domingo, 18 de junho de 2017

O castigo que virou profissão

Ontem, assistindo ao programa Que Seja Doce*, da GNT, conheci a história de Sirley, uma doce senhora grisalha de óculos.


imagem daqui


Aos três anos de idade Sirley ficou órfã e mudou-se com sua irmã para um orfanato coordenado por freiras. Um dia, quando foi dormir, pensando em sua boneca que estava guardada dentro de um armário, imaginou o quanto ela estaria com medo do escuro. Teve então a ideia de acender uma vela dentro do armário para a boneca, rsrsrs.

Como é de se imaginar, o armário pegou fogo, causando grande transtorno. Por castigo, Sirley foi "condenada" a ficar um mês ajudando na cozinha. A questão é que o ambiente colorido, perfumado e agitado da cozinha causou-lhe tamanho prazer que ao final do período, ela pediu que continuasse de castigo, rsrsrs!

Sirley tornou-se confeiteira por profissão e inclusive ganhou a edição diária do programa, e por sua simpatia e alegria, percebe-se que escolheu o caminho certo. Sua história me fez pensar sobre o tanto que já tenho pensado, kkkkkk... podemos tirar muito conhecimento a partir de histórias assim, que acontecem conosco todos os dias:

  • as oportunidades aparecem o tempo todo, em alguns momentos num viés torto e incompreensível, o importante é manter a serenidade para poder enxergá-las e aproveitá-las - não deixemos passar, é preciso se sobrepôr ao medo;
  • se estamos em uma situação desagradável, é porque precisamos aprender algo com isso. Se ficamos com raiva, nos debatendo, nos culpando, nos sentindo injustiçados, sapateando, perdemos a chance de aprender algo que pode nos levar onde queremos se conseguimos nos manter em estado de entusiasmo e alegria;
  • em tudo há uma escolha, mesmo (e principalmente) na adversidade, ainda que seja do sentimento que resolvemos ter em relação a;
  • é preciso encontrar prazer no que fazemos, ou encontrar outra coisa para fazer;
  • não há maior ou menor dificuldade, cada um as têm na medida do que precisa aprender. O diferencial está em sair do papel de vítima para o de vencedor mudando os pontos de vista e atitudes;
  • não vamos desistir do que (e de quem) traz doçura para nossa vida.

Finalmente, não devemos nos entregar aos percalços que aparecem. Quanto nos entregamos, tudo fica mais difícil. Tenho tido inúmeros problemas, mas resolvi ver e sentir diferente. Sirley poderia ter se tornado uma pessoa amarga com sua história, mas venceu - no programa e na vida. Você também pode! :)



Já falei sobre outra participação do programa "Que seja doce" nesse post ---> aqui.


20 comentários:

  1. Esse história de Shirley é legal e vale de espelho.Não podemos nos entregar, ver apenas o lado triste, cinza das coisas e assim nos acomodar. Buscar, seguir, ir em frente é preciso! Lindo post! Bela leitura aqui! bjs, chica

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    1. Oi, Chica!!!
      Muito bem colocado, se entregar, se derrotar, é um meio de acomodação. A vida pede movimento, expansão, crescimento... quando conseguimos mover essa roda travada mudando os sentimentos e pontos de vista, as coisas progressivamente começam a melhorar. Abraços! Obrigada pelo carinho!

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  2. Li o texto, mas hoje estou nervosa, emocionada, sem disposição, pela tragédia que se abateu sobre Portugal.
    Me desculpe
    Abraço

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    1. Olá, Elvira, sinto muito! Como não assisto jornais estava alheia a essa questão e só vi as notícias quando li seu comentário, compreendo seu abalo.
      Espero que essa situação se resolva brevemente, e espero consolo para as famílias que sofreram perdas.
      Abraços, se cuide!

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  3. Oi Bia,
    A gente vai vivendo e aprendendo coisas por ex: a única matéria que não gostava era português e veja....Eu adoro matemática, ajudo quando alguma criança precisa, pois já estou aposentada.
    Quanto a minha postagem eu só sei de leonina, pois essa sou eu.kkk
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Olá, Dorli, é verdade, vamos aprendendo! Também gosto mais de matemática, aprendi a gostar de português depois que passei a compreender melhor. Mas ainda sou melhor em Matemática, kkkk!
      Hoje em dia trabalho com pré, é muito gratificante ensinar as primeiras e tão importantes noções para os alunos, ainda que seja um pouco cansativo.
      Imaginei que a leonina era você, kkkk! Eu sou geminiana, grande coração, com personalidade bem marcada - para me convencer de outros pontos de vista é preciso argumentos convincentes! Mas costumo ceder mesmo quando não concordo, não sou turrona não, rsrsrs... amo fazer as pessoas que amo, felizes. ;)
      Abraços!

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  4. Que bela historia de vida, ainda bem que a Sirley optou por ser doce, digamos assim...E como passamos adversidades, temos mesmo que tomar cuidado para não ficarmos amargurados, secos e desanimados.
    Gostei do que disse (não vamos desistir do que (e de quem) traz doçura para nossa vida), "isso com certeza".
    Estava com saudade de te ler e de vc..bjs minha querida.

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    1. Oi, Patrícia!
      Tem toda razão, tem momentos em que a vida parece tão pesada e sem saída, que se não permanecemos alerta, nos rendemos e nos tornamos eternos insatisfeitos amargurados. Sempre há uma saída, degrau a degrau, ainda que a princípio pareça difícil.
      Há duas pessoas que trazem especial doçura para minha vida: minha filha sempre me agradece por nunca desistir dela, e do meu amor também não desisto não... espero que eles nunca desistam de mim também! :)
      Sem doçura na vida há momentos que se tornam insuportáveis! Pessoas que trazem doçura aos sentimentos são muito valiosas, sei que sabe disso!
      Abraços!

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  5. Bom dia, Bia.

    Disse tudo: "é preciso encontrar prazer no que fazemos, ou encontrar outra coisa para fazer"

    Um abraço e uma boa semana.

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    1. Oi, Apon. Não há como escapar escapar disso se quisermos dar um rumo satisfatório para a vida, e o mais curioso é que independente do rumo que tomamos nesse sentido, se for com o coração, a vida ajuda. Abraços!

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  6. Bia, atravessamos um momento de enorme tristeza causado pelo monstruoso incêndio que vitimou 62 pessoas. Neste momento não consigo vislumbrar saída que não seja a dor e as lágrimas. Será que desta horrível tragédia há ensinamentos a colher? Possivelmente, mas de momento apenas nos resta viver o nosso luto.
    Talvez mais tarde, como Shirley ou como Fenix possamos renascer das cinzas.
    Beijo

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    1. Olá, Nina, como comentei com a Elvira, soube somente após o comentário dela, quase não acompanho jornais. É delicado... tomos somos sensíveis e solidários a situações trágicas, pois nos colocamos empaticamente no sofrimento do outro, e ninguém deseja passar por nada disso.
      Sempre há o que aprender, sempre haverá algum tipo de crescimento, mas é sempre melhor quando ocorrem através do estudo e do amor, não do sofrimento.
      Abraços!

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  7. Oi Bia, bt!
    Eu vejo sempre o programa, mas perdi o da Sirley. Bonita história a dela e que bom que ela venceu o programa.
    Tem gente que adora fazer drama com o que já passou p/o resto da vida e outras que fazem dos dramas as lições mais importantes das suas vidas. Eu graças a Deus me encaixo na 2ª categoria. Já passei por muitas coisas ruins na minha vida, mas aprendi com cada uma delas.
    Bjssss amiga e uma semana de sucesso e abençoada p/vcs é o que desejo

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    1. Oi, Dinha! Gosto muito de conhecer histórias reais de superação com o prevalecimento dos bons sentimentos.
      Sou como você... procuro ver os acontecimentos como uma forma de crescimento, mesmo que haja um grau maior ou menor de sofrimento embutido, embora nem sempre tenha certeza se compreendo minhas lições da maneira adequada.
      No momento em que estamos numa fase conturbada é difícil, mas é importante aprender a olhar para trás com perdão e/ou gratidão, seguindo em frente com o que vale a pena.
      Abraços!

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  8. Que história ótima, Bia. Talvez ela nunca fosse descobrir essa vocação se o acidente não tivesse acontecido. Adorei. Já vi alguns episódios desse programa e é bem bom. Bjssss

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    1. Oi Sérgio, tem razão! Já tive experiênciasorte similares, é interessante quando abrandamos os sentimentos negativos e procuramos enfrentar algumas situações sem o peso que as geraram. No mínimo aprendemos bastante. Abraços!

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  9. OI BIA!
    PROVAS COM A HISTÓRIA DA SIRLEY, A VERACIDADE DE TUAS PALAVRAS.
    NUNCA DEVEMOS DESISTIR FRENTE A UM PROBLEMA, PARA TODOS HÁ UMA SOLUÇÃO.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Olá Zilani, sim, sempre há solução quando estamos prontos a enxergar as oportunidades que aparecem, deixando nossos paradigmas e crenças limitantes de lado . Abraços!

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  10. Bia, eu perdi esse programa. Costumo assistir a noitinha, horário preferido.
    Pensando na Shirley colocando fogo no armário sem querer, eu lembro que minha boneca ficava numa caixa em cima do guarda roupa. E eu sacudia para a caixa cair ao chão. Não resolvia . O que eu sentia era medo de que uma valise do meu pai caísse. Lá dentro havia um revolver com munição . Pode isso ? rs
    Shirley fez a vida doce, eu fiz a vida meio a meio. Entre alegrias e decepções.Mas foram superadas. Envelheci, amadureci. Agora tudo é recordar e dar boas risadas.
    Fui ao seu outro post, e vi a persistência sobre a torta de maças. Que tal publicar a receita? nem sabia que podia ser feita na frigideira !
    E olhe que tenho duas maçãs na geladeira, esperando uma doce transformação !
    E sou como você, não desisto não !
    Persisto e venço

    bjs

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  11. Oi Zizi, como vai?
    Eu também costumo assistir à noite, às 19 hs. Fiquei bem feliz quando estenderam a temporada, rsrsrsr!
    Curiosa sua história sobre a boneca! Meu avô também tinha uma pequena arma, antigamente se tinha esse hábito que hoje sabemos, só traz mais perigo para os de casa!
    Penso que se o seu saldo é chegar a um ponto da vida em que consegue olhar para trás sem amarguras, superando as decepções, então significa que teve sucesso na vida!
    É a boa idéia a publicação da receita da tartle, quem sabe futuramente? Gosto de praticidade e poder fazer uma torta na frigideira é o que há! Abraços!

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