domingo, 13 de março de 2016

O que faz a diferença

- Mãe, a senhora está quieta e séria. Não gosto quando está assim.

imagem daqui


Essas poucas palavras ditas por minha filha há dias atrás após me observar por alguns segundos trabalhando no meu quartinho foram o suficiente. A conversa continuou...

- Não, filha?
- Não... a senhora tá sempre rindo, falando, mesmo quando as coisas estão ruins... estar assim não é bom.


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Após refletir alguns minutos concluí que, com sua observação, ela queria sinalizar meu abatimento e amargura momentânea. Isso é raro e não acontece de repente... as coisas vão se somando e aos poucos perdemos o viço, o interesse, a alegria. Vem o desânimo, a desmotivação, o cansaço...

Ainda bem que tenho pessoas como ela para me resgatar. Daqui a alguns meses ela se casa, após mais alguns meses vai embora - para outra casa e talvez, para outra cidade. É a vida e dou a maior força. Mesmo sabendo que me fará uma falta enorme (o que me desperta um pouco de medo), jamais seria egoísta de tentar prendê-la comigo. Filhos tem vida própria e quanto mais cedo aceitamos isso, melhor.


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O que eu quero dizer é: faz toda a diferença as pessoas que estão por perto. Não  podemos culpar os outros  por nosso estado de espírito, porque estar ao lado deles nem sempre é nossa escolha, já a maneira como permitimos que interfiram em nossa vida, sim.

Mas sempre que puder, escolha estar perto de pessoas que se preocupem em olhar para você, perceber como está, disponibilizam-se em ajudar, colocam seu astral para cima, fazem você se sentir bem, importante, ajudam na estima - e retribua, sempre, retribuir faz um bem enorme. São aquelas pessoas que nos fazem querer ser melhor no sentido ---> de buscar ser feliz, fazer o bem, sorrir, cantar, conversar, relaxar, gostar da VIDA.


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Quando estiver triste e inerte pare e observe se algo que tenta mudar ou não aceita em si não é na verdade o reflexo da influência de alguém que não lhe faz bem (se pergunte: essa mudança traria o seu melhor?). Ou se não está convivendo demais com pessoas depressivas, invejosas, insatisfeitas, fofoqueiras, exigentes, arrogantes ou egoístas.

Concluindo, minutos depois eu havia relaxado e voltado a sorrir.  Às vezes temos dificuldades de enxergar o que se passa conosco e ouvir as pessoas que nos querem bem é uma boa bússola para voltarmos ao nosso melhor. É simples quando a sensibilidade atinge nosso ponto certo. Com pessoas atentas a cuidar ou colaborar com nosso bem estar por perto tudo fica mais fácil.



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A danadinha me conhece bem!


"O que mata não é o que faz o coração parar de bater... é o que impeça que você viva".
da série Forever

28 comentários:

  1. Essas observações de quem perto de nós e nos ama fazem tudo mudar.Esquecemos os problemas e seguimos, não é? Que bom que assim seja! bjs, obrigadão por todos os carinhos, chica

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    1. Olá, Chica, tem razão! Há pessoas que não ouvem quem está por perto, levam tudo para o lado pessoal, quando ouvir as pessoas que nos amam pode ajudar muito. Sempre peço para que as pessoas que amo me digam quando eu estiver errando ou diferente, penso que isso nos ajuda a nos reencontrar. Os carinhos a você são sempre merecidos!
      Abraços!

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  2. É mesmo sempre bom termos pessoas por perto, que nos amam, para nos trazer para cima quando caímos, quando estamos com um olhar mais triste, mas nem sempre isso é possível
    E bem disse você, que as coisas não acontecem de uma hora para outra e é sim, uma somatória de eventos que nos desgastam e nos faz entristecer.
    Mas como a gente é feito para VIVER, então achamos forças e seguimos em frente!!!

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    1. Olá, Malu, é verdade, nem sempre isso é possível, mas perceber que há pessoas que se preocupam conosco e estar em boa companhia já traz um alento para os dias difíceis.
      Um dos medos é um dia não conseguir vencer essa somatória e simplesmente passar a deixar-se levar pela vida sem planos nem confiança no amanhã.
      Mas como bem lembrou, a vida foi feita para ser vivida e com o amor das pessoas queridas em volta nos superamos e nos renovamos sempre! Que assim seja! :D

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  3. Quanto antes aceitarmos que os filhos crescem e terão a vida independente, talvez perto ou não de nós, fica mais fácil. Eu desde já vou refletindo sobre esse "ir"porque eles crescem rápido!
    Acredito que há pessoas, que mesmo estando longe, têm essa sintonia conosco, sentem quando não estamos bem e mesmo à distância conseguem nos fazem um bem danado.
    Boa semana!

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    1. Olá, Ana!
      Crescem sim, muuuito rápido, rsrsrsr! Vai se acostumando com a ideia, kkkk... mesmo que eu que sempre busquei ficar tranquila nesse sentido, balancei quando ela começou a namorar, e agora fico um pouco receosa com a ideia de que ela, que me conhece e entende tão bem, não estará por perto para me resgatar, rsrsrs. Mas a felicidade dela é o mais importante e com certeza será minha também.
      Essa sintonia existe sim independente da distância e é algo que não se explica. O homem que eu amo me faz um bem danado sempre, mesmo quando não está perto fisicamente, rsrsrs, é um exemplo!
      Abraços!

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  4. Boa noite Bia, bem verdade que tendo alguém por perto para nos dar alento nos momentos menos bons e até sorrir connosco, no meu caso também é vital. Só sentir que estão próximos nos faz sentir mais seguras e falo por mim), mas também é verdade e mais uma das minhas experiências (tenho um filho longe, aí na América do Norte) que, pode acreditar, tem até maior percepção de quando não estou bem do que quem tenho aqui por perto;)) (marido e outro filho) e me telefona mais vezes. A distância nos une.
    A sua filha vai sair do ninho, do seu colo, mas pode ter a certeza que ela jamais se esquecerá de perguntar: mãe como está? Sorri mãe, que eu estou feliz!!!
    Beijinhos e uma boa semaninha.
    Ailime

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    1. Oi, Ailime!!!
      Penso ser fundamental ter pessoas confiáveis e amáveis por perto sempre, na alegria ou na dor... no segundo para ajudar a nos levantar, no primeiro para fazer jus ao dom da vida e compartilhá-lo, afinal o sentido da vida é a alegria.
      Por outro lado concordo que sensibilidade e sintonia independem de barreiras espaciais. Há inúmeros casos onde pessoas do nosso convívio não percebem o que se passa realmente conosco por não terem a capacidade de olhar o outro, enxergar e não somente, ver. Acho admirável termos filhos assim, Ailime, que conseguem enxergar o outro mesmo quando estão longe, e mais, que verbalizam isso, pois poderiam simplesmente ignorar, o que denotaria ausência de empatia e atenção.
      Fiquei emocionada com sua última frase... tudo o que se quer ouvir de um filho é que ele está feliz. Esses dias eu a estava ajudando a montar sua loja virtual na frente do computador, ela deitou a cabeça no meu ombro e disse com um sorriso, "que bom que tenho uma mãe que me ajuda"... é demais ouvir coisas assim, né?
      Ai, ai... duas mães-coruja! kkkkk
      Abraços!

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    2. Se é Bia! Um conforto muito grande essa cumplicidade. Bjs e um optimo dia.(mãe coruja sofre...;))!

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  5. Olá Bia,

    Sua filha já vai se casar?? Fiquei surpresa.
    Não é fácil mesmo quando os filhos fazem suas escolhas e partem para viver suas próprias vidas, mas é a lei natural das coisas. Cada um tem seus próprios compromissos com a vida. Também não é fácil para eles o corte do cordão umbilical. Por isso mesmo, resta apoiar e torcer para que saibam se virar e que sejam felizes. No caso, trata-se apenas de uma separação física, facilmente contornável quando a saudade apertar.
    Penso que quando as pessoas se conhecem bem, como você e sua filha, qualquer alteração, mínima que seja, torna-se facilmente perceptível. Eu, pelo menos, só de olhar para as feições dos meus irmãos e marido, percebo quando algo não está dentro dos conformes. Isto acontece até em relação à minha secretária doméstica. Parece que temos um sentido mais que acurado para perceber que as alterações de humor ou outras das pessoas que amamos, ainda que seja simplesmente por telefone.
    Você tem razão quando afirma a importância de termos alguém por perto que nos ame para nos impulsionar e nos apoiar nos momentos em que saímos do nosso eixo.

    Adorei a ilustração.

    Feliz semana.

    Beijo.

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    1. Olá, Vera!
      Pois é, menina, namora há quase 5 anos, também acho ser um bom tempo de namoro/noivado para irem em frente, e penso que como mãe, após conversarmos bastante sobre se isso seria a melhor escolha, só me resta apoiar e torcer para dar certo. E se não der, estarei ao lado para apoiá-la.
      Costumo ser bastante perceptiva em relação às pessoas do meu convívio e quando percebo algo costumo perguntar, "você está bem?" Essa simples pergunta faz com que muitos coloquem para fora seus problemas... e muitas vezes é só disso que as pessoas precisam, falar. :) Penso que essa percepção parte de pessoas sensíveis, que observam o outro. Há pessoas que só se preocupam em observar o próprio umbigo, rsrsrs.
      Apoio, atenção e carinho das pessoas que amamos é fundamental para aliviar os pesos da alma.
      Abraços!

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  6. Bia, as pessoas que nos querem bem nos vêem, verdadeiramente, e não nos olham, apenas. captam o sentir e, com suas palavras, podem nos despertar, já que nem sempre percebemos o que estamos transmitindo. Esse amor e essa sensibilidade que o acompanha são belos e fundamentais. Surpreendeu-me saber que sua filha já está para se casar. Desejo que ela seja muito feliz em sua união. Posso imaginar o vazio que, certamente, deixará, mas você tem maturidade e amor suficientes para entender que ela possui uma vida própria e direito de escolher seus caminhos. Não há distância que afaste os que se amam. E todas as vezes que estiverem juntas, ambas saberão ler nos olhos uma da outra o que está habitando seu interior. Bjs.

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    1. Olá, Marilene!
      Agradeço as felicitações para minha filha!
      Ela é minha grande companheira hoje e embora eu me vire bem sozinha, é diferente quando sabemos que não haverá quem chegue no final do dia, rsrsrs. Sem falar que ela tem essa habilidade em lidar com minhas fragilidades que volta e meia aparecem, embora hoje em dia se curem mais rápido. Assim como cuido bem das fragilidades dela também!
      Acredito sim que como disse essa conexão sempre existirá, independente da idade.
      Abraços!

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  7. Oi Bia,
    Filho deve ser diferente, só vai sentir uma grande dor quando a mãe morrer, aí o remorso irá corroer seu coração e as lágrimas formarão um rio de desilusões.
    Beijos
    Minicontista2

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    1. Olá, Dorli, certamente o sentimento dos filhos é diferente em relação ao dos pais. Todos desejamos por perto pessoas acima de tudo, gratas. Abraços!

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  8. Bia,

    Voce expressou o que muitos de nós já vivenciamos.

    Uma vez alguem me disse que os filhos devem saber quando estamos tristes, preocupados, etc... para que aprendam as diversidades da vida.

    Contudo, observando mães guerreiras como a minha, esses seres amados e jovens não precisam sofrer com algo que ainda não sabem lifar. Precisamos ensinar a eles a resiliência e a força para nunca desistir.

    Um abraço, um olhar, uma palavra amorosa dos filhos é o melhor presente do mundo.

    Bjs

    Bjs

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    1. Oi, Sissym!
      Que lindo ponto de vista e certamente as lições que aprendeu com sua mãe foram valiosas!
      Minha linha de pensamento é um meio termo, rsrsrs... acredito que devemos sim expôr as verdades às crianças, exatamente para que possam ir aprendendo a lidar com tudo... porém cada faixa etária tem um meio peculiar para aprender e uma linguagem apropriada, em alguns casos até lúdica. Há pessoas que querem ensinar com amargura, e com amargura ensina-se a não gostar da vida.
      O maior legado que deixo para minha filha, além do amor, é saber ser educada e grata. Sua filha Laura tem um olhar muito doce!
      Abraços!

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  9. Oi Bia!
    Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando li seu comentário ontem no meu blog. Às vezes só uma frase já é suficiente p/renovar nosso ânimo né?
    Que bom que a sua filha é uma ótima observadora, e que bom que vc ontem passou no meu blog!
    Bjssss amiga e obrigada

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    1. OI, Dinha!
      Ah, que bom que meu comentário fez seu dia melhor!!!! Sempre quando elogio procuro ser muito sincera, não costumo elogiar só para agradar, e sim, por ver algo que gosto, portanto, o seu foi mais que merecido!
      Abraços!

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  10. Olá, Bia! Essa observação só poderia mesmo partir de quem te ama e conhece muito bem. Eu sei, há que deixar as crias partir, mas que náo é fácil, não é!
    Beijinhos

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    1. Oi, Nina!
      São poucas as pessoas que me conhecem a fundo e essas sabem que procuro manter o astral sempre in riba e confiança no futuro. Atitudes atípicas demonstram uma vontade de desistir que não é minha peculiaridade.
      Filhos são par ao mundo... já diz o velho e sábio ditado, rsrsrs.
      Abraços!

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  11. Muitas vezes nem paramos para pensar nisso tudo que vc escreveu, Bia. Por mais óbvio que seja. E a postagem serve como reflexão para todos nós que várias vezes esquecemos disso. Adorei o texto e o desabafo. Beijos e boa semana.

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    1. Olá, Sérgio!
      Que bom que gostou! Vamos nos envolvendo no dia a dia e perdemos o "filtro" que nos faz perceber o quanto as pessoas à volta podem ser silenciosamente nocivas ao nosso bem estar. Ter pessoas que nos resgatem e nos tragam de volta pra o que somos é fundamental para que possamos nos proteger do que nos faz mal.
      Abraços!

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  12. Boa noite, querida Bia!
    Tenho mudado meus hábitos... me esquivado de pessoas assim... reconheço que tenho conceitos que me forçam a 'sacrificar-me' muito e não me fazem bem... Deus me ajude nesta transformação...
    Bjm muito fraterno

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    1. Olá, Rosélia! Muito interessante seu ponto de vista, é verdade... o convívio com pessoas que exigem demais, cobram depois, são inflexíveis, intolerantes ou negativas demais, dá de fato a impressão de que o sacrifício é muito grande, o viver torna-se pesado.
      Especiais mesmo são as pessoas que amamos e nos fazem bem, deixam a alma leve e faz gostar de viver! :D
      Abraços!

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  13. Entendi perfeitamente essa tua amargura momentânea. Minha filha mudou-se para a Irlanda há pouco mais de um ano, e se início até nem me custou muito por estar habituada a tê-la regularmente a viajar, à medida que o tempo foi passando, senti essa amargura da falta de alguém tão próximo de mim, com quem conversava muito, e até as rotinas em casa ficaram diferentes.
    Os filhos têm de voar e nós temos de incentivá-los, embora no começo sempre nos custe.Estar com amigos que nos "puxam para cima", e arranjar novos pólos de interesse ajuda bastante. A saudade é sempre muita, mas aos poucos vamo-nos habituando.
    Boa semana, Bia.
    xx

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    1. Oi, Laura! Irlanda, que belo lugar!!!
      Não quero tornar-me uma pessoa amarga... quem me conhece sabe o quanto procuro estratégias me distanciar disso. Sei que a solidão é capaz de nos tornar assim e com certeza será disso que sempre tentarei me esquivar.
      Espero poder contar com o apoio, carinho e presença das pessoas que amo para me ajudarem a lidar com essa etapa necessária da vida - a de deixar os filhos voarem, e com muita alegria para que o voo seja belo.
      Abraços!

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  14. Oi Bia,

    O pior é que esse abatimento é tao comum, sao fases dificeis mas essenciais para o amadurecimento. Nossa, sua filha já vai se casar? O tempo voa, rs

    Abçs

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