domingo, 10 de julho de 2016

Maturidade = personalidade e estilo

Esses dias estava indo trabalhar com o cachecol abaixo, que ganhei de uma amiga há uns três anos, quando recebi carona de uma colega de trabalho de quase 60 anos. Quando olhou meu cachecol, ela disse, "nossa que bonito, tão alegre!"...


imagem by bia

Contei que havia ganho e que eu gostava de trabalhar com ele pois, além de ser quentinho, as crianças gostavam. Acanhada, ela contou que noutro dia havia comprado uma blusa cheia de ursinhos da qual havia gostado muito mas estava com vergonha de usar, pois tinha medo que pudessem comentar algo como "que velha ridícula", rsrsrsr.

Lembrei dessa história quando li esse artigo ---> aqui da Ana - Lado de fora do coração, contando seu receio de mostrar um envelope com corações ao atendente do Correio, que por sua vez estava com vergonha de mostrar que havia comprado um brigadeiro, rsrsrs.

Outra história curiosa vi num programa da Globosat sobre mulheres que gostam de skate e grafite. A garota, super feminina, batalhadora, contou ser obrigada a se vestir como "menino" para ser aceita no meio quando começou a praticar, e o quanto foi taxada de "maconheira" e "lésbica" sendo que não era nenhum dos dois. Por medo de críticas assim muitos deixam de ser quem são ou fazer o que gostam. Hoje a menina é conhecida pelos lindos grafites que faz.

Tenho observado negros e negras assumindo a beleza de seu tipo e seus cabelos crespos (que admito, acho muito mais bonito que alisá-los); grifes incluindo roupas plus size que valorizam as curvas das mulheres gordinhas ao invés de tentar escondê-las; homens de qualquer idade com barba (rala ou comprida), cavanhaque, bigode, sem nada; óculos e aparelhos convivendo com estilo na moda; piercings e tatuagens como enfeite dos mais excêntricos e ousados. Tão bonita essa diversidade e já era tempo de aparecer!

Bonito também é quando alguém não reprime sua emoção ao ver um filme (por muito tempo tive vergonha de chorar), nem se envergonha de realizar uma delicadeza (como a dos corações) ou se permite brincar com a vida e conservar seu lado criança (quem não gosta de um brigadeiro?).

Sem dúvida, uma sólida evolução. Quanto mais pessoas fizerem o que tem vontade de fazer ou usarem o que tem vontade de usar sem medo do julgamento alheio, tanto mais pessoas se sentirão livres para fazer o mesmo, mais livres e autênticos seremos socialmente e mais verdadeiras serão nossas relações.

Não há maior grau de maturidade. Infantil é quem acha (e cobra) que para ser aceito ou respeitado as pessoas precisam se adequar a um modelo, grife ou marca; estar toda semana no salão camuflando suas características; não devem expressar doçura ou sensibilidade em suas atitudes; devem evitar isso ou aquilo por serem "jovens demais" ou "velhos demais".

Os maiores ícones de personalidade e estilo, criticados sim, porém admirados (e invejados), foram os que saíram do lugar-comum. Vista sua personalidade e deixe que as línguas ferinas se engasguem com o próprio veneno, como dizia minha avó, "a língua é o chicote do rabo", kkkkk! Foi mais ou menos o que eu disse para a colega da blusa de ursinhos, rsrsrs. Vergonha quem precisa ter é quem se sente no direito de julgar e "enquadrar" os padrões do outro, não há algo mais evoluído intelectualmente do que apropriar-se de sua liberdade de ser e fazer. Quando nos censuramos ficamos vulneráveis à censura alheia, mas se você acreditar que o que faz ou usa é legal com naturalidade, as pessoas passam a acreditar também, ou no mínimo, a respeitar, rsrsrs.

E você, já teve vergonha de algo que queria fazer ou vestir? Quem você considera uma pessoa de personalidade e estilo?


39 comentários:

  1. Bia, que linda manta essa e bem sábio o teu conselho à senhora de 60 anos... Acho que cada um deve usar o que sente que pode, sem pensar no que outros vão dizer. Ninguém paga nossas contas,então, danem-se,rs Claro que há que se ter um certo equilíbrio quando na maturidade pra não ficar como "peruas loucas,rs... Adori te ler! bjs, chica

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    1. Oi, Chica!
      Ganhei essa manta de uma amiga de ginásio que me conhece muito bem e diz admirar o fato de que pareço "a mesma menina", rsrsrsr.
      "Acho que cada um deve usar o que sente que pode", concordo plenamente! Podemos achar ou não agradável esteticamente (perua louca? rsrsrs), porém isso não nos dá o direito de ridicularizar o outro ou impôr nosso gosto. Não há nada melhor do que a pessoa estar se sentindo bem!
      Abraços!

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  2. Bia, não sei se vergonha é o termo pra mim, mas bom senso. Hoje eu não usaria mais aquelas minissaias que usava antes, nem os biquinis minúsculos (uso só em casa, sozinha). Tempos atrás um amigo me perguntou, por eu ter 50 anos, mesmo aparentando 37, se eu tinha crise de idade. Eu disse que tinha crise todos os dias, pois apesar de me sentir jovem, não é tudo que eu posso fazer não sendo mais jovem. Mas depois fiquei pensando e cheguei à conclusão de que eu posso sim fazer o que eu tiver vontade, desde que com bom senso e sem agredir a mim mesma. A gente amadurece e outros valores são bem-vindos.
    Beijos!

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    1. Olá, Clara! Creio que o uso da palavra "bom senso" é bem vindo, desde que o nosso conceito de bom senso não seja excessivamente limitante e transforme em vergonha aquilo que não deveria ser. Cada um tem sua medida de bom senso e por isso mesmo julgar o outro é tão complicado.
      Como você também não uso mais minissaia aos 41 (apesar de nunca ter gostado muito, mesmo) nem jardineiras, que adorava, mas conheço mulheres nessa idade que usam numa boa. Penso que vai muito da personalidade de cada um e cada um assume as consequências sobre si... nesse sentido, não me cabe julgar.
      Outra ótima colocação é essa: "posso sim fazer o que eu tiver vontade, desde que com bom senso e sem agredir a mim mesma". Desde o que esteja sendo feito não seja forçado ou meramente para atender as expectativas alheias, podemos fazer tudo o que for possível em qualquer idade. :)
      Nessa caminhada deixamos alguns valores que percebemos desnecessários ou que já não cabem em nossas vidas e absorvemos outros... isso é crescimento!
      Abraços!

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  3. Eu já tive, mas não com roupa, visto conforme a minha idade. O problemas fico envergonhada de algumas poesias que escrevo, como a que fiz agora. Eu acredito que ninguém faz o que não é plausível.
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Olá, Dorli! Concordo que ninguém faz o que não é plausível, pelo menos para si mesmo. Ou se faz, não será de uma forma natural, autêntica.
      Gosto de suas poesias cheias de sentimento, sentir e expressar o que sentimos é algo do qual nunca devemos nos envergonhar, especialmente se for bonito. :) Abraços!

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  4. Eu sou por vezes muito chata comigo mesma! Não uso isso, não uso aquilo, um pavor de estar ridícula! Tenho pavor sim de estar ridícula, mas venho mudando e fazendo coisas que enfim não me deixam ridícula. Seu texto está adorável! Um abraço e uma linda semana!

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    1. Olá, Maria!
      Fiquei pensando sobre o que escreveu e penso que é isso... a autocensura que carregamos de anos de pré-conceitos incutidos em nosso interior pode ser cruel quando nos coloca limitações em demasia, especialmente as que surgem por medo de rejeição ou julgamento alheio.
      Ampliando seus horizontes aos pouquinhos, o bom senso se encarregará de deixá-la dentro de uma ousadia confortável e convergindo para que seja sempre você mesma, acima de tudo! :)
      Abraços!

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  5. Boa noite, querida Bia!
    Faço exatamente tudo que me deixa a consciência reta... não me envergonho de absolutamente nada na atualidade... tudo dentro dos conformes... graças a DEUS que cuida de mim...
    Fique com Ele também!
    Já deixei de lado opiniões alheias grosseiras e invejosas... há muito que passei de adolescente... não gosto do que não me fica bem, tenho ainda um bom senso... se precisar, terei sempre meus filhos a me ordenar valores e afetos, rs...
    Não gosto de excentricidades e de ser exótica.. é do meu temperamento mas não condeno quem é inusitado... cada um tem o diereito de ser como é e eu também...
    Bjm muito fraterno

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    1. Olá, Rosélia!
      Não tenho dúvidas de que Deus cuida de mim, o tempo todo... O vejo em várias situações a ponto de não compreender como há quem não acredite Nele, rsrsrs.
      Como me acompanha especialmente no Instagram, sabe que também não sou excêntrica, embora procure sempre conservar ideias arrojadas e abertas no sentido de acolher a diversidade que nos cerca, o que bem resumiu na frase "cada um tem o direito de ser como é e eu também". Assim todos vivem com mais leveza, sem se preocupar com questões tão pequenas porém ainda, impactantes.
      Abraços!

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  6. Como sempre: ótimo texto!
    Por um tempo usei batom vermelho apenas em ocasiões especias. Hoje em dia uso quando dá vontade, hahahaha.
    Andei perdendo no caminho essa preocupação com o pensamento dos outros. Ainda tenho muito que deixar de lado, mas já melhorei bastante. Atualmente uso o que me der na telha, gostando os outros ou não.
    Não faço mal a ninguém e ando muito mais "de boas", hahahahaha.
    Bjooo

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    1. Oi, Nah!
      Por muitos anos não usei batom vermelho, minha mãe dizia que era batom de mulher "da vida", rsrsrs. Sabe quem mudou isso em mim? Minha filha! Veja só! Ela usa com frequência e às vezes dizia, "põe um batom vermelho para dar uma animada!". Fui testando e aos poucos, gostando. Ainda não uso no meu dia a dia, somente quando dá vontade ou dependendo do visual, uso mais para ir ao cinema, ou teatro. Por ser clarinha de cabelo escuro prefiro os tons mais fechados, puxando para o uva, o vinho... gosto muito!
      "Não faço mal a ninguém e ando muito mais "de boas" #tamojunto! E não é o que importa?
      Abraços!

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  7. Olá,Bia...sim,tudo "in-riba" comigo, verdade, a manta é linda e o seu ,entre ou com aspas,conselho à senhora, mais ainda .Sim,lembro do post da Ana Paula,...bem,penso que a personalidade é única, adaptável, mutável, dinâmica , formada durante as etapas -da vida- pelas quais passamos, incluindo tanto os elementos geneticamente herdados como também os adquiridos do meio ambiente. A maturidade se faz na personalidade quando somos capazes de compreender, aceitar e conviver com nosso histórico de vida, ter senso crítico sobre tudo aquilo que assumimos, seja no trabalho, nos relacionamentos, no ambiente social.(calma ,que estou chegando na sua questão.). Notamos o quanto nos desenvolvemos, nossa personalidade,quando já temos um padrão consistente de respostas para várias situações, independente do julgamento alheio e da aprovação externa. Tudo o mais deixa de ser o foco , quando descobrimos verdadeiramente o amor próprio e começamos a agir mediante nossos próprios pensamentos, com o desbloqueio de alheias limitadoras.
    Nunca, já tive vergonha de Não TER feito, pois faltou oportunidade.
    Eu gosto muito da personalidade e estilo da atriz Jennifer Lawrence,claro que à distância e pelas mídias, mas, fiz uma verdadeira "varredura" em suas entrevistas/vídeos,coisa de quem não tinha muito o que fazer=naquele meu momento nada bom,ano passado- e o encanto dela é exatamente falar o que está pensando e vestir o que quer e não se importar com o que dizem dela.
    Obrigado pelo carinho, belos dias,beijos!

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    1. Olá, Felis!
      Pode escrever o quanto quiser, gosto de ler e pensar sobre os comentários do pessoal por aqui.
      Sua dissertação é perfeita acerca do que carregamos e do que somos a partir disso. Penso que seria impossível para uma criança se desenvolver sem a influência do meio (lembrei a história de Mogli e Tarzan), porém ela não tem condições de avaliar o que deve ser absorvido ou não. Depois, na adolescência, já com entendimento mas construindo suas bases de relação social, o jovem continua sob influência do meio tentando se adaptar para se sentir aceito, e às vezes, até na idade adulta, por questões profissionais ou em relacionamentos. O que escreveu me fez pensar que a maturidade é quando se chega a um ponto onde você tem uma bagagem de conhecimento e se sente mais confortável para olhar para trás e avaliar o quanto dessa herança de influência precisa ou não ser deixada para trás, o quanto ela corresponde ou não ao que você é, mostra ou ao que faz para não se sentir rejeitado (a) ou subestimado (a).
      Construir amor próprio leva tempo e precisa que se tenha coragem de olhar para si sem julgamentos - somos os primeiros a ter que fazer isso - e avaliar o que precisa ou não ser deixado para trás.Creio que foi muito feliz no uso da palavra "desbloqueio". Nos bloqueamos e nos sabotamos o tempo todo.
      Historicamente tenho trabalhado na (re)construção da estima desde a infância (sofri inúmeras comparações negativas), pois quando parece se consolidar, algo acontece e preciso recomeçar. Mas até para isso vejo a maturidade como uma aliada: a capacidade de se encontrar formas para não desistir da reconstrução até que fique sólida e isso não seja mais necessário. #Deusajude! kkkkkkkkk
      Com o amor próprio em baixa fazemos sempre as escolhas erradas por achar que é o que merecemos - só uma questão de mudar a perspectiva. Ainda assim, como você não tenho vergonha de tudo que fiz, pois tudo é válido para nos tornarmos o que somos, desde que tenhamos evoluído.
      Tem razão, a Jennifer Lawrence é um exemplo de personalidade bem marcante e que talvez por isso mesmo, seja um dos ícones da atualidade. Tomara que ela continue assim!
      Abraços!

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    2. olá, Bia...tá vendo, é aquilo que te "disse" no post anterior,se fosse corrigir meus comments,teríamos sempre "dois"...eu escrevi "Manta" leia "Cachecol"...isso é verdade, com o amor próprio em baixa, tudo à volta acaba por refletir este sentimento.
      E se nos basearmos nos padrões que o mundo nos oferece corremos o risco de entrar por um caminho completamente equivocado. Pura questão de mudar a perspectiva.Belos dias!

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  8. Oi Bia, não vou me estender muito, pois meus pés estão doendo dede que acordei, só falta tomar morfina. Ainda bem que semana que vem opero um pé e depois de um mês o outro.
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Oi, Dorli! Nossa, pensei que já havia operado! Espero que dê tudo certo, você merece ficar bem! Abraços!

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  9. É isso aí, Bia. Temos que nos vestir para nós mesmos e não para o que os outros vão ou não pensar. Maturidade é isso. Qd somos crianças e adolescentes é que queremos ser aceitos e fazer parte de um grupo. E o seu cachecol é lindo. Bjão e boa semana.

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    1. Olá, Sérgio, sim, foi mais ou menos o que coloquei no comentário do Felis, apesar de que a bem da verdade, todos queremos ser aceitos a vida toda, né, kkkk, mas talvez consigamos com o tempo perceber que mesmo que a gente se pinte de ouro tem gente que nunca nos aprovará 100%.
      Gosto muito da pegada artesanal desse cachecol e da alegria peculiar que carrega!
      Abraços!

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  10. Bia,

    Seu cachecol é muito lindo!

    Creio que para a maioria a maturidade (de suas ações e pensamentos) é o melhor grau de liberdade de si. As pessoas mais descontraídas são desde cedo diferentes e admiro muito, porque aprecio a inovação. Sou mais do tipo clássica, prezo o meu proprio espaço. Não copio, não suporto, nunca suportei, mesmo que use cores monocromáticas.

    Quanto aos sentimentos, salvo que sou extremamente transparente, há algo que jamais esquecerei: eu e mais 2 adultos levamos 14 crianças para a estréia, dezembro de 2008, do filme Marley e Eu. A média de idade era 8 anos. Bom, além do Labrador peralta, outro personagem que se destacou no cinema fui eu mesma. Eu chorava sem parar e as crianças não paravam de falar (e me consolar). Quando Laura tirou da bolsinha dela pedacinhos de papel higienico segurou meu queixo e começou a enxugar minhas lagrimas dizendo que veio preparada sabendo a mãe que tinha, pronto, chorei de soluçar! Saí de nariz de batata roxa.

    Bom fico por aqui.

    Bjs

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    1. Oi, Sissym! É verdade,esse direito à liberdade de ser é um dos ganhos recompensadores da maturidade em meio a tantas responsabilidades. Também nunca fui de copiar ninguém nem seguir modismos à risca, somente o que me caía bem. Quando jovem minha mãe queria que eu usasse terno porque era "chique" (e eu andava modernosa, kkkk)... quando fui casada quase entrei nessa porque era o que as cunhadas usavam e em algum momento achei que deveria usar também... até que um dia me olhei no espelho e não parecia eu. Hoje só uso em ocasiões que pedem isso ou quando estou afim, até porque,mesmo me vestindo de uma maneira descontraída, leve ou moderna sempre fui elogiada pelo bom gosto.
      Achei um doce a atitude da Laura! Que amor, e conhece a alma sensível da mãe! A minha também me conhece e quando me olha com os olhos cheios de água já diz, "maaae..."... choro até com propaganda, kkkkk! Já tive vergonha, hoje nem ligo (só não gosto de ficar com o nariz de batata roxa, kkkk)... ainda bem que o amor tem a mesma sensibilidade, mostra como é um homem especial!
      Abraços e muitos lencinhos pra você, rsrsrs!

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  11. Bia, que sorte da Senhorinha te encontrar, para variar xonei no seu cachecol rsrsrsrs.
    Também tinha vergonha de chorar quando assistia um filme comovente, hoje choro com música, quando leio um texto comovente, choro desenvergonhadamente. Seu texto chegou num momento muito especial esta semana, queria escrever sobre a maturidade, porém não me sinto ainda com competência para tanto, a criança, a adolescente, a mocinha ainda "grita" muito dentro da minha carcaça rs.
    Bom texto e bela reflexão, sempre saio abastecida de coisas boas...
    Bjosssssss

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    1. Oi, Bia! É verdade, o cachecol é bem seu estilo! Minha amiga comprou em uma feirinha artesanal da capital. Bom, não se preocupe em não escrever sobre maturidade. Com seu histórico lindo de mulher guerreira que mobiliza toda uma comunidade e os impulsiona para frente com bons projetos e iniciativas tem toda a licença poética para conservar a menina alegre que existe em você (saber ser menina na hora certa também é maturidade, rsrsrs).
      Abraços!

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  12. Oi Bia,
    Acho que com o tempo a gente vai permitindo que algumas coisas façam parte das nossas vidas.
    Eu não usava peças verdes,achava muito cheguei,um dia experimentei uma blusa de um verde bonito,alegre e ficou tão bem em mim que sempre estou com ela.Pode parecer pouco,mas faz diferença.
    E também já tive dessas de comprar roupa e ficar com vergonha de usar,hoje penso bem antes de comprar e a chance disso acontecer é menor.
    Adorei o post,abraço =)

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    1. Oi, Suh ! Eu amo verde... cor que evito é o amarelo, mas recentemente comprei uma seda nessa cor para fazer um lenço para dança num tom tão bonito que até pensei em transformar depois numa blusa.
      O importante é fazer o que fez, se permitir a tentar o novo!
      Eu também já comprei roupas que depois não usei... hoje sigo uma dica que ouvi num programa de moda, experimento sempre a roupa antes de comprar, sem preguiça. Isso fez com que meu acerto em compras agora chegue a 95%, rsrsrs, além da economia no bolso.
      Abraços!

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  13. Acho que quando estamos focados, sintonizados com os nossos objetivos, seja o que for, não faz a menor diferença lá fora! abração

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    1. Ives, sem mais a declarar, kkk! Perfeito! Tão importante essa sintonia! Abraços!

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  14. Querida Bia, eu osso! Eu faço! Eu sou!
    Com o tempo e a idade ganhei essa emancipação - sou perfeitamente surda em relação a julgamentos alheios!
    Tão boa essa independência / indiferença / superioridade.
    Muito bom o seu texto.
    Beijo

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    1. Olá, Nina! Passamos a vida toda sendo tão cobrados, com tantas pessoas colocando responsabilidades nas nossas costas que não nos pertencem... Nos emancipamos a partir do momento em que agimos com responsabilidade sobretudo, conosco.
      Suas postagens sempre me passam a imagem de uma mulher que faz o que gosta, busca viver bem e se sente muito amada! :)
      Abraços!

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  15. Oi Bia!
    Quando era bem menininha, bem mesmo, não queria usar roupa sem manga. Minha mãe me levava na costureira e na hora de tirar as medidas eu não queria levantar o braço, dizia que não queria que ela visse o meu "suvaco". Vc acredita nisso? kkkk
    Claro que eu era motivo de risos na família inteira!
    Uma pessoa de personalidade e estilo? Minha mãe!
    Lembro que um dia nós fomos caminhar e encontramos uma vizinha (evangélica) que perguntou sem o menor pudor, se minha mãe não tinha vergonha de usar camiseta e ficar com os braços de fora na idade dela. Minha respondeu assim na mesma hora:
    Não querida, os braços são meus e a camiseta também e eu agradeço todos dias a Deus, por ter os 2 braços e uma linda camiseta p/usar. A vizinha se calou e foi embora quietinha, e assim era minha mãe!
    Bjsssss

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  16. Oi Bia, eu voltei pq não tinha visto a sua pergunta sobre o picles de pepino.
    Eu faço e deixo na geladeira e quanto mais os dias passam, mais ele fica melhor. Eu coloco em vidro esterilizado e já durou uma semana por aqui, mais dias eu não posso te falar pq uso muito ele em saladas e aí acaba logo.
    Eu acredito que com o vidro esterilizado ele dure bem mais, pq o vinagre é um ótimo conservante.
    Na próxima vez vou separar um vidro p/experimentar.
    Bjs

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    1. Olá, dinha! Morri de rir com a sua história do "suvaco", kkkkkkk! Eu não gostava de levantar mas era porque sentia cócegas, mesmo!
      Quero registrar que fiquei MEGA fã de sua mãe!!! Mulher de personalidade! Quando jovem eu nunca conseguia dar uma resposta assim para quem merecia e ia para casa fervendo de raiva de mim mesma... uma vez uma psicóloga disse que essa habilidade viria com a maturidade e o tempo. De fato, hoje eu seria capaz de dar uma resposta bem parecida com a da sua mãe e ainda dar aquele sorriso de simpatia! :D Que cada um cuide de sua vida, não é?

      Obrigada por comentar sobre o pepino, aqui em casa eu e minha filha gostamos muito de picles... já havia visto conserva de pepinos inteiros, não assim, fatiadinhos como o seu não, uma delícia! Vou testar!
      Abraços!

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  17. Oi Bia.
    Tudo bem?
    Achei fantástico seu texto.

    Torço e motivo as pessoas a assumirem o que querem e o que são independente do que os outros pensam.
    Por vezes é difícil pois somos influenciados por tantas vozes que querem nos ditar o que é melhor...
    Eu sou uma afrodescendente que decidi não usar mais químicas no cabelo, mas deixa-lo natural. E quantas vozes contrárias eu ouvi e ainda ouço.

    Abraço pra você.
    Ana Vi
    filhadejose.blogspot.com

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    1. Olá, Ana!

      Está certíssima, tanto em estimular as pessoas a seguirem o que desejam como por seguir seu estilo, apesar das críticas. As pessoas agem como se soubessem o que é melhor para nós, quando muitas vezes não sabem direito nem sobre si mesmas e por isso mesmo mudam o foco criticando o outro, rsrsrs.
      Vi sua foto no seu blog, você é linda! Parabéns assumir seu tipo genuíno! Eu amo um homem de origem afro e acho tudo lindo nele, cor, cabelo, traços... quando alguém gosta de nós como somos, essa é a forma mais autêntica de gostar.
      Abraços!

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  18. Bia
    texto lindo, que nos leva a refletir sobre muitos questionamentos que somos levados e pensar sobre isso ou aquilo. Adorei seu cachecol. É estiloso e atual. Parece com o estilo boho chic. Sabia? Eu gostaria de andar mais ousada, mas acabei sendo simples. O que uso mesmo são grandes aneis e pulseiras. Como revendo bijus, fui aos poucos pegando o gosto ! Brincos, uso pequenos, mas os outros acessórios abuso da criatividade. Se alguma cliente acha brega, não sei. Eu tenho várias opções. Do pequeno ao gigante, do simples ao mais transado. Tem dia que estou bregona, tem dia que estou mais chic. E por aí vai. Sempre fui assim. Uso o que gosto e como posso.
    Aqui no RJ ( sou de SP) é super clean. Cada um usa o que gosta, temos muita liberdade para isso. Quanto mais diferente, melhor. No verão então... pouca roupa. Eu que sou coroa, lá vou eu com minhas alcinhas e bermudas com varizes. Fazer o quê? rsrs

    Adorei a sabedoria da avó: A língua é o chicote do rabo. Rsrs
    Isso! concordo!

    bjs

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    1. Olá, Zizi!
      É verdade, o cachecol é no estilo boho chic que gosto muito, por sinal! :) Gosto de acessórios, porém sempre privilegio as peças mais delicadas. O que gosto mais vistoso são pulseiras de berloques (grandes, de preferência), essas são minhas paixões! Até porque costumo usar uma ou duas somente. Sempre tenho medo de exagerar e ficar over ou chamar muito a atenção, mas acho 10 quem usa e se sente bem assim, faz bem. Agora, começando a enveredar pela arte da dança do ventre, aí sim gosto de colocar vários acessórios para compor os traje de dança, tem cada peça tão bonita, acho que nesse caso os adornos são bem vindos!
      Não sabia que você vendia... vi uma vez no seu blog uma peça artesanal feita com bijuterias sem par ou com algum problema que achei o máximo da criatividade, além de ser uma ideia sustentável de reaproveitamento!
      Quando estive no Rio com o amor isso de fato, me chamou a atenção, a maneira como o pessoal se veste, de uma forma muito livre, cada um com seu estilo, todos respeitando todos... muito legal! Gosto de estar em ambientes que trazem essa liberdade! Na capital aqui perto, embora o povo tenha fama de metido, cada um usa o que gosta e ninguém fica reparando, em shows tem desde jeans rasgados a vestidos de paetê, isso sim acho chique: respeito ao estilo de cada um!
      Vovó sabia das coisas, rsrsrsr!
      Abraços!

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  19. Lado infantil? Eu estou é procurando meu lado adulto, mas não acho em lugar nenhum kkkkkk. Engraçado você tocar nesse assunto. Desde meu ultimo aniversário tentei parecer mais adulta, mas não estava feliz com o visual não. Aí no outro final de semana comprei um vestido de passarinho que usei com uma botinha (que tinha um leve detalhe de oncinha) azul e com uma borboleta no cabelo. Mais infantil que isso acho impossível, mas eu estava bem feliz. Um abraço!
    Aleska.

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    1. Olá, Alê, adorei sua resposta!kkkk É isso que eu quis dizer!!!
      Por anos colecionei revistas de moda por ser costureira e sempre vem aquela sessão, "roupa para 20, 30, 40 anos". Quanto mais idade, mais séria a roupa. Há alguns anos achei que precisaria me vestir assim para estar mais "adequada" para a idade, para parecer "adulta"... ora, o que é isso??? Como se para ser madura bastasse mudar de roupa... tão bom se fosse fácil assim! Pior é imaginar que há pessoas que medem o outro assim, como lojas onde tratam bem quem está bem vestido! É o cúmulo, se percebo já não compro! Por convenções sociais entendo que há roupas adequadas para determinados tipos de trabalho (eu mesmo já usei roupa social no emprego) ou eventos, mas no dia a dia, o mais chique e maduro é estar se sentindo bem, com roupas sóbrias ou modernas, de grife ou de brechó. Fique tranquila! Aliás pelo que descreveu eu iria amar seu estilo, rsrsrsr!
      Tem coisa mais adulta que estar se sentindo feliz???
      Abraços!

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