sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A linha do Equador e a matraca

Ano passado fiz um curso sobre a origem da cultura Afro, oferecido pela secretaria de educação local, com o objetivo de dirimir o preconceito que lamentavelmente ainda existe. Esse ano voltamos ao tema conforme orienta a grade curricular. Eu gosto demais, além de achar encantadora a beleza dessa mistura, considero urgente o fomento do respeito social.

São Tomé e Príncipe
imagem daqui

Pois bem... dotada do meu mágico globo terrestre, expliquei o quanto a posição geográfica da África influencia na cor de pele, visto que a linha do Equador - que corta a Terra ao meio horizontalmente e portanto, é a parte com maior incidência do sol - passa exatamente no meio do continente, favorecendo a produção de melanina. Ou seja, cor de pele não tem a ver com caráter.

Teremos ainda umas três ou quatro aulas sobre o assunto para tratar de costumes, dialetos, influência da arte e da música - assuntos para outro post. Mas hoje o que me chamou a atenção foi o fato de que, usando termos simples como asfalto, planeta, calor, inverno, percebi uma série de questionamentos por parte dos alunos, em todas as turmas onde passei. Eles simplesmente não compreendiam esses termos cotidianos.


imagem daqui

Cansada e indo de ônibus para o 2º turno, peguei-me pensando quantas coisas falamos às crianças sem nos darmos conta de que talvez simplesmente não compreendam. Lembrei-me que ouvi várias vezes minha mãe falar: "Meu Deeeeus, você fala que nem uma matraca!!!!" Como assim? :p Só por volta dos 12 anos descobri que matraca é o "instrumento de percussão constituído por alcinhas móveis que, agitadas, produzem uma série de estalidos secos." Aquelas que faziam um barulhão anunciando a chegada do vendedor ambulante de barquilha e algodão-doce. Está explicada a comparação, kkkk!

Barquilha me fez lembrar das tardes em que eu passava na casa das minhas saudosas avó e tia C. Ela sempre comprava barquilha para a criançada. Minha mãe nunca queria comprar, pois não confiava na procedência... eu aproveitava e fazia a festa saboreando a simplicidade doce e crocante do biscoito gigante caseiro em forma de cone! :D

A lembrança me fez sorrir (o rapaz ao meu lado no ônibus me olhou de rabo de olho com aquela cara de #louca, kkk) e avancei um pouco no tempo. Cheguei ao final da adolescência e lembrei da alegria de ter, atrás da porta da cozinha, a chave do pequeno apartamento de praia da minha saudosa tia V., que eu surrupiava e levava comigo pegando escondido o ônibus sábado à tarde só para dar um beijo no mar... continuei "viajando" até chegar à lembrança de um cheiro inesquecível que vinha da carteira de trás da faculdade. <3 Ai, ai...

Não tenho mais visto vendedores ambulantes de barquilhas, porém desci do ônibus mais motivada para conduzir a turminha de 31 alunos do 1º ano à tarde constatando que estou feliz porque o que me faz sorrir - de um jeito maduro e renovado - é o mesmo que há anos atrás: o amor à família, ao mar e ao mesmo cheiro da carteira de trás.
 

Encontrei ontem essa frase aqui (M.W.) e me instigou...
e pra você, o que quer dizer?


Fonte: http://www.dicio.com.br/matraca/
Texto complementar: aqui

38 comentários:

  1. Que lindo! Tu és mesmo dedicada, interessada e teus alunos tem sorte! Te preocupas em bem explicar tudo e saio daqui com a vontade de comer as "casquinhas!"( como chamamos) ou escutar, pelo menos, o barulho das matracas...

    Adorei! Lindo fds! bjs,chica

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    1. Oi, Chica! Gosto quando percebo que os alunos aprendem de fato, se interessam, fazem perguntas... raramente deixo de responder. Penso que muitos perdem a motivação do espírito pesquisador porque encontram pessoas indispostas a ensinar algo fora do tema abordado. Eu também fiquei com vontade de comer barquilha... ou casquinhas, hahaha.
      Um abraço!

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  2. Pobre daquele que não tem boas lembranças no passado para recordar. Mas é preciso cuidado para que as lembranças não sejam tão intensas que não nos deixem ter presente. Porque presente é tudo o que temos nesta vida. O passado são só boas ou más recordações, o futuro não existe. O amanhã pode pela incerteza, nos atormentar hoje, mas quando lá chegamos, já é presente e temos que o viver como ele se apresente.
    Um abraço e bom fim de semana

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    1. Oi, Elvira! Busquei imprimir alegria ao texto justamente porque é o sentimento que o envolve. Não costumo viver no passado, acredito que é importante norteador para fazer diferente o que nos desagradou algum dia, mas a vida acontece, como disse, no presente. Talvez por isso a frase final... o futuro é um reflexo de toda uma vivência e na verdade é um conceito efêmero, porque acontece no hoje.
      Então busco viver o hoje muito bem, para que os meus (e dos que amo) presentes subsequentes valham a pena! :D
      Ainda que o passado repercuta no hoje, sempre com maturidade e renovação, para que a vida não estaque.
      Bom "presente" pra ti, sempre!
      Um abraço!

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  3. Concordo plenamente, pois também acho que pigmento da pele não tem nada a ver com caráter.
    Beijos e apareça.

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    1. Pois é, uma pena que ainda haja preconceito, não só em relação à cor de pele, opção sexual, condição social... não me parece de difícil compreensão o conceito de que ninguém é melhor que ninguém.
      Um abraço!

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  4. Olá, boa noite.

    Mesmo com esta correria do tempo, encontrei tempo, para passar aqui e desejar-te, uma noite maravilhosa de Sexta Feira.
    Se quisermos, tudo pode-se, realizar
    Abraços

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    1. Adorei sua passagem por aqui, José... inspiradoras palavras.
      Um abraço!

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  5. OI BIA!
    DEVO CONHECER BARQUILHAS, MAS CREIO QUE COM OUTRO NOME, ENTÃO NÃO SEI SE AINDA SÃO VENDIDOS.
    SE FOSTE DAR AULA ÀS CRIANÇAS COM ESTA ALEGRIA NO CORAÇÃO, ESTOU CERTA QUE ELES PERCEBERAM E FORAM MOMENTOS MARAVILHOSOS.
    ME FIZESTE RIR COM A HISTÓRIA DA CHAVE, TE IMAGINEI UMA MENINA ARTEIRA E ATREVIDA. RSRSRSR
    ABRÇS AMIGA
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Zilani!
      Sou o tipo de professora que gosta de uma certa ordem e disciplina na sala de aula - sinceramente não acredito que há aprendizagem no caos, kkkk, mas busco atuar sempre com alegria e muito bem informada para passar segurança para a criança que está aprendendo. :)
      hahaha, A história da chave... desde nova tenho muitas responsabilidades, trabalhava domingos, feriados, e essas "escapadas sorrateiras" era como se a luz da minha alma se renovasse. Tenho vontade de fazê-las até hoje... não faltarão oportunidades!!! Acho que o mar é um presente de Deus pra gente.
      Um abraço!

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  6. Ah, estas doces viagens no tempo de outrora permeado de maravilhosos sentidos, detalhes, cheiros, gostos e sons a compor melodias duma trilha emotiva que toca suavemente ao coração.
    Adorei passear contigo por estes recantos tão teus e tão similares aos meus.Me vejo em teus pensamentos/considerações sobre as aprendizagens e seus meandros, Bia.
    Abraço fraterno e cúmplice :D
    Calu

    Obs: Dê uma olhada no canal Futura, no projeto Da cor da cultura.Tem excelentes materiais e bem diversificados.

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    1. Oi, Calu!
      Fico feliz por ter proporcionado uma viagens a suas lembranças e sentidos, Calu! Penso que o que faz bem merece espaço aquecido na memória para alimentar os dias presentes e inspirar a sempre cultivar mais momentos e memórias!
      Obrigada pela dica, darei uma olhada com certeza!
      Um abraço!

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  7. Olá, querida Bia
    Eu também perguntava feito uma matraca... é típico dos questionadores... até que me emudeci... diante das não respostas...
    Entretanto, quando cresci, soube que é coisa de 'gente de cabeça'... o tagarelar ... rs... aí fiquei calma (não é tão ruim assim) e continuo a perguntar a quem me responda e responder a quem me pergunta... uma troca super válida, amiga...
    O futuro? Serão meus netinhos a me encharcar de amor... junto aos pais (coração antigo)... certamente e um mundo de coisas boas... Tenho fé!!!
    Seja muito feliz e abençoada!!!
    Bjm fraterno de paz e bem

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    1. Oi, Rosélia!
      Pois é... Eu não me achava tão falante assim, mas se era o caso, hoje falo bem menos, procuro mais observar. Mas não deixo de dar minha opinião sempre honesta quando me pedem.
      Sou bem reservada pessoalmente falando e totalmente aberta às pessoas na qual amo e confio - poucas. Para essas meu "eu" falante é um bom sinal, salvo naqueles dias em que a gente precisa se ouvir. Posso assegurar que falo muito mais sobre o que penso e sou no blog. Pode conferir isso, visto que me acompanha no Face particular, hahaha, sabe que por lá falo mais por imagens, hahaha.
      Que linda essa analogia dos netos (futuro) com os pais (coração antigo)... na verdade somos uma soma de tudo isso, não? E com fé, sempre tendemos a buscar o melhor, nosso e do outro.
      Abraços, obrigada pelo carinho!

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  8. Olá, Boa noite, Bia
    Comigo, tudo na paz!
    ... que bacana ter feito o curso da origem da cultura Afro e retomado o tema...
    ...é verdade, quantas coisas falamos (às crianças) sem nos darmos conta de que talvez simplesmente não compreendam. Mas, da mesma forma que tu , ao lembrar que ouviu várias vezes sua mãe falar "coisas" que não tinha nem ideia,tenho absoluta certeza que usou seu poder de observação para aprender as coisas e , principalmente,aprendeu o fenômeno de causa e efeito....na praia, vejo ainda bastante vendedor ambulante de algodão-doce, barquilhas nem tanto.
    Eu sempre sentei na fila do gargarejo, primeira fila,era meio cdf e também, tenho bastante lembranças de cheiro...mas não da carteira de trás,mas sim,da mesa da professora,ah dona Márcia , profa de português...
    O futuro de nada valerá se o coração não bater no ritmo dos exemplos que recebemos , hoje, da mesma forma que hoje, no presente, nos orgulhamos do passado,dos que nos cuidaram, das que diziam " "Meu Deeeeus, você fala que nem uma matraca!!!!"...
    Obrigado pelo carinho, belo final de semana, belo domingo, beijos!

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    1. Oi, Felis!
      O professor que deu o curso era um homem muito simpático e culto, que havia feito algumas viagens à África e tinha um conhecimento incrível a ser compartilhado. Sem falar que marcou um dia inesquecível pra mim, em que assisti uma audiência pública marcante, mas esse é outro assunto.
      Tem razão, sou observadora e investigativa desde muito pequena. Lembro-me que fazia muitas perguntas ao meu pai, e ele, sempre lendo, tinha resposta para absolutamente tudo! Eu ficava abismada, kkkk... hoje em dia minha filha fala o mesmo de mim, kkk, diz que eu sei tudo... é interessante a roda da vida.
      Eu tive fases de sentar na frente, sentar atrás... mas nesse caso eu sentava na frente e posso garantir que eu preferia mil vezes o cheiro da carteira de trás, não por acaso, do homem que amo até hoje!!! (e até hoje eu escrevo e rio que nem uma boba só de lembrar!!!)
      Mas me peguei pensando sobre o que disse da Profª Márcia... foi um amor platônico de aluno???
      Sim, o presente vale a penda a partir da história que escrevemos,do que conquistamos, sempre lembrando que nenhuma conquista será sólida ou completa se não estiver envolta em amor e alegria.
      Um abraço, ótima semana pra ti!

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  9. Bia,que reflexões interessantes vc teve nesse onibus! De certa forma,uma oração! Eu me encantei com sua história e seus alunos devem ter tido uma inspirada aula! bjs,

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    1. Oi, Anne!
      Gosto da ideia de imaginar que como professora temos essa possibilidade de ajudar o aluno a transformar sua visão de mundo, mesmo sabendo que a transformação é um processo pessoal. Se consegui que um ou dois alunos mudem seu ponto de vista, para mim já terá valido a pena.
      Um abraço!

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  10. Oi Bia, gosto por demais de te ler...leve, suave e prende bastante minha atenção...se fosse um livro, teu, acho que devoraria de uma só vez até terminar.
    Tenho desses momentos de sorrir sozinha ao recordar momentos...se pensam em mim como louca, concordo..rs.
    "O futuro tem um coração antigo."
    Penso que meu presente e futuro tem coração antigo, pois por mais que amadureça eu preservo em mim tanto, tanto.

    Tenha uma boa semana.
    Abraços.

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    1. Oi, Majoli!
      Nossa, que belo elogio! "Se fosse um livro, teu, acho que devoraria de uma só vez até terminar". :D Confesso que esses textos leves onde de alguma forma abro meu coração estão entre os que eu mais gosto, embora não façam tanto "sucesso", hahaha. O importante é que eles sempre estão seguindo alguma direção que o coração está apontando e são repletos de sentimento e verdade. Sei que pessoas sensíveis como você conseguem capturar isso.
      Eu rio muuuito sozinha, kkk, seja de alguma besteira do cotidiano, seja de alguma lembrança... minha filha vive levando sustos com minhas risadas do nada, hahaha.
      Seu fechamento sobre a frase do presente e futuro fecha perfeitamente com o que penso e sinto. O futuro nos apresenta a possibilidade de buscar sonhos e objetivos, sempre tão importantes para que a vida continue a ter sentido, e quanto mais preservamos e buscamos nossa essência que sempre conviveu em nosso íntimo, mais próximos estamos de fazer buscas felizes, de fato.
      Um abraço!

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  11. Olá, Bia.

    Racismo, preconceito, discriminação... Palavras que apequenam ainda mais as almas tacanhas que não entendem (ou não querem entender) o sentido de ser humano. O sentido das palavras. Temos que matraquear bastante sobre isso; contextualizar conceitos para dar sentido e é sempre bom mergulhar no baú do tempo, revisitar lembranças, significados...

    Um abração e uma boa semana.

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    1. Olá, Apon! Ontem vi uma entrevista no programa "Esquenta" - que apesar de ser considerado simplório, traz muitas reportagens interessantes inclusive sobre preconceito - que contava o quanto do ponto de vista científico o homem é importante por ser um ser único na galáxia.
      As pessoas não se dão conta dessa grandeza e como bem disse, se apequenam perdendo tempo com conceitos vãos como o preconceito. De amor é que o povo precisa. E o quanto eu puder disseminar isso, irei fazê-lo.
      Gostei da palavra "significados" associada à lembranças... tem razão, de fato procuro lembrar somente aquilo que foi (é) significativo positivamente. Um abraço!

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  12. Olá Bia,

    Creio que a nova geração de crianças questiona mais. Vejo isso através dos meus sobrinhos-netos, que ao ouvirem uma palavra diferente já vão logo perguntando o que é e o que significa. Ontem mesmo eles vieram passar a tarde comigo e tive que explicar o sentido de várias palavras que pronunciei naturalmente, mas que para eles não tinham um significado entendível (estava inventado histórias para eles, pois não podem me ver que já vão pedindo para contar histórias, mas com o tema que eles indicam-rs). Você tem razão quanto à matraca. Já ouvi muito essa palavra como criança, além de outras, sem saber do seu real significado. Sua ida de ônibus para o segundo turno lhe proporcionou momento para doces recordações. Bom lembrar o que já fez cócegas em nossa alma. Também já me peguei sorrindo por lembranças que vieram à tona de inopino. Isso quando não cheguei a tentar conter uma boa risada para não parecer 'louca'-rsrs.
    Pelo que você conta de sua vida profissional, vejo em você uma excelente professora, que ama o que faz. Só mesmo amando tal carreira para nela permanecer. É um mister de grande responsabilidade e árduo, além de não ter a devida correspondência monetária.
    Que no futuro possamos sorrir, gratificados, com as boas lembranças construídas no ontem e no hoje e com as experiências que somam e nos tornam seres melhores, mais humanos e mais evoluídos. 'O futuro tem um coração antigo' , pois preserva a essência e vivências de cada ser.

    Ótima semana.

    Beijo.

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    1. Olá, Vera! Eu adoro estar com meus sobrinhos, sabe disso! :D Achei muito interessante o exercício de inventar histórias com um tema apontado por eles, me deu uma ótima ideia! Tanto as crianças estão mais espertas como hoje há mais abertura para se manifestarem. Quando criança,se falasse um pouco demais especialmente na frente de visitas, kkk, só um olhar dos pais já bastava!
      Há duas coisas que me fazem divagar, ônibus e andar de carro em auto-estrada. Procuro passear por pensamentos e lembranças boas, essas sempre valem a pena, não para viver de passado, mas para alimentar o presente. Eu já nem contenho meu sorriso fora de hora e aceito de bom grado o título de "louca", kkk. Por esse motivo, vale a pena.
      Ser professora não é minha maior paixão profissional, mas tento exercê-la da melhor maneira possível, penso que o papel de professor é de uma responsabilidade imensa e não saberia desdenhá-la colocando o conhecimento das crianças em risco.
      As interpretações sobre a frase que postei caminham ao lado do que imaginei... é na nossa essência que está a capacidade de ser feliz, de fato.
      Um abaço!

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  13. Bia, observo meus sobrinhos netos, quando mencionamos uma palavra nova. Não ficam quietos e logo perguntam: o que é isso? E gostam de incorporar mais uma palavra ao vocabulário (rss). Você me fez lembrar isso porque eu também não entendia muitas palavras que me diziam, quando criança, mas a timidez e "o momento" (kkk) me impediam de fazer perguntas. Minha mãe, quando brava e queria algo rápido, me chamava de pamonha e eu não sabia seu significado. De fato, professores devem estar atentos porque as crianças precisam de um entendimento mais elástico, mais minucioso, para chegar à compreensão do todo. Suas reminiscências lhe propiciaram um ótimo texto, além do riso provocado pelas lembranças, tão saudável! Tenha uma linda semana. Bjs.

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    1. Oi, Marilene! Eu acho um barato quando falamos uma palavra nova e a criança repete errado... mas tento disfarçar bem e ensinar o certo. Para mudar o hábito de falar errado é bem difícil.
      Eu também não me lembro de questionar palavras desconhecidas... minha mãe tinha esse costume de chamar de "Pamonha", kkkkk, até hoje ela fala assim para demonstrar lerdeza... que culpa tema pamonha, tão gostosa! kkkk
      O professor hoje mais do que nunca precisa ter conhecimento e flexibilidade, para cativar e orientar os alunos adequadamente.
      Feliz mesmo fiquei de saber que provoquei risos em você! Coisa boa!
      Um abraço!

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  14. Boa tarde querida Bia.. sabes que estou com fasciculos muito belos de um livro que descobri a pouco..
    se chama o livro do conhecimento..
    caso desejar posso passar coisas a vc.. o livro é fantastico.. foi canalizado em 12 anos.. tem tanta coisa mágica nele.. cada frase e uma delas me chamou a atenção..
    que todo o preconceito e discriminação sexual só existe no nosso planeta..
    espirito não tem sexo..
    enfim.. engloba tudo.. cor.. atitudes..
    temos que ser mais respeitosos para com os outros..
    não sei onde tu reside mas tem grupos de estudo deste livro se não me engano em são paulo. parana.. aqui no sul tem umas cidades..
    os fasciculos são dados de graça.. é conhecimento nada além de conhecimento..
    gostei da parte da matraca, tramela rss
    sou bem assim..
    falo pelos cotovelos.. mas procuro sempre falar coisas boas..
    abração e até sempre

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    1. Olá, Samuel, como vai?
      Embora tenha no arquivo muito mais livros do que tempo para lê-los, kkk, gosto de tê-los à mão para momentos de inspiração. Será ótimo receber material sobre conhecimento, seja livros ou trechos que achar interessante.
      Com certeza, respeitar o outro como é deveria ser a base das relações humanas.
      Eu moro no sul, não sou muito afeita a frequentar grupos de estudo, hahha, gosto de estudar em casa, mas vou me informar como faço para conseguir os livros.
      Houve um tempo em que fui membro Rosacruz, também é uma instituição muito interessante e cobram somente um valor simbólico para cobrir despesas com o material. Vale a pena para quem desejar lapidar sentimentos e conhecimentos.
      Falar coisas boas, pode continuar falando "pelos cotovelos", hahaha.
      Um abraço!

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  15. Boa tarde Bia, como vai amiga?
    Demorei, mas cheguei;))!
    Já li que seu Blogue aniversariou! Muitos parabéns! Um espaço imperdível!
    Adoro seu jeito de se expressar e neste caso me emocionei pela sua preocupação e dedicação aos seus alunos!
    É nesses aspetos que se nota a diferença entre um bom e um menos bom;)) professor!
    Aliás só pelo seu jeito imagino que é uma excelente professora! (A tal profissão que eu gostaria de ter tido! Mas não deu)!
    Muito importante falar para a crianças sobre as variadas etnias, seus costumes e usos!
    Depois sobre as expressões que elas não entendem e pode parecer que vou fugir do tema, mas não.
    Por exemplo por vezes as crianças não entendem a Matemática, pois também não entendem o Português!
    Isto foi-me dito por um dos professores de um dos meus filhos há muito anos e isto é bem verdade, pois segundo já tenho ouvido a Matemática é uma questão de interpretação!
    Continue assim, pois seus alunos um dia vão lembrar-se muito da sua Professora Bia!
    Sobre a frase, eu era e sou muito má em interpretação!
    No entanto a mim diz-me que as experiências e os conselhos que recebemos na infância definem muito do nosso futuro!
    Ainda hoje retenho na memória ensinamentos de meus queridos avós que me são muito úteis!
    Beijinhos desejando-lhe continuação de excelente s emana.
    Ailime


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    1. Oi, Ailime!
      Obrigada pelos parabéns!
      Procuro oferecer meu melhor como professora e busco diversificar para não tornar as aulas repetitivas e monótonas, coisas que, num mundo repleto de artefatos interessantes, tornou-se necessário.
      Tem toda a razão, interpretação é importantíssimo em qualquer matéria e repercute em toda a vida. Interpretações erradas podem ser desastrosas em relacionamentos, profissões, estudos... inclusive na matemática.
      Na interpretação da frase você foi longe, na infância... sinto reflexos de ensinamentos da infância, alguns não muito bom, como a autocobrança, e outros muito sólidos, como a lealdade, característica essa que também herdei da minha avó. Bom lembrar do que é bom e perceber que ainda faz parte da gente, não? Obrigada pelo carinho, um abraço!

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  16. Oiii Bia, saudades, estou retomando as atividades por aqui kkk vamos ver se agora eu consigo mais tempo! Você disse uma coisa muito importante, as vezes os professores partem do principio de que as crianças tem vivencia p entender coisas que eles não explicam mais detalhadamente, quantas vezes eu mesma na escola achava que estava ouvindo grego kkk, adorei a frase, p mim remete a saudade que sempre sentimos de alguma coisa do passado! Bjossss

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    1. Oi, Kellen, há quanto tempo! espero que esteja tudo bem contigo! Estudei em cursos quando já estava atuando como professora essa questão de que se aprende aquilo que é significativo para a pessoa. Não há aprendizado sobre o que não parece significativo, ou seja, o professor tem um papel ao mesmo tempo limitado, pois depende das vivências do aluno, e amplo, para se dispôr a alargar a margem dessas vivencias. Um pouco difícil com mais de trinta alunos em sala, mas o quanto conseguimos é sempre uma vitória.
      Eu também me permito sentir saudades boas! :)
      Um abraço!

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  17. Oi, Bia!
    Preconceito é coisa que não depende de hemisfério, ao contrário da cor. Quanto menos conhecemos a cultura maior é o preconceito. É como se o ser humano necessitasse saber-se especial e para isso passa a colocar defeito no outro. Sobre a cor da pele tenho dúvidas do porque com o aquecimento global, as peles não estejam escurecendo... brincadeira, sei que isso leva mais do que milênios. Mesmo assim, os peles vermelhas são do hemisfério são pardos, assim como os orientais do norte e esquimós. Então, minha compreensão é infantil sobre o tema :D
    Barquilha? Nunca mais vi. No meu tempo era chamado Biju e sumiu no passado, ficou antigo agora no meu futuro...
    Boa semana!!
    Beijus,

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    1. Olá, Luma!
      Interessante sua colocação e ponto de vista... "É como se o ser humano necessitasse saber-se especial e para isso passa a colocar defeito no outro"... uma forma de melhorar a própria estima, então? Sentir-se superior? Um jeito um tanto quanto indelicado, grosseiro e injusto,diga-se de passagem. Há outros meios de se sentir melhor como ser humano.
      Bom, a explicação sobre a localização geográfica influenciar no tom de pele veio do senhor que deu o curso, o que se observar no mapa, faz sentido. Quanto à orientais, esquimós... eu precisaria fazer outros cursos, hahaha.
      Isso, biju era outro nome para barquilha, bem lembrado!
      Passado e futuro, tão distantes e sempre tão próximos ao mesmo tempo! :p
      Um abraço!!!

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  18. Querida Bia,

    Ser professora é gratificante quando se dedica e a troca certamente é a mais bela.

    Quando li "Ou seja, cor de pele não tem a ver com caráter", puxa, estava numa fila hoje e havia uma tv passando o Jornal Hoje. Assisti mais um horror de racismo em pleno campo de futebol. O povo, em todo o mundo, é muito hipócrita! Os melhores atletas de muitas modalidades são negros; um dia tem um vencedor e neste dia um perdedor; que graça teria assistir a mesma coisa repetida se não ver a oportunidade nascer?!

    Temos que passar valores e a sala de aula pode ser um lugar maravilhoso para ensinar cidadania e respeito.

    Bjs

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    1. Oi, Sissym , tem razão, há um lado gratificante que não se vê em nenhuma outra profissão.
      Quanto ao preconceito, fez-me sentido a explicação que li acima, sobre uma pessoa precisar agir assim para sentir-se superior. Absurdo, claro!
      Essa semana convivi com tantas pequenas intolerâncias em volta que realmente, é preciso cercar-se de amor e alegria para não deixar a peteca cair.
      Perder faz parte, tanto quanto vencer, independente da cor de pele.
      Tento fazer minha parte em relação ao preconceito, concordo que a escola é o meio mais propício a provocar mudanças. Mesmo que o alcance seja pequeno, ainda assim será melhor que não tentar.
      Abraços, Fadinha!

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  19. Bia, o Brasil está tão carente de verdadeiras mestras! Feliz o minuto em que "cliquei" num compartilhamento e aqui cheguei! A questão da pele, causada pela linha do equador é indiscutível...A frase da da matraca, também ouvi muito quando criança, a diferença é que eu conhecia bem as matracas da procissão do Senhor Morto, na semana santa: meu pai era vicentino, mariano e franciscano e nos levava a todas...rsrsrs. Já as "barquilhas", no Ceará é "chegadinha" - refiro-me a elas em um post da Cadeirinha de Arruar (meu blog) do dia 27 de janeiro de 2012 , em que recordo um pouco de minha infância em Fortaleza. No mais é agradecer ter podido ler essa bela crônica e dizer que hei de voltar. Parabéns, Professora Bia, parabéns à turma de alunos, de ano a ano, os maiores beneficiários "disso" tudo...
    Beijos!

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    1. Olá, Lúcia, seja bem vinda!
      Conheci a questão das matracas serem usadas em cerimônias religiosas já moça... para mim elas sempre representavam barquilhas, kkkk!
      Fortaleza é um belo lugar, não?
      Ainda pretendo estar lá um dia!
      Obrigada pelo carinho, que bom ter gostado! As portas sempre estão abertas para quem chega!
      Um abraço!

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