segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Na barra da saia da vó?

Obs: Agradeço a Tina por essa gentileza ---> aqui.


Semana passada, quando aguardava para despachar encomendas no Correio, vi uma senhora muito simples sem entender o moderno painel de senhas "toque na tela". Me aproximei, perguntei qual era o serviço que desejava - "CPF" - e entreguei-lhe o papel, explicando que precisava aguardar o número aparecer no visor.



Contou que o CPF era para seu neto de 15 anos, queria colocá-lo num cursinho do SENAI para logo conseguir emprego. Contou-me que criava três netos (15, 12 e 9 anos), pois a mãe faleceu e o pai perdeu-se no crack. Sem ajuda pagou R$ 2000,00 para um advogado documentar a guarda das crianças e ela poder correr atrás dos documentos que precisava, e ainda assim, a história estava enrolada.

Compreendi sua indignação. Notadamente humilde precisou pagar para criar filhos que não era seus e evitar que ficassem em um abrigo para menores. Era interesse do governo resolver sua situação, mas há tanta má vontade para ajuda nesse mundo! Um promotor da cidade vizinha finalmente abraçou sua causa e a estava ajudando.

Os avós tem fama de estragarem os netos. O escritor Içami Tiba, que partiu recentemente, deixou sua última obra "Educação familiar:presente e futuro", onde fala da importância do convívio com os avós na educação dos filhos, tornando-os crianças mais amorosas e seguras.

Assisti esse final de semana o filme "Um amor de vizinha", que conta a história de um avô que precisa ficar alguns meses com sua neta de 10 anos que não conhecia. Sua vizinha o ajudou no processo de aproximação e a a história ilustra muito bem como essa relação pode ser benéfica para os dois lados, independente do contexto.

Quem convive/u com avós tem histórias para contar. Meu amor contou que era impressionante: mesmo quando os netos corriam após uma arte sua avó lançava o cabo da vassoura com tamanha precisão que sempre acertava seus lombos, kkkkkkkk! Isso claro, em meio a outras boas lembranças.

Minha filha conviveu com os avós boa parte da infância - moramos um tempo com eles - e até hoje se emociona quando vê na tv algo que a remete aos ricos aprendizados que teve. Há avós que estragam os netos, como há pais que estragam os filhos, não se pode generalizar. Se houver uma relação de respeito em relação à autoridade e conhecimento de um e de outro, só tem a somar.

Torço para que aquela senhora consiga criar seus netos e receber reconhecimento e gratidão. Não vivi na barra da saia de minha vó porque ela só usava calças, rsrsrsr... E claro que ela "ralhava" comigo quando errava, rsrsrs. Sinto saudades do cheiro dos bolos que fazia - de fubá, cuque ou caçarola italiana.  Guardo o cheiro do escritório do meu avô na memória e quando minha avó se foi, guardei por meses duas peças de roupa sua que haviam sido deixadas na casa da minha mãe dentro de uma sacola só para aspirar seu cheiro de vez em quando.

Talvez por isso hoje, apesar do nariz ruim devido à rinite, rsrsrs, eu valorize tanto o cheiro das pessoas que amo e das memórias que vivo.

Quer deixar uma história? Conte uma...

a) como neta/o
b) como avó/ô
c) de um cheiro inesquecível
d) todas as anteriores




Matéria linda que fala sobre uma avó e um neto especiais ----> aqui.

32 comentários:

  1. Oi Bia!
    Como minha mãe trabalhava, eu fui mais criada pelos meus avós. Até hoje sou muito agradecida pela educação e caráter que eles passaram p/mim e p/o meu irmão.
    Avós não estragam, avós educam carinhosamente kkkk
    Bjsssss querida e uma semana de sucesso e abençoada p/vcs

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    1. Olá, Dinha, que legal! Você é muito amável e alegre sempre e isso prova o quanto seu convívio com os avós foi positivo! Abraços!

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    2. Obrigada Bia!
      Estou também passando p/desejar uma semana de muita paz e abençoada p/vcs
      Bjssss

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  2. Lindo e me emociona! Sou suspeita pois meu envolvimento com netos é grande e crio um desde bebezinho e agora já tomo conta de uma outra sempre que os pais precisam trabalhar.é muito bo,! faz bem pra ambas as partes! bjs, chica e tudo de bom!

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    1. Olá, Chica! Sempre me toca quando algo que escrevo emociona alguém que lê. Você é uma pessoa especial e com certeza muito alegre e amorosa com os netos! Acho legal quando os avós ajudam a cuidar dos netos com essa disposição, sem que pareça um fardo, e sim com leveza e alegria! Abraços, tudo de bom a todos aí!

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  3. Minha neta foi criada por mim até entrar na escolinha aos 4 anos. Creio que terá no futuro boas recordações da avó. Quando era bebé, adorava baloiços. Quando o tempo não estava capaz para ir ao parque, eu lhe pegava pelos sovacos e a baloiçava ente as minhas pernas como se fora um baloiço. Há dias, numa visitam não é que ela me perguntou se eu me lembrava de a baloiçar quando era muito pequenina, e estava a chover. Fiquei pasmada. Não tinha nem 2 anos, e os médicos dizem que só guardam memórias depois dos três anos.
    Eu só vi minha avó materna duas vezes, ela vivia longe. A avó paterna morreu quando eu tinha 5 anos e lembro-a até hoje.
    Um abraço

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    1. Olá, Elvira!
      Acredito em uma memória afetiva que não tem idade. Minha filha gosta muito quando converso com meu cachorrinho como conversava com ela quando bebê. Penso ser porque faz parte dessa memória afetiva aconchegante.
      Toda criança gosta de balançar. Eu gostava de brincar e também de fazer uma brincadeira chamada "cavalinho", onde a criança fica sentada sobre a base do joelho do adulto segura pelas mãos, o adulto fala "cavalinho, cavalinho, cavalinho" enquanto balança as pernas e no "upa" a deita para trás, segurando as mãos.... não tem criança que não dê aquelas gargalhadas gostosas que só criança sabe dar!
      Tenho certeza que seu convívio com a neta será lembrado sim, sempre! :)
      Abraços!

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  4. Minha história com avôs e avós é um tanto diferente. Tive as avós bem presentes, mas nunca me senti muito próxima ou acarinhada por elas.
    Meu avô materno faleceu quando minha mãe tinha 17 anos e ao ver suas fotos sempre tive muita vontade de conhecê-lo. A boa imagem que minha mãe me passou dele influenciou nesse desejo.
    Com meu avô paterno passei a conviver um pouco mais depois de adulta. Ele ia me visitar na loja em que eu trabalhava, pelo menos uma vez por semana. Nas primeiras vezes foi tímido e com um falso interesse na compra de uma caneta. Depois de um tempo parou de pedir coisas e ficava apenas conversando comigo. A cidade era pequena, meus chefes o conheciam e entendiam a visita. Hoje não sei por onde ele anda. Só espero que esteja bem.

    Beijo grande e uma ótima semana.

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    1. Oi, Naty!
      Entendo o que quis dizer em relação à suas avós, apesar do convívio, há pessoas que tem um jeito estranho de mostrar proximidade ou carinho.
      Interessante o jeito que seu avô encontrou de se aproximar. Penso que independente da história, é importante conhecê-los, para que não fique uma lacuna. Minha filha foi criada longe dos avós paternos, que moram em outra cidade. O avô faleceu, a avó queria conhecê-la. O pai, por intermédio do irmão (não temos contato com ele), ofereceu passagens para irmos de avião até ela. Não iríamos, mas a estimulei a realizar pelo menos um contato telefônico, para que não ficasse essa lacuna, ela não quis, mesmo que eu não tenha passado uma imagem ruim da senhora, que era uma boa pessoa.
      Cada um tem seu tempo e suas escolhas, só temo que para conhecê-la não seja mais possível voltar atrás, como acontece algumas vezes na vida.
      Que bom que você deseja o bem do seu avô, bom para manter o coração limpo. também desejo o bem de todos eles, apesar de nunca terem ajudado com sua educação.
      Abraços!

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  5. Tb torço por essa senhora, Bia. E amava muitos meus avós maternos. Eles se foram em 2005 e ainda sinto muita falta. Minha avó paterna se foi esse ano e o vazio está grande. Avós não estragam netos nada, pelo contrário, ajudam na criação, dividem carinho, amor, preocupação, enfim. Adorei a postagem. Bjs e boa semana.

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    1. Olá, Sérgio!
      Puxa, desejo que receba meu abraço por sua perda recente. Tenho boas lembranças da minha avó e tem dias que ela faz falta especialmente,com sua sabedoria calma e centrada. Só lamento que a vida sofrida e a solidão por anos a tenha deixado com um gosto de amargura, ela merecia ter sido mais feliz.
      Abraços!

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  6. Olá Bia,

    Tudo bem?
    Não tive convivência com os meus avós. Meus avós paternos não tinham boa relação com a minha mãe, o que nos afastou de seu convívio. Meus avós maternos moravam em outro Estado, o que dificultava a convivência com eles e além do mais, faleceram quando ainda éramos crianças. Contudo, pude presenciar a relação dos meus sobrinhos com a avó deles, minha mãe. A influência dela na vida deles foi de grande relevância e de muita alegria para ambas as partes. É natural que os avós mimem os netos, ms não os estragam, conforme o dito popular. Somente usam de uma energia mais paciente do que a que tiveram com seus próprios filhos.
    O caso que você mencionou mostra o tamanho do amor de uma avó. Tomara ela consiga encaminhar seus netos para a vida e que estes correspondam à altura, retribuindo a dedicação e o amor que estão recebendo.
    Vi a matéria. Muito boa. Lindo o carinho do neto para com sua avó. Também foi importante o destaque do valor de um professor na vida de todos.
    Ainda não assisti ao filme "Um amor de Vizinha". Sempre procuro por filmes de suspense e acabo perdendo a oportunidade de ver outros filmes interessantes.

    Ótima semana,

    Beijo.

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    1. Olá, Vera! Estou há dias pra visitá-la em seu regresso, ainda não consegui, rsrsrs.
      É interessante esse outro ponto de vista, como testemunha do amor da relação de sua mãe com os sobrinhos. Os diversos enlaces que vão se desenvolvendo ao longo da vida.
      Concordo que é um tipo de amor diferente - não à toa chamam avós de mamães com açúcar. Vejo que os avós não querem reproduzir nos netos os erros que cometeram com os filhos e nesse caminho às vezes cobram coisas dos filhos algo que é completamente contra a maneira como fizeram anteriormente, e penso que daí nasce o conflito e a ideia protecionista. O importante é os avós saberem que a decisão final é dos pais, e os filhos, não subestimarem o conhecimento dos mais velhos.
      Eu adoro a reportagem do vídeo linkado, o menino, é tão alegre, cheio de vida, mostra o grande carinho com que é cuidado pela avó, e sabe retribuir, ajudando.
      Eu gosto de filmes de comédia, histórias de vida e aventura, raramente saio dessa dupla, rsrsrs. Esse filme é muito bom, vai gostar!
      Abraços!

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  7. Olá, querida Bia
    Minha avó me defendia da mãe quando via que eu tava certa e ela me recriminava... nunca posso me esquecer dela... jamais!
    Quanto a mil historinhas com netinhos, fiz até um blog pra registrar... rs...
    Avós são tudo pra nós e eu tento ser pros meus netinhos o mesmo...
    Bjm fraterno

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    1. Olá, Rosélia!
      Acho que faz parte do coração da avó defender os netos, embora seja importante saber fazê-lo para que os pais não percam a autoridade.
      Vó coruja, fez até um blog para eles, rsrsrs... ótima ideia de recordação!
      abraços!

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  8. Oi Bia!
    Eu tive pouquíssima convivência com meus avós. Os paternos erma falecidos, os maternos distantes.
    Mas tenho lido e ouvido alguns pensadores, especialistas falando do dano que está sendo causado nessa geração pela ausência de avós. Ausência essa provocada, segundo pesquisa, porque os pais não querem a interferência dos avós, não os procuram para uma ajuda simples, não confiam mais na sabedoria que a vida já lhes conferiu e preferem lotar os pronto-socorros, na maioria das vezes desnecessariamente, quando um conselho, uma dica de avó seria o ideal.
    Os pais têm medo que os avós estraguem. Um mito gigantesco.
    Mário Sergio Cortella, disse em um de seus bate-papos ao se lembrar da casa dos avós dele: que na casa dos avós tudo podia, menos aquilo que os avós proibiam. E era cumprido. Ou seja, existe sim limites na casa dos avós.
    E existe também a vivência. Os pais não querem que peguem o filho no colo. Os avós bem sabem que essa fase passa tão rápido e logo eles ( as crianças ) não chegarão nem perto de nós e nós e que vamos implorar por um pouco de proximidade física.
    Beijo!

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    1. Oi, Ana!
      Sabedoria é algo do qual lembro muito da minha avó, sempre tinha um chá para qualquer enfermidade! Minha filha nasceu de 8 meses e teve icterícia, o famoso "amarelão". Foi curada em casa com banhos de ervas que ela ensinou, sem precisar ficar internada. Eu também sempre levantei-a após as mamadas para os famosos três arrotinhos, rsrsrs, e ela nunca teve problemas de regurgitação. Minha cunhada sempre se negou a fazer isso por considerar crendice e os filhos sofreram muito com refluxo.Sempre ouvi esses sábios ensinamentos.
      Outro lado também é que há muitos avós jovens hoje em dia, com conhecimento e interesses diferentes do passado.
      Penso que não é justo passar a responsabilidade de si para os avós, mas essa ajuda que eles podem dar é muito benéfica tanto para eles quanto para as crianças.
      Gosto muito das considerações do Mário. Minha avó sabia colocar limites muito bem e eu sempre ouvia da minha mãe quando ia para sua casa "obedeça sua avó!", frase que está faltando nos pais de hoje. Eu não só obedecia como fazia questão de ajudá-la nas tarefas domésticas. O respeito pelos mais velhos perdeu-se no tempo.
      Tão bom o contato físico... claro que colo em demasia não é bom, mas na medida certa é fundamental para que a criança se sinta protegida, segura.... e é tão bom sentir o cheirinho de bebê pertinho do nariz! :) Passa rápido, tem razão!
      Abraços!

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  9. Oi Bia,
    Como era filha adotiva e minha mãe vinha à casa do meu tio , pois era irmã dela. Ele me escondia de ciúmes e medo que fosse embora e eu ainda pequenina sempre dizia a ele: tio, eu nunca vou abandoná-lo, pois eu o amo como pai.
    Mesmo criança ele não deixa eu ir à casa da minha vó.Ia escondido. Era uma proteção doentia, tinha medo de me perder.
    Quando me casei ele queria que eu largasse do marido antes de consumar o ato, mas eu fui, era meu sonho morar numa metrópole, meu marido morreu(coração) eu voltei para o interior, casei-me novamente com um homem maravilhoso e nós dois cuidamos da minha tia até a morte, ele morreu 45 dias de saudades da sua amada.Não foi fácil.
    Agora quem está doente sou eu e ele me cuida com carinho.
    Beijos
    minicontista

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    1. Olá, Dorli!
      Talvez seu tio já tivesse perdido outras pessoas que amava na vida, então tinha medo - mas é só uma suposição.
      Ainda bem que você dava seu jeito para escapar para a casa da vó, rsrsrs! Eu volta e meia dormia com a minha final de semana. Acordava 6 hs da manhã com radinho de pilha ligado.
      Que bom que foi em frente atrás do seu sonho, e que encontrou um segundo marido tão cuidador e carinhoso! Dá para perceber o quanto o ama pelo jeito que fala! :)
      Abraços!

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  10. Bia, gostei muito do filme que mencionou. Tem um lado divertido e tudo foi feito de forma simples e agradável, fazendo com que o amor se destacasse, na convivência.
    Creio que os avós são mais pacientes, razão de merecerem tanto carinho por parte dos netos. Até a bronca deles é leve. A Vera já mencionou, em seu comentário, o que aconteceu conosco, assim como o amor de meus sobrinhos por minha mãe, que também educava, além de mimar.
    A senhora que você conheceu, certamente não vê como fardo a criação dos netos, apesar de todas as dificuldades que enfrenta e ainda vai enfrentar. Esse processo de guarda não lhe devia ter custado tanto. Entendo que o Estado, pelo bem das crianças, deveria agilizá-lo, pois é inegável que a educação deles por ela, independente da situação financeira, será muito mais benéfica que a de uma instituição. Bjs.

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    1. Oi, Marilene!
      Tem razão, o filme tem poucos recursos mas um conteúdo substancial. Adorável!
      Mimo de vó é bom, rsrsrs. Eu gostava muito das maquiagens e correntes de minha avó e ela sempre me dava um batom que não usava mais ou uma latinha em miniatura de creme Nivea, rsrsrs.
      É exatamente como você que penso em relação à causa da senhora com os netos. Ela procurou ajuda no ministério público, disse que nunca havia advogado disponível para ajudá-la. Com esforço pagou um particular e mesmo assim, o processo estava demorando demais . É muito mais dispendioso para o Estado manter uma criança numa a instituição, sem falar no prejuízo emocional. Tomara que as coisas mudem, né?
      Abraços!

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  11. Bia querida, você tratou este tema com tamanha delicadesa que dei por mim com a enorme pena de nâo possuir qualquer recordação dos meus avós!
    Um grande beijinho da Nina

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    1. Oi, Nina!
      Puxa, entendo em parte sua situação, pois sinto falta dos avós que não conheci (avó paterna e avô materno), mas sou muito grata por ter convivido com os outros dois.
      Abraços!

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  12. OI BIA!
    TENHO UMA LEMBRANÇA DE MINHA AVÓ QUE GUARDO COM CARINHO. ELA VINHA NOS VISITAR NO INVERNO E NÓS A VISITÁVAMOS NO VERÃO. APÓS UMA TARDE DE BRINCADEIRAS E COMO ERA INVERNO, ELA ME DAVA UM BANHO BEM QUENTINHO, SENTAVA-ME NUMA CADEIRA EM FRENTE AO FOGÃO A LENHA, ENROLADA NUM COBERTOR E COLOCAVA UMA LARANJA NA CALDEIRA DESTE PARA QUE AQUECESSE E APÓS TIRÁ-LA DE LÁ, ME DAVA PARA COMER, A LARANJA EU NÃO GOSTAVA MUITO MAS, ELA EU AMAVA MUITO E ATÉ HOJE LEMBRO DE MUITAS COISAS QUE VIVEMOS. TOMARA QUE EU CONSIGA QUE MEUS NETOS TENHAM UM DIA ALGUMA LEMBRANÇA CARINHOSA ASSIM DE MIM.
    BIA, GRATA PELA OPORTUNIDADE DE RELEMBRAR E ME EMOCIONAR.
    ABRÇS
    -http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Zilani!
      Uma lembrança simples e doce, bem ao gosto do que os avós nos provocam. Veja, não foi necessário presentes caros, o carinho é a marca mais profunda que podemos receber no coração.
      Até da laranja, que não era muito gostosa, você lembrou com carinho, rsrsrs. Minha avó tinha muitos problemas de saúde e sua alimentação era restrita em arroz branco, bife sem gordura e um ensopadinho com verduras, todos os dias. Eu adorava almoçar com ela, era o bife mais gostoso do mundo, rsrsrs!
      Como escrevi esses dias para quem amo... quando a saudade é boa, isso é bom.
      Abraços!

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  13. Li a gentileza da recomendação que inicia a postagem e ai já encantada, me encantei ainda mais com a história da senhora, que sejam gratos os netos, que sejam bons, honestos e ela receba em triplo toda dedicação e amor.

    Eu pra falar de avós é muito pra falar pouco
    Volto depois de recortar histórias contadas já lá no blog, escrever novas, remendar e resumir pra dizer do meu bem-querer pelo avô e avó que conheci, convivi de perto. Diferentes e iguais.

    Importante demais a referência, importância, convívio e valorização dos avós e idosos de maneira geral.
    Avós são histórias, memórias, são parte, semente, raízes.
    Como eu disse lá no blog dia desses (seguem abaixo recortes) em visita a um asilo cheio de avós sem netos e muitos netos mimados que não minam os avós que tem.

    "Ajudar crianças, se encantar com elas e seus sorrisos, alegria, cores, vida e esperança que carregam, até mesmo as doentinhas, é lindo, digno, positivo e prática com muito mais adeptos.
    Os idosos carregam amarguras, tem limitações, não tem peles macias e cabelos cacheados ou escorridos, tem rugas, cabelos ralos na maioria das vezes, não cheiram muitas vezes a lavanda e não é por falta de higiene, para falar com eles é preciso ter um diálogo diferenciado, sensibilidade, modernidades as vezes para nós já ultrapassadas até, não são uma realidade para eles, o serem referência de fim, serem desconfiados, não querem ou não poderem mais brincar, se locomover muitas vezes, enxergar. Repetem uma coisa mil vezes e fazer de conta que é a primeira é uma gesto de amor.
    Pessoas de idade avançada, tem invariavelmente, pequenos ou grandes problemas de saúde, pouca energia, mobilidade, dificuldade de se expressar, dificuldades cognitivas. A adaptação em casa, ao processo de envelhecimento nem sempre é tranquila, em um situação de abandono como é a maioria das vezes em asilos assistenciais, há preocupação com o pesar dependência e deterioração física e mental, a restrição de sair, de contatos com outras pessoas, o sucessão de perdas (amigos, cônjuge, irmãos, familiares, uma balançada na fé de muitos que podia sustentar, mas escolhe-se renegar.
    O sentimento comum de que o tempo é Rei versus o deles de que o tempo é curto e os recados visíveis e nas entrelinhas que um idoso dá é consciente e inconscientemente um muro, que transformado em ponte ajuda e adorna os dois lados.
    Dito tudo isso, resolvi arrematar com Drummond, porque coisas, lugares e pessoas velhas para mim tem serventia e muita valia, são poesia e como disse o poeta: "Se você procurar bem, vai encontrar não a explicação (sempre duvidosa) da vida, mas a beleza (inexplicável) dela."

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    1. Olá, Tina!
      A gentileza inicial é oriunda da sua gentileza, oriunda da minha chuva... e é aí que está a beleza da palavra (sentimento), como já diria o profeta, "Gentileza gera gentileza". :D
      Gostei muito quando diz assim, "Avós são histórias, memórias, são parte, semente, raízes." Por esse motivo o convívio é tão rico e infelizmente, subestimado por muitos. Somos parte dessa mesma raiz.
      É uma pena o descaso com que muitos idosos são tratados. Compreendo que há casos em que por questões de doenças alguns tornam-se agressivos por perderem suas referências e faz-se necessário, para sua segurança e dos seus, uma moradia especializada. Mas sabemos que são minoria e que mesmo nesse caso, o carinho de visitas constantes deveria fazer parte da rotina da família, Não por uma obrigação, um protocolo, mas pelo bem querer e preocupação.
      Penso que o lado mais cruel da velhice é ver partir as pessoas que gostamos, mas é inevitável e saber trabalhar em si isso sem que vire amargura me parece um dos grandes desafios da vida. e em segundo lugar, a ingratidão e a impaciência.
      Tomara que a beleza da vida recitada por Drummond sempre se sobressaia!
      Abraços!

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  14. Bom dia Bia , como vai?
    Trouxe um tema que me toca de sobremaneira pois meus avós maternos foram extraordinariamente importantes na minha infància e que ficou para a vida. Minha mãe engravidou solteira e embora casando antes de eu nascer foi muito apoiada pelos meus avós que me deram também todo o amor e a minhas duas irmãs que nasceram logo seguidinhas. Apesar de serem pessoas humildes, para a época eram pessoas com uma mentalidade muito à frente principalmente meu avô de uma bondade, humildade e principalmente como nos foi transmitindo valores. Minha mãe era muito nova e imatura e meu pai trabalhava na capital tendo meus avós sido muito importantes no apoio emocional e meu avô foi excepcional se tivermos em conta que estávamos ainda na década de cinquenta.
    Tive a graça de os meus filhos ainda terem convivido com eles bastantes anos o que só acrescentou imenso à formação deles os quais têm o maior respeito e admiração pelos idosos. Muito teria a contar dos momentos passados com eles e do tanto que me transmitiram. Ainda não passou vinte anos desde que os partiram e ainda me emociono muito quando os relembro.
    Quando partiram com eles partiu um pouco de mim também.
    Um beijinho, Bia, e um óptimo domingo.
    Ailime

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    1. Olá, Ailime!
      É genial quando leio depoimento de pessoas com personalidade e coração grande. Seus avós não se renderam aos pré-julgamentos e preconceitos da época e não só acolheram sua mãe como deram à ela uma das coisas mais preciosas que podemos receber quando estamos em dificuldades: apoio!
      Tenho passeado pelos comentários e deixado também mais um pouco de mim nas respostas, e isso tem-me feito sentir muita saudade de sentar na cama ortopédica (para a coluna) da minha avó no seu lado esquerdo, com sua sacola de fios e lãs e suas peças de crochê, aprendendo a crochetar e assistindo Silvio Santos nos domingos à tarde. Ainda a consigo ouvir cantando e contando suas inúmeras histórias de vida que começaram na roça. :')
      Abraços, querida!

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  15. Bia tem um ditado assim.....

    Ser mãe é padecer no paraiso
    Ser avó é padecer no supermercado rsrs

    tenho netos e amo de paixão ,não preciso tomar
    conta mas se fosse preciso ficaria sim com o maior prazer
    Tomara que de td certo para essa senhora, nossos netos são
    a continuação de nossos filhos e o amor é bem maior
    Adorei esse post

    Bom domingo!

    └──●► *Rita!!

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    Respostas
    1. Olá, Rita. Você me parece ser uma doçura de avó, rsrrs! Essa senhora demonstrava grande carinho e preocupação com o futuro dos netos, certamente teme o mesmo destino dos pais, e está fazendo o possível para escrever a história de maneira diferente. Estou torcendo para que eles correspondam e agradeçam.
      Abraços!

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  16. Voltei para falar de meu avô e avó maternos
    Voinha e voinho como é do meu linguajar
    Os únicos que conheci
    E fui criada com eles, por eles
    Na barra da saia como você disse
    E ao contrário do dito popular do Criada com vó e um poodle (leia-se mimada, estragada, boba), muito com minha avó aprendi de cozinhar, arrumar. Ser ativa, pro ativa, bem resolvida
    Com meu avô muitas vivências e aprendizados também

    Histórias deles, minhas, misturadas e ainda que não contadas, sabidas e vividas assim seriam pois somos feitos de partes, da genética, do meio, do espiritual para quem crê

    Seguem abaixo links de histórias contadas lá no blog que te convido a ler
    Querendo ler mais sobre, põe na lateral na lacuna para pesquisa a palavra avó ou avô que tem uma porção de contação ;)

    http://blogdtina.blogspot.com.br/2015/07/alem-do-ter.html?m=1

    http://blogdtina.blogspot.com.br/2012/11/a-procissao-passa-por-dentro.html?m=1

    http://blogdtina.blogspot.com.br/2013/11/conversa-entre-menina-e-mulheres.html?m=1

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Gosto de conhecer pontos de vista. Não deixe de expressar o seu! Farei o possível para responder.
Obs: a moderação está ativada.

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