sexta-feira, 19 de julho de 2013

Trovoadas, aranhas e um pé-de-chorão

Imagem daqui*

Hoje acordei e percebi que estava chovendo. Desliguei o ventilador e me senti abraçada pelo cobertor enquanto absorvia o barulho da chuva lá fora. Ouvi o barulho de trovoadas, e lembrei de quando era criança.
Quando pequena morria de medo de trovoadas, eu achava que iriam derrubar o apartamento onde morava. Algumas vezes eu chorava e meu pai escapava do serviço para ficar um pouco comigo. Um dia ele me levou à janela e me explicou como os raios acontecem. Hoje acho lindo observar os raios que cortam o céu.
Com 8 anos nos mudamos para um casa que fazia fundos com um pé de chorão. Deixei de ter medo de raios e passei a ter medo de vento, porque essa árvore produz um uivo conforme a velocidade das rajadas perpassam suas folhas. Nessa época, já estava mais crescida, meus medos começaram a ganhar menos importância aos olhos dos adultos...e comecei a tentar resolvê-los sozinha.
Eu tinha medo de aranhas também (haviam muitas e grandes nessa casa)...já com uns 14 anos meu pai (de novo!) foi verificar uma cadeira-baú que insistia em fazer barulho quando eu queria dormir e eu achei que havia uma aranha dentro dela. Então ele descobriu que era uma sacola de plástico amassada, dessas de supermercado, que ao tentar se desamassar fazia aquele barulho. Fiquei feliz por ter sido tão tola, hahaha.
Me vi pensando com saudades daqueles medos bobos e infantis. O tempo passa mas os medos nunca cessam, eles apenas mudam e tomam proporções de gente grande. São como contas de matemática...o 1+1 é muito difícil para uma criança que nunca fez uma conta na vida. Mas quando chegamos em expressões numéricas pensamos "que saudade do tempo em que eu fazia adições simples".
Quem se nega a enfrentar os pequenos medos certamente terá muitas dificuldades para enfrentar os grandes. Numa visão panorâmica percebo que meus medos particulares em geral envolvem as pessoas que amo: medo de perdê-las, magoá-las, decepcioná-las ou vê-las sofrer, seja emocional ou fisicamente, e não poder fazer nada para mudar isso. Acho que meus maiores medos estão relacionados à sensação de impotência, e é o que me leva a fazer por elas o que está ao meu alcance.
O medo superado nos fortalece e dignifica como ser humano. Pensando bem acho que não sinto saudades dos medos infantis, tenho orgulho de ter me tornado corajosa e disposta a enfrentar os receios sejam quais forem (sim, hoje eu caçaria a aranha).  Talvez saudades do tempo em que podia chorar e expôr os temores sem o risco de parecer tola ou infantil, de um tempo em que os medos eram curados com um abraço, palavras reconfortantes e um cafuné no cabelo.
A conclusão é a de que crescer não é ausência de medos, e sim aprender constantemente como domesticá-los.

Obs: Essa pessoa não está triste nem com medo, somente pensando na fragilidade tênue da vida.


*essa imagem foi retirada do Wikimedia Commons para livre utilização e essa obra está atribuída a Jdforrester.

91 comentários:

  1. Que texto lindo Bia!
    De uma grande sensibilidade!
    É mesmo impressionante como com o passar da vida acabamos desejando que todos os nossos medos fossem sempre como os medos de quando éramos crianças!

    Beijos e bom final de semana!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Maria, como vai? Obrigada por seu elogio! Acho que isso acontece porque nos esquecemos que o medo é tão opressor para uma criança quanto é para um adulto. A sensação do medo é sempre o temor ao desconhecido ou do que nos escapa, independente da idade.]
      Um abraço!

      Excluir
  2. Oi Bia!

    Amei! Não percebi durante a leitura que você estava com medo. Percebi uma saudade dos medos de criança e me identifiquei totalmente.

    Eu também tinha medo de trovão. Hoje eu amo. Eu tinha medo do vento. Hoje eu gosto.

    Eu morro de medo só de pensar na dor de perder quem eu amo demais, talvez por já ter provado o sabor intragável do luto.

    Se eu pudesse controlar o medo eu trocaria esse poder pelo de controlar o tempo.

    Mas quem disse que viver é fácil?

    Beijos!

    Selma

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Selma! Que legal, identificação mesmo! :)
      E acrescentar seu medo do luto só me faz perceber como você compreendeu o que eu quis dizer...esse é um dos medos adultos.
      Só que ainda prefiro o poder de controlar o medo, hahaha, nisso discordamos...o tempo é senhor de si.
      Viver não é fácil, mas é belo.
      Um abraço!

      Excluir
  3. Oi Bia medrosa.kkk
    Desde que me conheço como gente eu nunca tive medo de nada, aliás, gostava muito de assustar os outro. Um dia quase matei minha mãe de susto e eu quase apanhei, só que corri e me tranquei no quarto.
    Adorei seu conto de medos.
    Beijos
    Lua Singular

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Dorli! Pois é, hahaha, eu era mesmo bem medrosa quando criança, hahaha, abria o bocão por tudo!
      Nossa, que maldade, assustar os outros, hahaha...mas eu também gostava de assustar meu irmão, ficava atrás da porta e....bú! hahaha.
      Um abraço!

      Excluir
  4. Belas fotos! Eu gosto da beleza da árvore! Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tem razão, Leovi, a árvore é bonita, mas barulhenta. O chorão faz parte da classe dos salgueiros. Um abraço!

      Excluir
  5. Lindo texto, Bia! Tem muita vida e sensibilidade.
    Ps.: Adorei o novo layout do blog! Parabéns!
    Abraços e linda semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Barbie, obrigada pelo carinho...fico feliz que tenha gostado do novo layout! :) Um abraço!

      Excluir
  6. Bia,
    Creio que veio sobre vc a nostalgia dos anos idos e dos medos que hoje parecem insignificantes diante dos medos de adulta. Além dos medos sentimentais ainda lutamos contra o medo social[essa violência que nos fazem fóbicos].
    Eu também tinha medo de trovões e raios, pois pensava que o mundo estava se acabando.tremia feio vara verde ao vento quando havia tempestades. De aranhas ainda tenho medo, se forem grandes e peludas... Sou medrosa, mas sempre procurei enfrentar meus medos. Um dia encontrei uma ratazana enorrrrrme e a matei de medo, meus filhos ficaram tão orgulhosos que até desenharam a ratazana espetada[no espeto de assar carne]na escola. Estavam no jardim de infância.
    Adorei sua reflexão. Bjkas doces.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Marly, hahaha, confesso que ri em baldes com seu comentário! Os filhos desenharem a ratazana num espeto deve ter sido hilário, hahaha.
      A essência é mesmo essa...os medos de outrora agora parecem insignificantes, mas naquele tempo não deixavam de ser apavorantes. Medos são medos.
      Eu também tenho medo de aranhas grandes e peludas (era bem dessas que havia por lá)...Já ajudei a caçar uma ratazana que até guinchou pra mim...gritei feito uma doida, hahaha, mas não larguei a vassoura nem o posto!
      E assim vamos nos superando...
      Demais seu depoimento...
      Um abraço!

      Excluir
  7. Oi Bia uf demorei mais cheguei, aqui só posso vir com tempo, gosto de ler com calma e a dedicação que vc escreve para nós respeito ao seu post.

    Ai eu tinha um medo do escuro quando criança lembro que minha irmã me deu um susto e eu fiquei até doente!!

    Amei esta parte

    Quem se nega a enfrentar os pequenos medos certamente terá muitas dificuldades para enfrentar os grandes.

    e a mais pura realidade.

    bjs e obrigada por ser tão presente mesmo na minha ausência

    Gélia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Gélia! Eu gostaria de ser mais presente, mas nem sempre o tempo ajuda. Aprendo muito visitando os blogs.
      Eu tive a fase do medo do escuro...mas uma luz fraca acesa no corredor resolveu o problema. Hoje em dia esses medos se foram...só não enfrento aquilo que pode me causar problemas, como um beco escuro à noite. Se der, eu contorno. Mas aí não é o medo do escuro, é o medo da violência. E assim um medo vai se transformando em outro.
      Um abraço!

      Excluir
  8. Como sempre voce escreve lindamente sobre qualquer coisa. os meus medos de criança, lembro que depois que ia pra cama ficava imaginando que algum ser estranho pudesse estar lá escondido, e
    só dormia depois que alguem vinha olhar eu ter a certeza qua não havia nada ali.
    bjs e obrigada pela visita.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Lila! Algumas vezes eu achava que havia algo escondido embaixo da cama...pequena meu pai conferia, hahaha, um pouco maior eu mesmo aprendi a acender a luz e enfiar a cabeça embaixo da cama (mesmo tremendo por dentro). Se tudo fosse isso...
      Um abraço!

      Excluir
  9. Claro Bia que as suas recordações dos medos na infância resgataram os meus! O medo que eu tinha dos desenhos que haviam na cortina que para mim eram monstros...
    A vida não fica só no 1+1, mas como você mesma disse, viver é belo!
    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Ana! É verdade, as sobras nas cortinas devem ter feito parte dos medos de grande número de crianças...
      A realidade é que se a vida ficasse só no 1+1, que sentido teria?
      Um abraço!

      Excluir
  10. Oi Bia

    Todos temos lembrança de nossos medos infantis e você descreveu os seus de forma tão bonita e sensível.

    Um beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Van! Aprendi que preciso escrever assim que tenho vontade...geralmente quando sigo esse impulso pela escrita os sentimentos ganham vida própria.
      Obrigada pelo carinho...um abraço!

      Excluir
  11. Olá!Bom dia
    Bia
    Comigo, tudo bem!
    Gostei do "lay" novo ( meu blog dois que vou lançar , é branco e cinza)
    Desde bebê (eu ia dizer criança, mas isso ainda sou) eu não tinha medo de raios e trovões...tinha medo de crescer, de envelhecer. E acreditava que a infância era cheia de medos e, veja bem, os maiores monstros que vivem embaixo da minha cama são os de hoje em dia.O medo de perder o amor é uma sombra temível, que muitas vezes leva a todos os tipos de males possíveis e imagináveis no contexto,que nos faz sucumbir em vez de prosperar, e como conseqüência transforma-se no veneno que destrói a força de vontade, combustível este, essencial para o nosso pessoal.
    Mas a gente cresce, e aprende...e com isso muitas e muitas coisas mudam na nossa vida. Certa vez eu li que, os tipos de medo vão mudando à medida que o ser humano cresce...vão surgindo em uma sucessão contínua, se transformando, mas jamais desaparecendo.E se espera que, progressivamente, tenhamos uma capacidade maior de controlar os medos, pois passamos a viver em um estado de alerta contra potenciais fontes de ameaça ... Não deixar que o medo nos controle , e sim conseguir controlar o medo, significa crescimento.Ponto.
    (A conclusão é a de que crescer não é ausência de medos, e sim aprender constantemente como domesticá-los.!..sim, o problema não é o medo, o problema é não saber administrar o medo. Porque não há nada de errado em sentir medo. Trata-se, aliás, de um sentimento fundamental na vida do se humano. É o medo de sermos atropelados, por exemplo, que nos faz olhar para os dois lados da rua antes de atravessá-la.
    Enfim:eu tenho medo de perder o medo.
    Obrigado pelo carinho de sempre
    Belo final de semana
    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Felis! Obrigada pelo elogio, quando lançar o novo blog, não deixe de avisar!
      Achei tão interessante...eu queria crescer logo, mas concordo que parece que os maiores monstros são os que vivem embaixo da cama hoje. Acho que é muito frágil essa linha do medo de perder o amor e entendo bem o que quis dizer. Sem medo de perder não é amor, porque queremos por perto quem amamos, e o medo em excesso faz com que enxerguemos fantasmas onde não existem e ficamos enfraquecidos...o amor precisa de equilíbrio para se fortalecer.
      Mais uma vez seu parágrafo sobre o medo traz implícita a questão do equilíbrio...medo em excesso trava, falta de medo gera situações de risco. Ele é necessário, disso não tenho dúvidas, mas na medida em que protege sem contudo impedir de se lançar à vida. Porque paralisados pelo medo o exercício da vida perde a graça.
      Obrigada por ter vindo...um abraço!

      Excluir
  12. O texto ficou lindo amiga Bia,super adorei,escreveste com bastante emoção e sentimento. Bom fim-de-semana querida,fica com deus!! http://pontodecruzdamafalda.blogspot.pt

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Mafalda, obrigada pelo carinho, um abraço!

      Excluir
  13. Lindo tw ler e ver tuas reflexões e soluções. Medo de aranha tenho muiiiiiiiito!!1bjs praianos,chica

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Chica, hoje em dia até compreendo a importância das aranhas na natureza, mas das grandes ainda quero distância. Um abraço!

      Excluir
  14. Olá, Bia.

    De fato, os medos fazem parte da nossa vida. O importante é aprendermos a superá-los. Assim crescemos.

    Um feliz dia do amigo! Que as sinceras amizades se somem e multipliquem, frutificando em mutua alegria, realização, esperança e todo o bem que as verdadeiras amizades podem e conseguem produzir.

    Um abração e bom fim de semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Apon!
      Obrigada pelo carinho, Feliz Dia do Amigo pra você também!
      Um abraço!

      Excluir
  15. Oi Bia,
    boa tarde,

    Eu adoro te ler,
    sempre tão clara e educativa
    Eu só tenho um medo, medo da solidão =(
    (E, entre nós,
    a aqueles malditos aranhas também) kkk

    Desejo-lhe um lindo fim de semana
    um grande abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Ariel!
      Bem lembrado, a solidão é assustadora quando é uma questão interna. Às vezes estamos com muitas pessoas e nos sentindo sozinhos, em outras estamos sozinhos e nos sentindo bem...é muito relativo.
      Sempre me policio para não permitir que a solidão se instale dentro de mim.
      Obrigada por vir aqui, um abraço!

      Excluir
  16. O medo é o freio necessário para que não nos vejamos como onipotentes. Na minha infância, tinha medo do invísivel e devido a isso, fui salvo de morrer no rio por quatro vezes, pois o enfrentava. Bjos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Eder! Esse sentimento de onipotência é outro que sempre busco farejar...precisamos reconhecer os limites e o medo é um limitador eficiente.
      Que relato interessante...enfrentar o medo é o melhor meio de torná-lo diminuto e passível de controle.
      Um abraço!

      Excluir

  17. Olá Bia,

    Lendo seus medos infantis fiquei aqui recordando os meus. Tinha medo de 'assombração', de tempestades e de baratas (destas ainda tenho verdadeiro horror). Também me lembrei da minha infância com a fobia da Marilene por aranhas. Até hoje ela tem pavor-rs.

    Muito lindo o carinho do seu pai, embalando-a nos momentos de medo.

    Realmente, nossos medos nunca terminam, apenas mudam de temas.
    Também tenho este medo horroroso de perdas e busco não pensar no assunto para viver meus dias com as pessoas queridas com mais leveza.
    Sem dúvida, a superação dos medos nos fortalece. Somente enfrentando-os estaremos livres de suas grades.

    Deliciosa leitura.

    Um abraço especial pelo dia da amizade.

    Excelente final de semana.

    Beijo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Vera! É legal saber que minhas memórias despertaram as suas...eu não gosto de baratas até hoje, mas prefiro exterminá-las a conviver com elas. Sempre tenho por perto um chinelo e um veneno spray, hahaha.
      Minha mãe sempre foi muito insegura e meu pai contrabalançava isso...aliás que os dois são assim até hoje, hahaha.
      Sobre o medo das perdas, quando percebo que começo a pensar nisso automaticamente direciono o foco para o agradecimento, agradeço pelo bem estar e convívio das pessoas que amo e que estão comigo. Geralmente alivia a sensação de angústia.
      Obrigada por sua amizade, um abraço!

      Excluir
  18. Oi, Bia!!
    Também gosto de lembrar das coisas da infância, para mim funciona como uma auto análise! Também gosto de lembrar fatos compartilhados com outras pessoas que viveram a mesma situação, pois a graça é descobrir que, um mesmo acontecimento possui tantas versões quanto ao número de pessoas que participaram.
    Quanto ao medo de trovões, fiz o caminho inverso... nunca tive medo até dois anos atrás quando enfrentei uma tempestade de raios e trovões em que várias casas formam destelhadas e alguns locais sofreram incêndios. O meu medo maior agora é da força da natureza. Já o medo de perder pessoas queridas... bem, essa situação não tem como prevenir e estou me desapegando.
    Feliz dia do amigo!!
    Beijus,

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Luma! Apesar de ter tido uma infância curta (amadureci muito cedo) ela foi vívida em lembranças típicas da idade. Estás sendo muito curioso acompanhar a história de quem chega aqui e compartilha seus medos, tanto os infantis como os contemporâneos.
      A natureza tem seus meios de mostrar sua força e merece respeito por isso...não passei por nenhuma situação direta grave com tempestades mas já tive uns aparelhos queimados devido à descarga elétrica. Hoje tiro tudo da tomada quando há raios forte. Quanto à perda das pessoas...infelizmente é uma situação que nos escapa. Resta a resignação.
      Um abraço, feliz Dia do Amigo!

      Excluir
  19. Oi Bia,
    Passando para agradecer sua visita.
    Hoje é um dia muito especial: considere-se minha amiga virtual muito querida.
    Beijos no seu coração
    Lua Singular

    ResponderExcluir
  20. Olá Bia!

    Gostei muito de te ler.
    Em relação aos medos, todas as crianças os têm. Eu não medo de trovoadas, mas tinha de medo de aranhas e esse mesmo medo ainda persiste.
    Espero que as férias tenham sido boas.
    Parabéns pelo novo visual do blog.
    Obrigada por acompanhares o novo projecto Espaço Consciência Pura.

    Beijinhos,

    Cris Henriques

    Espaço Consciência Pura - http://espacoconscienciapura.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Cris!
      Que bom ter gostado do novo layout...lembro-me que grande parte do meu medo de aranhas veio de um filme pavoroso que assisti na infância, hahaha.
      Elas são mesmo bichinhos assustadores...
      Um abraço!

      Excluir
  21. Bia, os medos crescem com a gente e vão ficando mais complexos tbm. rsrs
    Eu tbm tenho esses medos que dizem respeito às perdas, mas é algo que venho trabalhando em mim, pq afinal de contas, um dia, todos irão partir.

    Um abraço pra ti e um feliz dia do amigo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Paty!
      Tem razão, os medos vão progressivamente tornando-se mais temerosos...e quanto mais complexos mais trabalho nos dão para resolvê-los.
      Eu já disse aqui e repito...acho que o pior lado da passagem do tempo é saber que vamos perder as pessoas que amamos. É preciso muita serenidade e desapego para trabalhar isso internamente, não é fácil.
      Um abraço!

      Excluir
  22. Seu texto me levou a tantas reflexões. Nem sei por onde começar. Na verdade, o que mais me marcou foi quando você citou sobre os medos e o tempo. Acredito que o segredo é mesmo aproveitar cada época da sua vida, da melhor forma possível. Sem pensar no amanhã ou no passado.
    Mas, em contrapartida, também acredito que as vezes é essencial ter parâmetros para observar o que aprendemos com a vida, à medida que os ponteiros do relógio avançam. É um tanto, quanto ambíguo e contraditório, eu sei. Porém é o que sinto e quis compartilhar nesse comentário, haha.
    Especificamente sobre os medos, adorei a última frase. Realmente aprendemos a lidar com os medos à medida que cerscemos, em sua maioria, sozinhos. No entanto, eles nunca nos deixarão. Nunca iremos parar de sentir medo. O medo faz parte da nossa vida, querendo ou não.
    E talvez a partir deste medo, é que podemos ter uma razão para lutar contra e resolver o problema.
    Tuas palavras me fascinam, Bia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, B.! Quando nos rendemos demais aos medos, certamente deixamos escapar possibilidades incríveis no presente.
      Acho que o que compartilhou, apesar de contraditório, é plenamente coerente, porque a questão não é que não devemos ter medo, e sim com o tempo temos que aprender a avaliar até que ponto devemos deixá-lo ocupar nossa vida.
      Foi bárbaro o que disse no final porque me fez ver por seu prisma...talvez o medo seja, de uma forma positiva, uma incitação à nossa capacidade de lutar, pois sem ela a vida perde o sentido. Seria uma canalização do medo de forma positiva.
      Um abraço!

      Excluir
  23. Olá Bia!

    Medo é um sentimento que nunca vamos deixar de ter, suponho. O que muda na realidade é o nosso olhar sobre ele. Na infância o medo pode parecer infantil sob a perspectiva de um adulto, mas se pensarmos no universo da criança ele não é infantil. O que percebo em relação a isso é que da mesma forma que o tempo passa ele também passa, só que li outro dia um texto que me fez pensar sobre isso de uma maneira que nunca havia pensado. O texto falava de pessoas em um lugar público que ficavam horrorizadas após ouvir o barulho de uma bombinha lançada por uma criança. Fiquei pensando que de certa forma nossos medos estão muito relacionados com a época que vivemos e, numa analogia simples, entendo que nossos medos de infância podem voltar a qualquer momento se considerarmos o quanto nossa alma fica enclausurada por ele nos dias de hoje. Temos medo de muita coisa, mas como você mesma fechou tão bem seu raciocínio, saber domesticá-lo é o que se faz necessário se quisermos continuar. Gr. Bj. e uma linda semana Bia!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Cris! É isso mesmo, o medo é uma questão de perspectiva...o que nos parece bobagem pode causar pavor ao outro.
      Achei muito boa sua colocação...além da questão das fases da vida, que influenciam em nossos medos, há também o próprio meio que produz medos de acordo com seu contexto.
      Esse medo da bombinha é novidade. Um abraço!

      Excluir
  24. Eu não conhecia o pé de chorão. Devia ser assustadora na sua meninice, mas é tão linda. E é mesmo assim, os medos não vão embora, eles apenas se metamorfoseiam de acordo com a nossa capacidade de lidar com eles... E sempre acabamos conseguindo, né?
    Seu texto me trouxe uma saudadezinha boa dos tempos idos, quando o meu medo maior era de que ninguém se lembrasse de me buscar na escola.
    Lindo, Bia.

    Beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Milene! Pé de chorão deve ser raro, depois que cortaram esse que citei para a construção de prédios, não vi nenhum outro.
      Seu medo me fez lembrar outro...eu ficava meia hora na escola esperando dar o horário da saída do serviço do meu pai para me buscar e váárias vezes fui a última...algumas vezes chorei. Mas também assim a gente cresce.
      Um abraço!

      Excluir
  25. Bia,

    Quando criança, eu sonhava com a chuva à noite. Gostava de dormir ouvindo aquele barulho. Inclusive de ver a sombra dos galhos de arvores. Eram monstros e não podiam me pegar! Sério! A minha imaginação era fertil. Coitado de meu pai (acho que ele se amarrava).

    Eu sempre gostei de ouvir o vento uivando na minha escola, era assombração na certa. Porque estudei num antigo castelo e lá tiveram escravos.

    Odeio andar nas ruas quando tem ventania, porque receio que um galho caia na minha cabeça. Fiquei com este receio quando passei a morar na Urca. Acho que a artilharia de amendoas que me deixou assim, alem de muitos galhos secos das mesmas arvores.

    Sempre tiver terror de baratas, não gosto nem de falar este nome porque atrai! Ao morar nesta atual casa, precisei ser mais valente. Tenho alguns aliados: vassouras e sprays em todo canto da casa e varanda, alem de... de... Lola! A expert em virar baratas! Viva!

    Agora, o unico medo que tenho é de Choco morder o meu dedão do pé enquanto escrevo para voce. Parece acunpuntura, mas sem prévio aviso de espetada. Obs: Choco é um Shih-Tzu de 2 meses.

    BEIJOS da testa e nas bochechas.


    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Sissym!!! Do barulho da chuva eu sempre gostei e gosto até hoje...mas ela tinha que vir com trovão? hahaha
      Sua imaginação infantil deveria ser bárbara, daquelas fascinantes, que transformava medo em fascínio e uma história para contar.
      Na casa da minha mãe havia meu cachorro que era exímio caçador de baratas...por aqui me viro como você, armada "até os dentes" com chinelo, vassoura e spray, hahaha. Mas não sossego enquanto eu não mato a bichinha, prefiro exterminá-la a dormir com ela, hahaha.
      Seu cachorro deve ser lindo...eu também queria um , mas acho que no momento é muito cuidado para pouco tempo, hahaha.
      Adoro você, fadinha.
      Um abraço!

      Excluir
    2. É impossivel dormir com um ser invasor dentro de nossa casa! Tem foto do Choco no meu perfil do Facebook.

      Quanto a minha imaginação, ainda tinha meu pai para incentivar... por isso tenho tanta saudade dele!

      BEIJOCAS

      Excluir
  26. Bia,seu texto é muito lindo e adoro seu jeito de escrever.Medos infantis fazem parte da nossa memória,e superá-los é um momento de glória pessoal,com certeza!Confesso que não fui muito medrosa,mas tinha medo de fantasmas...rss...bjs e boa semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Anne! Acho que os medos na infância estão ligados às pessoas que nos cercam...minha mãe, insegura, é medrosa até hoje, hahaha. Minha filha era imprudente por não ter medo de estranhos, tinha que ficar de olho senão qualquer um poderia levá-la.
      Para evitar o medo de fantasmas eu evitava os filmes de fantasmas...uma vez assisti o Chuck, e quase não dormi, hahaha. Um abraço!

      Excluir
  27. Eu sou medrosa, Bia.
    Tenho pavor de altura, tenho medo de chuva, de trovões, de relâmpagos... coisas que vêm do céu me dão medo.
    E outras coisas que muitos têm medo, eu não tenho. Barata eu não tenho medo.
    Medo é um mediador da vida da gente, um freio...um moderador de atitudes.

    Lindo blog!
    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Clara! Interessante a classificação...medo do que vem do céu! O que vem do inexplicável!
      Confesso que é umas raras mulheres que conheço que não tem medo de barata! o/
      Com razão o medo é importante para manter os limites na linha do saudável.
      Um abraço!

      Excluir
  28. Oi Bia,

    Antes de responder esse comentário, pensei por alguns minutos e me certifiquei que na infância nao tive medo de nada, eu adorava chuva e trovoes, filmes de terror, também adorava ficar no escuro, adorava quando minha avó contava casos de assombraçao que ela tinha vivido quando morava no sítio.
    Enfim, eu era uma criança muito corajosa, e a coragem nao me falta até hoje.

    Mas nao nego que odeio insetos, cobra, aranha e ratos....acho que corro uns 10 km se me deparar com algum deles, rsrs

    Excelente texto!

    Abçs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Vanessa!
      Que interessante, talvez, como eu disse acima, sua infância foi pontuada de fascínio sobre o que normalmente causa medo, e por isso, passou a encarar fenômenos da natureza e história como uma aventura.
      Cobra também não gosto não...sempre quis fazer uma trilha em mata fechada mas acho que usaria uma bora até o pescoço, hahaha.
      Minha filha é bem corajosa...mas morre de medo de borboletas! Vê se pode!
      Um abraço!

      Excluir
  29. Olá!Boa noite
    Bia
    c viu que belo que é aquele texto da A.Christie? Eu sempre o releio.
    nem precisava seguir aquele, não lancei ainda! Uma amiga ficou de me mandar um template novo e nada.Mas, é tão bom ter o dois,virou meu esconderijo para postagens na linha romântica.Obrigadão!
    Bela semana
    Beijos

    ResponderExcluir
  30. Oi, Felis! Postagens na linha romântica...adivinha se não amei! Eu tenho vários: reflexão, fotos, culinária, poemas, boas ações, enfim, cada blog revela um pedacinho do que sou. Como se fossem vários cômodos de uma casa.
    Sucesso no seu novo espaço...um abraço!

    ResponderExcluir
  31. Não está triste e nem com medo, mas inspirada está. Que lindo texto, Bia. Também tinha medo de trovoada e hoje em dia adoro ouvir o barulho e ver os raios. Que bela postagem! Beijos e boa semana!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Sérgio! Obrigada pelo carinho...observar chuvas e trovões hoje me proporciona momentos de contemplação. Na adolescência eu adorava os banhos de chuva no quintal, hahaha. Um abraço!

      Excluir
  32. Olá Srta! Sempre tive verdadeira paixão pela tempestade e pelas aranhas; por elas eu podia sentir melhor o poder da natureza, podia admirar e respeita-las em suas divindades! Aprendemos a dominar o medo, mas jamais dominaremos a natureza, o que torna tudo muito mais admirável, não é? abração

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Ives! Gostei demais do seu ponto de vista: "aprendemos a dominar o medo, mas jamais dominaremos a natureza". Linda lição que aprendeu cedo...eu demorei um pouquinho mais para compreendê-la. E isso inclui não somente a natureza fenômeno, como também humana. Um abraço!

      Excluir
  33. Bia

    Creio que o medo nos acompanha por toda a vida. Ele nos torna mais atentos e, com o passar dos anos, adquirimos mais força para superá-los. Já tive pavor de fantasmas e qualquer sombra me assustava, na infância. Mas o de aranhas não perdi. Tenho pavor delas. Outro que caminha conosco, e que até entendo normal, é o de ver as pessoas amadas sofrerem. Acredito que não exista cura para ele. Bjs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Marilene! A Vera contou do seu medo de aranhas, hahaha! Sobre ver quem amamos sofrer, esse é brabo, porque ao mesmo tempo que não queremos vê-los sofrer, também não podemos querer proteger a ponto de tentar viver a vida do outro para privá-lo de sofrimento. Sempre o limiar entre a vontade de proteger e o respeito pelo espaço alheio. Um abraço!

      Excluir
  34. Bia,
    os medos na infância fazem parte dos desafios do crescimento, só que na ocasião não temos nem idéia disto e ficamos abalados quando nos vemos diante dum deles.Meus medos eram de lugares desertos,espaços vazios, casas assombradas que a crendice popular apontava.Mas, descobri realmente o que significava a palavra medo, quando me tornei mãe.Aí sim, o medo de que algo de ruim pudesse acontecer à eles e eu não tivesse possibilidades de evitar, me apavorava e apavora até hoje e desconfio que será assim até o fim dos meus dias.

    Uma boa conversa esta,que vc nos proporciona.
    Bjkas,
    Calu

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Calu! Por espaços vazios eu sentia um misto de medo e fascínio...hoje fico sozinha numa boa e raramente tenho medo.
      Mas eu sempre digo, como você, que depois que nos tornamos mães ficamos mais prudentes...é o medo que nos leva a nos cuidar para estar bem para protegê-los, e ao mesmo tempo protegê-los dos perigos da vida. Busco sempre incentivar minha filha para voar com suas asas...mas sempre fico o coração apertadinho se há falta de notícia.
      Um abraço!

      Excluir
  35. “Tudo muda. De novo começar
    podes, com o último alento.
    O que acontece, porém, fica acontecido: e
    a água que pões no vinho, não podes mais
    separar. [...]Porém,
    tudo muda: com o último alento podes
    de novo começar".
    Bertold Brecht in Tudo Muda


    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que mude sempre...pra melhor. Obrigada pelas doçuras que deposita aqui. Um abraço!

      Excluir
  36. Oi, Bia! Concordo muito com sua conclusão, acredito que a cada medo superado, em qualquer idade, nos dá força em nossa caminhada, pois se já superamos aquele ou esse medo, não há nada que não possamos fazer.
    Bjos!
    http://amonailart.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Val!
      Adorei sua colocação...me fez pensar como é interessante essa dinâmica do medo...quanto maior o medo e mais difícil de ser superado, maior a sensação, após a superação, de que somos capazes de abraçar o mundo, de que somos fortes...dá um grande orgulho de si.
      Um abraço!

      Excluir
  37. "Quem se nega a enfrentar os pequenos medos certamente terá muitas dificuldades para enfrentar os grandes." Gostei disso! Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Carlos! E assim progressivamente vai ocorrendo a superação...por isso às vezes essa questão da dimensão do medo e em relação à que assunto é algo muito particular e não merece julgamento.
      Um abraço!

      Excluir
  38. Que linda sua descrição do dia! Amei ler! BEijos!

    ResponderExcluir
  39. Oi Bia, sabe que penso como você...

    Às vezes sinto tanta saudade desses medos bobos da infância, onde não existia tantas preocupações. Hoje, a gente vai ficando adulto e realmente vão surgindo novos medos, de coisas que quando criança, nem imaginávamos existir... Mas é a lei da vida, né?! E como é magica essa nossa vida. Assim vamos seguindo em frente, enfrentando os medos e fazendo de tudo para não deixá-los nos paralisar....

    Adorei o seu post! Agora vou passear pelo seu blog....

    Beijinhos da Betta
    www.tudoretalho.blogstpot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Roberta! Espero que seu passeio tenha sido agradável...Acho que a diferença é que na infância não sentíamos os medos como nossa responsabilidade, alguém podia , com um abraço ou explicação, resolver ou aliviar a tensão. O tempo vai nos tornando responsáveis pelo que sentimos e se não transformamos o medo em conhecimento e ação sobre ele, ficamos paralisados. Como disse, um processo que nos permite seguir em frente. Um abraço!

      Excluir
  40. "A conclusão é a de que crescer não é ausência de medos, e sim aprender constantemente como domesticá-los." Bela conclusão. Penso igual. Acho que aprender a lidar com os próprios medos é uma forma de amadurecer e crescer pessoalmente. Belíssimo texto.

    P.S.: E falando em aranhas, até hoje tenho fobia das ditas cujas, risos.

    Beijinhos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Aline por mais que a gente cresça, há coisas que sempre temeremos por cautela. Há aranhas venenosas e temê-las é também um sinal de cuidado saudável. As que tinham na casa que citei não eram venenosas, mas eram grandes e peludas, não tinha como eu acreditar na época, hahaha.
      Um abraço!

      Excluir
  41. Olá Bia
    Certamente quando nos tornamos adultos os medos mudam de focos, mas acho que o carinho dos abraços continuam valendo. Quando criança era bem medrosa sim, tinha medo de tudo acho que até da própria sombra e com o tempo aprendi a enfrentá-los, como enfrento os medos de adultos. Acho que é normal sentir alguns medos, mostra o quanto somos frágeis quanto a vida e seus obstáculos, mas viver no medo é se escravizar.
    Amei este texto, acho que já escrevi aqui o quanto seus textos me fazem refletir.
    Uma linda tarde. Beijos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Verinha! Ah, nisso você tem razão...abraços continuam sendo maravilhosos em qualquer circunstância!
      Ler sua resposta me fez pensar que se os medos são um sinal de fragilidade, e a fragilidade é um reflexo da sensibilidade, então ter alguns medos pode ser sinal de que não nos tornamos completamente racionais e frios no decorrer da vida, e isso é bom. Só não se pode se entregar ao medo, né?
      Obrigada pela partilha...me fez ver por outro ponto de vista.
      Um abraço!

      Excluir
  42. Querida o medo não resolve nosso conflitos apenas nos deixam mais inseguras, ávida nos é dada e não temos poder de mudar o destino dado a cada um apenas podes sim viver e amar intensamente tudo que nos envolve ....nada é nosso para sempre....
    Oamor familiares deixa ele fluir com leveza e sabedoria grandebeijo Lisette.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Lisette!
      Tem razão...mais do que nos render ao medo, precisamo nos render ao amor, que é a melhor parte de nós que podemos deixar no mundo. Um abraço!

      Excluir
  43. Bia... que lindo... quando criança tinha medo do vento tbm, dos raios, do mar agitado, quando era criança morava bem em frente ao mar e toda vez que tinha tempestade, tinha medo do mar invadir minha casa e levar tudo, mais era só nos dias de tempestades mesmo, pois nos outros dias, eu amava ver o mar e dormir com os om de suas ondas, depois de crescida, adorava ver o mar em dias de tempestades, o jeito que se formava as ondas e arrastava a areia, é bom superar nossos medos e admirar as coisas boas da vida.
    Bjs

    http://www.artesdosanjos.com.br/

    ResponderExcluir
  44. Oi, Jane! Que lindo....eu sou apaixonada pelo mar, gosto no sol, da chuva, em tempestades, desde criança. Mas imagino que morar à beira-mar deve trazer mesmo o receio do mar brabo invadir a casa.
    Uma vez, já adolescente, teimei em ficar no mar com uma prima mesmo quando uma tempestade de verão estava se aproximando, conclusão, caiu um raio bem perto da gente, deu até para sentir uma leve descarga elétrica...saímos correndo e aprendemos que entrar no mar com tempestade, nunca mais, hahaha...só pra ver de longe mesmo! Um abraço!

    ResponderExcluir
  45. O único medo que tive na infância era de que ao sair a noite no fundo do quintal algum vampiro aparecesse para me matar kkkkkkk ou pior me transformar em uma vampira, isso graças a minha irmã Vanessa que vivia contando historias de terror para nós...affff, ela era uma pestinha, raios e trovões não me davam medo e sim raiva pq minha mãe desligava a tv por medo de ser queimada e ai mão teríamos dinheiro para comprar outra.
    O sobrenatural sempre me fascinou, se tem uma arvore que gostaria de ter plantada em casa é o chorão kkkk. Bem isso foi até os 8 depois disso tive um episodio muito ruim na minha vida e ai sim passei a ter medo de gente, mas tbm fui obrigada a amadurecer e hoje como disse que tem medo da impotência de as vezes não podermos ajudar quem amamos ou proteger, isso tbm sinto.....mas o maior medo da minha vida eu já disse em algumas postagens é perder a fé, pq ai sim me sentiria uma morta viva.

    ps: já matei cobra kkkk qdo era pequena e ia na fazenda da minha tia no Paraná fui obrigada a lidar com aranhas, cobras, sapos, escorpiões...um dia estava vindo com minha prima menor e no caminho estava uma jiboia a bicha era vermelha e preta, fia de Deus qdo vi que ela ia atacar minha prima no susto peguei uma pedra e taquei acerte bem na cabeça dela, acho que isso nunca mais acontecerá kkk, mas o medo nos faz agir por instinto, tenho nojo de rato mas outro dia entrou um em casa e jamais deixaria ele aqui gritando e quase quebrando tudo o matei ecaaaaaaaaaaaaaa que nojo....e assim vamos vivendo entre cobras, lagartos e gente ruim.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Patrícia! hahaha, Adorei seu comentário! Essas histórias de realismo fantástico também sempre me fascinaram de alguma forma, causando também um tremendo frio na barriga! Meu irmão não era tão peste quanto a Vanessa, hahaha, mas vivia me pregando sustos! E confesso que eu também não gostava nada, nada quando mandavam desligar a tv da tomada...Até que um tempo atrás queimaram alguns equipamentos aqui em casa e eu aprendi que é a atitude mais prudente.
      Esses episódios tristes marcam muito a gente pelo sofrimento, mas também pelo crescimento...e saber disso traz um certo conforto e nos faz pensar que o sofrimento acaba trazendo depois subsídios para a busca da felicidade.
      Lembro-me do seu medo de perder a fé, e concordo que é o meio mais curto para passar a viver uma vida amarga e sem grandes projeções, sem confiança no futuro.
      A adrenalina é capaz de operar maravilhas e encontra seu ápice em situações de perigo. Alguns ficam paralisados e outros, como você, agem em defesa (ainda bem, né). Eu também sou do time que, maior que o medo é saber que estou convivendo com um bichinho peçonhento em casa. Eu grito, mas pego a vassoura, hahahaha.
      O que não tem jeito mesmo? Infelizmente, gente ruim. Pior que cobras e lagartos.
      Um abraço!

      Excluir
  46. Olá, querida Bia
    O seu post tem grande sensibilidade... até hoje tenho medo de barata porque minha mãe me prendeu num banheiro (do lado de fora da casa quando criança, para que eu aprendesse o medo... acredita???
    Pois bem, cresci e não posso ver um inseto assim que a fobia logo vem à tona!!!
    Quanto ao mais, de medrosa tenho fama de corajosa porque luto, arduamente, para não me deter diante de tudo que me anteponha e queira derrubar minha auto estima... eu mereço ser feliz e ponto final... O limite? Não pisar em ninguém para alcançar isso...
    Também fui criada com terapia de terror ao relâmpago e hoje me vejo longe das tesouras e aço de um modo em geral quando vem tempestade... rs...
    Bjm de paz e bem

    ResponderExcluir
  47. Identifiquei-me muito com esse texto, Bia!
    Voltarei!
    Obrigada pelas visitas no meu blog, querida!
    Bjo!

    ResponderExcluir
  48. Lindo texto e reflexão Bia!
    "Coragem é ir em frente apesar do medo." Li isso em algum lugar, não lembro onde. Teu texto me fez lembrar dessa frase.
    E pensando nos meus medos cheguei a conclusão que são todos relativos a perda de pessoas que eu amo, como você falou. Não tenho medo de animais, trovão ou coisas do tipo. Acho que nunca tive.
    Bejus

    ResponderExcluir
  49. Oi Bia
    a superação dos medos vem com o tempo. Mas sempre arrumamos outros pra substituir
    eu creio que é isso mesmo que você falou, que eles nos fortalecem.
    Quando o medo vem, que seja logo rebatido para não criar raízes e viver dentro da gente.
    Adultos conscientes não devem causar mais medo nas crianças, mas fazer como teu pai que docemente esclareceu o caso da aranha barulhenta, rs
    Eu superei meus medos, ao contrário da amiga Orvalho do céu, mato uma barata sem piedade, mas afugento primeiro.
    tempestades? adoro, desde que protegida. Tesouras? é melhor ter cuidados com celular, ou com água. Sair imediatamente da agua.
    Os perigos e medos mudaram.
    O que não muda é a beleza da árvore chorão! muito lindo não é?
    bj
    Zizi


    ResponderExcluir

Gosto de conhecer pontos de vista. Não deixe de expressar o seu! Farei o possível para responder.
Obs: a moderação está ativada.