sábado, 6 de julho de 2013

Tempos vivos

Imagem by freepik

"A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido embora eu esteja instalada na velhice. O tempo é irrealizável. Provisoriamente, o tempo parou pra mim. Provisoriamente. Mas eu não ignoro as ameaças que o futuro encerra, como também não ignoro que é o meu passado que define a minha abertura para o futuro. O meu passado é a referência que me projeta e que eu devo ultrapassar. Portanto, ao meu passado eu devo o meu saber e a minha ignorância, as minhas necessidades, as minhas relações, a minha cultura e o meu corpo. Que espaço o meu passado deixa pra minha liberdade hoje? Não sou escrava dele. O que eu sempre quis foi comunicar da maneira mais direta o sabor da minha vida, unicamente o sabor da minha vida. Acho que eu consegui fazê-lo; vivi num mundo de homens guardando em mim o melhor da minha feminilidade. Não desejei nem desejo nada mais do que viver sem tempos mortos". - Simone de Beauvoir

Esses dias falei pra minha mãe que talvez seja muito difícil me compreenderem (mas quem consegue conhece uma mulher inteira, sem jogos ou máscaras). Tenho ânsia de viver, de abraçar tudo o que a vida oferece e é como se sempre estivesse faltando tempo para sorver da vida até a última gota.
Mas a cada dia que passa mais me sinto realizada e buscando direcionar essa energia para o bem. Adorei esse texto porque ele ilustra muito bem como eu espero que seja meu discurso aos 80 anos. Viver feliz, para mim, é viver sem tempos mortos.
E tempos vivos também se traduzem em belas iniciativas...

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Projeto More love letter
Imagem by Freepik

Conheci o projeto "Mais cartas de amor" através de uma reportagem de revista. Iniciativa de uma estudante universitária que venceu a depressão escrevendo cartas para desconhecidos, há duas maneiras de participar.
Escreva cartas ou cartões com mensagens de carinho e distribua aleatoriamente, aos moldes dos projetos Pinga amor por aí e Corações ao vento, já divulguei aqui. Ou escreva para pessoas indicadas pelo projeto. Amigos e familiares escrevem contando porquê essa pessoa precisa de palavras amigas e o site disponibiliza as histórias e os endereços para correspondência. As cartas são lidas por voluntários e não devem  conter dados pessoais, pois o objetivo não é receber resposta, e sim enviar carinho a quem precisa. Se o conteúdo estiver ok, as cartas são todas entregues de uma só vez para a pessoa, o que no projeto chama-se "Chuva de amor".
Como o projeto é americano, escrevo as cartas e traduzo no Google tradutor, depois peço para alguém que entende de inglês revisar. Passo para o papel e coloco dentro de dois envelopes: um sem dados pessoais e outro, com o endereço do projeto e o meu. O custo para envio é bem baixo.
Quem se interessou e quiser saber mais, pode clicar aqui (página inicial),  aqui (pedidos de cartas) e aqui (cartas encontradas).

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Iniciativa da generosa e querida Sheila, do blog Cozinha de mulher, esse livro surgiu de uma blogagem coletiva com o objetivo de reunir receitas típicas de regiões que iniciavam com a letra da semana. Traz um cardápio bem variado e peculiar. Participei de algumas semanas desse projeto e posso afirmar que é um belo exercício culinário desenvolver pratos diferentes do que estamos acostumados no dia a dia. Quem quiser adquiri-lo (inclusive em versão e-book, custo módico) basta clicar aqui.

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Imagem by Bia

Esse livrou já chegou por aqui há semanas...mais um projeto do Chris, do blog Escritos Lisérgicos, o livro reúne textos acerca do tema "Dois anos de blogosfera" e abriga diversos gêneros e autores. É interessante perceber como os pontos de vista são diferentes sobre um mesmo assunto, o que suscita diversas interpretações e amplia a visão do leitor. O livro está à venda aqui, na versão impressa. 

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14ª edição

Remédios aliviam sintomas físicos mas não substituem lacunas da vida e da alma. Lacunas preenchidas, medicamentos reduzidos.

Participação para o projeto Uma imagem, 140 caracteres, iniciativa do blog Escritos Lisérgicos.


74 comentários:

  1. Olá, bom dia.
    Muito interessante a sua postagem.O relógio da velhice só avança, para aqueles, que ficam parado no tempo, e isso independe da idade. Não conhecia este espaço, adorei vir aqui, e por isso estou lhe deixando um...
    CONVITE
    Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
    Eu também tenho um, só que muito simples.
    Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas, independente da classe Social, do Credo Religioso, da Opção Sexual, ou, da Etnia.
    Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
    Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
    E, eu, já estou Seguindo o seu blog.
    Força, Paz, Amizade e Alegria
    Para você, um abraço do Brasil.
    www.josemariacosta.com

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    1. Olá, José, seja bem vindo. O que escreveu parece contraditório mas é de um significado consistente. Ficar parado no tempo adianta a velhice, e não atrasa, ao passo de que ir de encontro à vida pode até rejuvenescer.
      Estarei visitando seu espaço.
      Um abraço!

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  2. Bia querida o texto é para refletir bem ainda
    mais quando se está velhinha como eu rsrs
    digo assim pq já passei de meio século, mas me sinto ainda
    muito bem, sobre os livros eu só tenho que parabenizar
    pela força e garra de cada um isso é fruto de um bom trabalho
    Abraços com carinho
    Bjuss
    Rita!!!!

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    1. Rita, os conceitos sobre velhice e idade mudaram bastante, as expectativas também. É maravilhoso que você esteja bem e cheia de energia para realizar muitas coisas.
      Acho muito legais essas iniciativas dos livros, O Clube dos autores, a editora dos livre, é ótima para quem deseja colocar um projeto desses em prática.
      Um abraço!

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  3. "Viver feliz para mim, é viver sem tempos mortos" Poxa Bia, sensacional o texto que trouxe mas essa frase arrasou, adorei, tomara que vc diga mesmo tudo isso aos 80 anos, bom ter me lembrado do livro da Sheila, preciso comprar e divulgar tbém! Bjinhoss e ótimo sabado!

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    1. Oi, Kellen! Eu adorei esse texto, ouvi uma vez e não mais esqueci. Há durante a vida períodos de introspecção, de calmaria, aqueles em que é preciso refletir, contemplar...mas há tempos mortos, aqueles em que temos a sensação de que algo está errado e traz o sentimento de estagnação. A estagnação tem um impacto bem negativo sobre mim.
      Um abraço!

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  4. Lindo texto de Simone de Beauvoir,que descreve a nossa vida,com a alegria de viver sempre e intensamente,mesmo que o nosso tempo já esteja envelhecendo.

    bjs amiga Bia.

    Carmen Lúcia-mamymilu.blogspot.com

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    1. Oi, Carmem! Quem vive intensamente e não se entrega às barreiras do tempo tem a sensação de que a vida não está se passando em vão. Um abraço!

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  5. Amei o texto espero que meu discurso aos 80 se chegar lá rsrs seja assim, adorei a ideia das cartas o livro da Sheila espero que seja um sucesso, a antologia tbm e a imagem com 144 caracteres pra variar arrasou.....rs bjusssssss

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    1. Patrícia, espero que façamos esse discurso juntas, hahaha, olha só que proposta! Se quiser abraçar a ideia das cartas é bem simples para participar, pode conferir.
      Um abraço!

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  6. Também tenho ânsia de viver,
    mas um enfado enorme.

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    1. Esses enfados geram grandes embates internos...a ânsia de viver carece se libertar das travas e fantasmas. Um abraço!

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  7. Olá Bia!

    Tudo bem?
    Gostei muito do post, pois gosto muito de te ler. Excelente projecto!
    Fazem-no por email também?
    Óptima participação nos 140 caracteres!
    Parabéns!

    Beijinhos e bom sábado,

    Cris Henriques

    http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com

    http://jakeemary.blogspot.com

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    1. Olá, Cris! Que bom saber que gostou do projeto.
      Não fazem por e-mail, o objetivo é entregar uma carta escrita e enviada pelo correio. Mas vale a pena, porque você pode escolher para quem enviar as cartas, e só quando puder. Seria legal saber que está participando! :D
      Um abraço!

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  8. Oi, Bia, você vai fazer um belo discurso quando chegar aos 80. Já vem elaborando-o com suas conquistas e seu jeito de viver. O importante é olhar para trás sem mágoas, independente do que tenha ocorrido. É ela que torna a velhice amarga.
    O projeto é belo e até estranhei conhecê-lo pois quase não se fala mais em cartas.
    E sua participação, procedente e muito boa, como sempre. Bjs.

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    1. Oi, Marilene! Quanto mais chão eu ando para frente mais acredito que deve-se olhar para frente. Sua frase está perfeita, prender-se ao passado, especialmente às perdas, pode trazer uma amargura difícil de ser adoçada.
      Escrever cartas reais é um dos objetivos do projeto e como sempre gostei de escrever cartas, caiu como uma luva pra mim.
      Obrigada por seu carinho constante por aqui.
      Um abraço!

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  9. A cura da alma não se realiza por medicamentos. Boa interpretação.
    bjs

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    1. Olá, Ermiliano, seja bem vindo. Penso que a cura da alma pode ser a mais difícil de ser alcançada em alguns casos. Um abraço!

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  10. A cura da alma não se realiza por medicamentos. Boa interpretação.
    bjs

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  11. Bia,

    Sou suspeita pra falar da Simone porque gosto demais! Viver sem tempos mortos é necessário, mas difícil. Penso que o que importa é não colocarmos em excesso o foco no que passou. É como em um palco, a luz fica na fala principal, mas o cenário existe mesmo que seja ínfimo. Até porque os tempos mortos foram um dia vivos. Gostei demais do seu 140!

    O projeto das cartas parece incrível, vou ler com mais cuidado depois, quem sabe consigo participar. Gr. Bj. e uma linda semana!

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    1. Oi, Cris! É, é mesmo difícil...no meu serviço voluntário ouço muitas queixas de pessoas que estão infelizes e pedem ajuda, a verdade é que não posso ajudá-las na prática mas percebo que muitas tem as ferramentas nas mãos para viver o que desejam, mas não buscam porque acham difícil. Difícil, na minha opinião, é viver infeliz, porque quando estamos felizes olhamos tudo com um foco diferente.
      Tempos mortos podem ter sido um dia tempos vivos, mas não se pode viver em função do que já foi, e sim do que pode ser construído.
      Fiquei feliz de saber que gostou do projeto, me conte se aderir! :) É legal porque não há um compromisso rígido, você escolhe quando e com quem pode colaborar. E os custos para envio das cartas para o exterior ficam em torno de R$ 3,00.
      Um abraço!

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  12. Olá Bia, finalmente aqui! 0/
    Esta Simone, pelo que percebo pela blogosfera, é "a voz" das feministas. Nunca li nada dela, somente trechos soltos tais como este do seu texto.
    Tempos mortos são tempos perdidos. Acredito que por mais punk que a situação esteja, se isolar, alienar-se na autocomiseração, só produz mais tempos mortos.
    Este projeto começou a fervilhar umas ideias em minha mente... hum... rs.
    Valeu por divulgar o livro de nossa Antologia e também o livro da Sheila, que me valeu um post também.
    A sua interpretação, comentarei o que comentei em alguns blogues participantes, parece-me que está se tornando um modismo pessoas fazerem uso de medicações para preencher algo de suas vidas (talvez os tempos mortos que mencionou) e no final, acabam por perceber que tornaram-se apenas dependentes químicas para sobreviver e encontram-se em uma situação muito difícil de se livrarem.
    Abraço e bom domingo parceira.

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    1. Oi, Chris, gosto muito quando vem aqui dar sua contribuição! 0/
      Para falar a verdade só conheço esse texto dela. Disse tudo...tempos mortos que continuam sendo vividos geram ainda mais tempos mortos, dor, tristeza, impotência e insatisfação pessoal.
      Ah, eu gostaria de saber que ideias surgiram a partir do projeto! :) Elabore e depois, se puder, me conte!
      Li sobre a publicação do livro da Sheila em seu blog e foi bom para que eu lembrasse de divulgá-lo aqui também. Estou há algum tempo tentando montar minha estante virtual divulgando o livro dos parceiros mas não estou conseguindo, hahaha.
      Infelizmente minha mãe é um exemplo de pessoa que controla seus medos e inseguranças com remédios...é lamentável, porque com o tempo organismo vicia e são necessários ainda mais medicamentos. Minha busca por equilíbrio também inclui o fato de que não quero seguir esse modelo.
      Um abraço!

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  13. Sim, que bom se remédios resolvessem todos nossos problemas internos... mas dores da alma não se resolvem com remédios...

    Lindo!
    Beijos

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    1. Oi, Clara, nesse caso ajuda psicológica pode ser mais eficiente, desde que o paciente esteja disposto a expôr suas dores sem reservas. Um abraço!

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  14. Bom dia minha linda..
    Primeiro amei o texto..
    Depois quero dizer que me apaixonei pelo projeto.. e imagino o quanto tem mudado a vida das pessoas, que tem recebido a chuva de amor..
    Quando estamos mal, ou com falta de ânimo, é tão recebermos palavras que nos toquem, que nos incentivem, que nos dê forças para continuar com nossos sonhos..

    Depois agradecer muito o carinho com que falou do livro..
    Eu só tenho mesmo é que agradecer o carinho lindo que tenho recebido de todos os amigos..

    A 2° Antologia, linda de viver.. adorei ter participado novamente desse projeto maravilhoso do nosso querido amigo Christian...

    E por último deixar um super beijo e o desejo de uma tarde de domingo especial..

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    1. Oi, Sheila! Imagino que esse gesto deve fazer toda a diferença, saber que pessoas distantes, completos desconhecidos se preocupam em ajudar, deve fazer uma diferença enorme em um momento difícil.
      Estou torcendo para que seu projeto seja um grande sucesso, sem dúvida é inovador.
      Essa antologia está fantástica, li o livro quase todo e tem textos belos e em estilos diferentes.
      Um abraço!

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  15. Biaaaa!!!
    Lindo texto da Simone!
    E esse projeto das cartas? Lindo é pouco. É doação de amor!
    Já recebi o livro e amei!! Obrigada!
    Ótimo domingo!!

    Bejus

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    1. Oi, Naty! Não costumo mais postar escritos de outros autores mas alguns, como esse, valem a pena pela beleza e força das palavras.
      Vai aderir ao projeto? :D
      Fiquei muito feliz que gostou do livro, sempre leio quando quero me divertir um pouco...agora estou no segundo da série.
      Um abraço!

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  16. Oi Bia
    Linda Postagem:
    Bia, logo faço 66 anos, já entrei na velhice, me olho no espelho e me acho linda, não tal a primavera e sim como as folhas amareladas do outono quando recebe os raios solares. Já viu? é um espetáculo!
    Vivi e vivo intensamente todas as fases da minha vida, já fui paixão, já criei fórmulas e uma não consegui fazer, mas ganhei de presente: um filho que é a razão do meu viver, tenho um marido que me enche de dengos, já trabalhei 39 anos. Agora é só esperar o que Deus preparou para mim, enquanto isso vou vivendo à amar, à sorrir, à perdoar, à viajar, enfim à VIVER, pois ainda tenho muita força no corpo e no coração.
    Sou o resultado de uma criação antiga que nunca precisei sofrer para viver. Ouvia os conselhos.
    Um abraço
    Vou colocar seu blog na lista de amigos, pois nunca consigo entrar pelo G+.
    Um beijo lunar!!
    Lua Singular

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    1. Oi, Dorli!
      Ah, as folha de outono iluminadas pelo sol são fantásticas...bela comparação para embelezar a passagem do tempo!
      Viver cercado pelo amor do filho e do marido são presentes impagáveis. Trabalhou muito e merece viver plenamente esse tempo que ainda lhe reserva grandes e boas surpresas, tenho certeza disso!
      Tive uma criação um pouco diferente, abaixo de obrigações e exigências...mas isso também me fez crescer muito como ser humano.
      Seu blog já está na minha lista há um bom tempo, hahaha. Pena que já não consigo visitar a todos, todos os dias.
      Um abraço!

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  17. Que maravilha, precisamos apensa saber viver....
    Beijo Lisette.

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    1. Oi, Lisette. Saber viver deveria ser natural, mas a sociedade nos impõe pressões cruéis e desnecessárias. Um abraço!

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  18. que tal aumentar suas visitas todo o dia sem precisa add nenhum código ou banner sim isso e possível e alem disso e grátis cadastre-se agora mesmo no Surfando Mais um site de divulgação de urls

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  19. Olá querida Bia,
    é sempre prazeroso receber sua visita.
    Que ótimo nós estarmos em sincronia falando de padrões mentais. Uma senhora que fala desse jeito aos 80 anos é uma heroína. Também sinto que o tempo parou para mim. Tempos mortos não tenho, no entanto passei a amar o silêncio, a serenidade, a certeza que a vida sorri em qualquer idade desde que a gente não deixe enfraquecer nossa criança interior. É preciso alimentar a curiosidade e a criatividade pois há tanto para descobrir nesse mundo maravilhoso.
    Grande abraço também para você.
    Rute

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    1. Oi, Rute!
      Sempre me pego pensando nisso, no quanto é importante manter viva a criança interior, aquela que nos permite brincar, perdoar rapidamente e dar um sorriso como se aquilo que é difícil parecesse fácil. Concordo contigo de que essa é uma maneira eficiente de chegar aos 80 anos com frescor.
      Minha criatividade anda a mil por hora como se fosse um caneco de leite transbordando em fogo alto, hahaha.
      Um abraço!

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  20. gostei da ideia das cartas, mas já sei que não vou fazer. tem um projeto muito bonito doe palavras, eu tinha o link no blog espírita este é mais fácil, e é direcionado para doentes de câncer, dizem que funciona, as pessoas ficam mais animadas...
    bjs

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    1. Oi, Jeanne! Obrigada pela dica, vou verificar, apesar do meu tempo já estar tomado com os outros projetos. Mas sempre dá para arranjar mais um tempinho, não?
      Um abraço!

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  21. Oi Bia!
    Lindo texto, parabéns!
    Quando penso no futuro, na minha velhice, minha principal preocupação é que eu quero chegar lá sabendo que vivi ao máximo tudo o que pude. Que não desperdicei oportunidades e que fiz da minha vida a melhor possível, isso para mim é felicidade!
    Amei os projetos!

    Beijos!

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    Respostas
    1. Oi, Maria! Sua visão sobre o caminho que leva à velhice é maravilhoso e bem parecido com o que desejo pra mim. Espero que seu sonho se realize e que possa olhar para trás e ficar feliz com o que vê. Um abraço!

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  22. Oi Bia,

    Para uma pessoa que teme a velhice como eu, ( Um dia me livrarei disso) esse texto caiu como uma luva...

    O projeto das cartas é ótimo, se tiver um tempinho participarei...

    Abçs

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    Respostas
    1. Oi, Vanessa...às vezes me pego temendo a velhice também, principalmente no que tange à vida e suas conquistas. Já realizei muitas coisas, errei e acertei, há momentos em que tenho orgulho das minhas superações e em outros, que tenho medo de não realizar os sonhos que estão pelo caminho.
      O balanço final será observado na velhice, e se refletirá se será uma velhice tranquila e feliz, ou amarga.
      Espero que participe do projeto, escreve muito bem. Um abraço!

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  23. Olá!Boa noite
    Bia
    ...não sou conhecedor profundo de Simone de Beauvoir, mas assisti o monólogo, peça "Viver sem tempos mortos," em que a talentosa Fernanda Montenegro dá voz à ela, inspirada na correspondência de Simone de Beauvoir (e Jean-Paul Sartre)... Já vi inúmeras tentativas de interdição de suas obras, críticas severas e hostilidades, mas vi também, seguidoras por ser precursora de um comportamento feminino que vemos (quase?) normal hoje...
    tempos mortos.... o passado não muda e nele estão as lembranças de ensinamentos da vivência e de sua experiência, mas, não podemos continuar vivendo dentro dos limites do que se chama de última segurança,do conjunto de certezas , do que já aconteceu, tempos mortos... Concentremo-nos,agindo, perseverando e refletindo
    para não ferir a qualidade de cada momento presente . O futuro ...o futuro é o futuro..
    Estarei aplaudindo o seu discurso, com 80 anos...até lá devo completar minha maioridade.
    quanto ao projeto "Mais cartas de amor"... vou me aprofundar e quem sabe não participo.Acho que não...tô meio aperreado...
    Parabéns à Sheila pelo livro...
    aos autores da antologia do Chris, "Dois anos de blogosfera",
    E bela interpretação da imagem:bem, utilizar remédios para preencher lacunas na vida só vai criar mesmo dependência química, mas, isso não vem ao caso aqui,vou para o lirismo.... se não usarmos a dosagem certa de remédio, elas deixam cicatrizes que acabam por deixar nossa vida com defeito. Mas quando na quantidade certa ,essas lacunas se transformam em belas paisagens enfeitando o nosso dia á dia.
    Obrigado
    Bela semana
    Beijos

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    Respostas
    1. Oi, Felis! Para falar a verdade é o único texto que conheço da autora e foi justamente através de uma entrevista da Fernanda sobre essa peça. Achei as palavras lindas e fortes.
      Achei fantástico o que escreveu e fiquei pensando...a carga de experiências é o que de mais valiosos carregamos conosco e o que resta de positivo das dores e decepções, mas como bem lembrou, sem impacto no presente pode trazer as poeiras excessivas da cautela e do medo impedindo que o presente seja absorvido em toda a sua beleza e essência.
      Eu gostaria de tê-lo por perto, já de maior, observando meu discurso de 80 anos. :D
      Sobre o projeto, Felis, Sei o que quis dizer sobre estar meio aperreado, mas escrever em momentos em que me sinto triste me direciona para tirar o foco das dores e transformá-la em amor. E quando estou bem, aí escrevo sem esforço, porque o amor vem naturalmente. Eu diria que é um santo remédio para quando estamos "aperreados".
      Lacunas se transformam em paisagens quando sabemos o que pintar em sua tela.
      Um abraço!

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  24. Ótima interpretação! Mensagens assim faz a gente pensar na quantidade de remédio que usamos, onde muitas vezes a busca pelo natural seria igualmente eficaz.

    Preencher vazio nem sempre é fácil, mas é preciso procurar e descobrir o que fazer para sair desse estado.

    Beijos

    Selma

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    1. Olá, Selma! Remédios são eficientes e necessários em alguns casos, mas seu exagero ou dependência deve ser observado com cautela.
      O vazio é doloroso, é como se um oco se instalasse no peito e trouxesse para a garganta um nó difícil de desatar. Um dos meus medos é sentir esse vazio impreenchível.
      Um abraço!

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  25. é preciso de algo para ser dito
    água que mata sede
    e deixa vivo
    úmido e limpo
    o verde, a boca
    os pelos, a louça


    (um dia de cada vez, né?)


    beijo

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    1. Beijo, Margoh, sempre feliz em vê-la por aqui. :)

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  26. Meu muito boa noite Bia, encontrei esse teu espaço abençoado através da partilha de Adriana Helena no perfil dela e sinceramente, confesso-te encantada com tudo que vejo,leio e sinto aqui e sobretudo com o profundo sentido de harmonia que impera.

    Realmente o dissecar nossa percepção a respeito do tempo é meio que ambivalente, mas acredito que nós é que somos quem concede a ele o tempo do ir e vir dentro de nós.

    Fiquei admirada e em breve irei visitar os links que estão inseridos na tua partilha como a do Projecto Cartas de amor que com certeza é lindissimo.

    Em Ti meu carinhoso abraço e já aderi as tuas redes com muito prazer e alegria.

    Até brevemente.

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    Respostas
    1. Olá, seja bem vinda! Obrigada por seus elogios, é muito bom saber que chegando aqui sente-se à vontade.
      Muito interessante seu ponto de vista...o tempo é mesmo uma questão muito mais perceptiva e sobretudo, de escolhas sobre o que se faz com ele e em relação à ele. Nossas escolhas são o que determinam nossa história e o grau de satisfação (ou não) que trará futuramente.
      O projeto é maravilhoso e quem conhece, se encanta.
      Um abraço!

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  27. Oi Bia! Adorei o texto, as vezes me pego exatamente a pensar assim. Acho que o meu espírito ainda não aceitou a idade que tenho. Mas acredito que só começamos a envelhecer quando o espírito envelhece.
    Sou idosa, velha não. kkkss cada um tem seu jeito de ser, sou assim.
    Querida, deixo este pensamento que uma amiga deixou em um dos seus comentários e me fez refletir muito.
    "Se a gente cresce com
    os golpes duros da vida.
    Também podemos crescer
    com os toques suaves
    na alma!!"
    Deixo o meu carinho pra você em forma de abraço e o desejo de uma linda noite.

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    Respostas
    1. Oi, Lourdes!
      Já me peguei nesses dilemas de agir de uma forma mais jovial do que a sociedade cobra em relação à idade cronológica...E questão é que apesar de tentar viver a vida levemente nada retira a bagagem de experiências que trago comigo e isso independe de minhas atitudes ou maneira de me vestir, por exemplo...
      Quando buscamos ser feliz...a alma naturalmente mantem-se fresca.
      Obrigada pelo verso...eu acho lindo! É da Cora Coralina!
      Um abraço!

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  28. Bia, também gosto de viver como se fosse o último dia e aproveito ao máximo que posso... achei esse projeto interessante, não conhecia. Parabéns pela participação nos dois livros, deixar um pedacinho de nós eternizado num livro é muito mais do que gratificante. A Sheila e o Chris são pessoas iluminadas.
    Abraços e tenha uma linda semana.

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    Respostas
    1. Oi, Barbie! As partilhas em seu blog são um exemplo do quanto você curte a vida e isso é ótimo! Para você que tem um bom domínio do inglês o projeto poderia funcionar bem.
      Eu acho bem legal saber que faço parte de alguns livros, nunca imaginei que seria possível, e só é possível por intermédio de pessoas generosas como o Chris e a Sheila. UM abraço!

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  29. Oi Bia,
    O teu blog é daqueles que toda vez que venho leio os últimos posts,como eu adoro teus posts,teus argumentos,o modo como se coloca,é maravilhoso!!!
    Sabe às vezes eu penso em como será lá na frente,em quanta coisa eu ainda vou viver,por quantas tempestades sentimentais ainda vou passar,o quanto ainda vou aprender,em todos os lugares que quero conhecer e que quero ser feliz,olhar pra trás e ver o meu crescimento,a minha evolução.
    É impossível passar por aqui e não refletir uma vida depois de cada post!
    Saudade,abração *__*

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    Respostas
    1. Oi, Suelen! Obrigada por seus elogios! :D
      Hoje estou numa fase boa, eu diria assim, passei por grandes tempestades e ainda não estou numa tarde brilhante de sol, mas estou "na estrada", digamos assim. Mas é inevitável de vez em quando fazer questionamentos como os seus..uma das perguntas que mais me causam receio é "por quais sofrimentos ainda vou passar", como perder pessoas queridas, vê-las sofrer ou perder sonhos...mas rapidamente chego à conclusão de que se prender à esse tipo de pensamento só gera angústia. O melhor que podemos fazer por nossa vida e nossa história é o que podemos fazer hoje.
      Desejo que quando você olhe para trás veja uma história maravilhosa! :)
      Um abraço!

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  30. Genial essa ideia das cartas. Eu sempre adorei escrevê-as e recebê-las...Imagino assim,nesse contexto,o quanto não seja bom pra quem o faz. Vou lá depois, esmiuçar.

    Beijo,moça que sabe refletir como ninguém.

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    1. Oi, Milene! Esmiuce, Milene, acho seus escritos tão peculiares e dotados de sentimento, tenho certeza de que agradaria muito alguém com suas palavras.
      O melhor desse tipo de projeto é saber que ajudamos a alguém que desconhecemos e que não é por interesse porque não haverá retorno, é pelo gesto do carinho, do apoio...e como é bom carinho e apoio quando estamos frágeis, não?
      Um abraço!

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  31. Oi, Bia!
    Se olhamos a linha da vida cronologicamente, é fácil constatar que quando se é jovem, olha-se o futuro e quando se é velho, olha-se o passado. Nem sempre essa maneira de guardar as lembranças da vida é negativa, apenas que, conforme os anos passam, as perspectivas sobre a vida também mudam. Não faz bem viver do que está morto e que jamais voltará, mas para isso, temos que procurar oportunidades de bem viver o presente. Desejar não viver tempos mortos, não é garantia de que conseguirá. No entanto, não deixar de viver o que já passou, dá a impressão de negação da própria vida. A melhor forma de não achar que está morto em vida, é prestar serviço solidário. Esse projeto das cartas, à primeira vista pode não dizer nada, afinal, escrever cartas para estranho é estranho, mas pensar no essas cartas podem significar para pessoas que vivem sozinhas, é reconfortante. Daí pensar em quem será realmente o beneficiário: Quem escreve ou quem recebe?
    Boa semana!!
    Beijus,

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    1. Oi, Luma, como vai?
      Acho tudo muda com o passar dos anos...as perspectivas, o que somos, o que queremos e como enxergamos as coisas.
      Em alguns momentos sinto um pouco de cansaço por sempre precisarmos estar segurando as rédeas da vida...podemos ir galopando ao passo do cavalo, sem controlá-lo, sentindo o vento no rosto, mas não podemos soltar das rédeas, porque senão, caímos. Penso que esse segurar de rédeas é o que permite viver tempos vivos.
      Tem toda razão, o serviço solidário é top para percebermos que em tempos mortos a vida pode estar no conforto ao outro, e sim, faz bem aos dois lados, de maneiras diferentes, não é um benefício unilateral.
      Apesar de escrever para estranhos, o projeto cartas tem um direcionamento e um esquema sério para se desenvolver, tem um objetivo e acho que a ideia é a de alguém sentir que um estranho com quem ela não terá contato nem pedirá nada em troca se importa com seu sofrimento. Então acho válido porque infelizmente hoje em dia cada um está tão centrado em si que não se preocupa com mais ninguém, e em momentos difíceis essa preocupação faz diferença. Na dor corremos o risco de deixar de nos preocupar conosco, de acharmos que não fazemos diferença pra ninguém...e será um passo para uma vida de tempos mortos.
      Um abraço!

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  32. Olá, Bia!

    Envelhecer é inevitável. Envelhecemos com sabedoria.

    Se com 38 anos é detentora de enorme sabedoria humana, imagino você aos 80. Será uma senhorita ultra moderna e simpática. O bacana é que o saber nunca envelhece.

    Abraço.

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    1. Oi, Nestor! Há momentos em que temo a velhice por alguns motivos: perda da memória, da saúde, da aparência, da agilidade, mas o pior temor é o de olhar para trás e não gostar da história construída.
      E você matou a charada na mosca, é exatamente como desejo ser: "uma senhorita ultra moderna e simpática."
      Um abraço, querido!

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  33. Oi Bia,
    tô chegando meio tarde mas acho que ainda dá pra dizer o quanto achei o projeto das cartas interessante. Escrever é maravilhoso, deve fazer um bem danado enviar essas mensagens, ainda que para desconhecidos e sem nenhum retorno.
    Muito legal, mesmo.

    Ah, e comungar do mesmo ideal de Simone de Beauvoir não é pra qualquer um, hein!!!
    rsrs

    Um beijo, querida.

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    1. Oi, Paty!
      É mesmo muito gostoso escrever as cartas, principalmente para quem gosta de escrever como eu. E de quebra, estou treinando meu (péssimo) inglês, hahaha.
      Sobre o ideal de Simone, o importante é viver a vida em cada instante, sem alimentar muitas preocupações ou amarras.
      Um abraço!

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  34. Cheguei a tempo de ler todas as iniciativas bacanas que vc nos apresenta, Bia. Apesar de só ter lido poucos fragmentos da escrita de Simone, nutro grande empatia pelo que li.

    Recebi esta semana os meus exemplares da Antologia Dois Anos, mas ainda não consegui me dar de presente a leitura completa.Eu chego lá!
    Mês que vem será a vez do exemplar da Sheila.Vamoquevamo,:))

    Cuidar da saúde da alma, muitas das vezes protege o corpo.
    Um abração,
    Calu

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    1. Oi, Calu! Também estou lendo a Antologia aos poucos, degustando os escritos de cada autor. O livro da Sheila será o próximo da lista!
      Concordo plenamente! A saúde da alma é um belo respaldo para a saúde do corpo.
      Um abraço!

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  35. Olá estou seguindo seu blog a partir de agora.

    Amando cada texto!

    Abraços

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    1. Olá, Carlos, seja bem vindo! Um abraço!

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  36. Olá, querida Bia
    Desculpe-me a demora pois estou fora de casa há 10 dias...
    Gostei muito: lacunas são preenchidas com autoconhecimento e resoluções bem concretas... eu também procuro fazer assim e dá certinho...
    Agora mesmo estou no Mosteiro a descansar (refrigerar meu ser)... me faz um bem enorme... saio resolvida da vida...
    Ótimo fim de semana!!!
    Bjm de paz e bem

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    1. É interessante seu hábito de se retirar para um mosteiro de tempos em tempos. Certamente um ritual necessário para se reencontrar e seguir feliz. Um abraço!

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  37. Oi Bia
    que texto lindo, fez-me lembrar do discurso de minha avó, teve uma parte que ela disse assim: "um dia meus folhos vão lembrar de mim e dizer assim: minha mãe nunca soube criar os filhos direitinho, mas que ela era legal, ela era."
    Depois fiquei querendo ser igual a ela, não perdia tempo reclamando mesmo já na cadeira de rodas, foi um exemplo e viveu até os 96 anos. A vida é para ser vivida e não sobrevivida.Adorei as novidades dos livros, tenho que adquirir o da Sheila.
    Gostei muito de sua participação no projeto, "uma mente sã num corpo são"
    Um lindo domingo. Beijos

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  38. Bia, não sei na convivência diária, mas aqui no mundo virtual eu posso dizer que te compreendo perfeitamente e sempre. Que ótimo texto!

    E esse projeto das cartas é lindo. Nunca tinha ouvido falar. Deve ser uma boa terapia.

    Boa participação! Beijos e bom fim de semana!

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