domingo, 14 de junho de 2015

Perfeito!!!!!

Vi esses dias no ponto de ônibus uma mulher que marcou minha vida.

Aos 8/9 anos, com habilidades artísticas despontando, minha mãe me matriculou num curso de confecção de bonecas - na época eram moda. Cheguei ao local com os materiais e me vi entre várias adultas e nenhuma criança.

imagem daqui

Atenta ao passo a passo, comecei a pintar a cabeça de plástico. Estava indo bem, até que chegamos à pintura do olho. Vixi, os olhos ficaram horríveis! Comecei a chorar em silêncio e a instrutora pacientemente me consolou e pediu que a moça - a mulher que citei no início - pintasse para mim.

Muito simpática, ela pintou direitinho! Ficou lindo! Masss... não era eu que havia feito. Fiquei desapontada comigo mesma por não ter conseguido. Lembrar essa história me fez ter uma referência da idade em que percebi ser perfeccionista. E olha que minha mãe nem brigou comigo, rsrsrs.

Há quem diga que o perfeccionismo é "um distúrbio neurótico no qual a pessoa sente constante insatisfação com seu desempenho e dúvidas sobre a qualidade de seu trabalho, levando o indivíduo a escrupulosidade, verificações de pormenores, obstinação, prudência e rigidez excessivas".


imagem daqui

Mas tem seu lado positivo... dentro de níveis normais, é sinal de trabalho bem feito, com qualidade. De fato não gosto de fazer bonecas, kkkkk, mas imprimir perfeccionismo ao artesanato que faço traz uma qualidade que é o diferencial positivo.

Para aprender a lidar com esse traço sem que se torne um sofrimento, kkkk, desenvolvi algumas estratégias que podem ser úteis para quem tem essa característica:
  • Quando realizar um novo projeto, comece pelo pequeno, simples. Quando fiz meu primeiro curso de encadernação aprendi uma costura que usava 4 agulhas (copta etíope). Claro que na hora de reproduzir, me perdi! Encontrei na net uma versão mais simples (copta), com uma agulha somente, e fiz meu primeiro trabalho. Não parei mais, é minha costura preferida. Vejo que quando buscamos desafios muitos difíceis, complicados, acabamos desistindo pela demora em ver o resultado, pela sensação de impotência por não conseguir ou por falta de tempo para concluir. Não desista, desça degrais no grau de dificuldade, recomece e dará certo!
  • Permita-se tentar de novo. Por autocobrança excessiva não nos permitimos errar e a chance de desistir na primeira é grande. Tente de novo, e de novo, tenha paciência consigo mesmo, excelência se conquista com prática. Só desista do que não vale a pena.
  • Apesar da encadernação ser o ofício da perfeição e precisão, ouvi muito das instrutoras a expressão, "se liberta". Pequenos defeitos em geral só são percebidos por nós mesmos que lhes damos uma importância maior do que merecem.
  • Habitue-se a concluir o que começou, mesmo que não fique perfeito. Concluir algo traz satisfação e nos impulsiona a começar de novo, com a certeza de que será melhor devido à experiência.
  • Perfeccionismo não é sinônimo de organização ou Transtorno Obsessivo Compulsivo.
  • Dica de ouro: se algo não está saindo como gostaria, pare por uns 15 minutos e faça outra coisa. Quando retornamos geralmente as coisas parecem entrar nos eixos.
  • Como a frase "não se cobre tanto" passa longe dos ouvidos do perfeccionista, kkkk. pelo menos aprendi a perceber meus erros com algum bom humor. Então, rir de si mesmo é o jeito para aliviar a barra que nós próprios criamos.
Mesmo assim, minha filha conhece meu sorriso de satisfação quando termino algo cujo resultado me agrada e em seguida exclamo: "perfeito!!!" Somos o que somos, afinal, desde a infância. Portanto, cuide bem dessa criança. ;)


P.S.: a mulher que me ajudou foi um exemplo da interferência positiva que podemos causar na vida das pessoas sem perceber. Ela provavelmente nem se lembra de mim, mas eu lembro que não me senti humilhada ou constrangida com sua ajuda e certamente isso me ajudou a não desistir de tentar de novo. :)

26 comentários:

  1. Bia,
    Também tenho uma costela perfeccionista, sei bem o que é lidar com essa situação. Mas parece-me que a Bia o faz muito bem, acho que é mesmo por aí.

    Um beijinho :)

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    1. Olá, estou sempre buscando achar caminhos para facilitar, rsrsrs, com consciência de que estou longe ainda do ideal. Abraços!

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  2. Lindo te ler e ver tu abrir o coração e falar da vida...

    Tão bom reconhecer as pessoas que nos fizeram bem na vida e quanto à mania de perfeição, é fogo,né?

    E tu, pelo menos tudo que vi ,fazes com perfeição! boas dicas dadas! bjs, chica

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    1. Olá, Chica! Abrir o coração e falar da vida são suas coisas que faço tanto por aqui, rsrrsrs... Tenho boa memória e sei ser grata às pessoas que me ajudaram sem interesse, talvez a lição mais preciosa que aprendo dessa forma é retribuir tentando ajudar também.
      Gosto de fazer algumas coisas bem feitas, mas também sei que instantes de imperfeição tem sua beleza. :)
      Abraços!

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  3. As pessoas que me conhecem dizem que eu sou "marrona". Porque se entender que faço uma coisa, faço-a, nem que tenha que desmanchar e refazer 50 vezes, até que fique como eu entendo que tem de ficar.
    A primeira coisa que ensinei à netinha, tinha ela três anos, foi que nunca se diz "eu não sou capaz".
    Hoje ela tem sei anos e se tem que fazer algo que não sabe, já não diz "eu não sou capaz" Diz "Avó ensinas-me como se faz?"
    Um abraço e bom Domingo

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    1. Oi, Elvira!
      Então também sou marrona, hahaha! Está aí um termo que aqui no Brasil não conhecia! Em geral prefiro desmanchar e refazer a fazer mal feito.
      Achei preciosa a lição que ensinou à sua netinha! Vejo que tudo é uma questão de ponto de vista! Nas escolas é muito frequente os alunos dizerem que não são capazes, sobretudo quando estão começando no primeiro ano. Mas com o apoio e a confiança dos professores, eles descobrem que tem sim capacidade. Palmas para você como vovó! Abraços!

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  4. Bia, eu não sou perfeccionista, mas persigo esse objetivo no intuito de fazer o melhor que posso, o melhor que sei.
    Não acho que seja defeito. Acho que é uma característica.
    Revi-me nos seus conselhos, particularmente na não desistência e na pausa!
    Eu não sou perfeccionista, nunca fui. Tento, contudo, ser perfeita. Tento evoluir. Tento fazer/ser/estar bem!
    Boa semana, Bia.
    Beijo da Nina

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    1. Olá, Nina! Penso que fazer, ser e estar sempre melhor é uma característica saudável, que traz movimento à vida e espanta o conformismo. Desde que dentro de limites saudáveis, só faz bem.
      Sempre quando vejo que algo insiste em dar errado ou que estou a ponto de desistir, paro e saio para comer, dar uma fuçada na internet, sempre funciona! parece que voltamos à atividade pensando sob outro ponto de vista! Abraços!

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  5. Oi Bia,
    Vim várias vezes no seu blog e pensei: será que não comentei direito? Falo isso porque hoje meus comentários foram para o beléleu, fui arrumar uma palavra da postageme sem querer exclui, estou avisando meus amigos se quiserem ler a outra, pois sempre tenho algumas no rascunho ficarei feliz
    Eu sempre tive mania de perfeição em tudo, mas quando precisamos dos outros, a gente sofre. É o que está acontecendo comigo agora.
    Mais tarde passo e-mail pra você.
    Desculpe
    Beijos no coração

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    1. Olá, Dorli! Já aconteceu comigo de comentar e sumir, rsrsrs, e também de comentarem aqui e sumir, coisas do Blogger.
      Professor tem essa característica de perfeição, hahaha.
      Vejo que está passando por uma fase bem complicada, espero que passe logo e que recupere sua independência... estou com problemas para acessar o e-mail do blog, mas desejo de verdade que tudo fique bem.
      Abraços!

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  6. Olá Bia,

    O perfeccionismo já me estressou bastante. Não me lembro exatamente quando manifestei os primeiros sinais, mas nunca me esqueço do tempo que dispensava a cada tarefa por desejá-la absolutamente perfeita. Sinto que já superei em parte, mas continuo com fortes resquícios. Eu acabava cobrando procedimento idêntico, desrespeitando, obviamente, o limite das pessoas que trabalhavam comigo ou para mim. Outro dia gastei horas para colar os vidros de um porta retrato. Depois de pronto, achei que estava torto e o coloquei de molho para soltar novamente e refazer a colagem. Cansei de querer tudo perfeito. Suas instrutores estavam certas ao afirmar que pequenos defeitos normalmente são percebidos apenas por nós. Meu olhar vai direto nos defeitos, mesmo que ninguém os esteja percebendo. As estratégias sugeridas por você são muito válidas.
    Muito bem observado, ao final, sobre a interferência positiva que podemos causar na vida das pessoas, mesmo sem perceber. Já aconteceu comigo com relação a uma sobrinha, e, portanto, permaneço atenta às minhas atitudes e conversas para que possam sempre ter um peso positivo na vida das pessoas que se relacionam comigo.

    Feliz semana.

    Beijo.

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    1. Olá, Vera. Você era obstinada, tentava até dar certo. Eu era a "rainha" das desistências, largava os projetos no meio. Cansei de começar blusas de tricô num inverno e terminar no outro... isso quando não desmanchava, kkk. Então percebi que gosto de ver o produto do meu trabalho rápido... Por exemplo, tricô e crochê com linhas grossa e ponto simples. Bolos, tortas, salgados, com receitas práticas. Costuras sem excesso de recortes e detalhes. Enfim, tudo o que eu possa ver concluído brevemente, então passei a escolher projetos nesse modelo e não desisti mais.
      Fiquei pensando em sua paciência para colar os caquinhos do porta retrato...não seria mais fácil comprar um vidro novo? Coisas que só cada um entende, rsrrss.
      Achei importante o que destacou, sobre a cobrança alheia. Acho que melhorei significativamente nesse sentido, sobretudo em relação à organização a casa. Ensinava minha filha e uma enteada que tive com toda paciência a manter as coisas limpas e organizadas, mas com o tempo comecei a perceber que não havia necessidade de ser rígida em relação à isso, porque o perfeccionismo era meu, e não delas. Claro, importante ensinar, mas não cobrar. Além do que cada um tem características e modos de se organizar pessoais. e sabe o quê? Hoje sou bem mais relax e relação à minha casa e adorei ter aprendido a ser assim!
      Pior ainda - e assim nunca fui - é a pessoa que cobra o tempo todo perfeição do outro, mas não se preocupa em melhorar ou olhar suas próprias imperfeições. Esse tipo, na minha opinião, é o pior tipo de pessoa com quem conviver, porque nunca estão satisfeitas.
      Tive a sorte de ter pessoas que interferiram positivamente na minha vida e de saber dar valor à elas - lembrei da minha tia V. quando li que já ajudou sua sobrinha, rsrsrs. Que saudades... com ela aprendi que a vida pode ser leve, que podemos errar e dar risada disso.
      Abraços.

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    2. Oi Bia,

      Sempre que venho ler uma nova postagem sua dou uma chegadinha na página anterior para ler sua resposta ao meu comentário. Ri de sua observação sobre a minha tentativa de colagem dos vidros dos porta retratos. O caso é que os vidros não quebraram. Se assim fosse, eu não os colaria de jeito algum. Não gosto de nada 'remendado' por aqui. Dizem que não é bom para a energia local. Creio tratar-se de teoria ligada ao Feng Shui. O porta retrato é daqueles que amparam livros. É todo de vidro. Os vidros onde se coloca as fotos ((entre eles) se soltaram da base, sem quebrar. Já eram originariamente colados. Tentei colar seguindo as respectivas marcas, mas o vidro escorregava na cola e acabou ficando torto. Isto aconteceu com o par dos porta retratos, mas o meu irmão, super habilidoso, os recolou e ficaram perfeitos.
      Beijo.

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  7. Eu sou! E me cobro muito por isso. Se não ficar perfeito, deixo pra lá, posso tentar de novo e se não ficar como eu quero, talvez eu desista mesmo, mas não me lembro de alguma desistência.
    Qdo escrevo, se eu achar que não está bom, deixo no rascunho e depois de uns dias eu apago. Se eu não gosto, imagine mostrar isso pra todos?
    Tenho muita dificuldade em assimilar um elogio.... sério isso. Daí fico procurando defeitos que provavelmente só eu verei. É horrível isso!
    Mas com a maturidade a gente aprende a não se cobrar tanto...
    Uma ótima semana! Beijos

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    1. Olá, Clara!
      Também não tenho mais a tendência a desistir, a não ser que algo ultrapasse meu limite de produtividade ou paciência, que são bem longos. O grau de complicação e dificuldade precisa vir acompanhado do fator "vale a pena". Já fiz peças muito difíceis como um desafio pessoal ou por estar inspirada, porque sei que assim como você, quero que saia bem feito, então é jeito é abraçar aquilo que sabemos que damos conta de fazer direito. Ou enquanto estamos dando conta, rsrsrs.
      Escritos já fiz inúmeras vezes como você... final de semana mesmo havia escrito outro antes desse. Dificilmente resgato do rascunho e publico, mas no meu caso nem é uma questão de achar que não está bom, e sim que já não tem mais a ver com o momento.
      Sabe, eu aprendi a assimilar o elogio e receber com alegria, mas tenho a tendência a achar que sempre os outros são melhores que eu. Ainda bem que o tempo passa e vamos dominando esses fantasmas internos, não é?
      Abraços!

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  8. Bia, isso tudo combina perfeitamente comigo. Sou extremamente perfeccionista e me cobro muito. Isso é péssimo pra mim e sempre me prejudicou. Sempre acho que o que eu fiz poderia ter ficado melhor e tenho um olhar crítico sobre mim. Gostei das dicas e já tentei algumas delas. Bjs e boa semana.

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    1. Olá, Sérgio! Minha filha que sabe, rsrsrs, às vezes algo parece perfeito e eu encontro um pequeno detalhe "ali"... mas geralmente esse rigor todo é só em relação à mim mesma. Não sei se foi seu caso, fui muito comparada negativamente na infância, e acredito que deve ter repercutido em uma personalidade já naturalmente perfeccionista.
      Libertemo-nos!!!! :)
      Abraços!

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  9. Boa tarde Bia, ao ler este seu artigo pensei em mim e num dos meus filhos.
    Mas antes quero dizer-lhe que adorei o seu testemunho!
    Sempre gostei muito de aprender, mas minha própria mãe me desmotivava dizendo que eu fazia tudo mal (quero aqui referir a costura e fazer a cama)! Não sei coser à maquina e a cama nunca fica perfeita;))! Com o decorrer do tempo tentei ultrapassar, mas penso que isso ficou enraizado em mim!
    Um dos meus filhos é perfeccionista com o trabalho. Também tem que ser. É investigador e tudo tem que ser feito com rigor. Penso que exige muito dele e por vezes se esquece das pausas!
    Aqui de longe tenho que lembrá-lo! Ah e no meu caso vou tomar nota.Terminar sempre um trabalho. (Tenho várias coisas iniciadas,))!
    Beijinhos, Bia, e muito obrigada por mais este momento tão gratificante.
    Ailime

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    1. Olá, Ailime!
      Apesar dessa história não ter acabado assim, minha mãe tinha o péssimo costume da comparação - "fulana sabe fazer tal coisa, você não sabe" - então sempre me sentia cobrada a fazer mais e melhor. Talvez por isso hoje em dia procuro ficar longe de disputas, acabo deixando que o outro ganhe e me afastando... como bem disse, são as raízes que mesmo com maturidade para superar ainda ficam em resquícios dentro da gente, rsrsrs.
      Todos temos pontos falhos e isso não nos torna piores como seres humanos, somente normais. ;)
      Por ser perfeccionista já pensei que seria uma boa investigadora, embora não tenha a tendência de vasculhar e controlar a vida alheia, hahhaa. Não que seja o caso do seu filho, lógico, no sentido profissional, penso que deve ser interessante, e como disse, desgastante. Ainda bem que ele tem a mãe para lembrar-lhe das pausas, rsrsrs.
      Abraços!

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  10. Oi, Bia!
    Dentro do profissional, faz bem em procurar a perfeição mesmo que aconteça de não sair como gostaria. Difícil é ser 100% e reconhecer com gratidão as pessoas que nos ensinam ou nos ajudam nos momentos difíceis. Parece que você está conseguindo! :)
    Eu não tento fazer trabalho manual procurando perfeição, pois sei as minhas limitações. Dentro daquilo que eu "sei que sei" ou que tento ser especialista, a cobrança é diária, até pq um erro causaria prejuízos. Na vida privada temos que relaxar e viver! :)
    Beijus,

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  11. Bia... sabe essa mulher que te ajudou? Ela não tem mais rosto, tem? Você lembra da sua fisionomia? Pode ser que ela seja um anjo que foi colocado lá para te ajudar...

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    1. Olá, Luma!
      Acho importante reconhecer quem nos fez/faz bem, as pessoas tem tendências a mais criticar do que elogiar, e a gratidão gratuita é um reforço positivo, penso que o reconhecimento faz tão bem... até hoje penso que deveria ter falado para a moça (hoje, uma senhora) o quanto o que ela fez foi significativo pra mim. Por que ainda temos essa resistência de falar para o outro o que é bom???
      Lembro-me dela sim, Luma, tanto que a reconheci no ponto de ônibus mais de 30 anos depois,hoje é uma senhora de uns 60 anos... o que não exclui a possibilidade de ser um anjo, rsrsrs. Aliás tenho consciência de que já tive vários anjos passando por minha vida e penso que saber reconhecer isso também é uma dádiva.
      Profissão exige responsabilidade e talvez daí essa cobrança diária com a qual precisamos saber até onde vão nossos limites.
      Abraços!

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  12. Bia, como é triste ser perfeccionista! A satisfação parece não chegar. Com o passar dos anos, tentei me reeducar, aprender que não preciso ser perfeita. Realmente, pequenos detalhes que não nos completam a visão (rss), nem são percebidos pelos demais. Creio que a arte, como o artesanato que mencionou, exige aptidão. Outro dia estive em uma feira e me encantei com os trabalhos. Minha mãe lidava muito bem com o crochê e guardo as peças que me fez, com enorme carinho. Artes manuais pedem dedicação e amor. Bjs.

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    1. Olá, Marilene!
      Vamos aprendendo aos poucos que o mundo não acaba em instantes de imperfeição, rsrsrs. Mas a sensação de insatisfação pessoal é algo de que de fato incomoda, porque o perfeccionista sabe que, se depende dele, então tem que sair perfeito, é aí começa o interminável ciclo de autocobrança. Pior do que lidar com a expectativa do outro é lidar com a própria expectativa, rsrsrs.
      Seu registro me lembrou que cresci na beira da cama da minha avó com ela recostada em seus travesseiros crochetando carreiras e carreiras de lã ou fio... até aprendi a fazer, mas não é minha arte preferida de confeccionar. Até hoje eu e minha mãe temos peças feitas por ela. Minha filha teve várias conjuntinhos quentinhos em bebê. Lembranças doces. :)
      Abraços!

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  13. Bia,

    Sempre gostei de me concentrar para algo que me determinei a fazer. Procuro fazer o melhor possivel, curto detalhes, mas sou cool. Uma coisa eu sei, nunca tive a mão muito firme para fazer contornos perfeitos, cortar em linha reta. Então, sei das minhas limitações.

    Houve um tempo que fiquei neurotica, era devido ao infeliz casamento que tive. Nossa, nada melhor do que voltar a ser "eu mesma" e desencanar. Faz um bem....

    As suas sugestões são muito importantes quando uma pessoa pretende fazer algo. Eu tenho muito disso, se não der certo de primeira, eu paro um pouco e recomeço depois.

    (vc sabe, não posso usar de magis... lol)

    Beijinhos

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    1. Oi, Sissym!
      Todos temos limitações e saber reconhecer que isso é humano traz um alívio danado. Quando temos conhecimento das nossas limitações, em contraponto temos também conhecimento do nosso potencial, podendo então explorá-los com acertividade e maior possibilidade de nos satisfazer com o resultado.
      Tenho limitações com pinturas minuciosas, me parecem estar sempre tortas ou disformes, rsrsrs, por esse motivo evito bonecas, rsrsrs.
      Concordo plenamente com o segundo parágrafo. Já beirei a neurose e ela vem junto com a cobrança excessiva do outro. Parece que quanto mais queremos fazer perfeito, mais perfeição é cobrada, até o ponto em que a perfeição passa a ser uma obrigação e não um diferencial, e aí ----> neurose.
      Tem toda razão, não há nada melhor do que voltarmos a ser quem somos, estar perto de pessoas que nos fazem nos sentir bem como somos e amar as pessoas ajudando-as a serem elas mesmas.
      Abraços!

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