domingo, 19 de junho de 2016

O social, a solidão e o indivíduo

Lucius Annaeus Seneca, conhecido como Sêneca, o jovem, foi antagônico filósofo que viveu entre 4 a.C. e 65 d.C, mesma época de Calígula e Nero, pertencente ao Império Romano. Sêneca pregava uma vida simples e modesta, distante de sua vida opulenta e repleta de manobras sociais.


imagem freepik


Escreveu essa frase que ouvi esses dias:
“Uma fonte de inquietude interior é a desarmonia entre o comportamento externo ou social e a autenticidade da pessoa. Importa aparecer o que de fato o indivíduo é. Viver camuflando a própria personalidade, gera constante preocupação. Nem por isso se fica salvo dos críticos ferinos que nada poupam. Sobrevém uma advertência prudencial: temperar a vida retirada com momentos de sociabilidade. Multidão e solidão devem ser compostas de sorte que uma compense os efeitos negativos da outra”.

É impressionante como a sociedade compele a agir de acordo com a expectativa alheia, que nunca está satisfeita. Por outro lado, quanto melhor aprendemos a mostrar o que somos independente do que o outro possa pensar, tanto melhor viveremos com a solidão, pois não haverá representação em momento algum. Esse é um dos pontos mais destacados em estudos de autoconhecimento: a importância de ser autêntico.

“Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas.” – Mário Quintana.

Admito realizar a leitura de mundo com um quê de amargura bem traduzida na fala de Quintana - afinal, o que vemos em grupos sociais é a representação real do que o outro é? Provavelmente não, rsrsrsr, especialmente quando estamos cercados de pessoas que não conhecemos a fundo, mas há a beleza de buscar conhecer e quem sabe encontrar agradáveis surpresas pelo caminho. Há um sinal de maturidade que ainda me falta: estar com pessoas que notoriamente estão representando sem me irritar, rsrsrs, o que ainda me mantém reservada. Tenho treinado observar com bom humor, acho que pode melhorar isso.

"Na solidão, o solitário devora a si mesmo; na multidão, devoram-no inúmeros; então, escolhe."
Nietzsche

Há meios de superar a visão dura de Nietzsche. Quanto mais ficamos perto de pessoas agradáveis conosco mais confortável e menos autocríticos nos sentimos em momentos de solidão, e tanto mais autênticos seremos socialmente, sem o medo de sermos devorados.

O que você prefere: multidão ou solidão?

34 comentários:

  1. Séneca tinha razão, Bia: equilíbrio. Não será ele a base de tudo? :)

    Um bom final de semana :)

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    1. Expressou exatamente a palavra que me veio à mente na leitura da fala de Sêneca: equilíbrio! Como diz o sábio ditado, "nem tanto ao mar, nem tanto à terra". :)
      Abraços!

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  2. Olá, Bia.

    Prefiro o ser ao ter. Quem é, tem. Quem apenas tem, simplesmente aparenta ser. O ser se impõe acima do jogo das aparências e fugazes conveniências. Tristes os escravos do ter e seu parecer. A libertação está na plenitude de ser.

    Um abração e um bom fim de semana.

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    1. Olá, Apon! Li e reli sua fala algumas vezes, muito bem colocado. "Quem é, tem". Creio que quando se é o que temos é uma consequência, não o principal, que é fugaz. Não vejo o ter como errado... o ter quando é resultado de trabalho, esforço, é merecido e bem vindo, desde que para isso não deixemos de prestar atenção ao que somos de fato, caso contrário, como bem colocou, aprisiona ao invés de ser sinal de liberdade de escolha.
      Um dia comentei com meu amor sobre esse medo... como minha condição financeira melhorou procuro me policiar para não permitir que o apreço por conforto ou oportunidades de diversão me distanciem da minha simplicidade e capacidade de ser feliz com pouco. :)
      Abraços!

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  3. Olá,Bia
    ... (SênecaQuintanaNietzsche)...vivemos numa sociedade em que a aparência não incorpora necessariamente a essência e uma pessoa autêntica, é aquela que é o que é. Ou seja, há uma coincidência entre a essência e a existência.
    Ser verdadeiro consigo mesmo, a manutenção da autenticidade, esbarra , por vezes, na própria inclusão na sociedade. Alguns perdem a autenticidade para não serem excluídos ,outros preferem não perder a autenticidade e se isolar do social, a solidão!
    Mesmo que não existissem situações que possam ser ignoradas, passíveis de serem aceitas, em prol da sociedade, mesmo com vieses de interpretações, sempre irei preferir a MULTIDÃO , me mantendo fiel à essência e se deixar guiar somente pela minha consciência, sem fazer nenhum esforço de realizar a expectativa alheia "que nunca está satisfeita" a nosso respeito e "sem o medo de sermos devorados". Belos dias, beijos!

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    1. Olá, Felis! Penso que chegou no cerne da questão: "Alguns perdem a autenticidade para não serem excluídos,outros preferem não perder a autenticidade e se isolar do social, a solidão".
      É justamente por esse motivo que tantos deixam de ser quem são, ou deixam de tentar colocar quem são socialmente. Isso considero uma espécie de violência velada, sabe? Qual é o preço da autenticidade? Em ambos os casos a estima acaba devastada, de um jeito ou de outro há uma rejeição, pessoal ou social.
      Minha tendência é o fechamento, algo contra a qual aprendi a remar contra. Hoje mudei, busco sempre me relacionar e conhecer pessoas... temos surpresas boas quando nos abrimos ao novo. Vemos que há pessoas que conseguem ser como você, da multidão, sem se deixar levar pelas pressões sociais, mas é uma minoria esmagadora. E há aqueles casos em que por uma questão de convivência ou hierarquia é preciso apresentar uma certa dissimulação, sobretudo profissionalmente.
      O ideal? Posto aqui: "coincidência entre a essência e a existência." Se não vivermos essa coincidência, então que pelo menos possamos nos dar a oportunidade de encontrar esse ponto de equilíbrio sempre que tivermos escolha.
      Abraços!

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    2. Olá, Bia...sim, verdade, uma minoria esmagadora, principalmente na área profissional, mas , - está em meu Sobre- Essa minha convicção, fruto de vivências muito intensas e concretas , é tão transparente para assumir essa responsabilidade e escolher o caminho - coincidir a essência e existência-, que , por vezes, me confundem como uma pessoa arrogante , mas, é aquilo, não faço nenhum esforço de realizar a expectativa a meu respeito , simplesmente porque sei que Não há uma boa proximidade, entre as partes e isso é o maior causador dos vieses de interpretações. E na proximidade encontramos , realmente, belas surpresas.Ademais,quem é próximo , gosta de nossa essência e ama a nossa existência, ou ama e ama, ou gosta e gosta ou vice-versa. Cometemos erros e somos vítimas dos erros por sermos autênticos, ou até por não termos encontrado esse ponto de equilíbrio, mas isso , até nos faz errar melhor, mais rápido e aprendemos muito com isso . Belos dias!

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    3. Olá, Felis, obrigada pelo acréscimo. Sim, ser transparente é assumir uma responsabilidade sobre si, é preciso autoconfiança para isso. É difícil, porém libertador.
      Interessante o que colocou, interpretações erradas - você comentou sobre a arrogância, já fui tachada de metida, antipática por quem não me conhecia com proximidade. Hoje sou mais afável e essa impressão tem diminuído, não porque passei a agir como querem, mas por aprender que a defensiva não é o melhor cartão de visita, rsrsrs. E só deixamos de nos defender quando temos convicção do que somos e queremos. :)
      Mas o que de fato me marcou em sua fala foi, "quem é próximo , gosta de nossa essência e ama a nossa existência, ou ama e ama, ou gosta e gosta ou vice-versa". As pessoas que gostam de verdade do que somos - e do qual gostamos de verdade - nos amarão/amamos exatamente do jeito somos/são. Cometemos erros, temos sempre a tendência a evoluir, melhorar, mas precisa partir de uma necessidade pessoal, jamais de uma imposição alheia. Quem impõe uma mudança ou atitudes que não condizem com nossa essência não nos gosta de verdade.
      Abraços!

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  4. Boa noite, querida Bia!
    Amo a solidão, acredita?
    No entanto, estou sempre rodeada de pesssoas e isso eu vejo como missão, não mais...
    Ou seja: não devo serguir meus desejos e instintos e sim, buscar onde possa mais amar e servir!
    Deus dexia muito bem claro onde devo cumprir minha missão... não necesariamente meu querer!
    Hoje, por exemplo, tive um dia maravilhoso: só quase o tempo todo e produzi muito na escrita... mas as vizinhas me solicitaram a almoçar fora e a Missa... foi igualmente bom!
    Bem dividido o dia... a meu favor, rs...
    Bjm muito fraterno

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    1. Olá, Rosélia!
      Em geral me sinto confortável também na solidão, mas é bom ter alguém pertinho, não? rsrsrsrs
      Bonito seu caminho de abraçar o que Deus lhe dá, creio que Ele sempre nos mostra o melhor caminho a seguir. Se o seu a leva para a doação, o bem, é nobre.
      Creio que está em equilíbrio: vive bem com a solidão, e também com as amigas que a convidam para um passeio, um almoço, um encontro, uma viagem... perfeito! Talvez por seguir seu caminho com tanta suavidade os dias estejam a seu favor!
      Fico bem só, mas gosto muito também de receber pessoas próximas em casa, passear, comer fora com pessoas queridas (a comida sempre aproxima as pessoas), estar junto. Enfim, vivo bem com a solidão, mas não nasci para viver sozinha, rsrsrsr.
      Abraços!

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  5. Cada ser é um universo né! Acho que a alegoria da caverna quer dizer que vivemos numa sombra! abraços

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    1. Bem lembrada a analogia da caverna... tantas fases da vida voltamos à ela, tantos morrem em sua sombra... feliz é aquele que sempre se permite um nova chance de sair à própria luz! :)
      Abraços!

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  6. Bia, vim matar a saudade do seu canto sempre com palavras de sentimento e sabedoria. Vim também agradecer suas palavras de comentário no Inquietude. Estou tentando, depois de tanto tempo, enfim publicar esse livro. Se vai dar eu não sei. Mas apenas o fato dos amigos acreditarem em mim já me enche de orgulho.
    Qualquer coisa, sobre a dificuldade de conclusão da compra, me avise.

    milene_ls29@outlook.com é meu email.

    Beijos, querida.

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    1. Olá, Milene, obrigada, eu não falaria se eu não achasse que tem talento. Estou torcendo muito para que dê certo. Tive dificuldades para fazer o cadastro, dava erro e o site não explicava onde estava errado. Ainda bem que os dias de prática me valeram de alguma coisa! kkkk
      Desejo de coração sorte e sucesso!
      Abraços!

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  7. Reflexiva postagem, Bia. E eu odeio multidões. Sou introspectivo e tímido, então me acostumei mais com a solidão. Enfim... bjão e boa semana.

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    1. Olá, Sérgio, veja só, parece tão expansivo... esse é um lado curioso do mundo virtual, um lugar seguro para pessoas reservadas se expressarem. :)
      Apesar de reservada sempre gostei de multidões, rsrsrsr, tanto que alguns dos meus lugares preferidos são estar em teatros e shows.
      Abraços!

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  8. Boa noite Bia,
    Vou dizer talvez uma barbaridade. Não aprecio a multidão nem a solidão. Então que faço?
    Não me sinto solitária na minha solidão, porque sempre procuro alguma coisa para me preencher. No meio da multidão por vezes me sinto só.
    As pessoas se cruzam e nem dão umas pelas outras.
    Gosto de conviver com família e tenho algumas amigas com interesses comuns, mas não vou além disso.))!!
    Sempre fui assim como dizem aqui "bicho do mato", mas ultimamente estou correspondendo a convites para almoços a pretexto disto ou daquilo com amigas e colegas.
    Não sei se sou pouco sociável, mas habitualmente interajo bem com todas as pessoas e em grupo gosto de soltar uma boa gargalhada se for caso disso.
    Como não sei nada de filosofia nem de psicologia,) fico a aguardar a gentileza do seu comentário.
    Beijinhos e continuação de boa semana.
    Ailime

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    1. Olá, Ailime!
      Pelo seu relato me pareceu que somos bem parecidas, hahhaha... só que eu diria o contrário: acho que apreciamos os dois! rsrsrsr
      Quando sozinha também acabo preenchendo meu tempo com vários interesses, então não dá a sensação de estar solitária. Eu também busco interagir com todos, mas não costumo ir a lugares se não for necessário ou se achar que não me sentirei bem, ou ainda, que não serei boa companhia. Mas quando vou, pode ter certeza que sou ótima para se ter do lado!
      Há alguns programas que já não tenho vontade de fazer sozinha como viajar, por exemplo. Por alguns anos fiz várias coisas sozinha e acabei saturada pela sensação de não ter com quem compartilhar algumas experiências.
      Sobre gargalhadas, também adoro! :D Num relacionamento que acabou (não por acaso), certa vez, fui repreendida por estar rindo "alto demais" e que "o prédio inteiro devia ter escutado". Ora, me poupe!!! Então seria melhor ser um poço de frieza e amargura?
      Vamos gargalhar sim, Ailime, todas as vezes que tivermos vontade, vamos ter nossa solidão muito bem ocupada e ótimas companhias para compartilhar momentos agradáveis! Penso que estamos bem próximas da saudável linha do equilíbrio!
      Abraços!

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  9. Oi Bia,
    Confesso que queria muito viver no equilíbrio,mas isso é raro pra mim,estou sempre em algum extremo da sensibilidade.
    Muito barulho me incomoda,por isso muitas vezes escolho a solidão.
    Mas aí tem uma coisa,o barulho da mente às vezes é perturbador.
    Então ando devagar nessa corda pra não cair tanto assim.
    Abraço =)

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    1. Olá, Suelen! Ler seu escrito me fez lembrar de um tempo em que estive assim e posso dizer que a compreendo perfeitamente. Concordo que é reflexo de momento de sensibilidade extrema, no meu caso, oriundos de confusão, inquietação, indecisão, medo.
      Eu diria que o barulho da mente pode ser pior que o externo, porque nos acompanha dia e noite, se não soubermos como controlar. Chega até a atrapalhar o sono. Faz bem fazer um hobbie que a gente gosta de verdade, com calma e atenção, exercício físico, estar perto de quem a gente gosta (e que gosta da gente) sempre que possível, manter a mente em orientação positiva sempre, organização de prioridades, planejamento, ação e não se cobrar nem desanimar se algo não sair como gostaria. Será que ajudei? rsrsrsr
      Abraços!

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  10. Equilíbrio sempre palavra e atitude fundamental e também,como tu, tendo a me irritar quando vejo que as pessoas não se mostram verdadeiramente, não são autênticas... E, como Ailime, também sou um pouco bicho do mato, por isso nem me importo de ficar só, aliás, até prefiro certas vezes a conviver com gente chata e metida a sebo,rs bjs, chica

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    1. Oi, Chica!
      Concordo, não podemos ser 100% transparentes o tempo todo até por uma questão de educação, mas quando a dissimulação é deslavada, impossível não perceber, rsrsrsr! Onde trabalhamos sempre tem o povinho "duas caras", rsrsrs!
      Também escolho ficar em casa se for para ir a algum lugar onde as pessoas são metidas a besta, rsrsrs, a não ser que seja necessário ir... nesse caso procuro usar o bom humor e rir observando os absurdos, kkk!
      Abraços!

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  11. Oi Bia, boa noite!
    Dizem que tem solidão no meio da multidão, e eu acho que também tem multidão no meio da solidão. Graças a Deus, eu tenho momentos de solidão deliciosos e tb tenho momentos de multidão que eu curto muito!
    Bjssss Bia e muito obrigada pelo carinho

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    1. Olá, Dinha, que ótimo, está em equilíbrio! Estar em meio há várias pessoas não é o mesmo que estar bem acompanhado. A plenitude nasce nos momentos de solidão e torna o bem estar em meio à multidão uma consequência. em alguns momentos já me senti bem solitária em lugares cheios de gente onde não conhecia ninguém, tinha total inabilidade para lidar com isso. Ainda bem que com a idade vamos desenvolvendo ferramentas para lidar melhor com nossas limitações.
      Abraços!

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  12. Para mim a pior solidão é aquela em que está rodeada de pessoas que não lhe dizem nada, não fazem parte dos seus sonhos, das suas recordações.
    Abraço

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    1. Olá, Elvira, sucinta e perfeita colocação. É o que chamo de solidão acompanhada, há presenças físicas, porém um vazio interno imenso. Compartilhar sonhos, objetivos, boas lembranças, de fato, preenchem a alma. A vida me mostrou o quanto é primordial estar perto de pessoas com interesses e gostos próximos dos da gente, caso contrário, há vazio, frustração, cobranças.
      Abraços!

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  13. Olá
    Primeira visita e muito me agradou a sua temática e como a desenvolveu. A pior solidão, penso que é quando se está entre pessoas que lhe enxerga de forma crítica a partir do próprio referencial. Gosto do equilíbrio e de SER.

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    1. Olá, que bom que gostou, sinta-se à vontade!
      Tem razão... em geral a crítica (de outra pessoa ou de nós mesmos) parte de referenciais diferentes daquilo que somos. É raro encontrarmos compreensão, empatia e sobretudo, uma forma amorosa de olhar o outro (ou a nós mesmos). E na falta disso tudo, nasce a solidão causada pela (auto) rejeição
      É muito bom poder SER e cada um conhecer a beleza de sua própria singularidade. :)
      Abraços!

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  14. OI BIA!
    ACHO QUE SÓ NO MOMENTO EM QUE PASSAMOS A PERCEBER ESTA FALSA IDEIA QUE TÍNHAMOS, GERALMENTE DURANTE A JUVENTUDE, DE QUE SERIA IMPORTANTE A OPINIÃO QUE OS OUTROS FAZEM A NOSSO RESPEITO, É QUE CONSEGUIMOS SER NÓS MESMOS, CREIO ESTAR DIRETAMENTE LIGADO A NOSSA MATURIDADE ENQUANTO SERES VIVENTES.
    BIA, NÃO GOSTO DE MULTIDÃO, NEM DE SOLIDÃO, QUERO TER COMIGO, PESSOAS QUE POSSAM FAZER COM QUE EU ME SENTA VIVA E QUE FAÇO ALGUMA DIFERENÇA EM SUAS VIDAS COMO ELES NA MINHA E, SÓ.
    MUITO BOM O DESENVOLVIMENTO DE TEU TEXTO, AMIGA, AMEI.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Zilani! Suas palavras me tocaram fundo de algum modo (isso já aconteceu em outro momento, rsrsrs, devemos ter sintonia de ideias) e me emocionaram. Traduziu tão perfeitamente o que vejo, sinto e quero que não há necessário de acréscimo algum em sua fala. Obrigada pela sensibilidade.
      Abraços!

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  15. Sêneca descreveu a minha vida social e o Quintana também. De tempos em tempos preciso me isolar para me limpar das expectativas externas e das camuflagens. É uma coisa confusa né? Tenho tido essa sensação de que fico representando para grupos e acho isso muito dolorido.

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    1. Olá, Alê, curiosa sua colocação, também sinto essa necessidade de alguns períodos de reclusão de vez em quando, será para "limpar" as expectativas externas e camuflagens? Faz sentido... pensarei sobre isso. Porém acho que hoje em dia tenho conseguido equilibrar melhor isso e sentido menos necessidade de reclusão.
      Ler sobre a representação para grupos me fez lembrar da hora do café na escola na sexta... foram tantos comentários maldosos e falsidade que ficou latente a minha inabilidade para representar... quase confrontei as falsidades de cada uma e sabia que me arrependeria depois. A sociedade não está preparada para a sinceridade, rsrsrs. Vamos nos obrigando à essa adaptação dolorosa, rsrsrs.
      Abraços!

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  16. Olá Bia
    Equilíbrio?
    gosto dele. Mas sou uma pessoa que fui criada muito solitária. Daquela de quando criança brincar com o imaginário até muito grande. De não poder conviver com outras crianças e então me acostumei tanto que até hoje não tenho essa dificuldade de convívio. Não gosto de festas, nem comemorações, nem de velórios tampouco.
    E nem de falsidades, e o mundo está repleto. Repleto de egos vaidosos e falsos.
    As vezes me completo, as vezes preciso de alguém pra compartilhar ideias. Educadamente. Sem educação, corto fora do meu convívio totalmente.
    bjs

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    1. Olá, Zizi!
      Minha infância foi bem parecida com a sua, muito reprimida, solitária, poucos amigos, imaginário e criatividade enormes... isso me tornou reservada, mas sem grandes dificuldades para interagir com pessoas, tanto que grande parte dos meus empregos era de contato com público. Porém tenho dificuldades para confiar nas pessoas a ponto de me revelar, ainda mais com esse mundo "repleto de egos vaidosos e falsos", como bem disse. Pouquíssimas pessoas me conhecem a fundo, ou conhecem minha história completa, mas essas tem tudo o que precisarem de mim, terão sempre meu amor, generosidade e atenção.
      Concordo contigo, educação é fundamental... rudez ou ignorância é o caminho mais curto para que eu me sinta desmotivada a sustentar algum tipo de relacionamento com a pessoa.
      Abraços!

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