sábado, 22 de novembro de 2014

Tudo bem ser diferente (?) (!)

Certa vez soube que na França costumam fazer convites com horas quebradas - 21:45 hs, 8:10 hs - para que os convidados atentem para o horário e sejam pontuais. É diferente, mas funciona.



Um ano e onze meses. Após alguns reajustes foi o tempo que me determinei a esperar buscando ser razoável. Ontem uma olhada no calendário me fez perceber que se passaram um ano e sete meses - lol. Porém o tempo é um conceito com vida própria, como um elástico - flexível para ser beeem esticaaaaaado... ou de repente parece ser solto e vem como um chicote estalar em nosso traseiro, kkkk.

Pareceu flexível demais para o Bisteca enquanto ele usava um colar elizabetano para se recuperar da castração. Parece um chicote quando estamos com quem amamos e o tempo passa num piscar de olhos.

Escrever cartas é um subterfúgio para registrar sentimentos e pensamentos no tempo, como as fotos. Essa eu escrevi para minha mãe no diário que lhes contei:

clique na imagem para ler


Li para ela por telefone um dia antes do seu aniversário. Ela, que hoje me entende e ama como sou,  riu entendendo o tom bem humorado da carta e disse que queria uma cópia para emoldurar e dar de presente para a esposa do meu irmão. "Ela não entende que meu filho e neto são diferentes e por isso mesmo, especiais. Tenta enquadrá-los num mundo normal demais para suas percepções."

clique na imagem para ler
imagens mais nítidas do livro completo aqui


Todd Parr é um escritor norte-americano incrível que já vendeu milhares de exemplares de livros de com temas atuais e buscando dirimir o preconceito. Todd foi transferido para uma classe especial por não conseguir acompanhar o ritmo dos colegas e ter dificuldades para ler, e acabou tonando-se um gênio da literatura infantil... Seu estilo é leve, colorido e sua mensagem com cunho social mostra que ser diferente não é um problema, desde que você saiba como usar suas especificidades.




Admiro sua história. Sei o quanto é preciso força e coragem para ser diferente, como sei que nossa maneira de (s)(faz)er feliz é sem dúvida, especial. Certamente seus livros me ajudariam muito na infância.




Leia mais sobre Todd Parr ---> aqui.
Mais uma sugestão de presente de Natal! :)


45 comentários:

  1. Muito bom dia Bia..
    como sempre disse meu pai.. se todos fossemos iguais o mundo não teria graça..
    a pessoa que muda algo que os outros mecanizaram já esta sendo diferente.. pois é criativa.. consegue ver o que os outros não vêem..
    a vida tem muitos detalhes, coisas simples de se notar quando focamos o olhar..
    mas a modernidade insiste em tornar todo mundo igual..
    pelo menos a maioria faz as mesmas coisas ..
    ou prende-se as elas..
    outro dia vi de relance uma reportagem e o camera na rua estava focando nas pessoas.. não vi uma só sem o celular na orelha ou na mão..
    como pode né.. e o interior é esquecido..
    encontrei tb um audio maravilhoso.. já tinha lido coisas dele tempos atrás.. se chama Kryon...
    se desejar pode procurar no google por kryon portugues...
    tem vários audios e um deles falava sobre comunicação celular..
    achei formidavel o ensinamento e como tudo que leio gosto de ver se funciona.. posso dizer que tive surpresas comigo mesmo..
    bem.. um grande abraço e que sempre façamos algo diferente todo dia não é..

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    1. Oi, Samuel!
      Sim, há beleza nas diferenças. Esses dias vi uma reportagem onde falavam sobre a moda das escovas progressivas e de como as mulheres estavam todas iguais com o cabelo alisado... como era raro encontrar alguma com o cabelo volumoso ou encaracolado... as pessos tem essa tendência a parecerem iguais, talvez para se sentirem mais seguras, quando a beleza está justamente na personalidade, na singularidade.
      Como disse, a modernidade buscando tornar todos iguais...
      Kryon, não me lembro de ter ouvido falar...
      Fiquei curiosa para conhecer, ainda mais se diz que contigo funcionou... tão logo tenha um tempinho pesquisarei com certeza. Um abraço!

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  2. Que lindo post e esse bilhete à tua mãe! E que prazer poder conhecer de perto essas ótimas dicas que nos passas! Valeu! bjs, tudo de bom,chica

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    1. Olá, Chica! Foi a primeira carta que lembro ter escrito à ela, mas acho uma evolução quando aprendemos a compreender o que na juventude parecia incompreensível. Um abraço!

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  3. Que post lindo ♥ Mas acho que se tivesse lido Todd na infância eu não teria crescido tanto e não seria como sou hoje. As diferenças me fizeram perceber o quão a diversidade da vida pode ser benéfica também e trazer felicidade. Além de ser bem mais divertido fazer parte do grupo dos inconformados hehe.
    Bom final de semana, Bia!
    Beijo.

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    1. Olá, Luria!
      É verdade, tem o lado do crescimento pessoal... que certamente também ocorre de maneira diferente. Ver a ida com um olhar diferenciado a torna especial de alguma forma, e nossas lentes são emprestadas também, de alguma forma, a quem convive conosco.
      Ser divertido estar no grupo dos inconformados? Me ensina a sentir assim? :D
      Um abraço!

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  4. Oi Bia.
    Adorei o post e saber sobre Todd Parr, com certeza teria ajudado muito em minha infância também, porque se existe alguém que já sentiu e ainda sente na pele a dor do preconceito, sou eu. Mas enfim... sou mesmo diferente e já fui rejeitada por quem pensei que mais me amava, me pegou absolutamente de surpresa e até agora estou recolhendo os cacos, cacos que me cortam fundo às vezes, mas vida que segue. Segue com aqueles que aceitam e apoiam minhas diferenças e metamorfose, como minha mãe.
    Eu adoraria ganhar de Natal, hahahaha!
    Beijos querida e um bom sábado para ti.

    Nota: Eu não escrevo mais manuscritos, mas acho cartas algo fascinante, quero criar uma categoria Cartas para minha Coluna. Não vejo a hora.

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    1. Olá, Mi!
      Certamente menos pessoas sofrerão a partir do momento em que todos tomem consciência de que cada um tem seu gosto, personalidade, estilo... ainda vejo,apesar de toda a evolução, muitas pessoas julgando e condenando o outro simplesmente por ser diferente. Ninguém tem esse direito.
      Desejo que seus cacos transformem-se em pó e voando ao vento transformem-se em um brilho! Que as decepções fiquem para trás e que pela frente, só alegrias!
      Eu gosto demais de escrever no formato de cartas, leitura boa de escrever e ler.
      Um abraço!

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  5. Olá tudo bem? Hj vim fazer um convite para
    participar do sorteio de natal que o meu blog
    Cantinho Virtual da Rita está fazendo .
    Desejo sorte participe, bjuss e bom final de semana

    Abraços

    └──●► *Rita!!

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    1. Rita, obrigada pelo convite, já passei por lá! :)

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  6. Oi Bia, como é importante saber lidar com o diferente né,. O pior é quando muitas vezes, comparamos um com o outro enfatizando as qualidades do outro, querendo que o diferente seja como o outro e isso nunca funciona.
    Adorei conhecer sobre Todd Parr.
    Bjs

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    1. Oi, Lila!
      Essa talvez foi a atitude da qual falei para minha mãe na carta... sempre fui muito comparada com as outras meninas e isso não me fez bem... até hoje produz inseguranças em relação às outras, sempre me inferiorizando, que tenho que sempre estar buscando controlar... por isso raramente faço comparações das pessoas que amo. Mas sei que ela não fazia por mal, só queria que eu fizesse o mesmo que os outros, achava que era o certo.
      O certo é aquilo que nos aproxima de quem somos de fato.
      Um abraço!

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  7. O importante é
    'jamais perder a sensibilidade,
    mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma.'

    Clarice Lispector

    abç

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    1. Oi, Margoh!
      É o preço de se viver a vida com outro olhar... ser sensível traz o ônus de uns arranhões de vez em quando. Um abraço!

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  8. Bia, que encanto o trabalho de Todd. Vou perguntar a um amigo americano, que tem sobrinhas pequenas, se conhece. Sobre o tempo, ahhh Bia, ele voa tão ligeiro! Ontem minha filha fez 14 anos. Eu comprei um cartão para lhe enviar, já tem 2 meses, e nada de ir até os correios! Vc me enviou uma cartinha fofa em Julho e parece que foi mes passado. Pois é, ja ja vai ser Natal. E mais um ano se vai. De qualquer maneira, sempre estou aprendendo algo novo como o que mostrou no seu texto de hoje.

    Bom domingo, beijinhos

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    1. Oi, Sissym!
      Parabéééns, à sua filha!!! Desejo alegria e tranquilidade! Que a vida lhe mostre sempre as melhores escolhas - penso que esse é o maior desejo que podemos oferecer aos jovens. A minha está moça já, penso que os filhos são o consistente reflexo da passagem do tempo.
      Fique tranquila em relação ao cartão, envie quando você puder ... nesse caso as datas são o que menos importa. Receber carinho e palavras sinceras faz bem em qualquer época do ano.
      Um abraço!

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  9. Olá, Bia.

    Por mais paradoxal que pareça, o tempo é humanamente atemporal. Cada um o percebe de uma forma e assim o vive. Uns acham que o tempo corre, outros afirmam que ele se arrasta e a coisa se inverte nessa ou naquela situação. Aproveitar melhor o tempo percebido, eis uma grande "arte" para a qual, poucos possuem a necessária aptidão.

    Um abração e uma boa semana.

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    1. Olá Apon! Ler seu comentário me fez lembrar que ainda hoje li em um livro que o tempo passa de maneira diferente para homens e mulheres... também existe a questão de que o tempo passa de acordo com a situação que estamos vivendo. Demora demais quando estamos esperando, passa rápido quando estamos em momentos bons, devagar quando estamos em uma fila imensa... e por aí vai.
      Concordo plenamente que a fórmula para driblar a passagem dos anos é tentar viver os sonhos e as alegrias que aspiramos, ter a sensação de que estamos vivendo de verdade, e não apenas, sobrevivendo. Um abraço!

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  10. Bia, voltei pra dizer que adorei teu PEDACINHO por lá! Obrigadão! bjs, chica

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    1. Obrigada pelo carinho, chica, sabe o quanto gosto dessa sua brincadeira! Um abraço!

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  11. Olá Bia,

    Um ano e onze meses é mesmo um prazo nada convencional (modelo francês?)-rsrs
    Pela carta que você escreveu à sua mãe pode-se observar que você sempre teve muita personalidade. A resposta de sua mãe, por sua vez, mostrou o quanto ela compreendeu o sentido de sua carta. Bacana! É mesmo preciso coragem para enfrentar eventuais preconceitos quando a pessoa tem atitudes e pensamento que fogem do padrão. Contudo, são essas diferenças que fazem a diferença na vida dos ditos diferentes (rsrs... acho que deu para entender o que eu quis dizer). Diferenças são comuns até mesmo entre os 'ditos' normais.Viva a diversidade, pois aprendemos muito com elas. Afinal, pessoas se destacam exatamente por saírem da mesmice ou dos padrões tradicionais.

    Fui lá conhecer um pouco mais sobre Todd Parr. Com certeza, o sucesso dele com a literatura infantil deve-se principalmente por ele ter sentido na pele o preconceito, além de ter se inspirado nas próprias experiências vividas em sua infância . Repudio o preconceito contra as pessoas que vieram ao mundo com alguma 'deficiência' e que, por isso, são enquadradas como diferentes. Como canta Lenine, "ser diferente é normal".

    Ótima postagem.

    Beijo.

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    1. Olá, Vera!
      Sim, pescou minha ideia - o prazo é baseado mesmo no modelo francês. Vai que dá certo, rsrsrsrs. Quando pensamos em dois anos, por exemplo, o tempo se perde como se estivesse muito distante... no formato quebrado acaba oferecendo maior noção de tempo, pelo menos para eu lembrar, esperar uma perspectiva.
      É verdade, sempre tive personalidade, chegando até a ser um pouco teimosa, kkkk. Com o tempo aprendi que bater de frente não é uma boa... e que às vezes estamos errados também... por isso sempre tenho medo de passar da linha da perseverança para a teimosia, porque a perseverança é digna, a teimosia, inconveniente.
      Se pensarmos bem não há ninguém absolutamente normal, porque somos por natureza diferentes, e porque ninguém tem o direito de determinar qual é o padrão correto. Eu acho belo quem assume sua diferença com personalidade, ainda que não seja tarefa fácil - as pessoas fingem que aceitam, mas acabam julgando, é preciso coragem e determinação para sustentar posições, ainda que contrárias.
      A partir do momento em que adquiri um pouco de conhecimento, transformei várias visões arraigadas sobre a vida, e entre elas, o preconceito. Busco evitar o máximo possível julgar o outro por sua diferença ou deficiência. Acho bárbaro exemplos como o de Todd, inspira outras pessoas a se assumirem como são e ainda, tirar proveito de seu talento. Deve ter visto que ele começou a desenhar aos 32 anos, quando muitos já acham que passaram da idade de realizar uma profissão satisfatória.
      Um abraço!

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  12. Bia, as diferenças bem administradas acabam agregando muito mais do que afastando. E qdo quem é diferente aceita a condição, tudo flui de maneira leve e solta.
    Eu sempre disse pros meus filhos que quem tem é diferente é diferente e pronto. Não sabem ser de outra maneira. Já nasceram assim e por isso não sofrem tanto. Não sei se estou certa, mas eles sempre entenderam o recado.
    E viva as diferenças!
    Um ótimo texto, como sempre.
    Beijos,. ótima semana!

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    1. Olá, Clara!
      É verdade... as diferenças são positivas quando se torna uma troca. Em geral as diferenças geram embate nos relacionamentos, seja amoroso, profissional, educacional... como se a vida fosse uma eterna disputa. Funcionaria melhor se fosse visto como agregador. Independente de como chega o recado, o importante é manter o respeito por quem for, e esse valor me parece muito bem ensinado por você aos seus filhos. :)
      Um abraço!

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  13. Dica anotada para presente de Natal. Inspirador, criativo e com excelentes reflexões.
    beijo!

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    1. Olá, Ana, obrigada pelo carinho! Estou pensando em dar um desses para meu sobrinho! Um abraço!

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  14. Olá, Boa noite,Bia
    Vou bem ,sim!Tu?
    ... vou ser diferente no meu comentário, vou ser mais rápido e direto,Tudo bem ser diferente?
    Que cute a sua cartinha, eu fui um bom escrivinhador de cartinhas,mas, nunca escrevi para minha mamis ...
    Eu comprei alguns livro dos Todd Parr para a minha Bibi -Somos um do Outro, Livro da familia e esse belo livro ,que certamente nos ajudariam muito na nossa infância.
    ...na verdade, quando comprei o livro para minha Bi , e ela adorou porque como tu escreveu,o estilo é leve , colorido e lúdico... difícil foi encontrar uma minhoca para ser bichinho de estimação -recomendo também como dica de presente de natal!
    Todo mundo tem seu jeito singular, de ser feliz, de viver ...e as pessoas precisam ser respeitadas como (realmente) são e isso, penso eu, começa quando ensinamos aos nossos filhos ou crianças , o respeito pelas diferenças e pelos diferentes, para perceberem a diversidade como parte inseparável e mostrando que o convívio tolerante pressupõem que as pessoas reconheçam o modo particular de cada um viver, legitimando e respeitando as divergências.
    Obrigado pelo carinho, belos dias,beijos!

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    1. Olá, Felis!
      Eu vou... e vou... e vou... kkkk
      Esses tempos minha mãe estava cobrando que escrevi cartões e cartas para vários da família, mas não para ela. Não havia me dado conta, e essa do diário foi minha oportunidade. Preciso transcrevê-la em papel para entregar. Minha mãe nunca foi muito de demonstrar amor assim, com mimos, cartas, talvez por isso não escrevi antes... hoje sei que a maneira dela amar os filhos também é diferente, kkkk.
      Vi o Livro da Família do Todd, também achei demais! Ele trata bastante de questões de preconceitos, tão presentes ainda em nossa sociedade.
      Imagino você pensando num jeito de arranjar uma minhoca para a Bibi, kkkk...
      Tolerância... essa palavra passou a fazer parte do meu vocabulário há alguns anos. Quando sem abusos, penso que a tolerância é o sentimento capaz de construir pontes entre as pessoas, em conjunto com o respeito e a empatia. Infelizmente são raros os pais de hoje que se preocupam em ensinar tais sentimentos para os filhos, uma vez que nem mesmo eles procuram ter.
      Abraços!

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  15. Bia, o que é ser normal? (kkk) Creio que aí residem muitos desentendimentos. Não fossem as diferenças, a criatividade, o pensamento que não bate com o nosso... o mundo seria uma chatice, não possibilitaria crescimento , aprendizado... São os que se insurgem, os que saem da fila, aqueles que descobrem e mostram outros caminhos que podem ser seguidos em busca do bem estar e da felicidade. Já que a chamada felicidade tem conceito individual, temos que agir em conformidade com o que entendemos ser o correto, ainda que machuquemos nossas cabeças de tanto batê-las nas paredes. Não há regras comportamentais indiscutíveis e nem duas pessoas totalmente iguais. Somos todos especiais (rss). bjs.

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    1. Oi, Marilene!
      As ideias geniais nascem desse pensar diferente mesmo. Quando nos abrimos a ideias novas - nossas e dos outros - aprendemos muito e somos beneficiados com as possibilidades que o pensar criativo oferece.Mas não são todas as pessoas que são abertas ao novo.
      Na escola estamos trabalhando alfabetização de uma nova maneira, porém, alguns professores e a própria direção são resistentes ao novo modelo, prendendo-se a uma avaliação tradicional... é complicado. Aceitar pensar diferente leva tempo, além de requerer disposição para o novo e humildade para reconhecer que o nosso pensar pode estar incorreto ou não serve mais ao momento atual.
      Verdade, todos somos especiais... porém uns mais especiais que os outros, kkk. A felicidade nos mostra o caminhos sempre de forma criativa... e talvez exija também criatividade para enxergar.
      Um abraço!

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  16. Bia,

    Já reparou que não venho aqui com frequência? Sabe o motivo? Rs Fico muito tempo por aqui lendo os seus escritos, e viajo junto com eles. Não dá pra vir com pressa, e fazer uma visita de médico. Rs
    Muito interessante o assunto que você abordou. Não deveríamos ver diferenças nos outros, mas infelizmente, o preconceito é o maior dos defeitos do ser humano.
    Aprendi muito aqui na NZ, apesar de não ser uma pessoa preconceituosa. Portanto, algumas coisas, me chamavam à atenção: ex:pessoas de roupão e pantufa, de manhã cedo, no mercado ou padarias. Normal de se ver pessoas com cabelos com as mais diferentes cores, cortes etc. Ou seja, tudo bem ser diferente por aqui, desde que respeite o próximo.
    Não conhecia Todd Parr, e amei as frases que você nos trouxe. É tão bom ser diferente! rs.
    Uma linda semana! Beijos

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    1. Oi, Lucinha!
      Tenho a noção de que meus posts são um pouco longos, não tem problema... quando condenso demais o pensamento acredito que não consigo expressar exatamente o que estou pensando - sei que tenho umas teorias complexas (doidas, kkkk).
      O preconceito é um sentimento cultural, conversávamos sobre isso hoje na escola. A maneira de olhar as pessoas nos é ensinada de forma deturpada. Um bebê não nasce com preconceito. O papel dos pais e escola é fundamental para ajudar a transformar mentes que além de tudo tem que estar dispostas a serem transformadas.
      Achei o máxcimo a cultura livre da Nova Zelândia!!!! Acho que adoraria estar aí!!! :D Às vezes estou de pijama e quero descer ao quiosque do condomínio para comprar lanches, acho muito chato ter que trocar, kkkkk.
      Um abraço!

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  17. Bom dia , Bia,
    é altamente animador vermos como as visões estreitas de antigamente alargaram-se e iluminam cantos antes escondidos e murados.Aceitar o outro como é representa o respeito devido e o quanto cada um tem o direito de ser o que é.
    Amei conhecer este autor e vou atrás do livro.
    Uma bela semana.Bjkas,
    Calu

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    1. Olá, Calu!
      Temos a tendência a nos prender ao que ainda não está bom, quando na verdade, se pararmos para prestar atenção, de fato muita coisa evoluiu no campo do preconceito. Não está adequado, mas houve evolução.
      Esses dias eu defendia isso na escola, e as professoras ficaram me olhando quietas - como se não concordassem: cada um tem o direito de viver do jeito que o faz feliz, com suas escolhas, sem que ninguém tenha o direito de julgar. Mas essa postura ainda causa estranhamento, como se o que você respeitasse fizesse parte do seu gosto pessoal, sendo que uma coisa não está necessariamente ligada à outra.
      Um abraço!

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  18. Ótimo post, Bia. E adorei a dica. Sobre sua carta para sua mãe, adorei. E a modernidade trouxe muitas coisas boas, mas tirou essa nossa marca. A marca de uma carta. A letra de cada um, o tempo dedicado àquele momento, enfim, muito mais carinhoso do que um frio e-mail, por exemplo. Bjs e boa semana.

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    1. Olá, Sérgio, como vai?
      Não há nada como a carta escrita, que traz um pedacinho da pessoa impressa no papel... penso que cartões e cartas escritas são uma marca no tempo assim como as fotos reveladas.
      Um e-mail pode também expressar calor, mas precisa ser bem escrito e pensado nesse sentido.
      Um abraço!

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  19. Olá! O que me chamou a atenção foi o fato dele não acompanhar os amiguinhos. Eu também não acompanhava rs e soube por cima que um dos maiores físico também tinha problemas na escola! abraços

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    1. Olá, Ives!
      Como professora procuro ser muito cuidadosa em relação à isso. Às vezes uma dificuldade do aluno pode expressar uma genialidade, não um déficit... e o cuidado vem no sentido de tentar explorar, e não, tolher sua criatividade. Mas o sistema de ensino ainda é tradicional, o que dificulta a inclusão de alunos com especificidades especiais.
      Um abraço!

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  20. Viva as diferenças!

    Belo trabalho do Todd Parr!

    Abçs

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    1. Obrigada pela visita e carinho, Vanessa, um abraço!

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  21. Boa noite Bia, sempre artigos geniais!
    Todos somos diferentes e o mais problemático é que temos que nos adaptar aos outros que não entendem as nossas diferenças!
    Sofri eu própria com isso (até na família), com meus dois filhos no colégio (um acima da média, outro nem tanto, mas o irmão..., sim! Mas os dois hoje graças a Deus grandes pessoas, para mim o mais importante!
    Adorei a carta que escreveu à sua mãe. Grande Bia!
    Excelentes as ilustrações e dicas!
    Um beijinho,
    Ailime

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    Respostas
    1. Olá, Ailime!
      Pois é, como o considerado diferente é minoria, acaba tendo que se adaptar à força ao considerado normal, e aí começam os problemas, kkkkk!
      Ler seu comentário me fez lembara que uma vez li que havia um tempo em que haviam escolas especiais para pessoas acima da média, porém chegou-se à conclusão que, após formados, não produziam muito além do que era considerado a média, e por isso esses casos hoje permanecem na escola regular, com a indicação de mais estímulos.
      Ou seja, todos tem capacidade de desenvolver potencialidades, alguns com maior facilidade, outros com menor... penso que é uma questão muito mais de vontade do que de dom, porque sem boa vontade, nem um gênio consegue sair do lugar. :)
      Um abraço, obrigada pelo carinho!

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    2. Boa noite Bia, como tem passado? Voltei para dizer que leio sempre as suas repostas que muito agradeço e que é para mim um prazer! Este assunto e tudo o que envolve dava pano para mangas como aqui dizemos!
      Por aqui havia e acho que ainda há colégios privados que têm tendência para fazer das crianças logo de pequeninas super líderes!
      Depois é como a Bia finaliza, acabam por nem sempre serem os melhores profissionais!
      O que é mesmo muito importante é a vontade, o querer ir mais além!
      Também há quem nasça talvez já com essa predisposição e outros têm muitas vezes que ser ensinados (ajudados) a desenvolver as suas capacidades!
      Mas melhor do que eu a Bia sabe que na escola é assim!
      Eu falo um pouco por experiência!
      É sempre muito bom lê-la e embora aqui deste lado do Atlântico sinto-me aqui sempre muito aconchegada.
      Beijinhos e muito obrigada pela sua atenção.
      Ailime

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  22. Oi Bia,

    Que bom que sua mãe não consegui transformar você em uma pessoa normal. As pessoas normais são chatas pra caramba! Elas são muito metódicas, são apegadas a etiquetas, a um único estilo e raras vezes são felizes. São todas iguais. Já as pessoas diferentes, trazem consigo um leveza na alma, se adaptam facilmente, revertem qualquer situação, não ficam se lamentando a vida toda e olham o mundo com encantamento e esperança.
    Abraços.

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    Respostas
    1. Oi, Nestor! Talvez a marca da normalidade seja o padrão, mesmo. O padrão é bom em um produto, para manter sua qualidade, mas não num ser humano, por ter a característica única do (se) transformar. Brincar com isso faz bem, quando brincamos com aquilo que faz parte da nossa essência. Reflete o movimento da vida, mesmo em momentos de rotina. Quebrar padrão não significa abrir mão da rotina... gosto da rotina, tanto quanto de aproveitar para observar e participar de tudo que a envolve.
      Um abraço!

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