domingo, 26 de abril de 2015

Em algum lugar do passado

Em um dos livros de Geografia regional com o qual trabalhei ano passado havia um capítulo sobre profissões citando inclusive algumas extintas pela evolução do tempo. Foi interessante pensar e pesquisar sobre o assunto e trago aqui algumas delas. O que você seria no passado?




Escutador de tropas inimigas: com um aparato peculiar, eram pessoas que ficavam atentas para captar o som da chegada de tropas inimigas antes da invenção do radar.


Bobo da corte: entretinham a realeza e sua corte com piadas, malabarismos e música. Sábios e sarcásticos, faziam também críticas à nobreza de forma metafórica, o que os eximia de punição.

imagem daqui

Acendedor de lampião: antes da invenção da lâmpada, os acendedores limpavam e abasteciam as lamparinas durante a manhã, e ao final da tarde passavam acendendo as lamparinas das ruas, apagadas ainda antes da chegada da madrugada. Alguns usavam escadas e outros, longos bastões.

Guarda-chaves: responsável por cuidar das chegadas e partidas de trens e realizar as manobras nos trilhos nos desvios e entroncamentos.

imagem daqui


Pianistas de cinema: contratados para entreter e manter o público atento durante a exibição de filmes mudos.

Condutor de caravelas: com vasto conhecimento em leitura de mapas, bússolas, direção dos ventos e localização por astronomia, eram habilitados a conduzir e navegar nesse tipo de embarcação.



Armadores de pinos: crianças contratadas para arrumar os pinos de boliche após as jogadas.

Consertador de guarda-chuva: como eram itens caros, quando estragavam os guarda-chuvas eram levados a consertadores. Hoje em dia os itens ching ling são tão baratos que se estragar basta comprar outro.



Calceteiro: responsáveis por assentar as pedras de calçamento, é das profissões mais antigas. 

Camareiro de privada: responsável por limpar os dejetos do rei, era uma profissão realizada por nobres, pois era considerado uma honra exercê-la. Então tá.




Alarmes humanos: verdadeiros despertadores, acordavam as pessoas para que não perdessem seus compromissos, usavam apitos, paus ou seixos para bater na janela do cliente, hahaha.

Chicoteador de cachorros: espantavam os cachorros que acompanhavam os donos às missas para não incomodar a cerimônia.

Foguista: responsável por manter acesa a fornalha dos trens.

imagem daqui

Limpadores de chaminé: limpavam a fuligem e testavam seu serviço garantindo a segurança contra incêndio nas casas.

Leitor: pessoas que liam para outros que não sabiam ler. Fábricas contratavam várias pessoa para essa função para entreter os funcionários nos horários de descanso.



Caçadores de ratos: caçavam manualmente e ajudavam a controlar a população de ratos para evitar a proliferação da praga e doenças.

Capacho do príncipe: profissão absurda, eram garotos castigados quando o príncipe fazia algo errado, pois ninguém poderia puni-lo se não o rei, então descontavam no outro garoto! Frequentemente criavam laços de amizade o que levava o príncipe a tentar manter o bom comportamento para não ver o amigo apanhando.


imagem daqui

Telefonistas e telegrafistas: profissão exercida por mulheres, eram responsáveis por realizar conexões telefônicas e transferir ao usuário. Minha mãe e minha tia chegaram a trabalhar na telefônica local. Também haviam os telegrafistas, que recebiam e enviavam mensagens em código morse. Meu pai trabalhou na Embratel, onde o aparelho de telex era a última geração em comunicação, há 30 anos atrás! O que virá após o celular e a internet?



Ressurreicionista: a meu ver, a profissão mais bizarra. Pessoas responsáveis por desenterrar cadáveres para estudo se anatomia nas universidades. Ilegal, mas necessária.

Guarda de farol: responsável por sinalizar para navios que se aproximavam, cada farol tinha um piscar diferente para que os navegadores soubessem onde estavam.


E você, conhece alguma profissão extinta que não está listada aqui? Qual gostaria de exercer?


Sobre o título, é o nome de um filme de época muito bem feito de 1980 com Christopher Reeve, que conta uma história de amor. Categoria: super-mega-hiper-blaster-drama. Para assistir com um lençol ao lado para secar as lágrimas, kkkk.



Fonte das demais imagens e informações ---> aqui e aqui

26 comentários:

  1. Bia, quanta coisa incrível! Adorei a sua postagem!
    Algumas desses profissões, já conhecia; outras para mim inusitadas como o escutador de tropas inimigas, alarmes humanos, nunca tinha imaginado que houvesse e também nunca pensei que as pessoas do passado pudessem perder a hora. Sempre houve dorminhocos!
    Interessante que algumas profissões que estavam em vias de extinção, ressurgiram com força a exemplo dos alfaiates e barbeiros.
    Voltarei depois para mostrar às minhas crianças.
    Beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Ana! Também me surpreendi com as profissões que descobri... pense que profissão ingrata ser escutador de tropas inimigas! Um tédio e ao mesmo tempo, estressante!!!
      É verdade, alfaiates e barbeiros ganharam força nos últimos tempos. Quando eu costurava para fora o povo sempre se surpreendia e dizia que era raro encontrar costureiras hoje em dia. Isso me faz lembrar que na África, de onde vieram as seguintes profissões, os alfaiates e costureiras deixam suas máquinas na rua e costuram ali mesmo, onde o cliente inclusive faz a prova, pois geralmente costumam ser batas.
      Um abraço!

      Excluir
  2. Que lindo post,Bia! E lembrei dos lanterninhas do cinema, que conduziam as pessoas no escuro.

    Gostei de relembrar ! Vale sempre te ler! Lindo domingo! bjs, chica

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Chica! Sabe que no cinema aqui da cidade tem lanterninha? Lembro que os lanterninhas de antigamente, além de conduzir pessoas, inspecionavam para ver se no público não havia nenhum atrevidinho! kkk Um abraço!

      Excluir
  3. Oi Bia,

    Que interessante, muita coisa nem imaginava....rs

    Quanto ao filme, é lindo..........já assisti 4 vezes...

    Abçs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Vanessa, sem dúvida o filme é lindo e muito bem feito, mas chorei em baldes no final, kkkk... quando posso prefiro escolher comédias ou aventuras. Um abraço!

      Excluir
  4. Oi Bia!
    Super interessantes as profissões, tentei me ver n/delas e não consegui kkkk
    Bjssss e uma semana iluminada p/vcs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Dinha! Não se identificou com nenhuma? Acho que eu gostaria de ser guarda de farol... mas antigamente não havia mulher nessa profissão, kkk. Havia um divisão bem delimitada de quem desempenhava qual papel na sociedade. Um abraço!

      Excluir
  5. Nossa, Bia, quanta profissão inimaginável hoje em dia. Mas até que consertador de guarda-chuva eu acho que ainda tem. Eu talvez fosse acendedor de lampião. rs Muito boa essa sua viagem ao passado. Tinha engraxate também, mas ainda tem alguns por aí. bjs e boa semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá. Sérgio! Ler o que escreveu me fez lembrar que uma vez vi numa galeria na capital um consertador de guarda-chuva, certamente válido para os modelos mais caros e resistentes.
      Acendedor de lampião achei bem útil... dando a luz literalmente, kkk!
      Nos grandes centros ainda se vê engraxates, mas cada vez a profissão está mais rara, ainda mais com o ECA evitando o trabalho infantil... mas não deixava de ser uma maneira digna de ganhar um dinheirinho. Um abraço!

      Excluir
  6. Boa tarde Bia.. quanta coisa que hj já não vemos tanto...
    as modernidades chegam o passado só fica em fotografias..
    mas a do que arruma guarda chuvas ainda tem aqui rsrs
    mas as vezes dá tanto trabalho para a pessoa que é melhor comprar outro.. não é facil não.. um amigo ajeitava, perdia horas e horas.. abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Samuel!
      Talvez por esse motivo eu goste tanto de fotografias... elas nos transportam a lugares que fomos e pessoas que queremos lembrar, ou àquilo que nem chegamos a conhecer.
      Às vezes eu costuro o tecido da sombrinha nas hastes quando escapa, para que o tecido não fique dobrando, rsrsrs, mas quando o problema é de quebra ou quando a haste entorta, o melhor é comprar outro, mesmo. Um abraço!

      Excluir
  7. Oi, Bia!
    Eu ri, mas não devia... A profissão de tocador de pianos em cinemas é bem esquisito e desnecessário. Bastava um gramofone... Calceteiro e limpador de chaminés ainda existe. Pelo menos nas cidades que ainda não usam asfalto.
    Tenho saudade dos padeiros que entregavam o pão de madrugada e também dos entregadores de leite que passavam de carroça pela rua. Talvez em cidades do interior eles ainda existam...
    Boa semana!
    Beijus,

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Luma!
      É verdade, bastava um gramofone... mas tem seu charme um pianista no cinema... acho que fazia parte da festa! Em minha cidade tem várias ruas com calçamento de pedras, agora limpador de chaminés, no Brasil, é bem mais raro, kkkk. É interessante como nas fotos vemos várias crianças trabalhando, costume que hoje está bem mais reduzido. Tem sua carga positiva, de preservar a infância e o conhecimento adquirido na escola, por outro lado me pergunto se essas crianças com ocupações não focavam futuramente em coisas mais produtivas do que as de hoje que parecem sem objetivo, direção, e acabam indo por caminhos tortuosos.
      Eu iria gostar muito que entregassem pão quentinho aqui em casa de manhã cedo, rsrsrs,certamente meus cafés seriam bem mais adequados que o simples café com leite que tomo.
      Um abraço!

      Excluir
  8. Aiii Bia, e eu to rindo aqui! Muitoooooo legal mesmo este post com curiosidades.
    A minha mãe fez curso de taquigrafia! E eu tambem para nunca usa (claro!). Na época do curso soube que haviam taquígrafas que ganhavam uma nota por ser uma profissão em extinção mas necessárias em algumas reunioes (não haviam computadores, heheheheh). Consertador de guarda-chuva, bom, conheci por que existia uma loja no centro do Rio chamada Vesúvio, alem de outras pessoas físicas. Calceteiro e limpador de chaminés devem ainda existir, não é mesmo?! Nossa, pianista de cinema, viajei no tempo com isso! Morri de curiosidade de Escutador de tropas inimigas! Que ouvindo, heim?! E depois para alertar? mandava sinal de fumaça tambem? heheheh

    Só voce mesma.

    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Sissym!
      O outro lado das profissões em extinção é o valor que tem para determinadas ocasiões. Eu comecei a fazer um curso de calígrafa e pretendo dar continuidade em breve, dizem que é muito procurado para personalizar convites! Também havia visto como extinto fabricante de vinil, mas atualmente eles estão voltando com o retorno no modismo anos 80.
      Kkkkkkk, Ri muito com sua observação sobre o suposição sobre os escutadores de tropa faziam para alertar os soldados! Kkkkk...Eu acho que morreria de tédio nessa profissão! Abração!

      Excluir
  9. Muito interessante! Meu pai, tinha a profissão de guarda-livros. Mas engana-se quem pensa que era funcionário de biblioteca...na verdade, era o Contabilista de hoje, que antigamente fazia os lançamentos contábeis em enormes livros, que eram arquivados. Gostei muito, vou voltar! Beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Lúcia! É verdade, guarda-livros... o homem que eu amo é contador e contou certa vez que trabalhava com um senhor mais velho que fazia seus cálculos e registros manualmente, e que a possibilidade desses cálculos estarem mais corretos que outros feitos por métodos modernos era grande, rsrsrs!
      Penso que a tecnologia agilizou muitos procedimentos, mas antigamente o cérebro era continuamente estimulado pois dependia-se muito mais dele.
      Um abraço!

      Excluir
  10. Bia, achei a postagem estupenda, fenomenal!... Além de serem algumas muito curiosas, eram as atividades tecnológicas existentes e todas executadas, pelo que sei, de forma primorosa e com muito esmero e dedicação.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Viviani!
      tem razão, embora nos pareçam simplórias, para a época algumas demonstravam grande avanço tecnológico, e primava-se muito pelo capricho nos afazeres. Um abraço!

      Excluir
  11. Vim agradecer a visita e pedir desculpas pela minha ausência por aqui.
    Aos poucos estarei voltando a visitar os blogs que tanto gosto, como o seu.

    Beijos
    Ani

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Ani, obrigada pelo carinho, abraço!

      Excluir
  12. Bia, bom dia.
    Adorei.
    a minha primeira profissão foi de - Carregador de latas com água - eu menino de calças curtas, carregava todos os dias, 18 latas de água, para encher o tonel, no quintal da vizinha. e ganhava, 18 mil cruzeiros. Acho que por isso, não aprendi a ler e nem escrever, e ainda tenho a cabeça chata, como todo nordestino do Maranhão. Confesso, que amei demais, a sua postagem Desejos de um bom fim de semana, querida. Um abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, José!
      Que interessante sua primeira profissão! E trabalhosa, cansativa... que bom que mais tarde, quando teve a oportunidade de aprender a ler e escrever o fez, pois escreve lindamente em seu blog. Obrigada pelo carinho! Um abraço!

      Excluir
  13. Bia, esse filme marcou época e dele não nos esquecemos.
    Não conhecia todas essas profissões, que hoje nos parecem tão estranhas (rss). Creio que eu seria uma leitora, com prazer. Bjs.

    ResponderExcluir
  14. Olá Bia, como vai?
    Que artigo tão interessante. (São todos)!
    Adorei e há profissões que não imaginava que tivessem existido;))!
    Calceteiro aqui ainda vai havendo sempre que há nova calçada ou para consertar algum estrago pelas chuvas! Mas não são tão profissionais como antigamente!
    Lembrei-me do moleiro, profissão que existia muito aqui em Portugal!
    Ainda há imensos moinhos nos rios e aqui próximo moinhos de vento,))!
    Beijinhos,
    Ailime
    (Eu gostava de ler (apesar da minha péssima voz) para quem não sabia)!

    ResponderExcluir

Gosto de conhecer pontos de vista. Não deixe de expressar o seu! Farei o possível para responder.
Obs: a moderação está ativada.