.
      Nunca subestimei sua idade...sua visão sobre a vida me revela que já passou por muitas e tem a tendência a aprender e evoluir sempre.
      Essa frase final é uma sobre a qual medito há um bom tempo. Não amar ao outro mais do que a mim, porém tanto quanto. É isso. Estou tentando.
      Um abraço!

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  30. Oi Bia
    Muito legal seu texto, como sempre faz com que pensemos kkkkk. Sabia que estaria participando do blog da Larissa, mas perdi seu post, mas já vou lá, porque sei que saiu coisa boa de vc.
    Bjos.

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    1. Oi, Luciana, obrigada pelo carinho, espero que tenha gostado do post no blog da Larissa. Um abraço!

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  31. Bia querida! A semana que passou estive envolvida em muitos problemas de ordem pessoal e não consegui visitar e/ou responder comentários! Peço perdão! Estou tentando normalizar.... Realmente, recomeçar não é nada fácil.... Há tantas escolhas.... Saudades....Mas, com fé, acima de tudo, sempre haverá uma luz em nosso caminho....
    Obrigada pela amizade e pelo carinho!
    Grande e carinhoso abraço!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Elaine! Espero que as coisas estejam se ajeitando por aí. Recomeçar não é fácil, mas necessário para mover a roda da vida, que caso contrário, fica estagnada. Um abraço!

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  32. Os entendidos chamam de discernimento a todas estas revelações que vão permeando nossos caminhos, nossas vivências e, à medida que desenrolamos os fios discernidos vão surgindo as necessidades das escolhas entre o ser, o fazer e o sentir.Conseguirmos tramar com maestria e beleza estes três cordões é ,ao meu ponto de vista,a feliz tecitura da vida;um sonho(?)talvez, uma possibilidade(?)sem dúvida.
    Que os ciclos de teus dias se revezem em azuis infinitos salpicados de brilho e luz!
    Bjos, Bia.
    Calu

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    1. Oi, Calu! Que comentário filosófico e poético, não poderia vir de outra alma senão a sua! "Escolhas entre o ser, o fazer e o sentir"...sim, escolhas que fazemos o tempo todo, ora se baseando na razão, ora na emoção...o ideal é quando conseguimos unir as duas e escolher em prol da satisfação pessoas. Sonhos e possibilidades caminham juntas...perder de vista as duas é o que nos torna amargos.
      Não quero me perder dos sonhos e possibilidades.
      Adorei sua passagem por aqui...um abraço!

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  33. OI BIA!
    À MEDIDA EM QUE VAMOS ESCREVENDO NOSSA PRÓPRIA HISTÓRIA, VAMOS CRESCENDO ENQUANTO SERES HUMANOS, O TEMPO VAI PASSANDO, AMADURECEMOS, ENVELHECEMOS,MAS, SEMPRE NOS DANDO CONTA QUE HAVERÁ ESTA PÁGINA EM BRANCO,BEM A NOSSA FRENTE, SÓ TEMOS QUE CONTINUAR ESCREVENDO, BASTA A PERMISSÃO DO "PAI"...
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Zilani. O que escreveu parece algo natural, continuar escrevendo, seguir em frente, apesar das dores e fraquezas, mas algumas pessoas parecem abandonar a caneta sobre a mesa.
      Certamente que ainda não cheguei (nem quero chegar) à esse ponto. Há muito ainda para viver, e o Pai, sempre nos permite uma nova chance de ser feliz quando permitimos.
      Um abraço!

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  34. Olá Bia.
    Não se questione tanto e nem se culpe por tentar o melhor. Na vida sempre vão haver um porque de tudo. Cada um pensa de uma maneira e resolve seus problemas facilmente, outros demoram um pouquinho para se encontrar e logo você vai saber direitinho como agir e pensar. Tudo que acontece no decorrer de nossa vida são lições para se tornar um ser humano melhor. Há amor, há carinho, respeito muitas coisas lindas dentro de você, viva elas. As vezes nos tornamos esponjas sugando o problemas dos outros ficamos pesadas sem condições de cuidar de nós mesmos.
    Tudo tem o seu tempo e hora e quem sabe não chegou a hora de libertação? Você já esta mostrando isso em seu texto é só tirar este sentimento do papel e colocá-lo em sua vida.
    Estou aguardando seu próximo capitulo ansiosa.
    Um abraço.

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    1. Oi, Verinha! Fiquei pensando sobre o que escreveu e cheguei à conclusão de que passei alguns dias espremendo essa esponja tão pesada de problemas alheios. Hoje estou me sentindo bem leve e certa de que tomei decisões acertivas. Apesar das dores consigo conservar em relação aos outros um sentimento de compreensão e desejos de que sejam felizes.
      E como disse, acho que chegou a hora da libertação. Meu melhor está guardado para outra(s) pessoa(s).
      Um abraço!

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  35. Oi Bia,

    Vivemos dramas e buscas parecidas, por isso me perco e me encontro nas suas palavras...

    Mas quero te dizer o que custei a aprender, você já sabe o que precisa saber para seguir em frente...então vá!

    Saudações

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    1. Oi, Vanessa! Seu escrito me fez lembrar uma frase tão marcante que Chica me respondeu sobre um comentário que eu fiz sobre ver uma porta entreaberta, chegar perto, colocar a mão na maçaneta, mas não conseguir atravessá-la...então ela respondeu: "vá e ABRA a porta".
      É o que eu fiz, e não me arrependo.
      Tantos passaram por aqui e me ensinaram a me enfrentar e usar as ferramentas que temos a nosso favor...só tenho a agradecer. Você está entre eles e desejo que resolva seus dramas em breve.
      Um grande abraço!

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  36. oi Bia, minha querida. Nem sei se isso pode ajudar ou não, mas tenho 65anos e ainda não sei porque vim, nem o que faço por aqui...rsrs
    creio que a vida é uma copnstante busca, e é isso que a torna deliciosa, senão seria insuportavelmente tediosa.
    sim, luto com meus demonios, tenho fé e em outros dias não tenho. Ajudo muito e penso que as vezes essas pessoas que ajudo poderiam ser menos egoistas, mais gratas.
    mas está bom assim, tenho estado doente, minha coluna anda judiando, não consigo ficar sentada (fiquei com inveja do Joaquim Barbosa rsrsrs).
    não poderia deixar de visitar voce, porque te quero bem e quero também saber de sua vida.
    Força aí menina, a vida é boa, algumas pessoas insistem em estraga-la, mas ela é boa! beijos.

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    1. Oi, Ivani! Em fases complicadas sempre torcemos o nariz para o que acontece porque dói, mas aprendi a ter consciência de que sem dor não há valorização do que é bom e que sem os enfrentamentos nossa vida fica muito pobre em histórias para contar.
      Sinto muito por sua coluna...tenho alguns problemas de tendinite, um início de bico de papagaio, são as sobrecargas da vida que vão judiando lentamente. Desejo melhoras urgentes.
      E eu? Já estou bem melhor. Pessoas que insistem em estragar a felicidade alheia não me fazem bem e por isso o melhor é o afastamento.
      Um abraço!

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  37. Olá, Bia!
    É... Muitos ainda precisam se descobrir espiritualmente... A fé realmente é um caminho largo para uma paz constante. Abraço!
    www.beabadosucesso.com.br

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    1. Oi, Fábio. A fé tem me permitido experiências constantes de serenidade em meio a turbulências. Um abraço!

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  38. Assim como vc num certo período de minha vida aprendi que entregar minhas atitudes e pensamentos a Deus , ao invés de questionar era a solução e sentir também a vida fluir melhor para mim, amadureci mais e passei a ser mais positiva e deixar a chama da esperança sempre acessa e viver sempre o hoje sem sofrer por um amanhã desconhecido. Parabéns por seu lindo texto, vc é uma mulher forte, determinada, inteligente enfim, uma pessoa incrível. Bjus e felicidades.

    => Gritos da alma
    => Meus contos
    => Só quadras

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    1. Oi, Nádia! Sinto assim, bem como escreveu tão sabiamente em seu texto. A entrega nos permite viver o hoje com mais tranquilidade. Tenho sonhos, mas procuro não ficar me pressionando para realizá-los ontem. Quero que tudo venha a seu tempo e que seja duradouro.
      Obrigada por seus elogios! :)
      Um abraço!

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  39. Olá Bia querida


    Passando pra deixar um grande abraço e desejar que seu final de semana seja maravilhoso, cheio de alegrias.

    Beijos
    Ani

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    1. Oi, Ani, obrigada pelo carinho, um abraço e ótimo final de semana!

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  40. Oi Bia
    LI seu texto na Larissa, parabéns !


    bjs
    Paty

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    1. Oi, Paty! Seja sempre bem vinda, que bom ter gostado, obrigada. Um abraço!

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  41. Querida Bia,com muito carinho lhe desejo.°..
    ..°..°..°.que a cada amanhecer.°..°..°..
    °.raios de sol penetrem em sua alma.°.
    ..°..°.enchendo-a de paz e certeza de.°..
    ..°..°.que a vida é feita de Esperança
    UM LINDO FINAL DE SEMANA
    ......{\........._____.
    .....{*.\.....(*~*~*).../}
    ....{~.*\....//// ^^\../~}
    ....{*.¨.\..((( / .6.6. /.*'}
    ....{..*.~\..)))C¨= ) *~}
    .....{*...*.////.-. '/.~*~}
    ......{~.*.((((.`.`\*_~}
    .......`{.~.)))`\.\))_.-._> DEIXO
    ..........{.*(()..`\__.-_.-_> ESTE
    ............{/..`../ '*.}
    .............(....\' \*.}
    ..............\....\ .\ ANJINHO
    ........ _....\...|. / PARA TE
    ........|` `'...'|´/ PROTEGER
    ........|./``-./../ E TE ILUMINAR.
    BJUS
    Parabéns pelo post, reflexões profundas e muito verdadeiras. Deixa realmente linçóes de vida. Sucesso.

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    1. Obrigada pelo carinho, Lourdes, um abraço!

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  42. oi amiga, estou me vendo há um tempo atrás. mas só no sentido de examinar e questionar, pq vc é muito madura, e eu já fiz TANTA besteira. mas agora aos 61 vejo que no final dá tudo certo e olhando pra trás tenho a consciência tranquila e me perdoei. está tudo em paz. :) bjs

    http://eubipolarbuscandoapaz.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Jeanne! Penso que nos perdoamos quando temos a consciência de que somos falhos e em contrapartida, fazemos tudo o que está ao nosso alcance.
      Talvez a maturidade que vê em mim seja o reflexo de tantas besteiras que também fiz na vida. É reconfortante ouvir de você que no final tudo dá certo. :)
      Um abraço!

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  43. Oi, Bia!!
    Eu sempre soube que você não estava passando por um período bom. Não sei se falou alguma vez aqui no blogue ou se fez algum comentário comigo, mas enfim, eu estava na torcida para você ajeitar a sua vida. Eu quis muito que você se adaptasse bem ao novo emprego, para que as coisas começassem a dar certo. Não sei qual era o problema, pois ainda não fui no outro blogue. Mas uma coisa eu te digo: quando estamos muito deprimidos, a voz não sai. Não sabemos por onde começar, pois parece que o problema é grande somente para nós e que ninguém vai entender. Pois acaba sendo grande, mesmo quando não é, porque se não colocamos para fora, ele cresce dentro de nós. Se vai falar é porque já consegue ter uma visão mais a distância do problema. Acho que agora vai dar tudo certo! :)
    Ter fé é saber que "alguém" zela por nós e isso nos dá força para prosseguir!! Alimente sempre a sua fé, Bia!
    Beijus,

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    1. Oi, Luma!
      Esse período durou mais do que eu gostaria...falei subjetivamente várias vezes sobre isso, e a cada vez que eu buscava resolver, falhava e isso me fragilizava bastante. Até que eu entendi que não poderia me render cada vez que não obtive sucesso.
      A depressão permeou minha vida em alguns momentos...até que após algumas crises de pânico me obriguei à uma reação "na marra" e não me rendi à espera dos momentos certos.
      O interessante é que eu soube o tempo todo o que deveria fazer (mas não dependia só de mim), e como disse, fragilizados muitas vezes não sentimos a dimensão da nossa capacidade.
      E sobre a fé, foi o apoio fundamental pra que eu não desistisse.
      Sinto-me bem agora.
      Um abraço, obrigada pelo carinho!

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  44. Bom dia !!!
    Bia querida só de dizer que do pó
    viemos e para o pó voltaremos já valeu o
    texto, parabéns mesmo lindo bom paa
    refletir um pouco, tudo isso

    Abraços de bom domingo e boa semana
    Bjuss

    _Rita__

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    1. Oi, Rita! Sua passagem por aqui sempre me traz a sensação de estar recebendo um sorriso agradável de bom dia no domingo! Obrigada pelo carinho, um abraço!

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  45. Oi Bia, muito obrigada pelo seu comentário no texto que mamãe postou no blog dela. Sou a Gabi filha da Verinha e fiquei muito feliz. Beijos!

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