domingo, 27 de outubro de 2013

Divagações de um sábado à noite

imagem by freepik

Sábado à noite. Depois de um dia puxado e uma caminhada, decidi fazer algo que adoro: cozinhar. Escolhi preparar sobrepaleta de porco ao forno, arroz e batata sauté. Na hora do preparo da carne,  a receita pediu para regar com meio copo de vinho branco seco. Peguei a garrafa recém-comprada no supermercado e começou meu dilema: como abrir a garrafa com o saca-rolhas?

Geralmente prefiro comprar as garrafas com tampa rosqueada para ser mais fácil de abrir. Ou trago aberta da casa do meu irmão... mas não prestei atenção ao detalhe na hora de comprar essa marca. Filha ajuda a segurar a garrafa para eu poder rosquear o saca-rolhas até o final. E na hora de puxar? Nada da bichinha sair... Lembrei de um vídeo que vi na tv onde os rapazes batiam com a garrafa na parede. Apoiei um pano de prato dobrado, deitei a garrafa e dei umas três batidas na base. Nada! Então apoiei no chão, segurei entre os pés e resolvi rodar o saca-rolhas enquanto puxava e... voilá! Me senti a própria Mulher Maravilha!

Um pouco antes, influenciada pelo ENEM, escrevi um texto sobre competição, li, reli, elaborei... mas algo me diz que não devia publicá-lo hoje - então salvei o texto e resolvi cozinhar. Esses dias eu li que quando não sabemos muito bem o que fazer devemos optar por silêncio e oração até conseguir ouvir a voz do coração. Não levianamente... quando me sinto angustiada fico quietinha e imagino o coração como se estivesse sintonizando uma estação de rádio até ouvi (senti)-lo. Às vezes suas palavras não fazem muito sentido... mas tem funcionado barbaramente, embora pareça clichê (e quem disse que os clichês não guardam grandes verdades?)

Carne no forno, resolvi aproveitar o gás kkk e fazer um bolo de chocolate com doce de leite... Deitando a massa na fôrma lembrei da infância, quando esperava ansiosa para lamber a tigela com a massa crua, era quase tão gostoso quanto saborear o bolo pronto. Sorri. Sempre fui afeita a ser feliz com simplicidades.

Esses dias li também que o pior que podemos ouvir do próprio coração (aqueeeele) ao olhar para trás é "desperdicei minha vida". E em algum dos blogs por onde passeio li que uma pergunta instigante às vésperas de Finados: "Se eu morresse hoje, teria feito o que desejei na vida?". Minha resposta seria... não. Meus planos de início de vida saíram tortos - faltou paciência, disciplina, maturidade e um tico de sorte - e talvez por isso hoje eu abrace todas as opções que me cercam, para me respaldar na realização dos meus sonhos, que ganham flexibilidade mas permanecem na essência:

  • Ver/fazer minha filha feliz;
  • Fazer feliz o homem que eu amo;
  • Aproveitar quanto possível minha família;
  • Ouvir e cuidar dos amigos;
  • Auxiliar as pessoas que passarem pela minha vida;
  • Ser feliz fazendo tudo isso.


A lembrança dos que partiram me faz pensar que o maior legado que deixamos em vida são os sorrisos e as alegrias que proporcionamos aos que amamos. Que venham anos bem vividos pela frente e um bom vinho (aberto)  para comemorar.

E você, já parou para se fazer a mesma pergunta? Se morresse hoje, teria feito o que desejou na vida?

87 comentários:

  1. Bia,

    Eu também me sinto a mulher maravilha, quando consigo fazer algo complicado. rs
    Acho que ninguém consegue fazer tudo o que deseja na vida.
    Muitas escolhas erradas na juventude, me impediram de fazer tudo aquilo que eu desejava. E, assim como você, tento aproveitar a vida da melhor forma. E, uma delas, é amar ..amar muito aqueles que me cercam, mesmo estando tão longe.
    Uma linda semana! Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Lucinha!
      Eu já quis até ter uma roupa da Mulher Maravilha, hahaha!
      fico penando por quê estamos tão propensos a fazer escolhas erradas na juventude, e chego a duas ramificações: carência e/ou pressão para ceder aos apelos da sociedade. o problema é que a vida é nossa e o impacto recai sobre nós mesmos...
      Tentar hoje aproveitar a vida e amar os que nos cercam é o fruto bom que nasceu das escolhas erradas. Seria bom se enxergássemos dessa forma antes, mas o importante é que a vida possibilita um renovar de oportunidades.
      Um abraço!

      Excluir
  2. Gostei de tuas divagações, do cardápio e da saga da rolha do vinho,rs... Bolo, caminhadas, jantarzinho, texto,tanto num dia,não? E é assim sempre, nem paramos pra pensar!

    E desejo que cada vez mais realizes o que sonhas e acredito que todos nós que tentamos, podemos estar tranquilos em relação ao passar pela vida... beijos,lindo dia e semana,chica

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Chica! Eu sou sempre muito ativa, às vezes sinto falto de algo que me faça parar um pouco. Por outro lado há sempre a sensação de que a vida anda...
      Sorri ao ler seu segundo parágrafo... esse tem sido meu conforto, saber que faço sempre o que está ao meu alcance pela felicidade, minha e dos meus.
      Um abraço!

      Excluir
  3. Oi Bia

    Sacar rolhas de vinhos é realmente tarefa inglória, as minhas sempre se esfarelam para sair.

    Sempre penso que viver é montar cavalo à galope, sem rédeas. Ultimamente tenho pensado ainda mais.

    Eu duvido que tenha alguém que possa dizer ao morrer que fez tudo o que planejou fazer, que conquistou tudo o que sonhou, que viveu como desejou. Penso que os bons cavaleiros no máximo dirão que fizeram algo bom com tudo que a vida lhes deu.

    Lendo a sua lista de sonhos penso que você os cumpre totalmente, pois é extremamente doadora e cuidadosa com os que a cercam.

    Curioso é que ficou um pontinho com a linha em branco ao final da lista, talvez seja o espaço para você receber todos os carinhos que merece, que planta.

    Um beijo com carinho

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Van!
      A minha tensão foi justamente sobre o medo da rolha esfarelar, já vi isso acontecer antes, hahaha.
      Tenho deixado o galope por conta da vida, embora volta e meia venha a vontade de retomar as rédeas nas mãos.
      Hoje eu tento mesmo fazer o máximo com o que a vida me dá, mas às vezes me pergunto, será que os sonhos não nos valem? Porque se começasse a achar que sonhos não se realizam como imaginamos, perderia a capacidade de sonhar, o que me parece estar diretamente ligada à alegria de viver...
      Acho que nasci para ser uma sonhadora mesmo!
      Eu iria tirar o pontinho mas fiz questão de deixar depois do seu doce comentário. Carinho é uma das poucas (e fundamentais) coisas que preciso para estar bem.
      Um abraço!

      Excluir
  4. Olá!Boa tarde, Bia
    Bem? Comigo, sim!
    partindo do (e quem disse que os clichês não guardam grandes verdades?)...Aprendi que o viver é feito de clichês, e quando eles não aparecem em certo momento da vida, é motivo de ficarmos com a sensação de que algo não está de acordo com o que pensamos , queremos ou realizamos. . Por que,como seres humanos que somos, gostamos de presenciar e vivenciar fatos tão corriqueiros e esperados por todos! Sei que surpresas e fatos inesperados muitas vezes são ótimos, mas...
    "Como diz a lenda", é difícil abrir a garrafa com o saca-rolhas, é "Dar murro em ponta de faca"e para quem não sabe, é "Comer o pão que o diabo amassou", pois parece que o segredo de desrosquear está guardado "A sete chaves",mas pelo menos "A sorte caiu em suas mãos", ou seja, o vídeo,e conseguiu "Colocar a casa em ordem", pois "Eis que conseguiu abrir e pode preparar a sobrepaleta de porco ao forno,,,hum que gotoso, acompanhado de arroz e batata sauté
    ...não vou "Fugir da raia" e vou responder, "Se morresse hoje, teria feito o que desejou na vida?" posso dizer que vou "Fechar com chave de ouro "a minha vida, porque , "Vivendo e aprendendo", consegui fazer do clichê "Viver intensamente cada minuto de sua vida" , a minha verdade , e tenho certeza , que nas horas dos obstáculos, pois "a vida é feita de altos e baixos" , "orei e ouvi em silêncio o meu coração " e pude buscar sempre em minha vida, doar os sorrisos e as alegrias, às pessoas que amei..ou que me amaram!
    Cuide se bem, fique bem, fé sempre!
    Agradeço pelo carinho!
    Bom domingo!
    Belos dias
    Beijos

    ResponderExcluir
  5. Bia ,Sorry...acho que errei, estou "apanhando desse login"...esqueço,quando comento do celular , de mudar o logim,please, considere: Tafena=FelisJunior
    Beijos témais

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Felis!
      Tem razão, no fundo tudo o que queremos acaba tornando-se muito próximo, queremos amar e ser amado, cuidar dos nossos, curtir boas coisas da vida, ter estabilidade, amizade, alegria... e dá-lhe clichê!
      O prato ficou mesmo muito bom, até meus pais vieram jantar aqui quando souberam do cardápio, hahaha.
      Saber que está aproveitando a vida em cada minuto é ótimo, é isso aí! o/
      É sempre admirável essa capacidade que alguns seres humanos tem de superar seus momentos de dor e silêncio e convertê-los em alegrias e sorrisos. Por isso gosto tanto desse povo da blogosfera.
      Um abraço, e obrigada sempre!

      Excluir
  6. Boa tarde, Bia. Sempre quando eu venho ao seu blog, eu tenho de vir com um tempo considerável, pois os seus textos requerem de mim extrema concentração.
    Ao ler este, antes de qualquer coisa, passei a te conhecer melhor, parece que és muito transparente no seu pensar e viver.
    Essa frase: "desperdicei minha vida", fala muito ao meu coração, pois se eu morresse hoje, não teria feito praticamente nada do que sei que deveria ter sido realizado.
    Os seus sonhos são maravilhosos, quem não quer fazer seus filhos felizes, ter um amor sadio, uma família, ajudar o próximo?
    Dessa sua lista, talvez em algum ponto fique ela desfalcada, mas destino ou Deus saberão como e quando preencher.
    Amei a sua postagem, a sua calma ao escrevê-la, dá para sentir nas palavras, o gosto por cozinhar, sempre alivia os pensamentos ruins.
    Desculpe se falei muito de mim na sua postagem, vez em quando exagero.
    Tenha um abençoado domingo, excelente semana.
    Beijos na alma!
    Já me perguntei os motivos, não sei te responder.
    Já perguntei os mesmos motivos para Deus, nada ouço, dá medo!
    Será destino? Mas como? Coisas básicas para qualquer indivíduo.
    Por isso que eu temo o futuro, temo sim, pois não vejo ás coisas acontecerem no presente, e não tenho mais 20 anos.
    Não sei se o problema está em mim, ou é o tempo que não chegou.
    Como? É tudo tão demorado, e afirmo que não é ansiedade.
    Se eu pudesse, teria feito muitas coisas diferentes no meu passado, mas não posso, ele não volta!


    Acredito também, que quando não sabemos o que fazer, melhor é deixarmos quietos, esperando uma confirmação do que tem de ser feito, a fim de que não exista nenhum equívoco ou qualquer tipo de sofrimento trazendo assim o arrependimento.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Patrícia!
      Sou mesmo transparente e isso sempre me leva a dois pontos: que preciso sempre me vigiar em relação à isso, afinal, sem sempre é saudável mostrar o que sentimos ou pensamos em sua totalidade, e que não compreendo como algumas pessoas se enganam a meu respeito, visto que sou tão transparente, hahaha.
      Adoro cozinhar, o faço desde os sete anos de idade, desde uns dez anos regularmente e realmente, relaxa e espairece... só não gosto muito da parte de lavar a louça, hahaha.
      Patrícia, seus dilemas são um pouco meus também. Talvez pela questão da idade mesmo... chegamos a um ponto em que dá ainda para aproveitar muita coisa, mas já não se pode esperar tanto quanto na juventude (quando, ironicamente, não temos a paciência necessária para as melhores escolhas, afff!). Não classifico como ansiedade, e sim urgência em viver.
      Aprendi nos últimos anos a importância de relaxar e se distanciar um pouco quando os caminhos não parecem claros. Manter a serenidade é muito melhor que ruminar arrependimentos.
      Adorei sua visita!
      Um abraço!

      Excluir
  7. Bia, como a maioria dos vinhos tem rolha, vc já estará prática. Qto a pergunta, lógico que não. Qdo se vive a completude é infinita, temos sempre sonhos novos e novas realizações. Bjos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Eder!
      Sim, agora já sei abrir rolhas! :D
      Sei que acredita em reencarnação e isso deve trazer essa sensação de que os sonhos um dia serão realizados dando espaço a novos... é um ponto de vista reconfortante. Por outro lado é tão bom ver/sentir sonhos se realizando...
      Um abraço!

      Excluir
  8. Olá Bia! Parabéns por seus dotes culinários, admiro muito quem sabe fazer pratos deliciosos como você, não sou prendada assim e acredito que não tem jeito mais. Kkkkk , entreguei os pontos!!!
    grata pela visita, uma linda tarde de Domingo. Bjuss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Lourdes!
      A receita da Sobrepaleta é muito fácil e prática, está no "Culinária na boa", não tem erro!
      Agradeço seus elogios e sua presença!
      Um abraço!

      Excluir
  9. Bia,
    só quem de fato tirou aprendizados importantes do que viveu, é capaz de ouvir/sentir o coração, ter paciência em sintonizá- até que a clareza aconteça e facilite a ponderação das ações a seguir.Ao chegar-se neste patamar de equalizações valiosas sobre o que desejamos viver, comprovamos as preciosidades da existência: amor/cuidados/dedicação aos nossos amores.
    Não havia me feito tal pergunta e, agora que vc me sugeriu, te digo: Não fiz tudo o queria, mas fiz muito mais do que imaginei um dia.

    Uma linda semana pra ti.Fazia um tempinho que queria dar uma passadinha aqui e as correrias diárias me boicotavam.
    Bjos,
    Calu

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Calu!
      Parece tão simples, mas não é fácil ouvir a voz do coração. Muitas vezes ela sofre interferência da consciência, dos desejos, das mesquinharias, do medo, e se não tomamos cuidado, agimos acreditando que agir por emoção é o mesmo que agir com o coração, quando são coisas distintas.
      Eu adoro mesmo cuidar de todos que eu amo, adoro, é meio caminho andado para minha felicidade.
      Fantástica sua resposta sobre a pergunta, Calu! Se fez muito mais que imaginou, então está num lucro enorme! Também já fiz muito mais que imaginei, mas confesso que eu ainda quero viver alguns sonhos. Será que com tanto aprendizado ganhei o direito de realizá-los?
      Um abraço!

      Excluir
  10. Bia, deve ter ficado especial este jantar!
    Sobre o silêncio, vou levar comigo. Muitas vezes ele me faz companhia e nesses momentos também prefiro adormecer as palavras.
    Silêncio especial aos nossos que partiram; silêncio para a reflexão que sua pergunta nos traz.
    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Ana!
      Lindo comentário... o silêncio, quando não advém da dor da solidão, pode ser um meio significativo de falar, homenagear, lembrar, amar...
      Um abraço!

      Excluir
  11. Um blog me chama a atenção pelo título ou pelo nome do proprietário. O seu me atraiu pelo inusitado do título e pelo nome Bia que era o apelido de minha avó materna de nome Beatriz. Daí, a ternura e emoção que senti ao ler a sua Carta para a vovó. Assim como penso sobre a minha avó Bia, tenho certeza de que a sua também está num lugar lindo (que chamo Paraíso das Avós) e que olha por ti com o olhar mais doce que uma avó pode ter.

    Passeando por outras postagens, devo dizer que me identifiquei muito com Segredos, Defeitos, Amigos e Aparência. Textos perfeitos!
    Lindo também é Um novo dia, de um novo tempo, que começou. Aceitei o café e o pedaço de bolo de um ano atrás, e devo dizer que mesmo com um ano de atraso, eu aceito brindar contigo, e o faço num levantar de taça mais do que um tim tim, para que você possa ouvir o eco do meu apreço e admiração pelo teu espaço.

    A postagem atual é simplesmente deliciosa de se ler! Diverti-me, emocionei-me, e por fim fiquei a refletir sobre a sua indagação: Se morresse hoje, teria feito o que desejou na vida?
    De pronto posso responder que não! E a constatação, ao mesmo tempo que angustia, faz-me refletir sobre o tempo, para chegar à conclusão de que nós podemos sim, apressar um pouco mais o nosso caminhar pelos seus campos, para que, se pegos de surpresa pela morte, tenhamos pelo menos o consolo de saber que pouco (ou nada) ficou para ser feito.

    Enfim, adorei ter conhecido o seu espaço, este cantinho tão aconchegante que nos recebe como uma casa de portas abertas... convidando a tudo conhecer!

    Deixo-te sorrisos brincando entre estrelas, no desejo de uma linda e ensolarada semana.
    Com carinho,
    Helena
    (http://helena.blogs.sapo.pt)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Helena, seja bem vinda!
      Quem teve a felicidade de conviver com a doçura das avós traz uma parte delas dentro de si. Curiosa a forma como chegou ao blog.
      Fico feliz que tenha se disposto a passear pelo meu espaço e por ter se identificado com tantos textos. Pode vir comer bolo e tomar café quando desejar.
      Adorei a dica que deixou sobre apressar um pouco o passo para a realização dos sonhos. É disso mesmo que tenho medo, da morte, que não tem tempo certo para chegar. Não da morte em si, mas de imaginar que o tempo para realizações findou.
      Adorei sua presença, um prazer conhecê-la.
      Um abraço!

      Excluir
  12. Oi Bia,

    Pois é, concordo viu, nao é fácil abrir com um saca-rolha comum uma garrafa de vinho...rs
    Mas voltando ao texto ( muito bem elaborado, claro) se eu morresse hoje ou por esses dias, acho que boa parte do meus sonhos foram realizados sim, só seria uma pena porque ainda nao lancei meu livro, e infelizmente economicamente falando, vai ficar para o ano que vem, e a intençao era de realizar esse grande sonho ainda esse ano.

    No geral, tenho mais a agradecer do que pedir.........

    Abçs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Vanessa!
      Nada fácil... eu ainda tenho LER no pulso direito, então não dá para fazer muito esforço sob pena de forçar a lesão e daí, um abraço, hahaha. Mas agora já sei a técnica, hahaha!
      Ah, que bom ter realizado grande parte dos seus sonhos... é claro que alguns sempre vão ficar como metas para o amanhã, senão a vida perde a graça. Tenho certeza que em breve seu livro será publicado, é muito habilidosa com a escrita. Não deixe de me avisar quando acontecer!
      UM abraço!

      Excluir
  13. Olá, Bia.

    Viver de verdade é cultivar todo o bem possível, para poder colher e compartilhar sorrisos e ao partir dessa existência, deixar sorridentes lembranças e levar para o infinito, memórias de um contagiante contentamento. A morte não é um fim, é recomeço; não é adeus. Apenas, até logo.

    Um abração e uma boa semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Apon!
      Sabe, na adolescência eu pensava muito na questão da morte e no motivo de estarmos aqui, vivos. Isso me fez pesquisar almas crenças diferentes da minha, que é a católica. Todas me mostraram o mesmo que disse: o bem é sempre a melhor escolha e o melhor legado.
      Um abraço!

      Excluir
  14. Hoje estou meio que "vazia" para escrever no meu proprio blog, e comentarios tambem, pq uma amiga que conheci faz pouco tempo e gostei muito mesmo, morreu de repente de um AVC. Então a vida é assim, melhor aproveitarmos todos os instantes. Valorizar o que temos e o que somos.

    Eu não fiz praticamente nada daquilo que sonhei para mim e espero, profundamente, que Deus me dê a oportunidade de realizar alguma coisa. Nada do que quero é demais, mas seria demais de bom viver estes sonhos.

    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Sissym!
      Como eu disse ontem, fadinha, também estou passando por uma realidade parecida mas ao contrário, minha amiga irá se operar amanhã porque descobriu o perigo do AVC antes de ocorrer. Sabemos que é uma operação de risco, mas fugir à isso seria não se permitir uma segunda chance.
      Ela teve escolha, e uma escolha difícil. Poderia passar anos com a doença sem problemas e correr o risco, pode operar com grandes chances de resolver o problema, ou pode ter sequelas... escolhas e riscos, palavras sempre intimamente ligadas.
      O seu segundo parágrafo resumiu tão brilhantemente o que eu mesmo sinto que nem precisa mais de DNA: você é minha irmã de alma, com certeza. Assim como quero abraçar a certeza de que Deus nos dará (e não tardará) em nos dar essa oportunidade.
      Um abraço!

      Excluir
  15. Boas divagações Bia, eu também sou do tipo que me sinto feliz com coisas pequenas e simples, por vezes me pego nessas divagações e rindo para as paredes.
    Creio que por mais que vivamos, ainda não chegar ao ponto final de dizer que já se fez tudo que estava nos planos para ser feliz. A fome de viver é sempre insaciável, mas acho que podemos traçar metas para ter uma vida melhor, isso podemos sim.
    O silêncio é um maravilhoso remédio para aliviar esse turbilhão que as veze nos assola. E que venham anos maravilhosos na sua e na nossa vida! Tim-tim!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Marly!
      Eu rio muito com bobagens e temo mesmo perder essa capacidade. Hoje mesmo, por causa disso, minha filha disse "às vezes eu tenho vontade de te apertar", hahaha.
      Há uma companheira da blgosfera que uma vez escreveu ter vivido tão bem seu relacionamento que mesmo após a partida dele ela se sentia muito bem, plenamente realizada. viaja, curte os netos, mas me pareceu ter a sensação de que viveu seus sonhos tão bem vividos que agora, o que vier, é lucro. Essa é mais ou menos a sensação que eu busco, não que não haja planos ou objetivos, mas de se chegar em um ponto onde a satisfação é cotidiana.
      Você é muito especial compartilhando tais palavras mesmo em momentos onde está arrumando sua "casa interior" e tenho certeza que virão, sim, anos maravilhosos para nós!
      Um abraço!

      Excluir
  16. Eu adorei estar aqui, ler sua postagem, bem sincronizada com seu humor, bom,me parece. Creio que a maioria de nós olhamos e dizemos do que não fizemos, eu mesma me encontro nessa, rs. Um forte abraço e está convidada a visitar meus blogs, se ficar é privilégio e eu retribuo, com certeza! Linda semana pra ti.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Rose!
      Seja sempre bem vinda, e que legal ter gostado. Essa inquietação certamente é capaz de nos levar a lugares inusitados. Um abraço!

      Excluir
  17. Vixe Maria, que esse cardápio estava divino... Deu tudo certo, aposto.

    E além de tudo, esse texto lindo, leve, com um aroma de coisa vivida, boa. Que bom que passei por aqui hoje.

    Tanta coisa que deixei por fazer, que sequer iniciei... Acho que meu epitáfio seria: "aqui quase jaz"... rsrs.

    Beijo, Bia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Milene!
      Deu tudo certo sim, raramente as coisas dão erradas na cozinha, mas também não invento nada muito elaborado, hahaha.
      Pois é... algo me dizia que o dia pedia leveza. E então o texto surgiu.
      "Tanta coisa que deixei por fazer, que sequer iniciei"... Milene, você é tão cheia de luz e de vida, com certeza pode fazer muita coisa que gostaria. O iniciar é o mais difícil, o dar o primeiro passo, o abraçar a vontade e a escolha... geralmente, depois disso, as coisas costumam se encaminhar muito bem. Coragem! Vale a pena a sensação da realização.
      Um abraço!

      Excluir
  18. Bia, além de uma comida boa vc ainda fez esse delicioso e bonito texto. Melhor impossível. E se eu morresse hoje iria sem ter feito muita coisa que desejaria, muita mesmo. Bjs e boa semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Sérgio!
      Desejo então que haja ainda muito chão pela frente e muitas possibilidades aproveitadas de realização. Um abraço!

      Excluir
  19. Um ótimo texto Bia, sábado eu e meu esposo ficamos sentados na varanda falando exatamente sobre isso, das pessoas que passam por nós e conforme vamos partindo quem se lembrará?
    Não fiz nem metade do que desejo affff, e o tempo ta voando!!!
    Como disse bem para mim tbm faltou paciência, disciplina e maturidade. É que vamos aprendendo com os erros então algumas coisas só realizamos bem mais amadurecidas.


    ps: tinha escrito minha mensagem mas acho que não foi kkk ainda bem que sempre volto para ler o que escreve, minha nete tá uma lisura afff kk

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Patrícia!
      É verdade, há pessoas que partem e parecem não ter feito diferença nenhuma na vida do outro. Por um problema de estima fico sempre achando que não faço a diferença, mas no fundo sei que não é assim. (ou pelo menos eu tento, hahaha)
      Talvez seja esse o grande aprendizado da vida, né, o de só conseguir realizar algumas coisas da maneira como tem que ser depois de galgar alguns degraus na maturidade.
      Você é atenta e já aprendeu bastante, e tenho certeza de que realizará muito pela frente. Um abraço pra você e outro pro Waldir!

      Excluir
  20. Divaguei junto contigo Bia! haha. Boas reflexões (e muitas).
    Adorei a frase "e quem disse que os clichês não guardam grandes verdades?". Concordo plenamente.
    Sobre a frase final do texto, creio que ainda estou em um período tortuoso demais pra abraçar todas as oportunidades. Há muito o que se decidir. Mas se eu partisse dessa pra uma melhor, de repente, não estaria tão satisfeita assim com o que desempenhei até hoje. Talvez este seja um pensamento que possa me trazer mudanças internas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois, é muitas mesmo, para quem consegue ler inclusive entrelinhas, hahaha.
      Esses períodos tortuosos são longos mas costumam deixar um rastro de boas oportunidades. Faz bem em deixar que algumas coisas se decidam, mas não deixe que seus sonhos e objetivos se percam nas mãos da vida. Chegar a um nível de satisfação é o que faz a vida valer de fato. Algo sempre vamos perder nas escolhas, mas o que vale é focar nos ganhos.
      Um abraço!

      Excluir
  21. Acho que nos cobramos demais, as pessoas ao nosso redor nos cobram demais e nós mesmo cobramos demais dos outros, por isso nunca estamos prontos pra partir, sempre falta fazer mais coisas. Eu só fiquei pensando nesse jantar que vc preparou, só pelo nome já me deu água na boca hahahaha
    Bjos!
    http://amonailart.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Val!
      Das inúmeras cobranças que citou, acho que a que mais pesa é a que fazemos em relação a nós mesmos, porque são essas que determinarão o sucesso ou não da nossa história. Querer atender às cobranças alheias traz frustração pessoal, fazer muitas cobranças idem. E cobrar de nós mesmos só vale se for para nos levar a um estado de felicidade. (mas nem tudo o que eu disse é tão simples na prática, hahaha).
      Quer vir jantar comigo? ;)
      Um abraço!

      Excluir
  22. Fiquei rindo enquanto lia a descrição de seu malabarismo para abrir a garrafa de vinho. Já passei por isso (kkk), até adquirir um saca-rolhas de fácil utilização.
    Não sei se fiz o que desejei, na vida. Mas tentei dar o melhor de mim no que a vida me ofereceu e no que me colocou à prova, com seus constantes desafios. É difícil dizer sim ou não a essa pergunta, já que o não indicaria enormes frustrações e o sim, uma realização total à qual nenhum ser humano chega. Grande beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Marilene!
      Eu pensei isso mesmo, ainda vou adquirir um saca-rolhas daquele "porreta" que é só encaixar e... tchum! hahaha
      Pessoas dedicadas a se melhorar tem essa característica de sempre querer dar o melhor de si ao que a vida traz, e progressivamente, ou seja, cada vez mais. Entendo seu ponto de vista sobre a resposta em relação à pergunta não ser sucinta, pois enquanto há vida, há novos planos e meios de realizá-los.
      Um abraço!

      Excluir
  23. humm..salivei aqui.

    com fome não raciocínio direito...mas me lembrei do tema da redação do enem(#sorte)
    e das vezes em que tomei vinho em lugares especiais...viu?? um bom texto causa reboliços..rs.

    beij0

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Margoh!
      Despertar lembranças é uma das consequências da leitura. Seus escritos sempre me fazem lembrar de algo (ou alguém).
      Um abraço!

      Excluir
  24. Oi Bia,
    Ri a vontade, era tão fácil: Segura a garrafa à sua frente no sentido horizontal com a boca para seu lado esquerdo, dê dois tapas rápidos no fundo da garrafa, ninguém aguenta esses tapas no...a rolha ia pular rapidinho pra fora, mas se ela insistisse em não sair é porque estava gostando dos tapas, então embebedava a rolha empurrando com um cabo de uma colher de madeira. Conclusão: todos ficariam felizes e de pileques.kkk
    Beijo
    Lua Singular

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Dorli!
      hahaha, Ótimos métodos, Dorli! O do tapinha na garrafa eu tentei na parede, acho que até funcionou porque depois disso consegui tirar a rolha com mais facilidade. Empurrar com o cabo de uma colher de pau pode funcionar... quando eu tiver a colher de pau, hahaha. Sem falar que era para usar só meio copo, imagina eu tomando o resto já que não haveria como tampar, nem consigo imaginar, hahaha.
      Um abraço!

      Excluir
  25. Olá Bia.
    Delicia de texto, não sou muito adepta da cozinha, mas sou ótima provadora de pratos, hoje consegui que meu pudim de leite e musse de maracujá ficassem perfeitos, afff até que enfim, o primeiro é para a filhinha e o segundo para o maridão suas sobremesas preferidas, como é bom fazer quem amamos felizes, é o que conta nesta passagem neste mundo. Concordo muito com seu texto e até me identifico com ele quanto ao fato do saca rolhas...rsrsr, fico refletindo o tempo todo sobre sua pergunta e ultimamente bem mais. Claro que peço sempre mais um tempinho pois tem muitas coisas que gostaria de ver e viver antes de partir.
    Uma linda semana a você e seus amores. Beijinhos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Verinha!
      hummmm, Adoro fazer/comer pudim de leite e musse de maracujá! Comcerteza vocês os fez com amor, já que era para agradar os amores da sua vida, não tem como errar assim!;)
      Li seu último post e me fez bastante sentido os motivos que a tem levado a refletir mais... que essa onda passe e deixe para trás uma praia bem mansinha onde possa garimpar seus sonhos.
      Um abraço, obrigada pelos desejos estendidos aos meus amores!

      Excluir
  26. Amiga, é triste, mas se eu morresse amanhã, não teria feito tudo que sempre quis na vida.... Bjus, adorei tua postagem.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Nádia!
      Não tenho alcance sobre os seus sonhos, mas procuro sempre pensar que enquanto há vida sempre há chances de realizar boa parte deles.
      Um abraço!

      Excluir
  27. O Bia,
    Uma postagem muito engraçada e eu sou feliz e me empolgo. Desculpe.
    Há situações em que nos vemos em papos de aranha que permeiam, muitas vezes, com alegria os nossos pensamentos
    Um beijo
    Lua Singular

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Dorli, eu adorei que a postagem a deixou alegre, nossa, acho que esse é um dos maiores presentes que podemos ter, ver as pessoas que gostamos felizes.
      Um abraço!

      Excluir
  28. Bia, espero que a cirurgia de sua amiga tenha corrido bem. Vi sua observação em outro blog. São situações que causam aflição. Grande beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pela preocupação, Marilene, ao que sei correu tudo bem, obrigada pelo carinho. Costumo colocar situações nas mãos de Deus mas sempre causam uma certa apreensão, até porque nos lembra nossas limitações e fragilidades.
      Um abraço!

      Excluir
  29. Bia, um lindo texto e a resposta é não, não fiz nem metade do que gostaria... e isso me apavora porque sei que agora não dá pra ficar errando e recomeçando. É agora ou nunca mais! Fico mais apavorada ainda!
    Eu amo massa crua de bolo! Qdo pequena ficava esperando minha mãe fazer bolo só pra rapar a tigela. E faço isso até hoje, com minha filha que puxou a mim.
    Abrir vinho com o saca-rolha.... uma angústia sem fim! Muitas vezes afundei a folha por não ter forças suficientes... faltou um braço forte pra fazer isso pra mim..... :(
    Voltando ao começo.... Se lembrarmos de tudo o que já fizemos, será que fizemos bem feito? Valeu a pena?

    Beijos, uma linda semana pra vc!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Clara!
      Essa pressão da idade e responsabilidade é o que começamos a sentir, de que precisamos tomar atitudes com urgência, porém correndo o menor risco possível. Primeiro, mudanças sempre trazem riscos, mas em maioria das vezes, compensam. Segundo, penso que nessa idade temos ferramentas para lidar com elas de forma mais equilibrada e serena, o que aumenta bastante a chance das coisas darem certo. O negócio é ir em frente para não correr o risco de que os tempos passem de vez.
      Eu também gosto de massa crua até hoje! Já minha filha gosta mas prefere raspar a panela de brigadeiros, hahaha.
      Sobre a rolha, minha filha sugeriu procurar um vizinho (moro em um prédio), hahaha, mas pensei, "ah, tenho que aprender a fazer isso"... ainda bem que a rolha colaborou, hahaha.
      Voltando ao começo, como disse, acho que sempre temos a tendência a fazer mais bem feito, o que justifica os erros iniciais. Se os erros são utilizados para modificar e melhorar um padrão (ou ainda, quebrá-los), então valeu a pena.
      Um abraço!

      Excluir
  30. Ola, bem se eu morresse hoje não teria feito tudo o que quero fazer, o tempo passa rápido demais.
    Espero conseguir não tudo que quero, mas tudo que preciso.
    um belo texto, parabéns.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Waldir!
      Às vezes também tenho essa sensação de que o tempo passa muito rápido e isso gera uma certa angústia...
      Linda sua conclusão. Conseguirmos o que precisamos é um desejo simples e merece ser atendido. O que desejo, no fundo, é o mesmo. Não tenho grandes ambições que não sejam estar com os que amo.
      Um abraço!

      Excluir
  31. OI BIA!
    ACHO QUE POUCAS PESSOAS NO FINAL, PODEM DIZER TEREM FEITO TUDO O QUE DESEJAVAM, POIS MUITO DO QUE ALMEJAMOS VAI FICANDO PELO CAMINHO, POIS SOMOS ENVOLVIDOS POR SITUAÇÕES QUE FOGEM AO NOSSO CONTROLE, MAS SE ALGUMAS DAS ESCOLHAS QUE FIZEMOS FORAM VIVENCIADAS, JÁ DEVEM SER MOTIVOS DE ALEGRIA E DE "MISSÃO CUMPRIDA".
    BIA, GOSTEI TANTO DE TEU POST, ACHEI TÃO PESSOAL E SINCERO QUE ME ESTENDI COMENTANDO, FOI COMO SE ESTIVÉSSEMOS FRENTE A FRENTE CONVERSANDO, PODE?
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Zilani!
      Houve um tempo em que sofri muito por situações que fogem ao nosso controle, mas descobri que o descontrole gerado por essa sensação de impotência é o que nos enfraquece e nos impede de conquistar o que desejamos. Como sempre digo, manter o foco é necessário para alcançar pelo menos algumas dessas conquistas, como disse.
      Eu gosto muito quando as pessoas vem aqui e falam à vontade, como se estivessem conversando comigo, acabo sentindo o mesmo lendo os comentários. Um abraço!

      Excluir
  32. Ora, ora, uma cozinheira filósofa!
    Adorando isso: carne, vinho, bolo e divagações... Bia, eu cozinho tanto durante a semana (à noite) que nos finais de semana opto por dar uma saidinha. rsrs

    Mas então, planejei mta coisa, realizei algumas, mas não me sinto frustrada com o que ficou pelo caminho. Estranho... me sinto mto bem.
    Houve um tempo em que eu queria carregar o mundo nas costas, hj acredito que cada um deve andar por si só. Ajudar não é fazer pelo outro.
    Será que me tornei egoísta?
    Vou escrever um post!
    rsrsr

    Um beijão, querida.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Paty!
      "Cozinheira filósofa", adorei, hahaha... eu também cozinho durante a semana, faço almoço e janta... é claro que às vezes eu encomendo um lanche pronto, que ninguém é de ferro, né? hahaha
      O importante, após esse balanço, é se sentir bem... se está sentindo-se assim, Paty, é porque a vida a direcionou e você sabiamente soube aproveitá-la.
      Interessante o que disse... a questão não é que se tornou egoísta. De acordo com a filosofia do meu serviço voluntário, quando tentamos resolver as coisas pelo outro estamos indiretamente dizendo que ele não é capaz de resolver, o que pode provocar baixas na estima.
      Sabe, eu procuro respeitar a capacidade que o outro tem de resolver e tomar suas decisões, fazendo o máximo possível para tornar as coisas mais simples e fáceis de forma a ajudar sem tirar-lhe a capacidade de resolver por si só. É desse jeito que me sinto feliz.
      Se escrever o post quero ler com certeza, me avisa!
      Um abraço!

      Excluir
  33. Olá Bia,

    Me deliciei lendo seu texto e me diverti com suas tentativas de abrir a garrafa de vinho. Seu jantar deve ter sido um sucesso. Adoro batata sauté. Infelizmente, sou uma negação na cozinha. Cozinhar é uma arte e é preciso gostar.
    Suas divagações são sempre interessantes e enriquecedoras. Como você, a simplicidade me encanta e me faz feliz. Sempre achei que não precisamos de muito para estar feliz.
    Creio que é normal escolhas equivocadas e frustradas em nossos planos de início de vida. Isto nos ajuda a errar e aprender enquanto temos tempo pela frente para fazermos diferente e encontrar aquilo que realmente nos preenche. Creio que a vida nos direciona para o que tem que ser, independente de algumas escolhas. Para você ter uma ideia, tudo que planejei para o início da minha vida profissional saiu para um rumo totalmente diferente. Pretendia fazer Faculdade de Letras e ser poliglota ou seguir carreira diplomática, mas a única faculdade que tinha em Lafaiete (onde eu morava) era a de direito e minha mãe deixou claro que não me deixaria sair para estudar fora. Conclusão: fiz a Faculdade de Direito e acabei me entusiasmando. Como já trabalhava no INPS, hoje INSS, acabei fazendo concurso público por ascensão funcional e me transformei em Procuradora do Órgão, tendo que vir para Belo Horizonte para assumir as funções. Ou seja, por falta de opção, ingressei em uma faculdade que me levaria a fazer carreira e transformaria minha vida, obrigando a minha saída de Lafaiete, de onde não pude sair para fazer outra faculdade por imposição da minha mãe. Ou seja, meu lugar era aqui em BH, em meios aos processos do INSS e onde eu viria a conhecer meu marido. Este é apenas um exemplo. Há vários outros acontecimentos que foram modificados em minha vida, independente de opção minha. Por isso acho que a vida nos coloca onde deveríamos estar para melhor aprendermos e sermos mais úteis.
    Quanto à pergunta, ("Se eu morresse hoje, teria feito o que desejei na vida?") a minha resposta seria negativa, mas não culpo a vida. Tudo o que deixei de fazer foi por opção ou comodismo. Sou muito grata à vida pelo que pude realizar até hoje e sempre dei o melhor de mim para as pessoas que eu amo, que é o principal. Tenho muitos planos, mas se não chegar a realizá-los já me dou por satisfeita com o que foi realizado até aqui.

    Seus objetivos são muito simples, Bia, e você vai realizar todos e ainda muito mais.

    Beijo.


    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Vera!
      Eu adoro cozinhar, certamente é um ingrediente extra e importante, hahaha.
      Abri um sorriso lendo que minha simplicidade desperta em você bons sentimentos. Isso dá sentido à muitas buscas que faço na vida.
      Essa questão do direcionamento natural que recebemos da vida faz bastante sentido hoje pra mim. Estamos sempre nessa linha entre o sonho e o que a vida nos oferece. Não podemos resistir ao que a vida nos dá, nem fugir às oportunidades com medo de tornar sonhos, realidade.
      Sobre essa questão de opções de faculdade minha história assim como a sua é bem curiosa e mudou completamente a minha vida, sobretudo emocionalmente - foi onde conheci o homem que amo. São mesmo interessantes os caminhos que a vida nos dá e mais ainda, explicáveis. Olhando com atenção conseguimos perceber essa conexão, tão bem feita como a que fez, de onde temos que estar e em qual momento.
      Mas confesso que estou esperando desejosa, "o meu momento", hahaha.
      Como eu escrevi para a Paty, Vera, ainda que alguns planos estejam pelo caminho (importantes para fomentar a vontade de viver) o mais relevante é que sente-se satisfeita, esse estado é o que eu chamo de felicidade, não momentos explosivos e surpreendentes o tempo todo, e sim o sentido de plenitude, de que estamos no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas. É simples.
      E eu desejo que sua vida seja sempre repleta de satisfação e significado.
      Um abraço, obrigada pelo carinho!

      Excluir
  34. Cozinhar é uma divina forma de arte! ahh lembrei-me de quando não tínhamos saca rolhas, e enfiávamos a rolha p dentro da garrafa rss abração

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Ives!
      Pois é, me ensinaram essa de enfiar a rolha na garrafa, hahaha... o problema é que não teria como fechá-la depois, já que abri para fins culinários! Mesmo assim, dica anotada!
      Um abraço!

      Excluir
  35. Oi Bia querida


    Que maravilha de postagem viu.... Aliás como todos seus escritos diga-se de passagem.
    As vezes também prefiro ficar quietinha e "tentar" ouvir o que diz meu coração.

    Beijos e boa quarta!

    Ani

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Ani!
      Obrigada pelo carinho... é sempre muito proveitosa essa ligação que aprendemos a fazer conosco.
      Um abraço!

      Excluir
  36. Olá Bia achei adorável essa sua narração do pormenor da garrafa! Também tive essas "lutas"! Um dia pensei? Será que não vou ser capaz de usar saca- rolhas e estar sempre dependente? E consegui! Nós conseguimos sempre. Com maior ou menor dificuldade vamos lá! Adorei também esse pormenor de parar para silenciar e orar! Foi óptimo neste momento relembrar isso. Obrigada. Proporciona encarar depois os factos com um outro olhar. Sobre a parte final, muitas vezes penso nisso. Não desperdicei o meu tempo, talvez mudasse algumas pequenas coisas. E com o que já passei tenho tentado compreender, porque Deus me deu a vida. Um beijinho e desejo-lhe toda a felicidade do mundo junto dos que ama e das cosias simples, que como eu também aprecia. Ailime

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Ailime!
      É verdade, Ailime! Nós conseguimos sempre...quando sabemos o que queremos e buscamos firmemente (eu acho, hahaha).
      Esse silêncio enquanto busca interior não é aquele da solidão (não que seja o seu caso), que desperta nosso medo e angústia, é aquele silêncio de quem busca uma resposta, saindo temporariamente de si. Tenho certeza que compreende o que eu quis dizer.
      Sabe, eu sempre busco pensar assim, que as coisas acontecem de determinada forma porque Deus quer assim, para me capacitar ou ensinar. Isso traz um certo conforto sobre as coisas que não podemos mudar.
      A você também muitas felicidades simples que em geral são as mais duradouras.
      Um abraço!

      Excluir
  37. Você escreve tão bem que nem sei o que dizer no final do post, eu não fiz tudo que queria ainda, perdi muito tempo socada dentro de casa em depressão, agora que estou tentando repor o tempo se é possível.
    Esses dias consegui abrir a garrafa com essa dica de bater na parede e deu certo, mas acho que foi sorte kkkkk
    Qto ao agradecimento aos amigos virtuais alguns sõa muito importantes na minha vida Bia, posso dizer que várias vezes fui salva pela paciência e orações de alguns principalmente da Patricia ainda não nos conhecemos pessoalmente mas ela sempre responde com carinho todos meus chamados esse é o lado bom da nete, temos o prazer de conhecer pessoas que não seria possível de outra forma...grata por sempre ler meus posts.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Maria!
      A depressão é subestimada por pessoas com pouca informação, mas é uma doença cruel e silenciosa, porque tira a vontade de buscar a realização dos sonhos. Muitos se eximem do diagnóstico com medo de julgamentos, outros acham que é só uma tristeza ou amargura... que não passa.
      Ainda bem que está buscando retomar sua vida, tenho certeza que conseguirá e isso trará a cada dia mais força!
      Pelo que vi o negócio de bater na parede funciona mesmo, o negócio é ter um pouco mais de paciência do que eu tive, hahaha.
      Também sou testemunha de que há muitas pessoas generosas na blogosfera, em muitos posts os comentários deixados me proporcionaram um ponto de vista diferente, que me permitiram encontrar um meio mais leve de viver. A Patrícia é dez, uma pessoa generosa e admirável.
      Que venha um período de grandes conquistas e alegrias, Maria!
      Um abraço!

      Excluir
  38. Olá, boa noite

    Não te esqueça, o Sol, é reluzente para todos nós.
    Por isso, não deixe de ocupar um espaço que é somente seu.
    Um abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, José!
      É simples, mas alguns perdem tempo tentando comandar a vida do outro e esquece de cuidar da própria vida, que é o propósito a que viemos. Bela lembrança.
      Um abraço!

      Excluir
  39. Olá, vim apreciar teus escritos!
    Que post maravilhoso, nos faz refletir sobre a vida!
    Gosto desses momentos de silêncio e oração, é o que mais faço.
    Minha dificuldade era com a tampa do pote de azeitona, de tanto tentar já abro sozinha.
    Infelizmente já desperdicei minha vida com coisas que não me levaram a lugar nenhum. Tempo perdido!
    Bola para frente, correr atrás do prejuízo e ser feliz.
    Não quero partir sem antes ver a formatura dos meus filhos e meus netinhos. Tenho dois filhos, um de 15 e o outro de 2 anos.
    Fiz esse pedido ontem na carta que escrevi para Deus.
    Parabéns pelo blog, muito especial.
    Já vou ficar por aqui te acompanhando!
    Carinhosamente

    Femme- Mãe, Esposa, Mulher!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Rê!
      Tampas de pote já foram grandes dilemas para mim, que sou magrinha, hoje tenho uma técnica: pego uma faca sem ponta, coloco por baixo da tampa e dou uma forçadinha com cuidado, para extrair o ar. Depois disso abre fácil, fácil.
      É desagradável ter a sensação de que se perdeu tempo com o que não levou a lugar nenhum, não gosto nada dessa sensação. Em alguns casos não temos como saber sem passar por elas, em outras não houve tempo perdido e sim tempo de aprendizado. Cada caso é um caso...
      Lindos pedidos para colocar em uma carta para Deus... eu já acompanhei duas formaturas da minha filha - 8ª série e Ensino Médio - grandes motivos de orgulho pra mim. Agora ela está indo rumo à de faculdade.
      Adorei a visita, seja sempre bem vinda! Um abraço!

      Excluir
  40. Olá Bia, primeiro parabéns pela façanha de abrir o vinho, kkk eu jamais consigo rsrs depois pela animação de cozinhar! Agora quanto a pergunta, minha resposta sempre será não, nunca vou conseguir conhecer todos os lugares que desejo, eu sou o tipo de pessoa que sempre pedirá a morte só mais alguns dias por favor rsrs Bjooooosss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Kellen!
      Acho que a melhor dica ainda é a de abrir o vinho dando as benditas batidinhas na parede, hahaha, várias, diga-se de passagem...
      Li bastante sobre seu comentário de pedir à morte mais uns dias... sabe que já me peguei pensando assim? Penso ser um ótimo sinal, de que a vida está agradável ou queremos muito chegar a algum lugar - no seu caso, vários, hahaha. Duro é quando perdemos de vez a vontade de viver, fazer o caminho de volta não é nada fácil.
      Eu ainda quero viajar muito, muito... vamos fazer um acordo com a Dª Morte? hahaha
      Um abraço!

      Excluir
  41. Oi Bia, como vai?

    Estou preparando um curso básico para quem quiser aprender abrir garrafas de vinho com um simples saca-rolhas...kkkkkkkkk eu queria estar filmando a cena.
    Falando sério, como ficou esse porco ao forno? Senti fome.

    Quando não tenho opinião ou estou sem inspiração, também prefiro o silêncio a que escrever ou comentar.

    Quanto a sua última pergunta: Bem, eu já plantei inúmeras árvores, já escrevi um livro, já tenho um lindo filho, já cheguei aos quarenta... e o fato de estar vivo nesse momento, me dá a certeza de que tenho muito a fazer e aprender. Portanto continuamos a viver.
    Abração.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Nestor!
      hahaha, A cena foi mesmo hilária... ao final acabei soltando um palavrão comemorativo (é raro, eu não devia contar isso, hahaha) e minha filha caiu na gargalhada. Ainda bem que o vinho já estava aberto, porque rir tira todas as minhas forças, hahaha.
      Engraçado... já aconteceu de eu me sentir melhor comentando quando não estava muito legal, acho que por tirar um pouco o foco dos problemas. Mas em alguns dias só o silêncio é uma escolha sábia.
      Fiquei curiosa quanto ao seu livro, já foi publicado? Quero saber, hahaha! Esse estado que descreveu me parece muito próximo do que procuro, a satisfação por uma história escrita, porém com muitos capítulos por acontecer.
      E por isso sempre digo que quero ainda viver muito, e bem.
      Um abraço!

      Excluir
  42. Oi, Bia!
    Os clichês são as grandes verdades, assim como sermos os responsáveis pela construção da nossa felicidade. Enquanto jovens, sempre depositamos nossas ansiedades no outro. Bem, olhar para trás e pensar em desperdiício ou no que deveria ter feito e não fez... parece que estamos entrando no campo das suposições, afinal, tudo o que não aconteceu, não aconteceu porque não era para acontecer. Ponto. Vamos em frente, senão estaremos alimentando amarguras e, não queremos no futuro nos transformar em velhas ranhetas :D
    Um brinde ao realizável!
    Beijus,

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Luma!
      Não é justo depositarmos a responsabilidade pela nossa felicidade nas mãos de outra pessoa, acaba se tornando um fardo e não um motivo de alegria. Embora seja maravilhoso construir a felicidade em conjunto com alguém - com partilha, respeito e cumplicidade.
      Assim como você procuro não me perder em suposições acerca do que poderia ter sido e me abraçar ao fato de termos a possibilidade de (re) construir caminhos no hoje. Todos os dias nos oferecem novas e sólidas oportunidades.
      Tuuudo o que não desejo para nós é ser uma velha ranhenta... argh! Quero ser uma velhinha simpática, alegre e acolhedora! (e meio maluca também, hahaha)
      Um abraço!

      Excluir
  43. Bia, como vai querida amiga?
    Gostei muito deste texto, e confesso que você me deixou com água na boca citando as delícias que estava preparando.
    Concordo com você quando diz que ouve o coração. Acho que isso é tão importante e ao mesmo tempo tão negligenciado nos nossos dias. Muitas vezes é muito mais fácil agir como refém das circunstâncias, mas se ouvirmos atentamente, nosso coração sempre tem um bom conselho embasado nos melhores princípios.
    Essa pergunta com a qual terminou o texto é uma ótima dica para vivermos nossa vida de uma forma melhor e mais intensa. Pois se a resposta traz a tona arrependimentos, ainda há tempo de tentar consertá-los, certo?
    Um beijo e um lindo fim de semana!
    Jhosy

    http://meninamsicaeflor.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Jhosy!
      Eu vou bem, obrigada, espero que esteja tudo bem contigo!
      "É muito mais fácil agir como refém das circunstâncias"... sim, em muitos casos é o caminho escolhido por ser o conhecido, mas em algum momento o coração vai reclamar a ausência de alegria e motivação pela vida. Render-se à facilidade das circunstâncias pode até trazer conforto e alguma alegria, porém efêmera e vazia de significado.
      Ah, tão lindo como terminou... o intuito da pergunta é esse mesmo, não é gerar angústia para pensar que a vida passou em vão, mas despertar o sentimento de coragem que atitudes em direção à mudança ainda são possíveis!
      Um abraço!

      Excluir
  44. Ah! Bia!
    Estou enviando o meu abraço
    Lua Singular

    ResponderExcluir

Gosto de conhecer pontos de vista. Não deixe de expressar o seu! Farei o possível para responder.
Obs: a moderação está ativada.