domingo, 7 de junho de 2015

Dicas de centenários para viver 100 anos

No último sábado o programa Painel RPC, transmitido pela repetidora da Rede Globo local, exibiu um programa com os centenários paranaenses. As entrevistas, recheadas de alegria e vitalidade, mostram como é possível chegar à essa idade amando a vida.

imagem daqui

Mariana, uma senhora de 118 anos, raramente toma remédios e nunca fez uma cirurgia - nem para a catarata que limita sua visão. Sempre privilegiou a cura com remédios caseiros, boa alimentação e tem na fé seu grande suporte. Presenciou invenções como a tábua de tanque e o lampião!

As marcas da longevidade de Elvira são ousadia e determinação. Foi a primeira mulher a se formar em Odontologia pela UFPR. À frente do seu tempo, também foi a primeira mulher a usar calças compridas em Curitiba, quando a moda tinha acabado de chegar da França, e causou reprovação entre os moradores locais ao passear no centro da cidade vestida assim com seu marido, que a apoiava em sua personalidade arrojada. Na semana seguinte a moda havia se espalhado pela região. Na época também teve um cheque devolvido porque tudo dependia da aprovação do marido e ele não havia assinado o seu!

Descendente de libaneses, Síria tem 102 anos e o segredo de sua longevidade é a vida recheada de altruísmo. É a única mulher a ter recebido a Ordem Estadual do Pinheiro, maior condecoração paranaense, por sua história de vida voltada à filantropia em creches, hospitais e asilos. "Servir é a coisa mais preciosa que temos, as mãos para servir". E um coração de ouro!

Alexandre não usa óculos mesmo aos 100 anos de idade! Começou a trabalhar aos 9 anos e um amigo da família custeou seus estudos para que se formasse, pois naquela época o acesso ao curso superior era privilégio dos mais abastados. Teve uma única namorada com quem namorou por 8 anos e viveu por 69 anos falando sobre ela de uma forma apaixonada! <3 Sua dica de longevidade: "eu sinto hoje como se tivesse 20 anos, 15 anos. O meu interior é o que vale".

Francisca tem 67 anos mas deseja chegar aos 100. Independência é sua marca e investe em qualidade de vida: "viver é muito bom, é ótimo. Não adianta estar vivendo nas mãos dos outros, de filho que não quer cuidar, vivendo em casa de idoso, pessoas comendo seu dinheiro, seu cartão de banco. Não sei lá em cima como é porque até agora ninguém veio para dizer os prós e os contras". Enfim, o que vale é viver bem aqui.

De todos os depoimentos me identifiquei especialmente com Elvira, Alexandre e sr. Fausto, um simpático sergipano de 101 anos. "Todo mundo me considera, tanto pela idade, como pelo conhecimento", falou com alegria e orgulho. Mas o melhor veio quando perguntaram o que deseja daqui para frente: "Namoro e sossego. E estar por aqui até quando Deus quiser". #tamojunto

Todo meu respeito aos idosos que se sobressaíram às dificuldades da vida e ainda tem brilho nos olhos. Minha avó materna viveu até os 80 anos e com ela aprendi o valor da determinação. Meu avô viveu até os 87 e com ele aprendi como é bom manter-se estudando, lendo e desenvolvendo as habilidades.

E você, o que aprendeu com seus avós? Ou o que deseja ensinar para os netos?


Assista os vídeos na íntegra clicando ----> aqui.


35 comentários:

  1. Que lindo post e dicas. Eu pretendo viver não até os 100, mas só enquanto puder estar muito bem, com independência!

    Lindo domingo! bjs,mchica

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    1. OLá, Chica! É fundamental esse cuidado para manter a independência acima de tudo. Nem sempre é possível, mas buscar inspiração e energia na vida e na natureza já são grandes começos. :) Abraços!

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  2. Interessantes depoimentos. Tenho para mim que é fundamental manter a mente ocupada e aceitar desafios.
    Beijo, querida

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    1. Olá, Nina! Manter a mente ocupada é ótimo para evitar pensamentos danosos e sentimentos como depressão. Aceitar desafios é bom como meio de superação pessoal, desde que saibamos reconhecer nossas próprias vitórias e escolher aqueles que realmente valem a pena.
      Abraços!

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  3. Com minha avó paterna, e com meu pai eu aprendi a nunca desistir de sonhar. Aprendi que se deve respeitar toda a gente da mesma maneira, porque independente de a pessoa ser ou não estudada, toda a gente tem o seu valor. Enfim aprendi a ser como sou. Para a minha neta eu procuro passar todos os valores que aprendi.
    Um abraço e uma óptima semana

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    1. OI, Elvira!
      Que lindos valores você aprendeu! :) Nunca desistir de sonhar... curioso ouvir isso em meio a um mundo como o de hoje em dia, que exige tanta racionalidade, conquistas rápidas, efêmeras e superficiais, deixam sonhos em segundo plano. Eu sempre estou sonhando, comemoro muito cada sonho realizado e tenho certeza que é condição fundamental para me manter alegre.
      Quanto ao respeito a todos com igualdade, seria bom que mais pessoas raras como seu pai existissem em maior quantidade, parece-me tão simples que essa deveria ser a atitude natural... afinal, ninguém é melhor que ninguém;
      Tenho certeza que é uma avó maravilhosa! :) Abraços!

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  4. Quem dera chegar aos 100 assim tão em forma. É preciso manter atividade. Tive uma avó que viveu até aos 96, mas nos seus últimos tempos já não estava completamente lúcida.

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    1. Olá, Luisa! Sabe, dos meus maiores medos é chegar à velhice sem minha memória, meu bem mais precioso... mas com quase 100 anos, imagino o quanto o cérebro já absorveu de informação, deve ir se cansando. Por esse motivo achei admirável a vitalidade de alguns idosos que aprecem nos vídeos.
      Abraços!

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  5. Boa tarde Bia, já vi que faltei à sua festa, mas deixei lá o meu carinho!
    Sobre longevidade achei estes depoimentos muito interessantes!
    Penso que as atitudes positivas perante a vida e alguns cuidados ajudam à longevidade!
    Dos meus avós maternos, principalmente, guardo gratas recordações!
    A minha avó faleceu com 88 anos e o meu avô com quase 92!
    Foram pessoas fundamentais na minha vida e sem eles decerto não estaria aqui.
    Pessoas muito tolerantes e embora humildes com muitos valores!
    O meu avô estava já bem à frente no tempo! Muito amigo das suas netas que sua única filha lhe ofereceu;))!
    Valores como partilha, camaradagem, paciência, humildade, me transmitiram! Pessoas muito queridas e com as quais os meus dois filhos ainda conviveram muitos anos!
    Ao longo da vida não encontrei muita gente como meu avô! Tudo o que saia dele era bom! Mesmo sem falar ele agia e é isso que ainda guardo e não fui capaz de imitar! Agir, fazer bem, sem se fazer notado! Saudades, muitas, tenho desses tempos!
    (Tomara ser avó e poder transmitir para os meus netos os mesmos valores e sentimentos).
    Beijinhos e uma boa semana. Ailime

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    1. Olá, Ailime! Que lindo depoimento sobre suas memórias!
      Minha avó materna veio da roça, filha de imigrantes italianos, era muito humilde, mas tinha classe, boa educação, bom gosto, coragem, sabedoria e perseverança. Infelizmente a vida muito dura que teve a deixou um pouco amarga no final da vida, mas só tenho a agradecer o convívio e o aprendizado que tive com ela. Ela durona, mas ao mesmo tempo, muito doce. Cantava para os netos, fazia seu crochê... acredite, lembrar me fez brotar lágrimas nos olhos, rsrsrs.
      Meu avô era polonês, a família um pouco mais próspera. Homem trabalhador, voltado aos estudos e à arte. Sempre dizia um animado "eba" erguendo sua bengala quando nos recebia à porta. Que saudade!
      Achei tão linda a história do seu avõ! "Tudo o que saia dele era bom"... tive uma tia assim, pessoas com o coração generoso e humilde são especiais, inesquecíveis!
      Tenho certeza que será uma avó de ouro!
      Abração!

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    2. Bia, agora fui eu que fiquei com lágrimas!
      Meu avô era um homem com coração de ouro!
      Jamais o esquecerei!
      Gostaria muito de ser avó e penso que meus netos não se queixariam;))!!!
      Beijinhos e obrigada pelas suas lindas palavras.
      Ailime
      (Ainda sobre meu avô, vim a saber por um livro dedicado à minha terra, que o terreno da Escola Primária, já do do tempo de meus pais, foi doado pelo meu bisavô (pai do meu avô;). Só por aqui podemos imaginar. Meu avô nunca falou disto. Ainda fiquei a admirá-.lo mais! Ele nasceu em 1905, mas estudou e sabia ler e tinha cultura e essencialmente muito amor para dar.).

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  6. Olá,Bia, sim, comigo, tudo certo...muito bom esse programa com os centenários paranaenses.Que Mariana,Elvira,Síria, Alexandre ,Francisca, sr. Fausto continuem sempre com brilho nos olhos. No Japão, é normal uma pessoa chegar aos 100 anos ou estar acima dessa idade, já no Brasil é muito complicado envelhecer com qualidade e olha que é um processo natural. Isto exige do Estado muito planejamento, pois a expectativa de vida cresce paulatinamente, e a proporção de idosos na população aumenta de maneira significativa.
    Bem, respondendo, a lição , sempre foi a de ser família, valorizar a família, crescer sabendo de onde e a que veio! E se temos, digamos, a tendência de tomar como modelo aquilo que nossos avós, pais nos ensinam.Talvez a única forma de retribuir-lhes seja a de deixar esse mesmo legado às gerações futuras,aos nossos filhos,netos...
    ...de lá: não esquento nada, é que ,por vezes, talvez,não tenha conseguido passar o que pretendia,por isso,o complemento/acréscimo na/da postagem anterior...
    Agradecido pelo carinho,belos dias,beijos!

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    1. Oi, Felis!
      É interessante mesmo observar como o povo oriental tem em uma de suas marcas a longevidade, pelos hábitos e estilo de vida. No Brasil, além dos maus hábitos alimentares, há pouca estrutura para propiciar qualidade de vida, como bem citou. Na reportagem um médico diz que um dos fatores que auxiliam na longevidade é a medicina preventiva. Se não há nem estrutura para atendimentos emergenciais, por exemplo, quem dirá para medicina preventiva. Por outro lado investimentos nessa área reduziriam custos a longo prazo... vai entender... mudanças que para acontecer levariam anos.
      Também admiro na cultura oriental o apreço por conservar a memória das raízes e hábitos culturais de geração para geração. Ter orgulho de onde veio e para que veio é uma condição primordial para formar uma pessoa mais segura e certa dos seus objetivos.
      Em tempo, ainda bem que não esquenta nada - mais uma condição para excelente qualidade de vida, hahaha. Se não, a principal.
      Abraços!

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  7. Olá, querida Bia
    Pai se foi aos 85 e mãe já está a caminho dos 83...
    Avô materno com 82, avó com 74 doença)...
    Avó materna com 57 (doença), avô com 95...
    Bisavô com 105...
    Oxalá viva eu mais 40, meu Deus! Com vitalidade, podendo comer normal, caminnhando e sendo independente... lúcida, amando e servindo... rindo com travessuras dos netinhos como se eu fosse uma criança também... dentre outros desejos...
    Bjm fraterno

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    1. Voltei pra te dizer que minhas duas vós eram santas... uma fé inabalável!!! Graças a Deus!!! Bjm

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    2. tri comentário.. rs... mas to refletindo muito no tema, querida... Meu pai chegou a um nível de abnegação aos 85 que almejo encontrar também... Idoso é acúmulo de muita sabedoria e chegar bem lá é uma verdadeira bênção, amiga... ele não se incomodava com críticas ferinas... fazia só o bem a todos, caminhava bastante, tudo fazia a pé quando se aposentou... não dirigiu mais, se alimentou sempre, com frutas, verduras, legumes (por isso gosto de tudo também). ouvia... falava quando solicitado... deixava todo mundo vencer... queria ser como ele quando crescer... Deus me ajude!!! Bjm

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    3. Olá, Rosélia! Acho o máximo quando escrevo algo que aguça os sentidos e pensamentos dos leitores. Assim como várias vezes leio algo em outro blog que faz o mesmo em mim. :)
      Vida duradoura de sua família, desejo que consiga o que almeja, muitos mais anos de vida com qualidade pela frente.
      Fiquei pensando sobre o modelo de vida do seu pai e me fez pensar como vamos mudando também. Vejo duas vertentes de idosos... aqueles que com a sabedoria se tornam amargos e tristes, e aqueles que se tornam tranquilos e alegres.Penso seu pai fazer parte da segunda categoria. Imagem de um homem feliz.
      Penso ter evoluído bastante e estar bem próxima das atitudes dele, ou pelo menos no caminho, rsrsrs... especialmente em hoje em dia me incomodar menos com críticas ferinas - muitas vezes resultado de recalque ou insatisfação pessoal projetada no outro - e deixar todo mundo vencer. Às vezes o perder pode significar uma grande vitória, rsrsrs.
      Que legal sua partilha! Que Deus lhe ajude!
      Abraços!

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  8. São admiráveis as repostas de idosos a propósito de suas vidas. Não ficam olhando para trás com excesso de saudosismo, e alimentam sonhos. Parece-me que vivem muito porque amam a vida de uma forma especial, não se perdendo nos labirintos dela. Bjs.

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    1. Olá, Marilene! Estão aí mais umas pitadas da fórmula da alegria com que esses idosos chegam aos 100 anos. Saber olhar em frente, com saudades mas sem viver no passado ou amargurar o que passou, alimentar sonhos, amar a vida sem se perder nas vias fáceis que se apresentam aqui e ali... com certeza colaboram para a alegria de viver. Abraços!

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  9. Que beleza não é Bia?
    118 anos! Alimentação é tudo.
    Minha avó paterna morreu com 96 anos e a materna com 83. Meus avôs morreram jovens, assim como meu pai.
    Minhas avós foram para mim exemplos de força, de fé, de dedicação à família, dedicação aos estudos e à leitura. Principalmente minha avó paterna que gostava muito de ler
    Lindo artigo Bia!
    Sempre bom aprender com os idosos.
    Obrigada pelas palavras gentis la no meu Blog.
    Beijos e boa semana pra você.

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    1. Olá, Cris! Não conheci minha avó paterna e meu avô materno, ambos também faleceram jovens. Dizem que eram pessoas maravilhosas.
      As famílias dos meus pais eram diferentes, mas o convívio com um e outro lado resulta naquela soma tão enriquecedora para o ser humano, uma bagagem que ninguém nos tira e que reflete quem somos. Esses dias quem amo contou a história de seus avós, uma história tão bonita... eles fazem parte do que somos, não? Penso ser um privilégio poder ter convivido com avós, é uma pena que poucos jovens valorizem isso. Vivem num recôndito doce das lembranças.
      Abraços!

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  10. Oi Bia, se foi outro comentário faltando o começo, jogue fora.
    Eu vou completar 68 anos, amei, sofri perdas, tive alegrias, tristezas, enfim espero encher o saco ainda por muito tempo. Quase morri a uns 6 meses de infecção hospitalar. Mas sou teimosa vou quando quiser. Minha amiga morreu de infecção hospitalar, estava tão linda no caixão.
    Temos que cuidar do corpo e da mente.
    Tenho uma Biblioteca e uma Farmácia em casa
    Beijos
    Saudades

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    1. Olá, Dorli! Não soube que ficou doente! Infecção hospitalar de fato pode ser muito perigosa. Que bom ter resistido bravamente.
      Leituras para alimentar a mente, uma farmácia pra manter o físico funcionando, rsrsrs.
      Abraços!

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  11. Com certeza seria uma avó que não sabe fazer bolo. Comprarei pronto e junto uma caixa de chocolate. Vó é pra isso. Aprendi com a minha toda a doçura que uma pessoa é capaz de ter. E também a cuidar de seu véio com gosto, amor, dedicação. Não por imposição, mas por amor. Então, estar junto por livre e espontânea vontade e com amor... Que lindo!
    Beirando aos 50 eu já penso na morte. Às vezes tenho medo, mas porque quero fazer muita coisa ainda por aqui. É como se eu estivesse recomeçando algo que deixei pra trás. Bom humor sempre e leveza na alma.
    Ontem eu disse a minha filha que se temos problemas e não sabemos como resolvê-los, deixemos eles num canto. Eles acabam se resolvendo sozinhos. E é bem por aí mesmo.
    Beijos, ótima semana!

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    1. Olá, Clara!
      Do jeito que sou chocólatra eu acho que estaria super valendo ganhar uma caixa de chocolates no lugar do bolo, kkk! "A cuidar de seu véio com gosto, amor, dedicação. Não por imposição, mas por amor. Então, estar junto por livre e espontânea vontade e com amor... Que lindo!" Está aí um dos meus projetos de vida. O amor não combina com imposição, e combina com cuidado, carinho...deve ter sido um casal feliz. :)
      Clara, eu vivo com muita intensidade, penso que cada minuto da vida precisa ser aproveitado para ser vivido. Então entendo quando diz que tem medo da morte no sentindo que tem medo de que não dê tempo para viver tudo que há pra viver. Já me oprimi muito por esse sentimento e hoje em dia, quando percebo que essa sensação começa a me deixar angustiada, procuro também na alegria e na leveza um refúgio para alimentar a fé de que haverá tempo para viver muito bem essa vida, e tenho feito minhas escolhas buscando essa direção.
      Eu era daquelas pessoas que ficava remoendo um problema exaustivamente, o que era muito desgastante. Hoje consigo deixá-los como se estivesse em um segundo plano do cérebro. Não faço de conta que não existem, só não fico fixada... vez por outra me pego fazendo conexões... e de repente, voilá! A solução aparece prontinha! Creio que funciona mais ou menos como o que citou de deixar eles num canto, sob o domínio do ócio criativo. Depois que se aprende essa estratégia é preciso somente aprender a confiar na intuição para ir em frente.
      Me identifiquei muito com seu comentário, Clara. Acho que seremos velhinhas realizadas! :)
      Abraços!

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  12. Nossa, Bia, que história maravilhosas! Me emocionei só de ler, imagine vendo. Agora está tarde, mas depois eu verei com toda certeza o vídeo. Deve ser incrível. Bjs e boa semana.

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    1. Olá, Sérgio!
      Penso que a equipe foi muito feliz na escolha dos idosos que participaram, trazem uma alegria de viver incrível! Abraços!

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  13. Oi Bia.
    Acho tudo muito lindo essas histórias de pessoas que conseguem lidar com o passar dos anos da melhor maneira possível, mas quando paro para pensar nisso, só consigo pensar: Deus me livre! Deus me livre viver tanto tempo nesse mundo caótico! Que Deus me leve o mais breve possível.
    Sobre a tua pergunta, aprendi com meus avós muitos valores como o altruísmo, o não desistir após um fracasso porque fracassos são inevitáveis e a ter bem claras as minhas metas para não ficar sonhando, devaneando parada no tempo.
    Não desejo passar nada aos meus netos pelo simples fato de que não os terei, assim como não terei filhos.
    Mesmo que não sejamos tão "chegadas" na blogosfera, te indiquei para uma tag, faça apenas se quiser.
    Beijos.

    Rivotril com Coca-Cola

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    1. Oi, Mi, como vai?
      Eu também admiro muito pessoas assim, que conseguem se sobrepôr aos percalços da vida e chegar longe buscando sobreviver com o que ficou de melhor. Uma questão de foco, sem dúvida.
      Não sei se quero viver 100 anos, mas quero viver muito ainda, porque mesmo nesse mundo caótico, tenho por perto pessoas que me fazem pensar que vale a pena, sabe? Eu sei que eu sou a última romântica, kkk!
      Belas lições dos seus avós, altruísmo, como faz falta hoje em dia, e a coragem de enfrentar os fracassos de cabeça erguida, compreendendo que fazem parte da vida e estão aí para serem superados. O sonho é bom quando a base para a ação... passar a vida devaneando é seguro e bonito mas não traz realização.
      Faz tempinho que não respondo uma tag, darei uma espiada com certeza, obrigada pela indicação.
      Abraços
      Vanessa.

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  14. Oi . Belos e estimulantes depoimentos. Estou com 66 amo a vida e quero viver enquanto tiver saúde para manter minha independência.

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    1. Viver cbem é um grande presente que podemos receber e penso além da vontade divina é um reflexo das escolhas que fazemos e da maneira como aprendemos a enxergar a vida. Abraço!

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  15. Oi Bia,

    Não é fácil passar dos 100 anos, mantendo a energia e o 'brilho nos olhos'. A idade traz muitas limitações e é preciso muita luz interna para não desanimar diante delas (avalio pelos idosos que já passaram pela minha vida) . Além de uma saúde razoável, vontade de viver, sonhos e motivação são indispensáveis para uma vida longeva. Se eu pudesse escolher, desejaria viver somente enquanto fosse independente e lúcida. Ter que ser cuidada é muito triste, mas Deus sabe o de que precisamos e teremos que nos conformar com o que vier. Admiro os idosos sorridentes, que mostram doçura no olhar e transmitem satisfação com a vida, apesar de qualquer pesar. No geral, uma pessoa idosa já passou por muitas dores e experiências amargas e manter a juventude da alma é meritório. Por outro lado, os idosos são patrimônio de sabedoria. Tê-los por perto é uma oportunidade de enriquecimento, seja interior, seja na vida prática.

    Beijo.

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    1. Olá, Vera!
      Interessante ponto de vista... ninguém quer viver com limitações, perceber a "máquina" ir falhando pouco a pouco", penso ser essencial aprender, no decorrer da vida, o valor da humildade. Quanto maior o orgulho, maiores serão as dificuldades para compreender os reflexos naturais da passagem do tempo.
      Uma vez vi numa entrevista que uma mulher muita ativa aos 80 anos e acamada no hospital, quando melhor, contou sobre o seu novo sonho a ser colocado em prática: reformar a casa. Muitos acharam loucura reformar a casa nessa idade, mas não perceberam que a questão não era a reforma, mas manter a chama viva dos planos para o amanhã. :)
      Todos gostaríamos de viver bem até o final, mas essa condição naturalmente não é uma escolha somente nossa. Uma das coisas que acredito pesar negativamente da idade avançada é saber quantas pessoas passaram por nossa vida e partiram, e como disse, encontrar satisfação e brilho nos olhos mesmo depois de uma vida com suas conquistas e perdas é digno de aplausos.
      Abraços!

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  16. Bia,

    Amei ler seu texto, eu tenho um carinho enorme por pessoas idosas, cuido até de quem nunca vi antes, como aconteceu esta semana. A minha familia tambem é quase centenária. Minha mãe vai fazer 80, o meu pai viveu muito bem e sapeca por 79 anos, avó materna até 88, e por aí muitos. O importante é viver bem, saudavelmente, com alegria dentro de si. Não sei o que me reserva o futuro, mas se tiver algo equilibrado serei, com certeza, grata a Deus.

    Bjs

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    1. Olá, Sissym!
      Eu sempre ajudei o quanto pude com os idosos... ia com minha avó ao centro da cidade e a velórios, rsrsrs, ajudava a limpar a casa, lustrava o chão com "vassourão" para que não doesse sua coluna... quando meu avô foi abandonado pela segunda mulher aos 85 anos ia em sua casa três vezes por semana à tarde fazer café, dar uma ajeitada nas coisas... e ano passado cuidei do meu pai quando esteve doente, aos 74 anos.
      Penso que a roda da vida é assim, chegaremos lá um dia também e o mínimo que podemos fazer é agir com gratidão ajudando quando precisam.
      Fiquei curiosa sobre qual foi sua atitude de cuidado que citou.
      Abraços!

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