domingo, 9 de novembro de 2014

Parte 2 das filosofias distintas

*Essa postagem surgiu a partir da anterior. ---> aqui. Após esse post pretendo passar um tempo com temas mais rasos.

Eu gostaria de dar aulas de Filosofia. No início do ano perdi o prazo para essa disciplina no PSS do Estado e esse ano perdi o prazo para novas inscrições. :p Fico imaginando que poderia encontrar, no futuro, dois tipos de aluno. Um falaria:
- Professora, obrigada por me ajudar a refletir, observar-me, perceber quem sou e o que é importante para mim. Hoje sou mais feliz. - e outro falaria:
- Professora, por que me levou à luz do conhecimento interior? Por que me levou a refletir sobre mim e sobre o mundo, quando eu era feliz na ignorância?
Ossos do ofício.


imagem daqui


Penso sobre inocência, ingenuidade... sobre as ferramentas que se pode usar para conservá-las. Já contei que procuro não ver filmes ou noticiários violentos ou participar de relatos detalhados de histórias tristes, não buscar o que me poderia ferir --->  proteção. Hoje vejo que minhas barreiras defensivas não caíram, e sim foram transformadas. Tornaram-se suavidade... e ainda assim refletem realidades que procuro não contemplar, caso contrário, não seriam necessárias tais estratégias. I know.

Para quem pensa, não é possível fugir dos fatos, eles estão ali. O não pensar dos pássaros pode ser sábio em sua capacidade de seguir em frente com alegria, mas o não pensar humano não provoca as transformações que permitem ao adulto permanecer na ponta do pêlo do coelho.Talvez  a combinação de ambos seja a estratégia que permite a conservação de alguma ingenuidade (complementares) ou permanecer somente em um dos dois pontos distintos (contraditórios). Ficar no meio, nesse caso, parece-me o ponto menos apropriado.

Desde que iniciei esses dois instigantes livros (dos 5 que leio momento, kkkkk) fiquei me perguntando então se essa não seria uma ingenuidade artificial. Talvez sim no sentido de artifício, jamais no sentido de falsidade, hipocrisia, visto que a consciência permanece. É uma escolha, em muitos momentos difícil de sustentar, visto que a realidade costuma ser fria e crua, sem um limãozinho ou azeite de oliva para temperar.

O que é de nossa responsabilidade precisamos resolver, mas o que não podemos, serve somente para poluir alma, sentimentos e  ideias. Conservar ou resgatar uma pitada de ingenuidade permite que não nos tornemos medíocres em tempos que sobrevivem de banalidades.

Carpe Diem!


Filme O mundo de Sofia parte 1 ---> aqui
Filme O mundo de Sofia parte 2 ---> aqui
Livro "O mundo de Sofia" Pdf  ---> aqui
Livro "Armadilhas da Mente" Pdf ---> aqui

40 comentários:

  1. Olá, Bia.

    Ser ou não ser, ter ou não ter, saber ou não saber, pensar ou não pensar... Dilemas hamletianos nos assaltam a todo instante, materialidade e espiritualidade numa diuturna peleja. Resolver nossa equação existencial, cabe num: "Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia".

    Um abração e uma boa semana.

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    1. Olá, Apon!!! Hamlet!!! Siiiim, esse foi o livro de Shakespeare que li e gostei... tentei tanto lembrar esses dias... lembrei de MacBeth, mas era Hamlet que estava na ponta língua, kkk!
      Essa citação cabe muito bem porque mostra o transcende nossa capacidade de agir/transformar, por maior que seja nossa boa vontade e disposição.
      Um abraço!

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  2. Boa tarde Bia..

    meu primo é formado em matemática e filosofia..
    acho que a filosofia nos passa muita coisa..
    mas temos que ter a nossa própria filosofia pois somos livres pensadores..
    podemos ter ideias tão brilhantes quanto estes genios tiveram.. mas para tal precisamos nos desligar de muita coisa que nos cerca e nos rouba tal vitalidade..
    não fiz faculdade pois quero apenas um diploma.. o diploma da vida.. neste espero ser aprovado..
    abração e até sempre

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    1. Olá, Samuel!
      Por um bom tempo acreditei que filosofia era a luz da emoção, e descobri, no complemento do meu curso superior, que a filosofia é a luz da razão. Então passei a compreender porque há tantas pessoas que cursam matemática e filosofia.
      Vitalidade... sim, palavra ótima para resumir o que eu quis passar. Essa escolha por uma visão um pouco mais poética sobre a vida tenho certeza, está ligada à uma vitalidade que transparece no olhar, no sorriso. Vejo muitas pessoas cheias de vida que hoje passam tão pouca vitalidade...
      Tem razão em perseguir excelência no seu diploma da vida, Há quem tenha inúmeros títulos e graus e na vida, parecem estar ainda no jardim de infância.
      Abraço!

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  3. Tuas reflexões são legais de ler e acompanhar e darias uma ótima professora de Filosofia! Vai fundo! bjs,chica e linda semana!

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    1. Oi, Chica!
      Obrigada pelo carinho e incentivo, um abraço!

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  4. Não é possível fugir dos fatos, mas sabemos que não podemos mudar os fatos, aqueles que não estão ao nosso alcance. A ingenuidade nesse caso é até oportuna. A ignorância de algumas informações também.
    Não gosto de ficar me cercando de informações tristes e destrutivas. Sei que existem e sempre existirão, mas tbm posso cuidar daqui do meu pedaço e não deixar que fatos destrutivos atinjam minha vida e dos meus.
    Filosofia é uma disciplina complicada, mas lindíssima.
    Boa semana, beijos!

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    1. Olá, Clara, tem razão. Seu s escritos resumem bem como sinto e penso. Já diz o ditado, "o que os olhos não veem, o coração não sente". Já fui criticada por agir assim, julgada como uma pessoa que foge à realidade, mas isso não reflete à verdade. Sei exatamente qual é o mundo que me cerca. E como bem lembrou, afetados pelo que não é bom, acabamos por repercutir a tristeza e mau humor nos que nos cercam, e isso não é bom.
      Um abraço!

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  5. Olá Bia,

    Lis as duas postagens seguidamente, por isso não me ative à análise das questões postas na publicação anterior.
    Nunca gostei de filosofia, talvez porque não tive professores que me conquistaram nessa disciplina. Era pura 'decoreba' para as provas-rsrs. Pelos seus devaneios percebe-se que se você fosse professora da matéria seria uma excelente professora, pois se preocuparia em fazer o aluno ir em busca de respostas importantes para seu autoconhecimento. A prática de se conhecer melhor traz inúmeros benefícios para as pessoas, notadamente quando iniciada mais cedo. Penso que quem não pensa age por instinto, o que não faz o perfil do ser humano. Pensar, raciocinar, buscar respostas, são passos para o progresso e evolução. Pensar demais já é outra coisa-rsrs. A filosofia é muito racional, embora signifique 'amor à sabedoria'. Deixo portanto a filosofia para os filósofos, pensantes por natureza-rsrs.
    Não sei como você consegue ler cinco livros ao mesmo tempo, principalmente sendo dois de conteúdo exigente-rsrs.

    Ótima semana.

    Beijo.

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    1. Olá, Vera!
      Tive um professor que ensinava filosofia como os seus, teoricamente apenas, e tive uma professora fantástica, Nicinha... a aula dela passava voando.
      Concordo contigo, penso que a filosofia é o exercício do autoconhecimento. Teorias e pensadores são importantes para nortear o estudo, mas o fascinante me parece o ensino da disciplina na prática, precisando para isso não só explicar, mas ouvir o aluno, adotar uma postura de confiança, abertura... penso que é difícil o ensino para adolescentes e a filosofia, com essa abertura, seria mais fácil e gostoso de ministrar. Grande parte das revoltas dos adolescentes está no fato de que sentem que não são ouvidos de fato.
      Estou contigo... pensar demais é péssimo, kkkk. Já me perdi muito em excesso de pensamentos, até hoje ainda escorrego vez por outra nesse trubilhão, deduções consecutivas, nem sempre boas, nao é bom, faz com que se sofra desnecessariamente. Hoje em dia quando percebo estar entrando numa dessas "piras" procuro um meio de me retomar rapidinho.
      Começo vários livros porque depende do dia, tenho vontade de ler esse ou aquele... Armadilhas da mente é mais tranquilo, já O mundo de Sofia é denso, 900 páginas, certamente levarei muuuito tempo para terminar, kkkk.
      Abraços!!

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  6. Resolver (ou tentar) o que é de nossa responsabilidade não nos isenta de estar atentos ao que envolve os demais. Fugir da realidade não a apaga e sequer a cobre de sombras. Somos seres pensantes e é graças a isso que podemos usar de criatividade para vencer limites e alcançar nosso "infinito" desconhecido. Creio que não podemos alimentar a ingenuidade, salvo nas coisas do coração, já que sentimentos nos tornam frágeis (rss). Bjs.

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    1. Olá, Marilene, como vai?
      Gostei muito de expôr suas ideias, visto que de alguma forma, são contrárias às minhas, o que me possibilita pensar sobre o ponto de vista do outro.
      Com certeza arcar com as próprias responsabilidades não isenta outras. Tenho uma consciência a cada dia mais apurada e ciente do que acontece ao redor, inclusive em relação às coisas que impactam em minha vida. Fato.
      A criatividade é o melhor instrumento que temos à mão para dar asas à capacidade de buscar estratégias, resolver problemas... mas particularmente, não consigo ser criativa quando não estou alegre, e minha alegria está diretamente ligada à conservação de alguma ingenuidade.
      Minha teoria, baseada em prática, é justamente a de que é possível alimentar conscientemente a ingenuidade, com alguns ajustes de pensamentos e focos. Por exemplo, uma visão positiva tende a ser um pouco ingênua. Contemplar a natureza ajuda. Porém, tenho consciência de que cada ser humano funciona de uma forma e não posso afirmar que minhas estratégias funcionem com outras pessoas, hahaha. Posso afirmar que funcionam comigo para conservar minha vitalidade, o que não exclui a possibilidade de que outros a alimentem de outras formas.
      Obrigada por me levar a pensar ainda mais...
      Abraços!

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  7. Olá,Boa noite, Bia
    Vou bem,sim!
    pura verdade, a ignorância nos deixa feliz, pois "Não pensar tem seus privilégios: cada dia é um novo show" e assim, pensar não ajuda em nada, pelo contrário, só atrapalha. às vezes, nos transforma em pessoas ainda mais confusas, afinal, ser bem-ajustada em um mundo confuso pode bem ser indicativo de nossa própria confusão ... eu creio que a inocência , ingenuidade, tem que ser de um grau que não nos deixe apartados da vida, o verdadeiro estado de ignorar alguns próprios pensamentos - a rigidez das regras pré-estabelecidas, dependência de roteiros ou protocolos conhecidos- para assim estarmos dispostos a criar nosso próprio caminho, pois se a nossa finitude é um fato, indicamdo que não podemos perder tempo, temos que encarar a realidade , as expectativas, o alcance , sem a luz dos pensamentos relativos e das ansiedades pessoais, que nos deixam medíocres em tempos que sobrevivem de banalidades....
    Obrigado pelo carinho,bela semana,beijos!

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    1. Olá, Felis!
      "Ser bem-ajustada em um mundo confuso pode bem ser indicativo de nossa própria confusão".. interessante frase, para pensar... quando estamos certos do rumo a seguir de fato não nos enquadramos na confusão, o que nos impulsiona a seguir em frente, a querer transformar o quadro.
      Ler o que escreveu me fez pensar que ingenuidade não pode ser o mesmo que alienação. Saber o que de passa nos dá a dimensão de que somos partes integrantes do mundo. A questão é que sou tão naturalmente atenta que chegou uma época em que eu estava exausta de tanto pensar. Cheguei ao limite do excesso de perspicácia. Penso que foi nesse momento que, mudando focos e atitudes, percebi o valor de se preservar um pouco, no limite do saudável.
      E concordo que em algum momento é impossível deixar de encarar e enfrentar a realidade se não quisermos morrer em vida.
      Um abraço, obrigada pela visita e pensamentos!

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  8. Oi Bia

    A ingenuidade pressupõe a inconsciência dela.

    A linha que mantém ingênuos ou maliciosos é tênue e tem mais relação com o espiritual do que com os aprendizados ou escolhas.

    Sua pureza é perceptível, não creio que ela venha de trabalho ou empenho, é aura e personalidade.

    Beijos e desejos de uma semana na ponta dos pelos, a balançar-se ao sabor do vento e a ver bem mais longe e bonito.

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    1. Oi, Van!
      A malícia me parece uma brincadeira interessante e bem vinda quando a dois, entre quatro paredes... fora disso, no dia a dia, penso que quando alimentamos a malícia em relação à leitura das outras pessoas, corremos o risco de sermos injustos com quem não merece. Esse é um dos motivos que me fazem alimentar a ingenuidade - medo de ser cruel e injusta.
      Concordo que a espiritualidade pode ter papel preponderante nesse sentido, visto que fé e confiança são condições espirituais.
      Talvez seja de fato um traço de personalidade minha... desde sempre tenho medo de acabar em fotografias com sorrisos protocolares e olhares sem viço.
      Seu desejo de boa semana me chegou com um sorriso e que você possa também sentir a leveza da ponta do pelo do coelho.
      Um abraço!

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  9. E a gente tenta tanto fugir de algumas coisas, Bia. Mas tá tudo aqui e não tem escapatória. Há também mts pensamentos que nada acrescentam e que só servem para preocupações inúteis. Vc queria dar aula de filosofia? Acho que leva jeito, viu. Mas admito, nunca gostei dessa aula. rs bjs e boa semana.

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    1. Olá, Sérgio. É, está tudo aqui, bem debaixo dos nossos narizes, kkkkk...
      Esses pensamentos que nada acrescentam tem ocupado o mínimo espaço possível em meus dias, busco meios de distração... Mas é claro que nem sempre é possível deixá-los em segundo plano...
      Um abraço!

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  10. Internamente a razão tem a propensão natural a superar os próprios anseios. Dando passos gigantes, gigantes...! Acho a filosofia importante. O mundo de Sofia é um livro bom, faz uma síntese de todas filosofias, e no final há um encontro consigo! abraços

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    1. Olá, Ives!
      Ótimo ponto de vista sobre a razão, é verdade. A razão impulsiona a encontrar meios de superar o que nos angustia, sob a emoção as angústias tornam-se recorrentes.
      Talvez por isso, essencialmente e a cada dia sinto-me ainda mais amorosa - e claro, com algum receio disso - porém também a cada dia mais consciente de que a razão pode ser usada como companheira da emoção e não, inimiga. Um abraço!

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  11. Bia, eu adoraria assistir uma aula sua de Filosofia!
    Tive Filosofia quando estudava no Clássico, coisa já extinta nestes tempos de escolas superficiais e matérias simplificadas. Eu gostava, me interessava, às vezes não entendia nada, mas era 'cool' fingir que entendia e eu e algumas amiguinhas, metidas a intelectuais, curtíamos o fato de ter a tal matéria na grade escolar.
    Hoje, penso que adoraria estudar Filosofia na Faculdade, esta é uma matéria muito interessante e instigante.
    Por falar nisso, olha o que divulguei lá no Face hoje, nem sei a autoria, mas achei ótimo:
    Mesmo SoFrida
    Jamais me Khalo.
    um grande abraço carioca



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    1. Olá, Beth!
      Estão de fato simplificando cada vez mais as matérias, o pensar tem ficado cada vez mais de lado não pelo novo método de ensino, que é bom, mas pelo nível de exigência que vem caindo. Uma pena.
      Confesso que também fui meio cool em termos de achar que entendia de filosofia ou psicologia, kkkk... muito distante do que deveria, mas talvez um indício nosso de que gostávamos da matéria, nao?
      Não tenho mais Face do blog, mesmo assim achei muito bem bolada a frase que deixou! O "Jamais me Khalo" me parece no sentido de jamais deixar de pensar, buscar, transformar.
      Um abraço!

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  12. Bia,

    Acho que seria uma péssima professora, e péssima aluna de filosofia. Rs
    Eu também não me permito ler ou assistir notícias tristes, embora, essa é a realidade do momento.
    Lendo cinco livros? Não consigo me concentrar em mais de uma leitura. Preciso terminar um livro pra começar outro. Minha admiração por você.
    Beijos

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    1. Oi, Lucinha!
      Cada um com sua habilidade, hahaha, há quem não goste de filosofia, mas gosta de outras matérias, faz parte... sabemos da realidade, mesmo quando não olhamos para ela, não é mesmo?
      Minhas leituras seguem meu espírito no dia ou no momento, não que eu seja uma pessoa instável, ao contrário, sou bem centrada... mas meu pensamento sempre está em movimento, e as leituras múltiplas refletem essa característica.
      Agradeço o carinho...
      Um abraço!

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  13. Oi Bia,

    Sinceramente acho que todo mundo tem um pouco de filósofo dentro de si, mesmo os ignorantes por falta de oportunidades e os que se fazem ignorantes de propósito, por acharem que o caminho mais fácil é o" deixa a vida me levar".

    Teve um tempo que sofria da síndrome do pensamento acelerado, pensava tanto, mas tanto que nao conseguia dormir, nao conseguia me desligar, achava que tinha que encontrar todas as respostas da noite pro dia, mergulhei fundo dentro de mim mesma e descobri que as respostas vem com o tempo e a maturidade, assim como a compreender qual a importância da filosofia nas nossas vidas....

    Muito interessante os posts........e claro, tive que ficar um tempao pensando sobre tudo, rsrs

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    1. Oi, Vanessa!
      No livro Armadilhas da mente há um personagem, Zénão do Riso, que mostra a face dos filósofos simples, quase ignorantes, que tem também beleza singular, por ser pura e verdadeira.
      Vez por outra me pergunto se não tenho essa síndrome, que convenhamos, não ajuda em nada... não produzem respostas com mais rapidez. Há respostas que chegam com o tempo, outras que nunca chegam, outras que não conseguimos ler e outras que seria melhor nem saber, kkkk.
      Um abraço, obrigada pelo carinho!

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  14. OI BIA!
    ACHO QUE NÓS, ENQUANTO SERES HUMANOS, VIVEMOS MOMENTOS DIFERENTES, NOS QUAIS, OU NOS ARVORAMOS A TUDO SABER E OUTROS DOS QUAIS NOS ESCONDEMOS, MUITAS VEZES PARA NÃO SOFRER.
    MAS, A EVOLUÇÃO É CONSTANTE E É DELA QUE VEM NOSSOS POSICIONAMENTOS FRENTE A VIDA.
    ADORO TEUS TEXTOS, NOS LEVAS SEMPRE A BUSCAR LÁ NO FUNDINHO ALGO PARA DIZER.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Zilani!
      Achei bárbara sua conclusão sobre momentos (sentimentos) diferentes, atitudes diferentes...sintetiza bem o que penso também. Não diria que nos escondemos, porque isso seria criar uma ilusão, mas nos preservarmos de algumas coisas que não nos acrescentarão nada. Há realidades dos quais não é possível nem saudável nos isentar.
      Duro mesmo é quem se nega a evoluir, porque nesse caso, a vida não pode fazer seu movimento natural para ajudar.
      Obrigada, um abraço!

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  15. Bom dia Bia, virei logo que possa ler este seu "post" e o anterior!
    Hoje tenho uma brincadeira onde a nomeei!
    Esteja à vontade para aceitar ou não,))!
    Beijinhos,
    Ailime

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  16. Boa tarde Bia, tenho mesmo que ler o Mundo de Sofia!
    Sobre o pensar e não pensar... Se penso logo existo!
    Então gosto de pensar nas realidades da vida, se fujo delas mais dificuldade tenho em enfrentá-las e ao mesmo tempo não pensar por momentos me fará bem à alma ! Alivia, apazigua, como disse no comentário anterior!
    Mas só sei que nada sei;))!
    Agora, não desista de ser Professora de Filosofia, porque é muito desafiante e decerto vai captar a atenção dos seus alunos!
    Beijinhos,
    Ailime

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    1. Olá, Ailime!
      Conferi a brincadeira e tão logo seja possível, responderei, agradeço pela lembrança.
      Fugir da realidade não adianta, nesse caso a resolução breve diminui angústias. Falo das realidades que não podemos modificar. Para citar um exemplo clássico, sabemos do problema da fome na África e o quanto deve ser muito triste. Isso não quer dizer que eu precise parar na frente da tv pra ver cada vez que o assunto aparece, a não ser que sirva de subsídio para agir em prol dessas crianças. Caso contrário, é só disseminação da dor sem uma finalidade.
      Não é possível fugir da nossa própria realidade. Sobre a dos outros vale a pena conhecer a fundo quando podemos ajudar, de alguma forma, mesmo que seja aconchegando, incentivando.
      Assim como bem citou, momentos de não pensar podem ser muito saudáveis para reorganizar sentimentos e relaxar a mente.
      Um abraço!

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  17. Olá, querida Bia
    Tenho um pezinho nos pássaros e no coelho...
    Simbologicamente, sou um pouco dos dois: quando liberta e integrada, voo altíssimo... quando acuada e medrosa, vou pra toca...
    Mas respeito meus tempos emocionais e espirituais pra viver com maior serenidade possível...
    Tem dado certinho assim...
    O autoconhecimento me deixa ser eu mesma...
    Vc sabe o que postar para enriquecer... parabéns!!! Gosto muito de vir aqui...
    Um abençoado fim de semana!!!
    Bjm fraternal

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  18. Voltei pois não disse que meu filho é filósofo (e exerce a profissão de militar)... a filha passou no Vestibular pra fFlosofia mas não cursou (optou por outro curso)... eu estudei Filosofia na Teologia Patoral e no Normal...
    Sou tida como 'filósofa da dor' (já disse isso num post)...
    A Filosofia me encanta...
    Sem ela, teria muitos 'grilos' desnecessários...
    Bjm fraternal

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    Respostas
    1. Olá, Rosélia!
      Então somos bem parecidas... tenho receio dos tempos acuada e medrosa, dá tanto trabalho para voar de novo...
      Já não me é possível ocultar quem sou, como bem lembrou, talvez reflexo do autoconhecimento. E tento sempre melhorar, então não vejo motivos para não mostrar quem sou... por outro lado quando me mostro, parece que não sou compreendida, e isso é bom. O jeito é ter paciência.
      Olha, que curioso, uma família que gosta da Filosofia! Sem dúvida, ela traz uma visão verdadeira e ao mesmo tempo, bela, da vida.
      Um abraço, obrigada pelo carinho!

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  19. Retificando, "por outro lado quando me mostro, parece que não sou compreendida, e isso é bom" leia-se "isso não é bom". kkkk... gostar de não ser compreendida seria bem estranho, kkk. Um abraço!

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    Respostas
    1. rs... Li como certo o 'erro' seu visto que, espiritualmente falando, deveríamos 'gostar' de não sermos compreendidas pois estaríamos encaixadas nos parâmetros do agir e sentir dos seguidores de Jesus (Paulo por exemplo sentia alegria nas tribulações mas não tinha nada de masoquista, claro!!!)... Bjm e obrigada por explicar o seu bom parecer...

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  20. Oi Bia, olha achei uma coisa em comum com VC, não sou alheia aos acontecimentos trágicos, mas fico me policiando, filtrando informações, procuro não me alimentar com estas informações, pois eu não sei lhe dar com isso, eu me de primo demais, como VC mesmo disse só faz mal a alma.

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    Respostas
    1. Pois é, Gélia! Vamos nos dando conta de que observar o caos do mundo não ajuda em nosso dia a dia, nem transforma o que aconteceu de trágico. Por outro lado admiro as pessoas que, de posse do conhecimento de tragédias ou carências mundanas, mune-se de iniciativa e boa vontade e vai à luta para arranjar alguma maneira de ajudar. Um abraço!

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  21. Oi filosofa Bia,

    Acabei de ler seus escritos filosóficos I e II. Tudo o que fala sobre filosofia me brilha os olhos.
    De modo geral pode se dizer que filosofia e matemática tem tudo a ver. As duas são exatas e não permitem erros. A filosofia prima pela verdade absoluta, não como posse da verdade, mas como sua busca, já a matemática pela exatidão dos números. A diferença é que na matemática você aprende, já a filosofia não é um saber acabado, um trabalho teórico ou um conjunto de conhecimentos estabelecidos de uma vez por todas. Não existe filosofia que se possa aprender, só se pode aprender a filosofar. Isso significa que a filosofia é sobretudo uma atitude, um pensar permanente e não um saber abstrato à margem da vida. A própria etimologia "amor a sabedoria" mostra que a filosofia não é puro logos, pura razão, acima de tudo ela é a procura amorosa da verdade.
    Gostei de filosofar com seus textos.
    Abraços.

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    Respostas
    1. Olá, Nestor!
      Sei que gosta de Filosofia, e para quem gosta do assunto, toda forma de escrito pode representar um novo caminho para o pensar.
      Talvez alguns não compreendam a Filosofia justamente por não perceberem que não se trata de uma verdade acabada, mas de pequenas luzes que podemos ir acendendo à medida em que o conhecimento vai avançando. Não se trata de uma imposição de ideias, mas da abertura de suas possibilidades.
      E sim, é um conhecimento apaixonante...
      Penso que cada um tem sua própria forma de pensar, numa combinação única de conhecimentos, sentimentos, vivências...
      Minhas verdades não são necessariamente as melhores, pode ser que elas não se encaixem para o outro, e nesse sentido a flexibilidade no compreender e respeitar outros pontos de vista é primordial. Todos ganhamos!
      "Procurosa amorosa da verdade"... ótima definição. Da verdade individual de cada um. Isso é belo!
      Um abraço!

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