domingo, 21 de fevereiro de 2016

Brincadeiras e movimento He for She

Essa semana as aulas retornaram para valer. Estou com uma turminha de pré-escolar II, 24 crianças na faixa de 4 anos. Socorro!!!kkkkk


imagem freepik


No Dia do Brinquedo levei uma folha com alguns itens (boneca, bola, dado, carrinho...) para que cada um pintasse somente aqueles que mais gostava. Observando, percebi que alguns meninos estavam pintando bonecas, e perguntados, responderam, "sim, eu gosto de brincar de boneca"... porém estavam sendo repreendidos por outros coleguinhas: "está errado, menino não brinca de boneca". Pensei bem - porque meu primeiro impulso foi concordar com a negativa - e intervi dizendo, "cada um é livre para gostar de brincar do que quiser".

Lembrei de quando entrei na escola. Fazia balé, adorava meu collant cor-de-rosa e dançava enquanto meu pai ouvia música clássica. Mas meu irmão fazia karatê e eu ficava observando os meninos no pátio da escola, achava tão legal!!! Em casa pedia para ele me ensinar.

Uma menina começou nas aulas e pedi para entrar... sendo início dos anos 80, é claro que minha mãe não deixou e a resposta foi pronta: "é coisa de menino". "Mas por que então a Geórgia faz?"... fiquei sem resposta. O que fico pensando é como ainda perduram esses parâmetros preconceituosos. Talvez meninos que brinquem com boneca sejam no futuro pais mais atenciosos com suas filhas.

Não sou e sei que não seria homossexual se tivesse feito karatê, como a Geórgia também não foi. Sou uma curiosa por natureza e gosto de conhecer sobre diversas habilidades, só isso. Assim como há muitos garotos que brincaram de bola, pipa ou carrinho e hoje estão com outro homem. As escolhas não definem orientação sexual e muito menos, caráter.

Penso que repressão induz muito mais que liberdade. Discordar também faz parte da liberdade e merece respeito... há brincadeira de menina e de menino? Do que brincava quando criança?

****

Sobre o assunto, a ONU Mulheres lançou em 20 de setembro de 2014 o movimento "He For She", que significa Eles por Elas, onde pede o apoio dos homens às mulheres pela igualdade de direitos. No Brasil a GNT é quem apoia o movimento. Vale a pena dar uma olhada na discussão ---> aqui.  Sou a favor do respeito e valorização a todos, independente do gênero, mas acredito que homens e mulheres sempre serão diferentes por questões físicas, hormonais, emocionais... e que bom que é assim!!!!

Na discussão participam também homens com questões como "por que então mulheres se aposentam antes?"... Outra questão, a violência contra as mulheres precisa acabar, mas violência é indesejável também contra homens, não é mesmo?

A discussão vai longe...

36 comentários:

  1. Tens razão...A discussão vai longe e muito pano pra manga dará!

    Quando imaginamos que tudo está certinho, todos respeitando os gostos e direitos dos outros ,vemos novas barbáries feitas em nome dos preconceitos! Pena!

    E que turminha pegaste! Linda! Mas até lá já vemos o danadinho existente!

    beijos, lindo domingo! chica

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    1. Olá, Chica!
      Ver esse tipo de atitude em crianças tão pequenas torna óbvio o fato de que os adultos continuam de forma velada estimulando o preconceito. Duro é quando vemos alguém cometendo uma barbaridade e outros indo atrás ao invés de repreender!
      Abraços!

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  2. Olá, Bia.

    "repressão induz muito mais que liberdade". Você disse tudo. A repressão pode ser perniciosa e acordar, criar coisas que não existiriam se fosse respeitado o livre arbítrio da criança. Eu mesmo, no colégio me recusava a fazer aula de dança, dizia: "Isso é coisa de viado". Pois é. Fiz dança e não virei homossexual. Intolerância e preconceito denotam ignorância.

    Um abração e uma boa semana.

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    1. Olá, Antonio! Eu acho que a repressão não é o melhor meio de resolver as coisas. Hoje em dia parece haver mais homossexuais pelo fato de que descobriram seus direitos e sabem que não precisam se esconder, a não ser, infelizmente, de pessoas que não conhecem o significado da palavra respeito.
      Esses dias vi a história de um bailarino que faz um grande sucesso no exterior, casado há algum tempo com uma mulher, tem filhos... um dom, uma arte, jamais podem rotular um ser humano.
      Abraços!

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  3. Boa Tarde, querida Bia!
    No mundo atual temos tanto a refletir e questionar... por uma causa entram outras tantas e as pessoas acabam se confundindo... está tudo muito complexo... por mais que queiramos compreender e ter empatia com todos...
    Bjm muito fraterno

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    1. Olá, Rosélia! Ler sua fala me fez pensar que o ser humano é que anda complicando cada vez mais, ao passo de que, de posse das novas informações, seria muito mais fácil entender que os direitos e deveres são iguais para todos, que todos somos filhos de Deus, que respeito e como bem lembrou, empatia, são sinais de amor pelo próximo.
      Abraços!

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  4. Oi Bia,

    Fui uma criança feliz, brinquei de tudo que puder imaginar, sempre gostei de jogar bola e carrinhos, e me lembro que um dia meu primo ganhou um fusca laranjado, desses que a criança entra dentro e dirige. O presente era dele, mas quem aproveitou mais fui eu, adorava dirigir aquele fusquinha, rsrs

    Bons tempos...

    Abçs

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    1. Olá, Vanessa! Eu também brinquei muito de boneca mas também de carrinho, luta, vídeo game, forte apache, e não virei menino, rsrsrs.
      Acho que eu gostaria de dirigir o fusca alaranjado como você, rsrsrs, adoro dirigir e sinto falta de um carro, rsrsrs. Mesmo de brinquedo, rsrsrs. Meu irmão, mesmo sendo menino, demorou muito mais anos para tirar carteira.
      Abraços!

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  5. Olá Bia,

    Talvez por atitudes assim, que desde cedo definem o que é brincadeira de menino e de menina, é que induzem ao preconceito, tão forte e perigoso na vida adulta. As crianças devem ser orientadas, mas não tolhidas em suas escolhas. Penso também que as escolhas de crianças não definirão suas opções sexuais. Podem até dar um indício, mas, nem por isso, devem ser reprimidas. Se alguma criança mostra tendência homossexual e é desrespeitada por isto, com certeza será um adulto infeliz, pois terá dificuldade em assumir sua homossexualidade. O que conta nas pessoas são os seus valores e não a sua sexualidade. Sempre optei por brincadeiras tipicamente femininas, mas entrava nas brincadeiras dos meninos numa boa. Eu não deixaria de amar um ente querido, caso fosse homossexual. Entendo que para os pais possa ser chocante e até vergonhoso diante dos amigos, o que não justifica qualquer discriminação. Apoio, sim, será sempre fundamental.
    Quanto à equidade de gênero seria uma grande conquista, mas não vejo uma vitória a respeito a curto prazo. Realmente, a discussão sobre a questão promete.

    Não será fácil controlar e trabalhar com 24 crianças na faixa de 4 anos. Acho linda esta fase das crianças, mas não a ponto de ficar com 24 delas-rsrs. Contudo, tenho certeza de que você não terá dificuldades com esta turminha.

    Beijo.

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    1. Oi, Vera!
      Concordo plenamente com sua fala. me chamou a atenção crianças tão pequenas já separando brincadeiras de meninos e meninas... óbvio que isso parte da influência do meio onde vivem. Reprimir uma tendência não muda o que a pessoa é e como bem lembrou, faz crescer um adulto com medo de ser quem é e com grande carga de baixa estima e culpa.
      É preciso muito amor e respeito com o filho/a para aceitá-lo perante a sociedade mesmo sujeito à chacota de pessoas ignorantes, e nesse sentido, acho que a sociedade ainda tem uns degraus a galgar.
      Menina, tem dias que levo "um couro" das crianças, kkkkk, elas são muuuito inquieta se enjoam fácil das atividades, mas são boas crianças e eu gosto dessa fase, são surpreendentes, rsrsrs.
      Abraços!

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  6. Bia, cresci com essa diferenciação nas brincadeiras, o que não me impedia de jogar bolinha de gude na rua (kkk), coisa para meninos. As crianças são curiosas e impedir algo do tipo pode provocar discriminação, um comportamento que a boa sociedade luta para destruir. Somos iguais e diferentes, independente as opções, em todas as esferas. Grande beijo!

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    1. Olá, Marilene!
      Bem lembrou, brincadeiras fazem parte da curiosidade infantil, e são classificados por adultos, não por elas mesmas pensando naturalmente...
      Um dos males sociais é o costume do ser humano de classificar (homossexuais, negros, deficientes...) como se todos não fôssemos dignos de amor, respeito e liberdade para ser quem somos.
      Abraços!

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  7. É um assunto complexo! Eu mesmo tento reinventar os meus personagens diante destes tempos atuais. A grosso modo, ainda, não sei o que pensar, mas, claro, respeito cada um! abraços

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    1. olá, Ives, repensar, reinventar, reformular conceitos é algo que precisa fazer parte do ser humano, para isso somos dotados de inteligência. Carregamos no íntimo as ideias que recebemos na infância e transformar é analisar o que é certo para ser conservado e o que é errado para ser modificado. Tendo respeito, como disse, a coisa anda, rsrsrs. Abraços!

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  8. Bia, que legal saber que você está com uma turma de 4 anos. Legal, porém imagino a labuta!
    Quero aproveitar para lhe indicar um programa que eu adorei e fala sobre o brincar das crianças.
    Tem 30 mim. beijo

    https://www.youtube.com/watch?v=ek86O2LC1wc

    Acho que você também gostará!

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    1. Olá, Ana, tem razão, é muuuito trabalho! Não me ofereceria para pegar se estivesse trabalhando dois padrões em sala de aula, rsrsr, é bem cansativo.
      Adorei a dica, assistirei com certeza!!! Quando souber de outras, por favor, compartilhe comigo! Li as Diretrizes Curriculares da Educação Infantil e sei o quanto as brincadeiras são importantes para sociabilização, respeito, companheirismo, itens tão importantes hoje em dia.
      Abraços!

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  9. Bia, a genética tem muita força, mas o contexto, na minha opinião, é decisivo. Se não há mulheres pilotando avião é apenas por uma questão de educação e por aí fora ...
    Mas as coisas estão mudando, devagarinho, é certo, mas estão.

    Boa semana.
    Beijo da Nina

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    1. Olá, Nina! Ler o que comentou me fez lembrar de uma moça que é motorista de ônibus na cidade. Bonita e feminina, comentou esses dias quando perguntada que enfrenta piadas no seu dia a dia por exercer a profissão, tanto elogiando quanto desmerecendo. Mas como bem lembrou, as coisas vão mudando... Abraços!

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  10. A discussão vai longe e o que importa é o respeito pela diversidade. Qdo criança eu brincava de "coisas de menina", mas adorava brincar na rua com os meninos. Depois apanhava, claro, mas a brincadeira sempre se repetia. Nesses tempos atuais, Bia, houve uma grande mudança em alguns aspectos. Por exemplo, anos 80 qdo cursei faculdade de Ed Física, não havia boxe para mulheres. Nem profissionais e nem academias. E eu me interessava muito por esse esporte. Hoje em dia existe e no caso de muay thai, mulheres são a grande maioria, graças a Deus. Amo! Ainda nos anos 80 existiam poucas fisiculturistas e hoje é praticamente comum mulher ser musculosa. Não sou adepta a isso, é só um exemplo. Ainda é estranho ver brincadeiras de menino ou de meninas, mas no interior ainda é comum meninos na rua brincando de futebol ou soltando pipa e meninas com bonecas nos braços. Ainda vai levar um bom tempo pra esse preconceito acabar. Ou pelo menos a discriminação acabar. Estamos no caminho certo.

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    1. Olá, Clara! Realmente crescemos nesse universo de separação por gênero e é difícil transformar o que carregamos com raízes tão profundas. Mas lembrou várias coisas que já mudaram.
      Eu brinquei de muitas brincadeiras de meninos com irmão, primos, amigos do irmão, e isso não influenciou minha sexualidade.
      Quando minha filha era pequena levei-a algumas vezes para soltar pipa, atividade bem relaxante, rsrsrs, e hoje ela tem 20 anos e é bem feminina.
      Das lutas a que tenho curiosidade de aprender é capoeira, gosto da música, da ginga, sem falar que deixa o corpo da mulher bonito. Além de ser um jogo e não um esporte de contato corporal.
      Abraços!

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  11. Oi Bia!
    Raros são os seres humanos não preconceituosos, e isso é tão feio né amiga?
    Bjssss e uma semana abençoada p/vcs

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    1. Olá, Dinha, com certeza, não só em relação à sexualidade, como em relação à qualquer coisa que as pessoas se sintam no direito de classificar como diferente.
      Abraços!

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  12. Que interessante isso, Bia. E é verdade, essa repressão só atrapalha e ajuda a levantar preconceitos. Ninguém vira gay ou hétero por causa disso. Cada um é o que é e tem suas vontades. E essa idade é a melhor pq ainda há respeito. Principalmente pelo professor, o que mts perdem com o tempo, infelizmente. bjs

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    1. Olá, Sérgio, é verdade. Ser professor se torna um desafio cada dia maior porque a sociedade está evoluindo muito lentamente em relação à tecnologia... se não há respeito, bom convívio social, amor, de nada adianta o conhecimento as ferramentas que temos à disposição.
      Abraços!

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  13. Oi Bia, que tema importante que você abordou!
    Antes de tudo muito obrigada pela visita que vez lá em meu cantinho em meados de janeiro.. Eu estava de férias da blogosfera e de tudo...rsrs
    Sabe, é bom retornar e presenciar textos e debates tão valorosos!
    E parabéns por enfrentar uma turminha tão fofa e questionadora: hoje penso que as crianças estão muito mais participativas e interagem conosco de forma exemplar!
    Ah eu conheço um garotinho que gosta de brincar de bonecas e a mãe não o repreende e nem prega qualquer estereótipo sobre o fato de boneca ser somente de menina...Ora, ela diz que menino que brinca de boneca, necessariamente, não implica que já está optando por uma orientação sexual, mas sim, que poderá, no futuro, tornar-se um pai amoroso e muito presente na criação de seus filhos e eu realmente achei isso incrível sabe? Ela tem razão!

    Querida, adorei seu texto e força aí com as crianças!
    Elas são tudo de bom, de mais puro e desafiador!
    Beijos e uma semana maravilhosa! :))))

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    1. Olá, Adriana!
      É verdade, o modelo de crianças sentadas sem participar, se movimentar ou sem debater está totalmente ultrapassado. Precisamos de pequenos seres críticos para transformar o que não está adequado.
      Sua amiga tem uma visão madura sobre o assunto, e embora o primeiro impulso seja o de julgar um menino que brinca com boneca como dando indícios de homossexualidade, pensando bem talvez a violência contra mulheres no lar diminuísse muito se os meninos se envolvessem mais nesse tipo de brincadeira, além da possibilidade de exercerem uma paternidade mais presente e amorosa.
      Quem sabe?
      Abraços!

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  14. Bia, otimo texto.

    Outro dia estava lendo um artigo sobre os novos generos. Francamente, acho que os "novos" generos" sempre existiram e agora há mais espaço para libertar o "eu" interior.
    Quando criança, eu gostava de algumas brincadeiras de meninos, especialmente carrinhos, mas porque não haviam carrinhos interessantes para as meninas brincarem com suas bonecas. hahahah

    Assim como o Apon comentou acima, penso que a repreensão é um erro gravíssimo.
    Podemos dar exemplos de como se vestir, andar, falar, trabalhar, praticar o bem, mas existem particularidades que não tem como serem modificadas.

    Se pensarmos bem - apesar de eu ser hetero e o mercado estar fraco - o importante não é a opção sexual e sim o carater, porque não é a opção sexual que mata inocentes e sim o ódio.

    Bjs

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    1. Olá, Sissym!
      Concordo contigo, as pessoas estão assumindo sua verdade interior, isso merece respeito, nada como viver com autenticidade.
      Tem razão, eu sempre gostei de carros e achava a pequena coleção do meu irmão o máximo, kkkkk. Quando abria a porta, então, era uma festa! kkkkk
      Tem razão... bondade, generosidade, perdão, honestidade, são dons que independem da opção sexual e que deveriam ser muito valorizados.
      Abraços!

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  15. Boa noite Bia, sempre temas bem interessantes.
    Adorei a sua turminha, mas as crianças por vezes reflectem aquilo que ouvem em casa muito antes dos pais entenderem que eles estão captando tudo e esse menino deve ter ouvido em casa essas excepções.
    As coisas estão mudando, mas os preconceitos ainda existem. Menino tem que ir para o futebol, as meninas para o balé. Natação por exemplo é comum, mas aqui em Portugal ainda existem bastantes preconceitos.
    Veja só como as coisas estão enraizadas. Pratico yoga num clube daqui e actualmente só tem mulheres na turma. Havia dois homens maridos de duas colegas, que pelos seus afazeres deixaram de poder participar. Há tempos foi lá um rapaz para assistir e esteve presente na aula, chance que o clube oferece. A professora perguntou se ele tinha gostado, ele disse que sim, mas nunca apareceu;)). Não vi razão, mas lá está: preconceito. Não se sentiu bem numa aula só com senhoras.
    Muito ainda fazer para que estas situações terminem.
    Desejo muito sucesso com a sua turminha!
    Beijinhos e continuação de boa semana.
    Ailime

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    1. Olá, Ailime!
      O meu espanto foi oriundo da constatação que as novas gerações continuam com posturas preconceituosas e passando isso para os filhos... é difícil mudar uma cultura.
      Aqui no Brasil não vejo preconceitos em relação à natação, uma curiosidade da cultura portuguesa que eu não conhecia.
      Interessante seu depoimento sobre a yoga, tem razão... os conceitos arraigados são tantos que ontem, ao fazer uma brincadeira em que meninas deveriam escolher meninos e vice-versa, muitos travavam... naturalmente devem trazer ideias pré-concebidas de que esse convite seria uma espécie de "namoro"... onde já se viu, com crianças de 4 anos? A sociedade tolhe a espontaneidade e tira a ingenuidade prematuramente. Acabamos por ter adultos que queimam etapas e crescem infantis para o resto da vida.
      Abraços!

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    2. Boa noite Bia, como vai?
      Talvez não me tenha explicado bem. Na natação não há preconceitos, tanto nas turminnhas de crianças nem mais variadas idades, inclusive seniores. Vamos lá entender os motivos, porque existe em outros desportos, actividades ou situações.
      Beijinhos.
      Ailime

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    3. Ah, sim, agora, entendi, rsrsrsr... quando disse, "Natação por exemplo é comum, mas aqui em Portugal ainda existem bastantes preconceitos.", realmente me passou a impressão de que havia preconceito na natação, kkk! para ver como tudo é uma questão de interpretação!
      Preconceitos de idade também deveriam ser abolidos... todos temos muito a aprender, com os menores, maiores ou próximos.
      Abraços!

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  16. oi Bia, seu trabalho é admirável. Fico pensando em como tudo seria mais fácil se as crianças trouxessem para a escola os bons exemplos recebidos em casa pelos pais e familiares. No fundo eu acho que a questão maior é tratar a todos com respeito, porque as estranhezas diante das diferenças sempre existirão.

    Beijos! Boa semana/

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    1. Olá, Rosa! Creio que seu parágrafo resume bem o que penso sem necessidade de acréscimos, rsrsrs!
      Sou uma romântica, sempre acredito que é possível.
      Abraços!

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  17. Realmente essa discussão vai longe.
    Tenho um sobrinho de 6 anos. Estavamos assistido tv e passou um casal de homens se beijando. Ele olhou pra mim e disse: Ele deveria estar beijando uma mulher.
    Outra situação foi quando ele entrou no meu quarto e começou e mexer nos pinceis de maquiagem. Peguei um pincel e passei no rosto dele. E logo repreendeu dizendo q isso é coisa de menina usar.

    Fiquei pensando: Será que esse pensamento de que só menina/menino ( pode fazer ou usar) Vise versa. Num vem de berço?


    Não sei ao certo rs

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    1. Olá, Nathália!
      É isso... o pensamento vem de berço, me faz lembrar um educador que diz que a criança vem como uma tela em branco e o meio é que coloca em sua cabeça seus costumes.
      Portanto, enquanto os pais não mudarem, tudo permanecerá igual, o preconceito continuará, não só em relação à homossexualidade, como a tudo o que é cercado de estigmas.
      Abraços!

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