segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Profissões de respeito

OBS: quero agradecer a Ana do blogLado de fora do coração que gentilmente mencionou meu nome nesse post ---> aqui.

Há um tempo atrás, quando estava voltando da escola, vi uma carrinheira empurrando com muito esforço seu carrinho subindo uma pequena ladeira aqui perto de casa. Solícita, perguntei se ela queria ajuda para empurrar. Ela me olhou muito séria, quase feroz, e respondeu, "não, estou acostumada". Sorri sem graça e continuei meu caminho.

imagem daqui


Fiquei dias pensando naquela mulher, tão guerreira e trabalhadora, carregando consigo uma armadura tão pesada. Teria sido a vida que a deixou assim, a profissão castigante ou a ausência de respeito? Hoje quando a vejo somente aceno com a cabeça - talvez ela não precise de ajuda, somente saber que alguém a olha como ser humano.

Algo que procuro fomentar como professora é o respeito a profissões consideradas de escória, ainda há extremo preconceito e falta de respeito em relação à esses profissionais tão dignos.

Lixeiros são imprescindíveis para manter a limpeza, higiene e saúde na sociedade. Basta que um carro fique dois dias sem passar para que a rua vire um caos e encha-se de moscas e ratos. Imagine viver sem eles, quando há pessoas que tem nojo até de carregar uma sacola de lixo?

Garis ficam  no sol, na chuva, em pé o dia todo, varrendo ruas e muitas vezes catando lixos descartados inadequadamente por pessoas que não são capazes de guardar seu lixo para descartar em casa ou em uma lixeira apropriada. Minha filha é "formiga" e às vezes quando lavo sua calça jeans desmancha-se no bolso papeizinhos  de bala. É ruim bater a calça para tirar os papeizinhos, rsrsrs, mas pelo menos sei que a educação que lhe dei de não jogar lixo no chão está funcionando!

Um programa de ontem mostrou uma reportagem ---> aqui muito bacana com o Marcos, de 22 anos, catador de lixo que ajuda sua mãe. Além do orgulho com que fala de sua profissão, faz faculdade e tem um astral maravilhoso, rindo muito, apesar de um profissão tão desgastante. Ele diz:

"Catador é uma função muito nobre, só que não é reconhecido, é uma profissão difícil, tem certos perigos, certos riscos, não tem nenhum direito ... as pessoas veem um catador como uma pessoa que mexe com o lixo, e não como uma pessoa que está fazendo um bem para o planeta".

Com projetos para levar o lixo para a Lua pelo risco de não ter mais onde descartá-los na Terra, a reutilização e reciclagem são fundamentais para manter nossa qualidade de vida. Por já ter dado aulas de meio ambiente conheço o assunto um pouco mais a fundo, mas não pretendo me estender, basta que fique o desejo por maior respeito e valorização desses profissionais que desempenham funções tão importantes e perigosas para a saúde, com regulamentação, salários dignos e principalmente, muito repeito para quebrar os escudos que a discriminação constrói.

Para convencer sobre a importância da reciclagem, tempo para decomposição do lixo na natureza:

imagem daqui


Outras matérias legais:

- O problema do lixo nas praias
- Descarte do lixo eletrônico
- Cícero, o catador de lixo que virou médico através da leitura
- Alunos criam com lixo cadeira de rodas e bengala com sensor

32 comentários:

  1. Existem mesmo profissões que não são nada reconhecidas e adorei ver o Marcos e seus desejos, intenções e atitudes! Vai longe! beijos, linda semana,chica

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    1. Olá, Chica! Com certeza, o rapaz vai longe e merece. Não há nada mais digno do que colocar valor e amor no que faz, independente da profissão. A matéria diz que o salário de um catador é R$ 520,00, menos que um salário mínimo, numa profissão em que como ele mesmo fala, poucos aceitam trabalhar. Que essa realidade mude! Abraços!

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  2. Concordo, todas as profissoes sao de respeito.
    O que nao devemos respeitar e bandidagem, corrupcao,vagabundagem,...e o que na verdade vemos por ai sao defensores de coisas erradas.Vemos pessoas respeitando e defendendo a finco .
    Todas as profissoes sao de respeito, isso sim!

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    1. É a questão de desenvolver um olhar mais justo socialmente, sem privilegiar o status, e sim privilegiando a mão de obra e responsabilidade que se exige em cada função. Abraços!

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  3. Querida Bia, você tem coração de ouro, como alguns poucos neste universo tão cheio de pressa e de pessoas sem noção e que observam pouco ao seu redor.
    Estas pessoas têm sido intituladas ainda de lixeiras, mas na verdade são Recicladores, pessoas que estão exercendo um bem maior ao planeta e a todos nós.
    Também tenho por estes muito respeito e agradecimento, haja vista que por aqui em Niterói, cidade com um IPTU caríssimo, ainda não tem coleta especial para isto. Precisamos, quem tem consciência, separar o lixo reciclável e levar a algum supermercado que tenha aqueles depósitos para lixo reciclável.
    Sobre 'ser bom', venho sempre dizendo que é melhor do que 'ter religião', pois ser bom, ter o olhar bondoso e de compaixão dentro de si é o que move o mundo para dias melhores.
    Meu filho esta semana, me enviou pelo in box do Face, um lindo vídeo que deixo pra você abaixo, é exatamente isto que lhe falo, a bondade sem esperar receber nada em troca, apenas paz na consciência e no coração.
    Veja:

    https://www.facebook.com/BiancaRinaldiReal/videos/790778404274134/?pnref=story

    abraço carioca

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    1. Olá, Beth! Obrigada pela indicação do vídeo, já o havia assistido, é realmente muito bonito. Como diz lá os gestos do rapaz não o tornarão rico e famoso, mas o bem que faz ao coração, não tem preço.
      Eu sou muito observadora e olho sim de maneira especial para essas pessoas porque percebo o quanto são discriminadas todos os dias, e o quanto um olhar de nojo ou pena diminui o ser humano. Há um conceito de nivelamento que me agrada muito, onde podemos nos exercitar a estar no mesmo patamar das outras pessoas, nem melhor, nem pior, independente de status, classe social ou poder aquisitivo. Todos iguais.
      A distância entre "ser bom" e "ter religião" é a prática. Todo mundo que é bom em algum momento se questiona se vale a pena porque parece que não há valorização até lembrar que o maior valor é o que carregamos dentro da gente.
      Abraços!

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  4. Ótimo texto.
    Realmente tem pessoas que não dão valor a essas profissões e acham que algumas são melhores que as outras. Todas são de extrema importância para a sociedade.
    Infelizmente muitas vezes nem os catadores de material reciclado tem essa percepção.
    Tem o outro lado também, muitos vão catar material pelo dinheiro, simplesmente pelo sustento, e sequer sabem o bem que estão fazendo pelo meio ambiente.
    Uma vez vi uma reportagem que o Brasil é o campeão em reciclagem e achei ótimo. Mas isso me fez pensar também que somos campeões pela necessidade, pela quantidade de gente pobre que existe nesse país e que precisa reciclar para ganhar um dinheirinho. E fiquei com pena de nós mesmos, porque não somos educados para isso. O que eu quero dizer, é que somos campeões, não pela educação de nosso povo, mas pela necessidade e isso é triste.
    Vejo que nas escolas (principalmente particulares) as crianças estão aprendendo mais sobre a importância da reciclagem e fico feliz em saber que levam isso para casa e que nossa mentalidade está mudando.

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    1. Olá, Paula!
      Tem razão, inúmeras vezes o preconceito começa com a auto-discriminação, pois se o indivíduo não respeita o próprio trabalho, difícil convencer a sociedade a fazê-lo, mesmo que seja o ideal. Nesse sentido o orgulho do catador da reportagem salta aos olhos!
      Muito interessante sua linha de pensamento, embora triste a constatação. É verdade, a reciclagem nasceu do preconceito porque as pessoas remexiam lixo em busca de alimento... aos poucos descobriram que os materiais poderiam ser fonte de renda... e apesar de ser uma profissão nobre, reflete a desigualdade do nosso país. A mesma reportagem conta que há países onde a profissão é reconhecida, regulamentada e com salários dignos. Mostra o outro nível financeiro e sócio-cultural.
      Vários alunos são disseminadores da reciclagem implementando o hábito da separação do lixo em casa, pois poucos são os pais que se dão conta disso, apesar de tanta informação. Dessa forma o trabalho do catador fica mais rápido, menos perigoso e pode gerar mais renda.
      Abraço!

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  5. Eu vi a matéria com o Marcos e por sintonia, todo dia, com rima e bem querer eu levava meu irmão na janela quando ele era pequeno pra ele falar com os garis
    Ele adorava e os garis tb
    O nome de meu irmão é Marcos

    Adoro cumprimentar porteiros, serventes e sinto que a surpresa e alegria deles é prova do descaso alheio
    Me faz bem e faço de coração
    Tanta gente com diploma de doutor que não vale um bom dia

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    1. Olá, Tina!
      Interessante maneira de ensinar igualdade para seu irmão, mostrando que gentileza e cortesia é merecimento de todos.
      Também cumprimento todos aqui no condomínio. Há alguns que não nos olham nos olhos, certamente com receio de parecer invasivo, o que já denota uma postura de desigualdade. Vejo como natural o agradecimento uma vez que estão ajudando a tornar o espaço onde moro mais seguro e agradável. Isso independe de diploma ou nível social.
      Abraço!

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  6. Bia, eu tenho pensado muito nisso, tenho inclusive um post no rascunho que de certa forma fala disso.
    Quando a gente pergunta pra uma criança o que ela quer ser quando crescer, todo mundo espera: médico, advogado, professor, etc
    Se ela disser gari o horror se instala, se ela disser lixeiro logo vão repreendê-la.
    Isso mostra bem o quanto nossa sociedade é equivocada na compreensão do trabalho e do ser "bem sucedido".
    Imagine o mundo sem as profissões que as pessoas, via de regra, consideram "menores".
    Talvez aí a gente entenda o valor de cada um, e não apenas o seu 'preço'...
    beijosss

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    1. Olá, Elaine!
      Ler o que escreveu me fez lembrar que as crianças se espantam quando eu digo que hoje em dia, para trabalhar como lixeiro concursado, é preciso ter cursado pelo menos o Ensino Fundamental completo! Acho interessante que saibam para que vejam que é uma profissão tão digna quanto qualquer outra.
      Eu tive um aluno muito simples, (por coincidência, Marcos também, com 13 anos) que quando eu perguntei o que ele queria ser, respondeu "quero ter um cavalo e ser catador de latinha que nem meu pai" com um sorriso e um brilho nos olhos tão lindo que por si só dignificavam sua escolha. Só expliquei que mesmo assim precisaria saber ler bem e fazer contas para poder negociar melhor sua mercadoria. :)
      Uma vez li que ser bem sucedido é ter fartura de alegria e satisfação na vida. Achei 10!
      Todas as profissões são importantes e algumas, além disso, fundamentais. E respeito precisa ser unanimidade, pois como bem lembrou, todos tem seu valor.
      Abraços!

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  7. Profissão para guerreiros, Bia. E é tratada com descaso mesmo, mas tem profunda importância. Muito interessante essa postagem, ainda mais se considerarmos que veio em virtude desse 'encontro' seu na rua. A reciclagem é vital. E nada mais jurássico do que ver gente jogando lixo na rua. Bjsss

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    1. Olá, Sérgio!
      Sempre fui muito fechada mas entendi que esses "encontros" nos ensinam muito quando paramos para ouvir/observar o outro. Aprendi muito com isso, sabe? Fiquei triste pela mulher não querer minha ajuda (estava um sol de lascar) mas entendi sua posição defensiva, não deve ser fácil.
      Jogar lixo na rua é um (mau) hábito e como tal, pode ser mudado, bastando um pouquinho de autodisciplina.
      Abraços!

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  8. Bia,

    Concordo com voce, alias, adorei seu post. Merecida consideração.

    Os garis que limpam a ilha são otimos. Eles me conhecem pelo nome! Fofo, não é mesmo?!
    Deixam tudo limpinho, faça sol faça chuva. Acho o maximo quando estao na chalana da Comlurb fazendo batuque com as caixas ainda vazias, sorrindo e cantando. Fico sorrindo.

    Bjs da amiga sem internet.

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    1. Olá, Sissym!
      Sua história me fez lembrar que minha diretora muitas vezes deixa que os lixeiros que passam pela escola de manhã com o caminhão almocem um prato de merenda. Acho 10, ela diz, "imagine, eles cuidam para que a escola fique limpa, cansam, andam no sol e na chuva, tem todo o direito". É raro esse tipo de postura humana.
      O mais interessante é que como testemunhou, muitos deles vivem rindo, talvez porque aprenderam a lidar com um lado muito difícil que desconhecemos na prática.
      Tenho certeza que seu sorriso é a melhor companhia pois denota acolhimento e ausência de preconceito.Vejo que o preconceito em relação aos garis diminuiu um pouco após a popularização do Sorriso, aquele que varre a Sapucaí nos desfiles, mostra a força da mídia que poderia ser muito mais usada positivamente.
      Abraços!

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  9. Oi Bia, uma profissão desgastante, mas quem ama o que faz, faz com amor. Meu pai adotivo era lixeiro e minha mãe cozinheira das boas.
    Ele tinha uma carrocinha e dois cavalos, e separava para reciclagem, eu tinha orgulho dele e você nem imagina o patrimônio que eles me deixaram, a preocupação dele era só eu.
    Beijos no coração
    minicontista

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    1. Olá, Dorli, olha que história legal! Você é testemunha do valor que as pessoas podem ter, independente da profissão. Esse carinho, esse cuidado, esse olhar amoroso que ele tinha sobre você, muitas vezes são substituídos por brinquedos e acabam criando uma lacuna enorme..Fundamental seu orgulho sobre ele, mostra generosidade e coração grande. Ser cozinheira também não é fácil, sempre cozinhei e por vezes ajudava na cozinha de uma instituição onde trabalhei por anos, é um trabalho cansativo e de muita responsabilidade. "Quem ama o que faz, faz com amor" - a grande e poderosa força do amor.
      Abraços!

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  10. Boa noite Bia, imagine que há pouco estive aqui e comentei através do celular e deixei escapar!
    Este assunto mereceu a minha melhor atenção pois foca dois assuntos que me tocam profundamente e como sempre num artigo brilhante e muito bem documentado!
    Tenho o maior respeito pelas chamadas profissões desqualificadas como ouço aqui, como neste caso as pessoas que recolhem o lixo que todos produzimos! Pois que seria das vilas e cidades sem o precioso trabalho destes profissionais? Um amontoado de lixo onde todos nos moveríamos com dificuldade respirando cheiros nauseabundos e com terríveis consequências para o meio ambiente e para a saúde pública. Meio ambiente do qual sou acérrima defensora a todos os níveis. Em relação a todo o outro lixo que é abandonado nos espaços públicos ou na natureza me inquieta de sobremaneira. Há dias no parque que mostro no meu ecos (junto a uma escolinha) onde fui caminhar reparei que havia uma serie de copinhos de iogurte, muitos sacos de plástico, não tive meias medidas e segurando um lencinho de papel recolhi alguns (bastantes). No recreio, separado do parque por grades andavam crianças a brincar e uma menina que me disse ter seis anos, dirigiu-se a mim falando que eu parecia a sua avó que também se interessava pelo lixo abandonado assim! Tivemos uma conversa daquelas que ainda agora me emociono. Aquela criança tão pequenina falou que nem muitos adultos. Um dia talvez conte lá nos ecos. De uma sensibilidade tocante.
    A Bia transmitindo estes valores aos seus alunos vai fazer deles pessoas responsáveis que um dia ajudarão a que o nosso Planeta não pereça, mas antes volte a ter o vigor de outros tempos.
    A Bia bem merece ser destacada pois o seu Blogue é excelente e tem a gentileza de responder aos comentários o que gera uma interacção bastante profícua. Fico sempre muito curiosa e leio sempre, aproveitando para lhe agradecer o facto. Tenho aprendido muito com a minha jovem amiga.
    Um beijinho e bom fim-de-semana.
    Ailime

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    1. Oi, Ailime!
      Acredito que se não houvessem esses profissionais nem estaríamos mais aqui, uma vez que não haveria tanto espaço para cada um queimar seu próprio lixo todo dia, como era feito antigamente. Ou teríamos destruído há muito a camada de ozônio, rsrsrs.
      Imagino o quanto a experiência que teve com a menina a tocou, há pequenos que tem uma sabedoria aliada à ingenuidade lindas de ver! Dessa visão sinto falta dos alunos de 1º ano. Eu também me incomodo de ver lixo no chão. Hoje após postar minhas encomendas virtuais no Correio olhei no chão e havia um papelzinho com uma senha... recolhi e quando amassava para jogar no lixo, um rapaz que estava sentado disse, "é meu, moça, voou e não vi", kkkkkkkkk! Fazer o quê, o hábito de deixar o chão limpo é mais forte, kkkk!
      Confio que a cada geração as ideias irão evoluindo - já estão. Meus alunos deixam a sala limpinha mesmo após fazerem recortes. A pequena companheira que encontrou mostrou mais conhecimento que muitos adultos por aí. Na minha infância jogar lixo no chão era normal. As coisas evoluem e o quanto pudermos ajudar nesse sentido, melhor.
      Agradeço muito o carinho, eu é que aprendo muito com quem vem aqui, contigo sobremaneira! Às vezes sinto como não soubesse nem uma pontinha do que deveria pois sempre aprendo mais.
      Abraços, bom final de semana!

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  11. Quando os vejo, penso apenas na vida sacrificada que levam. São cidadãos dignos, exercendo a profissão que encontraram e que, por certo, não fazia parte de seus sonhos. Mas pode ser um caminho para que cheguem a eles. Merecem respeito e admiração. Quanto ao lixo, a maioria das pessoas ainda não entendeu a necessidade de acondicioná-lo devidamente. Isso fica claro em uma simples volta pelas ruas. Bjs.

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    1. Olá, Marilene! Como você acredito que muitos não escolhem essa profissão, talvez alguns que conviveram com os pais nessa profissão, é a realidade que conhecem e onde de alguma forma, se sentem bem.
      Muitas pessoas não sabem que não há necessidade de classificar a separação, separando lixo úmido e lixo seco já ajuda muito.
      Abraços!

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  12. Olá, Bia.

    Tem gente que, perdida em seus preconceitos, vive "se achando". Pessoas que vivem arrotando sandices como: "Não preciso de ninguém". Todos precisamos de todos, nenhuma profissão é inferior, todos os profissionais e seu trabalho são importantes. Desimportante é quem se põe acima dos outros. Tristes miragens humanas.

    Um abração e um bom fim de semana.

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    1. Olá, Apon! O que escreveu me fez lembrar do conceito de Interdependência, que diz isso mesmo, todos somos importantes para todos, pois se alguém falha nessa rede, já aparece um problema.
      Arrogância não me agrada, penso que a gentileza é sempre a melhor chave para abrir portas e caminhos.
      Abraços!

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  13. Não lembrava do nome do seu blogue e o Sexta tem andado "marado". Primeiro, fez-me desaparecer todos os blogues cujo nome estava para alem da letra F. Calcula o trabalho que me tem dado procurar de novo os links. Porque a minha memória já não é o que era dantes e não recordo de todos os nomes que constavam da minha lista. Com a sua ida ao meu outro blogue eu cheguei ao seu Revolta e Romance.
    Eu reciclo tudo o que sei e posso reciclar. O que eu não sei eu separo para os contentores apropriados que há na minha rua. Na minha terra há recipientes para as pilhas, para o vidro, para o plástico e para o papel, além dos recipientes para o lixo.. Vejo muita gente que não se preocupa e junta tudo. Eu separo tudo, e ponho nos recipientes apropriados. Tenho um amigo, um poeta já com vários livros publicados, doutorado em antropologia, que estou e se formou, enquanto varria as ruas.
    E tem muito orgulho dos seus princípios.
    Um abraço e bom fim de semana

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    1. Olá, Elvira, que bom que nos reencontramos! Tenho cadastrado o Sexta mas por algum motivo o painel não carrega as atualizações do feed de lá, por isso apareço mais no outro.
      eu também não me lembraria de todos os links que visito, rsrsrs, daria um trabalhão!
      Também procuro reciclar, reutilizar ou mesmo usar tudo até o fim. Interessante a história do seu amigo, mostra que tudo é possível, quando há boa vontade. O meu amor também veio de família humilde (outras profissões), estudou e trabalhou um bocado para chegar onde está, merece e sempre teve minha admiração e orgulho. Há tantos por aí que tem acesso a ensino de qualidade, só estudam, não trabalham pois são sustentados pelos pais, e ainda assim não dão valor.
      Abraços!

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  14. Bia, aqui, temos em atividade um programa de escolha e seleção de lixo - no depósito azul, papéis, no verde, vidro e no amarelo metais e plástico. Existe ainda outro para lixo organico.
    Aos poucos , as pessoas vão educando os seus hábitos.

    Tirando isso, incomoda-me observar que as pessoas trabalham sem direitos assegurados. Neste momento parece-me inaceitável e um atentado contra a dignidade humana.

    O seu texto é importantíssimo, além de muito interessante.
    Bom domingo.
    Beijo da Nina

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    1. Olá, Nina!
      Aqui também temos lixeiras nessas cores para coletas seletivas, mas na prática poucas pessoas separam ou sabem de fato qual cor corresponde a qual reciclável. Importante mesmo é não misturar orgânico com reciclável.
      Qualquer profissão precisa de direitos assegurados e boas condições de trabalho. Penso que luvas e calçado adequados seriam imprescindíveis para a seleção do lixo, filtro solar para quem trabalha na rua ou em áreas abertas... infelizmente a realidade está muito distante disso. Quero acreditar que aos poucos a realidade irá mudar, como já mudou, um pouquinho.
      Abraços!

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  15. oi Bia !Passando para visitar este cantinho que amo, me desculpar pela demora em vir agradecer seu carinho de me visitar sempre, problemas todos temos mas, tem momentos que algo nos impede, falta tempo, internet ruim cinco finais de semana sem conexão, mana operada na minha casa, graças a Deus tudo bem com ela e outras situações que me fez ficar ausente. O importante é que estou aqui , mesmo com esse comentário colado para lhe dizer que és muito importante para mim e principalmente para Deus que te ama muito.
    Um Domingo abençoado e um início de semana na paz, saúde e muito amor.
    Deixo esse pensamento de Dalai Lama e sua resposta quando questionado: O que mais te surpreende na Humanidade?
    E ele respondeu:
    - Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
    E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.

    Vamos viver melhor e não deixar que a vida passe por nós. Abraçosss
    Lourdes Duarte.
    http://professoralourdesduarte.blogspot.com.br/
    http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/
    Prof Lourdes Duarte http://pensador.uol.com.br/colecao/lourdesduarte/

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    1. OLá, Lourdes! Obrigada pela lembrança, tomara que as coisas se ajeitem rapidamente por aí. Agradeço o lindo pensamento do Dalai Lama que deixou. Faz pensar no verdadeiro sentido da vida, mascarado em meio a tantas responsabilidades cotidianas.
      Abraços!

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  16. Oi Bia!
    Eu não tinha visto esse programa, mas assistindo o vídeo, vi que ainda existem pessoas especias nesse mundão e que isso ainda nos deixa a esperança de que um dia esse mundo melhore. Quando eu não sei, mas sei que pessoas como ele e como vc, contribuem p/essa vitória!
    Bjssss querida e uma semana muito abençoada p/vcs
    Ah!
    Quanto ao seu comentário do bolo, eu ainda não fiz com a casca. Se puder, me manda a receita desse delicioso. Fiquei com água na boca!
    Manda pelo espaço "formulário de contato" + Bjs

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    1. Oi, Dinha!
      Gosto muito dessas reportagens para fomentar na gente a esperança de que há pessoas boas e dispostas a realizar sonhos... o cotidiano pode ser muito duro às vezes, é bom nos alimentar do bem para continuar vendo a vida com poesia.
      Menina, esse bolo fica muuuuito bom e é superfácil de fazer! Só tira as sementes da laranja, o resto coloca tudinho, casca e bagaço. Eu não acreditava que era tão bom mas me rendi. Vou enviar a receita para você! :)
      Abraços!

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