sábado, 19 de outubro de 2013

Um chop de vinho e a senha, por favor!

imagem by freepik

Em comemoração ao Dia dos Professores, a direção de uma das escolas onde trabalho resolveu promover reunião festiva. Inicialmente seria um jantar no litoral (a 30 minutos de onde moro), porém era uma segunda e tudo estava fechado. Resolvemos ir a um barzinho da cidade, lugar chique, com bons móveis à meia-luz. Treze professoras e um bendito-fruto em nosso meio, todos felizes e empolgados. Começam as fotos para postar no Facebook ou no Instagram. Normal. "Caça" sinal para enviar, e foi. Quinze minutos de conversa, pedidos de petiscos e chop de vinho (delicioso, por sinal) realizados, escuto da garçonete um número: "dez vezes o número 9". Nem mantra, nem simpatia, nem números da sorte: é a senha do wi-fi. Bingo!

Um fenômeno começou a me cercar: um passando a senha para o outro como se fosse "água no deserto", e quando percebi, quatro pessoas conectadas via celular na net. Não para mandar mensagens furtivas ou dar uma espiada, mas para mergulhar num mundo à parte. Come uma batatinha, dá uma olhadinha para as conversas alheias, e dá-lhe fuçar nas redes sociais... olha que ironia! Não era para sociabilizar que estávamos lá? Tecnologia serve para encurtar distâncias... mas e quando se está ao lado?
Comecei a me sentir beeem estranha, uma "Matusalém de saias". Aprendi a usar e a gostar muito da comunicação tecnológica, mas peraí: sair de casa, com chuva, para ir a um lugar chique, gastar R$ 35,00 no "racha" da conta para... ficar na internet? Seria mais barato e confortável ficar em casa...
Ah, esqueci... tem que ir arrumada em um lugar chique só para postar a foto no Instagram. Esquece.

Tudo bem que meu celular nem internet tem... aliás, nem tira foto... mas se o preço para ter um desses é ficar isolada do mundo real mesmo estando entre colegas, prefiro ser antiquada, estranha, um ET.
Observar esse comportamento explicou-me por que há pessoas ou tão frias ou tão carentes como vemos hoje em dia. Não há discussões saudáveis, trocas de ideias, não há o toque dos olhos, das mãos ou dos sorrisos, há só o toque na tela (porque usar botão já está out). A ironia é que eram pessoais legais, que fariam a diferença na conversa se estivessem conectados... conosco!

Resignada, engrenei um papo legal com uma grande amiga que desabafou seus delicados problemas de saúde, falei um pouco dos problemas que tive há uns meses atrás, falamos de algumas alegrias e quando eu disse: "vai ver que é assim, a gente bebe um copinho de chop de 200 ml e já solta a língua". Ela me respondeu, "não, Bia, é que no nosso dia a dia não dá tempo de conversar".
Pois é. Quem sabe um dia o vintage do meu tempo volte a ser moda, e as comemorações sirvam ao propósito que existam, o de aproximar as pessoas por meio da pele, e não de um toque virtual.




Vídeo muito bom com uma solução bem humorada, sugerido pelo leitor e blogueiro Silvio Afonso: http://youtu.be/8iWUk1BM7ck

72 comentários:

  1. Oi Bia,adorei o texto!
    Passando para agradecer a visita e comentário.
    bjs
    Carmen Lúcia-mamymilu

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    1. Oi, Carmem, obrigada pelo carinho, um abraço!

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  2. De Espanha dou meu apoio aos professores no Brasil na luta, espero que eles obter as suas reivindicações! Um abraço!

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    1. Oi, Leovi, obrigada pela solidariedade, protestos nesse sentido tem sido recorrentes. Um abraço!

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  3. Bia,
    Estranho mundo este, não é?
    Quanto à questão dos antiquados, já somos dois. E prezo muito isso.

    Beijo :)

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    1. Oi, Ac! É reconfortante saber que não sou a única antiquada (e feliz) nesse sentido. Não tenho nada contra o uso de mídias, inclusive em ambientes externos, mas penso que as prioridades variam de acordo com a ocasião.
      Um abraço!

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  4. Uma postagem reflexiva amiga. Infelizmente é o que vemos nos dias atuais. Nas reuniões, pessoas totalmente desligada dos demais, vidradas nos celulares de multa moda. Tá difícil! Adorei amiga. Um beijo e feliz domingo

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    1. Oi, Nádia! Pois é... perde-se a oportunidade de interação global em prol da interação virtual. Talvez seja insegurança, sentimento tão recorrente nos dias de hoje, de se mostrar olho no olho, de se expressar verbalmente.
      Um abraço!

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  5. Puxa, que estranho isso. meu celular é como o teu, basta ver que nem o assaltante o quis, pois é uma peça de museu,rs Não faz nada, só é telefone mesmo!

    Uma pena que as pessoas façam isso.Perdem de se encontrar mais vezes e estar juntas pois assim, ninguém merece!1 beijos,chica

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    1. Oi, Chica!
      Eu perdi esse ano meu celular duas vezes, e nas duas foi devolvido, hahaha, certamente devido à sua ausência de funcionalidades.
      Pois é... a reunião perde seu propósito quando não há essa troca. O estranho é que não era obrigada a presença de ninguém, quem foi, foi por escolha própria... fazer o que. Modernidade demais pra mim.
      Um abraço!

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  6. Oi Bia,
    A tecnologia congelou o coração das pessoas.
    Quando saio, vou a conversar com as pessoas e quando percebo já está anoitecendo e nem levo celular.
    O modernismo acabou com o bate papo na esquina
    Um lindo domingo
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Oi, Dorli!
      Seu comentário me fez pensar que até poucos anos atrás nem celular existia...
      Claro que facilitaram muito o contato e em situações inesperadas, só fico pensando onde está o limite e quais são as verdadeiras fronteiras interacionais: reais ou virtuais?
      Um abraço!

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    2. Cliquei em responder pq não tinha o "adicionar comentário" . Eu acho isso muito burro pra falar a verdade. Einstein tinha previsto isso, e por mais que não me lembre da frase concordo com ele. Eu tenho internet no cel, uso com frequencia durante engarrafamentos, mas dou graças a Deus que o sinal é uma porcaria kkkk. Viver virtualmente é cansativo.

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    3. Oi, Alê! para adicionar o comentário é necessário rolar até o final da página! :)
      Acho muito útil ter essa ferramenta à disposição em engarrafamentos, filas, consultórios, sem dúvida um excelente passatempo. Meu questionamento foi em relação à natureza do evento, não ao uso do celular propriamente dito. Inclusive onde moro o sinal também é péssimo, hahaha.
      Um abraço!

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  7. Olá!Bom dia
    Bia
    ...puxa, se eu não te desejei Feliz Dia dos professores, sorry, são tantos amigos e amigas, na blogosfera, professores/as, educadores/as, e a minha memória é tão péssima...
    ...é verdade, apenas bater papo já não satisfaz mais. Tudo isso ficou "sem graça", estamos inovando , invadindo e desrespeitando , checando enquanto conversamos, sempre estamos muito ocupados nos comunicando à distância , e esquecemos dos que estão ao lado, sem o devido valor ao contato humano. para realmente nos conectarmos às pessoas com quem estamos e das formas que realmente importam, que um dia se cansa e nos deixam conectados e à sós....A tecnologia chegou para nos auxiliar, para abrir o mundo e nos conectar, mas está permitindo que ela nos desconecte do que temos de mais valioso: nós mesmos e nossas relações verdadeiras.Na conexão contínua,estamos juntos a sós...
    "Lembro-me que, na volta da caminhada, havia uma pedra no meio do caminho. Pé engessado , que só quem já teve sabe como coça.Chegando em casa,tive que ficar "internado" na cama. Mas, meu celular foi comigo! Nos intervalos das coceiras, eu dava uma acessada básica no meu e-mail e até cheguei a alterar meu post no Blog. Sim, eu me tornei um viciado. Minha ex namo quebrou o pau comigo várias vezes por conta da minha mania de acessar a internet toda hora... e quando pude sair à noite, já procurava para ver se tem sinal de rede à disposição. Quando não tinha acesso à internet, quase entrava em depressão e ficava sem saber o que fazer.E isso me levou à pergunta fatal:ou conecta comigo ou conecta com a net. Escolhi a net..."hehehe #brincs para descontrair, porque esqueci de te cumprimentar pelo seu Dia, dos Professores!
    Agradeço
    Belo dia de domingo!
    Beijos

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    1. Oi, Felis, não tem problema, obrigada mesmo assim! :)
      Falou muito bem, a tecnologia está tomando um tempo precioso que poderia ser compartilhando de forma mais humana. Acho fantástica a variedade de informação e conhecimento que temos à disposição via net, cresci muito inclusive como ser humano através dela, mas é preciso estar atento para ver até que ponto estamos envolvidos pelo mundo virtual.
      É isso, Felis, a tecnologia serve para ampliar relacionamentos e não, substituir.
      Sobre o seu mini-conto, hahaha, é bem assim mesmo... veja bem, a impressão que se dá é essa, de que a vida real é muito pouco interessante. No referido encontro, cheguei a pensar nisso, "será que para essas pessoas a reunião está chata?". Só que não, elas foram as primeiras a manifestarem a vontade de ficar quando dissemos que iríamos embora... sei lá, vai ver que eu é que estou "fora da casinha", hahaha.
      Obrigada, um abraço!

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    2. Olá!Boa tarde
      Bia
      ...yes, tem gente que prefere o toque do celular do que o toque na pele... agradeço, obrigado, bom final de semana, beijos

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  8. Oi, Bia!
    O mundo está ficando desequilibrado por causa do desequilíbrio das pessoas!
    Quando saio com amigos, levo o celular somente por causa de filho que pode precisar de alguma coisa, do contrário, desligo!
    Acho absurdo o modo como as pessoas são manipuladas para usarem cada vez mais as redes sociais. Tem uma propaganda na tv de uma fornecedora de serviço que diz que assinando o pacote você tem acesso livre ao twitter e facebook. Como assim? Por acaso alguém paga para acessar esses serviços? A mensagem mal colocada aos ouvidos do consumidor sem prática, prova o quanto nos deixamos manipular! Alô, defesa do consumidor!
    Só espero que suas colegas de trabalho não leiam o seu blogue... rs.
    Beijus,

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    1. Oi, Luma!
      O equilíbrio, sempre ele...
      Também é chata aquela pessoa radical que não se abre nem para conhecer as maravilhas tecnológicas que temos à disposição.
      Sempre levo meu celular pelo mesmo motivo, preocupação com as pessoas que amo e que podem precisar de mim.
      Essa questão da mídia faz todo sentido, tudo bem que é legal poder acessar as redes a qualquer hora, mas a propaganda faz parecer que estar ligado em rede 24 hs é uma necessidade, quando não é. Necessidade, em celular, é poder telefonar e enviar/receber mensagens sem problemas no sinal. O restante é um extra para ser usado esporadicamente.
      Minhas colegas não leem o blog, hahaha, mas eu não sou o tipo de pessoa que tem problema em falar isso abertamente se surgir uma oportunidade. Mas imagino que alguns leitores, identificando-se com a situação, se eximiram de comentar. Estou aberta a ouvir o outro lado também...
      Um abraço!

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  9. Bom dia , bom domingo!!!!
    Bia vc tem razão, sempre vou a barzinhos com minha filha
    la nosso papo é bem legal botamos td em dia....mas vejo mesas
    de famílias que ficam na net como vc diz entre uma batata e outa
    nem se enxergam, nem se falam pagam a conta e vão embora vendo o celular...
    outro dia uma moça tropeçou e quase caiu, já viu onde ela tava olhando
    Gostei desse desabafo seu é assim mesmo bjusss querida
    Abraços com carinho!

    └──●► *Rita!!

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    1. Oi, Rita!
      Interessante você comentar o que viu como espectadora, até essa questão da percepção do que se passa à nossa volta fica mais apurado quando nos desconectamos do celular... eu sou muito fã do olho no olho e talvez por isso ainda me renda tão abertamente ao contato face a face.
      Um abraço!

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  10. Nossa, como eu repudio isso, Bia. Antes eram só os adolescentes que fugiam sem sair do lugar, com o bendito celular na mão,mas agora é um bocado de gente insensível, porque chamo a isso de insensibilidade. Seu texto é massa e se vc me permitisse eu postaria no Facebook...hahaha. Sério, queria sim mostrar pra umas pessoas de lá.

    Beijo!!!

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    1. Oi, Milene!
      Minha filha é uma que adora fuçar no celular o tempo todo, vivo pegando no pé dela para parar na hora das refeições, ou quando estamos conversando algo importante. Mas ela já disse que nas reuniões com amigos, se força a desconectar um pouco.
      Entendo o motivo por classificar a atitude como insensível, mas acabo pensando no avesso, se não é medo de interagir e se mostrar como é, já que os julgamentos e as cobranças hoje em dia costumam ser impiedosas... pessoas se refugiam como uma autodefesa.
      Pode levar o texto sem problemas, será um prazer!
      Um abraço!

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  11. Olá, Bia! Já fui professora por vocação e mudei por decisão sem hesitação. Hoje não teria sido nunca. O balanço foi decepcionante. Respeito e venero quem se entrega a tão ingrata tarefa.
    Acho de uma injustiça tremenda que, socialmente, os professores sejam tão pouco ... acarinhados. Deveriam ser venerados.
    Beijo

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    1. Oi, Nina!
      Por muito tempo "briguei" para não ser professora, ainda hoje comentei isso enquanto escrevia para quem amo... porém a vida me direcionou para esse lado e as oportunidades que estão aparecendo também seguem essa vertente, então estou me rendendo aos estudos... vai ver que preciso cumprir algum papel na vida de alguém nessa profissão. Mas é, sem dúvida, desgastante e pouco reconhecida.
      Um abraço.

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  12. Con las Tecnologías perdemos la verdadera esencia de comunicación y la más básica que es el cara a cara...Reflexivo Relato...Me ha encantado.
    Abraços e beijos.

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    1. Oi, Pedro!
      O básico e simples muitas vezes é o que traz mais alegrias... tem coisa melhor que olhar nos olhos das pessoas que gostamos?
      Obrigada, e um abraço!

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  13. Chop de vinho, Bia? Nunca tinha ouvido falar.

    Já, sentar-se com um grupo desconectado entre si por causa da conexão com a internet, isso é bem comum, e como você eu me nego a fazer parte deste esquema que praticamente inviabiliza as relações reais, uso a sua tática, não compro celular que me conecte ou iphone, nem a pau, mas acabo tão deslocada às vezes , como você se sentiu nesta saída com os colegas. As pessoas querem mais é criar histórias, despertar desejo nos outros, fazer pose, cena, viver isso tudo que é bom mesmo, nem tanto vivem.

    Beijos

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    1. Oi, Van!
      Pois é, também nunca tinha ouvido falar do tal chop de vinho... aliás que costumo beber muito pouco, mas achei uma delícia, é bem suave. Um copinho está de bom tamanho, hahaha.
      Até compreendo o uso do celular como interação, tipo, mostrar fotos de algum evento para o colega, ou algo interessante que encontrou na net... mas não como ferramenta de isolamento social. Como eu já disse algumas vezes aqui, escrever me fez pensar nesse conceito de onde as pessoas querem chegar agindo assim, ou do que estão se protegendo inconscientemente.
      Isso me nenhum momento me irritou, só me fez pensar como as coisas mudaram.
      Um abraço!

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  14. Ai, Bia, vivo me policiando pra não ficar assim como seus colegas... Meu marido reclama, meu filho reclama, td mundo reclama, mas eu sou totalmente viciada em internet.
    Nem queria admitir isso, mas é o jeito!
    Sei que é péssimo, é horrível, mas ainda não conseguir me libertar. E o pior é que, qdo vejo pessoas fazendo o mesmo, é que percebo o quanto é ruím pra quem fica de fora.

    Felizes de vcs que não têm facebook, instagram, whatsapp...

    Um beijo e boa semana.

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    1. Oi, Paty!
      Quero agradecer pela coragem de expôr seu ponto de vista, sempre deixo muito claro que o espaço aqui está aberto para que as pessoas sintam-se à vontade comentando, a favor ou não...
      Eu concordo que internet vicia mesmo... houve um tempo em que fui capaz de deixar de sair só para poder ficar conectada (blog, Face), então comecei a me dar conta de que estava passando do limite. Ainda hoje passo um tempo considerável conectada, mas sem deixar outros interesses de lado.
      Bem , se isso não acontece, se quando está com sua família consegue estar inteira com eles, então acho que não há problema... o se policiar é algo que também busco fazer, mesmo não tendo internet móvel.
      Um abraço!

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  15. Oi Bia, adorei o texto e o acontecimento que relatou e lembrei de alguns depoimentos de amigas virtuais. Veja só, tenho uma amiga quando o orkut estava no auge ela criou o seu porque morando na Alemanha, longe da família, se sentia só e com um agravante, perdeu um filho prematuro e estava em depressão, quase fazendo uma loucura. graças as amizades virtuais ela se superou. já não somos amigas virtuais, já estive com ala e sua família, na minha casa três vez. histórias parecidas como esta já, já foram várias, tanto no orkut como no fece. Ainda hoje ouvi minha mana que sofre de insônia terrível me dizer, graças ao meu entretenimento na net, com meus amigos virtuais,lendo as mensagens, enviando, tem duas noites que dormi sem a medicação. Bia, neste mundo louco onde somos obrigados a trabalhar dois ou três turnos, não temos mais tempo, como gostaríamos de nos divertir, sair com amigos(as) como gostaria e estes laços de amizade que criamos mesmo que virtuais, são reais e verdadeiros. Do outro lado sabemos que tem pessoas boas, sinceras e que sofrem e tem alegrias como nós. Claro que do outro lado tem pessoas que não são confiáveis, mas na vida real também tem, o que precisamos ´saber selecionar e ai ganhamos verdadeiros presentes de Deus. Você é uma dessas amigas especiais.
    Abraços uma linda noite e um amanhecer feliz.

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    1. Oi, Lourdes. Gostei muito da sua abordagem.
      Veja bem, eu mesma conheci e conheço várias pessoas interessantes por meio de contato virtual, em especial os escritores dos blogs que visito. Em uma época muito conturbada da minha vida, criar e manter blogs foi mais que um passatempo, diria quase uma "tábua de salvação".
      Através desse blog em especial me revi como pessoa e cresci em meus pontos de vista através das leituras e comentários deixados aqui. Acho fantástico ter tido acesso à tudo isso e só me acrescentou.
      Mas me dei conta de que não podia servir como "tábua de salvação". E hoje acho que tenho uma relação bem mais saudável com a tecnologia. veja bem, não que seja o caso de suas amigas...
      Gostei do que disse, não sabemos se quem está do outro lado é real ou um fake, mas convivemos com tantos fakes no nosso dia a dia, não é mesmo?
      O que não podemos é nos fechar para o mudo, seja real ou virtualmente.
      Obrigada pelo carinho e vou querer ganhar meu "amanhecer feliz", hahaha!
      Um abraço!

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  16. Pior que essa imagem de quatro pessoas em uma mesma mesa e cada uma olhando pro seu celular ficou cada vez mais comum, Bia. O meu celular tem câmera, mas a internet é tão ruim que eu nem entro. Aliás, não troco por isso: primeiro que já me acostumei, segundo pq só uso pra falar e mandar mensagem mesmo e terceiro que pra navegar faço em casa no meu pc mesmo. Adorei o texto. A tecnologia ajudou e atrapalhou ao mesmo tempo. Bjssss

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    1. Oi, Sérgio! Esqueci da terceira utilidade do meu celular, ver as horas! o/
      Como tudo na vida, né, pode ajudar ou atrapalhar, a dimensão para um ou outro somos nós quem damos. Obrigada pelo carinho!
      Um abraço!

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  17. Pois é Bia. Nesses tempos tão paradoxais, vive-se conectado com o mundo e desconectado com o próximo. Estando junto, está-se tão distante nessa solidão acompanhada.

    Um abração e uma boa semana.

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    1. Oi, Apon!
      Hum, solidão acompanhada não é nada bom... há seres humano tão mais especiais que merecem felicidade acompanhada. E como estou disposta a fazer feliz as pessoas que eu amo! Tão melhor pros dois lados, né?
      Um abraço!

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  18. .


    Bia, que texto lindo.
    Não vou discutir o sexo dos anjos,
    mas eu gostaria de ter feito público
    o alerta que você deu.

    Amei, juro.

    Beijos.

    silvioafonso







    .

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  19. .


    Eu acabei de comentar seu texto,
    mas esqueci de mostrar para você
    a solução do problema que nos
    aflige a cada momento.
    http://youtu.be/8iWUk1BM7ck

    Veja o clipe a haja de acordo com
    a sugestão.

    Beijos,

    silvioafonso






    .

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    1. Silvioooo, fantástico o clip, kkkkk... estou acrescentando agora mesmo como sugestão no final da postagem. Ainda bem que há pessoas nesse mundo que pensam como eu, hahaha!
      Um abraço!

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  20. Oi Bia,

    Tenho o hábito de frequentar barzinhos todos os finais de semana, e percebo como isso acontece ao meu redor. Uma vez observei o pai, a mae e os dois filhos, todos com seu celular e ninguém se falava, lamentei muito por isso.

    Tenho um celular bacana, mas na verdade só o uso para fazer ligaçoes e enviar mensagens, com a família, amor e amigos, faço questao de falar olhando nos olhos...nada de internet quando estou me divertindo...

    Abçs

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    1. Oi, Vanessa!
      Faz bem em sair para se divertir sempre... e vejo que não sou a única a perceber o quanto o celular tomou espaço dos diálogos tão saudáveis, ou ainda, do simples observar o movimento, as pessoas, as conversas, na observação também crescemos...
      Celular é tudo de bom, o negócio é usá-lo de forma adequada. E pela sua energia boa de sempre tenho certeza que não dispensa a conexão face a face.
      Um abraço!

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  21. Bia estamos vivendo o tempo da solidão virtual, estamos cercadas por gente e ao mesmo tempo cada um no seu mundo irreal, esquecendo de rir de casos reais, de abraços aquecidos, de uma prosa gostosa, com vozes, risos e opiniões.
    Eu também sinto esse exagero do mundo virtual que não nos deixa ter uma vida plena, Muitas vezes não damos bom dia pra quem dorme junto conosco para darmos bom dia e conversarmos horas com uma pessoa que mora em outro país e nem sabemos se é real ou apenas um fake...
    Chopp de vinho? Adoooooooro! Reuniões com os amigos e companheiros de jornada é ótimo, mas se não tiver wi fi a comunicação fica muito melhor.
    Boa reflexão essa sua!
    bjkas doces e hj estou um pouco mais animada e vim aqui agradecer o seu carinho e apoio nesses dias em que minha alma chora copiosamente.

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    1. Oi, Marly! Então você conhece o chop de vinho? Adorei, não é tão doce quanto um vinho, nem tão amargo quanto a cerveja.
      Ler seu comentário me fez pensar que por mais artefatos tecnológicos que sejam inventados nada vai substituir o calor humano. Algumas pessoas se perdem pelo caminho da indiferença e deixam de valorizar o carinho, ou pior, usam como moeda de troca. Também esse medo de ser usado faz com que alguns se fechem no mundo virtual.
      Marly, que dizer que tenho rezado por você, apesar da distância virtual, para que supere essa dor que imagino estar sentindo... quando amamos muito alguém jamais desejamos perdê-lo. Que a dor da falta se transforme na saudade boa por terem vivido tão bem.
      Um abraço carinhoso!

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  22. Bia,

    Outro dia saí para almoçar com um amigo. Ele foi ao banheiro e notei a mesa ao lado. Ela era redonda e tinham 3 pessoas sentadas. Cada uma com smartphone na mão e em nenhum momento conversava. Achei aquilo horrivelmente triste. Admiravel Mundo Novo... adoro tecnologia, mas ainda prefiro conversar com quem está ao meu lado. Nem sempre quem senta ao meu lado fica ali 100% do tempo, a mania viciou a população zumbi.

    Realmente, sair de casa, chovendo, arrumada, pagar para estar ali e não ter realmente humanos do lado, é melhor ver um filme em casa e comer pipocas. E falar comigo, claro! :)

    Bjs

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    1. Oi, Sissym!
      Veja só, não é o primeiro depoimento que temos aqui nesse estilo. Talvez por não sair muito acabei me desligando dessas loucuras do mundo externo, digamos assim. Sei, lá, de repente alguém sozinho vasculhando o celular é uma coisa, um grupo compartilhando virtualmente, é muito falta de ter o que mostrar em si, ou muito a esconder...
      Esses dias li num livro que quando deixamos de observar ou nos abrir para uma conversa, inclusive com estranhos, podemos perder a oportunidade de aprender ou ter alguma resposta enviada por Deus através de determinada pessoa. E eu acredito nisso.
      Mas que eu adoro falar com você, fadinha, isso eu adoro... e tenho certeza que um dia, quando eu for ao Rio de Janeiro, vamos nos conhecer bem de pertinho! :DDD
      Um abraço!

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  23. Infelizmente, Bia, a comunicação real está ficando cada vez mais distante. Quando vejo meus sobrinhos atentos ao celular, mandando e recebendo mensagens, mesmo quando estamos reunidos, não gosto. Antes do celular, quando saia do trabalho com amigos, estávamos sempre a rir do que acontecia com cada um, ainda que o assunto fosse trabalho. Mas nos comunicávamos e relaxávamos. Hoje, quando vemos um grupo, nem pensamos em encontro, no sentido real. É apenas um ajuntamento de pessoas, cada qual voltado para seu lado pessoal, sem se desligar Grande beijo.

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    1. Oi, Marilene!
      Meus sobrinhos, que são pequenos, também já gostam de celular e Ipad, mas sempre buscamos colocar limites nisso, nos almoços e reuniões familiares as brincadeiras ao ar livre, jogos e conversas são prioridades absolutas.
      Muitos reclamam de sair e falar sobre o serviço, mas ainda acho melhor do que ficar em uma bolha à parte. Perdem a chance de trocar ideias, desabafos e sorrisos.
      Um abraço!

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  24. Oiii Bia, infelizmente o fenômeno internet, redes sociais, Face, Instagram, está mesmo tomando conta da vida social e tomando o lugar do convívio da família, aqui em casa mesmo as vezes fico incomodada com tanta conectividade, minha filha criou até um grupo no Face só com os membros da família, imagina moramos na mesma casa e temos um grupo fechado no Face, como assim, não podemos falar pessoalmente??? Tenho lutado contra os excessos por aqui, tipo minha filha tem várias atividades fora da escola para ficar mais longe da net, mas quando ela chega é banho e net, não quer outra coisa, é complicado, estou com saudades da minha adolescência quando nada disto existia!!! Bjoosss

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    1. Oi, Kellen. Entre os adolescentes, então, a febre é ainda maior. Minha filha às vezes convida os amigos para assistir filmes ou jogar jogos de tabuleiro, e quando um começa a mexer demais no celular já falo "acho que vou jogar pela janela", kkkk. É que com eles tenho liberdade... em pouco tempo estamos dando muita risada juntos. Sem o celular.
      Mas essa do grupo fechado nunca vi... tenho contato através do face com vários parentes distantes e acho isso muito legal, inclusive hoje conheço pessoas que não conhecia antes. Mas o mesmo Face também é usado para marcar encontros onde satisfazemos esse lado "humano".
      Minha adolescência foi muito marcada por música, diários, família e comemorações.
      Um abraço!

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  25. Não me enquadro em nenhum padrão da 'normalidade'
    Detesto telefones,não usava.Se necessito falar com alguém,vou à pessoa.Ainda sou daqueles que gosto de olhar nos olhos,observar a comunicação e as expressões corporais
    Ao efetuar compras vou a loja,consulto preços e produtos in loco, sou totalmente fora do contexto
    Não possuo contas em redes sociais e,por exigência da Dona Onça,comprei uma unidade de celular moderna,com uma semana caiu-se,espatifou-se ,por não ter onde carregar, estou quase sempre tronco superior desnudo . Ganhei uns bem ruins,umas porcarias que servem apenas para falar com ela,me encontro sempre fora de área,a operadora é péssima das péssimas.exerço a tele-tim-patia,é muito sacrifício.


    Em relação ao artigo,leio e ouço a respeito:estas redes sociais é igual a minha geladeira:sei que nada tem,mas de minuto em minuto ,tenho que abrí-la-vício horrível!!!
    Surgiu nesta década uma geração de pessoas estrambóticas que envia segundo a segundo para o face,instagram,twitter e afins, o dia de uma vida fragmentada sem graça que em nada acrescenta a ninguém,minto,alguns milhares de idiotas dão glórias á estas futilidades,curtindo ou seguindo- Hehehehehehehehehe!!!!!!!!!!!!
    Esta estranha modalidade de interagir,compromete as relações interpessoais,acentuando-se o individualismo ,principalmente deste povo brasileiro que é famoso por ser receptivo ,falante e caloroso...


    Bom,acho que esta pequena introdução expressa bem o meu pensamento,se for falar deste assunto , ficarei escrevendo até semana que vem,o que seria irrelevante,por ser apenas uma opinião de alguém repleto de manias esquisitas ,prefiro trocar idéias com os blogueiros.Não sou contra as redes sociais,ainda acredito na possibilidade de encurtarmos distâncias e discutir assuntos fundamentais para o crescimento humanitário


    Inté,Sinhá Bia!!
    abraços fortes

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    1. Olá, Tutankamon!
      É curiosa essa mania que acabamos desenvolvendo de espiar redes sociais de quando em quando... e achei curioso o termo que usou para designar quem costuma mandar passo a passo o que faz durante o dia à essas mesmas redes: vidas fragmentadas. Penso que às vezes divagar sobre assuntos mundanos, que nada acrescentam ao outro (o que chamo de cultura inútil) é até saudável do ponto de vista do humor, da leveza... mas o objetivo de vida não pode ser despido de interesses e conteúdo. Muito menos despido da companhia física espiritual do outro.
      Também não sou contra redes sociais, ao contrário, gosto de algumas... sou contra a ausência de afetos.
      Um abraço!

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  26. Já presenciei, em casa de amigos, pais e filhos conversando pelo bate papo do face, detalhes, em casa. É preciso saber usar a tecnologia. Para mim, um absurdo, ao ir no oftalmo com o meu filho, vi uma criança de 6 anos com um tablet enqto sua mãe estava no celular, os dois em mundos diferentes. Bjos.

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    1. Eder, histórias assim já ouvi algumas vezes, de pessoas num mesmo cômodo, inclusive, trocar mensagens via face... a que ponto chegamos! Seria cômico se não fosse...
      Os filhos andam muito carentes de atenção e diálogo, na escola sentimos muito isso. O desempenho e o comportamento ficam condicionados a ganhar um tablet ou celular novo... mas muitos se queixam que não tem conversa ou abraço da mãe.
      Um abraço!

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  27. Bia teu texto expõe uma ferida que não deveria acontecer com a chegada da internet. Tanto de bom nos acrescentou, tantas facilidades e agora vamos nos aprisionando.
    Igualmente interessante estão os comentários. Voltarei depois. Quero lê-los todos.
    Beijo!

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    1. Oi, Ana!
      Termo curioso, "vamos nos aprisionando". O que aprisiona não costuma ser bom, bom é o que enlaça, abraça, aquece...
      Será bem vinda em seu retorno, os comentários em geral são sempre produtivos... adorei sua sugestão ;) e já estou conferindo.
      Um abraço!

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  28. Na real dade o telefone precisa é mesmo fazer ligação....
    Beijo lisette.

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    1. Oi, Lisette, tem razão. E pensar que até pouco tempo atrás usávamos somente o fixo ou o telefone público! Um abraço!

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  29. Olá! conheci seu blog através de uma amiga e irmã.
    Suas postagens são interessantes e esclarecedoras, e de um modo geral irá produzir frutos.
    Continue nesta missão, de espalhar o que de melhor existe: O AMOR!!!

    Deixo um mimo para você.

    Uma chuva de bençãos desça sobre sua casa!
      
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    A propósito, caso ainda não esteja seguindo o meu blog deixo aqui o convite:
    Fruto do Espírito

    Minha Fan Page

    P.S. Convido a conhecer o blog do irmão J.C.de Araújo Jorge.
    Mensagens atuais, algumas polêmicas, porém abençoadoras...
    Acesse e confira:
    Discípulo de Cristo

    Em Cristo,
    ***Lucy***

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    1. Lucy, seja bem vinda! Obrigada pelo convite e pelos elogios, vou vistá-la assim que for possível. Um abraço!

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  30. Olá Bia,

    É mesmo admirável que se vá a uma confraternização e que esta não aconteça efetivamente em virtude do isolamento provocado pela comunicação virtual. Digo isto em virtude do meio em que vocês se encontravam, entre colegas que ali deveriam estar conectados uns aos outros, trocando ideias e aproveitando o momento para estreitar laços.
    Na verdade, não gosto de conversar com alguém ligado o tempo todo no aparelho celular/net, seja checando, ou enviando/respondendo mensagens. Acho deselegante. Somente uso a internet quando estou 'em espera' em algum lugar, principalmente em consultórios médicos ou dentários. Fora isso, somente em casa, no meu computador, e sem me desligar do que ocorre em volta.
    O mundo virtual é maravilhoso, mas frio, sem o calor de um riso, um olhar ou um toque.
    Ele nos retira da vida real e nos faz perder momentos importantes com as pessoas que amamos, momentos estes que não retornam.
    É preciso que haja um equilíbrio entre os dois mundos. Graças a Deus 'ainda' não sou uma viciada e não pretendo ser.
    Como diz Letícia Thompson: "Que a internet nos abra o mundo, sem nos isolar desse mesmo mundo". Tirei esta frase de uma postagem que deixei no rascunho sobre o assunto, mas que vou deletar, já que você fez uma excelente abordagem sobre ele.

    Vi o vídeo sugerido pelo Sílvio. Seria mesmo a solução (ou celular ou cerveja-rsrs).

    Beijo.

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    1. Oi, Vera! Acredito que essas pessoas não fizeram isso por grosseria ou monotonia, mas por hábito mesmo. Acabam não se dando conta de que 3 horas sem acessar o celular é possível e saudável.
      Concordo contigo, é bom que isso fique claro, gosto da tecnologia, acho bem útil... na espera ou mesmo em situações extras. Esses tempos tive problemas com o sinal da internet e consegui enviar mensagens através do sinal do celular da minha filha.
      Masss, como bem lembrou, momentos com as pessoas que amamos ou simplesmente gostamos são únicos e não retornam mais. O que me assusta é a quantidade de gente que não consegue se dar conta disso.
      Vera, acho que deveria realizar sua postagem, penso que mesmo falando sobre o mesmo assunto, os pontos de vista sempre somam.
      O vídeo é mesmo um barato, ri muito assistindo!
      Um abraço!

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  31. Olá Bia
    Realmente isso é uma atitude que consegue me irritar, mas geralmente esta assim por todos os lados, um absurdo, vejo as pessoas por aqui praticamente sem ter o que comer mas o celular é constantemente trocado por um mais novo, hoje mesmo olhei a filhinha com o projeto de genro namorando, cada um com seu cel de olho na tela, perguntei a eles se era um novo jeito de namorar, sorrisos amarelos...rsrsrs
    Bom eu não tenho celular , meu ultimo foi roubado e não quis mais comprar outro e percebi que ele era um chato, então estou bem assim, por enquanto, sei que é necessário e importante, mas vejo que as pessoas estão abusando e o pior que é um vicio incontrolável, bom ao menos na hora das refeições os daqui de casa ficam no quarto, colocando limites antes que perca o controle.
    adorei te ver lá no meu catinho, obrigada pelo carinho mesmo estando ausente, precisei de repouso forçado mesmo.
    Belos dias e até mais. Beijos.

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    1. Oi, Verinha!
      "Projeto de genro", hahaha, essa foi boa!
      Quando o namorado da minha filha vem aqui também pego esses lances... mas já foi pior, hoje intercalam com assistir um filme, ir ao cinema, passeios.
      Mais triste é essa realidade que contou... pessoas que passam dificuldades mas sempre tem o último modelo de celular. Isso é muito visível na escola. Trabalho à tarde em uma com uma clientela bem carente, mas volta e meio vejo celulares modernos ou crianças contando que ganharam um tablet. Além de serem prioridades absurdas, ainda ensinam as crianças prioridades erradas!
      Sem problemas o uso dos aparelhos, desde que não sendo usado para substituir o contato pessoal.
      Um abraço!

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  32. Ainda bem que encontrou alguém né Srta. Estamos na era da informação mas não falamos sobre o coração, então a conversa fica como sonho de facebook, em fachada de fotos belas e roupas de grife! Seu texto esta lapidado perfeitamente! abraços

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    1. Oi, Ives!
      Achei fantástico seu comentário e dispensa comentários... pessoas tem vivido de fachadas, não dos sentimentos que fazem a vida ter sabor.
      Um abraço!

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  33. Isso é muito triste mesmo, me chamou a atenção qdo disse:
    Tecnologia serve para encurtar distâncias... mas e quando se está ao lado?
    Já presenciei cenas lamentáveis como esta e até em família percebi isto, na minha avó mesmo fizemos um churrasco para nos reunir e muitos dos presentes estavam com cel na mão, ou dando comida para bichinhos virtuais ou no face postando fotos do que estávamos comendo e dos demais, no fim fiquei com raiva e vim embora, onde vamos parar????
    Ainda bem que pelo menos uma pessoa conversou com vc afffff é o fim do mundo.
    Meu cel é igual ao seu só uso para fazer ligações rápidas.

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    1. Oi, Patrícia!
      eu gosto de tirar fotos de reuniões em família ou passeios, mas o faço com câmera fotográfico e deixo para postar depois, com calma, em casa. Acho que as pessoas não fazem por mal, só estão (con) fundindo a vida real na virtual, quando ambas tem abrangências e sentidos diferentes.
      O que vale nesses casos é observarmos para não corrermos o risco de ficar do mesmo jeito.
      Um abraço!

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  34. oi querida Bia,eu entendo tão bem o que vc está dizendo...
    tenho horror à pessoas que dispesam uma boa conversa por causa desses benditos celulares...
    adoro conversar...e nada no mundo substitui isso...essa troca...esse mundo de pessoas alienadas em seu próprio mundo ...acho triste...
    meu carinho....

    Zil

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    1. Oi, Zil, como vai?
      "Pessoas alienadas"... penso que algumas conseguem ter alguns momentos de "vida humana", digamos assim, mas há pessoas que vão se sentindo tão seguras no mundo virtual que quando percebem, estão instaladas em vazio interior e não sabem como modificar esse padrão.
      Também por isso é importante que as pessoas à volta fiquem atentas ao limite entre hábito e vício.
      Um abraço, querida!

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  35. Bia, li e reli os comentários e tua postagem me inspirou a escrever também sobre.
    Espia lá! Beijo

    http://ladodeforadocoracao.blogspot.com.br/2013/10/internet-lenta.html

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  36. Interessante, atual e um tanto lamentável sua postagem. A tecnologia faz um bem danado para quem sabe usar. É triste o seu exemplo. Você sai com colegas, amigos para distrair, conversar, trocar idéias, e de repente sente-se sozinha no meio deles. A impressão que dá, é que você é menos importante que essas drogas de maquinazinhas. Tenho certeza que as pessoas não estavam tratando de assuntos importantes, a maioria acessa essas redes somente para ver/fazer fofocas e bisbilhotar a vida alheia. Oxalá um dia, a conversa franca, cara a cara, olho no olho, volte a ser a atração nas rodas de amigos, e claro um bom chop sempre cai bem.
    Abração.

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