sábado, 23 de julho de 2016

O sequestro da subjetividade

A grosso modo de um conceito bem mais amplo, subjetividade é o que a pessoa é, seus dons, gostos e habilidades, características pessoais. É como se cada um seja um território de si mesmo e precise dessas referências para se sentir bem. O sequestro da subjetividade acontece quando o outro invade - muitas vezes de forma sutil e com ou sem o nosso consentimento inconsciente - nosso território pessoal, toma-o para si e passamos e viver como se já não tivéssemos o domínio sobre o que somos.

imagem freepik

Geralmente o sequestro acontece de maneira gradual e quase imperceptível e atinge todos os campos de relacionamentos: homem/mulher, pais/filhos, amigos, patrão/funcionários...  o ser humano tem uma identidade pessoal, única, a qual precisa estar ligado para viver com a sensação de alegria e plenitude. Quando essa identidade é transformada, são retirados seus elementos naturais e colocados outros que fazem parte da identidade do outro, o indivíduo sofre com uma perda de pertença sobre o que é e passa a viver em estado de solidão, medo e negação de si mesmo.


Usa-se o exemplo do sequestro físico: o sequestrador retira a vítima do seu ambiente, privando-a de seus elementos de identidade; num primeiro momento a vítima sofre com extremo sofrimento e solidão; aos poucos começa a se acostumar com o ambiente e até com o sequestrador; o medo é um elemento de ligação, pois cria-se uma dependência pelo outro para garantir sua sobrevivência, uma vez que seus elementos de identidade foram extirpados; em caso de libertação, a vítima sente um misto de alívio, culpa (por sentir alívio) e medo (por não saber como recomeçar sem os novos elementos de identidade criados pelo sequestrador).

No sequestro da subjetividade acontece o mesmo na esfera psicológica de uma forma até mais cruel, pois a intenção não é tão explícita como no exemplo acima e o sequestrador reveste-se de uma couraça de bondade e boa vontade - inclusive muitos sequestradores de subjetividade nem se dão conta de que o são por trazerem intrínsecas as tendências ao sequestro como se fosse um processo natural o outro "dançar conforme sua música". Isso explica a manutenção de relacionamentos que não trazem felicidade, como por exemplo, de uma pessoa que sofre violência doméstica - física ou psicológica - e continua se submetendo à isso sem conseguir reagir e muitas vezes, vendo-se como merecedora da situação. Nesse processo é muito comum o uso do arrependimento (me desculpe, eu vou mudar, não farei mais) e/ou a inversão de culpa (você é ruim, egoísta, ingrato, não vivo sem você) como meio de manter o sequestro, o que faz parte do jogo psicológico do sequestrador.

Por esses motivos é tão difícil para a pessoa se resgatar - está calcada na identidade do outro e privada de sua identidade, muitas vezes esquecida ou tão distante, é natural que carregue a sensação de que que não conseguirá sobreviver sem a identidade que lhe foi imposta.

Delimitar nosso território pessoal e resgatar nossa identidade leva tempo e muitas vezes precisa de estudo e/ou apoio psicológico pois acontece numa esfera profunda. Essa delimitação, taxada como egoísmo, na verdade é o cultivo do respeito próprio, pois só pode se doar e compartilhar aquele que tem sobretudo domínio sobre si mesmo, caso contrário, fica à mercê dos desmandos do sequestrador. Muitas neuroses nascem do sequestro da subjetividade.

Há uns 18 anos sofri a mais contundente experiência de sequestro de subjetividade. Hoje, conhecendo melhor o assunto, percebo que o apoio psicológico trabalhou no sentido de resgatar minha subjetividade para me libertar desse cativeiro emocional invisível, substituindo o sentimento de sobrevivência pelo sentimento de vida. Certamente um relacionamento saudável é aquele onde há troca (e não unilateralidade) de empatia, respeito e incentivo em relação à subjetividade do outro.

Merecem atenção pessoas que:

  • Só aceitam ser seu amigo se for "o único melhor amigo" ou não aceitam outras pessoas no grupo que não passem por sua aprovação;
  • Chefias que não ouvem a opinião dos funcionários ou impõe horários desumanos de trabalho;
  • Relacionamentos que usam imposição (através de ameaças ou rejeição) ou negociação o tempo todo (só faço isso se você fizer aquilo);
  • Pessoas do tipo "você não vai conseguir sem  mim";
  • Pais que só aprovam as escolhas dos filhos baseadas nas próprias;
  • Quem corriqueiramente ridiculariza ou diminui o outro - pode estar fazendo isso com você sem que perceba;
  • Ampliam as linhas de expectativa ou exigências quando você parece alcançá-las;
  • Usam amor, liderança ou amizade como meio ou desculpa para manutenção do sofrimento.

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Retorno no dia 04 de agosto, aniversário do blog, com uma surpresa para vocês - se conseguir prepará-la até lá, rsrsrsr. Todos estão convidados!


26 comentários:

  1. Olá, Bia...sim, tudo "in-riba" comigo...verdade, para enfrentar o sequestro, certamente, não vai funcionar marcar o território pessoal , erguer obstáculos para delimitar, pois, como bem explicou, pode ser por consentimento inconsciente, muitas vezes de forma sutil, imperceptível e nem sempre as coisas acontecem da forma que queremos, tanto que nos relacionamos-qualquer tipo- com pessoas que apresentam diferenças significativas e preza a unilateralidade. Penso, também, que a tomada da subjetividade alheia é ultrapassar o limite , pois, um dos ingredientes para qualquer tipo de relacionamento é cada um ter seu próprio subjetivismo , e não como se assumíssemos uma nova , e muitas vezes uma outra que substitui a nossa própria.Assim, só seremos parte de outra pessoa.Claro que é tão difícil para a pessoa se resgatar,porém, teremos um vazio que ocupará tanto espaço que não deixará uma brecha de luz entrar, limitando todas as outras possibilidades que contribuem para o nosso bem-viver. Enfim, quando perdemos o direito de ser , perdemos o privilégio de ser e pessoas diferentes tem maneiras diferentes de ser e não se trata de ser egoísta, mas de cuidar/(amar) de si mesmo em primeiro lugar.
    Té dia 04, iupi,surpresa!
    Bela reflexão e belo relato,belo final de semana, belos dias, abraços!

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    1. Olá, Felis!
      O sequestro da subjetividade tem esse lado cruel, de não raras vezes ser imperceptível, especialmente quando há uma porta de entrada de tolerância e generosidade. A vítima vai cedendo e sendo inserida no novo contexto e nem se dá conta do quanto de si está deixando de lado. Penso que o consentimento acontece por diversos motivos: baixa estima, vários tipos de medo (rejeição, solidão, ficar sem emprego), necessidade de aprovação ou provar sua capacidade...por esses motivos pode acontecer em várias esferas. É estranho, porque uma vez solidificado o "sequestro", a pessoa passa a se enxergar na situação com se, além de merecedora do "cativeiro", quase acreditasse que é feliz assim, e tenta mostrar isso - sei porque já passei, rsrss.
      Por esse motivo acho tão difícil dar certo um relacionamento onde as duas pessoas são muito diferentes, seria preciso um conceito e prática de respeito sobre-humano para haver felicidade.
      Concordo plenamente quando diz que afinal, perder a subjetividade é permitir que o outro ultrapasse seu limite e vá tomando conta do seu território interior até que ele desapareça e a própria pessoa comece a duvidar se um dia foi quem achou que era (e continua sendo, no íntimo), rsrsrs. Fica uma sensação de que sempre está faltando algo sem que se consiga perceber o que é, mesmo quando se tem tudo, pois o que falta está dentro de si, esmagado. Penso que num relacionamento saudável as subjetividades precisam "conversar", se entender, e não uma querer mostrar sempre que a sua é melhor do que a do outro, ou acaba virando literalmente uma "guerra" muitas vezes mascarada pelo "bem comum", que na verdade, não existe!
      "É tão difícil para a pessoa se resgatar,porém, teremos um vazio que ocupará tanto espaço que não deixará uma brecha de luz entrar, limitando todas as outras possibilidades que contribuem para o nosso bem-viver". É isso, comparou tão bem, é como se vivêssemos no escuro, ou a luz estivesse muito distante para ser alcançada.
      É preciso um longo trabalho sobretudo interior de resgate de si, de suas habilidades e gostos inerentes, raízes, auto incentivo e elogio, diário e constante para "voltar à luz", rsrsrs, pois cada um é cada um, como bem lembrou, e merece amor e respeito por sem quem é, começando pela auto-admiração.
      Abraços!

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  2. Oi Bia,
    Lembrei do padre Fábio ao ler o texto,ele sempre fala desse tema,inclusive fez um livro falando disso,que ainda não li,mas tenho muita vontade.
    Conheço pessoas assim,jogam o lixo emocional na gente,tiram nossa alegria,manipulam e ainda nos fazem sentir mal.
    Tem deles que são tão convincentes que você sempre fica mal e não entende porque,demorei muito pra perceber isso.Sei bem como é.
    Mais um maravilhoso post,boa mini-pausa,no aguardo do niver do blog.
    Abraço =)

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    1. Oi, Su!
      Foi justamente através do Pd. Fábio que conheci o tema de forma acessível, não incluí no texto para não acharem ser de cunho religioso. Ele traz vídeos maravilhosos sobre o tema e o livro estou lendo agora. Há alguns anos me emprestaram e não consegui ler porque suscitou as dolorosas lembranças passadas. Hoje consigo ler, meu coração está mais tranquilo e feliz, vejo o quanto ó assunto é amplo e complexo.
      O importante é que percebeu que há pessoas que jogam nossa alegria de viver para baixo. Como eu disse há muitas que nem se dão conta de que são sequestradores, pensam estar fazendo por bem ou por acharem que sempre sabem o que é melhor, ou por acharem que sempre suas prioridades são as mais importantes. Minha mãe tem um quê disso tudo, rsrsrs, o que me faz pensar que o sequestro subsequente deve ter relação com a construção da estima na infância e adolescência.
      Cerque-se de pessoas que a fazem se sentir bem e que sabem perceber e cuidar bem do seu território também! :)
      Abraços!

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  3. Boa Tarde, querida Bia!
    Que post fenomenal!
    Fui uma sequestrada emocinalmente durante anos a fio e, neste ano, vivi uma tensão bem similar mas me libertei pois tive que partir pros finalmente... coisa que relevo até não aguentar mais...
    Agora, vivo num alívio e com a consciência reta que é o mais importante para mim.
    Ninguém me sequestra mais: nem filhos, nem netos, nem noras nem genro... nem amigo algum... Aleluia!
    Amo a todos porém amo a mim também! Afinal, eu mereço ser amada!
    Bjm muito fraterno
    P.S. Muito obrigada pela sua chamada para a festa de 7 anos do meu blog com o selinho ao lado do seu blog, sua gentileza me encanta, está no seu biotipo... vê-se!

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    1. Olá, Rosélia, obrigada pelo carinho!
      Para o relevar há um limite e infelizmente, quando se chega a ele, o melhor mesmo é "partir pros finalmente" (nesse caso, a defesa do seu "território"), como bem colocou, para não acabar em um caminho de perda de identidade sem retorno. Fez bem, sentir-se tranquila é uma bênção!
      Importante você trazer outros tipos de relacionamentos para o post, pois todos podem nos deixar suscetíveis à perda de subjetividade.
      Parabéns pela festa, demorei mas minha participação chegou, rsrsrs!
      Abraços!

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  4. Bia, esse é o mais infame tipo de violência, a violência psicológica que agride e destroi sem deixar qualquer lesão física. Acho que as mulheres, principalmente as mais jovens, continuam sendo as vítimas perfeitas. Tenho esperança de que esse fenómeno esteja sendo denunciado e combatido.
    Esperando dia 4.
    Fique bem.
    Beijo

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    1. Olá, Nina!
      Tem razão, as mulheres são mais suscetíveis, há um livro falando do "mito do amor romântico" onde em geral a mulher idealiza o relacionamento e com isso fica mais vulnerável a esse tipo de sequestro.
      Mas todos são atingidos, homens, crianças, idosos... Pais, professores e até instituições religiosas podem acabar com nossa subjetividade, embora os relacionamentos de amor e amizade me pareçam apresentar casos mais contundentes.
      O mais difícil no combate a violência psicológica, além da ausência de denúncia, é a ausência de reconhecimento por parte da vítima - ver o parceiro como uma pessoa má seria ver a si mesmo assim, visto que está calcada na subjetividade do outro e negando sua própria - e incredulidade por parte das pessoas que veem as disfunções psicológicas como frescura ou loucura.
      Obrigada, estou bem, com alguém que parece gostar da minha subjetividade e a quem procuro compreender, respeitar e incentivar a subjetividade também. <3
      Abraços!

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  5. Oi Bia!
    O pior é que esse tipo de sequestro é quase que imperceptível e quando o sequestrado consegue perceber, vem também um quase "auto sequestro" com um sentimento de culpa.
    Gostei da listinha das pessoas que merecem mais atenção e garanto que vou ficar de olho! kkkk
    Bjssss e uma semana abençoada p/vcs

    Ah!
    Obrigada pela dica do rocambole, eu nunca usei farinha de mandioca na massa e fiquei curiosa com resultado.

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    1. Olá, Dinha! Perfeitas conclusões! Interessante o uso do termo "auto sequestro" para sinalizar a culpa, uma das fraquezas mais utilizadas no sequestro da subjetividade. Nas minhas experiências nesse sentido presenciei choros tão convincentes que era quase impossível não sucumbir ao sentimento de culpa e oferecer uma "segunda (terceira, quinta, décima...) chance", rsrsrs.
      Que bom que gostou da dica! :) O mesmo truque uso nos bolinhos de carne, ovo e farinha de mandioca branca para dar o ponto, fica uma delícia, com uma casquinha bem crocante e saborosa! Espero ler em breve sobre o resultado!
      Abraços!

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  6. Bia, li! Muito bom. Vou voltar para falar a respeito.

    Bjs

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  7. Oi Bia! Talvez eu tenha tido minha subjetividade sequestrada há uns anos. Tive uma amiga que não aceitava que eu tivesse amigos, mas mandei pastar há muito tempo kkkkk. Esse negócio de sentir culpa é horrivel, até hoje sinto culpa por ter feito isso com ela, mas lendo seu texto percebo que não tenho que ter não. Se eu fui grossa foi por que ela não me deu outra opção.

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    1. Olá, Alê!
      Tenho uma tendência nata a sentir culpa, o que não me impede de tomar decisões como a que tomou se me sentir manipulada, dispensável, desvalorizada ou sufocada.
      Não quer dizer que nossos amigos precisam gostar de todos os nossos outros amigos, mas é preciso respeitar e ser gentil independente das nossas afinidades. Estar aberto ao novo é saudável.
      Creio que deve sim se libertar da culpa... amigos manipuladores, individualistas ou sabotadores não trazem nada de bom para nossas vidas e se não forem cortados podem trazer grandes estragos a longo prazo.
      Abraços!

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  8. OI BIA!
    É UMA LINHA TÃO TÊNUE ENTRE O QUE SE É E O QUE O OUTRO QUER QUE SEJAMOS QUE FICA DIFÍCIL DE SER PERCEBIDA.
    UM TEXTO PRIMOROSO E IMPORTANTÍSSIMO, POIS QUANTAS PESSOAS VIVEM ESTE TORMENTO SEM NEM O NOTAREM.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Zilani! É difícil notar principalmente porque o sequestro da subjetividade não é tão abrupto e óbvio quanto o físico, acontece aos poucos, a linha tênue que citou confunde e já em condição de vítima não se consegue mais fazer a distinção - o próprio sequestrador pode encarar tudo com muita naturalidade, pois o outro está aceitando sua verdade e participando dela.
      A palavra "tormento" que usou me fez pensar que muitos recorrem inclusive a medicamentos para resolver depressões e ansiedades que parecem sem fundamento mas que na verdade se originam na perda de si.
      Abraços!

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  9. Isso é muito sério e muito grave! Quem cai na armadilha do manipulador dificilmente consegue perceber que está nela. Até os pensamentos e raciocínio mudam. Triste! Melhor ficar atento sempre e nunca, jamais, abrir mão de si em razão do outro. Seja nas pequenas coisas, cada um é cada um.
    Até dia 04 então!
    Beijo

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    1. Olá, Clara, tem razão. Não é raro a "vítima" se afastar ou repreender quem perceba e tente avisar, também não é raro sair em sua defesa devido à negação de si próprio. Se o manipulador perceber que a "vítima" foi alertada ou está alerta, pior ainda, usa culpa, presentes, sedução, cobranças, promessas, enfim, toda sorte de artifícios para convencer, afinal, são pessoas que sabem como explorar nossas fraquezas.
      "Seja nas pequenas coisas, cada um é cada um." Fiquei pensando nisso hoje e me veio à cabeça que a melhor qualidade de amor ou amizade que podemos oferecer é amar e respeitar a subjetividade do outro, bem como sabermos valorizar quem ama e respeita a nossa também.
      Abraços!

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  10. olá Bia, andei sumida, mas estou voltando aos bons amigos da blogosfera. excelente e muito sério texto que envolve relacionamentos doentios, e como tem!! há que estar atenta e claro, cultivar o amor próprio e a autoestima em dia. bjs

    http://notasborradas.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Jeanne, bom vê-la de volta, há ótimos bons colegas virtuais que se foram, rsrsrs. Já visitei seu espaço e estou seguindo, gostei da atmosfera clara, leve do seu novo lugar.
      É fundamental cultivar amor próprio e estima todo dia! Claro que sempre precisamos observar e nos observar para que o excesso de subjetividade não se torne egocentrismo (quem nunca cometeu esse erro? rsrrs), nos fazendo deixando de perceber ou dar valor a quem nos dá a liberdade de sermos quem somos (quem sabe, nos tornando também sequestradores)... mas a maturidade e o conhecimento se encarregam de equilibrar melhor as coisas. Hoje valorizo muito mais quem me deixa à vontade.
      Abraços!

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  11. Nossa, Bia, que texto interessante. Gostei mt de lê-lo e o fiz com atenção até o fim. E quanta coisa que vc nem consegue perceber. Mt bom. E aguardando a surpresa. bjão!!!!!!

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    1. Olá, Sérgio!
      Tem razão, manter a percepção aguçada pode nos proteger de muito sofrimento, há pessoas que se prevalecem da tendência nata do ser humano em ser generoso e/ou acreditar.
      Abraços!

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  12. Que assunto sério, mas gostoso de ler! que aborda um tema que acontece muito , mas que não conseguimos detectar, devido a uma educação rígida ou a uma falta de afeto talvez. Muitos são prisioneiros desse sequestro. Que eu me recorde não passei por isso. Diferentemente de sequestro passei por sabotadores . Muito próximos a mim, eu diria que do próprio dna. O amargor disso é que me via na obrigação de amá-los e de conviver com tal tortura. Talvez pudesse tê-los rotulados de sequestradores, não sei.
    Ainda bem que pra tudo tem um fim. Ficam sequelas. Ficam .
    Mas isso, a gente pode superar enquanto vivemos.
    É virar a página. É ser feliz no momento.
    bjs

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    1. Olá, Zizi!
      Interessante o que colocou... o segundo momento para pensar após a compreensão do sequestro da subjetividade é buscar o motivo que nos faz permiti-lo. "Educação rígida ou a uma falta de afeto" parecem-me bons pontos para iniciarmos uma investigação pessoal.
      Compreendo o que diz quando podemos ter sequestradores ou sabotadores próximos em nossa família, como pais, avós, tios, irmãos, nesse caso penso que a culpa é a grande fraqueza para cedermos, uma vez que como diz sentimos a obrigação de amá-los apesar das dores que podem nos ter causado.
      Comentando com minha filha sobre esse texto ela disse que não se lembra de eu ter sequestrado sua subjetividade em nenhum momento e ouvir isso como mãe é o que eu traduziria na palavra sucesso, rsrsrsr, pelo menos nesse papel.
      Vejo o quanto nosso desafio pessoal sempre passa pela capacidade de perceber as sequelas colocando-as no devido lugar: o passado.
      "É virar a página. É ser feliz no momento." Grande!!! Frase de quem deixou que a maturidade desse conta das tristezas que já se foram e por pelas quais não merecemos mais pagar o preço com amargura.
      Abraços!

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  13. Concordo plenamente com a sua reflexão.
    Bjs

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    1. Olá, Elisabete, obrigada por estar aqui, abraços!

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