domingo, 3 de julho de 2016

Os barulhos da mente

Esse post surgiu a partir do comentário da Suelen Muniz (blog Viver é aprender) nesse post ---> aqui e desse post ---> aqui do Felis Junior - blog Be Happy.

Quando falamos no assunto grande parte das pessoas já passou por isso: o cérebro não desliga ou fica automaticamente nos alimentando com pensamentos indesejados. Saber controlá-los é fundamental para manter a qualidade de vida e seguir adiante. Mas como fazer isso?


imagem daqui


Entendo por barulho aquilo que incomoda, alguns exemplos: pensamentos autocríticos, julgadores, que colocam abaixo nossa autoestima e confiança e provocam a sensação de incapacidade (não presto para isso, não mereço, nunca vou conseguir); pensar excessivamente em um problema cuja solução não é possível no momento ou não está em nossas mãos; fixar repetidamente o imaginário em algo que nos magoou ou numa situação em que erramos, falhamos.

Pode-se ainda desenvolver a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), quando não se consegue desligar em nenhum momento, com a sensação de que o cérebro está trabalhando mesmo dormindo. Com a leitura de vários livros, textos e algum treino, consegui melhorar bastante ambos com as dicas abaixo:

  • Em fases "barulhentas" procure fixar o pensamento no que está fazendo, desde uma atividade simples (como lavar a louça) às mais complexas. Entregue o pensamento ao momento.
  • Encontre hobbies que goste e reserve momentos para exercê-los livremente, sem que se torne uma autocobrança.
  • Seja um antropólogo de si mesmo. Isso significa observar-se sem emitir um julgamento. Pense em si na terceira pessoa, por exemplo: "Bia está pensando, sentindo tal coisa". Depois volte a focar no que está fazendo. 
  • Nessa linha tenha um pensamento seletivo - aprenda a criar uma certa distância dos pensamentos, observá-los e a separar "o joio do trigo", ou seja, os reais e produtivos daqueles criados por nosso ego ou autocrítica e que não nos ajudam em nada. Esses precisam ser descartados, são os chamados "lixos mentais".
  • Seja seu melhor amigo e perdoe-se. O que foi feito, foi feito. Faça diferente e liberte-se da culpa.
  • Mantenha um leve sorriso o tempo todo, mesmo se não estiver feliz. Isso ajuda a relaxar o rosto, os ombros e a cabeça, melhora o fluxo sanguíneo e nos torna uma pessoa agradável. Como diz no filme Comer, Rezar, Amar, "Sorria com o rosto... sorria com a mente... sorria até com o fígado".
  • Esteja perto de pessoas que o fazem se sentir bem e evite convívio prolongado com quem detona seu humor ou estima.
  • Perdeu a oportunidade de ser feliz e fica se lamentando por isso? Não fique se lamentando... é só não perder de jeito nenhuma a próxima!
  • Ria, meu bem, mas ria muuuito!!!

Sobre a resolução de problemas:

  • Aprenda a reconhecer o que não pode ser resolvido no momento e coloque num plano subjetivo. Isso significa criar uma espécie de gaveta mental onde o problema ficará aguardando resolução, mantendo a consciência de que precisará ser resolvido, e sensibilidade para perceber o melhor momento antes que caia no campo do "e se". Quando esse momento chegar, desengavete o problema e mãos à obra!
  • Não confunda a dica anterior com procrastinar, adiar algo que tem solução. Caso contrário a mente começa a causar tanto barulho negativo e enfraquecedor que algo resolvível acaba por se tornar uma assustadora bola de neve.
  • Seja humilde e aceite os desígnios de Deus quando algo não tem solução, Por exemplo, a saúde de uma tia muito querida está sendo mantida por paliativos. A consciência disso é dolorosa, mas manter o pensamento em casos assim não resolve e não ajuda.
  • Se puder agir, aja!

  • Coloque os sentimentos para fora sempre que possível: chore ou ria com vontade, fale o que sente de bom quando puder e para quem merecer. Ficar se sufocando faz muito mal. Liberte-se  da amarra de que não pode mostrar seus sentimentos, especialmente os bons... se fosse assim nasceríamos como Dr Spock, seres 100% racionais, rsrsrs. 
  • Quando um pensamento ruim se aproximar, congele, tire sua cor, e substitua-o por uma lembrança boa ou pense em pessoas que lhe fazem bem. Eu penso o tempo todo no homem que eu amo, no casamento da filha, em boas músicas e filmes interessantes, em artes que quero criar e deixo que esses pensamentos tomem meu cérebro. 
  • Faça o bem sempre que puder até para os que não merecem, isso mantém o coração limpo. Perdoe... Pensar em vingança só aumento o fluxo de barulhos mentais. Cada um cava sua própria cova.
  • Evite passar a vida tentando provar quem é ou do que é capaz para quem desdenha de suas habilidades, sonhos e sentimentos.
  • Organize sua vida financeira e depois, pague as contas em dia, cobradores tocam como uma banda no cérebro!
  • Em relação à SPA, aprendi que muito tem a ver com criatividade estagnada ou ansiedade. Canalize seu pensamento criativo realizando atividades onde possa colocá-la para fora de maneira positiva (como qualquer tipo de arte), elaborando projetos, traçando planos para realizar sonhos...
  • E sobre isso, trace planos e  metas realizáveis. Importante!!! Planos e metas além do nosso alcance causam barulhos mentais ensurdecedores!!!. Se algo estiver causando frustração não desista, somente abaixe um degrau o nível de dificuldade. Assim, em vez de subir três degraus de uma só vez, suba um de cada. :)

A dica mãe desse post é: encontre a disciplina mental, seja paciente consigo mesmo, não desista de você jamais!!! Controlar os barulhos da mente requer foco e desenvolvimento de autocontrole, mas torna a vida mais leve e prazerosa.

37 comentários:

  1. Lindo e importante tema e post e ao final, o sábio conselho! Precisamos apaziguar a mente, deixa-la o menos barulhenta possível...Fará bem à nós e aos que nos rodeiam, certamente!! bjs, chica. linda semana!

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    1. Olá, chica!
      Lembrou de algo muito importante: uma mente apaziguada irradia e tranquiliza também os que se importam conosco. É um exercício diário, somos assolados por fantasmas barulhentos todos os dias.
      Abraços!

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  2. Boa Tarde, querida Bia!
    O que mais me tocou: sorria até com o fígado... muito legal pois o órgão é o repsonsável por um monte de enfermidade... bem o sei... extravassando alegria, vamos combatendo doenças mil...
    Tudo muito bom de se ler e refletir, gostei muito!
    O efeito psicossomático é real na humanidade... basta enxergar!
    Bjm muito fraterno

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    1. Olá, Rosélia!
      Interessante, não havia pensado por esse prisma... de fato o fígado, sendo um órgão vital, merece receber bons sentimentos. Em um outro livro, "Mude sua vida em 7 dias", Paul McKenna ensina um exercício onde, relaxados, imaginamos boquinhas sorrindo em cada parte do corpo. Parece meio absurdo, mas até por essa imaginação a gente já começa a sorrir, rsrsrs. Então funciona.
      Eu acredito plenamente no efeito psicossomático e o quanto é importante manter a saúde emocional para não castigar a física.
      Abraços!

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  3. Muito bom ;)
    A minha tem sido tão barulhenta...

    bj amg

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    1. Carmem, hora de identificar o que causa o barulho e apaziguar, ou agir, dependendo do caso. Abraços!

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  4. Bia, parabéns! Você é uma cumpridora de promessas! Havia dito que falaria sobre o assunto e não procrastinou!
    Todos nós temos uma mente barulhenta; alguns mais, ou mesmo em um nível que chega a prejudicar aspectos da vida como nesta síndrome que você cita, mas, independente de qual "grau"de barulho tenhamos, deveríamos sim exercitar, ter essa disciplina mental, tal como escovamos os dentes ou tomamos banho, deveria ser hábito diário reservar um momento para silenciar.
    Ainda ontem eu assistia a uma palestra pelo youtube sobre felicidade genuína que abordava justamente isso que você fala: tudo começa numa mente tranquila.
    A palestrante citou uma recente pesquisa onde pessoas entravam individualmente numa sala e deveriam permanecer lá por 15min. Na sala havia um aparelhinho de eletrochoques. Podia-se não fazer nada ou aplicar-se eletrochoques. A maioria escolheu os choques.
    Isso mostra como não conseguimos estar dentro do silêncio.
    Temos que nos disciplinar! Adorei o post.
    Beijo!

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    1. Olá, Ana!
      Tem razão, eu costumo cumprir promessa e não tenho o hábito de procrastinar, rsrsrs, só às vezes.
      Colocou muito bem, a disciplina mental precisa se tornar um hábito - dizem que a tudo que nos dedicamos por 7 dias vira hábito, por sinal. A mente (e o sentimento) está sempre em movimento e portanto, a consciência de mantê-la sobre controle precisa acompanhar esse movimento. Hoje, por exemplo, minha mente está um pouco barulhenta... dancei um pouco (estou aprendendo dança do ventre, rsrsrs) e me senti um pouco melhor, de resto... estou buscando deixar que os sentimentos inquietantes fluam até silenciarem, rsrsrs.
      De fato uma mente tranquila nos permite viver uma vida mais agradável, salvo em uma situação: gosto quando a mente fica hiperativada antes ou depois de momentos bons!!! Quando é assim não faço questão nenhuma de silenciá-la, rsrsrs.
      Muito curiosa a experiência, mostra a dificuldade que as pessoas tem de conviver consigo mesma e manter a autodisciplina. Penso que isso é agravado nos dias de hoje, com a quantidade de tecnologia que temos à disposição o tempo todo, o cérebro acostuma a trabalhar. Eu sei ficar quietinha, tranquila, mas não gosto nada nada de ficar sem internet, por exemplo, kkkk!
      Abraços!

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  5. Oi Bia!
    Vou aproveitar demais as sua dicas pq me identifiquei com diversos pontos que vc mostrou. Algumas eu já sigo, como por exemplo sorrir, isso eu já faço muito. Outras vou procurar me adequar, sei que não é muito fácil, mas preciso desacelerar um pouco meu cérebro mesmo, acho que ele anda muito sobrecarregado kkkk
    Amiga, obrigada pelo carinho lá no blog!
    Bjsss e que vcs tenham uma semana de sucesso e muito abençoada

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    1. Olá, Dinha! Como você também procuro sorrir e me divertir, isso alivia um bocado os barulhos mentais. Com frequência por exemplo, vejo programas de humor. Me esbaldo! E sempre que me pego com a testa franzida, dou um sorriso!
      Para aliviar a sobrecarga mental, depende do que a causa: se for excesso de ideias é bom canalizar a criatividade para colocá-la pra fora; se for por problemas, excesso de trabalho ou questões financeiras, respirar e organizar as prioridades, eliminando uma a uma; por questões emocionais, resolva o que for preciso o quanto antes e coloque para fora o que restar para aliviar a angústia.:)
      Abraços!

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  6. Olá,Bia...vc cumpriu a promessa e eis eu aqui, porque te "disse" que me interessa muito esse tema...(obrigado pela referência ao meu post).
    Bem,nem sei como começar,porque está tudo muito bem colocado + dicas e resolução de problemas.
    Enfim, como lição à dica mãe desse post, aprendi que não dá para sofrer pelo que a gente não controla e não sendo assim, ao menos,temos que avisar nossas mentes que somos livres, senão sufocamos e os barulhos definitivamente serão plurais e intermitentes,até podendo desenvolver a SPA.Temos que, na medida do possível, não reprimir a dor e extravasar estes pensamentos inquietantes - expor os sentimentos ou colocar para fora toda a angústia- até para não dar uma conotação maior do que realmente é, pois se não fizermos isso, vai acontecer aquilo que tu comentou , indeterminado dia, a dor explodirá de forma danosa e incontrolável;O grande problema é que é preciso tempo e paciência para aprender a lidar com os barulhos da mente , a maior parte mera consequência dos nossos próprios atos - sem ferir as pessoas e nem a si mesmo, pois, temos a tendência de viver em cima das expectativas e toleramos até certo limite algumas frustrações-expectativas frustradas. Porém, a mente - tanto o corpo - não foi feito para guardar mágoas e sentimentos ruins e uma hora o limite é extrapolado , os pensamentos transbordam e se não tivermos foco e desenvolvimento de autocontrole, nunca teremos uma vida mais leve e prazerosa.
    Adorei a sua postagem,parabéns...Feliz semana,belos dias, beijos!

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    1. Olá,Bia...sim,tudo "in-riba" comigo,obrigado pelo carinho,belos dias!

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    2. Olá, Felis! É verdade, você e Suelen comentaram e como esse é um problema que já me atingiu sobremaneira e sobre o qual estudei bastante, me senti com algum conhecimento a compartilhar, rsrsrs.
      Interessante colocação, "devemos avisar nossas mentes que somos livres". Belo ponto de vista! :D Acabamos por prisioneiros literalmente dos nosso pensamentos, quando na verdade temos potencial para direcioná-los. A chave é que a distância para pensar no que é bom e no que é ruim é a mesma, a diferença está nas escolhas que fazemos. Se escolhemos pensar em coisas boas e em quem nos faz bem, ficamos bem; se escolhemos pensar nos problemas e nos prender às ideias e expectativas de quem não nos faz bem, ficamos mal. É isso. E dessa forma, as ações tem que estar em consonância com os pensamentos. Bem como aquilo que já não podemos mudar, por mais que tenha abrido um rombo dentro da gente, precisa ser deixado para trás. Superar as mágoas é outra forma de libertação... com paciência, pois fechar feridas leva tempo. Mas fecham.
      Colocar o que nos incomoda para fora é primordial, seja falando, chorando, rindo, escrevendo, em forma de arte... Como bem colocou, o ser humano foi feito para ter uma natureza feliz e positiva, tudo que o cerceia disso vai ficando acumulado como mágoa, frustração, autocobrança, decepção, tristeza, sofrimento, insegurança... todos temos um limite. De berço deveríamos aprender a direcionar nosso pensamento, cuidar bem do nosso sentimento e respeitar nossos limites.
      Ninguém normal gosta de ferir pessoas, porém o limite é quando para evitar isso passamos a ferir nós mesmos. Ninguém gosta de ficar devendo, o limite é quando perdemos o sono pensando como vamos pagar as contas. E por aí vai.
      Paciência conosco é primordial. Erramos, pagamos o preço, mas aprendemos... se não aprendemos, pagaremos o preço de novo - algo que a meu ver precisamos e temos condições de evitar. O ser humano é dotado de capacidade intelectual para se aperfeiçoar e assim, sofrer menos e ser mais feliz, rsrsrs. Eu acredito nessa capacidade.
      O que posso dizer é que o conjunto dessas dicas me ajudou bastante, a tomar (ou não) decisões, a desacelerar a mente, a aliviar o coração, mas trata-se de aplicação diária e constante desses exercícios para que funcione e o pensamento não nos domine como se fosse uma segunda pessoa (e bem ruim, rsrsrs) morando dentro da gente.
      Abraços, linda semana!

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    3. *sendo obrigada a corrigir esse erro absurdo de português: "por mais que tenha ABERTO um rombo..." kkkkkk!

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    4. Olá,Bia...nuss,nem me fale nisso> anteriormente,eu até "preparava" meus comments em um bloco de notas, até para evitar o máximo de erros ...agora, pelo pouco tempo que tenho para blogagem,faço direto no blog > conclusão:se eu fosse corrigir meus erros de português- nos meus comentários - sempre teríamos dois comentários: "um" sobre a postagem e o "outro" corrigindo esse "um", hehehehe!
      Obrigado pelo carinho ,belos dias,beijos!

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  7. Olá Bia,

    Postagem excelente! Eu diria que é quase uma página de um livro de autoajuda muito bem elaborada. Já tive fases de barulhos mentais que me deixavam totalmente desestabilizada e estressada. A maioria das vezes por não conseguir expressar meus sentimentos de raiva e frustração. Até caminhando eu ficava brigando mentalmente-rs. Com o tempo, fui aprendendo a lidar com a situação, mesmo quando ainda continuava sufocada e com as palavras entaladas na garganta. Aprendi a desviar o pensamento e focá-lo em coisas agradáveis. Hoje, quando as 'minhocas' surgem, dou logo um chega pra lá nelas. Já perdi muito sono com o cérebro trabalhando. Grande e inútil desgaste!
    Achei as dicas ótimas. Interessante "sorrir com o fígado". O meu anda precisando de umas boas risadas-rsrs. Ainda engulo muito sapo e continuo com dificuldade para dizer 'não', o que dá logo início ao burburinho mental, mas logo o estanco-rsrs.

    Por aqui, estou mesmo num processo de organizar prioridades e procurando me descompromissar ao máximo para poder viver com menos correria e realizando coisas que sempre ficaram na lista de espera. Minha rotina foi alterada com a aposentadoria do meu marido e estou tentando me adaptar à nova situação. Confesso que está um pouquinho complicado-rs. Sempre tive meu espaço só para mim e liberdade de ir e vir sem questionamentos, pois ele ficava fora o dia inteiro. Agora, ele quer atenção, quer conversar, etc... etc... e lá vai meu tempo dedicado ao computador-rs. De qualquer forma, eu tinha mesmo que fazer uma pausa mais longa, pois estava muito cansada. Também acho a interação o que há de mais agradável e enriquecedor na vida blogueira, mas como não tenho previsão de retorno, não quero deixar o blog sem postagens, pois observo que ele continua pulsando, mesmo sem atualização. Gosto de ler e comentar sem pressa, por isso prefiro retirar a barra de comentários do que ficar em falta com os atenciosos amigos. O face também não é a minha praia, mas estou dando maior atenção a ele principalmente para não perder o contato com os amigos, muitos deles oriundos da blogosfera.
    Também gosto muito de você e não pretendo perdê-la de vista.

    Ótima semana!

    Beijo.

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    1. Olá, Vera!
      Alguns desprezam artigos de autoajuda, em geral os que acham que dá muito trabalho se autoajudar e esperam um milagre interno, rsrsrs. Que bom que gostou! Sei bem a sensação de "brigar mentalmente", geralmente quando nos cobramos em demasia. "Por que fez (ou não fez) isso?" "Por que disse (ou não disse) aquilo..." "Por que não aprende?" "Por que não faz nada certo?" "É uma anta, mesmo"... kkk, por aí vai... pensamentos que não ajudam em nada!
      Penso que finalizou muito bem esse parágrafo quando coloca que continua com dificuldades, porém aprendeu a mudar o foco, creio que é bem por aí.
      Como você continuo com dificuldades para falar o que sinto ou penso em algumas situações, mas aprendi a ser mais suave comigo mesma, a focar nas coisas e pessoas boas que me fazem feliz e parar de remoer o que me faz mal. Aprendi também a decidir em momentos pontuais, já me desgastei muito arrastando esse tipo de atitude quando necessária. A mudança de emprego é um exemplo. Penso então que evoluímos bastante, não? rsrsrs
      Faz muito bem em reorganizar prioridades para se priorizar. Conheço pessoas que tiveram dificuldades com a proximidade repentina do marido, como uma colega cujo companheiro morou dois anos nos EUA e retornou. Hoje estão bem. Ficarei torcendo para que consigam readequar espaço, limites, companhia. Eu sou suspeita em falar, devo ter um pezinho na Índia ou Marrocos, kkkk, pois apesar das ideias modernas, como mulher, gosto de estar com quem queira minha companhia (e vice-versa), cuidar (quando minha filha via novelas do estilo sempre dizia que era muito a minha cara oferecer um chai para o marido, kkkk), acatar e priorizar as decisões masculinas, me enfeitar para ele, enfim... mas não a tome pelo que sou, kkkk, cada um tem seu perfil! Minha mãe gosta de bater perna, meu pai é caseiro, e mesmo assim estão juntos até hoje, rsrsrs.
      Sobre o blog concordo contigo, vai ser um prazer continuar lendo sua seleção de pequenos textos. Eu mesma hoje em dia visito muito menos por uma questão de tempo mas nunca deixei de publicar por achar que de qualquer forma é interessante manter o blog vivo!
      Eu continuo com Face especialmente por ter contato com pessoas que normalmente não vejo, como os da família que moram longe. Sem dúvida é um meio mais rápido de interagir.
      Por aqui ficarei torcendo para que essa parada do marido traga bons ventos ao casal!
      Abraços

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  8. Bia, achei interessantíssimo o seu texto.
    Dá que pensar!
    Eu, então, com uma mente super-barulhenta - principalmente à noite, quando quero e devo dormir - compreendo que há muito trabalho a ser feito por aqui.
    Beijinhos

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    1. Olá, Nina! Espero que seja útil!
      Há alguns anos cheguei até a tomar um remédio tarja preta para conseguir desligar e dormir... com medo de acabar como minha mãe - hipocondríaca - vi nos estudos e prática da mente o único meio para aprender a desligar sem recorrer a medicamentos. Hoje, estando feliz ou triste ou preocupada, acabo dormindo naturalmente. Só não durmo direito quando estou hiper feliz ou angustiada.
      Vejo pelo seu blog o quanto canaliza sua energia em arte, viagens e passeios, são coisas que ajudam bastante!
      Espero que consiga se sentir melhor!
      Abraços!

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    2. Olá, Nina! Espero que seja útil!
      Há alguns anos cheguei até a tomar um remédio tarja preta para conseguir desligar e dormir... com medo de acabar como minha mãe - hipocondríaca - vi nos estudos e prática da mente o único meio para aprender a desligar sem recorrer a medicamentos. Hoje, estando feliz ou triste ou preocupada, acabo dormindo naturalmente. Só não durmo direito quando estou hiper feliz ou angustiada.
      Vejo pelo seu blog o quanto canaliza sua energia em arte, viagens e passeios, são coisas que ajudam bastante!
      Espero que consiga se sentir melhor!
      Abraços!

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  9. Oi Bia,
    Adorei o texto,esse é um tema que faz parte da vida de muitos mas que não é muito falado.
    Confesso que minha mente às vezes não para,então dependendo de como estou me sentindo escrevo,tento colocar essa emoção pra fora e isso alivia.Outras vezes assisto vídeos.
    Acho que isso vem de uma cobrança muito grande que tenho com relação a mim mesma,isso não é bom e aos poucos vou tentando diminuir.Um dia chego lá.
    Abraço =)

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    1. Olá, Suelen!
      Tem razão, poucas pessoas trabalham no sentido de aliviar os barulhos da mente.
      Está desenvolvendo suas estratégias, isso é ótimo.... cada um sabe seu melhor meio.
      Não desista, tenho certeza que irá conseguir. Já me cobrei mais, hoje o que pega é que ainda ando na corda bamba da insegurança devido à baixa estima de vez em quando, mas aos poucos isso está melhorando.
      Acho que nunca deixaremos de nos lapidar, sempre haverão arestas a serem aparadas.

      Abraços!

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  10. Boa tarde Bia,
    Como vai?
    Muito bom este artigo, como sempre. A minha mente neste momento anda mesmo com muitos ruídos, daqueles que não posso resolver já. Difícil arrumá-los, quando a solução não está nas minhas mãos.
    Vou tentar seguir as suas dicas que me serão muito úteis e decerto me sentirei melhor.
    Hoje não vou me alongar, embora o artigo seja excelente e a Bia o apresente muito bem.
    Beijinhos e obrigada.
    Ailime

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    1. Olá, Ailime!
      Penso que há dois casos que mais causam barulhos na mente: quando temos algo a resolver e quando temos algo que não podemos resolver. No primeiro caso minha experiência diz que quanto antes for possível a resolução, tanto melhor antes resolvê-la, e sustentá-la. Feito isso, passamos ao segundo tópico. Se você já fez o que pode e não há mais o que fazer, é uma questão de treinar o desapego. Alguns tem a tendência a querer resolver tudo, eu sou assim. Então aprendi que quando buscamos resolver algo que já não é nossa responsabilidade podemos estar tirando da pessoa a chance de crescimento pessoal. Talvez a lição para nós seja a de desenvolver paciência, ou ao contrário, a de aprender a colocar um limite. Para o outro, desenvolver segurança, maturidade, poder de decisão, estratégias pessoais para resolução do problema, alternativas para se reequilibrar depois. Quando resolvemos tudo para o outro tornamo-nos dependentes, frágeis e infantis. É importante que aquele que precisa resolver um problema, resolva, para se sentir mais seguro, autoconfiante, forte e capaz de lidar com os próximos problemas da vida com maior serenidade.:)
      Então treinar o desapego é confiar que as coisas se resolverão, uma vez que você já fez sua parte, e de posse desse sentimento, conseguir aliviar os barulhos da preocupação.
      Mas é claro, minha amiga, não é fácil, especialmente se você conseguir enxergar muito claramente as soluções.

      Abraços!

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    2. Ailime, depois fiquei pensando que pode referir-se também a casos que não dependem de uma pessoa, mas de um sistema, como questões burocráticas, por exemplo. A essas também não adianta manter a mente barulhenta... é acompanhar o processo e infelizmente em alguns casos, é preciso imprimir uma certa pressão, especialmente se a não resolução está causando impactos na sua vida.
      Ações feitas, relaxe! :)
      Beijo!

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  11. Bia
    adorei o post, adorei as dicas !
    Quando aprendermos que um desligamento, um assossegamento de ideias
    nos faz bem e calmos, aí sim a serenidade pode tomar conta da mente e do corpo.
    E assim, não ouviremos os barulhinhos incomodativos!
    Eu gosto de ouvir música. Me acalma que só!

    bjs

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    1. Olá, Zizi!
      Música é uma ótima dica! Eu ouço músicas desde que me entendo por gente e percebo os efeitos que causam em nosso emocional!
      Acalmar as ideias e os pensamentos é primordial... algumas vezes sofremos até por interpretações erradas, ou seja, por coisas que nem aconteceram! Não vale a pena pensar em demasia no que não nos fazem bem.
      Abraços!

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  12. Olá, Bia.

    Educar a mente, iluminar a alma, meditar, relaxar... Essa vida apressada e tão apreçada, ruma na contramão da inteligência emocional. Colocar o ser acima do ter, abre as portas de nossa auto libertação das neuras e psicoses de estimação.

    Um abração.

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    1. Olá, Apon!
      Interessante o uso do termo "apreçada". As exigências materiais da sociedade sem dúvida causam barulhos retumbantes no cérebro.
      Também achei muito interessante o termo "neuras de estimação"... me faz pensar que o indivíduo por vezes parece Ter as neuroses como uma espécie de zona de segurança, sem saber o quão enriquecedor é livrar-se delas. É como a história do sequestrado que após algum tempo de cativeiro acaba se tornando amigo do sequestrador.
      Abraços!

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  13. Sim. a gente tem que em primeiro lugar procurar controlarmos nossos pensmentos e ações, cada um deve ter sua maneira própria de procurar deixar pra lá pensamentos que não querem em sua cabeça, temos que ter objetivos e procurar realizaá-lo, gostei dos seus escritos, parabéns...

    http://sensibilidadeanavegarcompoesias.blogspot.com.br/

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    1. Olá, tem razão, cada pessoa é a melhor pessoa para procurar meios de gerenciar seus pensamentos, o importante é não se abandonar à própria sorte e deixar que os pensamentos caminhem descontrolando. Algo importante a se considerar é onde e com quem gastamos nossa energia, que é tão preciosa... nossa energia é sinônimo de vida e saber como aplicá-la da melhor forma aquieta os pensamentos e traz um sentimento de que estamos vivos.
      Abraços!

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  14. oi Bia, achei muito útil esse tema. Vou aproveitar algumas dicas e tentar colocar em prática. Quem gosta de escrever como eu, tem mesmo que aprender técnicas pra acalmar os barulhos da mente, porque senão fica difícil escutar com atenção o que os outros dizem. Se os outros soubessem como é movimentado o trânsito dentro da minha cabeça, falariam baixinho comigo pra não me desconcentrarem e causarem um acidente de grandes proporções. rs

    Brincadeiras à parte, eu nem posso reclamar desse tipo de perturbação, pois tenho facilidade em desviar os pensamentos para outro foco ou desligar o motor e durmo tranquila mesmo quando estou eufórica ou com algo me preocupando ou martelando sem parar. Os barulhos externos, como reformas, música alta, gritos, buzinas,etc. me incomodam bem mais que os barulhos internos dos meus pensamentos. Mas isso está além do meu controle né? rs

    Um beijo/Fazia tempo que não vinha te visitar. Desculpe por isso.



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    1. Olá, Rosa, que bom vê-la aqui!
      Ri com sua comparação e acho que faz muito sentido: um cérebro sobrecarregado é como um trânsito congestionado onde as ideias não fluem e, apesar do desgaste, não se chega a lugar nenhum, além de ouvir os "pensamentos" xingando e buzinando, kkk. Ótima metáfora!
      Mas que bom que você aprendeu a dominar esse "trânsito" quando necessário... posso afirmar que é possível pois sei o quanto já sofri com isso. Penso que procurar simplificar fatos e sentimentos, tomar decisões acertadas, parar de interpretar ou querer entender tudo, viver com alegria e buscando fazer feliz os que amo tem ajudado bastante.
      Como você já tive irritação com problemas externos, hoje até isso já melhorou em mim. Para dormir uso um ventilador (ou aquecedor ligado na temperatura fria por fazer menos vento) para quebrar os barulhos externos e ajudar no sono, sempre funciona. :)
      Abraços!

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  15. Bia,

    Gostei demais desse post. Estou passando por um momento de muito barulho na minha mente. Mas, é barulho mesmo. Um ruído que os médicos pré-diagnisticaram como Tinnitus. Para suportar isso, estou fazendo por minha conta, terapita com música. Isso, para ofuscar o barulho, e me fazer sentir mais confortável. Imagine, numa conversa com uma pessoa, onde só uma escuta ruídos? É muito ruim. Então, eu estou tentando aprender a conviver com isso. Faço Yoga e meditação também. Além de caminhadas e outros exercícios físicos.
    Quanto ao barulho da mente, mencionado no seu maravilhoso post, esse, eu também tenho trabalhado pra ficar bem longe de mim. Rs
    Amei muito o assunto abordado. Isso vai ajudar muito nas minhas terapias.
    Parabéns Bia pela abordagem de um assunto tão interessante, que vai ajudar muitos.
    Abraços

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    1. Olá, Lucinha!
      Uma tia minha teve esse problema, não me lembro bem como sarou, só lembro que demorou uns dois meses mais ou menos. Sei que ela procurou o médico, mas parece que o problema tem fundo emocional e relação com estresse. Sei que o barulho aos poucos foi diminuindo, até que sumiu. Vou ficar torcendo para que o seu vá embora também.
      Acredito que as terapias que está buscando são excelentes para os dois casos: barulhos no ouvido e na mente! Penso sempre e em qualquer assunto que o mais importante é a disponibilidade da pessoa em se ajudar, como está fazendo. Sem isso nenhuma dica ou terapia funciona.
      Abraços!

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  16. Dicas valiosas, Bia. E um ótimo filme que explica de forma divertida um pouco disso é o Divertida Mente. Adorei a postagem. bjs e bom fim de semana.

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    1. Olá, Sérgio! Esses dias assisti o início desse filme, achei bem interessante, mas acho que precisei sair depois e acabei não vendo inteiro. Quando estiver passando de novo prestarei atenção.
      Abraços!

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