sábado, 5 de outubro de 2013

Para os "sãos" que julgam os "loucos"

Antes da leitura, convido a pensar nas seguintes questões: você já foi a um psicólogo ou psiquiatra? Conhece alguém que já foi? O que pensa a respeito de pessoas que precisam de um desses profissionais?

imagem by freepik

Este é sobretudo, um post sobre preconceito.
Esses dias uma colega que faz tratamento psiquiátrico desde que precisou aprender a conviver com o diagnóstico de autismo de sua filha comentou sobre sua consulta e ouviu da boca de outra colega a triste pergunta: "por que, você é louca"?
Essa atitude, mesmo quando irônica, justifica porque tantas pessoas que carecem de tratamento emocional deixam de procurar um profissional habilitado, ou o fazem às escondidas. Atendo pessoas no meu serviço voluntário que sentem precisar desse tipo de auxílio, mas não procuram ajuda por medo do julgamento alheio, e com isso carregam sofrimentos que poderiam ser resolvidos com algumas sessões ou tratamento adequado.
Somos formados por razão e emoção, inclusive a ausência de emoção pode levar a distúrbios como a psicopatia. Em alguns momentos da vida temos dificuldades para lidar com os sentimentos, seja por mágoas, decepções, insegurança, medo, insatisfação pessoal, auto-exigência, carência, baixa-estima, perdas... Algumas pessoas tem facilidade para trabalhar e resolver seus sentimentos internamente, outras não... E por não ter alguém do seu convívio em quem confiem, alguns acabam se fechando e sofrendo muito, chegando a pensar em acabar com a própria vida. É preciso desmistificar o papel desses profissionais e compreender que quem diz precisar de tratamento emocional não é uma pessoa frágil, ao contrário, é muito corajosa para enfrentar os mal informados e preconceituosos de plantão.
Há várias teorias e estudos sobre o cérebro humano... Segundo Freud, por exemplo, nem sempre somente a força de vontade é o suficiente para mudar um padrão, visto que sofremos grande influência imperceptível dos padrões inconscientes, e nesses casos a psicanálise pode atuar modificando esses paradigmas subjetivos.
O psicólogo é formado em Psicologia e atua, entre outros ramos, com psicoterapia. Há várias linhas de atuação, alguns escutam o paciente em algumas sessões e depois traçam a linha de abordagem, outros conversam com o paciente durante toda a sessão desde o início, enfim... o importante é encontrar um profissional que exerça uma linha no qual sinta-se confortável para se abrir, entrega fundamental para o sucesso no tratamento.
O psiquiatra é formado em Medicina com especialização nessa área. Pode receitar medicamentos e utilizá-los em conjunto com a psicoterapia. É bom lembrar que tanto psicólogos como psiquiatras são habilitados e preparados para ouvir e analisar os pacientes sem julgamentos e seguindo o código de ética que exige sigilo sobre o que foi conversado no consultório.
Os antidepressivos, um dos medicamentos mais receitados nessa área, não servem somente para casos de depressão. São utilizados quando há necessidade de regular a transmissão neuro-química do cérebro, como em tratamento de enxaqueca ou cefaleia. Muitas pessoas escondem o fato de que tomam o medicamento por ser associado à tristeza, infelicidade ou tendência ao suicídio. Também não é definitiva a questão da dependência... em alguns casos, após algum tempo de tratamento (em geral, no mínimo 6 meses) o medicamento pode ser retirado aos poucos quando o quadro emocional está restabelecido. Em outros casos, a continuidade do tratamento é importante para preservar a qualidade de vida do paciente e das pessoas que estão à sua volta, entender e aceitar isso sem julgamentos é sinal de maturidade e discernimento.
Ressalvo que um dos meus maiores inconformismos é saber que num mundo tão globalizado e tecnologicamente avançado o preconceito ainda ocupa o lugar que deveria ser tomado por informação e respeito.


Informações complementares, clique aqui.
Sobre antidepressivos, clique aqui.
Site sobre dilemas psicológicos, clique aqui.


70 comentários:

  1. Boa noite Bia,
    Qualquer pessoa pode precisar de um psicólogo ou psiquiatra, principalmente no mundo em que vivemos hoje. Há uns belos anos, quando jovem, nem existia por aqui esses tipos de profissionais.
    A vida era tranquila, agora até os próprios médicos precisam uns dos outros.
    Não é fácil tratar com o preconceito, eu quem o diga.
    Linda matéria. Adorei
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Oi, Dorli! Qualquer pessoa pode precisar de um desses profissionais, até porque há transtornos que podem levar anos para se desencadear,assim como a vida é uma caixa de surpresas e nunca sabemos como lidaremos com os sentimentos em novas situações.
      Há anos existiam profissionais em menor quantidade, mas eram velados. E concordo que o estilo de vida de hoje, privilegiando o ter, a pressa, o autocentrismo, colabora bastante para desestabilizar o ser humano.
      Obrigada pelo carinho, um abraço!

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  2. Incrível que ainda exisata esse tipo de preconceito e que com tantas informações, haja tanto desconhecimento!


    Abordaste muito bem o tema!

    beijos,tudo de bom,chica

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    1. Pois é, Chica, as pessoas se preocupam com tantas coisas e esquecem a premissa básica do respeito pelo que o outro sente e pensa.
      Um abraço!

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  3. Oi Bia!
    Meu esposo é psicólogo e isso é uma coisa que ele fala frequentemente. As pessoas são muito preconceituosas e grande parte disso é pura falta de informação. O pior de tudo é que quem sofre as consequências é quem mais precisa.

    Bjs

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    1. Oi, Maria, que interessante seu comentário, pois convive com alguém que conhece esse outro lado. O profissional está ali para auxiliar a restabelecer a saúde emocional e enfrenta essas barreiras da sociedade preconceituosa e mal informada. Um problema que aflige um paciente pode se tornar mais difícil de ser resolvido por não ter o apoio das pessoas próximas num tratamento psicológico.
      Um abraço!

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  4. Oi Bia
    Eu sempre quis procurar um psicólogo. Qdo me separei até cheguei a ir uma vez, mas não fiz a terapia. Acabei me resolvendo sozinha.
    Acho que td mundo deveria se tratar, resolver suas questões, pq mesmo aqueles que aparentam não precisar, devem estar encubando problemas que mais tarde podem vir à tona de alguma forma.
    Um abraço pra vc,

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    1. Oi, Paty!
      Passei por alguns momentos bem difíceis mas não pude contar com minha psicóloga, que estava tratando seus problemas pessoais, mas tenho certeza que o trabalho que ela havia feito comigo há dez anos atrás foi fundamental para que eu passasse por tudo isso e resolvesse essas questões internamente.
      Admiro você ter resolvido isso sozinha tão bem a ponto de seguir em frente em um novo relacionamento, há pessoas que não conseguem e acabam ficando amargas.
      mas concordo que um psicólogo ajuda a nos libertar de muitas travas que vamos acumulando desde a infância e auxilia bastante a tornar a vida mais leve.
      Um abraço!

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  5. Boa noite Bia!
    Com este tipo de preconceito todos saem perdendo, até o profissional que trabalha na área fica estigmatizado. Quando adolescente, era muito tímida e introspectiva, minha mãe dizia que eu não era normal e que precisava de uma psicóloga, só ameaçava, nunca levou, além de morar no interior, esses profissionais no interior do Norte era raríssimo, se bem que não mudou muita coisa...
    Muito esclarecedor o seu post,
    Grata pelo seu carinho sempre presente na Jubiart!

    Tenha um ótimo domingão!

    Bjoooooooo

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    1. Oi, Bia! Seu comentário também fala sobre a superação como o da Paty, da timidez mesmo sem a intervenção de um profissional. Legal para que se deixe claro que o profissional, sobretudo o psicólogo (porque nos casos de transtorno é um pouco mais complicado) não precisa ser usado como uma muleta, temos a capacidade de nos resolver em vários campos da vida, mas o vejo como um mediador no sentido de facilitar essa busca pelo autoconhecimento, superação e evolução.
      Um abraço!

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  6. Olá!Boa noite
    Bia
    vou tentar ser sucinto, comentar no geral, porque seu texto está muito bem escrito e explicado.
    ...sim...já fui... quando tive meus "pequenos problemas" de saúde...por ser "novidades para mim" não soube como lidar, e outra quando "as novidades já estavam gravadas na minha mente", que é justamente o que Freud defendia," sofremos grande influência imperceptível dos padrões inconscientes"...mas, entendi que "quando se procura um profissional, ele não está lá para dar conselhos, julgar, dizer se você está certo ou errado, mas sim para pensar junto e ajudá-lo a chegar na verdade, em quem você realmente é."
    sim, todos sabemos que algumas das características do preconceito é que a a sua intensidade leva a uma justificativa e legitimização de seus atos, ou seja, nesse caso, não procuramos ajuda por medo do julgamento alheio ou fazemos às escondidas.
    ... há grande sentimento de impotência ,da família ou próximos , ao se tentar mudar alguém com forte preconceito...e assim, ao lidarmos com quem sofre grande influência do "inconsciente", ou ,por vezes, mesmo,inconscientemente , se "fazem de forte " , temos enormes dificuldades para indicar tratamento, e o estrago já está insuportável e os efeitos da terapia se tornam mais longínquos de se alcançar, pois, sei que o diagnóstico precoce e correto é fundamental para se estabelecer um tratamento adequado .
    Por outro lado, o preconceito podem ter suas origens nas tentativas que as pessoas fazem para se conformar(conformidade social)...por isso que num mundo tão globalizado e tecnologicamente avançado, ele, o preconceito ainda ocupa um vasto lugar que deveria ser tomado por informação e respeito.
    ...sobre o contexto do meu post:eu quis dizer que a mul...ihhh vai cair a net...fui
    Agradeço pelo carinho
    Belo domingo
    Beijos

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    1. Oi, Felis!
      Adoro quando um post gera depoimentos! :)
      Importante o que disse... novos sentimentos com as quais não soube lidar que estavam gravados em sua mente. Nem sempre temos controle sobre isso, porque quando nos damos conta eles já estão lá, os medos, inseguranças, traumas...
      Está corretíssimo, o papel desse profissional não é aconselhar ou dar uma solução mágica, mas fazer pontes entre o cérebro e o sentimento para redescobrirmos nossas verdades e reencontrarmos nossa felicidade...
      Penso que a dificuldade da família em aceitar que algum de seus membros busque esse tipo de ajuda é mesmo por sentir como se isso fosse resultado de um fracasso pessoal dos que cercam um paciente, e nem sempre é assim, afinal, cada um tem sua personalidade e experiências que o tornam quem é.
      Diagnóstico precoce agiliza bastante o processo e se o profissional for confiável, ético e responsável, não irá indicar um tratamento para alguém que não precise.
      Interessante seu ponto de vista sobre a conformidade social... faz sentido que essa exigência de "não" atitude seja a origem de muitos preconceitos. É mais fácil deixar como está, mesmo não sendo o ideal.
      Fiquei curiosa em relação ao fechamento dos e pensamento, essa net é fogo, hahaha.
      Um abraço, obrigada pelo carinho e pela partilha!

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    2. ...eu " c" me divirto comigo mesmo", iria ser sucinto nessa, não tenho jeito mesmo,hehehe, témais,fui lá no blog de Receitas,Beijos

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  7. Conheço casos de pessoas que fazem tratamento com esses profissionais, assim como bem sei de outras que não o fazem exatamente por isso que você citou, o medo de serem julgadas como loucas. Assim o problema só cresce, indo parar aonde nem se sabe... Talvez no mundo do irreversível.

    Preconceito é uma praga assim tão enraizada ao ponto de jamais se extinguir por completo?
    Tolos humanos!

    Beijo, Bia.

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    1. Oi, Milene! Cada um tem suas dificuldades e maneiras de lidar com suas emoções, ninguém tem o direito de julgar até que ponto determinada emoção pode ou não interferir negativamente na vida de uma pessoa a ponto de fechá-la para a vida.
      E cá entre nós, qualquer tipo de preconceito é danoso... não vi um só até hoje que seja do bem.
      Um abraço!

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  8. Boa tarde, Bia. Parabéns pela abordagem do tema e do texto extremamente bem escrito.
    Preconceito é falta de informação, destrói e aniquila uma pessoa.
    Quem o tem não está nada evoluído.
    Adoro psicologia e dou graças a Deus por este profissional existir, pois todos precisam aprender a lidar com suas emoções, que muitas vezes são sufocadas e percebem isso, mas não sabem como fazer para saírem de tal estado.
    Eu fazia terapia e adorava.
    Chorava e muito, uma vez que encarar verdades que muitas vezes já sabemos, mas não temos a força para coloca-las em prática não é nada fácil.
    Penso que todos deveriam fazer terapia, pois sempre haverá um problema não tão fácil de ser enxergado, e quando é, difícil de ser solucionado.
    A nossa emoção tem de ser livre, intensa, solta.
    Tantas patologias nascem pela ausência do falar.
    É pela fala que atingimos a cura!
    Verbalizar, expor as nossas emoções é fundamental.
    Nada de ficar racionalizando demais.
    O psicólogo é um anjo disfarçado de pessoa, só que também precisa de ajuda, uma vez que escuta e lida com tantas pessoas e problemas distintos.
    Medos, o fechar-se num mundo seu, se não tratado pode até virar loucura.
    Antes que isso ocorra, deixemos de lado a opinião alheia e procuremos ajuda.
    Para quem não pode pagar, tem de graça pelo SUS e os profissionais são ótimos.
    Sei que existem dias da consulta em que não temos vontade de ir ou nada a dizer.
    Ledo engano!
    Chegando lá, falamos sobre o que nem pensávamos em dizer.
    Essa é a naturalidade da questão.
    O profissional não te força a nada e você sente-se bem para falar de qualquer assunto.
    Muitos lares são destruídos, pessoas aniquiladas por não perceberem a utilidade dessa profissão, ou por pensarem que não precisam, que são suficientemente capazes de lidarem com todas as coisas.
    Enfim, nem sempre usaremos bengalas, mas elas em muitos ou poucos anos de vida fazem-se necessárias, a fim de que entendamos o que ocorre conosco, a fim de nos tornamos pessoas melhores para o nosso convívio e o dos outros.
    Emoções foram feitas para serem respeitadas e valorizadas.
    Não deixemos que p véu do preconceito e a falta de ânimo traga a nossa morte emocional de presente!
    Parabéns, Bia.
    Beijos na alma e tudo de bom!

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    1. Oi, Patrícia!
      Também já fiz terapia por um ano e vez por outra dou uma visitada na minha psicóloga (e grande amiga) para dar uma "aparada" nas arestas que vão surgindo.
      Falou perfeitamente... encarar nossas próprias verdades pode ser muito doloroso, talvez por isso algumas pessoas prefiram se fechar a buscar ajuda, é o medo de enxergar a si mesmo. Mas uma vez transpostos os sentimentos danosos a sensação é libertadora.
      Concordo também que trancar as dores no peito é um meio de torná-las latentes...sempre estarão ali fazendo sombra nas possibilidades que teríamos de vida. Fechar-se gera doenças e amargura.
      Até essa vontade de não ir em alguma consulta pode ser o próprio inconsciente com medo de ser modificado, já passei por isso alguma vez... evitar essa fuga é fundamental para a continuidade e sucesso do tratamento.
      O termo bengala para esse texto cai muito bem, não no sentido da dependência, mas de um auxílio provisório para a recuperação de quem está doente da alma.
      Só quem já foi ao psicólogo sabe que, embora seja necessária a disposição para se abrir e falar mesmo o que sente, isso é conduzido pelo profissional de forma muito natural, e até algumas coisas que pensamos ser insignificantes aos olhos da interpretação deles soa como fundamental.
      O importante, como disse, é não permitir que o preconceito impeça a procura por ajuda se há necessidade.
      Muito obrigada por compartilhar sua experiência pessoal sobre o assunto, enriquece o post. Um abraço!

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  9. Oi Bia,

    Esse tipo de preconceito contra ajuda profissional é ridículo, acho que na verdade todos nós precisamos deles......

    Abçs

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    1. Oi, Vanessa! Penso que cada profissão tem sua importância na sociedade e todas merecem respeito, desde que exercidas com correção e responsabilidade. Um abraço!

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  10. Toda pessoa que foge do "padrão" sofre preconceito, ajuda todos nós precisamos, uns menos, outros mais. Bjos.

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    1. Oi, Eder. Há pessoas que tem uma estrutura emocional solidificada e apoio em volta, e conseguem se resolver muito bem. Mas até a perda desse apoio, por exemplo, no caso de uma morte, pode desencadear uma grande desestabilidade. A realidade é que ninguém está livre de precisar de ajuda. Um abraço!

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  11. Eu sou uma dessas pessoas que passa no psicologo.
    Preconceito sempre teve e sempre terá, infelizmente.
    Acho que as pessoas tem dificuldade de falar dos problemas internos. E acaba intitulando os loucos que tem essa proeza de se abrir para um profissional como esse.

    Quinta feira agora tenho psico. Eu adoro ela. Com certeza precisarei de algum remédio para minha ansiedade.

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    1. Oi, Nathália. É curioso... as pessoas tem dificuldade de falar em seus problemas internos geralmente por medo de incompreensão e julgamento alheio, que geram problemas psicológicos, e esse mesmo medo é o que leva muitos a não procurarem ajuda. Num mundo mais compreensivo e tolerante certamente haveria necessidade de menos tratamento psicológico.

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  12. Oi Bia! Nunca fui ao psicólogo, mas gosto muito de estudar essa área e sempre faço uma auto análise, mas tenho vontade de ir, pra conhecer de perto este trabalho. Já tive estudos ligados a psicologia na minha firmação, mas tenho muita vontade de me aprofundar. Adorei o post. Beijos!

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    1. Oi, Lu! Essa auto análise é importante para sempre retomarmos as rédeas da vida, mas nem sempre conseguimos fazê-la de maneira adequada. Sob pressão das fragilidades podemos tender a chegar sempre a conclusões que reforcem o padrão negativo, com pensamentos como "não mereço tal coisa" ou "não sou bom o bastante" ou "não sou importante pra ninguém"... penso ser essa a hora de procurar ajuda.
      Você sempre transpassa grande fé em seus escritos e esses sentimentos é um dos que mais fortalecem o indivíduo, na minha opinião. Talvez por isso não tenha sentido necessidade de procurar um profissional. Muito bonito o respeito com que fala dessa profissão.
      Um abraço!

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  13. Olá Bia!

    Necessitar desses profissionais não é vergonha nenhuma e como você mesma disse é muito corajosa a pessoa que admite e procura ajuda com eles. Infelizmente o preconceito existe sim principalmente com relação a depressão. Muitos acham que isso é balela. Enfim é lamentável a ignorância predominar no conceito de muitos. Forte abraço e uma linda semana pra ti!

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    1. Oi, Cris! Depressão (quando diagnosticada corretamente) muitas vezes é confundida com frescura, quando na verdade é um distúrbio não só emocional como também, clínico. Penso que, no caso da depressão, o melhor tratamento combina medicamento e terapia, pois assim trata-se a causa emocional que está desencadeando a depressão e a chance real de cura aumenta consideravelmente.
      Um abraço!

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  14. Hoje em dia com todo acesso que temos ainda ouvir isso é ridículo, claro que já fui em psicologo e psiquiatra, até pq precisei do segundo para me passar a medicação que necessitava, sofro de TOC, imagina se não tivesse ajuda já teria me suicidado, explicou muito bem a diferença entre os dois,muitos da minha família tbm já tiveram ajuda e qdo vejo algum amigo passando por dificuldade indico rapidinho. É tão bom ter alguém de fora com quem possamos falar sem nos sentirmos acuados, julgados e doidos....
    Um post que além de nos fazer refletir foi muito útil Bia parabéns!!!!

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    1. Oi, Patrícia! Conheço sua história e uma das minhas admirações é sua coragem de falar sobre seu Toc, falar é um meio de quebrar preconceitos e tabus. Só quem passa por transtornos emocionais sabe como pode ser difícil controlá-los sem auxílio.
      Novamente digo que a necessidade de um profissional desses tem origem na intolerância e egoísmos alheios, as pessoas não se preocupam com as outras e ainda cobram padrões inatingíveis, e essas mesmas pessoas ainda são contra tratamento psicológico.
      Tanto que uma das premissas do tratamento em geral é a recuperação da estima e confiança em si mesmo.
      Um abraço!

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  15. Oi Bia, tudo bem contigo?

    Mais do que psicólogos, psiquiatras e formadores de opiniões, as pessoas precisam de compreensão, carinho, sentirem-se amadas, seguras, principalmente pelas pessoas de seu convívio diário. Os grandes males emocionais, dá-se pelo fato do crescente vazio existencial e da falta de paz.

    Abraço.

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    1. Oi, Nestor! Compreensão, carinho, amor e segurança, do que mais um ser humano precisa para viver bem e ser feliz? Ler seu comentário me fez abrir um sorriso enorme... nem dinheiro, nem status...quando sinto-me alimentada com esses itens fico feliz e plena, capaz de fazer qualquer coisa pelo mundo e pelo outro.
      Com medo de perder esses sentimentos, ou por não tê-los por perto, muitos se fecham no vazio e na amargura.
      Obrigada pela amizade sempre... um abraço!

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  16. Bia querida, como sempre seus post são muito bem escritos. Infelizmente as pessoas são cheias de preconceito de toda ordem, como o outro se veste como falaq como vive enfim. Todos nós temos dores de alma, eu ja precisei de um profissional do tipo e o que mais gostei foi o que conversa o tempo todo, pois assim era mais fácil pra mim soltar o que eu guardava ha tantos anos.
    bjs querida e obrigada por sua visita.
    bjs

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    1. Oi, Lila! Na adolescência fui a um psiquiatra, não me sentia à vontade, era desses que só ouviam e me deu medicamentos que eu nem precisava, tanto que logo deixei o tratamento. Porém tive duas psicólogas maravilhosas, dessas que atuam conversando. A segunda me acompanha até hoje, somente em fases que sinto necessidade de "arrumar a casa".
      Acho importante a escolha do profissional adequado (psicólogo ou psiquiatra) e que utilize um método que deixe a pessoa à vontade para que o tratamento surta efeito. Um abraço!

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  17. Oiii Bia, muito bacana sua abordagem, eu tenho psiquiatras na família, 2, tio e primo, e tenho amigas psicologas, várias, já fiz tratamento psiquiátrico e acompanhamento com psicólogos quando entrei em depressão após a morte da minha mãe, mas confesso que sarei rapidinho quando vi a conta ficar no vermelho, estava resolvendo um problema emocional e adquirindo um financeiro kkk devido as sessões que não eram nada baratas, eu respeito e acredito na eficácia de um tratamento psicológico mas tbém acredito em limites, tenho uma amiga que gasta literalmente o salário dela inteiro com terapia, não faz mais nada na vida, não passeia não compra nada p ela não viaja só p pagar a terapia, ai eu questiono o profissional que permite que ela viva assim! Bjinhossss

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    1. Oi, Kellen! Muito pertinente seu ponto de vista no comentário. A primeira psicóloga que tive foi pelo plano, mas na época o benefício foi cortado e fiquei sem. A segunda foi de uma compreensão ímpar. No início do tratamento havia um "preço de tabela", mas ela me disse: "o preço é tanto, mas quanto você pode me pagar? Para mim o mais importante é que consiga levar o tratamento adiante". Com isso fiz o tratamento e tive alta um ano depois.
      Infelizmente nem todos tem a sorte de encontrar um profissional assim, tão acessível e disposto a ajudar. Há ainda os casos daqueles que estendem o tratamento por anos sem necessidade, não acho isso nada ético. E há ainda aqueles pacientes que usam a terapia como apoio permanente e deixam de querer andar com suas próprias pernas, criam uma relação de dependência, como o caso de sua amiga.
      Penso que essa é uma relação de via dupla, onde conta a disposição do paciente para se ajudar (minha psicóloga sempre disse que sou muito fácil de tratar porque me ajudo) e a habilidade do profissional em auxiliar seu paciente a conseguir caminhar com suas próprias pernas.
      Um abraço!

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  18. Bia,

    Hoje ouvi uma reportagem no Bom Dia Brasil sobre o uso de medicamentos diversos, comprados sem receitas, e o perigo do uso e dosagens. Entre eles antidepressivos. Talvez, por isso mesmo, muitas pessoas acabam se tornando dependentes e aumentando as doses sem conseguirem o efeito necessário.

    Sobre ser taxado de loucos... caramba, infelizmente é uma verdade. Já ouvi muito disso na familia do ex..

    A minha experiencia é pequena, mas só recebi um único atendimento confiável, o restante, francamente, não. Deixei de ir nele, porque o plano médico não o cobria mais. Passei, com minha filha, por situações horríveis, uma pena, porque ela ainda precisa muito de atendimento. Pra ontem.

    Voce é estupenda, sempre trazendo assuntos relevantes e otimos para serem debatidos.

    Beijos

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    1. Oi, Fadinha amada! Essa compra indiscriminada de remédios para doenças de fundo emocional, como antidepressivos e ansiolíticos, aumenta a ideia de que o medicamento é usado por frescura. Acho importante que haja um diagnóstico preciso e adequado antes da prescrição, nem toda tristeza é depressão, nem toda a ansiedade é incomum, nem toda alegria é sinal de que tudo está bem, enfim, um profissional habilitado é fundamental para a prescrição de receitas.
      Infelizmente, como consta em seu relato, nem sempre temos bons profissionais atuando. Conheço o caso do irmão de uma colega que em surto teve atendimento inadequado e estava tomando um medicamento que poderia matá-lo. Foi preciso pagar um tratamento, em dois meses, de R$15000,00 para o diagnóstico e tratamento corretos. Hoje ele vive uma vida normal. É um absurdo, né?
      Espero que encontre um bom tratamento para sua filha, ela é jovem e merece viver a vida plenamente.
      Um abraço!

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  19. Bia, um beijo no seu coração. É muito bom quando pessoas como você nos propõe uma reflexão e nos convida assim a pensar. É justamente isso que você faz nessa publicação.

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    1. Oi, Paulo, obrigada pelo carinho de sempre, um abraço!

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  20. Bia, esse post é muito bom e o assunto é muito sério.
    Já ouvi gente preconceituosa sim e já vi pessoas sofrerem por medo desse preconceito.
    Muito triste mesmo. Acho que a principal questão é não se importar com o falatório dos outros. Se querem falar, discriminar, que assim o façam! Mas até chegar a essa conclusão, águas rolam por aí e matam!

    Eu já precisei de ajuda psicológica e foi ótimo! Coisas simples que não consegui enxergar e algumas palavras de quem entende da natureza humana pra desvendar todo um sofrimento.
    Todos os psicólogos e psiquiatras merecem nosso respeito.

    Beijos, ótima semana!

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    1. Oi, Clara!
      A realidade é que a questão da falta de assunto entre as pessoas é fato... parece que sempre vão achar um "pezinho" para julgar a atitude alheia, hahaha. Pena que isso, para quem está fragilizado, pode constituir a distância entre procurar ajuda ou render-se à uma sobrevida que não satisfaz. A cura dessa "cegueira" que a depressão, ou a sensação de impotência pode trazer é um dos benefícios de um tratamento psicológico bem sucedido.
      Um abraço!

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  21. Poxa Bia, tudo que vc disse é a pura verdade, o preconceito existe mesmo. Já trabalhei como atendente numa clínica particular psiquiátrica e lembro muito bem dos comentários, depois a respeito dos pacientes. Parabéns ótima postagem. Um bj querida

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    1. Oi, Nádia!
      Bem, então pode acompanhar de perto os dois lados da moeda: o trabalho exercido e sua importância, e o preconceito que ronda as pessoas que padecem de ignorância.
      Um abraço!

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  22. Num mundo onde as pessoas lutam a favor da igualdade e contra o pré-conceito não deveriam existir esse tipo de comportamento, Bia... eu não consigo aceitar isso... isso me entristece... quem sofre com isso não é louco, só não consegue administrar seus medos sozinho. Abraços e tenha uma semana feliz.

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    1. Oi, Barbie!
      Gostei da sua sucinta interpretação... medos todos temos, a própria sociedade acaba por fomentá-los, e nem sempre as pessoas conseguem administrá-los e superá-los.
      Um abraço!

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  23. Olá! O capitalismo e a sociedade elitista, podem engolir o ser humano, marginaliza-lo e enfim, reprimi-lo! A vergonha é um caos, o luxo um utopia, e repentinamente é necessário um profissional que acenda certas luzes que estavam apagadas! abraços

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    1. Ives, tão bom pessoas que podem ser luz no nosso caminho, não? Sejam elas profissionais ou anjos que fazem parte da nossa vida. Um abraço!

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  24. Se fizermos uma profunda análise chegaremos à conclusão que todos precisamos de terapia (rss). Alguns a fazem sendo abertos e mantendo saudáveis diálogos com amigos. Outros, carregam medos, decepções, traumas... quem só um profissional da área poderá dar a ajuda necessária. Conheço pessoas maravilhosas com carências prejudiciais e que fazem terapia. São sábios por reconhecerem os benefícios do tratamento. Creio que o preconceito já foi maior e que, atualmente, vê-se como adequadas e normais as consultas da espécie. No mundo de hoje, tão turbulento, com exigências enormes, um auxílio desses profissionais é extremamente benéfico. Bjs.

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    1. Oi Marilene! Só me conta onde estão esses amigos, hahaha. Tenho uma dificuldade enorme para me abrir... no máximo com algumas pessoas que amo (filha, mãe, o homem que eu amo...). Não tive boas experiências com amizades... vejo alguns em quem eu confiava falando de segredos de outros, o que me deixa com o pé bem atrás. Em minha psicóloga também confio, embora procure resolver as coisas internamente e só recorrer à ela quando percebo que algum sentimento me escapa.
      Concordo que o preconceito já foi bem maior, assim como as vias de tratamento, muito invasivas. Talvez eu esteja sendo intolerante com a ignorância alheia... mudar paradigmas requer tempo e se olhar por seu ponto de vista, as coisas já evoluíram um bocado. :)
      Um abraço!

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  25. Minha mãe é psicóloga e meu pai também era. E eu fiz terapia quando meu pai morreu com uma psicóloga. Essa gente que acha que quem precisa disso é louco é digno de pena porque é uma grande ignorância. Excelente post, Bia. bjs e boa semana.

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    1. Oi, Sérgio, acho que cada caso é um caso e cada um sabe de si. Alguns, talvez mais racinais, conseguem resolver essas questões com mais facilidade (pelo menos eu acho, hahaha).Tenho um primo muito racional que diz conseguir "bloquear" lembranças e sentimentos ruins, sem que isso o amargure ou angustie. Por sermos todos diferentes é que não podemos julgar quem precisa de ajuda. Um abraço!

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  26. Oi Bia,
    boa tarde,
    muito interessante,
    em relação às questões iniciais

    -eu nunca fui a um psicólogo
    -eu tinha uma namorada que estava assistindo porque ela precisava
    -e eu acho que se o fizerem bem, não há problema
    eu prefiro a ajuda de um amigo
    (se eu puder escolher)

    O resto do texto, brilhante como sempre...

    Desejo-lhe uma bela tarde-noite
    um grande abraço

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    1. Oi, Ariel! Acho que tem razão em escolher um amigo se tem alguns no qual pode confiar, provavelmente se o mundo tivesse mais amigos assim haveriam menos pessoas precisando de ajuda, apesar de que minha psicóloga acabou se tornando minha amiga. Obrigada pelo carinho, um abraço!

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  27. Pre conceito sempre irá existir cabe a cada um saber avaliar sua necessidade....
    Beijo Lisettt.

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  28. Assino embaixo Bia!
    Agora que a profissão de psicólogo está sendo desvinculada dos pensamentos do senso comum. Até para nós, estudantes de psicologia, é complicado ouvir que somos "loucos" por fazer o curso.
    Texto bastante esclarecedor, gostei.

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    1. Oi, B., gostei de saber que é estudante de psicologia e que gostou do texto, fiquei com receio de estar escrevendo alguma informação errada. Penso que um dos meios para dar credibilidade a um tema tão incompreendido é escrever informações embasadas. E quanto ao que pensam, que fiquem pensando, o importante é o quanto pode ajudar outras pessoas a se reencontrarem. Um abraço!

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  29. Olá Bia,

    Muito importante a sua abordagem.
    Embora em menor escala, o preconceito ainda existe. Meu marido é um que jamais aprovaria uma ida minha a um psicólogo. Segundo ele, conversar com amigos dá o mesmo resultado. Discordo. É difícil ter amigos preparados para ouvir, aconselhar e manter sigilo sobre suas questões e conflitos internos. Um profissional habilitado, consciente e responsável sempre será a melhor saída para quem precisa de luz no final do túnel. Já fiz terapia por uns seis meses, há muito tempo atrás, quando não estava sabendo lidar com determinadas situações familiares, pois não conseguia expressar meus sentimentos e minhas vontades com receio de magoar. Com isto, comecei a me sentir infeliz e a chorar...chorar...chorar. Entre minhas procuras, encontrei uma pessoa bacana, indicada por minha professora de yoga, à época. Foi tudo de bom. Recuperei meu equilíbrio e procurei lidar com a situação de uma maneira mais racional.
    Uma pena que o preconceito, do próprio necessitado, ou de amigos e familiares levem uma pessoa a fechar-se e a viver a vida com pouca qualidade e muito sofrimento.

    Beijo.

    PS: Aguardo sua postagem sobre a ternura. É um tema delicioso. E como estamos precisando resgatá-la!

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    1. Oi, Vera! Respeito a posição de seu marido, deve ter amigos com quem consegue se abrir, ou meios mais práticos de se resolver. Mas a empatia, o saber se colocar no lugar do outro e compreender que cada um pensa e sente de um jeito, e que pode precisar de ajuda, é sempre bem vinda.É maravilhoso quando sentimos que temos o apoio de quem amamos.
      Na época em que teve problemas não quer dizer que não conseguiria sair dessa, mas poderia ser um processo muito mais cansativo e longo. E há casos de pessoas que passam uma vida procurando o equilíbrio perdido sem sucesso.
      Pela maneira como escolhe suas postagens, tenho certeza que se lapida bastante para sempre se melhorar.
      O que eu desejo da vida? Qualidade para estar feliz e esparramar felicidade a quem amo. Sofrimento é algo para se esquecer no passado.
      Um abraço!

      Ps: estou super inspirada para escrever o texto sobre a ternura, como pegarei um feriadão acho que "quebrarei" o ciclo de postagens quinzenais por hora, hahaha.

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  30. Oi, Bia! Adorei os esclarecimentos. Acho que as pessoas se importam mais com os que os outros pensam do que com os próprios sentimentos. Acho que isso ainda é o resquício da vida em tribos, onde a pessoa não tem identidade a não ser se aceito pelos outros.

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    1. Oi, Val! Somos criados para nos importar com o que os outros pensam, aí está o problema! Somos criados para agradar ao outro, confunde-se a linha tênue entre o egoísmo e o amor próprio. Adorei sua teoria do "resquício da vida em tribos", gente, faz super-sentido! Adorei, um abraço!

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  31. Passando para deixar um grande abraço e desejar que sua sexta feira seja cheia de alegria.

    Beijos
    Ani

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    1. Um abraço, Ani, obrigada pelo carinho, muita alegria pra você também! :D

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  32. Olá, Bia.

    A pior forma de ignorância é a dos que pensam saber o que não sabem. O preconceito é a miopia intelectual dessa gente.

    Um abração e um bom fim de semana.

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    1. Oi, Apon! Muito interessante o que disse vendo o contexto do preconceito em qualquer vertente. É uma postura de quem pensa que sabe sobre coisas que desconhece e nem se esforça para conhecer, olhar de um outro jeito. É assim que preconceitos e ignorâncias são quebrados, aprendendo a olhar por outro prisma. Um abraço!

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  33. Oi, Bia!
    Pior que o preconceito parte de pessoas que você menos espera. Veja o caso da sua colega.
    Não tenho preconceito e acho que todo mundo deveria procurar por um profissional da área para aprender a "pensar direito". Não precisa ter problemas. Acho que precisamos nos libertar daquilo que carregamos dos nossos antepassados para aprendermos a pensar com a nossa própria mente.
    A maior dificuldade é encontrar profissionais capazes. Quem fez terapia com um bom profissional, reconhece de cara um profissional ruim e fica complicado entregar a cabeça de uma criança - por exemplo - a um profissional não qualificado, pois não basta ter licença para exercer a profissão.
    Eu mesma tenho uma amiga psicóloga que já me confidenciou que perdeu pacientes, porque eles tinham medo que fossem descobertos fazendo terapia e preferiram buscar profissional em outra cidade.
    É, o povo precisa aprender a pensar!
    Bom fim de semana!!
    Beijus,

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    1. Oi, Luma! É verdade... penso que professores, como formadores de opinião, são os primeiros que deveriam ser esclarecidos o suficiente para não fomentarem ideias erradas em relação à condição de cada um.
      Tem razão, somos movidos por travas inconscientes que a todo momento interferem na nossa liberdade de pensar e isso, em algum momento, pode ser muito incômodo ou fragilizar.
      Sobre o profissional, sim, é importante que se diga que ninguém aqui está defendendo todos os profissionais da áreas, mas aqueles que, como em qualquer profissão, desempenham seu papel com responsabilidade e comprometimento com o bem estar do outro, acima de tudo. Nesse caso também pesquisa e informação são importantes para se realizar um tratamento de sucesso.
      Veja só... o relato de sua amiga embasa o que eu disse e me faz pensar o quanto as pessoas vivem oprimidas pelo medo, um dos sentimentos que, na minha opinião, mais dificultam a conquista da felicidade e plenitude.
      Um abraço, sempre bom tê-la por aqui, pelo jeito está melhor dos olhos, que bom! :)

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  34. Olà, Bia

    Você sabia que estes dois profissionais referidos no tema também tratam de preconceituosos :)
    Felizmente por estes lados não existe esse tipo de preconceito, pelo menos no que diz respeito a essa matéria .
    Aqui os médicos de saùde recomendam pelo menos uma visita anual de psicologia, penso que foi essa a arma perfeita para acabar com esse preconceito .
    Na minha opinião, acho que todos precisamos deles, mas para o saber sò mesmo fazendo-lhes uma visita, sò eles é que têm a resposta .
    E aindaaaaa, aqui tudo isso é gratuito, consultas e tratamentos ;)

    Parabéns pela informação, dedico-a aos preconceituosos :)

    Abraços

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  35. Ups

    O tìtulo do tema não seria mais adequado ao contrario kkkkkkk ;)

    Abraços

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    1. Oi, Live, saudades!
      Puxa, que fantástico esse sistema que recomenda a consulta anual a um psicólogo, inclusive coberto pelo sistema de saúde! Tenho certeza que isso deve diminuir bastante a incidência de algumas doenças, visto que muitas tem origens psicossomáticas (emocionais). Esse sistema com certeza diminui o preconceito, e como bem lembrou, o consultório é um ótimo lugar para preconceituosos!
      Um abraço!

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