sábado, 9 de novembro de 2013

Universos paralelos e 7º Book Crossing

*Esse post foi escrito em 06/11/2013 e me inspirou a deixar o livro da 7ª edição do Book Crossing  à beira de um rio. Para ler a postagem sobre o livro que deixei por lá clique aqui e acesse a página que fiz sobre o Projeto.


Imagem by freepik

Hoje foi dia de encerramento de um curso e eu resolvi fazer um lanche antes do horário marcado. Minha cidade de interior não tem muitas opções, mas há uma confeitaria que sofreu reformas há alguns meses e está belíssima, com sua decoração mesclando moderno e antigo na medida. Falei sobre ela aqui.
Pedi mais uma vez café com leite e um pedaço de torta Banoff e sentei na pequena mesa redonda da parte frontal, por onde vejo o movimento através de duas grandes janelas de vidro. Ali me dei conta de que quando estou nesse lugar me sinto como se eu estivesse num seguro universo paralelo.

Nesse momento, consigo enxergar meus sentimentos com necessária, porém compreensiva, sensatez . Estive ali em diversas ocasiões: quando optei pela ruptura de um relacionamento, quando me senti em paz após minha decisão, quando estava feliz, ou estava triste... Gosto dessa sensação de que nesse lugar, no gesto simples do saborear através do paladar, estou segura para expôr minhas emoções a mim mesma, sem medo dos julgamentos sobre os sentimentos mesquinhos que todos carregamos em maior ou menor grau, mesmo buscando ser melhor como ser humano. Sou humana e tenho consciência das minhas limitações emocionais. Por mais que me entristeçam por minha incapacidade de aboli-las, consigo compreender que é um processo de lapidação e que não posso desistir de mim.


imagem -  hoje - by Bia


Mais jovem meu lugar preferido era (e ainda é) a praia. Pegava sozinha um ônibus após o almoço, passava a tarde na areia, vendo/ouvindo a quebra do mar, e voltava, de alma lavada ao final da tarde. Por aqui havia a opção de ir à beira do rio, num banquinho de concreto (ver imagem), e ficar olhando a ilha na outra margem, o desenho dos barcos que passavam...até que a dor se diluísse junto com os desenhos no mar. Ou ficava horas na sacada de casa, sentada no chão, "surrando" meu violão ou ouvindo microsystem... universos, refúgios, a concha do caracol ou o casco da tartaruga.

A dez minutos do meu compromisso senti que precisava ficar mais alguns minutos assim, contemplando minhas alegrias e angústias como se estivessem numa vitrine... aliás, seria bom se pudéssemos escolher e  levar para casa, numa sacola de papel pardo, somente as emoções boas... mas não é possível. Engoli o último gole do pingado quentinho e levantei grata por poder ter esse momento de (re)organização interior,  por ter um refúgio onde posso pousar sem receio de observar minhas alegrias ou imperfeições.

E você, tem um universo paralelo, um lugar especial onde sente-se à vontade para observar-se de longe?


* Música que está tocando agora em algum vizinho... bem apropriada para a imagem - clica aqui.

50 comentários:

  1. Como são reconfortantes esses universos paralelos, Bia, que nos encapsulam como que num aquário, dentro e ao mesmo tempo fora de nós; a proximidade circundante de nossos sentimentos, a fluidez constante de nossos pensamentos, as visões clarificadas sobre ações/emoções/escolhas, palatáveis no doce-amargo dos sabores.
    O meu aquário preferido é a praia.O quebra-mar sempre entoa cantigas antigas.
    Conversas precisas nos renovam.

    Belo fim de semana.
    Bjos,
    Calu

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    1. Oi, Calu! Como é bom estar embalada pelo canto do mar quando os sentimentos estão em desalinho, não? Assim como estar perto dele, feliz, com quem amamos... o cheiro do mar misturado ao cheiro de quem amamos é uma lembrança única.
      Os sentimentos estão sempre entre essa dualidade de doçuras e amarguras. Sempre digo que o que mais temo, nessa vida, é me tornar amarga. Sempre que sinto esse lado dominando é a hora que paro para me reorganizar. Renovação, sempre, porque a vida é um bem mutável.
      Um abraço!

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  2. Lindo,lindo demais te ler e sentir contigo cada emoção! Tão bom termos um cantinho assim,não? Eu adoro o mar, sabes! Posso me transportar para ele, mas como até pra isso sou prática demais, chego até a janela, olho looooooonge, beeeeem longe e para o alto. Vejo tantas belezas que até esqueço as coisas chatas que porventura estiverem me incomodando! beijos,tudo de bom,chica

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    1. Oi, Chica, obrigada pelo carinho!
      Percebo que gosta de mar por ser um dos seus destinos preferidos nas viagens. :)
      Olhar o horizonte e o céu também são destinos onde meus olhos pousam. Quando chego em casa sempre sento no sofá e fico olhando para aj anela, onde o céu é emoldurado pelas folhas das árvores e passarinhos... sempre me relaxa e me faz agradecer a Deus o dom da vida.
      Um abraço!

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  3. Olá Bia,

    Ouvi a música. Gosto muito dela. Também fui lá conferir a postagem sobre o Book Crossing.
    Você é muito reflexiva. Passo longe de você neste quesito. Não tenho um refúgio para este ritual contemplativo. Quando sinto a necessidade de realizar esta abordagem, faço-o no meu quarto, à noite. Considero muito importante olhar-se sem cobranças e com compreensão. Precisamos enxergar nossas fraquezas apenas para procurar vencê-las. Tudo é um processo lento. O importante é concluir que estamos crescendo, aprendendo e evoluindo, no tempo de cada um.

    Gostei muito do seu texto.

    Ótimo final de semana.

    Beijo.

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    1. Oi, Vera!
      Adquiri esse hábito de todos os dias à noite relembrar o dia, minhas alegrias e fraquezas, tentar achar um meio de fazer diferente o que não me agradou...
      Aprendi a ser um pouco mais compreensiva comigo, mas admito que perceber limitações de sentimentos com as quais não gostaria de lidar e que nem julgava sentir me deixa triste às vezes. Mas como disse, é um processo lento, e é importante aprendermos a valorizar também aquilo que desenvolvemos de bom..
      Um abraço!

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  4. Oi Bia, Minha linda, já vivi tantas emoções, tive frustrações por não ser mãe, mas Deus deu-me de presente um garotinho de 10 dias quase morto, ainda mora comigo,. Que inteligência! Que cultura! Que educação! Que amor!
    Diga-me: eu preciso mais de alguma coisa, apesar de meu marido ter morrido quando o garoto tinha 2 aninhos, casei-me com um homem maravilhoso quando ele tinha nove anos.
    Trabalhei muito, mas tenho uma vida boa.
    Eu gostaria de poder dividir minha felicidade com quem não a tem e têm muitas pessoas que querem destruir o mundo para tomar conta sozinho. Tomar conta de que? Do vazio, da solidão.
    Todos temos nossos repentes de tristezas e apesar de não conhecê-la pessoalmente lhe admiro muito como ser humano
    Uma linda noite
    Beijos
    Luia Singular

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    1. Oi, Dorli!
      Sua história é tão bonita, que bênção ter uma criança tão especial preenchendo os dias em sua vida. Também já trabalhei (e trabalho) muito para criar minha filha, mantenho sempre o reconhecimento em forma de carinho.
      Ter encontrado alguém que a ajudou com os cuidados com a criança foi mais que merecido por sua alegria e simpatia.
      Grande parte das pessoas não compreendem que dividir felicidades, na verdade, multiplica-as.
      Quem deseja tomar conta de tudo tem a sensação efêmera do poder e vive com medo que o tirem.
      Obrigada pelo carinho, também a admiro muito.
      Um abraço!

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  5. Olá!Bom dia, Bia!
    Quem nunca, em alguma situação, nunca teve um lugar bacana... um universo paralelo para tomar café com leite e comer um pedaço de torta Banoff... para conversar consigo, mesmo em pensamento? Parece que existem dois de nós, discutindo para tomar uma decisão importante.Correto, e é assim mesmo que acontece. Isolar é remover a possibilidade de contato; então, quando isolamos , deixamos que se compreenda simbolicamente que não permitimos que nossos pensamentos entrem em contato associativo com o que estamos conflitando.Nós acertamos as contas diretamente com nossos "eus". É óbvio que quanto mais equilíbrio houver entre esses dois personagens intrínsecos, mais equilibrada será as ações. O que acontece é que sempre precisamos de um estimulo externo para nos ajudar, alguns mais, outros menos e arrisco à dizer que nem sempre teremos... por isso temos que compreender que nunca podemos desistir de si mesmos, para suportar toda essa lapidação com muito amor e paciência, porque querendo ou não, essa (lapidação) será eterna, que a cada dia é para Se amar mais, suas qualidades e defeitos também...
    ah...sim..meu lugar para isolar, não poderia ser diferente..sentado numa pedra, ouvindo o barulho do mar...
    Ouvi a bela musica, vi sua letra bonita na mensagem do "livro livre" ...bela escolha em sua participação no 7 Book crossing.
    Agradeço pelo carinho, obrigado,belo domingo e início de semana, beijos!

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    1. Oi, Felis! .. Engraçado, lendo seu comentário me fez perceber como mudei minha forma de pensar.Já me ative bastante à essas conversas entre as próprias antagonias, hoje opto por contemplar os pensamentos sem me ater muito à eles, buscando amaciar ou maus e respirar os bons, A não ser em casos onde é necessário tomar decisões.
      Você me fez pensar em duas coisas: O equilíbrio, que busco sempre.. hoje acho que sou bem mais equilibrada, mas minhas emoções são sempre fortes e isso é motivo constante de vigilância. As boas, tudo bem, como é bom transbordar o bem, mas as nocivas, precisam ser domadas para não tomarem uma proporção maior do que merecem. e me fez pensar nessa questão do se amar sempre mais... isso hoje acontece mas ainda acho que o amor próprio é intrínseco ao amor que sinto pelo outro, não consigo amar sozinha.
      Percebo que o mar é a escolha soberana daqueles que estão perto dele. Eu adoro.
      Um abraço!

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    2. Olá!Bom dia, Bia!
      sim...agradeço pelo carinho, muito obrigado, bela semana, beijos!

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  6. Oi Bia
    Ter um cantinho só para nossas pausas e reflexões é uma dádiva. E você filosofou maravilhosamente minha linda. Beijos e um domingo abençoado

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    1. Oi, Gracita! Parar para refletir e agradecer é uma atitude que deve ver constantemente praticada para conservar sempre a essência e "arrumar" a casa. Um abraço!

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  7. Eu não teria um refúgio que fosse tão encantador e romântico como esse seu. Meu sonho poder pegar um ônibus e em pouco tempo estar à beira do mar, só pra namorá-lo num fim de tarde qualquer, sem planejamento, apenas instinto.
    Lindo demais isso.
    Um beijo, Bia.

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    1. Oi, Milene!
      Esse é um hábito que preciso retomar... sempre digo que para isso me faz falta um carro. Espero que um dia esteja pertinho do mar para poder namorá-lo a qualquer hora.
      Um abraço!

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  8. Oi Bia,
    bom dia,
    eu gosto desses momentos de re(organização) interior
    eles me ajudar a resolver vários problemas e a ver tudo com mais clareza.

    A praia é, foi e sempre será o lugar onde eu posso me perder por horas, (claro, sem pessoas chatas)
    esse é o meu universo paralelo

    Desejo-lhe um lindo domingo
    um grande abraço

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    1. Ariel, esses momentos são mesmo importantes para ver com clareza - recebemos tantas informações e temos tantas sensações o tempo todo que mal administradas turvam os olhos e a alma.
      hahaha, Ir ao mar com pessoas chatas quebra toda a magia! Mas confesso que assim como você, sozinha ou bem acompanhada posso me perder por horas sem cansar.
      Um abraço!

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  9. Aqui no Brasil, confesso que não tenho, mas lá na Inglaterra, nos tempos de intercâmbio gostava de ir ao pier de Eastbourne. ;) abraços

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    1. Oi, Barbie! Que chique!!! hahaha Acho pier um lugar bacana para pensar na vida. Falou de um jeito que me fez pensar que esses momentos que passou por lá trouxeram grande clareza e autoconhecimento. Acertei?
      Um abraço!

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  10. Ah, Bia, ando precisando mesmo de um momento a sós comigo mesma. Mas qdo se tem filho pequeno isso parece impossível! além de filho, marido!
    Céus!
    Que lindo seu refúgio. Em Salvador tem centenas de lugares onde eu poderia fazer isso, mas morro de medo de ladrão (que aqui tem aos montes!).

    Um beijo enorme, querida.

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    1. Oi, Paty!
      São tantas coisas a tratar no dia a dia que quando vemos acabamos por nos deixar assim, um pouco de lado... com o tempo aprendi que essas retomadas periódicas são importantes para resguardar o que temos de mais precioso: Nossa essência.
      Mas quando estamos bem e cercadas de amor, isso pode esperar um pouquinho. ;)
      Eu já ouvi dizer que a segurança deixa a desejar em Salvador, uma pena, não? Com lugares tão bonitos...deve guardar belos refúgios.
      Um abraço!

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  11. Querida amiga Bia, a minha visita hoje é para te desejar muita paz, saúde e que Jesus ilumine teus passos hoje e sempre e que você seja muito feliz.
    Que você esteja sempre em sintonia com DEUS e que possas olhar a tua volta e enxergar os problemas e dizer : eu tenho um grande Deus, dar um lindo sorriso é dizer obrigada meu por mais um dia..."
    Parabéns pelo post, na vida, em qualquer lugar nos deparamos com pessoas e situações, que mesmo medíocre ou não, aprendemos muito. A vida é um eterno aprendizado.
    Grata pela visita, adorei!
    Bjuss da amiga Lourdes Duarte

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    1. Oi, Lourdes, é verdade... até com a mediocridade aprendemos, mesmo que seja para saber que não gostamos dela ou que não queremos ser assim.
      Obrigada por sua oração, receber bênçãos é sempre bem-vindo.
      Um abraço!

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  12. Olá Bia vou confessar-lhe uma coisa. Durante muitos anos trabalhei fechada num escritório em Lisboa e andava correndo e não tinha tempo para quase nada! O trabalho da casa, os filhos e outras ocupações necessárias. O meu marido adora o mar e como graças a Deus temos o oceano aqui próximo sempre que podia corria até lá para aliviar o stresse! Por vezes eu ficava um pouco aborrecida, mas agora que tenho mais disponibilidade verifico que ele tinha e tem razão e sempre que ele vai vou correndo atrás dele;)) e tenho constatado que caminhando ao ar livre e junto do mar me reencontro e regresso a casa com a mente e o corpo mais leves! Como a compreendo. Um grande beijinho e uma excelente semana. Ailime

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    1. Oi, Ailime!
      Que bom ter deixado se render ao gosto do seu marido e descoberto com ele a maravilha que um mar renovador pode fazer em meio a dias atribulados. Penso que um relacionamento é isso, quando você mostra possibilidades ao outro, que se abre às suas, e ele oferece possibilidades à você. Uma troca mútua, de cumplicidade. É preciso amor, carinho , respeito, disposição para o outro e por que não, um tantinho de humildade.
      Adorei seu depoimento...
      Um abraço!

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  13. Oi, Bia, dei uma passada no Book Crossing e vou ser sincero, são poucos livros do Paulo que me agrada e tenho todos...kkkkkkkkkkkkk.
    Bem, não consigo ter um lugar de refúgio, pois preciso de 'barulho'. Bjos.

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    1. Oi, Eder!
      hahaha, Um pouco contraditório seu comentário... não gosta muito de Paulo Coelho mas tem todos os livros dele? hahaha, Como assim?
      O que não gosto, geralmente não é minha escolha.. mas tudo bem, hahaha.
      Conheço algumas pessoas assim, que precisam de barulho, e admiro isso. Eu gosto de barulho quando é festa, ou é para extravasar. Para pensar, barulho... do mar.
      Um abraço!

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  14. Que lugar lindo! Olhar as águas e seus movimentos nos permite refletir e também voar, independente de haver movimento de pessoas. Não vejo a noite propícia para análises (rss), pois afasta o sono. Talvez, um planejamento para o dia seguinte e agradecimento a Deus pelo findo. Grande beijo!

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    1. Oi, Marilene!
      Já perdi muitas noites pensando... era frequente acordar no meio da madrugada e não conseguir desligar. Hoje faço as pazes comigo mesma antes de dormir e tenho conseguido relaxar melhor.
      Passei também muitas noites planejando, hoje procuro não planejar muito, e sim colocar logo em prática o que vier, o que abre um leque de opções...aos olhos alheios parece um tanto confuso - minha filha sempre diz que sou complexa, hahaha - quando na verdade é uma intenção de facilitar o fluxo da vida.
      Agradecer é sempre uma dádiva.
      Um abraço!

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  15. Bia,

    Que texto gostoso de ler. Conforme você foi relatando, senti-me dentro desse lugar.
    Eu tenho alguns lugares especiais também. No Brasil era na beira da praia. Aqui, quando estou em casa é num canto do jardim. Quando caminho, já tenho meu lugar que eu me sinto, assim como você, para me perder em meus pensamentos.
    Uma linda semana! Beijos

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    1. Oi, Lucinha!
      Uma das graças da leitura é senti-mo-nos transportados à ela, que bom meu texto ter provocado esse sentimento em você.
      É compreensível que há um cantinho em seu jardim para se refugiar, lembro-me das plantas que vi em seu blog cultivadas com tanto carinho.
      Caminhadas também me fazem um bem danado... coloco o mp3 no ouvido baixinho para ouvir os diversos pássaros que aparecem pelo caminho.
      Um abraço!

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  16. Boa tarde, Bia. Acredito que refugiar-se para refletir é uma questão de necessidade, não importando o lugar, mas se ele nos trouxer paz, melhor ainda.
    Essa sensação que você passou foi bem intimista, já me senti assim diversas vezes, mas não lembro de algum lugar específico, já olhei o céu do concreto mesmo, conversei com Deus, já estive em lugares diferentes onde pude pensar melhor na minha vida.
    O importante é que a reflexão sempre ocorra, independente do lugar, senão, seremos pessoas sem tempo para analisarmos o que precisa ser mudado em nós, se não nos dermos este espaço, a fim de que as bagagens ruins não pesem mais sobre as nossas costas.
    Livrar-se do que nos faz mal, é saúde para a nossa alma.
    Nem sempre conseguimos logo, existem situações que se arrastam literalmente, prejudicando os nossos sentimentos, trazendo infelicidade, mas como a vida é feita desses momentos duais, passaremos por isso, estamos em processo evolutivo, logo, temos erros, acertos, e assim seguimos nossa estrada, sempre procurando o melhor.
    Experiências ruins das quais nos conseguimos libertar, dá uma sensação extrema de alívio, assim como você sentiu e descreveu muito bem.
    Cada um de nós tem os seus momentos de libertação, só a hora que é diferente.
    Parabéns, Bia.
    Eu sempre me emociono lendo você.
    Obrigada pelo seu carinho comigo.
    Fique com Deus e tenha uma semana de muita paz!
    Beijos na alma!

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    1. Oi, Patrícia!
      Esse ato de reorganizar os sentimentos e pensamentos pode trazer uma tranquilidade importante para momentos conturbados, mas só funciona assim, quando feito com um certo distanciamento,
      Uma palavra importante que usou foi quando disse que dessa forma temos momentos de libertação, seja para liberar euforia, seja para liberar tristezas. Permitir-se o autoconhecimento é um ato às vezes difícil, porém libertador, porque até conhecer nossas fraquezas nos ajuda a lidar com elas,
      Obrigada por seu carinho...
      Um abraço!

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  17. Oi Bia,
    Estou recebendo comentários nesse blog
    Beijos
    Mundo dos Inocentes

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  18. Cada detalhe tudo veio de coração, deve estar linda a confeitaria...
    Beijo Lisette

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    1. Além de linda é um lugar diferente do usual, talvez por isso tenha essa atmosfera diferente. Um abraço!

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  19. Oi Bia,

    Me encontrei intensamente nesse texto. Tem lugares que de tao especiais se tornam sagrados, em cada lugar que passei (em cada país que visitei) encontrava lugares assim.

    Minha mente é cheia de grandes recordaçoes, mas hoje em dia meu lugar preferido é Campos do Jordao, (no Mirante da Fazenda Lentz tenho a sensaçao de ver Deus....e vejo...

    Afinal de contas, Ele está em tudo e dentro de quem realmente o busca...

    Abçs

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    1. Oi, Vanessa!
      Devem ser lembranças inesquecíveis, cada país ter um lugar especial de reflexão. É verdade, quando viajo para lugares novos procuro registrar os locais que me despertam algum tipo de sentimento e pensamento, e sempre lembro de agradecer a Deus pela oportunidade.
      Eu sonho em conhecer Campos do Jordão, dizem que é lindo lá, embora me pareça aquele tipo de lugar para ser explorado com alguém especial. Gostei da dica do Mirante... quem sabe um dia não vou lá - bem acompanhada? ;)
      Um abraço!

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  20. Olá Bia, sabe que eu não tenho nenhum lugar que eu pare e fique assim pensativa, acho que sou tão ansiosa que não consigo parar, rssrs não consigo pensar no passado, nada, só quando ele vem a mente por alguma razão, mas eu nunca paro assim para pensar rsrs preciso fazer mais isso, Bjinhosss

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    1. Oi, Kellen!
      Você deve ser aquele tipo de pessoa elétrica, ligada em 220, hahaha. Eu já fui mais ansiosa, hoje sou um pouco mais tranquila. Mas continuo ativa, sempre inventando alguma coisa.
      Lendo os comentários percebo que nem todos tem o hábito de parar para refletir, curioso como isso muda de pessoa para pessoa, alguns não tem essa necessidade. Já fui mais ansiosa inclusive em relação aos pensamentos.
      Mas assim como você não costumo pensar muito no passado, prefiro focar mais no presente e no futuro. Não mudamos o que passou, mas podemos construir nossa história de maneira diferente.
      Um abraço!

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  21. Bia, um lindo texto, expondo mais um de seus lados. Que bacana. Eu não tenho um lugar desse tipo, e lamento por isso. Acho que o meu quarto mesmo acaba 'servindo'. Mas a Lagoa Rodrigo de Freitas, aqui no RJ, é um lugar que me faz muito bem. Adorei a postagem. Bjs e boa semana.

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    1. Oi, Sérgio! Acho que o quarto é o refúgio mais próximo que temos quando precisamos mas não temos tempo ou disposição para sair. Interessante é que descobri essa conexão com o lugar que citei nessa última vez que fui.
      Já ouvi falar sobre essa Lagoa, dizem que o lugar é muito bonito... penso que estar perto da natureza sempre nos causa uma sensação boa, de relaxamento.
      Obrigada pelo carinho...
      Um abraço!

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  22. Bia,

    Tambem curto um pingadinho.

    Lendo seu texto, viajei, óbvio - "confeitaria que sofreu reformas".
    Havia uma padaria na Gavea onde todo final de semana, especialmente nos domingos, se juntavam amigos, conhecidos, desconhecidos, e pais com filhos pequenos para papear e tomar café da manha coletivo. Era um barato!

    O balcão fazia um U e havia o lado que dava para rua, de maneira que ajudava todos aqueles que tinham carrinhos. Eu AMAVAAAAAAAAAA.... apesar do ex-marido nos ignorar, eu tinha mais um bom motivo para dar a "voltinha matinal" da minha bebezinha. Foi lá que minha filha fez a primeira amiguinha-amada eterna.

    Um dia, a padaria fez uma obra, raios que partam o arquiteto, o balcão passou a ficar dentro e muiiiito quente, impossibilitando aproximação de quem quer que fosse. Acabou o café matinal coletivo! Isso favoreceu os caros e pequenos "cafés" da redondeza e tambem desintegrou os encontros.

    Isso comprova que tudo que é bom dura pouco! hahahahh]
    Beijos

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    1. Oi, Sissym!!!
      Quer tomar um pingado comigo? :D
      Ah, tão encantadora sua história - tirando a parte do "apesar do ex-marido nos ignorar" - e fiquei viajando contigo no relato, mas fiquei triste que a reforma nesse caso teve um efeito contrário, quero dizer, estragou de certa forma um lugar de encontros tão prazerosos.
      Penso que ao planejar uma reforma o arquiteto precise se inteirar do que se passa no ambiente antes de fazer intervenções que privilegiam a beleza e não, o favorecimento da clientela. No meu caso a confeitaria ficou bem mais espaçosa, o que a torna mais agradável. Pena que o preço é um pouco salgado, então, não dá para ficar se dando ao luxo de ir lá refletir todo dia, hahaha....
      "Isso comprova que tudo que é bom dura pouco!"... acabou comigo, Sissym, hahahaha. Não... o que é bom pode sempre ser melhor quando há essa vontade das partes envolvidas. Mas o arquiteto não sabia disso!
      Um abraço!

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  23. O reflexo ao vidro revela um olhar poético, com aromas e encantos representados em palavras! abraços

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    1. Talvez seja o que se busca em reflexos de vidro: poesia nas palavras que dão forma aos sentimentos. Um abraço, Ives!

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  24. Bia, um beijo no seu coração. Esse é um daqueles textos que o seu autor, inspiradíssimo, também acaba nos inspirando também através do que escreve.

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  25. Bia lendo seu texto para variar parece que estou no escrito, como somos parecidas em muitas coisas...mas enfim, tenho sim um lugar não um lugar propriamente, mas qdo quero pensar e refletir sobre o que estou fazendo e fiz apago todas as luzes da casa, espero o Waldir ir dormir e sento la fora para observar as estrelas, algumas vezes cheguei a deitar na varanda mesmo e fico lá....me relaxa sabe, amo fazer isso e claro qdo posso ir a praia (faz uns 4 anos que fui affff), gosto de olhar as ondas e aquela imensidão de água.....penso em como sou privilegiada por ver aquilo e estar ali naquele exato momento.
    Eita que agora vi o qto to precisando de ferias...kkk, escuta uma coisa cada vez mais atiça minha vontade de ir ai tomar coffe contigo mas vai ter que ser nessa cafeteria viu kkkk um deve ser um lugar lindo mesmo.

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  26. Oi Bia,
    tudo bem?
    Saudade de vir aqui!Lindo post.
    Bom,acho que o meu refúgio é o quarto,no silêncio ou ouvindo música bem baixinho.Gosto de entrar em contato comigo mesma e quando passo muito tempo sem fazer isso algo em mim já reclama.
    abraços =)

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