sábado, 31 de agosto de 2013

Brincadeira de criança

Imagem by freepik


Agosto acabou. Meus últimos agostos não foram promissores, mas esse ano foi diferente. Ainda bem que a vida é um bem mutável.
Li um post no blog Luz da Luma (aqui) que me pôs a pensar sobre as miudezas que cercaram minha infância. As bonecas eram meus presentes preferidos, bem cuidadas mas bem usadas também...foram filhas, mães, esposas, princesas, enfim, refletiram todos os meus sonhos.Meu lado traquinas emergia com meu irmão. Brincava de carrinho, jogos de tabuleiro e adorava brincar com seu Forte Apache de soldadinhos e índios em miniatura. Ao contrário dos filmes, sempre defendemos os índios...fazíamos guerras de bolas de meia e uma vez quase coloquei fogo em casa acendendo uma paina com um isqueiro! Arte de quem não podia ir à casa dos vizinhos e fazia de casa seu universo mágico.
A liberdade morava na casa dos primos. Quantas vezes jogamos bola queimada, vôlei, pique-esconde, cobra-cega, stop, mãe-de-pega, mãe-de-cola, passa-anel, jogos de tabuleiro...
A adolescência agregou o hábito de escrever pilhas de diários escritos com símbolos facilmente decifráveis...mas eu me sentia segura imaginando que meus segredos (bobos) estariam a salvo impresso em páginas coloridas e decoradas com recortes e adesivos. Havia também a troca dos papeis de carta que eram colecionados em pastas e utilizados para a troca de correspondências.
Perder a inocência era algo que acontecia a seu tempo.
Hoje percebo precocidade, sexualidade e violência em tenra idade. Não quero parecer antiquada, mas vejo o quanto é raro encontrar crianças brincando de ser criança, e fico pensando o quanto queimar etapas pode gerar um adulto vazio, egoísta e frustrado.
Brincar é um aprendizado para toda a vida e quanto mais aprendemos com a criança que fomos mais temos a capacidade de superar dos nossos erros, de sermos solidários e rirmos juntos, e não do outro. Fico feliz quando visito minha infância porque lá morou uma criança que sabia...brincar. E que brinca a cada dia mais.

E você, conhece essas brincadeiras? Qual era a sua preferida?


49 comentários:

  1. Oi Bia!
    Hoje a criança pula de bebê para adolescente sem pudores, perdem a inocência muito cedo e os casamentos são desfeitos num piscar de olhos.
    Sei que é bem mais nova do que eu mas vivemos em outros tempos, onde ser criança era uma delícia.
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Oi, Dorli... são justamente essas delícias da infância que estão se perdendo, as crianças voltaram a agir como adultos em miniatura e perdem a oportunidade de viver uma fase de alegrias, sem grandes responsabilidades que as "adultices" trazem. Um abraço!

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  2. Pique-esconde,que aqui dizíamos simplesmente: "vamos brincar de 'se esconder'?"... Magia. Voltei lá agora, também, graças ao seu texto tão cheio de sentimento.

    Beijo, Bia.

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    1. Oi, Milene, é a questão do belo regionalismo...aqui dizíamos "brincar de esconde-esconde"...o nome era o de menos quando as crianças falavam todas a mesma língua, a da brincadeira.
      Obrigada, um abraço!

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  3. Lindo te ler e relembrar essas brincadeiras boas, sadias e cheias de emoção! Eu adorava... Hoje, pena, vemos tudo tão diferente. A começar pelo espaço que as crianças já não mais tem. Pena! beijos,chica, lindo SETEMBRO! chica

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    1. Chica, uma das coisas boas onde moro (num condomínio) é a área verde, por aqui ainda vejo crianças brincando na areia, com bola, skate ou brinquedinhos.
      Mas mesmo em casa dá para inventar muitas brincadeiras, quando há incentivo para isso, claro.
      Um abraço!

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  4. Oi Bia,

    Seu texto me levou a uma época maravilhosa, minha infância foi inesquecível, também brincava muito, vivia nas ruas e nas praças. Um primo querido era meu fiel escudeiro, e jogávamos bola com as botas novas (cowtry) do meu pai..rs (ele não entendia porque as botas
    se desgastavam tão rápido, mas só descobriu isso quando eu já era adulta, rsrsrs

    Sem dúvida, fui uma criança muito feliz!

    Abçs

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    1. Oi, Vanessa!
      hahaha, Adorei a história das botas do seu pai...ainda hoje também conto umas artes que ficaram ocultas na infância, hahaha.
      Um abraço!

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  5. Quanto mais cedo acaba a aventura da infância, mais cedo se instala a rotina da velhice... é preciso cultivar a criança em nós.
    Abraço.

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    1. Oi, Rodolfo, razão e proporção corretíssimas. Um abraço!

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  6. Um texto muito interessante. Quando eu era menina,era muito pobre. Vivia num barracão de madeira à beira-rio. Era a mais velha de três irmãos. Tinha mais 18 meses que minha irmã e 30 do meu irmão que tinha nascido no dia em que minha irmã fazia 1 ano. Lembro que meus pais aiam para trabalhar e nos deixávam fechados num quarto do barracão. O barracão era fechado à chave, mas o quarto era fechado por fora com um fecho de correr, daqueles compridos de ferro. Lembro que quando tinha aí un 5 ou 6 anos, o meu irmão era muito pequeno e franzino.
    A porta do quarto era feita de laminas de madeira bem finas e nós descobrimos que puxando em baixo abriamos uma fresta. Então durante um tempo eu e a minha irmã, puxávamos a porta em baixo e o meu irmão passava através da fresta para o lado de fora do quarto. Puxava um banco para junto da porta, e corria o fecho. Durante um tempo pintámos a manta e quase deixámos malucos os meus pais que encontravam a casa toda revirada e nós fechadinhos no quarto, pois quando estava na hora de eles virem almoçar, faziamos a operação inversa.
    Mas um dia eles chegaram um pouco mais cedo, ou nós estavamos mais distraídos e não demos pelas horas. Quando o meu pai abriu a porta, estava o meu irmão entalado na porta, pois eu e a minha irmã
    ouvimos a chave, e largamos a porta deixando-o entalado.
    Lembro-me também de uma altura em que a minha mãe me deu uma boneca de papelão, com a recomendação que era para mim e para a minha irmã. Era uma pretinha de lábios vermelhos, e grandes argolas. Como eu nunca tinha visto ninguém daquela cor, pensei que a boneca estava suja. Então quando a minha mãe tinha a roupa na barrela,( ela fervia água com sabão e punha a roupa de molho de um dia para o outro para depois lavar) levantei um lençol e meti por baixo a boneca.
    No dia seguinte apanhei uma sova, porque a boneca estava desfeita e a roupa toda estragada com a tinta.
    Nunca mais tive nenhuma boneca.
    Um abraço e resto de bom domingo

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    1. Oi, Elvira, um depoimento emocionante. Essa cumplicidade entre os irmãos também está rareando hoje em dia, há mais competitividade do que companheirismo.
      Também me encantou sua ingenuidade de dar banho na boneca de papelão... coisas que só uma criança pura de alma faria, merecia ter ganho outra boneca, tenho certeza que cuidaria muito bem.
      Um abraço, e obrigada pela partilha!

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  7. Este é o ponto, 'rirmos juntos e não do outro', era assim na minha infância.
    Tento ao máximo, preencher as horas dos meus filhos com brincadeiras saudáveis, de criança. Eu e meu marido contamos pra eles muitos eventos de quando éramos crianças, e eles acham encantador.
    Lamento muito, não poderem andar de bicicleta na rua, subir em árvores, etc. Mas sempre que podemos rumamos com eles para o interior, onde tem rios e lagos, bichos de sítio, sem TV nem internet. Eles nem sentem falta da cidade.

    Ai, tô fazendo uma carta, desculpe rs

    bjs

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    1. Oi, Lia!
      Você está convidada a falar aqui o quanto quiser...a postura sua e de seu marido são perfeitas, ainda que a estrutura esteja modificada (falta espaço, falta segurança), dá para adaptar e incentivar brincadeiras novas, e partir para um lugar aberto, de vez em quando, é um ganho incrível, inclusive de conhecimento...em sala de aula há alunos que não sabem, por exemplo, o que é um ganso.
      Um abraço!

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  8. Bia, apesar de ter sido obg a trabalhar mto cedo devido às necessidades, eu nunca deixe de lado o meu mundo lúdico, e se tem algo q a minha filha herdou de mim foi isso. Bjos e uma boa semana.

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    1. Oi, Eder. Também comecei a trabalhar cedo, com 11 anos já fazia doces e marmitas para fora com minha mãe (às vezes, sozinha), mas mesmo assim brinquei de boneca até os 15 anos...e fugia para a casa dos primos aos sábados.
      Você faz bem em conservar o lúdico com sua filha, a minha também vivenciou muito bem sua infância.
      Um abraço!

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  9. Bia fui uma criança assim como você. Não havia distinção de brincadeiras de meninos ou meninos. Tudo era brincadeira de todos. Quando adolescente eu escrevia meus textos e poesias e escondia em lugares inusitados para ninguém ler meus "segredos".
    Hoje temos crianças com depressão, colesterol,pressão alta, neuroses, psicopatias e tantas outras coisas geradas pelas queimas de etapas, solidão que a internet traz, etc.
    Uma criança feliz e ativa é um adulto resolvido com certeza.
    bjkas doces e boa semana.

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    1. Oi, Marly! Tem razão, havia respeito e isso permitia que meninos e meninas brincassem sem que houvesse malícia nas brincadeiras.
      Acho que a escrita é um dom que se descobre cedo, só não sabemos muito bem o que fazer com ele, hahaha...
      Muito apropriado associar as doenças com o atual padrão de vida infantil... infelizmente são doenças sérias que podem trazer graves consequências futuras. A comida é outro meio de apaziguar as carências que as brincadeiras poderiam suprir tranquilamente.
      Um abraço!

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  10. Oi Bia

    Minha infância foi de brincadeiras em turma, quando bem novinha brincava com minhas primas de fazer teatro, mariquinhas e pare bola, com uns 11 anos ficava na rua de casa até as seis horas da tarde brincando de rouba bandeira, queimada, pogobol. Nunca gostei de brincar de bonecas e não me lembro de nenhuma que tive. Uma das que eu mais gostava era jogar finca na escola na hora do intervalo.

    Antes da tecnologia invadir tudo, da violência aprisionar a todos, a infância era bem mais dinâmica e ao ar livre.

    Beijos

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    1. Oi, Van!
      Puxa, das brincadeiras que citou só conheço queimada, hahaha, interessante ver como são diversos os costumes nesse nosso imenso país...
      Teatro fiz na adolescência, durante o magistério, nossa, adorava montar as peças, fazer figurino, contracenar...me trouxe boas lembranças. Até hoje tenho em casa a roupa de Branca de Neve guardada, hahaha.
      Tecnologia é ótima, com moderação e bom uso, já a violência, é ruim em qualquer formato.
      Um abraço!

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  11. Tbm tive uma infância assim em frente de casa juntava um monte de crianças brincávamos de queima, esconde-esconde...nossa era bom demais.Sinto pena das crianças de hoje que só ficam atrás de computadores e vídeo games.

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    1. Oi, Patrícia, bons tempos, hein? Ano passado tive uma turma de alunos criados à moda antiga... apesar de ser 5º ano eram inocentes e responsáveis, eram criados assim, brincando na rua, entre vizinhos. Esse tipo de educação ensina, sobretudo, a respeitar o outro.
      Um abraço!

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  12. Olá!Boa noite
    Bia
    ... gostava muito de brincar de queimada na rua, meninas contra meninos, , pique esconde, e "bang bang", onde o cabo de vassoura era o cavalo.Aprendi a minha primeira palavra em inglês, Come on Silver ( uai,Silver era o nome do cavalo).
    Penso que a própria estrutura familiar em seu todo sofreu muitas mudanças. E as crianças e adolescentes, a cada dia estão mais precoces, pulando, como dito, etapas da vida. Vejo muitas crianças participando JÁ do “universo dos adultos”, o que as faz entender que devem agir e se comportar igual. E tudo isso sem as experiências, responsabilidades e bagagem cultural dos adultos.
    Mas,cabe à nós,pais e adultos, usar nosso bom senso e intuição, para tatear esse novo caminho das crianças, acelerado pela maior velocidade da informação e compartilhamento de conhecimentos,sempre com o desejo de ajudar nossos filhos a se tornarem o melhor de si mesmos, independente da idade...
    Bela reflexão!
    Obrigado pelo carinho de sempre
    Bela semana
    Beijos

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    1. Oi, Felis!
      Meninas contra meninos, e vice-versa, também era uma das minhas brincadeiras, principalmente na escola. Já bang bang, não conheço (adorei o nome do cavalo!).
      A vida de adulto requer tantos elementos, é uma pena que as crianças tão cedo se encarreguem disso e mais, sem a maturidade para lidar com essa bagagem de maneira saudável.
      Gostei muito do que disse...os pais podem e devem compartilhar informações com seus filhos, penso que os filhos tem condições de entender qualquer coisa sobre o mundo e as decisões dos adultos (inclusive em relação à situações difíceis), desde que se saiba como transmitir essas informações.
      Obrigada pela visita, um abraço!

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  13. Oie, que saudade, precisei me ausentar, senti muita falta desses meus blogs favoritos,rss - Me identifiquei muito com seu texto, lia as palavras e as lembranças vinham a tona de forma doce e colorida, ahhh bons tempos, amei.
    Um abraço carinhoso

    Paty Alves
    Ágape Amor Verdadeiro
    Patyiva
    Vou Conseguir

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    1. Oi, Paty!
      Que bom ter voltado e mais, ter tido suas boas lembranças tocadas pelo texto.
      Um abraço!

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  14. Olá, Bia.

    Dá saudades daqueles tempos, onde brincadeira de criança era coisa séria. Diferente do hoje, que não está para brinquedo.

    Um abração.

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    1. Oi, Apon!
      Adorei o trocadilho recheado de verdades... brincadeiras são subestimadas quando na verdade, são coisas seríssimas. Um abraço!

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  15. Eu brincava de tudo isso na minha infância, Bia. Também brincada de 'detetive', quando o assassino tem que 'matar' a vítima dando uma piscadinha. Saudades. Pedir licença durante o pique-pega justamente na hora que tão conseguindo te pegar.. rsrsrsrs Adorei o post. bjssss

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    1. Aaaaaai, Adorava brincar de "detetive", hahahaha, brincadeira certa na casa dos meus primos! Quanta saudade você me despertou agora! :DDD
      Agora, essa de pedir licença na hora do pega-pega eu nunca fiz...mas tinha a questão de cruzar os dedos e dizer que estava de figas...sacanagem, hahaha!
      Adorei sua partilha que me abriu um sorriso enorme! Um abraço!

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  16. Eu brinquei de tudo isso tb, era bem divertido qd juntava a molecada. Adorava minha coleção de papel de cartas hahahaha
    Bjos!
    http://amonailart.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Val!
      Sabe que agora que mando cartas para um projeto tentei comprar papel de carta e na minha cidade nem são vendidos, olha só! Nem sei onde foi parar minha pasta, hahaha.
      Um abraço!

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  17. Olá, Bia!

    Tudo bem?
    Nós gostávamos de jogar monopoly, esse era um dos meus jogos de tabuleiro favoritos.
    Gostava de brincar às escondidas, - esconde-esconde - aos cowboys sem índios, fazer puzzles, casas em lego, jogar ao berlinde e à bola, treinar as cabeçadas na bola.
    E também gostava de brincar aos fotógrafos e modelos, criávamos histórias de romances também.
    Hoje, noto que as brincadeiras mudaram e as crianças também. Parece que já nem brincam, só querem playstation, computador e facebook.
    Parece que perderam a infância e já não sabem brincar.

    Beijos,

    Cris Henriques

    http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com

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    1. Oi, Cris!
      Monopólio eu jogo hoje com minha filha e seus amigos, quando mais jovem aqui no Brasil esse jogo era chamado de Banco Imobiliário.
      Quebra-cabeças eu gosto até hoje...e achei interessante a brincadeira de fotógrafos e criação de histórias de romance, bem inusitado!
      As mídias são uma realidade inevitável, mas sou a favor do equilíbrio entre as brincadeiras de ontem e o uso de tecnologias, sempre bem orientadas.
      Um abraço!

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  18. Oi Bia!
    Estou super feliz por finalmente poder voltar. E super feliz por te ler de novo!
    Como citei no meu post, amei receber o livro que você me mandou, e também chorei lendo ele! Com certeza é um dos que pretendo reler em breve... Muito obrigada!

    Gostei muito do teu post, aliás, gosto muito de relembrar a infância. A minha ocorreu de uma forma bem agitada, sempre nos mudamos muito de uma cidade à outra, e sempre tive mais os meus dois irmãos como amigos, então isso me deixou bem moleca, rs. Gostava de andar de skate, jogar futebol, tocar bateria e por aí vai. Apesar disso, os diários sempre fizeram parte da minha vida, e também tinha isso de escrever em 'códigos', rsrs.

    Concordo com você com a precocidade de hoje em dia. E isso me assusta, por que as vezes encontro crianças que em algumas coisas, sabem muito mais do que os adultos e me pergunto sempre, até que ponto isso é bom ou prejudicial :/

    Acho importante alimentar nas crianças o desejo de ser criança e viver cada fase a seu tempo. Isso com certeza geraria menos frustração antes da hora.

    Um beijo querida!
    Super feliz por estar de volta.

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    1. Oi, Jhosy!
      Olha meu sorriso :DDD fiquei muito feliz por ter gostado do livro...acabei de reler e em breve o farei novamente.
      Menina, jamais imaginei que alguém tão doce gostasse de skate e de tocar bateria (meu sonhooo), adorei! Eu andava muito de patins.
      Acho que em casa as realidades adultas estão muito expostas e essa influência tem esse impacto devastador sobre a infância.
      As crianças hoje tem tantos direitos garantidos em relação à infância e no entanto estão mais adultas do que nunca...lamentável.
      Um abraço!

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  19. Bia, que singelo o seu texto querida!
    Me deu tanta nostalgia, tanta saudade!
    Mas daí pude perceber o quanto minha infância foi rica!

    Até aproximadamente 14 anos ainda brincava de queimada, de correr, se subir em árvores!!
    E volta e meia, ainda continuo brincando...rsrsrs
    Demorei a crescer, parece que eu já sabia que a vida adulta perderia um pouco o encanto da infância...
    Lamento tanto que as crianças de hoje sejam tão precoces e já queiram se transformar em adultos... isso é muito triste...
    Repetem gestos, atos e atitudes de "gente grande" sem ao menso saber que estão perdendo uma fase tão importante da vida...

    Belo texto amiga, como sempre!
    Nós tivemos e ainda temos infância e somos muito gratas por isso!
    Beijos e uma semana maravilhosa! :)))

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    1. Oi, Adriana!
      Sempre fui uma negação em subir em árvores, hahaha...
      Eu tive um lado que cresceu cedo, das responsabilidades, mas também brinquei até a adolescência. E hoje vejo o quanto brincar é bom, faço isso com meus sobrinho, alunos, amigos da minha filha...traz leveza ao dia a dia.
      Um abraço!

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  20. Bia,

    Eu tive uma infancia feliz e saudável. Eu fui criança!

    Sobre colecionar diários, fiz isso apenas quando entrei na faculdade e por pouco tempo, era uma mania, ou moda, nem lembro, e escrevi muito. Uma maneira boa de se encontrar e tambem de desabafar.

    Hoje, puxa, tenho pena destas crianças, a maioria, porque a vida selvagem da civilização violenta não permite mais brincadeiras de rua e outras convivencias saudáveis para a imaginação a se formar.

    Beijos

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    1. Oi, Sissym!
      Hoje vejo nos blogs um meio de desabafo que outrora era feito via diários...a diferença é que aqui não dá para escrever em códigos e há interação.
      A violência está dizimando a criatividade não só das crianças como também dos adultos. Onde iremos parar?
      Um abraço!

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  21. Oi Bia
    Adorei seu texto! Bem leve, como brincadeira de criança kkkkk. Eu fui bem criança, apesar de ter começado a trabalhar bem cedo. Adorava brincar de queimada. Tenho pena das crianças de hoje em dia que não brincam como nós brincávamos. Meus filhos tem a liberdade de andar de bicicleta. Eles fazem constantemente isso, e brincamos de tabuleiro, muito! Essa fase passa muito rápido.
    Bjos.

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    1. Oi, Luciana! A intenção foi mesmo escrever um texto leve. O interessante é que dá para ser criança também em casa, há tantos jogos disponíveis...mas há pessoas que subestimam a importância de jogos de tabuleiros e sua importância para o desenvolvimento e interação social.
      Ainda bem que na sua casa é diferente! Vejo em seus posts o quanto seus filhos são estimulados a diferentes atividades, que bom!
      Um abraço!

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  22. Brincar de casinha, como dizíamos, era o mais frequente hábito. Mas jogávamos bola na rua e até bolinha de gude (acho que é assim rss). E fizemos isso até a adolescência. O despertar para outros interesses não era tão precoce quanto hoje. Tivemos infância, como todas as crianças deveriam ter. Bjs.

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    1. Oi, Marilene!
      Bolinha de gude ainda aprendo um dia...vejo as crianças brincando no recreio e ainda não compreendi completamente, eles estão me ensinando, hahaha.
      A infância durava o tempo que merecia durar.
      Um abraço!

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  23. Não dá mais pra brincar de ser criança.
    Não dá mais pra brincar co'esta cidade.
    Que essa cidade é grande e logo cansa
    de fingir - de fingir que é de verdade...

    - Um beijo!

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  24. Oi, Bia!!
    Que delícia saber das suas coisas de criança! E também fiquei feliz que o texto no "Luz", tenha te inspirado a escrever também.
    Ah, eu fui uma criança de dupla personalidade! :D Para os adultos, eu era uma menina muito comportadinha e estudiosa. Já para os meus amigos de brincadeira, eu era da pá virada e tinha capetinha dentro do corpo. A primeira prova disso foi aos 8 meses quando rolei escadas abaixo e quando cheguei no chão e vi que todos estavam olhando para mim, bati palmas (já contei isso no blogue)
    Eu gostava de pular cordas, queimada, surreia, bate-bate, pique-pega e também pique-esconde - brincadeiras nada paradas e essa última era uma beleza quando começaram os primeiros flertes. Ao contrário do que dizem, que os meninos demoram mais para perceber as coisas, eu demorei bastante para a minha turminha, mas não para a minha mãe. Eu confiava tudo à ela e ela ficava de cabelos em pé.
    Não gostava de brincar de bonecas e nem de desembaraçar os cabelos. A única hora que eu me acalmava era quando estava lendo. Nunca gostei de tv.
    Não vou escrever mais, senão você se cansará. Eu tive uma infância feliz, mas sentindo um buraco em mim pela falta que sentia do meu pai que faleceu inesperadamente quando eu tinha 4 anos. Talvez por isso a minha mãe não era de proibir e conversava bastante, explicando sempre muito bem, bem demais até, todos os prejuízos que teríamos com uma má conduta.
    Com 11 anos fui morar em outro país longe da minha mãe e a minha responsabilidade cresceu muito nessa época. Casei bem nova e brincava muito com meu filho que hoje é adolescente. Sempre perguntam se somos irmãos e dependendo de quem pergunta, falamos que sim!
    Ainda brinco muito e levo muito puxão de orelhas. Por outro lado, ainda mantenho a minha dupla personalidade, pois no trabalho tenho que ser bastante séria.
    Ui, escrevi um relatório!!
    Bom fim de semana!!
    Beijus,

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  25. Bia sempre brinquei até quase mocinha morei nessa época em
    fazenda e as brincadeiras eram bem legais...nossa me da uma saudade
    que sei não volta mais......hj vejo minha neta brincando mas com a cabecinha
    bem diferente da que fui...mas é a evolução dos tempos
    Abraços com carinho
    __________Rita!!!!!

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  26. Mais um excelente texto com deliciosas lembranças de infancia!Me fez recordar algumas tb!Bjs,

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  27. Olá Bia,

    Passando por aqui porque já estive na sua postagem atual.
    Brinquei de tudo que era comum em minha época de criança: bonecas, casinha (fazer comidinha), pular maré, pique, bola de gude, passa-anel, etc. Fazia experiências com o que aprendia nas aulas de ciência, acreditando que ia 'inventar' algo inesperado-rs. Também jogava queimada na rua, damas, dominó e gostava de colecionar figurinhas.
    Bom demais recordar a infância, quando as brincadeiras eram saudáveis e ao ar livre. Tudo muito diferente das brincadeiras das crianças da atualidade. Brinquei até a adolescência. Custei a 'crescer'-rs.
    Apesar do decorrer das estações, continuo uma criança grande. Sou a mais risonha da família e, muitas vezes, chego a agir como criança. Esta criança que existe em mim me alimenta e torna minha vida mais divertida e mais leve.

    Adorei este texto, que me remeteu a boas lembranças da infância.

    Beijo.

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