sábado, 25 de maio de 2013

Falhas, violência, preconceitos...

Imagem by Freepik

Estou indignada como profissional com a situação da educação em nosso país, e isso vai além da responsabilidade do Estado. Mesmo quem não estuda ou trabalha no setor deve estar acompanhando as propagandas do PNAIC - Programa Nacional da Alfabetização da Idade Certa. Mas alguém sabe o que é isso? A base do programa contempla a alfabetização completa até o terceiro ano do Ensino Fundamental. Resumidamente, o programa está dividido em eixos básicos para o letramento (apropriação eficaz e competente do sistema de leitura e escrita) que são: leitura, escrita, interpretação e produção de texto. A partir desses eixos, o aluno terá condições de desenvolver um aprendizado de qualidade em todas as esferas educacionais.
O programa contempla um cronograma para a realização de um ensino sistematizado e progressivo. Através de uma tabela de fácil compreensão, os conteúdos são divididos por ano, num esquema de introdução, apropriação e consolidação - I/A/C. Alguns conteúdos precisam estar consolidados (ou seja, aprendidos e fixados pelos alunos) no primeiro ano, outros no segundo e finalmente, os mais avançados, como produção textual e leitura/interpretação fluente, no terceiro.
A proposta é excelente e os professores que trabalham com essas séries estão recebendo uma bolsa mensal de R$ 200,00 para fazer curso de aperfeiçoamento. As escolas estão recebendo jogos didáticos e livros, e é sabido que todo esse investimento será cobrado futuramente através de instrumentos de avaliação como a Prova Brasil e índice do IDEB.
Mas infelizmente não bastam investimentos em recursos para fazer com que a educação no Brasil tenha efetiva qualidade. Apesar de receber uma bolsa maior para ministrar um encontro mensal, a tutora, que é da Secretaria de Educação, não compreendeu o sistema I/A/C. Na última reunião, classificou os conteúdos em geral como introdução no primeiro ano, apropriação no segundo ano e consolidação no terceiro ano, quando na verdade cada etapa tem um conteúdo mínimo  a ser apreendido, tornando, aí sim, o sistema progressivo e acumulativo. Por erros de interpretação como esse, há muitos alunos sendo aprovados no primeiro e segundo anos (progressão automática) sem conhecimento suficiente para efetivar a alfabetização no terceiro ano, que comportam professores sobrecarregados com alunos que não sabem ler nem escrever em salas superlotadas e sem apoio adequado e efetivo em relação aos alunos com déficits sociais ou de aprendizado.
Quando questionada, a tutora sustentou sua posição em relação ao seu erro de interpretação. Isso me pareceu lamentável. Primeiro, porque para ministrar um curso de tamanha responsabilidade, é preciso estar muito seguro de como funciona o programa, pois seus ensinamentos se refletirão na sala de aula, como um "efeito dominó". Segundo, porque enquanto humanos professores tem o direito de se enganar, mas a orientação nesse caso é sempre a de se disponibilizar em pesquisar melhor o assunto para retomar posteriormente de maneira correta.
Some-se à isso os problemas sociais. As brincadeiras preferidas são as de luta: chutes, socos, "gravatas" no pescoço, bandos de crianças (de 5 a 10 anos) que se jogam em cima de uma só, são constantes na hora do recreio. O vocabulário é rico em xingamentos inclusive dentro da sala de aula e abriga termos vulgares dignos das mais chulas letras de funk. Nada contra o gênero musical, mas contra o estímulo precoce que recai sobre os pequenos que rebolam com shorts minúsculos sem o menor pudor. Como ensinar a denunciarem um abuso sexual se o sexo tem sido tratado como algo tão banal? Sem falar nas situações de discriminação e preconceito...as novas leis estão diminuindo a hostilidade contra negros e deficientes, mas novos grupos tem sido vítimas de chacota: obesos, estudiosos ("nerds"), desfavorecidos monetariamente...
Penso que a raiz desses episódios está na ausência do ensino de berço sobre o que significa o respeito ao próximo e do quanto ele é importante para a comunidade. Acredito que família pode ser constituída de várias formas...muitas pessoas se preocupam em determinar qual é o modelo de família "ideal", julgando se dois pais, ou duas mães, ou um pai sozinho, ou mãe sozinha, ou avós, tem competência para criar uma criança saudável. Na minha opinião, não importa tanto como é a constituição dessa família, e sim como está disposta a educar seu filho, e isso independe de sexo, idade ou condição social.
Com a abertura para a participação dos pais na escola, entendeu-se que estão ali para defender sua prole, estando certo ou errado. Não se preocupam em saber onde ele pode ser ajudado para se desenvolver globalmente, se ele foi desrespeitoso, debochado, preconceituoso ou desinteressado. Não querem se sentir culpados por pensarem estar falhando na educação de seus filhos e tratam logo de jogar a culpa para as costas da escola. Como podem ajudar seus filhos, se não compreendem que para ajudar é preciso mostrar-lhes onde erraram e de que forma podem corrigir seu erro?
Sofremos de analfabetismo social e educacional...o que esperar das gerações futuras?
Pelo receio da resposta resolvi tentar o ENEM. Pode parecer um projeto estranho para quem está com quase 38 anos e é concursada pelo município numa profissão sempre necessária: professora. Talvez ainda seja tempo de alçar voo em outra profissão mais valorizada. Se o profissional da educação fosse respeitado como formador da base de muitas outras profissões, certamente não seria necessária a criação de tantas bolsas que dão conta de acobertar problemas sociais como a prostituição, pobreza e delinquência, ainda que para conquistar o respeito precise estar consciente de sua responsabilidade transmitindo conteúdos com clareza e propriedade interpretativa correta.

"O que se faz agora com as crianças é o que elas irão fazer depois com a sociedade."
Karl Mannheim

****


Sufocou o grito e refugiou-se à beira do mar. No limite da exaustão e no auge da dor, temeu perder-se para sempre de si. 

Participação para o projeto 140 caracteres, do blog Escritos Lisérgicos.

70 comentários:

  1. Eu entendo totalmente essa revolta. Também sou profissional (melhor dizendo, estou me profissionalizando nela, mas como já a vivo, já me sinto dentro disso tudo) e sei como é ter que lidar com essa realidade que parece sempre se corroer nas entrelinhas. É um descaso. Desleixo. Sempre se fazendo por incômodos e interrupções da prática didática.
    parabéns ao blog






    diademegalomania.blogspot.com
    te aguardo la ^.^

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    1. Oi, Luís! A prática didática, que deveria ser o foco para alcançar qualidade no ensino (que afinal, é o objetivo do âmbito escolar, ensinar e não, educar) é mesmo entrecortada por diversas ramificações que o professor precisa suprir, e essas lacunas vão se sobrepondo conforme os anos vão passando.
      Um abraço!

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    2. A verdade é que a escola enquanto instituição está ficando sobrecarregada de encargos que nem sempre são inerentes a ela, ao mesmo tempo que ainda está tentando se adequar aos novos tempos para continuar de forma eficiente sua função de ensinar. E as lacunas são muitas.

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  2. Pois então, se os professores não conseguem interpretar , como poderão ensinar interpretação aos alunos? Tenho um filho de 10 anos que estuda numa escola particular e ainda assim tenho que pagar aulas extras de português porque se depender só das aulas na escola ele sairá dela sem conhecimento suficiente da língua portuguesa.

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    1. É a pergunta que não quer calar, Manoel. Vejo muitos colegas de profissão com dificuldades gritantes para interpretar, produzir textos e resolver problemas matemáticos. E esse problema não acontece somente na esfera municipal, como bem lembrou.
      Um abraço!

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  3. Bia,

    Entendo perfeitamente sua reflexão e mais ainda, vivo, porque tenho um filho nessa idade escolar e tenho enfrentado muitas dificuldades. Ensino pra ele o caminho correto como se comportar com os colegas, diretores e professores, mas minha luta não tem sido fácil. Bloqueei canais que considero totalmente inadequados quanto ao conteúdo que oferecem às crianças, tento responsabilizá-lo por seus atos quando não são corretos e mesmo assim tem sido muito difícil, pois o que ele não recebe em casa, acaba recebendo na escola, seja pelo comportamento inadequado dos colegas, seja pelas canções que a própria escola utiliza nos passeios e festinhas. Por exemplo, nesse momento meu filho fala demais em "nerds" que não quer ser como eles, nem se vestir como eles, etc, e aí me pergunto, onde é que ele tem ouvido esta expressão? O que sei é que não tem sido aqui em casa, bem como tantas outras saídas que ele dá em casa, que sequer sei de onde vêm. O fato é que muitas famílias fazem o seu papel com os filhos e eles acabam por ser alcançados por esse conteúdo inadequado por outros lados, e o pior, eles acabam prevalecendo na educação da criança. Penso que as escolas têm muito o que melhorar quanto ao entendimento da avaliação nas séries inicias. Sou de um tempo que éramos avaliados com nota em provas desde a primeira série, e, sinceramente, ao que me parece quando contemplo o ensino de hoje em relação àquela época, percebo que o aprendizado naquele tempo era levado mais a sério. Bom, tenho tanto pra dizer ainda, mas ficaria cansativo, então fico por aqui. Boa semana pra vc! Bj.!

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    1. Oi, Cris! Sendo a escola um espaço rico em trocas sociais, é compreensível que seu filho receba uma gama de informações advindas dos colegas de classe, e geralmente ainda não tem tanta maturidade para tomar posturas controversas, o que quando acontece, gera comportamentos excludentes da parte de outros alunos. Está aí o exemplo dos "nerds"...por não se adequarem ao padrão desleixado da maioria acabam excluídos.
      Você está correta em orientar, cobrar, responsabilizar, o problema é que a quantidade de pais que abraçam esse papel hoje em dia é mínimo. E daí o certo fica parecendo errado.
      A escola tem batalhado no sentido de coibir isso, mas os órgãos que deveriam cobrar dos pais, como Conselho Tutelar, deixam muito a desejar. Outra coisa, acho que se um aluno agride o professor ele deveria (e tem o direito) registar um BO, garanto que os índices diminuiriam bastante, mas a própria Secretaria sutilmente coíbe essa atitude. E daí, onde vamos parar?
      Quanto à avaliação, o sistema de notas é considerado ultrapassado (embora ainda seja o único instrumento que convence o aluno a estudar). Pelos novos padrões a avaliação deve ser cumulativa e diária...o problema é que para implantar novos padrões de avaliação, é preciso efetivar uma nova cultura de respeito e responsabilidade sobre pais e alunos.
      Mas não desista de cumprir seu papel de mãe como tem feito...tenho certeza que os resultados, no futuro, serão duradouros.
      Um abraço!

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  4. Olá Bia, processos muito complicados, os da educação. Se os projetos fossem pensados e estruturados com todos os intervenientes, mas por vezes são pensados para limitar meios o que dificulta tudo. Depois também é muito importante a educação em casa e pelo que observo por aqui há uma sobrecarga para a escola, diga-se professores, que neste momento também estão a ser desvalorizados, mal pagos e despedidos. Há programas de ensino que até estão a correr bem, mas vem outro governo e desfaz! Depois as matérias, os exames, um faz e desfaz que a ninguém dá proveito. Acreditemos a que num futuro próximo haja mais solidariedade e entendimento entre todos. Um beijinho. Ailime

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    1. Oi, Ailime! Essas mudanças constantes nos programas e projetos de ensino realmente atrapalham o andamento do ensino. Há 20 anos, quando me formei, estavam implantando o ciclo básico...e em relativo pouco tempo, o ensino já mudou umas duas vezes. Quer dizer, fica complicado abraçar um programa e efetivá-lo com qualidade.
      Essa sobrecarga sobre a escola me parece um dos problemas mais graves...as famílias simplesmente não assumem mais as rédeas da educação dos filhos como um todos. Aí fica complicado.
      Um abraço!

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  5. Sim, eu concordo com você. Em Espanha, os políticos estão determinados a ignorar a educação dos pobres! Um abraço.

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    1. Oi, Leovi. É impressionante como o problema da educação parece estar atingindo também outros países. Lamentável. Um abraço!

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  6. Oii Bia, amiga nem me fala na falta de educação dessas crianças, já fui professora e deixei o oficio, dei aulas em escolas publicas antes de dar aulas na faculdade, e sofri muito, cheguei entrar em depressão na época o que me fez desgostar da profissão! Espero sinceramente que um dia o cenário seja diferente e mais promissor! Adorei sua participação! Estou viajando no feriado e me ausentando do blog até meados de Junho! Bjoosss

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    1. Oi, Kellen! É isso, só quem passou pela profissão sabe o quanto é desgastante. Muitos pensam que os horários reduzidos e os feriados e finais de semana são um sonho, quando na verdade passamos o tempo todo "correndo atrás do prejuízo".
      Ótima viagem, descanse bastante. Um abraço!

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  7. Eu li tudo isso, inclusive as suas considerações sobre a má interpretação do que poderia vir pra ajudar a disfarçar o caos no sistema educacional brasileiro, visualizando toda a situação como se fosse na escola em que trabalho. O comportamento dos alunos, então... Você esteve quando por lá, vendo tudo isso?

    Mas quem sabe um dia se tome de fato medidas que signifiquem algo, né?

    Beijo, Bia.

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    1. Oi, Milene! Estou por lá todos os dias, vendo isso todos os dias, fazendo de conta que não vejo e que está tudo bem. Mas sabemos que não está.
      Não sei o que me indigna mais, se o erro que vem da base do ensino de um programa importante de alfabetização ou dos pais que tratam professores como somente cuidadores dos seus filhos.
      Um abraço!

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  8. Oi Bia
    Concordo contigo, a Educação no Brasil está abandonada, é muito difícil ser professora mesmo! E acho que o estilo funk é totalmente desnecessário!
    Ficou muito legal sua participação no desafio! Vc entrou no clima!
    Bjos.

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    1. Oi, Luciana. É mesmo difícil...compensador quando se consegue superar todas esses dificuldades e ver um aluno rendendo frutos, mas complicado. Um abraço!

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  9. Oi Bia.
    Alfabetização em nosso país é um problema sério, só ver como há tanta gente adulta que escreve errado. Vejo pessoas no mestrado escrevendo errado! Erros ortográficos e gramaticais até vai, mas francamente, há erros sofríveis e fico me questionando como esta pessoa chegou até onde chegou sem sequer saber escrever direito o próprio idioma.
    Eu sempre estudei em escolas particulares, como digo aos blogueiros, não tenho conhecimento de causa da situação das escolas públicas, mas lendo agora seu texto, percebo que não são apenas os pais (na maioria, falsos) burgueses das escola privadas que defendem os filhos a todo custo e jogam a responsabilidade da educação totalmente às instituições de ensino.
    Porque é óbvio que é muito mais cômodo fazer isso do que assumir que o erro começou dentro de casa.
    Boa sorte com o ENEM. Prepara uma boa receita (miojo não vai valer mais) visitando o blogue da Sheila. ahahhaha! #brinks
    Quanto a sua participação no projeto, sufocar o grito por vezes é a melhor opção, sempre com o cuidado de não perder-se com isto.
    Abraço e bom domingo.

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    1. Oi, Chris! Todos estamos sujeitos a cometer erros de escrita, não raras vezes me pego pesquisando sobre alguma regra ou escrita de palavra, e ainda assim sei que às vezes derrapo...mas enquanto profissional de educação, essa busca precisa ser constante por aperfeiçoamento, nosso serviço é de muita responsabilidade.
      Esses dias vi em um cartaz do reforço escolar da manhã a palavra óculos (para ensinar a letra o) escrita "óculus". Quando ensinamos na alfabetização a responsabilidade é maior ainda, porque as crianças estão muito receptivas nessa fase e ensinar errado pode fazê-la carregar o erro por toda a vida.
      Avisei então uma colega da tarde para avisar a pessoa que escreveu o cartaz (não trabalho lá de manhã)...e dias depois o cartaz continuava do mesmo jeito. Nem a própria classe se ajuda.
      Eu e minha filha fizemos o ensino fundamental em escola particular e o ensino médio em escola pública, e posso afirmar que ambos sofrem de males parecidos. Nos dois casos há problemas de aprendizado mal resolvido e pais que só fazem defender os filhos sem critérios. Infelizmente.
      Não acho que assumir o erro que há dentro de casa seja vergonhoso, ao contrário, é sinal de caráter e a chance de fazer o filho mudar de caminho a tempo. E costumo preparar boas receitas, hahaha, o blog da Sheila é uma inspiração!
      Um abraço!

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  10. A educação no Brasil está precisando ser valorizada...

    blogdabiane.com.br

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    1. Com certeza, Biane, valorizada e revista. Um abraço!

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  11. Olá Bia! Tema propicio e que merece reflexão por toda sociedade brasileira. Na verdade, ainda falta muito para que os profissionais da educação sejam valorizados de fato.
    Os projetos que surgem, muitos deles são bons e poderiam dar certo, mas na verdade, se cobra muito do professor e pouco valorizam.
    Vou apenas citar um exemplo: Se pelo menos as leis fossem cumpridas na íntegra no Brasil, o piso salarial que é o mínimo seria pago e ainda tem professores no Brasil recebendo oitocentos reais por 150 horas aula, como é o caso de um município próximo ao meu, os professores estão em grave, reivindicando seus direitos, porque o aumento foi de três reais. Isto é uma vergonha.
    Desculpe, é que me lembrei deste fato.
    Querida, que seus caminhos permaneçam
    sempre iluminados para que você
    possa continuar a iluminar também
    aqueles que têm a oportunidade de
    trilhar com você um trecho desta
    longa jornada!
    Um Domingo abençoado e um início de semana na paz de Deus.
    Abraços, Lourdes Duarte.

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    1. Oi, Lourdes. O professor acaba sobrecarregado porque precisa trabalhar vários padrões para ter um padrão de vida no mínimo confortável. Há ainda os casos de cidades onde greves são coibidas...No PNAIC há a avaliação do tutor após o encontro no site do Governo Federal, mas há também o medo da retaliação, o medo de avaliar a apropriação do conteúdo como regular e depois receber uma nota baixa em troca. Ou seja, além da falência do ensino, nos sentimos de mãos atadas.
      Obrigada por suas lindas palavras de força e sabedoria. Um abraço!

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  12. Oi Bia!
    Cada um tem a sua opinião sobre a decadência da Educação Brasileira.Já foi melhor com escolas preparativas para os professores, haja vista, que a maioria dos que estão formando hoje, são um bando de analfabetos, daí veio a decadência.
    Tentaram estimular com cursos e mais cursos que não adiantam nada, pois se professor não teve boa base anterior não irá conseguir nem dominar a disciplina. Por quê? Pergunto a você... falta de competência do professor, ele da aulas com o diário na mão quando está ensinando matemática. O que é isso? Brincadeira? O professor tem que ter um excelente domínio do que vai passar para seus alunos.
    Mas, geralmente os professores casam mal e precisam trabalhar até em três períodos para sustentar seus lares.Ganha pouco? Ganha...mas, tem outras profissões.
    Eu trabalhei 34 anos como professora do Ensino Fundamental e lhe digo uma coisa, adorava o que fazia e na minha classe tinha disciplina, trabalhava um só período e eu e meu marido dividíamos as despesas.
    Agora em se tratando de Educação na sua íntegra,o que a estragou foi a Progressão Continuada, sempre fui contra e também sou contra a inclusão, pois sobrecarregará o professor que tem a sala cheia de alunos e não tem ninguém que o ajude com essas crianças especias. Professora hoje em dia precisa ser mulher maravilha.
    Quando eu estava no antigo primário, um professor ganhava o equivalente a um salário de um juiz de direito para meio período de aula e agora? O que ganha fica parte para as conduções, pois moradia de professor pobre é na favela ou casas populares e comprar aquelas roupas horrorosas em liquidação e ficar puxando o saco do diretor(a) e dos pais dos alunos( Isso eu nunca fiz). Eles me respeitavam, o que tinha que falar ia direto a pessoa, e nunca puxei o saco de ninguém.
    A maioria dos professores tem medo de reivindicar os seus direitos eu nunca tive e me dei bem.
    É o que sempre pensei...Se tivesse filha não deixaria ser professora.
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Oi, Dorli. A realidade é que a escola técnica para o magistério não ensina o suficiente para formar professores com qualidade, e isso desde que me formei. É um ofício que se aprende muito mais na prática, então vai do comprometimento do professor em pesquisar e usar métodos diferentes para alcançar seu objetivo, e sua capacidade de interpretar os conteúdos e repassá-los.
      Admito que gosto de fazer cursos quando são bons e acrescentam recursos para o dia a dia. Mas estes são raríssimos de acontecer.
      Trabalhar um padrão alivia um pouco a carga do stress, há mais tempo para procurar material para os alunos...mas quem sobrevive sozinho ganhando somente um padrão? Eu também nunca tive problemas graves de indisciplina na sala de aula ou com pais, mas confesso que a cada dia me parece mais difícil conseguir essa façanha, porque tem se dado muita abertura para que os pais reclamem de absolutamente tudo. E assim impedem seus filhos de crescerem como seres humanos.
      A progressão continuada só pode ocorrer quando o aluno apresenta um mínimo de conhecimento para encarar o próximo ano, o que não acontece. Já reprovei alunos que não tinham condições de passar, mas sob uma pressão incrível.
      Ganhamos respeito por não sucumbir ao sistema, mas a um preço bem desgastante.
      E o salário? Uma vergonha!
      Obrigada por sua partilha...também digo para minha filha não seguir a profissão.
      Um abraço!

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  13. Bia,
    todo este lamentável cenário se arrasta há décadas e por mais bem intencionadas que sejam as metodologias aplicadas, elas dependem de vários fatores para atingirem o sucesso esperado, conforme vc muito bem elucidou; se já começam com uma interpretação equivocada por parte de equipe coordenativa, com certeza, vão causar desconforto no professorado que se dispuser a seguir a lógica pertinente aos passos propostos e lá adiante estarão novos 3ºs anos descompassados alucinando os professores de suas mediações.Aí começa o jogo do empurra, porque sempre tem de haver um culpado pro fracasso já que o sucesso terá endereço certo:a secretaria de Educação.

    Alfabetização é instância primeira da vida de todo ser humano, pois, inicia-se( ou deveria)no seio da família que orienta os valores e princípios na formação de cada indivíduo...bonito isso, né(?), mas tão distante da realidade dos últimos 40 anos. A visão distorcida das famílias de qualquer escala social prepondera sobre as mais básicas regras de civilidade, convivência e respeito, sendo que muitas delas nem sequer compreendem o que cada uma significa.Vi e vivi os dois espaços educacionais e com pequenas diferenças assisti a descalabros dos pais em ambos.

    Um país que relegou a educação ao patamar que hoje se encontra e continua correndo atrás de índices não demonstra estar preocupado com as futuras gerações.Escrevi sobre isto num post: Escola para Pais.
    Enfim, paro por aqui, senão a caixinha dos coments vai fechar, rsrsss...

    Uma imagem__ a pausa no desespero é o ar que precisa retornar ao corpo e a alma para que estes, não se percam.
    Bem forte a tua interpretação.
    Boa semana aí.
    Bjos,
    Calu

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    1. É, Calu, tem razão: O fracasso é dos professores, a conquista da Secretaria. Resumiu perfeitamente a situação de empurra empurra tão comum em nosso meio, e não raras vezes, em assuntos que dizem respeito ao Estado.
      Você me abriu os olhos para o motivo pela qual as crianças não sabem o que é respeito. Certamente os pais não sabem o que é isso, e pior, nem estão interessados em desenvolver tal sentimento.
      Li seu post na época e achei muito interessante...seria o cúmulo mas talvez necessário: abrir uma Escola para que os Pais compreendam sua importância junto aos filhos e que ser bom pai não é sinônimo de permissividade.
      Linda sua frase sobre a imagem...é tão importante que não nos percamos de nós mesmos...
      Um abraço!

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  14. Boa noite! Em primeiro lugar, compreendo e me solidarizo com sua revolta. Também sou professora, e vejo a falta de uma boa interpretação de texto e de humildade para reconhecer os erros em muitos colegas de profissão. Se nem estas pessoas conseguem interpretar o que leem e passar conhecimento de forma correta, como poderão exigir dos outros?
    Vejo no dia-a-dia, apesar de morar e trabalhar em uma cidade pequena, a corrupção de nossas crianças, e fico imaginando que futuro poderemos esperar de uma geração que cresce voluntariosa em um mundo que está me parecendo cada dia mais libertino.

    Sobre a participação no projeto: Quantas vezes precisamos sufocar os gritos que gostaríamos de dar, sofrer em silêncio e torcer para não enlouquecermos, em situações estressantes? Gostei muito de sua participação!

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    1. Oi, Mari!
      Fiz recentemente um concurso para o Estado de nível muito difícil, que ocorrerá em várias etapas, mas acho que está correto, tem que ser assim. Concursos para profissionais da educação precisam ser seletivos, pois só com um corpo docente de qualidade haverá uma esperança de recuperar a qualidade na educação, apesar de que esse é somente um ponto em meio à essa grande teia que envolve gestores, família, comunidade...
      Apesar da dor, compreendi que em em alguns casos é melhor sufocar o grito e trabalhar a dor dentro de si do que espalhá-la aos quatro ventos.
      Um abraço!

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  15. Bia!

    As escolas técnicas de hoje podem não dar respaldo, mas eu estudei na segunda melhor escola da América do Sul. Na verdade ia assistir as aulas. Nunca quis fazer faculdade, mas o que hoje se aprende nelas, se você não se esforçar em fazer outros cursos, de nada vai adiantar. Eu, sem faculdade já fiz monografia, pois se não fizesse, minha sobrinha iria repetir. A ignorância é total nos jovens e na maioria dos adultos de hoje.
    Compram livros para enfeitar a estante, não usam a nova ortografia e eu vejo cada erro na internet que fico pasma.
    Uma vez li num blog, nem lembro de quem foi: Quem quiser abrir um blog precisa pelo ao menos saber escrever...E que Língua difícil a nossa!!
    Beijos
    Lua Singular

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  16. Oi Bia
    Ia me esquecendo!
    Meus pais eram analfabetos e eu nunca fui reprovada em nenhum concurso. Já morei numa metrópole por 15 anos...
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Oi, Dorli! Percebo por seus depoimentos o quanto é conhecedora do assunto e de como tem a percepção correta sobre as urgências de hoje no campo educacional.
      Ano passado, fazendo o complemento para Pedagogia e tirar licenciatura plena, mesmo à distância,o estudo era muito exigido, um curso de alto nível profissional, fizemos quatro TCCs, todas as matérias tinham vídeos, trabalhos, provas. O problema é que a maioria dos estudantes (todos professores) mandavam e pagavam para fazer os trabalhos e os TCCs. Conclusão, aprenderam o que com o curso?
      Sobre a origem dos seus pais, só vem a me fazer ter certeza de que pouco importa a origem ou classe social, boa educação não se compra com dinheiro.
      Um abraço!

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  17. Bia, sua participação no 140 caracteres é de encher os olhos.
    A questão educacional engloba uma participação dos pais, delegar somente a escola no processo educacional de uma criança é não assumir as suas responsabilidades. Sempre acompanhamos a educação dos nossos filhos, eu e minha esposa estamos sempre presente nas reuniões e mantemos contato via fone e agenda escolar. Graças a Deus, até hoje, não tivemos problemas.
    Minha esposa está bem. Operou e a biopsia deu negativo para o câncer. Obg pela preocupação. Bjos e uma boa semana.

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    1. Oi, Eder! Pelo que observo, estatisticamente, nove entre dez alunos acompanhados pelos pais não dão problema ou se dão, são problemas superficiais e passíveis de rápida resolução.
      Acho linda sua relação familiar e transparece a cumplicidade e união de vocês, tenho certeza que os filhos são um reflexo disso.
      Como já disse, fico realmente feliz em saber que sua esposa está se recuperando bem. :)
      Um abraço!

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  18. Bia,

    Não sou profissional da área de educação, mas estou muito preocupada com os rumos que as coisas estão tomando nesse aspecto no Brasil. Tenho netos e sobrinhas em idade escolar.
    Uma pena que a coisa tenha chegado a esse ponto.
    Lamentável também esse erro de interpretação.
    A pergunta que não se cala. Qual será o futuro de nossas crianças?
    Uma linda semana! Beijos

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    1. Oi, Lucinha! O que me preocupa não é tanto como as coisas chegaram à esse ponto, visto que o que está feito, está feito, mas o fato de não ver perspectivas de melhoras. E olha que sou uma pessoa que em geral adota uma postura otimista...
      Espero sinceramente que sejamos surpreendidas positivamente no futuro.
      Um abraço!

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  19. Oi Bia, não conhecia esse programa. Achei interessante, mas realmente, se implantado de forma errônea não irá funcionar. Não entendo pq as coisas não funcionam no ramo da educação, pois sempre vejo os professores e seus sindicatos lutando e pressionando o governo por situações melhores. Acho q uma grande parte da população conhece e entende seus problemas, inclusive apóia a luta da classe dos professores, mas sinto que alguém sabota essa luta. Não importa quantas leis existam para proteger mulheres, crianças, idosos, homossexuais, negros, sempre nascerá um novo grupo "minoritário" que exigirá uma lei para "protegê-los", sendo que parecem não perceber que o respeito é universal e não decorre de uma lei.
    Bjos!
    http://amonailart.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Val! Sabe que sua dúvida tem sido a mesma que a minha. Vejo por todos os lados professores indignados e mais do que isso, que tem exposto sua indignação aos quatro ventos, mas quando questionam o pessoal da secretaria, houvem como resposta: "o professor precisa trabalhar de forma diferenciada, o professor precisa compreender as deficiências do aluno, o professor precisa suprir suas necessidades"...a sabotagem ao meu ver vem dos órgãos que deveriam dar apoio e cobrar da família suas responsabilidades mas não o fazem.
      Seu comentário sobre as inúmeras leis que surgem a cada dia me fez lembrar sua monografia e porque achei-a tão interessante: não importa o número de leis a serem criadas, importa que o respeito com as diferenças deveria condição natural da humanidade.
      Um abraço!

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  20. Olá Bia, a situação é revoltante mesmo, trabalho com crianças com problemas de comportamento exclusivamente por culpa de pais relapsos, ausentes ou superprotetores demais, é muito difícil vê-las nessa situação e não poder ajudar muito pois o problema está em casa, a instituição família está precária e precisa de maior atenção, acorda Brasil, antes que seja tarde. Bjos
    Um abraço carinhoso

    Paty Alves
    Ágape Amor Verdadeiro
    Patyiva
    Vou Conseguir

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    1. Oi, Paty! Seu comentário me fez lembrar uma aluna que há três anos tinha problemas na sala, era repetente, não copiava a matéria nem queria entrar mais na sala...até que um comentário meu com a diretora sobre seu caso a fez lembrar que ela tinha um problema sério de vista, e a família relapsa não corria atrás do óculos.
      Finalmente chamaram a família para sua responsabilidade, e hoje a menina faz tudo e certamente irá passar de ano.
      Quantas crianças sofrem por não terem o mínimo cuidado com suas condições emocionais, sociais e físicas,não?
      Um abraço!

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  21. Olá, querida Bia
    A INTEGRAÇÃO acontece quando nos enfrentamos com fé...
    Bjm de paz e bem

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    1. Oi, Rosélia. Que venha a integração. Um abraço!

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  22. Eu lamento tanto quando leio relatos assim.....a educação está abandonada faz tempo, os professores que ainda prezam pela qualidade de ensinar são os que mais sofrem.Como disse a frase

    "O que se faz agora com as crianças é o que elas irão fazer depois com a sociedade."

    Isso é o que me da medo, este governo que esta no poder aqui em SP há mais de 25 anos acabou com o ensino, saúde e segurança.

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    1. Oi, Patrícia. Uma pena que a educação não esteja precário somente em SP, mas no Brasil, como um todo. Índices do IDEB podem até mostrar uma certa elevação na nota, mas não há nota para avaliar o descaso social e a falta de educação dos alunos.
      Um abraço!

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  23. Olá Bia
    O que dizer da escola de minha filha que nem diretor tem, é realmente um absurdo, pois vejo seu sofrimento em procurar outros recursos para complementar seu estudo, pois depender do estudo daqui não conseguira uma boa faculdade. Vemos tantos absurdos professores simplesmente levando o ensino empurrando com a barriga e aprovando alunos despreparados para não se incomodar no próximo ano, porque também as crianças e adolescentes são mal educados. Os professores já não tem mais aquela garra e não mais o conhecimento, não sei se estão desmotivados pela secretaria da educação que não os auxilia ou com as crianças que não tem mais jeito. O estado do Pará é o que mais paga mal os educadores. Já aconteceu deles ficarem mais de três messes em grave, mas não ajudou muita coisa,o que na verdade prejudicou foi a situação dos alunos, não é facil ser professor neste pais, isso é certo.
    Quanto a diretora anterior, uma excelente diretora por sinal, eles a mandaram embora por ser de outro partido, é infelizmente vivemos em função de cor, numero e siglas. Nossa espero não ter escrito bobagens.

    Amei sua participação, uma imagem que demonstra uma tristeza bem intima.
    Uma linda semana. Beijos.

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    1. Oi, Verinha! Com certeza não falou bobagem, seu ponto de vista como mãe é muito relevante e seria bom se houvessem mais mães em realmente qualificar seus filhos em vez de abrir mão de suas responsabilidades.
      Penso que o problema deve ser o que chamo de bola de neve, um se desanima com a atitude do outro, que fica impune, e assim começa a largar mão de ensinar com qualidade, por aí vai.
      Greves geralmente prejudicam mesmo os alunos, minha filha ano passado foi prejudicada por uma greve, bem em ano de vestibular, uma pena. Pior ainda o que aconteceu com a diretora de qualidade que foi trocada por uma questão política: está aí o tipo de injustiça que me desanima.
      Um abraço!

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  24. Oi Bia...acredita que eu sempre acompanho o seu blog de culinária, mas nunca havia parado pra ler esse aqui..
    E cheguei já lendo sobre um assunto, que muito nos preocupa.. a educação no Brasil..
    Como é triste olharmos e vermos o caminho que a educação em nosso país está levando, professores sendo desvalorizados a cada dia, alunos e pais que não respeitam os professores.
    Professores sobrecarregados, desestimulados, amedrontados, doentes..
    Digo isso porque conheço professores que estão afastados por estresse, depressão.. enfim, profissionais mal amparados.
    E o que mais me deixa triste é saber que não se valoriza o profissional, na minha opinião, mais importante que existe, pois sem eles nenhuma outra profissão seria possível.

    Já vi tantos professores maravilhosos, criativos, que realmente amam o que fazem, desistindo do que realmente gostam de fazer, por falta de valorização e apoio..
    As escolas públicas estão um caus..
    Os professores tem medo dos alunos, que país é esse amiga?
    E o pior, é que os pais que deveriam ensinar os filhos a terem respeito, são os primeiros a agredir com palavras, defendendo os filhos mesmo quando estão errados.
    Uma lástima..
    Eu sou daquele tempo em que professor era visto com respeito, com carinho.. tínhamos respeito por eles, o que diziam era lei.
    Sou do tempo em que se decorava tabuadas e ficava nervosa quando era chamada na frente da sala para que a professora tomasse a tabuada de 6 ou de 8 que me fazia suar..
    Sou do tempo das provas orais.. que nos deixava de cabelo em pé..
    Do tempo em que ficar em três matérias no final do ano era reprovar direto..
    Sou do tempo em que estudar era algo que fazíamos com amor.. e sabíamos que tínhamos que nos dedicar ao máximo..
    Do tempo dos cadernos de caligrafia.. das cartilhas e das aulas de PIL, onde se aprendia até a pregar botões..
    Do tempo que valia a pena ir pra escola.. e aprender de verdade..
    É uma pena olhar hoje e notar o que aconteceu..
    E mais triste ainda é pensar que não estão fazendo nada para mudar essa realidade..
    Triste olhar e notar o que está sendo desenhado para as gerações futuras..

    Aff!! Escrevi demais.. srsr

    Um beijo minha linda.. e uma noite super especial viu?

    PS: Bia te enviei um email, não sei se você chegou a ver..
    E obrigada pelo carinho seu e do Christian viu? srsr

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    1. Sheila, nem preciso acrescentar mais nada...a realidade é que também sou do tempo em que respeitar o professor era uma condição e que morríamos de medo de aprontar e parar na diretoria. Hoje parece que tem aluno que sente prazer nisso.
      Não recebi seu e-mail, se quiser reenviar, o endereço está na lateral direita.
      Um abraço, obrigada por compartilhar seus pontos de vista.

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  25. Que coisa vergonhosa, Bia. E esse seu esclarecedor texto apenas retrata o descaso com a educação em todo o país. Mas dá pra imaginar o seu desgosto com tudo isso. Não "pareceu" lamentável,não, FOI lamentável. Infelizmente não vejo luz no fim do túnel... Beijos e parabéns pela sua conduta e pela sua força de vontade. bjs

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    1. Oi, Sérgio! Pois é...hoje, alguns dias depois, já estou mais conformada, e fico pensando se não é esse o problema...a gente vai se conformando, e o errado continua acontecendo.
      Obrigada pelo carinho, um abraço!

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  26. Olá Bia,

    Entendo sua indignação e frustração com a carreira, tão necessária à formação das crianças, futuros cidadãos, a quem competirá a tarefa de dirigir o país e formar famílias com suporte moral e conhecimentos indispensáveis para uma vida próspera e sadia em sociedade.
    Já fui professora e conheci de perto as delícias e as dores da profissão; por isso mesmo parti para outra área de atuação. O tempo passa e não vejo melhoria na situação do ensino no país e nem valorização adequada da categoria, que em alguns países é tratada com relevância e respeito.
    O professor nunca poderá substituir ou suprir um ensino que deve proceder do berço. Valores morais, como o respeito, aprende-se em casa, com pais enérgicos e limitadores. A cada dia vê-se o aumento da violência nas escolas e pais que, ao invés de procurar corrigir os filhos, voltam-se contra os professores, responsabilizando-os por uma tarefa que não lhes pertencem.

    Não basta amar uma profissão, é preciso haver recursos para que se possa desenvolvê-la a contento.

    O assunto foi muito bem abordado e seu posicionamento é perfeito.

    Parabéns por mais esta linda e inteligente participação no 140 caracteres.

    Beijo.

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    1. Oi, Vera! É interessante como vejo pessoas distanciando-se dessa profissão que no fundo é muito bonita, e fundamental.
      Tem-se deixado muito claro que o papel da escola é transmitir conhecimento (histórico, cultural, social) e não educar, que é papel da família. Óbvio que sendo a escola um espaço rico em trocas, aproveitamos as situações, vivências e depoimentos para ensinar valores. Mas a responsabilidade sobre essas atitudes tem que ser da família.
      Seu comentário fomentou ainda mais meu desejo de partir para outras atividades. Gosto das crianças, de como veem a vida e muitas vezes se dão sem pedir nada em troca. Mas está ficando muito difícil desempenhar bem o papel com tantos entraves que nos reduzem a tão pouco.
      Um abraço!

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  27. A educação hj está cada vez pior
    os professores que digam né amiga, mas
    já é complicado edicar pessoas hj em dia, não ouve
    mas vamos torcer por uma melhora na educação do Pais
    Abraços com carinho
    Rita!!!

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    1. Oi, Rita! Mais do que otimismo, precisamos de pessoas comprometidas e isso envolve vários setores ligados à educação. Espero que esse campo seja revisto com urgência.
      Um abraço!

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  28. Olá!Boa tarde
    Bia
    Se nos contentamos em olhar porque há tantos problemas rondando a educação, não parece ser possível encontrar uma saída para tudo. A escola é um espaço privilegiado, onde se trabalha com o saber, onde se articulam determinados discursos,as palavras circulam, os saberes individuais e a realidade vivenciada por educandos e educadores se encontram, enfim, é um espaço favorável à descoberta, à construção do novo, com a finalidade de garantir ao educando uma situação de vida melhor no futuro.Mas ela faz parte do imenso corpo social e, assim, acaba sendo afetada, também, pelo poder que permeia toda a sociedade. Acompanha-se o desenvolvimento de uma sociedade em que as transformações ocorrem constantemente, cujo ritmo é altamente acelerado, que suscita a adaptação de toda a equipe escolar, com o uso de metodologias didáticas que acompanhem o advento das novas tecnologias, com as quais crianças e adolescentes se encontram cada vez mais familiarizados. E mesmo em uma sociedade marcada pela instantaneidade, desapego e descarte, o educador deve
    buscar e reforçar valores humanos e morais que se perderam com o tempo. Sabe-se que trabalhar nesta perspectiva no contexto atual é um desafio imenso. No entanto, acredita-se ser o legado mais importante que a família e a Escola podem deixar para esta geração que, muitas vezes, sente-se ameaçada e sem saber a quem recorrer. E , digo mais, muitos pais precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo...
    Boa sorte no Enem e bela interpretação da imagem!
    Hoje só vim para agradecer
    Receba em seu coração todo o meu carinho!
    Obrigado
    Beijos

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    1. Oi, Felis! Estou feliz por vê-lo de volta.
      Concordo contigo, a velocidade com que as informações se transformam talvez colaborem para deixar os profissionais perdidos sobre como agir, o que fazer. Os erros de interpretação nem tem tempo para serem corrigidos porque rapidamente as metodologias são substituídas por outras. As informações são repassadas de forma incorreta e junto à isso, o descaso que é realidade por todos os lados.
      É importante ressaltar que há muitos profissionais comprometidos e dispostos a fazer a diferença...mas sem o poio da família fica muito difícil.
      Os pais chegam e perguntam "por que você chamou a atenção do meu filho" em vez de perguntar "no que meu filho está errando para que eu posso ajudá-lo". Uma simples mudança de foco faria o que todo o educador comprometido gostaria: ajudaria efetivamente a criança a se desenvolver positivamente.
      Um abraço, se cuide.

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  29. Belíssima crítica ao sistema educacional do Brasil. A situação está muito crítica. Eu não sou professora, mas tenho conhecidos na área. Todos, sem exceção, reclamam sobre a violência generalizada nas escolas (o famoso bullying) e a falta de preparo de alguns profissionais da área. Não somente nas escolas públicas. Fiquei sabendo de histórias alarmantes em colégio privado. Sinceramente, eu tenho uma visão bem pessimista sobre o futuro. Afinal, são essas crianças de hoje que vão governar o país futuramente. Espero estar errada. Beijos.

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    1. Oi, Aline!
      Há alguns anos atrás havia até um certo preconceito em relação à escola pública, que sempre parecia perder qualidade para a particular. Tenho minhas dúvidas, em alguns casos há o protecionismo dos filhos para que os pais conservem o aluno como pagante, enfim...
      O que me preocupa é que, se havia essa diferença, em vez da escola pública evoluir, foi a particular que regrediu. E hoje a qualidade está deixando a desejar, recebemos na esfera pública várias crianças vindas de escola particular num nível abaixo e é preciso recuperá-las.
      Hoje ambas carecem de qualidade.
      E volta antão a famosa pergunta: onde está acontecendo o erro?
      Um abraço!

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  30. Oi Bia!
    Essa é uma questão realmente complicada. Pela que você falou sobre a situação da tutora, fico aqui imaginando se não seria necessário investir primeiro (e de fato) na capacitação verdadeira desses profissionais antes de implementar o programa, afinal de contas a ideia é boa, mas não pode funcionar se os tutores não souberem como fazer!
    A situação do ensino no nosso país chega a me dar arrepios, tenho professoras da rede pública na família, já dei aulas para o Ensino Médio e hoje em dia como professora universitária da rede federal de ensino vejo o quão despreparados alguns alunos chegam ao ensino superior. Não adianta ficar tentando tapar o sol com a peneira, lançando mão de recursos que facilitem a aprovação de alunos nas séries de base ou o ingresso dos mesmos no ensino superior, em algum momento esses efeitos serão sentido pelos próprios alunos e pela sociedade em função dos profissionais que eles serão.
    Como professora me sinto mal com tudo isso, chega a ser exaustivo!

    Um beijo grande!

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    1. Oi, Maria! O negócio é que os tutores já foram capacitados...sei como funciona o programa porque a diretora da nossa escola explicou direitinho no começo do ano, até para cobrar resultados em sala de aula. Agora vou aguardar o próximo encontro, quem sabe ela revê seu posicionamento errôneo.
      Acredito que a alfabetização é a base firme de todo o resto Um aluno que conclua com qualidade o 1º ano tem tudo para se desenvolver bem nas séries subsequentes. concordo que protelar o problema só se torna mais exaustivo para professores e alunos.
      Tomara que isso mude, não é mesmo?
      Um abraço!

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  31. Já lecionei, Bia, mas tenho a impressão de que o fazia em outro mundo, quando vejo o que acontece hoje. Deixei porque não compensava, financeiramente. E o que disse a propósito de horário é muito sério. Eu levava cadernos de alunos para casa, a fim de colocar tudo em ordem, destacar importâncias e falhas, conhecê-los melhor. E preparava as aulas com vistas a um ensinamento que fosse frutífero. E os pais agiam de forma diferente, também. Queriam, em sua simplicidade (as escolas onde lecionei eram distantes e em bairros pobres), que seus filhos "se tornassem alguém", como diziam. Hoje, criam projetos e os implantam, sem as avaliações devidas. E quando surgem os problemas, não atentaram para eles ou se equivocaram . A família também tem enorme responsabilidade e a tem transferido, quase que totalmente, para a escola. Se a educação não evoluir, todos esses incidentes bárbaros que presenciamos na sociedade não terão fim. Bjs.

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    1. Oi, Marilene! É constante professores levarem serviço para casa, cadernos, provas, atividades. Finais e semana constantemente são pontuados por pesquisa e elaboração de atividades, enquanto muitas pessoas pensam que o professor trabalha muito pouco.
      Já ouvi vários depoimentos contando como é melhor trabalhar em escolas mais simples, como as rurais, mesmo quando são multisseriadas. Os alunos são mais simples, porém mais interessados, organizados, amorosos...os pais se preocupam em acompanhar as atividades dos filhos e cobram respeito. Já pensei mesmo em lecionar em uma dessas escolas.
      Tem razão...grande parte das atrocidades de hoje certamente tem origem em crianças e adolescentes que não compreendem o que é limite.
      Tenho certeza que você foi uma professora espetacular.
      Um abraço!

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  32. É uma vergonha o que estão fazendo com os professores, mas um povo que não tem aprendizado e entendimento não exige não é mesmo, acho que é caso pensado e o brasileiro já não é de exigir e reclamar, são poucas vozes na multidão.

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    Respostas
    1. É verdade, Waldir...o povo até reclama sim, mas não sabe quais são seus direitos a fundo, brigam pelo que acham que é certo ou pelo que lhes favorece. Muitos esquecem que além de direitos, todos temos deveres.
      Deixar a população bitolada é uma das manobras manipuladores dos governantes.
      Um abraço!

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  33. A educação brasileira se desvalorizou muito, Bia, entendo seu ponto de vista, sucesso com a prova do ENEM! Abraços e lindo feriado.

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    1. Oi, Barbie! Obrigada pelo carinho, um abraço!

      Excluir
  34. .


    Adoro quando você vai e comenta.
    Adoro, mesmo.

    Um beijo.

    silvioafonso





    .

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