sábado, 1 de fevereiro de 2014

Restaurando a pintura essencial

"Tornou-se mais fácil para mim aceitar a mim mesmo como um indivíduo irremediavelmente imperfeito e que, com toda a certeza, nem sempre atua como eu gostaria de atuar."
Carl Rogers*

imagem daqui

Li essa frase num curso que estou fazendo e fiquei pensando... É complicado para cada indivíduo observar, reconhecer e aceitar suas limitações, sem uma postura acusatória ou paternalista. O fato é que somos desde a infância condicionados a desenvolver uma perfeição inalcançável...

Já comentei que reconhecer as próprias imperfeições é visto como sinônimo de fracasso e muitos apontam essas "falhas" com uma proporção maior do que merecem. Pessoas vasculham imperfeições das outras como forma de diminuir o foco sobre suas próprias deficiências e recusam-se a se render à autoanálise, tem medo de suas próprias realidades. 

Hoje busco viver essa experiência da aceitação e acredito que compreender e aceitar essas imperfeições é um meio de nos nivelar com o outro. Acima tornamo-nos arrogantes e propensos a julgar, abaixo, perdemos a estima. O nivelamento propicia uma relação onde a disputa, que mina muitos relacionamentos em todos os campos, deixa de existir. Quando percebo essa condição falha tenho de fato ferramentas para evoluir com suavidade corrigindo o que não me agrada e me distancia do outro.


imagem daqui

Também tem-se a tendência a querer moldar o outro a partir de suas expectativas ou verdades, impossibilitando que cada um viva o que é o melhor pra si. Apoio é uma parceria, não uma imposição. Imposições vão se sobrepondo sobre o que somos como camadas que ocultam nosso verdadeiro eu e nos distanciam da nossa essência. Como se viéssemos ao mundo com uma pintura que as camadas de tintas sociais vão escondendo cada vez mais, e só quando temos a chance de retirar essas camadas uma a uma chegamos à delicada beleza dos arabescos que trouxemos conosco, cada um com seu desenho e cores. Todos temos belezas, basta permitir que venham à tona.

Então pare e pense: quantas camadas hoje você carrega que não fazem parte do que você é?

Só a partir do conhecimento profundo da história de cada um temos a chance de compreender, analisar e ajudar a desenvolver uma mudança efetiva e positiva. Treinar a aceitação e a visão positiva de que todos temos potencial para desenvolver nosso melhor a partir de bases seguras nos dá a possibilidade de sermos aquilo para o qual viemos ao mundo e de mostrar - e vivenciar - nossa mais bela pintura.

Texto complementar da Rosélia sugerido: clique aqui.
No Face deixei um desenho curtinho bem legal sobre como nem sempre é bom dar ouvidos aos outros. ;)


*Carl Rogers é o propulsor da psicologia humanística, que defende a aceitação completa de si mesmo e do outro como meio de viver livremente suas verdades e dessa forma criar laços profundos, verdadeiros e transformadores que possibilitam uma relação segura, sincera e consequentemente, feliz. Sua principal obra é o livro "Tornar-se pessoa".

68 comentários:

  1. Que texto lindo e nos remete à uma bela reflexão!Gostei! precisamos olhar bem pra nós...Dentro e fora! bjs,chica

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    1. Oi, Chica! Sim, olhar para o que somos, sem medo. Um abraço!

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  2. O Bia, o que estraga o ser humano é o pré julgamento que nos fazem sem nos conhecer. O Diabo ninguém conhece, mas ele tem a capacidade de fazer morada em alguns corpos, tornando-os sádicos, mentirosos e insuportáveis. Mesmo assim consegue manipular muitas pessoas, mas não todas as pessoas.Chegando a verdade guardam o rabinho entre as pernas e desaparecem de medo, mas não de vergonha.
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Oi, Dorli! Realmente, esse pré julgar é um impulso que, quando contido, possibilita -nos conhecer as pessoas como são. Com isso podemos nos surpreender positiva ou negativamente, mas evitamos o risco de jugar erroneamente.
      Um abraço!

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  3. Oi tia Bia
    Nós crianças do Mundo dos Inocentes viemos agradecer sua visita.
    Obrigaduuuu
    Volte sempre
    Beijinhos de todos nós
    Mundo dos Inocentes

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    1. Essas crianças são muito gentis, Dorli! :) Um abraço!

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  4. Olá, Bia,
    numa lógica mais simples do que parece... como achamos que temos de ser perfeitos, cobramos do outro perfeição...e nos revoltamos com a imperfeição alheia, nada mais do que reflexo da nossa própria imperfeição.
    Nesse nosso mundo cada vez mais conectado, as aparências e o ter prevalecem.
    Vale o que parece ser, não o que de fato é. Várias camadas...uma em cima da outra.
    Por vezes, entramos no circuito das idealizações e sentimos uma necessidade intensa de poder externo, a necessidade de aprovação, a necessidade de controlar as coisas...e o nosso ponto de referência interior é o nosso ego. Não aquilo que de fato somos, e sim a nossa máscara social; constitui o papel que desempenhamos, que precisa de aprovação para se engrandecer. Procura dominar e mantém-se através do poder que exerce. O nosso verdadeiro Eu, a nossa essência , é imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E, no entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos os outros constituem o mesmo Eu, sob diferentes formas.Nesse sentido, penso que , mais importante que qualquer ação externa é a atitude e a sintonia com a nossa essência e a dos que a perpetram...
    Obrigado pelo carinho, belo domingo, beijos...

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  5. c táva lá, e eu aqui...hehehe, esqueci de ir lá no link do Facebook , por isso voltei.. obrigado,bom domingo, beijos...

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    1. Oi, Felis!
      Essa questão da identificação, do reflexo, é um tema importantíssimo a ser discutido e repensado, sempre. Após estudar para realizar meu trabalho voluntário aprendi a tomar um pouco mais de cuidado com essas atitudes. Muitos erros e injustiças são cometidos quando nos rendemos a espelhar no outro nossas próprias fraquezas e achei muito interessante e apropriada sua colocação.
      Acredito de fato que quanto mais se valoriza o ter, mais camadas a sociedade tenta impôr ao ser humano, como se o foco da vida não fosse a felicidade.
      "O nosso verdadeiro Eu, a nossa essência , é imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E, no entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos os outros constituem o mesmo Eu, sob diferentes formas." Esse ponto de vista reflete o bojo do que eu quis dizer, e me fez pensar o quanto de força, coragem e constância precisamos empregar para retirar as camadas excedentes e chegar à esse patamar essencial que nos permite viver, de fato, com alegria e suavidade. Não é uma busca fácil.
      Obrigada pelas ideias compartilhadas e pelo carinho de sempre.
      Um abraço!

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  6. Um excelente texto Bia. Eu penso que o grande mal da humanidade está em parte nessa educação que recebemos de meninos, nesse "empurrar" para a perfeição e também na combatividade e comparação que nos impingem. Temos que ser melhores que fulano, mas nunca seremos melhores que cicrano, como se o fulano ou o cicrano fossem perfeitos. Daí que chegamos à idade adulta, frustrados e quantas vezes "dopados" para que aceitamos aquilo que é afinal natural na nossa condição humana. Como dizia a minha avó, perfeito só Deus.
    Um abraço e bom Domingo.

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    1. Oi, Elvira!
      Sim, viver em função das cobranças e comparações leva à uma busca inalcançável onde acabamos gastando energia com coisas que não nos completam de fato,é saudável buscar melhorar, sempre, mas sem deixar de respeitar o que somos, do que gostamos de fazer.
      Essa palavra que usou, "dopados", reflete bem uma parte das pessoas que conheço, que não vivem, apenas sobrevivem.
      Compreender que somos imperfeitos tira um peso enorme das costas... o que não significa uma postura de comodismo, mas um meio de nos conhecer e melhorar para nós mesmos, não para o outro.
      Um abraço!

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  7. Um dos pontos importantes destas revelações acerca de nós mesmos e dos outros é o citado por vc, Bia: o nivelamento, trabalhosa dedicação de conhecermo-nos, de buscar conhecer o outro e não "pesar a mão" nas vivências e partilhas.Difícil, mas possível.Reconhecermos que não somos sempre maravilhosos já é um passo decisivo para o encontro salutar.
    Ao tentar-se moldar o outro a nossa imagem e semelhança acabaremos por não "encontrá-lo" mais; ele se desfigurou.
    Equilíbrio e aceitação com medidas sensatas, são uma boa receita e costuma dar mais certo que o contrário.
    Um belo domingo pra ti.
    Bjkas,
    Calu

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    1. Oi, Calu! Siiiim! Quando buscamos moldar o outro àquilo que consideramos ideal, deixamos de respeitá-lo e com isso, a pessoa vai se perdendo de si mesmo até que não mais se reconhece, e vem o sentimento desagradável do desânimo, da frustração.
      Sempre a via de mão dupla do respeito, um aprendendo a enxergar as necessidades do outro, ouvi-lo de verdade, conhecer e entender suas limitações e reconhecer suas mudanças positivas, para desenvolver relações com qualidade. Como disse, difícil, mas não impossível.
      Um abraço!

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  8. Olá, Bia.

    O ser humano transformou a vida numa louca competição, até inventou um "Deus" com sua imagem e semelhança e vivemos cada dia tentando replicar essa receita uns com os outros. Já passou da hora de exorcizarmos nosso eu competidor e libertarmos nossa pessoa, nosso verdadeiro eu.

    Um abração e uma boa semana.

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    1. Oi, Antonio! Até já escrevi sobre isso, embora alguns não concordem, acho que a competição não acrescenta, principalmente porque quando há competição pressupõe-se que alguém sairá perdendo, inevitavelmente, o que é lamentável.
      Um abraço!

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  9. Bia, no final do ano passado, eu aprendi algo, que antes eu usava em tom pejorativo, que hoje é uma opção enruqiecedora: fazer um programa de índio.
    Essa expressão, tão mal empregada, nada mais é do que permitir-se uma reflexão, uma contemplação também de nós mesmos.
    Nas grandes cidades, perde-se literalmente tanto tempo em deslocamentos, seja em distâncias ou preso no trânsito, que vamos ficando cada vez sem mais sem possibilidades
    de reconhecer limitações em dentro de nós, de reconhecer o quanto de expectativas colocamos nos outros, que ao não corresponderem são fontes de infelicidades.
    Fazer estes programas de índio, ainda que não nos tragam de imediato respostas, nos trazem serenidade para buscá-las e aceitá-las.
    Beijo!

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    1. Oi, Ana!
      Ler seu comentário me fez pensar que de fato, com as cobranças do dia a dia se sobrepondo cada vez mais, fica complicado ter tempo inclusive para refletir, para esse encontro consigo mesmo, que poderia revelar onde estamos nos perdendo de nós mesmos.
      Eu resgatei o valor de ficar sentada numa praça, ou à beira-mar, sem fazer nada, traz uma serenidade e uma sensação de que temos nosso lugar no mundo - e que isso é algo natural, que não precisa ser defendido com unhas e dentes o tempo todo... adorei seu novo ponto de vista!
      Um abraço!

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  10. Olá Bia,

    A frase de Carl Rogers é muito sábia. Todos somos imperfeitos e reconhecer e aceitar nossas fraquezas é um mérito. Quem se auto analisa percebe claramente que o que lhe desagrada no próximo muitas vezes vem ao encontro de suas próprias imperfeições. Burilá-las, com equilíbrio e sem revolta e dentro do próprio tempo é atitude de quem deseja e procura melhorar-se como pessoa. Nem acho que reconhecer as próprias imperfeições seja motivo para a pessoa sentir-se fracassada. Claro que esta postura vai depender do grau evolutivo de cada um. Vasculhar imperfeições alheias com o intuito de justificar as próprias ou torná-las mais brandas é comum, mas atrasa qualquer processo evolutivo, além de tornar desagradável a pessoa que critica e (pre) julga. Quem não conhece o próximo verdadeiramente jamais vai conhecer a si próprio.
    Gostei da analogia com a pintura. Foi bem esclarecedora do seu ponto de vista, com o qual concordo.
    Fui lá no face e vi o desenho dos sapinhos. Conheço outro conto com sapinhos, mas a lição é a mesma. Quem confia em seu potencial, com certeza, não vai dar ouvido às opiniões alheias quando estas vêm em sentido contrário às próprias convicções.

    Ótimo restinho de domingo.

    Beijo.

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    1. Oi, Vera!
      Sabe, quando li, há anos, essa questão de que às vezes o que nos incomoda no outro pode ser nossa imperfeição, fiquei revoltada e achei um absurdo, hahaha! Com o tempo percebi que isso pode ser coerente, embora não seja regra. Por exemplo, não me considero arrogante e egoísta e isso me irrita profundamente. Por outro lado sou insegura e por muito tempo não entendi as inseguranças alheias. Então as imperfeições alheias que nos incomodam merecem análises pessoais. Sempre digo que, no mínimo, servem de bússola para aquilo que não devemos fazer. Mas há pessoas que não fazem questão nenhuma de se autoanalisar, hahaha.
      Esse desenho do sapo é legal em dois sentidos: sob o ponto de vista do sapinho que pulou, como é importante confiarmos em nós mesmos; sob o ponto de vista dos outros sapos, como é importante o incentivo positivo.
      Um abraço!

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  11. Quem me dera ser sempre capaz de me aceitar! Infelizmente, julgo-me e avalio-me demasiadas vezes.
    Belo texto!
    beijo

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    1. Oi, Nina!
      Também julgo-me e avalio-me muitas vezes, mas tenho buscado fazê-lo com mais suavidade, sem me machucar com minhas constatações. Que tal tentar? :D
      Um abraço!

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  12. Bia, essa necessidade de fazer tudo certo, fruto da educação recebida e da imposição social, faz um mal tremendo ao ser humano. Por causa dela, deixamos de valorizar aspectos importantes do nosso eu, crendo não corresponderem à expectativa geral. Não há um padrão a ser seguido e somos todos diferentes, no modo de ser e nos objetivos de vida. Se não somos talhados para algo, não se trata de deficiência, pois temos outros caminhos onde podemos frutificar maravilhosamente. A aceitação e o reconhecimento do que somos e queremos facilita façamos o mesmo com relação aos demais. Tenha uma linda semana. Bjs.

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    1. Oi, Marilene!
      Essa questão do padrão é muito complicada, estamos cercadas deles e muitos não vão de encontro às verdades pessoais. Mas penso que a humanidade tem muito a evoluir ainda no caminho de desenvolver relações de respeito a ponto de que cada um consiga ser feliz "em seu quadrado" e que juntos todos possam formar um belo mosaico.
      E tem razão, quando aprendemos a conviver com nossas imperfeições, nossas relações com o outro tornam-se mais tranquilas.
      Um abraço!

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    2. Gosto de vir ler seus comentários a propósito dos nossos (rss). Existe uma troca proveitosa que sempre acrescenta e/ou nos faz refletir. Creio que, já sendo difícil a necessária harmonia em pequenos grupos, impossível vê-la entre todos os povos. Isso corresponderia a viver no paraíso e o homem é incapaz de tamanha perfeição. Infelizmente. Bjs.

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  13. Bia

    Já mais que uma vez, nossos pensamentos convergem no mesmo ponto. Hoje, pensava, divagar um pouco sobre a aceitação, e o desapego pessoal. Apesar da ideia inicial ser um pouco diferente, não deixa de ter muitos pontos em comum com seu texto. O tempo passou, mas o prazer de te ler é o mesmo sempre. Abraço.

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    1. Oi, Luar!
      Obrigada pelo carinho. Esse desapego pessoal também é nos desapegar daquilo que não somos, mas que por ser conhecido, parece seguro. É um treinamento trabalhoso, mas tenho certeza, recompensador.
      É legal ter por perto pessoas em sintonia conosco.
      Um abraço!

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  14. Bia, um texto muito importante e que nos leva a auto análise! Só a maturidade nos faz enxergar que podemos ser felizes,mesmo com nossas imperfeições. bjs e ótima semana,

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    1. Oi, Anne!
      A maturidade propicia essa capacidade de nos enxergar e analisar sem culpa, e aqui entra a maturidade da alma, não da idade. Há pessoas que passam uma vida sem buscar sua essência e despejam no outros suas faltas.
      Um abraço!

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  15. Quantas "amizades" eu já perdi por tentar modelar o mundo a minha volta, e quanto já partiram por não encontrarem em mim as respostas perfeitas? E sou imperfeito, e tento reconhecer meus limites, até que possa supera-los! abraços

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    1. Oi, Ives! Já vi algumas amizades assim, que partem após descobrir as fraquezas do outro... e não temos todos, nossas fraquezas? Óbvio, não eram amizades verdadeiras.
      Superar limites dá trabalho, mas é recompensador.
      Um abraço!

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  16. Bom dia querida Bia.. eu como virginiano posso dizer que já sofri bastante buscando sempre ser perfeito no que faço.. a gente fica preso, se sufoca, aprendi a solar e deixar tudo fluir.. pois o universo vive de fluxo.. tendemos sempre a querer dar passos a mais e isso só leva a gente a direções e mais direções nunca a um ponto final.. bjs e um lindo dia até sempre

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    1. Oi, Samuel!
      Que lindo, aprender a solar... "aprender a solar"... vou adotar o termo pra mim, posso?
      Como você acho que evolui bastante nesse sentido e sempre me policio para deixar que a vida siga seu fluxo. Seu escrito me fez lembrar de uma fala da monja Coen: "você pode mostrar, 'ali tem uma porta'. Mas não pode empurrar a pessoa pela porta. Quanto mais tenta empurrar, mais ela se afasta". Curioso, e verdadeiro.
      Um abraço!

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  17. Oi Bia,

    Reconhecer erros e limitaçoes é algo raro hoje em dia, nem todo mundo está preparado para a verdade.

    Nao gosto de quem julga sem conhecer, já vi muita gente se dar mal julgando os outros pela aparência, ou falando o que nao devia...

    Maravilhoso texto......parabéns!

    Abçs








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    1. Oi, Vanessa!
      Eu mesma já cometi o erro, de julgar sem conhecer, e depois percebi que estava errada. Temos essa tendência natural ao julgar, mas é preciso estar aberto à luz da verdade, antes de tudo.
      Um abraço!

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  18. Desde cedo esperam que sejamos o melhor e de fato, há quem deseje um pouco de si nos outros, mas cada um tem seu tempo, desenvolvimento e habilidades, afinal, somos diferentes. Parabéns pela bela reflexão, Bia. Abraços.

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    1. Oi, Barbie!
      Sabe, eu acho que um grande lance é esse, perceber que somos diferentes e mais, ir em busca da beleza que há nisso. A sociedade ensina a padronizar, quando a diferença é o que pode ser interessante.
      Um abraço!

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  19. Olá, querida Bia
    Comecei o meu blog há 4 anos e meio com um texto do Caeiro que fala das diversas camadas de tintas que vão tirando o nosso tom inicial... o nosso eu real...
    Gostei de encontrar algo similar por aqui e refletir sobre o tema em mais um momento... é sempre oportuno!!!
    Bjm fraterno

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    1. Oi, Rosélia!
      Interessante saber que já partilhou algo sobre o tema... espiarei assim que for possível.
      Não é vergonha reconhecer que vamos agregando camadas, às vezes para nos defender, às vezes por necessidade... mas é imperativo que se reconheça a hora de fazer o processo inverso, ir retirando uma a uma, para chegarmos a quem somos, de fato. É um processo um pouco doloroso, e bonito.
      Um abraço!

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    2. Olá, querida
      Voltei pra deixar o link pra facilitar a sua leitura:

      http://www.idade-espiritual.com.br/2009/08/esquecer-para-lembrar.html

      Bjm fraterno

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    3. Obrigada, estou conferindo já! :D

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    4. Oi, querida
      Obrigada por linkar meu post com que iniciei a minha vida de blogueira...
      Bjm

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  20. Boa noite!
    Vim agradecer a sua carinhosa visita no dia do aniversario do blog. Sua presença é muito importante, gratíssima por está sempre presente me impulsionando a continuar com este trabalho na blogsfera. A Um forte abraço e que Jesus derrame chuvas de bênçãos sobre você e sua família.
    Diante dos problemas e trabalhos que me deixam sem tempo, poderei demorar com as visitas, mas sempre que for possível voltarei com todo carinho.
    Bjuss
    Prof Lourdes Duarte

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    1. Lourdes, obrigada pelo carinho constante, um abraço!

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  21. Perfeito, Barbie. E além de nos influenciarem a buscar uma perfeição inexistente, ainda cobramos muito de nós mesmos. Muitas vezes só o tempo faz a gente refletir um pouco, embora às vezes nem isso. Ótimo texto e pertinente pergunta. bjs

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    1. Oi, Sérgio! Essa autocobrança é uma característica estranha... geralmente aquele que se cobra muito é justamente o que já faz/reflete muito, e aquele que deveria se cobrar, se avaliar, não se atenta à essa necessidade.
      A Barbie foi sábia também quando disse que cada um tem seu tempo, é preciso compreender e respeitar isso.
      Um abraço!

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  22. Quem somos mesmo? Prefiro não saber,todos os dias me transformo e me espanto.me apaixono e desapego,de mim ,
    beijo!

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    1. É verdade, Yasmine... nos transformamos a cada minuto e se apegar demais ao autoconhecimento dá umas "piras" na cabeça... o jeito é deixar que as mudanças fluam, sem brigar com nossas características pessoais. Adorei seu comentário! :D
      Um abraço!

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  23. Bia, que reflexão madura!
    Complementa muito o nosso viver, a nossa experiência de vida e nos faz pensar demais!

    Afinal, o que está impedindo de sermos o que realmente somos?
    Quantas camadas de reboco colocamos para se proteger deste mundo sempre tão cruel?
    Eu falei reboco porque, quando as camadas são para esconder algo ou até para autoproteção, precisam ser bem mais fortes do que um fina camadinha de tinta não é?
    Muitos até já se esqueceram como são, pois já se protegeram a tal ponto, e não colocam seus verdadeiros sentimentos para o exterior, que vai ser necessário uma "britadeira" para tirar o excesso de camadas, de tão amalgamadas que estão!
    É um exercício de desprendimento total!

    Mais um texto belíssimo querida! Obrigada por sua sensibilidade tão inerente!
    Beijinhos e uma semana maravilhosa! ♥

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    1. Oi, Adriana!
      É verdade, de acordo com as circunstâncias, talvez estejamos mesmo com rebocos. Haja espátula (ou britadeira) para soltar!
      Acredito que as melhores ferramentas para dissolver essas camadas são paciência, carinho e amor, tanto em relação ao outro como em relação a nós mesmos, quando estamos voltando os olhos para nós.
      Ainda seguindo a linha de Rogers, acredito na natureza de cada um e em sua capacidade de se redescobrir, se reinventar. E acredito que as pessoas podem surpreender positivamente. :D
      Obrigada pelo carinho, um abraço!

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  24. Oi Bia
    Como estava com saudades vim lhe desejar uma linda noite
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Oh, Dorli, que gentileza, obrigada pelo carinho! Ótima quinta!

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  25. Bela reflexão Bia, existe uma brincadeira que todos nós em algum momento já fizemos: apontar ( distraindo o outro) para um lugar e correr pra chegar primeiro no lugar onde apostamos quem chegaria primeiro. Pois é! Sua reflexão lembra como costumamos apontar as fraquezas alheias pra que ninguém veja as nossas.
    Abraços e bom dia!

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    1. Oi, Vall!
      Faz sentido, a pessoa encontra no apontar as falhas alheias um meio de se defender de suas próprias fraquezas.
      Hoje acredito que, quando estamos cientes de nossas fraquezas e aprendemos a compreendê-las, os apontamentos alheios já não nos atingem com tanta intensidade, porque não há mais necessidade de autodefesa.
      Um abraço!

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  26. Olá Bia muito interessante o seu texto para reflectir. Foca de maneira brilhante estes aspectos tão importantes de nos conhecermos e aceitarmos não projectando nos outros problemas e fragilidades que temos que resolver dentro de nós. Beijinhos, Ailime

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    1. Oi, Ailime!
      É importante ter cuidado com a questão da projeção, que pode provocar instabilidade sem fundamento real. Um abraço!

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  27. Bia, muito bom este texto!

    Eu já carreguei mais camadas que não faziam parte de mim e me senti muito melhor, reinventada, renascida, depois que as despi. Contudo, embora eu saiba bem quais são as minhas imperfeições, este mundo é bem cruel, porque existe uma competição em várias linhas de frente e que obriga a ter um bom jogo de cintura para evitar muitos conflitos.

    Bjs

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    1. Oi, Sissym!
      Puuuuxa, disse tudo! Apesar da escrita do texto convergir no sentido de suavidade, aceitação, paciência consigo mesmo, não posso ser ingênua a ponto de achar que esse despir será plenamente aceito pela sociedade, até porque muitos não conseguem realizar esse exercício do autoconhecimento.
      É preciso mesmo esse equilíbrio entre se respeitar e não gerar conflitos no entorno, o que convenhamos, não é tarefa fácil!
      Um abraço, fadinha!

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  28. Oi Bia,
    Que bom que você é uma pessoa imperfeita. Eu também sou totalmente imperfeito. E daí?

    Sabe Bia, se não houvesse a imperfeição, não haveria o perdão, o recomeçar e a alegria de celebrar o novo. A gente evolui a partir do conhecimento de nossas imperfeições, para isso, há que se ter humildade.
    Basta alguns restauros em nossas imperfeições que a vida toma novas cores e rumos.

    Abração.

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    1. Oi, Nestor!
      Seu comentário me emocionou... sempre me presenteando com seus pontos de vista tão profundos e ao mesmo tempo, simples. Me fez pensar que talvez ainda reste um pouquinho de busca pela perfeição aqui dentro que deve ser suavizado.
      O recomeçar, o celebrar o novo, como é importante, né? O novo geralmente nos causa medo e quando conseguimos ver assim, com alegria, o medo torna-se simplesmente a ansiedade normal da novidade e podemos aproveitá-la em sua beleza.
      Sobre a humildade, certamente é a característica que tenho buscado treinar esse ano. Acho que paciência já desenvolvi o bastante, mas ainda preciso lapidar a humildade no sentido de entender algumas coias, dentro e fora de mim. Obrigada mais uma vez pela partilha que sempre me é edificante.
      Um abraço!

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  29. Mais uma belissima reflexão minha amiga querida, nem me fale já me desfiz de tantas camadas.
    Conforme fui amadurecendo mudei com certeza, coisas que importavam antes hoje não fazem falta. Mas ainda brigo muito comigo mesma, tenho que mudar muita coisa e é complicado, qdo vejo fiz de novo e ai me irrito demais afff...amei esta parte do texto:
    Hoje busco viver essa experiência da aceitação e acredito que compreender e aceitar essas imperfeições é um meio de nos nivelar com o outro. Acima tornamo-nos arrogantes e propensos a julgar, abaixo, perdemos a estima. O nivelamento propicia uma relação onde a disputa, que mina muitos relacionamentos em todos os campos, deixa de existir.

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    1. Oi, Patrícia!
      Concordo contigo, acredito que a aceitação é um sinal e um ganho da maturidade, não no sentido da acomodação, mas de libertar de amarras.
      Hoje consigo me zangar um pouco menos comigo mesma do que antes. Eu "ralhava" (termo da minha avó) muito comigo e acabava ficando mais triste do que a própria falha, quer dizer, a irritação acaba potencializando a falha, digamos assim.
      Hoje consigo conversar mais comigo mesma e não ficar muito tempo pensando na falha... ao contrário, procuro retomar rapidamente o foco para evitar cometê-la de novo.
      Sobre o parágrafo que citou, precisamos sempre nos lembrar que aos olhos de Deus somos todos iguais, não é mesmo? ;)
      Um abraço!

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  30. Grande Rogers e sua terapia centrada na pessoa. Só um breve comentário em relação a isso, o próprio nome já diz "base humanista", mas queria ressaltar a visão positiva do homem, sobre como ele pode construir-se e moldar-se da forma como deseja.
    No mais, eu sempre fico surpresa ao te ler, porque você utiliza metáforas muito legais. Metáforas relacionando coisas simples e rotineiras, que nos possibilitam melhor entendimento e mais proximidade com a realidade.
    De fato, devido a todas essas convenções sociais, acredito que cada homem tem uma camada de tinta superficial, que seja. Contudo, a busca pela verdadeira essência é extremamente importante. E pra alcança-la, precisamos primeiro querer e depois lutar.
    Ótimo texto, Bia.

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    1. Oi, B.!
      Rogers é considerado por alguns, utópico, por ser positivista, acreditar que o homem é essencialmente bom e tem potencial para mostrar seu melhor quando tem condições apropriadas para isso, condições que mudam de pessoa para pessoa. Estudos feitos com pessoas que praticaram crimes e foram tratadas com base nessa teoria mostraram, após a retirada das camadas, o sentimento de aceitação, que se tornaram pessoa não só boas, como dispostas a ajudar ao outro também.
      Particularmente acredito que depende da personalidade de cada um... há aqueles que funcionam bem quando são condicionados, dentro do Behaviorismo, há aqueles que "Freud" explica, hahaha... eu acredito que a psicologia de Rogers funciona muito bem comigo. Quanto mais segura e aceita me sinto, melhor eu tento ser e corresponder. Simples assim. :D
      E há aqueles com distúrbios psicológicos severos (como psicopatas) que nem com Rogers "na veia".
      Obrigada pelos elogios... alguma tinta sobre o que somos é inevitável para o convívio em sociedade, mas sempre atentos para não perder a autenticidade.
      Um abraço!

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  31. Oi, Bia!
    Toda essa ação não é fácil, ainda mais quando alguém tem de si uma visão que não aceita, do "ser imperfeito" ou que não enxerga suas próprias imperfeições. A arrogância de algumas pessoas, não é palpável para elas, é como se essa característica é que fosse a normal e, se os outros não a possue, ela se sente virtuosa, com o poder de manipular os demais - Ter o poder sobre o outro.
    Pessoalmente também podemos ir por um lado que enxerga imperfeições que não existem, principalmente quando a estima foi perdida pelo assédio que moralmente sofrem as pessoas no seu dia a dia.
    Podemos ser nós mesmos com nós mesmos e com as pessoas do nosso convívio pessoal, já que socialmente as pessoas tendem a usar máscaras para se proteger.
    Aceitar-se integralmente é declarar a própria liberdade!
    Beijus,

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  32. Oi, Luma! Estou aqui pensando que você sempre me acrescenta algo quando escreve, é interessante isso, tanto em seu blog quanto comentando. Creio que sua definição está certíssima, a pessoa arrogante não consegue se perceber assim... por saber disso vivo observando minhas atitudes com receio de estar errando sem perceber. Não se pode viver sob o efeito desse medo, mas também não dá para se desligar de si.
    "Se sente virtuosa, com o poder de manipular os demais"... isso vai além, né, Luma. É verdade, e talvez por isso seja chocante, há pessoas que manipulam e ainda se sentem virtuosas, e pintam dessa forma seu autorretrato. A vítima acaba de fato acreditando em imperfeições que não existem. Há tempos passei por uma situação similar e sei o quanto pessoas manipuladoras podem nos cegar em relação a nós mesmos. Situação, ainda bem, superada há tempos.
    Que muitos possam chegar à esse patamar, de convivência harmoniosa consigo, com suas virtudes e imperfeições e desdobrar essa harmonia em seu convívio. :)
    Um abraço!

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  33. Oi Bia,
    São tantas camadas que uma hora atrapalham a caminhada.É como se quanto mais você pega do que não é seu mais pesado fica.
    E livrar-se de tudo isso é um exercício complicado.
    Parar e reconhecer as próprias fraquezas sem dúvida é o primeiro passo e a análise é uma ferramenta importante pra que possamos realizar mudanças.
    Adorei o texto,abraço =)

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  34. Oi querida Bia
    Relê meu pensamento.
    Deixei uma resposta no meu blog
    Beijos
    Lua Singular

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