sábado, 20 de junho de 2015

Blogagem Coletiva: Comida

Aos cinco anos sentava de joelhos na banqueta da mesa eu cortava temperos para "ajudar" minha mãe na cozinha. Aos 7 anos fiz meu primeiro almoço. Cozinhar sempre esteve em minha vida.

imagem daqui

Esses tempos em um shopping da capital uma empresa montou uma cozinha no pátio para as crianças aprenderem a fazer pizza. Do alto da escada rolante avistei umas 15 cabeças com chapéu de chef e as mãozinhas trabalhando na massa, uma das cenas mais doces que já vi. :)

Sentir cheirinho de comida, bolo, pão, sendo preparados é o início do processo da degustação. Como bem lembrou a Luma (Luz da Luma), a apresentação do prato também instiga nossa vontade de comer [gosto de arrumar meu prato em montinhos definidos]. Adoro cozinhar e sentir o cheirinho de cebola picadinha fritando, hummmm.

E temos fomes, também, do que alimenta a alma.

Penso que cada pessoa é uma receita, que vai acrescentando e modificando ingredientes para melhorar ao longo da vida. Algumas ocultam seus segredos, suas medidas, com medo que algum(a) chef lhes roube a essência e tornam-se aquelas receitas impossíveis de se acertar [agradar, acessar]. Acabam esquecidas em um livro amarelado cujo desperdício de ingredientes [sentimentos] e o cansaço no "preparo" vence a disposição do cozinheiro em achar o ponto.

Outras trazem consigo sua receita completa [0/], ensinam ingredientes, medidas, modo de preparo, rendimento de porções e guarnições. Basta preparar e degustar. Mas há também chefs desatentos, que deixam de prestar atenção aos tópicos e então a receita, por melhor que seja, desanda. Como esquecer de colocar ovo na massa de bolo ou queijo na lasanha. :p

Eu já esqueci de colocar açúcar num bolo, hahaha, ainda bem que regar com uma lata de leite condensado depois, resolveu.

E há ainda chefs que não só acertam como também, surpreendem.

Para essa blogagem escolhi uma receita muito fácil, rápida e perfeita para quem quer comer um docinho depois do almoço, sempre faço por aqui.

Banana assada

Pegue uma banana caturra (nanica) madura, descasque, corte ao meio no comprimento e coloque em um prato. Salpique com uma colher de chá de açúcar (opcional), canela em pó a gosto e leve ao microondas por 40 segundos em potência média. Regue com uma a duas colheres de sopa de creme de leite e saboreie quentinho. Voilá!!!

[cuidemos com carinho dos temperos da nossa vida]


Mais receitas bem explicadinhas no Culinária na boa----> aqui.

Blogagem coletiva da Ana Paula (Lado de fora do coração) e da Tina.

27 comentários:

  1. Adoro essa banana assada e quem já não fez algum errinho na cozinha? Faz parte!! Basta que os saibamos remediar!!! Lindo post! beijos,tudo de bom,chica

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    1. Olá, Chica!
      É verdade, criatividade na cozinha é tudo... inúmeras vezes consegui reverter erros no preparo. Mas tirando os biscoitos - que você já sabe, não são meu forte, hahaha, em geral as coisas dão certo. ;)
      Abraços!

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  2. Olá, querida Bia
    Já vi em Shopping com netinhos, especialmente, nas férias, lugarezinhos pra distrair os mestre cucas mirins... mas ainda não deu pra participar pois tínhamos que seguir avante! Da próxima, vou me deter com eles, gostam de farra... A mãe tem medo de deixá-los com as babás dos espaços, rs...
    O temperinho do amor é mesmo essencial... já comi cada feijão, arroz e ovo que seria impossível competir com os melhores chefs... feito pelas tias (todas prendadas)...
    Bjm fraterno

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    1. Olá, Rosélia!
      O que achei curioso nesse shopping é que as mães deixavam a criança no espaço e voltavam depois para buscar, mas se sua filha tem medo, rsrsrs, complica. Quando estávamos indo embora já haviam arrumado tudo e estavam esperando mais uma leva de crianças, hahaha. Tenho certeza que seus netos vão adorar.
      Minhas famílias, de pai e mãe, sempre gostaram de cozinhar então tive acesso ao tempero da vovó, das tias, até de um tio que fazia uma moqueca de peixe imbatível... sabores e cheiros bons da infância que ninguém nos rouba da memória!
      Abraços!

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  3. Oi, Bia!
    A satisfação do paladar tem muito a ver com o aconchego que quando criança sentíamos ao presenciarmos toda a movimentação vinda das cozinhas de nossas casas. Todo o processo, a começar pela queima da cebola e do alho, do tradicional "refogado" dos lares brasileiros, dos bolos, dos biscoitos...
    Infelizmente algumas pessoas são receitas incompletas ou que necessitam de um pouquinho mais de tempero... Uma pessoa sem sal ou sem açúcar não dá.
    Ichi! Esqueci da receita...
    Beijus,

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    1. Oi, Luma!
      É verdade, esses cheiros fazem parte da memória olfativa, da nossa história... ainda hoje minha mãe falava ao telefone dos inúmeros cursos que me levava com ela para fazer (doces, salgados, bolos, tortas), cresci às voltas com a panela e adoro!
      Bem lembrado, há pessoas que são insossas, rsrsrs, difícil remediar... há ainda as que se fecham em seus sentimentos, algo complicado para se lidar porque sempre estamos correndo o risco de errar ou entender errado, e há ainda as pessoas que esquecem ingredientes ou dispensam por não acharem necessários... e perde-se por não saber o poder do termo "a cereja do bolo". (eu adoro cerejas, rsrsrs).
      Abraços!

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  4. Que post mais fofo!!!
    Me fez lembrar de uma façanha minha: a primeira (e única) vez que tentei fazer um bolo de cenoura foi um fiasco. Na receita dizia duas colheres de farinha e eu, que já me arriscava com uma nega maluca de vez em quando, não me dei conta de que só isso de farinha poderia ser erro de digitação. E era. O bolo ficou tipo uma sola de sapato e depois dessa nunca mais tentei fazer o dito cujo. #traumatizei Hehehehehe
    Bjooo

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    1. Olá, Naty!
      Tenho uma receita de bolo de cenoura que é ótima, não tem como errar! Inclusive dei uma "acertada" na massa, onde pede duas xícaras de trigo coloco três... com o tempo vamos tendo noção do ponto ideal da massa e nos permitindo acertar. Vence o trauma, kkkk, me pede a receita que eu te mando. É daquelas que nem precisa cozinhar a cenoura e bate quase tudo no liquidificar.
      Abraços!

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  5. Muito cut cut esse post, aprendi a cozinhar com
    10 anos, fiz meu primeiro arroz e meu pai tadinho
    comeu um pouco salgado kkkk, depois meio cru, empapado
    até que deu td certo .....bom demais bjuss de bom domingo
    Rita!!

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    1. Olá, Rita!
      O importante é que você não desistiu, não é mesmo? Há pessoas que erram o ponto de um prato e já desistem, dizem que não levam jeito para cozinhar, quando na verdade, talvez seja só uma questão de tentar de novo.
      Meu primeiro arroz ficou meio amarelado (a cebola acabou dourando um pouco), minha mãe ralhou comigo... e olha que tinha só 7 anos!!! Mas assim como você, também aprendi.
      Abraços!

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  6. A receitinha com banana caturra já me deu água na boca!
    Então desde bem menina você já mostrava sua apreciação pelo cozinhar.E saber temperar a vida, o nosso viver, é também uma arte, que pode até desandar, mas tomara uma lata de leite condensado bem docinho, resolva!
    Beijo!

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    1. Olá, Ana!
      Essa receitinha é ótima, e se a banana estiver bem madura, nem precisa de açúcar!
      Pois é, tomara que nossa vida tenha muitos momentos regados à doçura tal como uma calda de leite condensado para acertar o que não estiver bom, não é mesmo? Abraços!

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  7. Olá,Bia...boa noite, sim, comigo, tudo bem...parabéns pela participação na BC e adoro banana assada, receita "fácinha", "vou lá" fazer...parece brincadeira, cozinhar sempre esteve em minha vida..não sei se foi porque tive uma mãe cozinheira de mão cheia que me ensinava , quando criança, e/ou porque fui morar logo sozinho, mas estou assistindo - não ao vivo- Cozinha sob pressão e Masterchef Brasil...uma pena que ainda não dá para sentir cheirinho de comida, bolo, pão, sendo preparados...
    Agradecido , feliz semana, belos dias, beijos!

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    1. Olá, Felis!!!
      Acho bem bacana homem que sabe e gosta de cozinhar. O preconceito de achar que só mulher pode estar na cozinha ficou para trás, acho saudável e ótima opção para quem gosta de se virar.
      Porém, minha cozinha é meu território e "ninguém se mexe", kkkk! Fui tão acostumada a me virar que tenho dificuldades para dividir esse espaço com quem quer que seja. Somos eu e minha filha aqui, ensinei ela a cozinhar mas quando a vejo fazendo algo preciso me segurar para não ir lá e fazer eu mesma, kkkkk, territorialista!!!!
      Não sei se é uma boa ideia vir cheiros de comida pela tv, já imaginou a fome que iria dar???
      abraços!

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    2. Olá,Bia, verdade, a cozinha é um espaço dominado, territorialista ...inclusive , nesse reality show que citei,vejo a maior dificuldade para cozinharem, em duplas ou equipes e , na real, a cozinheira ,daqui, nunca me deu muito espaço. Eu, ao contrário, nunca tive dúvidas que a cozinha é um bom lugar para reunir as pessoas e que boa comida e gente boa sempre rendem bons momentos,(ou uma dor de barriga conjunta...).Só com os olhos já sinto fome,imagine mesmo,com os cheiros, pode crer, logo teremos uma televisão com cheiro,existe algo assim,fase inicial , se não me engano no Japão...Belos dias,beijos!

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  8. Oi Bia, tudo bem?
    Eu tô bem graças a Deus.
    Amo cozinhar também, perco horas na cozinha (quando tenho tempo disponível).
    E é claro que já errei algumas vezes em algumas receitas, mas não desisti e fiz novamente.
    Essa receita parece deliciosa, e ainda por cima simples por demais, vou fazer.

    Abraços de uma boa semana para você.

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    1. Oi, Majoli!
      Espero que a receita tenha dado certo! Há receitas que valem a pena tentar de novo, na cozinha um pequeno descuido pode resultar em erros no resultado, acho importante uma segunda vez, rsrsrs.
      Abraços!

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  9. É preciso crescer com o ingrediente certo, né. O amor, a amizade vão se modificando, e ai precisamos acrescentar uma boa pitada de respeito! abração

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    1. Olá, Ives!
      O conceito de respeito é tão amplo, né, penso que muitos o deturpam, baseados em dogmas sociais empunham bandeiras que podem esconder preconceitos velados.
      Amor e amizade de verdade pressupõe o respeito, pelo que o outro é e gosta, parte da aceitação e do desejo maior de vê-lo bem - o que como bem lembrou faz com que o outro cresça interiormente. Raras relações são baseadas hoje em dia nesses conceitos. Sinto-me feliz por ter por perto pessoas que me amam como sou.
      Abraços!

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  10. Sou uma negação na cozinha, Bia, mas de comer eu gosto e muito. rs Comida serve para nos manter vivos, mas virou um prazer em nossa vida e algo social também. Além de trazer memórias de situações, épocas, enfim... Adorei a postagem. bjs e boa semana.

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    1. Olá, Sérgio! Ler o que escreveu me fez lembrar dos almoços em família da infância... saudades desse tempo! :) É bom mesmo partilhar ideias, sentimentos e sorrisos em torno de uma mesa! Os melhores ingredientes! Abraços!

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  11. Bia,

    Quando minha filha era menor, morando comigo, ela ajudava a fazer alguns pratos que lhe apetecia e não corria risco de se machucar com fogo. Comprei um livro "Cozinhando com Crianças" com receitas saborosas para se fazer a dois.

    Sobre alimento... alguns tem um cheiro sedutor, como pão na fornada ou pizza (bem feitas, claro). Não há nada mais sedutor do que um pão fresco convidando para passar um manteiga que se derrete. Veja só, uma simplicidade maravilhosa (engorda, mas com limites dá para aproveitar).

    Bjs

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    1. Oi, Sissym!
      Vi há um tempo atrás esse livro para crianças e achei o máximo! É interessante para estimular nas crianças o gosto pelo cozinha. Ensinei minha filha e uma menina que morou comigo a fazerem o básico na cozinha para aprenderem a se virar, acho importante.
      Imaginar o pão quentinho com manteiga derretendo me seu água na boca. Comprei esses tempos uma daquelas máquinas de fazer pão, é uma delícia sentir o cheirinho da massa assando! aliás, gosto de tudo quentinho, bolo, brigadeiro, pão, hahha!
      Reaprendi o encanto do simples e penso que dessa forma, só acrescentamos experiências à vida. Abração!

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  12. Oi Bia,

    Esta receita até eu, que pouco entendo de cozinha, posso preparar-rsrs. Delíciaaaaa!
    Adorei suas preliminares à receita. Uma analogia criativa que somente poderia partir de quem entende de cozinha e ama a arte de cozinhar. Com sete anos minha mãe nem deixava eu chegar perto do fogão, fato que, aliado à minha falta de interesse, culminou com o meu despreparo para cozinhar. Mas me ajeito no básico, viu? -rsrs.
    Fiquei imaginando a cena vista por você no shopping. De fato, algo verdadeiramente lindo de se ver.
    Deliciosa postagem, Bia. Linda participação;

    Feliz semana.

    Beijo.

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    1. Olá, Vera, será que já preparou a banana? :D
      Sempre digo que já nasci com essa veia "mulherzinha" - cuidar de casa, lavar roupa, passar, cozinhar, ajudar crianças na tarefa de casa, ser muito companheira em casal... seria inevitável a paixão pela cozinha, rsrsrs.
      Acredito que se virar no básico é fundamental e se sabe fazer isso bem feito, é o que basta, rsrsrs. Até porque o simples - arroz, feijão, bife e batata - é das melhores combinações!
      Abraços!

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  13. Bia, sou um desastre na cozinha (kkk), mas essa receita nada tem de complicado. E o resultado é inspirador. Ver as crianças lidando com alimentos, o que nelas desperta o amor pelos belos pratos, é mágico. Cozinhar pede dedicação e amor, para que a alegria reine no momento de se saborear o que foi carinhosamente preparado. Bjs.

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    1. Olá, Marilene, é verdade!!! Acredito que o alimento preparado com amor e carinho transpassa na hora da degustação. Triste é quando preparamos com carinho e dá errado, kkkk, mas faz parte, errando no sal aprendemos a temperar com equilíbrio na próxima (como em tudo na vida, né?). ;)
      Abraços!

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