domingo, 9 de fevereiro de 2014

Propaganda de fermento

Sempre comento com minha mãe que devo ter nascido no século/década errada. Eu seria uma daquelas senhoras perfeitas para ilustrar um comercial de fermento para bolo.



Apesar de não usar avental nem bobs no cabelo, gosto demais de cuidar da casa e das pessoas que estão comigo. Gosto de limpar, organizar, lavar, cozinhar... o tipo de "mocinha" que faria um bolo ao final da tarde e se arrumaria com um vestido acinturado com saia godê para esperar o marido com um beijo na porta quando ele chegasse do trabalho, depois de mandar os filhos tomarem um banho após a aula para fazer a lição de casa. E por aí, afora.

Sinto falta também do caminhar lado a lado na rua, de braços dados (esqueçamos o calor, hahaha), o cumprimentar com leve aceno de cabeça e os homens, com um pequeno gesto com seu chapéu-coco. Bem, não precisamos retroceder no tempo para gentilezas. O blog Mum's the boss propõe "sorrir com os olhos" para todos que encontrarmos em fevereiro. E olha só, nem precisa chapéu para isso! Há outro desafio da gentileza que está acontecendo na blogsfera e conheci através do blog da Rosélia.

Mas tenho meu lado "descolado" e pós-moderno inconfundível, inclusive um dos meus apelidos de adolescência era "moderninha" hahaha. Gosto de shows (de rock ou pop, de preferência),  abraçar bandeiras polêmicas e quebrar padrões. Uma Clarice Lispector, Coco Chanel ou Simone de Beauvoir, quem sabe? Sem falar que, após a rotina do lar, nada mais interessante do que se render ao lado pin-up a dois, entre quatro paredes... nada convencional.



Essas divagações acompanham o fim do período de férias e a retomada da rotina puxada das "senhoras do liceu", vulgo, professoras. "Parece-me uma profissão doce", disse-me quem amo certa vez. E é, de fato. Doçura com firmeza e responsabilidade conduzem trinta crianças ao mesmo tempo lapidando seu saber. Características muito próximas de uma mãe do século passado. Meu lado modernoso e ousado leva-me a escolhas que dependem de trabalho para se concretizar. Pessoalmente faz bem poder realizar sonhos com o esforço próprio, ou ajudar quem amamos a realizá-los e o trabalho oportuniza condições para a diversão: viagens, shows, cinema, teatro... tive vida puxada e o dinheiro nunca brotou da massa do bolo de chocolate depois de assada. =/

Independente do século em que vivemos, o que me faz feliz é o cuidar. Gosto de cuidar das pessoas - também gosto de me sentir cuidada - e em especial daqueles que para mim, são como joias. Não o cuidar egoísta, mas o cuidar atento, carinhoso... Pensando bem, acho que nasci na década certa. Seria muito difícil encontrar nos anos 60 um homem que compreendesse e valorizasse uma personalidade tão multifacetada. :D


No final do ano passado o Fantástico exibiu uma série de vídeos fantásticos sobre os escritos de Clarice Lispector e eu me identifiquei bastante com eles. O meu preferido é esse aqui.

54 comentários:

  1. Fim de férias inspirador esse.
    Assisti alguns desses vídeos no Fantástico e gostei bastante. Conselhos ótimos e a produção incrível!

    Um ótimo domingo pra ti!

    Bjus

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    1. Oi, Naty!
      Produção de alta qualidade, achei uma série muito bem feita e mostra que em todos os tempos existem mulheres atemporais.
      Um abraço!!

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  2. Esses vídeos são fantásticos mesmo! Nos definem!
    Bia, interessante vc querer ser assim, como as mulheres do século passado e ao mesmo tempo tão atuais... Hoje em dia é tudo tão industrial, tudo tão pronto que muitas coisas perderam a graça. Já ouvi tantas dizerem que jamais iriam pro fogão cozinhar pra homem, ou que coisa parecida... Mas acho que não é bem por aí. Se existe um casal, uma união,um carinho, a gente acaba fazendo com todo o carinho do mundo! Cuidar não é pra qualquer um.. E que bom que existem quem cuidam...Também sou do tipo cuidadora, mas não tão assim como vc lindamente descreveu.
    O mais importante disso tudo é viver bem o hoje, com bom humor, com vontade, disposição, atenção, afeto, gratidão,enfim... viver feliz!
    Amei o texto!
    Beijos!

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    1. Oi, Clara!
      É verdade, há mulheres que não se identificam com esse papel do cuidar de maneira caseira, digamos assim. Quando mostrei a primeira imagem e comecei a ler o texto pra minha filha ela logo soltou "é muito você, mesmo"!!! E o engraçado é que ela já não gosta tanto assim dos assuntos domésticos, embora saiba fazê-los.
      Eu acho que você disse bem, cada um tem suas características e o importante é fazer o que for com gosto e bom humor. Tenho gosto em fazer todas essas coisas, de me sentir "mulherzinha" e cuidar de tudo em casa, de perceber num olhar se o amado ou filhos não estão bem e respeitar isso...
      Cada um tem seu jeito de ser feliz, né?
      Você sempre me passou ser mesmo cuidadora... talvez um pouco mais prática. ;)
      Um abraço!

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  3. Quem não gosta de cuidar? E de se sentir cuidada também? Adorei tua descrição, como daqueles tempos antigos. Te ler é sempre lindo e nos faz bem e confesso que até fiquei com vontade de comer um bolo, porém como está TÃO horrorosamente quente, nem me animo...Ando tão "brochada, desanimada".Nem me conheço mais,rs bjs, chica

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    1. Oi, Chica!
      Essa via de mão dupla, do cuidar e ser cuidado, penso ser fundamental numa relação, para evitar sobrecargas ou carências.
      Menina, que esse calor está difícil! Gosto demais de cozinhar mas confesso que por esses dias não tem sido fácil enfrentar o fogão!
      Ler que você está desanimada até me desanima também, hahaha, você sempre tão alegre... torcer para que esse calorão passe bem rapidinho!
      Um abraço!

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  4. tudo isso me lembrou machado de assis...
    vc podia estar lá em algum conto dele...e ainda ouvindo The Police com fone de ouvido...
    a galera não ia acreditar rs...
    bom domingo!

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    1. hahahaha... Acho que você entendeu bem qual é o espírito da coisa, hahaha! Juro que até imaginei a cena, hahaha!
      Um abraço!

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  5. Bia, achei incrível essa sugestão que você reforça e vem lá do blog Mun's the boss sobre o sorrir com olhos e iluminar o dia das pessoas. Ah! Como estamos precisando disto. Pessoas apressadas, carrancudas, com medo muitas vezes de dizer um bom dia a um estranho, ou mesmo ao vizinho...

    Passei por uma experiência alegre esta semana: no final do ano, mercado lotado e a atendente do caixa estava com um crachá escrito "em treinamento". Nervosa, perguntando à colega ao lado códigos, protocolos, enfim. Na minha vez, eu disse que não tivesse pressa! Esta semana foi ela que me atendeu e eu me lembrei que estava como temporária e dei os parabéns por ter ficado no emprego. Ela sorriu e disse emociada: não estou acreditando que você se lembrou de mim!
    Algo tão simples, trivial e certamente fez a diferença para ela naquele dia. E para mim também!
    Beijo

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    1. Oi, Ana!
      O olhar tem o poder de fazer maravilhas pelo outro!
      Você foi de uma generosidade ímpar compreendendo a situação da moça, tranquilizando-a e ainda parabenizando-a depois, isso faz muita diferença!
      Final de semana fui comprar uns aviamentos para um projeto e primeiro, errei porque subestimei a moça, achei que ela não iria atender bem (sempre o maledeto do pré-julgamento) mas continuei com ela mesmo assim. Na verdade ela era só tímida e teve tooooda a paciência do mundo... fiquei quase uma hora para comprar (não sou indecisa, é que era bastante coisinha). Ao final do atendimento fiz questão de agradecer sua gentileza e paciência bem na frente do seu patrão.
      Ela ficou sem graça, deu um meio sorriso, mas sei que isso é importante, porque poucas pessoas valorizam a boa vontade do outro. E as pessoas estão tão despreparadas para ouvir elogios que nem sabem como agir.
      Isso tudo faz muito bem pra gente também, né, Ana.
      Um abraço!

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  6. Oi Bia,
    Eu nasci na época do romantismo. Que delícia!( já estou pirando.kkk)
    Não me arrependo de nada. Eu sou sortuda, pois meu 2º marido gosta de cuidar de mim. Que dengo!
    Comecei ontem o 1º capítulo de um conto, hoje coloquei o º e amanhã é o final.

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    1. Oi, Dorli!
      Penso que a época do romantismo está voltando... houve um meio-tempo em que ele foi considerado brega, hoje não mais. Acho que romantismo e gentileza são parentes próximos.
      Você merece mesmo ser bem cuidada! :D
      Assim que puder dou uma conferida em seu conto, obrigada pelo convite.
      Um abraço!

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  7. Oh, Bia, que texto legal, leve, divertido e auto biográfico.
    Assisti alguns episódios do Correio Feminino e me identifico demais com essas mulheres e mães cuidadoras dos anos 60. Mas quer saber? essa rotina de dona de casa que trabalha fora é cansativa demais, não dá pra fazer bolo não. rsrs Já basta o almoço e o jantar da semana toda, o bolo a gente compra pronto. rsrsrs

    Um beijão!

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    1. É, essa rotina de precisar cuidar de mil coisas ao mesmo tempo não é fácil. Se há algo que me estressa é quando chegam aquelas semanas em que tudo fica "estrangulado" por falta de tempo e você acaba não cuidando tão bem assim de alguma coisa, nossa! Não vejo a hora que passem esses períodos.
      Penso que o ideal é a mulher trabalhar meio período, porque assim consegue dar conta de casa, dos queridos e ainda ganha seu dinheirinho. Mas com nosso salário de professora nem sempre podemos nos dar a esse luxo, hahaha!
      Mas pro bolo eu sempre arranjo um tempinho, hahaha! (ih... acabei de lembrar que tem uma pia de louça da janta pra lavar, hahaha)
      Um abraço!

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    2. Bia, trabalhar meio turno é o sonho de 10 entre 10 professoras!!!! Mas realmente no Brasil não tá fácil com esse salário.
      Marido aqui me prometeu que daqui uns anos ele garante isso... espero que a aposentadoria não chegue antes.
      rsrsrs

      beijão

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    3. Vou torcer para que as coisas deem certo para vocês, então! Antes da aposentadoria, hahaha. :D Um abraço!

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  8. Oi Bia,

    As vezes também acho que nasci na época errada, mas depois penso melhor e acho que as mulheres de hoje se enquadram mais no meu perfil independente.

    Se tivesse nascido em outra época, provavelmente teria sido queimada numa fogueira...rsrs

    Abçs

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    1. Oi, Vanessa!
      hahaha, Sabe que eu também já tive essa sensação, de que poderia ter sido queimada em uma fogueira? hahaha... Visionárias!
      Acho que há mulheres independentes e autossuficientes... e há mulheres independentes, mas que gostam de cuidar e de se sentir cuidada. Penso que estamos no segundo grupo. ;)
      Um abraço!

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  9. Voce descrevendo essas cenas, é muito fofo!!

    Mesmo eu sendo bem nova, as vezes penso em como será minha casa rs
    Quero ter 4 filhos e um maridão lindo hahahhahaah
    As vezes me dá um animo danado e saiu limpando tudo que vejo, mas nem é sempre. kkk

    aaaah sorrir com os olhos, umas das coisas que mais faço, mesmo não sendo retribuída!

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    1. Nathália, olha só como você me surpreende! Contar seus sonhos de ter quatro filhos e um maridão era algo que eu não imaginava lendo você. Que legal! Gosto dessa ideia de constituição familiar, acho importante quando há respeito e amor envolvido.
      Já sorrir com os olhos, tenho certeza que você sorri e muito! É o tipo de atitude que se basta mesmo quando não há retribuição.
      Um abraço!

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  10. Essa é contradição clássica da mulher pós-moderna, mas confesso que era assim com a minha mãe tb. durante o dia ela arrumava a casa, cuidava de nós e no fim do dia preparava a janta ou lanche tomava banho, se arrumava e dava o beijinho dela na porta kkkkkk. Campanhas pela volta da gentileza são bem vindas por mim. É preciso urgentemente recolorir o mundo!

    PS: venha participar do meu desafio literário!

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    1. Oi, Alê!!!
      Achei interessante minhas divagações a fazerem lembrar das atitudes de sua mãe. São aqueles tipos de atitudes simples e rotineiras que marcam de alguma forma. O engraçado é que não me lembro de ter tido isso, minha mãe estava sempre "batendo perna" e não tem essa personalidade cuidadora. A não ser quando fazem algo pros filhos, kkkk!
      Obrigada pelo convite, se o tempo permitir, estarei participando!!!
      Um abraço!

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  11. Olá, Bia.

    Equacionar o nosso "eu retrô" com nosso lado moderno. Eis um belo desafio, um exercício consciencial.

    Um abração.

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    1. Oi, Apon.
      É verdade. Uma equação importante para o qual não existe uma fórmula universal, cada um precisa encontrar a sua.
      Um abraço!

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  12. Olá Bia, como sempre muito interessante as suas reflexões! Sempre me senti deslocada no século em que vivia! Quando era mais nova pensava em como gostaria de ter vivido nos tempos da monarquia, imagine só! Depois com o passar do tempo achava que não tinha muito a ver com mulher boa dona de casa,etc. Com o tempo e depois de casar e ter os meus filhos tudo mudou! E agora que já não estou na actividade profissional me sinto tal como essa senhora do fermento, Sem avental (nunca apreciei) os meus passatempos são cuidar da casa, cozinhar e agora ou porque aqui está frio ou será da idade, até faço bolinhos, coisa que nunca imaginaria fazer nem tinha tempo. Por vezes sinto-me uma Clarice Lispecter e há um pensamento dela que gosto muito e que começa assim " Não me dêem fórmulas certas, etc - " - Tenho no rodapé do canto -meu)! Sou como o vento e por vezes um tanto inesperada! Ah, mas adoro pessoas e gosto que gostem de mim! Beijinhos e fique bem. Ailime

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    1. Oi, Ailime!
      Ler seu pequeno depoimento me fez pensar como a vida vai nos levando pelas mãos e muitas vezes nos leva por rumos inesperados. Acho surpreendente quando encontro pessoas que contam que suas vidas transcorreram exatamente como planejaram. Mas entendo que isso também não é garantia de felicidade.
      Sou como você e como Clarice, um pouco como o vento, talvez não por opção, mas porque a própria vida me ensinou a ir me adaptando às situações.Sempre que fui inflexível acabei sofrendo, embora tenha noção de que flexibilidade demais, enverga, cansa. Hoje o que eu quero mesmo é um vento-brisa. Suavidade.
      Seus escritos me fizeram imaginá-la envolta com os bolinhos... me deu vontade de tomar café contigo. :D
      Um abraço!

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  13. Bia,
    eu considero que somos essa multiplicidade universal do feminino enlaçado pelas mulheres de ontem, de hoje e as de amanhã, que colherão os frutos polpudos semeados pelas gerações antecessoras.Sinto-me como vc,aprecio e vivo o quinhão das conquistas pós-modernas, mas também abraço as singelezas de outras épocas e vibro com este amálgama expressivo.
    Acompanhei a série do Fantástico me pondo na pele de cada personagem.Adorei!

    Um animado retorno às aulas.A turminha desta etapa é buliçosa, mas adoravelmente carinhosa e curiosa.
    Uma bela semana.
    Bjos,
    Calu

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    1. Oi, Calu!
      Ler seu comentário me fez pensar que talvez sejamos de fato essa mistura meio maluca da mulher de ontem, hoje e amanhã, questionadora e surpreendente, e ao mesmo tempo, afeita às singelezas de outrora.
      Acho bonito que a mulher conserve esse quê de feminilidade, de doçura, de uma consentida e leve submissão. Que nenhuma feminista me jogue na fogueira, hahaha... é que acho que dá para mesclar novas ideias com nostalgia, ousadia com romantismo, atitude com flexibilidade...
      Definiu muito bem a turma que estou pegando. Coisa que só quem já viveu na pele, conhece.
      Um abraço!

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  14. Olá! Fiquei a imagina-la nos tempos da brilhantina! Cada época tem a sua magia, com pessoas bacanas e poéticas, como na nossa, aparentemente mais raro, mas tem sim quem cumprimenta a gente com um olhar fortuito! abração

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    1. É verdade, Ives. Já li em alguns textos por aí que temos essa tendência à nostalgia e acabamos por deixar escapar as belezas do presente. Por acaso esse o tema do meu próximo post. ;)
      Um abraço!

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  15. sem perder a ternura...

    ....vêm os dias com aroma a pinho, a hortênsias.


    beij0

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    1. Hortência, uma das flores que mais gosto (até mais do que orquídeas)... pinho, um dos meus odores preferidos.
      Com sua poesia, sempre me revela. Essa sua sensibilidade e sabedoria sutil me encantam, Margoh.
      Um abraço!

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  16. Oi, Bia!
    Bom seria se dentro dessa "evolução" no comportamento, fosse mantida a elegância e atenção aos detalhes, o que faria muita diferença nas relações.
    "Quem com ferro fere, com ferro será ferido", que se refere as ações más, tem o seu inverso - tudo o que damos recebemos em troca.
    Não sei se nasci na época certa, pois tenho uma certa queda pela Belle Époque. Também tenho encontrado tantas pessoas saudosistas que chego a pensar que o futuro tem cheiro de passado :)
    Beijus,

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    1. Oi, Luma!
      Pois é, a elegância e a atenção começam a se perder em meio a tantas obrigações cotidianas, como se uma não conseguisse coexistir com a outra. E mais, além de coexistirem, tornariam a vida muito mais bonita e suave.
      Voltei a trabalhar e tudo o que vejo em minha volta é gente falando mal de gente, um reparando na vida do outro, isso me desgasta imenso. =/
      E em meio à tantas pessoas, que não se preocupam com generosidade e gentilezas, há os saudosistas, que trazem ainda um pouco de esperança para os dias. Quem sabe o resgate das relações verdadeiras não aconteça um dia.
      Um abraço!

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  17. Também gosto dos costumes antigos, Bia. Lindo texto-reflexivo. Abraços

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    1. Oi, Barbie, obrigada! Como você diz, o "vintage". ;) Um abraço!

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  18. Todo mundo gosta de cuidar e de ser cuidado, Bia. Adorei seu texto. E vi todos esses especiais do Fantástico. Foram bem interessantes! bjs e boa semana.

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    1. Oi, Sérgio!
      É bom, né? Mas nem todo mundo se rende à mão dupla, e quando só um lado cuida ou é cuidado, a relação fica desigual e insatisfatória, para um dos lados.
      Um abraço!

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  19. Olá, querida Bia
    Agora já sei como me chamo: "vulgo professora"... rs...
    É menina, apesar de vc ser 'moderninha' temos muitos pontos em comum, ou melhor, um que vale por um mundo de atributos : gosto de cuidar e ser cuidada...
    Isso me move e sempre me moveu...
    É o meu elã...
    Se não estou nisso, perco a garra, sou como um balção furado..
    Sou da antiga nas gentilezas e a vida me impôs a coragem para enfrentá-la com galardão de mulher dos anos 70...
    Enfim, sou uma 'última romântica' a mais no universo... rs...
    Com sempre, um post bem elaborado!!!
    Vou ver o vídeo...
    Bjm fraterno

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  20. Voltei, Bia
    Saciadíssima com o vídeo...
    Pontos relevantes encontrei e que fizeram eco em meu coração: viver no presente... ser e fazer feliz... dar passos sozinha... felicidade perto e dentro de mim... virando paginas e jogando fora, literal e conotativamente... me desfazendo de tudo de uma forma saudável, sem apego desordenado...
    Na atualidade, estou facilitando a Esperança de verdade...
    Incrível!!!
    Bjm fraterno

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    1. É Rosélia! Somos duas "últimas românticas" e conforme li aqui, não estamos sozinhas... que bom. Tenho certeza que há muitos carecendo de pessoas que gostem de fato de cuidar.
      Esse vídeo é lindo, é profundo, é poético... e sobretudo, ilustra quem persegue suas verdades. De tudo o que citou e que abrilhanta o vídeo, há dois destaques que gosto especialmente: "ser e fazer feliz"... e "estou facilitando a esperança de verdade". De verdade. Lindo isso. Que a esperança sinta-se tão à vontade que vire realização.
      :D
      Um abraço!

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  21. Este é aquele tipo de texto que leio e penso pq não escrevi...rsrs, amei e não vou dizer nada somente colar o que conseguiu traduzir o que sinto.

    Independente do século em que vivemos, o que me faz feliz é o cuidar. Gosto de cuidar das pessoas - também gosto de me sentir cuidada - e em especial daqueles que para mim, são como joias. Não o cuidar egoísta, mas o cuidar atento, carinhoso... Pensando bem, acho que nasci na década certa. Seria muito difícil encontrar nos anos 60 um homem que compreendesse e valorizasse uma personalidade tão multifacetada.

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    1. Oi, Patrícia!
      Sei que você tem o Waldir por perto e pelo que acompanho da história de vocês acredito que ele a valoriza como essa mulher sensível, cuidadora e multifacetada que é. Que ele sempre cuide da joia que tem ao lado como merece. ;)
      Um abraço!

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  22. Queridos amigos, aos poucos estou voltando e matando a saudade de todos os blogs que gosto.
    Feliz por estar aqui...
    Adorei a postagem...

    Beijos

    Ani

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    1. Oi, Ani!
      Seja bem vinda de volta! :D
      Um abraço!

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  23. Boa noite e um final de semana cheio de muita paz,
    meus elogios e agradecimentos por estar sempre nesse
    Blog,........abraços de sempre com uma frase que gosto muito

    "Eu não necessito de um motivo especial para ser feliz. Felicidades são pedacinhos de ternura que colho aqui e ali."

    Cecilia Meireles...¸¸.·´¯✻*

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    1. Oi, Rita!
      Que sua colheita seja constante e farta, Rita. Obrigada por partilhar a doçura de Cecília Meirelles.
      Um abraço!

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  24. Olá,Bia
    Comigo, tudo na paz!Obrigado!
    puxa, não assisti nenhum episódio da Clarice no Fantástico, então nem vou "falar" nada...
    seu texto sobre o "cuidar" está muito de acordo com o que penso... o cuidar e ser cuidado, atento, carinhoso!
    ... Sinceramente,nunca pensei , o de nascer na época certa ou não. De qualquer forma somos todos nós frutos de acontecimentos [surgidos] aqui e ali, [formados] pelo que se viveu, da doçura do passado e das conquistas atuais. Fiz sempre o que tinha de fazer nas diversas alturas em que fiz e, provavelmente, continuarei a fazer enquanto puder.Em certos momentos, a sociedade nos rotula, mas tudo se resolve, tudo se ultrapassa. Sem me preocupar com a pressão externa a interrogar-me. Pois se me preocupasse , seria hoje, ou talvez amanhã, ou talvez nunca, ou sempre...e não viveria plenamente!
    Sucessos e felicidades na retomada das(às) aulas..
    Belo dia,Obrigado pelo carinho,feliz final de semana, beijos!

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    1. Oi, Felis!
      Clarice é um dos ícones femininos em especial das mulheres batalhadoras e de personalidade que buscam não perder a feminilidade... seria interessante saber o que um homem pensa sobre esse universo visto pelos olhos dela. Talvez não compreendessem, hahaha.
      "Pelo que se viveu, das doçuras do passado"... gostei tanto, tanto disso... trazer do passado somente as doçuras para temperar o hoje. :)
      Quando jovem não fiz o que tive vontade de fazer, fui muito reprimida e repreendida, infelizmente isso provoca desdobramentos pela vida inteira. Mas o passar do tempo traz essa visão da importância de se desprender dos rótulos, das amarras e o entendimento de que tudo passa, em especial o que não é bom.
      Eu aprendi a me preocupar menos, a seguir mais meu coração, e com certeza, são atitudes que nos fazem viver melhor.
      Gosto de sua visão livre sobre a vida, Felis,e de compreender que a busca é viver plenamente.
      Obrigada pelo carinho, um abraço!

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  25. Olá meia irmã, pois é, fomos criadas à moda antiga. Se meu pai estivesse vivo, teria este ano 96 anos. Então imagine só. Para ele, alem de ter que ser muito educada em tudo - conhecimento e comportamento, os homens deveriam sempre ser cortês com uma dama.
    Lembro-me bem de um dia que pegamos um onibus, ele já com mais de 70 anos. Entrou uma mulher de uns 40/50 anos e ele fez questão de ceder o lugar, na maior gentileza.

    Eu tambem considero muito que devemos estar bem cuidadas para si, pois nos sentindo atraentes em todos os sentidos, as pessoas nos olharão com bons olhos. Verdade que nos dias atuais, nestas grandes e caoticas cidades, está dificil ter tempo util para cuidar apropriadamente da saúde.

    Esta semana tem surpresa para vc! finalmente!

    Bjs

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    1. Oi, Sissym!!!
      Fiquei aqui, imaginando seu pai. Essa gentileza, esse cuidado com a mulher era uma característica muito marcante do passado. Existe hoje em dia, porém em menor proporção. Penso que há alguns motivos para isso: a cultura mudou, a educação também, há mulheres que consideram uma humilhação aceitar um gesto de gentileza de um homem, e há aqueles que debocham de cortesias.
      Eu gosto de me cuidar, não de maneira exagerada, mas para estar bem. Essa semana, numa correria danada com o retorno às aulas, me olhei no espelho e vi como estava "embarangada", hahahaha, também o calor não colaborou... mas já estou me recompondo, hahaha. Quando nos sentimos bem, isso chega aos outros como um traço atraente, de fato.
      Ei, tem surpresa pra mim? Como assim? hahaha Adoro surpresas!!! Vou esperar!
      Abraços!

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  26. Bia, um beijo no seu coração. Parabéns pela crônica que parece ter encantado e inspirado a todos por aqui. De fato, é uma autora que sabe atingir o coração de seus leitores. Isso é maravilhoso! Um grande abraço.

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    1. Olá, Paulo, obriagada pelo carinho, um abraço!

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  27. Bia, como não vivemos naquela época, é fácil colocar glamour nos comportamentos femininos de então. Mas as mulheres que lá estiveram ansiavam por tantas mudanças! Nós também as queremos, frequentemente, mas contamos com fatores especiais, ligados ao conhecimento que o mundo moderno nos propicia e à nossa faculdade de lutar pela liberdade/independência e aprender a fazer bom uso dela. Cuidar costuma ser uma característica feminina (rss) e proporciona um bem enorme aos dois lados. Bjs.

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