quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Arteira, eeeeu?

imagem daqui

Perto da Semana da Criança, gostaria de falar sobre o assunto sem cair na mesmice e resolvi contar alguns fatos que aconteceram comigo e me faziam ter fama de arteira... Não concordo, hahaha, somente sempre fui uma criança curiosa e ativa, mas as chineladas que levei comprovam que meus pais não pensavam dessa forma, kkkk.

Brilho rollon



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Era uma menina vaidosa e como naquela época se preservava a infância, minha mãe só admitia o uso de brilho labial. Uma vez (7 anos) ganhei um brilho rollon sabor menta. Deitei no sofá da sala e distraída assistindo TV, passava o brilho nos lábios e lambia - o sabor era bom, kkkk. [interessante, lembro até hoje da cena].Quando o brilho estava na metade (!!!) comecei a passar mal... e fui levada ao hospital onde precisei fazer uma lavagem estomacal por estar intoxicada. É mole? kkkk

Paina incendiária
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Paina é uma fibra que nasce da paineira. Minha mãe usava como elemento decorativo painas tingidas em um vaso ao lado da TV e perto da janela. Meu irmão (9) e eu (6), resolvemos brincar com o isqueiro do meu pai, que na época fumava. Ele acendia com o isqueiro a ponta da paina e eu tentava apagar soprando. Só que... uma hora o sopro não deu conta, hahaha, e a paina começou a pegar fogo, dentro do apartamento no 3º andar! Na época tínhamos empregada doméstica, que foi rápida e apagou o fogo com um balde d'água antes que chegasse à cortina! Ufa!!!

Bicicletinha amarela
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Quando pequena (4) era muito medrosa e só andava de bicicleta com rodinhas. Uma vez na casa da minha avó, incentivada por meu tio, subi na biciletinha amarela do meu primo de mesma idade com meu vestidinho branco bordado. Meu tio prometeu me segurar, e assim fui andando, confiante... "você tá segurando né tio"... "estou..." uns metros depois me dei conta de que estava andando sozinha e o medo me venceu: perdi o equilíbrio e caí de cara numa possa de lama com vestidinho e tudo, kkk! Só fui aprender aos 8 anos, com esse mesmo primo, e mesmo assim só andava em linha reta, kkkk.

Patins ajustáveis
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Eu (5) e meu irmão ganhávamos presentes baratos e coletivos no Dia das Crianças - quando ganhávamos. Em um ano ganhamos um modelo de plástico que se ajustava para os dois. Em um dia na casa de uma tia da Capital, estávamos brincando com o "bendito" - enquanto meu irmão andava eu tentava acertá-lo com um borrifador de plantas e vice-versa. Eu uma dessas trocas, com o chão já liso de tanta água, eu escorreguei e poft! Levei um tombo feio que me rendeu 10 dias em coma no hospital e um ano de cuidados especiais.
Desisti de andar de patins? Não! Uns anos depois voltei a usar o mesmo patins no ajuste máximo e andava muuuito na adolescência. E agora, quase aos 40, comprei um roller para mim, mas aprendi tão bem a salvaguardar a cabeça que todos os meus tombos agora são sentada, kkkk!

Televisão assassina
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Meu pai sempre foi um consertador de coisas amador. Uma vez ele estava consertando uma daquelas Tvs antigas, grandes, e ela estava meio de lado sobre a mesinha. Curiosa, fui (5) fuçar para ver o que ele estava fazendo - sozinha, claro! Quando minha mãe ouviu um barulho e correu, eu, magrinha que nem um palmito, estava caída embaixo da TV, com os olhos arregalados e um filete de sangue escorrendo pelo canto da boca. "Morreu!", pensou minha mãe... desesperada tirou a tv de cima de mim e... não morri, kkkk, o filete de sangue não era uma hemorragia interna, mas um pequeno corte que fiz na boca na hora da queda. Eita!!!


Contei cinco artes memoráveis da minha infância... conta uma sua, vai!!! :D


47 comentários:

  1. Oi Bia,

    Também fui muito arteira, batia (de leve, rs) nos meus irmaos e naos outras crianças, mas tem uma cena que nao me esqueço:

    Minha mae havia comprado aquele bendito Biotônico Fontoura, quem tomava era a Patrícia e eu, os pequenos ( Gêmeos Tato e Bi) nao tomavam nao sei porque, talvez porque fossemos ridicas mesmo, rs

    Tomávamos uma colherzinha por dia e ainda bem devagar pra nao acabar, rs , um dia chegamos da escola ( Eu e a Patrícia) e o frasco do Biotônico estava vazio sobre a pia, ( Havíamos deixado cheio, rs) perguntei pra Bi, " Cadê o biotonico que estava aqui? Ela fez um sinal de que estava na barriga dela, fiquei tao irritada que rodei ela pelos cabelos na cozinha, rsrs e a Patrícia bateu no Tato, rsrs ( Ficamos iradas, apanharam por um bom motivo, tomaram tudo que era nosso, rs)

    ( Pra terminar, minha mae nunca mais comprou biotônico, rs)

    Abçs

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    1. Oi, Vanessa!
      Eu era arteira, mas nunca fui de bater em ninguém, não gostava nem de assistir brigas de rua. Brincava só de lutinha com meu irmão, mas coisa leve.
      Meninaaaa, fiquei de boca aberta com sua história, kkkk! Fiquei imaginando você rodando sua irmã pelos cabelos, kkkk! Fiquei imaginando a Rita diante disso tudo, kkk!
      Bitoônico era mesmo muito bom, meu pai sempre comprava tônicos pra mim, eu era muito magrinha e fraquinha. Agora ruim era a tal Emulsão Scoth, à base de fígado de bacalhau... #creioemdiospai... era horrível!!! E não tomasse todo dia pra ver, kkkk!
      Um abraço!

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  2. Gente do céu! Boquiaberta, estou. Como assim dez dias em coma? Como assim quase assassinada pela TV? Esses acontecimentos são todos uns malvados de terem se metido no seu caminho, guria tão quietinha.

    Meu? Eu sim era quieta. Só me lembro de ter dado com a muleta, na época de madeira, na canela de um amigo da minha idade (uns 10, eu acho) e ter ido às pressas pra casa com medo da mãe dele me pegar. Ele gemia, dizia que eu tinha quebrado a perna dele e isso me fez ficar acordada toda a noite com medo da polícia. No dia seguinte, o sujeitinho estava na rua jogando bola.

    Beijo, Bia.

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    1. Oi, Milene!!! Bom vê-la por aqui!
      kkkkkkkk, Fiquei imaginando você acordada com medo da polícia, bem típico de criança que faz arte, mesmo! kkkkk
      Imagino também sua reação quando viu o figura jogando bola no dia seguinte feliz da vida depois de deixá-la com medo uma noite inteira - acho que deu vontade de ir lá e dar outra "muletada" nele, kkkk!
      Um abraço!

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  3. Morri de rir com seus casos, imaginanei a cena do pavor que sua mãe sentiu a vê-la debaixo da TV.
    Voce foi uma criança feliz, brincou aprontou, viveu a infancia!
    bjs

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    1. Oi, Lila, é verdade. Era muito presa em casa e mesmo assim a meu modo, aproveitei a infância, tem razão, e vivia querendo crescer logo para poder aproveitar aina mais.
      Acho que não mudou muita coisa, continuo tendo fome de vida! :)
      Um abraço!

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  4. Está explicado porque a Bia é uma mulher feliz dentro de suas possibilidades. Criança feliz, igual adulto feliz com capacidade de escolhas e passos firmes.
    Eu já aprontei as minhas e nem é bom comentar (carrinho de lomba, bodoque, bicicleta...) Só vou contar uma porque você pediu, mas que não sirva como exemplo para ninguém.... Devia ter uns 7 anos de idade, se aproximava o natal e o pai resolveu pintar a casa. Sobrou um resto de tinta e eu resolvi pintar. Pintar o quê, se o pai havia pintado tudo? Aí o "diabinho" me deu a seguinte ideia: A mana tinha um gatinho.... tchimbum na lata de tinta... quando a mãe notou, o gatinho estava pendurado no varal. (gente, era um gato de verdade). Tempos nostálgicos. A pergunta que fica: O que nossas crianças terão para contar a seus descendentes, daqui a 30, 40 anos, sobre sua infância?

    Abraços.

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    1. OI, Nestor! Sempre fui muito alegre, desde criança, lá isso é verdade.
      Séééério que você "pintou" e estendeu o gato? kkkkkkk Não acredito!!! Fico imaginando a expressão da sua mãe quando viu o gato no varal... ficou em mim a pergunta que não quer calar: como você fez para pendurar o gato, usou grampo de roupa? :p
      Ainda bem que se redimiu usando a filosofia para repensar a vida, kkkk!
      Eu gostaria de ter aproveitado ainda mais, era muito reprimida, talvez por isso hoje em dia tenha tantos planos...
      Tentei criar minha filha com muita liberdade para brincar, por me preocupar justamente com sua questão: que história uma criança pode ter, se não lhe for dada a liberdade para viver sua infância? Ficará uma lacuna irreparável, acredito.
      Abração!

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  5. Nossa você era arteira sim senhora!Eu não passei nem pela metade e minhas "artes" posso chamar de "bocabertice". Uma vez, esta na quinta série, fui buscar um caderno na casa da minha amiga sem dizer pra mãe, no meio do caminho cai um tombo e cheguei ensanguentada em casa. Resultado: 10 pontos no joelho. Ahh lembrei agora, uma vez estava andando de bicicleta na rua e, vi uma amiga, me virei pra trás falando com ela e não percebi um homem na frente. Não deu em outra né, atropelei ele e se não fosse por minha amiga gritando: "SE TU XINGAR ELA TU VAI VER!" Acho que ele, como eu , se assustou com o grito e só disse: não,não...só queria saber se ela ta bem. hahaha agora eu dou risada,mas na época passei uma vergonha!

    Abraços!

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    1. Olá, Ingritt!
      Puxa, que tombo foi esse que rendeu tantos pontos??? Apesar das minhas peraltices não me quebrei nem levei pontos na infância.
      hahaha, Ri muito com a história do atropelamento. Sorte sua que tinha uma amiga protetora por perto, hahahaha!!! Lembri que já adolescente estava andando de bicicleta e fui tentar arrumar o pára-lamas da frente, que estava um pouco torto, com o pé e a bicicleta em movimento. Conclusão, o pé travou a roda e a parte de trás subiu, fiquei perpendcular ao chão!!!! Pra minha sorte a bicicleta voltou para o chão... quase atropelei a mim mesma, kkkk. Levei o maior susto!
      Um abraço!

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  6. Olá, bom tudo, para você. Bia
    Neste dia de sábado, doado-nos graciosamente pelo Criador, estou cá, com o sentimento de amizade, respeito e alegria, à saudar-te.
    Viva, o dom da Vida.
    Um abraço.

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  7. Olá, Bom dia, Biaaa
    Comigo, tudo bem!Tu?
    ...fiquei aqui , pensando e pensando , mas fico devendo, não tenho nenhuma lembrança desse tipo, sempre fui uma criança quieta...\lol/
    sim,adorei seus "causos" e já tens meus "aplausos" e que a mesmice não seja jamais abençoada... como mesmo depois de corrigida, voltava à "aprontar" , tu tinhas todas as características de uma criança hiperativa ou seja , não conseguia controlar os impulsos, já "nasceu assim”...( pelo menos foi o que aprendi , quando a Bianca ainda era criancinha e aprontava ... não podia ficar sozinha por um instante que acabava se envolvendo em situações, tais como as suas, inusitadas.E essa "sua", a da televisão, que susto , hein? )... a criança arteira, de acordo com a psicóloga, tem atitudes comportamentais e quando corrigidas não voltavam a fazer tão cedo e pelo jeito, tu voltava com tudo e mais um pouco...
    Obrigado pelo carinho, belo final de semana, beijos!

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    1. Olá, Felis! Eu estou indo.
      Bianca, é sua irmã? Filha?
      Sim, meus pais hoje em dia reconhecem que eu não merecia ter apanhado tanto. Primeiro porque não era uma criança maldosa, segundo porque não adiantava, kkk e terceiro por observarem que consegui ensinar minha filha radicalizando pouquíssimas vezes... mas convenhamos, ela não foi tão arteira, kkkk.
      Interessante sua explicação sob a ótica da psicóloga. Hoje, com os conhecimentos que tenho sobre o assunto, de fato acredito que era hiperativa. Aliás, sou até hoje, mas aprendi recentemente a importância de tentar refrear o ritmo, estimular a paciência e controlar a velocidade dos pensamentos. O hiperativo tem duas vertentes: um tipo que permanece ativo e sempre inventando alguma coisa, criando - meu caso, sempre digo que ao meu lado não há marasmo, kkk, todo dia é um novo dia - e outro tipo que fica estagnado, entediado, sem saber o que fazer com sua criatividade. Acredito que a criatividade canalizada pelos interesses é o que pode trazer equilíbrio ao hiperativo.
      Obrigada pela partilha do conhecimento, me fez pensar, criança quieta, hahaha. lol
      Abraço, ótima semana!

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  8. Que menina sapeca-rsrs
    Essa de ter ficado em coma por 10 dias foi assustador. Coitada da sua mãe. Que sufoco!!!
    Aliás, a maioria de suas sapequices foram perigosíssimas. Espero que sua filha não tenha feito você passar por sustos similares-rs.
    Fui uma criança tranquila, com poucas peraltices e nada marcante. Lembro-me de duas, no momento. Em uma, acabei quebrando o vidro da cristaleira da minha mãe com o joelho. Nossa, como minha mãe era brava. Já viu, né? rsrs Em uma outra, cismei de subir 'de costas' num caminhão que estava estacionado na rua dos fundos de nossa casa. Coloquei o pé no pneu e fui tentando subir escorando com o braço. Quando já estava na carroceria, minha mão não deu conta de segurar e meu corpo girou repentinamente, levando meu rosto a bater do lado que eu ainda estava segurando. Resultado: bati com a testa num parafuso, bem próximo ao olho direito. O sangue jorrava e minha mãe quase enlouqueceu. Saiu correndo comigo para a farmácia de um farmacêutico parente dela (naquela época os farmacêuticos eram quase médicos) e ele disse que eu precisaria levar pontos. Diante da aflição da minha mãe, ele mesmo resolveu o problema. Até hoje tenho a marca, mas que acabou ficando meio escondida pela sobrancelha.
    E falando em mãe, Bia, hoje acordei chorando e estou à flor da pele. Mencioná-la, agora, me deixou ainda pior.

    Adorei a ideia da sua postagem. Bem divertido relembrar as sapequices da infância.

    Ótimo final de semana.

    Beijo.

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    1. Oi, Vera!
      Pois é, a queda foi triste. Lembro-me quando entrei em coma, e me vi cegando, e quando voltei do coma, e tive a primeira visão do hospital. Minha filha é abençoada, kkk, o único susto grande que me deu foi ter caído de uma balança - parada - e também batido feio a cabeça aos 5 anos, por sorte minha mãe me ligou, a levei rapidamente ao hospital e conseguimos atendimento antes do coma.
      Nossa, minha mãe tinha uma cristaleira enorme, dava uma trabalheira danada para limpar, nem quero imaginar o que seria a briga se eu quebrasse um vidro, hahaha.
      Agora, a cena do parafuso deve ter sido pavorosa, mas também, que ideia você teve, hahaha. Minha avó também tinha um farmacêutico de confiança muito conhecido no centro da cidade e sempre recorria à ele, com seus unguentos e pílulas manipuladas.
      Só fiquei um pouco triste no parágrafo em que a saudade da mãe estava à flor da pele... Sinto muito mesmo, Vera, a perda ainda é recente e eu gostaria muito de poder te dar um abraço!
      Se cuide!

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    2. Oi Bia,
      Passei para ler sua resposta e aproveito para agradecer o seu carinho. Senti-me abraçada.
      Beijo.

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  9. Boa tarde Bia rsrs
    muito bela a postagem..
    e quem de nós não fez essas não é rsrs
    lembro que uma vez o branquelo aqui foi andar de carrinho de lomba.. o problema é que a gente jogava agua na terra vermelha rss virava lama..
    cheguei em casa vermelho srrs
    minha mãe quase teve um troço.. logo ela que é meio doente por limpeza rsrs
    já viu né..
    eu não fiz muitas coisas.. mas meu irmão.. quando pequeno.. levou choque por morder o fio do radio.. derrubou uma tv tb aquelas de tubo como ai na foto srrs
    mas não caiu no rapaz srrs
    é bom sermos ativos.. quanto ao fogo ai srrs
    eu não mexo mais em luz.. quase dei fogo na casa tb rsrs
    fui mexer nos livros de eletricista do meu pai.. que era aqueles amadores tb.. deu curto em tudo srr
    eu fora.. melhor no meu canto a luz de velas
    abração e um lindo dia a vc Bia

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    1. Oi, Samuel!
      Kkkk, fiquei imaginado você chegando todo vermelho de barro em casa, kkkk!!!! Sua mãe deve ter pensado que era sangue.. e ainda mais sendo doente por limpeza. Minha mãe também era e eu aprendi a andar igual um biscuit, sempre impecável. Até quando brincava na areia saía limpa, kkk. Acho que é por isso que hoje em dia gosto sim de limpeza, mas não gosto de nada muito certinho ao que diz respeito à aparência, aos gestos, prefiro a espontaneidade.
      Gente, incendários é para os fracos... seu irmão mordendo o fio do rádio, kkkk, você dando uma de eletricista, e pelo jeito nem seguiu a profissão, kkkk....
      tenho rido muito com as histórias aqui. "Melhor no meu canto a luz de velas" kkk, essa é boa.
      Um abraço!

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  10. Bia, como você era e é arteira.kkkk, talvez porque morava em apartamento, eu criei solta numa cidade do interior e minhas artes eram saudáveis.
    Lembro de uma arte perigosa. Meu tio( que me criou) naquela época era lixeiro e catava sucatas com uma carrocinha e as sucatas as colocavam dentro de sacos de estopa e tinha uma linda égua e um belo cavalo.
    Uma vez estava brincando sozinha no quintal onde havia os papelões, riscando fósforos uma hora caiu o palito e começou a pegar fogo nos papelões. Corri para frente de casa e fiquei quieta. Um vizinho viu a fumaça e perguntou o que era, eu não disse nada. Foi uma loucura: todo mundo com baldes e mangueiras de águas para apagar o fogo, soltaram o cavalo. Foi uma loucura, tinha 6 anos.
    Pensei que fosse apanhar, pois minha tia trabalhava de cozinheira até à noite, era ela muito brava e quando soube do ocorrido veio correndo pra casa, aí pensei: Dorli prepara o lombo.kkk. Mas o pensar que eu poderia morrer queimada me encheram de beijos e aproveitei pedi uns doces do bar da frente. Sempre malandra até hoje. Muito mimo.
    Beijos
    Mundo dos Inocentes

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    1. Oi, Dorli!
      Eu acho que você tem toda razão, Dorli, acredito que o fato de ter sido criada presa, limitando minhas possibilidades exploratórias, agravou bastante minha tendência para artes, hahhaa. Tenho espírito livre, gosto que as pessoas que estão ao meu lado se sintam livres - companheiras, cúmplices, mas não gosto de controlar ninguém - e ficar presa colaborou para minhas peripécias.
      Meninaaaa, minha filha estava comigo lendo as histórias agora à pouco no sofá, hahahaha, rimos muito da sua história, principalmente quando diz "soltaram o cavalo", kkk, tadinho, imagina o susto que ele levou! E quando você diz, "Dorli prepara o lombo", kkk, sei bem o que é pensar assim!
      Ainda bem que você ainda se saiu bem, ganhou até uns docinhos... esperta e sortuda. Eu nunca ganhei docinhos depois de uma arte, kkkkk!
      Um abraço!

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  11. Fartei-me de rir com seus casos. Lembro que quando eramos criança, íamos dando com a minha mãe em doida. Pouco depois da minha avó morrer (era ela que tomava conta de nós, enquanto os pais trabalhavam) minha mãe não podia pagar uma ama. Então nos deixava os três, eu com 5 anos, minha irmã com 42 meses e meu irmão com 30 meses, todos fechados num quarto do velho barracão de madeira onde morávamos. O quarto não tinha chave, minha mãe o fechava por fora com um daqueles fechos de correr. Acontece que a porta era feita com tábuas finas que vergavam quando nós puxávamos. Então, eu e minha irmã puxávamos a porta bem no fundinho com todas as nossas forças e o meu irmão, por ser o mais pequeno e magrinho, passava pelo buraco. Do lado de fora ele punha um banco junto à porta e abria o fecho. Depois era aquela zorra, mexíamos em tudo pintávamos a manta. Quando estava quase na hora do almoço, íamos para dentro do quarto, o meu irmão corria o fecho, arrumava o banco, e passava pelo buraco que nós já estávamos a puxar a porta.Quando os pais chegavam para almoçar, ficavam espantados com o caos em que viam a barraca, e nós os três que nem anjinhos fechados no quarto.
    Isto durou até ao dia em que os pais chegaram mais cedo do que o previsto e encontraram o meu irmão entalado na porta, pois eu e a minha irmã deixámos de a puxar quando sentimos a porta da rua abrir.
    Um abraço e bom fim de semana

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    1. Oi, Elvira! Que história, menina!
      Fiquei aqui imaginando que só Deus mesmo para cuidar de anjos sozinhos em tão pouca idade. A necessidade fazia a ocasião, não?
      Criança é um bichinho danado, mesmo em condições difíceis dá um jeito de fazer as coisas a seu modo! Talvez por isso digam que nunca podemos perder o espírito infantil! hahaha
      Imagino a expresão dos seus pais quando os pegaram no flagra, hahaha!
      Pelo menos tiveram da infância boas histórias para contar!
      Um abraço!

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  12. Oi Bia

    puxa vida a história do coma foi sinistra. Como as mães sofrem!

    Até nas suas artes se pressente a sua meiguice.

    Eu também era como você, arteira não, curiosa. E já contei alguma das minhas "curiosidades" em um post, se lembra?

    Beijos

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    1. Oi, Van!
      Ser mãe é um ofício exigente. Minha mãe é do tipo que se apavora com esses "lances infantis", tadinha, dei pano pra manga!
      Isso, somos curiosas, hahaha... li algumas coisas sobre sua infância sim, ao que me lembre, mais livre, mais criada solta perto da natureza. :)
      Um abraço!

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  13. Bia,

    Menina, você foi uma criança normal.kkk Arteira? De jeito nenhum. kkkk
    Lembro desse batom. Também, você bebeu quase tudo de uma vez.
    Como sou jovem há mais tempo que você., rs, não lembro de muita coisa, mas eu fui danadinha também.
    São doces lembranças de um tempo maravilhoso.
    Uma linda semana! Beijos.

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    1. Oi, Lucinha!
      Ah, eu estou adorando isso aqui, contei minhas artes e sou chamada de curiosa, meiga, normal, hahaha, que bom!
      Sempre que eu via minha filha com um batom rollon eu dizia "não vai comer ele inteiro que nem a mãe fez", kkkk!
      Sempre pensei na infância como um tempo em que eu queria ter aproveitado mais, mas pensando bem, eu é que sempre quero ir além, hahaha.
      Um abraço!

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  14. Boa tarde Bia, adorei ler as suas histórias que me fizeram sorrir! Imagino que seus pais não sorrissem assim não, mas criança é assim mesmo e já tenho saudades das coisas engraçadas que meus filhos faziam!
    Eu como na infância vivi numa pequena aldeia, sou do tempo de brincar na rua! Adorava correr e saltar!
    Um dia, com seis anos apenas, propus a uma prima minha de sete (que entretanto já faleceu), fazermos uma corrida por uma ladeira muito inclinada!
    Eu era mesmo desastrada e não media o perigo!
    Desatei a correr pela ladeira de pedra redonda e lisa, desequilibrei-me em pleno "voo" e fui aterrar junto a um portão ao fundo da descida, como se fosse uma avioneta em pleno aeroporto!
    Fiquei com a cara arranhada e levaram-me em braços para casa!
    Minha mãe pegou um susto! Toda eu era sangue! No entanto não foi nada de grave!
    Depois desta fase tornei-me sossegada e levei uma adolescência bem metida comigo própria e estudos, etc. Lembrei agora será que tenho pânico de avião, por causa daquela aterragem;))?
    Tenho mais coisas do género, sempre a ficar ferida;)), mas graças a Deus sem gravidade!
    Beijinhos e excelente final de domingo!
    (Boas noticias por aí;))
    Ailime

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    1. Oi, Ailime!
      Ontem após a votação eu estava contando para minha mãe sobre esse post, tinha travessura que ela nem lembrava, como a da paina, kkkk... hoje são fatos que viram motivo de risada.
      Deve ser mágico crescer em uma aldeia. :)
      Nossa, fiquei imaginando você "rolando" literalmente ladeira abaixo, kkk, que doooor!!! Tornou-se sossegada na marra, hein? hahaha
      Eu gostaria de ter estudado mais na adolescência, mas nunca é tarde para modificarmos aquilo onde achamos que deixamos a desejar.
      Eu me feri poucas vezes, minhas artes eram mais "cerebrais" do que "físicas", kkkk"
      Um abraço!

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    2. Boa noite Bia, voltei de novo aqui e já sorri;))!
      Arrancaram-me das minhas raízes, aos treze anos, para vir para a cidade e foi muito violento!
      Foi um período muito mau da minha vida que nem quero lembrar!
      Então lia muito, ouvia radio e estudava! Tempos que já lã vão!
      Eu era muito envergonhada e então ficava em casa! Em criança era muito inconsciente e fazia tudo no ar;))! No entanto era boa aluna, nem sei como e adorava estudar!
      Tive pena de não ter podido tirar meu curso superior! Ainda fiz curso médio, mas desisti e comecei a trabalhar numa empresa onde estive muitooooooos anos;))!
      Agora já me encontro de férias prolongadas, como costumo dizer, mas não gosto;))!
      Beijinhos e tudo de bom! E muito obrigada por me aturar;))!
      Ailime

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  15. Que loucura! Você era da pá virada, como diziam no interior (kkkkk). Coitada de sua mãe, quantos sustos lhe deu. O pior, sem dúvida, foi ver uma filha em coma. Nossa!
    Fui menina tímida e minha mãe era muito brava. Não tenho lembranças marcantes da infância. Brincava na rua, jogava bola de gude. Nada que merecesse ser mencionado (rss). Grande beijo, arteira!!!!!

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    1. Oi, Marilene!
      Tem razão, acho que o do coma foi o pior lance... lembro-me até hoje quando minha filha caiu e quase entrou em coma, ela sem manter o olhar fixo em nada, nossa, foi horrível, um dos piores dias da minha vida. Ainda bem que acabou tudo bem e saímos no mesmo dia do hospital.
      Bola de gude, está aí algo que eu ainda aprenderei a jogar... você era quietinha, mas pelo que me contou Vera, ela nem tanto, kkkk!
      Um abraço!

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  16. Bia,

    Acho que voce era eu uns 10 anos mais tarde (vc deve ser mais nova do que eu isso ou mais). Até hoje não sei como jamais quebrei um ossinho sequer (na verdade quebrei sim um, 3x, mas ninguem nunca viu pq não dava para engessar).

    Uma das maiores travessuras foi quando o "tédio" tomou conta de mim numa festa de aniversario. Eu tinha 5 anos. Num salão vazio, estava eu + uma tomada + um grampo. Então... fui ver no que dava. Acabei com a festa chata. Fui parar no hospital. Ao chegar em casa, minha mãe veio correndo para o portão e eu com a carinha mais lavadinha da vida mostrei as 2 palmas das mãos bem pretinhas. Talvez seja por isso que minhas palmas sejam tão marcadinhas. Quem sabe o choque elétrico me ajudou a ser mais eletrica, a pensar e falar mais ligeiro, a viver de bananeiras pós comer... sei lá... Mas não tentem fazer o mesmo, eu tive sorte, é porque gosto muito de gatos e eles tem 7 vidas...

    Beijinhos

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    1. Oi, Sissym!
      Quebrou o mesmo ossinho 3x, como assim? kkkk... seria do dedo?
      Gente, ler sua história me fez lembrar que meu irmão uma vez também enfiou um grampo na tomada, kkkkk... deu um estouro mas ele não chegou a ficar com a mão pretinha. Esses tempos meu tio, bem experiente em eletrônica, levou um mega choque que quase o matou... assuntos de eletricidade são tenebrosos!
      Meu irmão era aquele tipo quietinho, obediente, mas às vezes tinha cada ideia... e sempre se saía bem o danado, raramente apanhava! :p
      Ainda bem que você tem 7 vidas como gatos. Minha vó levava choques no cérebro para não ter enxaquecas, quem sabe o choque não foi terapêutico? hahaha... Coitada da sua mãe, isso sim!
      Abraços!!!

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    2. Nós duas já trocamos estas experiencias cientificas: eu e seu irmão somos a dupla eletrica! kkkkkkkk Eu raramente apanhava, parecia uma santinha, e tinha pulgas no corpo, não sabia ficar quieta. O tal osso... de tanto me jogar ao sentar, machuquei o cóccix várias vezes, até o dia que não conseguia mais sentar, então aprendi a ser uma lady, ahhh, e ele, claro, o mindinho tambem, afinal, portas e cadeiras andam e atacam os pés dos apressadinhos.

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    3. Sissym, quebrou o cóccix???? kkkkkk... não é à toa que disse que não podia mais sentar e ninguém podia ver onde era!!! Aprendeu a sentar como dama na marra, kkkk! E além de tudo emgabelava todo mundo com o ar de santinha! 0:) Revelações surpreendentes, kkk!
      Beijo!

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  17. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ah, que delícia!!!
    Posso me considerar uma anjinha bem comportadinha perto de vc!
    Qdo tinha meus 6 anos, acho, ou menos, sou péssima pra datas, queria aprender a andar de bicicleta. E nunca tive uma. Então peguei da amiguinha e fui andando, tudo sem rodinha... na beirada da calçada, colocando o pé na calçada de vez em quando pra não cair. E caía! Esfolava todo o joelho, ralava mesmo. Minha mãe passava merthiolate, aquele maldito, e mal o machucado sarava lá estava eu em cima da bicicleta da amiga. Caía de novo... o machucado antigo dava lugar ao joelho ralado de novo. Qdo começava a cicatrizar, formava pus e parecia um queijo derretido. O processo se repetiu várias vezes, mas aprendi a andar sozinha! Sem nunca ter bicicleta! Teimosa eu! Ainda tenho cicatriz nos joelhos... rsrsrs
    Boa semana! Beijos

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    1. Olá, Clara!
      Temos algo em comum, também sou péssima para datas! :p
      Ler seu relato do joelho ralado me fez lembrar uma vez que esfolei o joelho no carpete do quarto (naquela época se usava carpete, salvem-se os narizes com rinite) e não cuidei direito. Além de ficar igual o seu, com o "queijo derretido", kkkk, #quenojento, ainda peguei escarlatina, uma doença de pele, pela ferida. E olha que eu era super cuidadosa...
      Minha cicatriz é quase imperceptível, mas apareceu por anos, kkkk
      E não, você não era teimosa, era guerreira!!! ;)
      Um abraço!

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  18. OI BIA!
    ADOREI TUAS ARTES, ME LEMBRASTE AS ARTES DA MINHA FILHA, ERAM ASSIM COMO AS TUAS, SÓ POR SER ARTEIRA MESMO.
    UMA ARTE MINHA?
    BOM, COM 6 OU 7 ANOS, NUM DOMINGO, ME ARRUMEI PARA IR A MISSA QUE ERA A NOITE E COMO NÃO ENCONTRAVA MEUS SAPATOS, PEGUEI UMA VELA ACENDI E FUI PROCURAR EMBAIXO DA CAMA DE MEUS PAIS, NÃO DEU OUTRA, COLOQUEI FOGO NA CAMA E ALÉM DISSO FIQUEI TENTANDO APAGAR SOZINHA, QUANDO MEU PAI ENTROU NO QUARTO A CAMA JÁ ESTAVA TODA EM CHAMAS, IMAGINA SÓ, FIQUEI DE CASTIGO POR UMA SEMANA SEM BRINCAR NO PÁTIO E MEUS PAIS TENDO DE COMPRAR OUTRA CAMA. RSRSRSR
    ABRÇS AMIGA.
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Zilani!
      Kkkkkkkkk, vixi, outra incendiária!!! E dessa vez a cama se foi, ainda bem que foi só a cama! Eu brinco mas tenho pavor de incêndio, sempre acho que a casa vai estar pegando fogo quando eu voltar, que coisa!
      Penso que os pais não estão de todo errado quando punem os filhos com castigos, tirando-lhe uma coisa que gostam, sem precisar bater, mas punindo. Hoje em dia as crianças não sofrem mais nenhum tipo de punição e com isso não aprendem a respeitar nem a valorizar o que tem, infelizmente.
      Ainda que eu tenha levado minhas "lambadas" sei que foi melhor do que se eu tivesse crescido arrogante, sem dar valor para nada, sem limites.
      Um abraço!

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  19. Olá! Eu também fui e ainda sou muito arteiro, mas desconfio que não posso descrever minhas peraltices rs abraços

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    1. Vixi, deu medo agora, Ives, kkkk. Um abraço!

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  20. Arteirices de montão,heim, Bia? Ri muito das tuas peripécias.
    As boas lembranças que deixaram contam essa história amorosa de tempos atrás :)
    Quem não se meteu em enrascadas na infância, não provou das gostosuras desta fase.

    Bjkas,e boa semana.
    Calu

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    1. Oi, Calu!
      Acredito que todos temos enrascadas para lembrar, hahaha. Até hoje tenho minhas trapalhadas, hahaha.
      Interessante, ler o que escreveu me fez pensar que hoje tenho muito mais facilidade para ri das minhas trapalhadas do que na infância ou adolescência, o que considero muito positivo. :)
      Abraço!

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  21. Tu era uma peste, hein, Bia? hahaha Eu nunca fui muito arteiro, a única vez que fiz besteira foi quando fiquei pulando na cama dos meus pais e acabei batendo com a cabeça na quina da cabeceira e abri a cabeça. rs bjssss

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    1. Oi, Sérgio! Que dor, hein, abrir a cabeça! Uma vez estávamos brincando nos beliches (eu e meu irmão dormíamos em um) e pulando, quebramos a cama de cima, kkkk! Mas a cabeça ficou intecta! o/
      Um abraço!

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  22. Doces lembranças Bia! Como são deliciosos os momentos que podemos lembrar de fatos que marcaram nossas vidas. Um beijo no seu coração.

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    1. É verdade, PC, lembranças boas que nos fazem gostar de ter um passado, mesmo que na hora os fatos não tenham sido tão bem recebidos, hahaha. Um abaço!

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