domingo, 12 de junho de 2016

Quadradinhos de lã - Iniciativas do bem

Quando pequena, aprendi a fazer crochê com minha avó materna. Ela ficava sentada em sua cama ortopédica crochetando por horas e eu que já gostava de arte, logo aprendi.

Penso que apesar da amargura que carregava pela falta de amor e sobrecarga que teve na infância e após o falecimento prematuro do meu avô minha avó era uma mulher alegre, pois seu crochê preferido usava lã fina e bem colorida, que usava para fazer, entre outros, roupas de boneca e toalhas com fileiras bem coloridas.


imagem daqui

Com as sobras. além das toalhas, minha avó fazia quadrados que ia guardando em uma sacola e após uma boa quantidade, emendava - com lã preta para dar destaque - e formava lindas colchas. Até cheguei a fazer alguns, mas como o crochê não é minha arte preferida, acabaram virando um xale, somente, kkkk.

O pessoal do Laços Unidos tem uma iniciativa bacana para o inverno, "Aquecer a quem tem frio". As organizadoras realizam encontros anuais com o objetivo de confeccionar os quadrados e juntá-los formando mantas para doação. O próximo e último encontro acontecerá em 19/06. Mas as meninas aceitam também doações pelo Correio de quadrados prontos, meadas ou restos de lã, então mesmo quem mora longe pode participar.  Clique --->  aqui para conhecer.

Está aí uma boa dica para quem gosta de arte e quer colaborar! Ou tem restos de lã em casa e não sabe o que fazer com eles! Mas para quem gostaria de ajudar de outra forma, aí vão outras dicas com credibilidade para vocês:

MSF (Médicos Sem Fronteiras) - essa instituição não é mantida pelo governo, embora atenda comunidades em risco por todo o mundo. Os funcionários são remunerados, porém para fazer parte da instituição é preciso escrever uma carta contando o que os motiva a procurar o serviço humanitário, e só a partir daí são chamados para uma entrevista. Há várias formas de ajudar: trabalhando, divulgando ou se tornando um doador a partir de R$ 10,00 mensais, via cartão de crédito ou boleto. Maiores informações ---> aqui.

Hospital Erasto Gaerter - hospital de referência contra o câncer atendendo pessoas de todo o Brasil com sede em Curitiba/PR, pode-se contribuir a partir de R$ 40,00 mensais. Quem ajuda torna-se padrinho de um dos setores do hospital, podendo mudar o apadrinhamento de setor a cada ano. É interessante antes verificar qual o setor mais carente, pois geralmente as pessoas apadrinham os setores mais conhecidos do tratamento. Seu nome constará em um mural na entrada do setor (o meu é emergência) e uma vez por ano acontece um café para que o padrinho acompanhe de perto os serviços realizados com sua colaboração. A doação pode ser feita na conta de luz ou por boleto. Telefone: 0800-6434888

Cruz Vermelha - diferente do MSF,  a Cruz Vermelha trabalha com voluntários que recebem uma ajuda de custo no período em que estão servindo, que pode ser de 6 meses a 2 anos, embora ambas atendam comunidades em risco. O site oferece também cursos online a quem deseja se tornar voluntário. A doação pode ser feita através do próprio site onde utilizam o PagSeguro, com qualquer valor. Informações ---> aqui.

CVV (Centro de Valorização à Vida) - O CVV é uma instituição atendida e mantida por voluntários  que ouvem por telefone ou chat pessoas que precisam desabafar. Você pode ajudar como voluntário (basta se inscrever e aguardar para fazer um cursinho online de 4 meses) ou com doações, mensais ou únicas, realizadas por boleto, depósito ou PagSeguro. Os voluntários não recebem nada pelo serviço, a doação é utilizada para manter o sistema no ar. Para doar clique ---> aqui.

Para conhecer cada instituição basta clicar no nome. As páginas mostram outras formas de ajudar e algumas mostram campanhas especiais como arrecadação de alimentos, roupas ou medicamentos (MSF ou Cruz Vermelha) ou doação de sangue (Hospital).

Quando estou triste, ajudo para me sentir melhor; quando estou feliz, ajudo em agradecimento. Enfim, ajudar sempre faz bem. :) Se conhece alguma boa iniciativa por favor, deixe nos comentários.

20 comentários:

  1. Boa Tarde, querida Bia!
    Já alcanço sua vozinha... to quase lá e amo crochetear... saí à minha por parte do pai...
    Lindo e útil post!
    Bjm muito fraterno

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    1. Olá, Rosélia!
      É interessante como puxamos um ou outro, não? Minha mãe não sabe fazer nada de artesanato, mas minha avó me deu as primeiras noções de tricô, crochê e e costura. Já por parte de pai todos tem a arte na veia! :)
      Abraços!

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  2. Interessante. Por aqui agora há uma moda de fazerem desses quadrados para cobrirem os troncos das árvores.
    É bem mais útil que seja para aquecer quem necessita.
    Abraço

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    1. Olá, Elvira!
      Já vi algumas imagens de árvores enfeitadas dessa forma, porém tem razão, seria mais útil usar o dom para ajudar a acabar com o frio de alguém.
      Abraços!

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  3. Boa tarde Bia,
    Acho essas acções interessantes e muitíssimo importantes.
    Gostaria de colaborar e até tenho três mantinhas feitas com quadrados semelhantes aos da foto tipo uma de bebé e mais duas, uma em tons de verde e rosa velho (que coloquei no sofá no inverno) e outra em tons de azulão e azul quase cinza para a cama do meu filho mais novo (mas faltou a lã e não deu para acabar,) que poderia doar.
    Como disse Elvira acima aqui tem havido pedidos de colaboração para a decoração de árvores no Natal e já participei através do clube onde faço ginástica!
    Tudo o que for para ajudar eu gosto! Poderia haver mais iniciativas aqui do género, mas nem entendo, porque não há. Periodicamente ajudamos com alimentos para o Banco alimentar e outra situações do género.
    Ajudar só faz bem. A todos.
    Um beijinho e boa semana.
    Ailime

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    1. Olá, Ailime!
      Fiquei imaginando as mantas que citou, belas combinações de cores! Acredito que também é possível fazer doações locais, em asilos, por exemplo, o que acha da ideia?
      Também gosto muito de ajudar! Aqui no Brasil há várias iniciativas, mas o que vejo são poucas pessoas dispostas a ajudar. Às vezes acham pouco, por exemplo, colaborar somente com um item, ou com pouca quantia em dinheiro, sem saber que de pouco em pouco muita gente pode ser ajudada. Também há instituições que se privilegiam de doações para lavar dinheiro (eu mesma já caí nessa) e acaba prejudicando a credibilidade de serviços sociais.
      que bom que pensamos diferente!
      Abraços!

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    2. Bia é isso que está acontecendo aqui e as pessoas se desinteressam.
      Bjs

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    3. A meu ver um dos maiores pecados, Ailime, tirar algo doado a quem precisa para uso próprio. Lamentável! Abraços!

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  4. Já tinha lido sobre essa campanha no blog da Ana Paula, mas infelizmente, crochê eu nunca aprendi. Gosto bastante de ajudar, sempre que tem campanha do agasalho separo algumas roupas, mas quadradinhos de lã estão fora do meu alcance. um grande abraço e boa sorte com a campanha (se estiver participando)

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    1. Olá, Alê! O importante é ajudar, seja qual for o jeito, tenho certeza que seus agasalhos são importantes para alguém. Não estou colaborando com essa por ter pouco tempo no momento para crochetear, embora esteja separando restos de lã para enviar, é mais para divulgar e dar uma ideia para o pessoal ir juntando os quadradinhos já para o próximo ano. Já com as outras campanhas colaboro sim.
      Abraços!

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  5. Que iniciativa maravilhosa, Bia. E ainda é terapêutico. É sempre importante ajudar e seu post tem muita valia. Tenho certeza que vai incentivar muita gente. Eu queria ter talento pra fazer isso, mas eu tremo muito, nem sei porque... rs Bjão!

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    1. Olá, Sérgio! quando realizo esse tipo de divulgação em post é mesmo com esse intuito, de que outras pessoas se inspirem também. Por um bom tempo eu queria ajudar assim e não encontrava nada divulgado na internet.
      Há várias formas de ajudar, Sérgio, tenho certeza que em algum momento um jeito se encaixará no sue perfil. :)
      Abraços!

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  6. Olá, Bia.

    Boa dica mesmo. Ajudar sempre! "Um mais um é sempre mais que dois", já cantou Beto Guedes.

    Por motivo alheio à nossa vontade, nosso blog esteve fora do ar, de 27 de maio até parte do dia 14 de junho de 2016. Diante do ocorrido, recomendamos fortemente aos amigos blogueiros: Façam backups constantes de seu conteúdo e comentários de seus visitantes, pois, o risco de perder anos de trabalho, é mais real do que podemos imaginar; tomem cuidado com gadgets e outros elementos, cuja ação possa ser interpretada como spam ou outra violação de termos de serviço. E, se possível, adquira um domínio próprio, como forma de garantir seu endereço web, caso precise migrar de plataforma ou hospedagem.

    Um abração.

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    1. Olá, Apon, belo verso de Beto Guedes!
      Puxa, obrigada pelas dicas! De fato tentei visitá-lo, e fiquei espantada quando vi a página fora do ar, com tantos colegas que tem deixado essa rede...
      Ainda bem que foi só um susto! Há uns anos atrás tive o perfil aqui do Revolta rackeado e quase perdi tudo. Agora faz um tempinho que não faço backup, bem lembrado.É um espaço onde está contado um pedaço da nossa vida, do que somos...
      Abraços!

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  7. Olá, Bia...
    quando criança olhava a minha mãe fazendo belos crochês, tal como sua vó n
    materna,mas, nunca tive a curiosidade de aprender, uma pena!Quadradinhos de lã!
    Não conhecia a bela iniciativa do Hospital Erasto Gaerter.
    De imediato, aqui, não me lembro de nenhuma boa iniciativa como as da CVV,Cruz Vermelha e MSF , essas já conhecia."ajudar sempre faz bem",
    Belos dias, beijos!

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    1. Olá, Felis! O curioso é que minha mãe não tem nenhuma aptidão para arte, rsrsrs, minha avó (sua mãe) sabia fazer de tudo. Cada um nasce com seus dons!
      Ler o que escreveu me fez pensar que o crochê tem essa capacidade, de nos transportar à memórias de infância.
      Abraços!

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  8. Oi Bia! Sabe que eu também não tenho aptidão para arte. Aprecio, admiro, gostaria de ...
    Mas conheci um projeto aqui na cidade muito parecido com o crochetar de tua avó. Chama-se quadradinhos que acolhem. As pessoas doam quadrados de tricô ou crochê e as voluntárias os costuram fazendo um cobertor que será doado. Então aprendi a fazer o básico do tricô para poder participar. E já levei quarenta quadradinhos!
    Esses dias de muito frio soube de um voluntariado que encheu meus olhos pela tamanha sensibilidade: é sabido que muitos moradores de rua recusam ir para abrigos, eu só não sabia o motivo e aprendi - muitos deles não querem abandonar seus bichinhos de estimação, geralmente cachorros que dormem com eles. Quando vão e são obrigados a deixar os animais, estes morrem de frio e inanição. Então há grupos que cuidam desses animais para que seus donos possam passar a noite em abrigos.
    Penso que o terceiro setor, nome bonito, politicamente correto ou, outro nome que se queira dar como simplesmente a compaixão, por-se no lugar do outro é imprescindível para o ser humano.
    Beijo!

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    1. Olá, Ana!
      Nossa,que legal sua participação no projeto!!! :) Passeando pela internet vi que há várias cidades que promovem esse tipo de iniciativa, e que venham cada vez mais pessoas dispostas e executar quadradinhos de amor, rsrsrs.
      Seu depoimento sobre o que acontece em sua cidade me tocou profundamente. A empatia, a compaixão, são extremamente raras infelizmente. Sabemos que há pessoas que se prevalecem de um ou outro para ir vivendo às custas da boa vontade alheia, mas também sabemos que a sociedade perece por injustiças e julgamentos errados. Como você disse, soube de um motivo contundente para que uma pessoa não vá para um abrigo... outras se compadecem da situação e auxiliam... e outros, nem querem saber. E é por tanta gente que não quer saber que estamos como estamos. A realidade é que nunca sabemos como será nosso dia de amanhã.
      Eu fiquei muito feliz ontem quando minha filha comentou que o ginásio da cidade está sendo aberto à noite para abrigar os moradores de rua (não sei realmente como fica a situação dos bichinhos). Soube que precisam de doação de cobertores e com certeza irei ajudar. Penso que não importa a índole de quem recebe o bem, mas o nosso sentimento de que estamos fazendo algo pelo bem.
      Abraços, e obrigada pela partilha!

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  9. Oi Bia, eu não tenho esses dons.
    Eu ajudo 4 entidades e não nego esmola, nem que for para beber.
    Adorei os quadradinhos, lembrei da minha mãe, mas sou alérgica a lã, infelizmente
    Beijos
    minicontista2

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    1. Olá, Dorli, então somos duas, acabo sempre ajudando, sem me importar a finalidade. Penso que a nós cabe o gesto solidário, a Deus, o julgamento de quem o recebe e o que faz com ele.
      Tenho uma tia alérgica a lã também... mas o importante é ajudar, independente da obra.
      Abraços!

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