quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Nunca sabemos tudo

1 - Dia desses enquanto minha mãe me visitava, comentou: "eu lembro que quando eu era criança sua avó me mandava comprar fubá na casa do seu pai. Lembro daquela polacada ainda mais branca toda coberta de farinha".

imagem daqui

Fiquei espantada porque apesar de ter 41 anos nunca soube dessa atividade. Perguntando em outro dia para o meu pai, ele contou que meu avô comprou uma moenda de milho para gerar renda - filho de imigrantes poloneses, chegaram sem recursos ao Brasil. Todos os filhos (seis) ajudavam na atividade de moer o cereal e vender o fubá e a quirera resultado da moagem. Perguntado sobre o motivo de nunca nos ter contado, respondeu que não foi um bom tempo de sua vida, pois acordavam muito cedo para ajudar, o serviço era duro e pouco brincavam.

2 - Outro dia o amor contou que encontrou um amigo com quem aprendia a tocar instrumentos aos 17 anos, e descobrimos que essa mesma pessoa havia estudado comigo um pouco antes, no 1º grau. Comentou também sobre a satisfação que esse reencontro proporcionou. É o que digo, do resgate da subjetividade, algo ou alguém que traz à tona nossa pura essência que está ali, dormindo entre as camadas que a vida vai colocando na gente e que deveriam ser motivo de vigilância e resistência constantes.

Voltando à primeira história, aos poucos meu avô comprou maquinários para exercer a marcenaria, acordava às 6 da manhã, tomava café e já começava a trabalhar. Com o trabalho duro conseguiu construir um bom patrimônio, embora isso tenha causado sacrifício e privação aos filhos. Infelizmente 90% do que construiu foi usurpado por sua segunda esposa que o deixou aos 84 anos. Pois é.

Mas há alguns aspectos dessa história que me levou a compartilhá-la aqui:

  • Hoje em dia temos muito mais facilidades em nosso serviço, com mais tecnologia e menos esforço físico, porque nos desgastamos tanto? 
  • O fubá fresquinho rendia bolos, polentas e broas deliciosos. Há várias linhas privilegiando o retorno do uso do orgânico por conter menos química, mais nutrientes e sabor. Quem se interessar por essa nova gastronomia recomendo duas séries de programa:  na série Rainha da Cocada Raísa Costa ensina com muito bom humor releituras da cozinha francesa com dicas para utilizar e fabricar produtos artesanais e orgânicos. Já no programa Bela Cozinha, Preta Gil ensina pratos originais da gastronomia saudável para quem deseja conhecer novos paladares.  
  • As duas histórias mostram os cruzamentos curiosos da vida - minha mãe que comprava fubá do meu pai e nem sonhava que seria seu marido, e o amor que tocou com o mesmo menino com quem estudei alguns anos antes. Mundinho pequeno!
  • Embora as duas histórias causem sentimentos contrários - o descontentamento do meu pai em relação à infância perdida e o conforto pessoal sentido pelo amor no reencontro com o amigo - ambas eram desconhecidas para mim, mesmo fazendo parte de pessoas que considero tão próximas. 

Fiquei pensando no quanto as pessoas que amamos podem carregar histórias curiosas que valem à pena serem compartilhadas, todos temos um pequeno tesouro pessoal escondido e muitas vezes esquecido que quem sabe, vale a pena ser revelado a quem nos ama, bem como pode ser surpreendente saber ouvir as histórias do outro.  Mesmo que não sejam as mais felizes, com certeza as fizeram ser especiais como são.

Ótimo momento para pensar nisso, não é mesmo?


--->Se quiser você pode compartilhar:

- uma história de família ou de infância que lhe causou espanto
- uma história sobre coincidência da vida
- uma dica ou receita orgânica

24 comentários:

  1. É Bia...há muita coisa que não sabemos a respeito dos nossos familiares. E descobrí-las pode ser agradável, ou não.
    Já tive surpresas boas e más.

    Abração
    Jan

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    1. Olá, Jan, tem razão... corremos o risco de ter surpresas agradáveis, ou não. Ainda assim, todas refletem quem as pessoas são de fato.
      Abraços!

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  2. Boa noite, querida Bia!
    Gosto de singelezas e de como vc posta... o mundo está tão traidor em tudo que dá medo e a gente pode ser até esperta (prudente) mas sucumbe diante do plano malvado com que nos cercam sordidamente...
    Ver blog assim tão leve e com assuntos relevantes e variados me enchem de força de lutar por um mundo melhor e limpa meu coração da força do mal que insiste em derrubar minha alegria... rs...
    Sabe, amiga, estou com uma vontade de comer broa de fubá, minhaa tia amada a fazia como ninguém e ela está no céu preparando quitutes pros anjos agora... muita saudade...
    O fubá tem um significado especial pra mim... afetivo... amo tudo de milho...
    Meu avô tinha horta num lote do meu pai e eu gostava de pegar espigas...
    Filha e netinhos amam milho cozido e eu de fazer pra eles...
    Em termos de sáude, o chá de cabelo de milho é maravilhoso, tenho-o em casa e 'receito-o', rs...
    Broionhas de fubé ao forno são deliciosoas... Hum!
    Enfim, histórias de família são lindas e Deus tem um plano maior pra todos nós...
    Que bom ter estudado com o amor... legal isso!
    Eu também estudei com o meu: latim... vc resgatou minhas lembranças boas pois estava precisando por uma triteza momentânea...
    Bjm muito fraterno

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    1. Olá, Rosélia!
      "O mundo está tão traidor em tudo que dá medo...", creio que quando estamos fragilizados passamos a desconfiar de tudo e de todos, pelo motivo que citou: sabemos que há pessoas sórdidas no mundo que infelizmente não trazem uma plaquinha na testa sinalizando! Mas ficar descrente de quem não merece é injusto...
      Procuro sempre puxar pelo lado positivo pelo que disse, já há tantos episódios desgastantes na vida... saber que meu texto fez bem à você é reconfortante.
      Como você minha família também sempre foi cercada pelo envolvimento com os preparos com milho e fubá. Minha avó materna, italiana, fazia um bolo e uma broinha de fubá como ninguém! Acho que é um cereal que remete mesmo à esse aconchego de família! Eu faço uma receita de bolo de fubá que aprendi com minha tia F que dá certinho, uma delícia!
      Lembro-me também que minha avó fazia chá de cabelo de milho, mas não sei para o que serve, rsrss, agradeço se quiser me contar! Aliás ela sabia chá para tudo!
      Eu estudei com o amor sim, foi como o conheci (no trote da faculdade, rsrsrs), já o menino citado no texto estudou conosco em momentos distintos. As ligações curiosas da vida.
      Fico feliz por ter trazido boas lembranças ao seu coração magoado... quero que se cuide, combinado?
      Abraços!

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    2. Amiga, meu coração não tá magoado, não há espaço para isso além de uma noite: "A cada dia basta o seu mal"... foi um desabafo momentânceo apenas... meu coração tá limpo de oda imundície... É Natal outra vez! O menino Jesus consola todos corações atribulados...
      Fiquei uma tarde em observação no Hospital e to tinindo outra vez, rs...
      Não descarerego o peso de cargas pesadas que não valem a pena em cima de ninguém... tenho bons amigos e vcs são muito importantes para mim, querida...
      Me ajudaram muito ao longo de 8 anos quase...
      Fiquemos na paz! Alegria sempre... mesmo que, num dia ou outro, tenhamos um pouco de triteza e choremos para desanuviar...
      Faz bem à alma... até Jesus chorou...
      Ninguém vive sorrindo o tempo todo, rs...
      Sei que me compreendeu bem... é inteligente e sabe das coisas apesar da pouca idade que tem... gosto de gente nova como vc pois me rejuvenesce... os mais antigos são muito chatos... kkk... muitas vezes... nem sempre... aprendo com vcs a não ser... rs...
      Bjm muito fraternal e te espero na VII Interação Fraterna de Natal pra agregar valores... sei que vai ser assim...

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    3. Oi, de novo, rs... me esqueci de dizer que o chá é para os rins... expele até pedrinhas.. como foi meu caso... Bjm

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    4. Olá, Rosélia, obrigada pelas palavras carinhosas! Faz bem em procurar não guardar mágoas, também procuro ser assim, sempre perdoar e além de tudo, me perdoar, mesmo que minhas falhas e limitações sejam humanas e aceitáveis.
      É um problema quando as mágoas vão se acumulando, pois uma hora eclodem e acabam machucando as pessoas que amamos, ou nos machucando a tal ponto sem retorno... é um sentimento danoso que merece atenção para que não destrua o nosso melhor, que é a capacidade de amar.
      Eu gosto de conversar com pessoas de todas as idades, cada um tem algo a ensinar sob diferentes pontos de vista! :)
      Se o tempo me permitir, devo estar postando amanhã minha participação na interação! Obrigada pelo convite!
      Abraços!

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  3. Pois, eu sou uma contadora de histórias reais. Estou sempre contando-as como as conheço, ou romanceadas em forma de conto-novela. No Sexta já contei muitas. A que agora vou contar é recente.
    Nunca tive oportunidade de estudar, embora sempre o desejasse fazer. A vida não deixou. Sempre que tonava a decisão de o fazer, e cheguei a efetuar matricula algumas vezes, acontecia algo grave que mo impedia.
    Assim cheguei aos 67 anos apenas com o ensino básico feito em 1955, a chamada na altura quarta classe.
    Há dois anos, com 67 anos inscrevi-me na Universidade Sénior, também conhecida pela Universidade da 3ª idade.
    O ano passado apareceu na minha aula de literatura, uma senhora com quem de imediato senti uma grande afinidade. Ela também parece que sentiu o mesmo e em pouco mais de um mês éramos tão amigas que começamos a trocar confidências. Ela tinha vindo da Alemanha onde estivera muitos anos emigrada. Nessas confidências, falou-se de outros tempos, e a paginas tantas, ela fala da infância e da professora primária, a Georgina Gata "gata era apelido que não sei se era pelos olhos verdes, se porque se irritava com facilidade e nessas alturas era cruel"
    Georgina Gata? - Pergunto eu. Mas essa foi a minha professora. Não me diga que andou na primária na Telha?
    E não é que tinha andado mesmo. Peguei na única foto que eu tinha do grupo, a escola tinha apenas uma sala e alunos da 1ª à 3ª classe e mostrei-lhe.
    -Esta sou eu, disse ela apontando uma miúda que andava sempre com a minha irmã, e que às vezes ia brincar connosco para o velho barracão junto ao rio, onde morávamos.
    Não nos víamos há quase 60 anos, pois nos separamos depois da terceira classe, ela foi fazer a 4ª para Palhais e depois continuou a estudar em Setúbal, eu fiz a 4ª no Barreiro e depois fui trabalhar para a Seca do Bacalhau. Não nos reconhecemos, mas o coração, ou o inconsciente, reconheceu-nos e trouxe à tona a amizade de outrora.
    Um abraço

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    1. Olá, Elvira!
      Há alguns anos o acesso ao estudo era bem restrito, sem falar que cedo era preciso trabalhar, então quem sabia ler, escrever e fazer contas simples de cabeça já era considerado apto. Minha avó era semianalfabeta, mas de uma inteligência incrível! Já a família do meu pai privilegiava um pouco mais os estudos, mesmo com o serviço a fazer.
      Elvira, fiquei emocionada lendo sua história! Imagina, tantos anos depois reencontrar aquela que esteve na mesma escola que você ainda criança!!! Que coisa!
      E que garra voltar a estudar aos 67 anos! Lindo isso! Prova como nunca é tarde para realizar um sonho, basta ter coragem e força de vontade para ir em frente, bem como deixar os auto empecilhos de lado! Que muitos se inspirem em exemplos como o seu!
      É uma prazer ler suas histórias e você pode contá-las aqui sempre que desejar!
      Abraços à vocês duas, que a amizade dure muito tempo!

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  4. Oi Bia, bt!
    É verdade, às vezes nós passamos tão batidas nas histórias dos nossos pais ou avós, que nem percebemos um tantinho de sofrimento que existe dentro deles. Quanto ao reencontro do seu "amor" com o seu coleguinha, o mundo é pequeno mesmo amiga, coitado daquele que pensa em algum momento que pode ficar escondido p/sempre. Não pode mesmo! kkkkkkk
    Bjsssssss

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    1. Olá, Dinha!
      Convivi bastante com meu avô paterno e com minha avó materna (os outros já haviam falecido quando nasci), e ouvi muitas histórias de ambos. Como meu avô aprendi sobre cultura, artes, costumes poloneses... com minha avó, as histórias, lendas e conhecimentos simples oriundos do sítio e as histórias sofridas de quem teve grande parte da vida solitária com extrema responsabilidade.
      Tenho orgulho de ambos, pessoas muito trabalhadoras e que sempre nos ensinaram a fazer o bem, generosidade, perdão... :)
      Eu acho bem curioso quando as histórias da vida das pessoas se cruzam de alguma forma, o mundo gira, e volta e meia traz reencontros que podem ser prazerosos ou não, rsrsrs.
      Abraços!

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  5. Olá, Bia.

    A vida, seus encontros, desencontros e reencontros, pode dar boas resenhas. O desconhecido nos surpreende e revela que a sempre mais a saber.

    Um abração e um bom fim de semana.

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    1. Olá, Apon, é verdade, e que bom que é assim... eu gosto muito de ouvir as histórias que fazem parte da vida das pessoas que amo, especialmente aquelas que trazem ternura na voz e no olhar quando são contadas porque despertaram no outro algo de bom.
      Abraços!

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  6. É verdade, Bia. Muitas vezes há várias coincidências que nos cercam e nem percebemos. Muitas histórias que se cruzam ou então desconhecidas e que são maravilhosas. Excelente postagem. Bjs e bom fim de semana.

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    1. Sérgio: eu já conheci histórias surpreendentes que me fizeram mudar o ponto de vista sobre uma pessoa. Acredito que aprender a prestar atenção no outro pode trazer surpresas valiosas! Abraços!

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  7. Olá, Bia...boa tarde... 'in-riba'?...isto é vero,mesmo fazendo parte de pessoas que consideramos tão próximas, nós ainda não sabemos, não sabemos de nada, não sabemos de muita coisa e claro que existem outras que, motivados ou não,não conseguimos lembrar...da primeira parte, daí, o contexto de uma sociedade que contava ainda com trabalho duro e sacrifício para conseguir construir um bom patrimônio, pena que principalmente no que se toca à esposa,tenha sido usurpado...faz parte!...da segunda parte, realmente,o mundo é tão pequeno, conhecemos um , que conhece outro e não é que , pois, todo conhecimento supõe a razão de semelhança, e à essência ...parece que iguais atraem iguais e todos se encontram algum dia,algum lugar,algum momento!Vale a pena sim, ouvir as histórias do outro, afinal somos seres únicos com experiências únicas e, estas moldam nossa personalidade e consequentemente nossos comportamentos.
    Conheço o programa da Raísa Costa ,da Preta ainda não!
    Estou fazendo uso da blogagem -conta-gotas, tenho diversos à visitar e agradecer ainda, mas acreditando que seja a minha última aparição aqui,em 2016 - agradeço muito pela nossa carinhosa e valiosa interação, muito levei de conhecimento e aprendizado!
    Boas festas e Feliz 2017, para ti e familiares, pelo carinho e amizade, belos dias, abraços!

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    1. [esqueci de te "falar" algo, estou procurando outra forma de mobilização interativa e vou aproveitar estes últimos dias para convidar algumas pessoas especiais,como ti,para me dar um feedback sobre...está rascunhado em meu blog de Rascunhos, hehehe....como é uma postagem longa,vai quando sobrar um tempinho,please? https://befelis.blogspot.com.br/2016/09/programa-blog-fiel.html
      obrigado,abraços

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    2. Olá, Felis!
      Esse não saber tudo sobre o outro é saudável, não no sentido de se fechar, ao contrário, de ir se compartilhando para quem importa e quem não nos julgará de forma a deteriorar nossa estima ou orgulho sobre a nossa história. É tão bom ir descobrindo o outro assim!
      Compartilhar histórias também é confiar!
      Sabe, tenho orgulho de pessoas que trabalham para conquistar, não no sentido material, mas no sentido humano. Pessoas que não esperam que tudo caia do céu. Esse foi um dos motivos que fez com que eu me apaixonasse pelo homem que eu amo há anos atrás. Essa era uma das características das gerações passadas que deveria ter sido conservado, o apreço pelo trabalho e pela conquista. Tenho orgulho de ser fruto desse modelo de educação, ainda que em vários momentos tenha trabalhado além do que merecia, me fez uma pessoa que sabe dar valor a tudo.
      A experiência do meu avô que perdeu tudo me fez perceber que excessivo apreço ao material é algo muito efêmero e não vale a pena se for em detrimento de outras coisas que importam de fato.
      "Todo conhecimento supõe a razão de semelhança, e à essência ...parece que iguais atraem iguais e todos se encontram algum dia,algum lugar,algum momento!" E esses encontros são muito prazerosos quando trazem à tona nossa melhor parte do qual nós mesmos acabamos esquecendo infelizmente. Relações que não podemos permitir que nos escapem!
      A cozinha da Preta Gil é bem alternativa, para quem tem paladar curioso, confesso que gosto mais da culinária da Raísa, sem falar que ela é uma simpatia!
      Farei minhas visitas de final de ano, mas aproveito para agradecer seu carinho e companhia o ano todo! Saiba que o considero um virtual-real amigo, viu?
      Abraços!

      ps: já li sua ideia e deixei minhas sugestões por lá! ;)

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    3. Olá, Bia...boa tarde... sim, sei de sua consideração e saiba que a recíproca é verdadeira.Esta eu preciso ver: a Preta na culinária.Ainda não fui ver!
      Sim, recebi suas sugestões . Chamei poucos/as para isto, apenas uma ideia embrionária,que necessita de muitas arestas para poder apresentá-la ao público em geral...devagar e sempre! Brigadão,belos dias,abraços!

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    4. Olá, Felis, o projeto me pareceu bem bacana, creio que com alguns ajustes pode funcionar muito bem! Se eu tiver outras ideias passo lá para deixá-las!
      Obrigada pela amizade e consideração! Quando alguém mostra que nossa opinião faz a diferença, faz muito bem para a estima da gente!
      Abraços!

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  8. Bia, o que eu sei é que a metáfora da borboleta que bate as asas no Japão provocando um tsunami no Pacífico continua valendo. Nada do que aconteceu no passado, por mais acidental que tenha sido, é de importância nula, Um nada transforma vidas e é muito curioso, anos passados, cruzar com pessoas ou situações que, lá atrás influenciaram de algum modo as nossas vidas.
    Engraçado que os seus ascendentes sejam polacos - o Brasil é também um Melting Pot.
    Beijo

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    1. Olá, Nina!
      Bem interessante o que você colocou, sempre minha tinha C dizia e eu já coloquei aqui, "não há uma folha que não caia do céu sem que seja da vontade de Deus". Tudo tem um motivo de ser e jamais imaginaremos o impacto que uma atitude pode ter na vida de outras pessoas.
      O mais legal é quando reencontramos pessoas não vistas há longo tempo com as quais temos a facilidade de conversar como se tivéssemos nos visto ontem, quando às vezes não temos as mesma facilidade de conversar com quem vemos todo dia. É a afinidade, inexplicável e subjetiva.
      No Brasil há vários descendentes de poloneses e italianos.
      Abraços!

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  9. Boa tarde Bia,
    Muito interessantes essas histórias que contou e esses cruzamentos que sempre acontecem decerto na vida de todos nós e nem sempre os afloramos como a Bia aqui o fez de forma tão transparente. Concordo com o que Nina diz acima: "nada do que aconteceu no passado... é de importância nula"!,
    Uma história romântica;)) e engraçada de que me lembrei agora.
    Durante a adolescência tive uma paixão platónica por um rapaz meu vizinho que não deu em nada, para tristeza minha na época. Já bem crescida:)) pensei para comigo que tinha que terminar com aquela paixoneta. Mentalizei-me e esqueci. Anos mais tarde ele casou e eu também. Interessante foi que meu primeiro filho, na creche da empresa onde eu trabalhava, teve como educadora a mulher dele, que tem o meu nome. Na época e até agora dá para pensar. Pelo menos o nome o perseguiu;))! Oh Bia pode rir …!
    Um beijinho,
    Ailime

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    1. Olá, Ailime, estou a rir com sua história, mesmo... que curioso! E que mundo pequeno!
      Pelo menos, pelo que entendi, a paixoneta terminou sem que houvesse algum tipo de mal estar entre vocês, porque nesse caso sim, poderia ser uma situação desagradável.
      Quando adolescentes temos a tendência a idealizar um par romântico e o encontramos em pessoas que nem conhecemos direito, desconhecendo notadamente o sentido do que significa amar alguém. Hoje tenho parâmetros firmes que me fazem ter certeza de quem amo (não que tenha sido uma dúvida, rsrsrs, nunca foi) mas os rompantes adolescentes, de fato, erram muito. Vida que segue, como seguiu a de vocês, com maturidade e respeito nesses reencontros estranhos como o seu!
      Abraços!

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