domingo, 8 de julho de 2018

Olá, há quanto tempo!



Olá, blogosfera! Ainda sobrevivo aqui e hoje falarei um pouco mais!

Um dos motivos pelo qual tenho aparecido pouco é a falta de tempo para retribuir a visita dos colegas. Estou empenhada em meu novo projeto profissional e até que eu tenha desenvolvido uma base de cursos com pelo menos dois módulos completos - o que significa a formulação de mais uns 12 cursos básicos - meu tempo estará apertado. 

Neste momento, este foco é mais justificável do que nunca. Após 11 anos trabalhando como professora concursada na esfera municipal (fora os anos de trabalho em outras esferas), após muuuita reflexão, estou saindo. Um atitude que pude constatar, após analisar a reação de algumas pessoas, bastante ousada. Confesso ter imaginado que seria uma escolha até frequente por perceber a insatisfação coletiva dos servidores públicos, mas descobri que não, após perceber que alguns órgãos nos quais precisei pegar documentos para a exoneração pareciam bem perdidos sobre qual era o procedimento para tanto, chegando a ouvir comentários como "não sei como faz pois nunca fiz isso".

Não que eu tenha algo contra a estabilidade funcional e de benefícios oferecidos por concursos - desde que a pessoa sinta-se feliz e continue se aprimorando. Infelizmente não é o mais frequente. A estabilidade pressupõe a acomodação, e a acomodação leva à perca do hábito do estudo - é comum a pessoa deixar de ler, estudar, deixar de desenvolver habilidades e interesses. Com isso a expansão da consciência, fundamental para o crescimento interior natural e saudável, deixa de acontecer por vias saudáveis e passa a acontecer "na marra", através dos problemas que surgem pela própria necessidade natural de expandir. É preciso crescer, de alguma forma.

Estes problemas parecem causar uma permanente insatisfação, que nenhum benefício parece suprir, ao meu ver explicável por uma conta simples: insatisfação leva a vazio, que desperta o sentimento de carência, ao qual busca-se suprir com a compra de objetos e bens materiais como uma auto recompensa pelo sofrimento, levando ao aperto financeiro independente de quanto se ganha, mantendo o funcionário preso ao sistema. Sei disso porque em vários períodos, vivi assim. Observando por essa perspectiva, é notável que a segurança financeira do sistema público é ilusória - na verdade, nada no mundo é seguro, porque nada no mundo é certo e imutável. O Universo é um organismo vivo, que não para nunca, sendo impossível prever com certeza o próximo segundo. 

A ausência de perspectivas promissoras para o sistema formal de ensino, que não promove a singularidade de cada um,  aliada à atmosfera de infelicidade crônica da classe possivelmente gerada por hábito, estresse e excesso de cobrança e responsabilidade - ao qual a sensibilidade que tenho buscado alimentar e desenvolver tornou-se incompatível - também pesaram bastante na decisão.

Além disso, trabalho incessantemente desde os 10, 12 anos de idade e aos 43, o preço começou a ser cobrado. Quando o desgaste emocional começou a se manifestar fisicamente através de doenças, meu alerta vermelho ligou. Percebi que em mais alguma tempo seria fadada a "me encostar" ou viver de atestado em atestado para cumprir os sete anos que faltavam para a aposentadoria e isto, com certeza, não corresponde ao meu perfil. Gosto de trabalhar, gosto de me sentir útil. 

Buscando outros caminhos - e quando buscamos com sinceridade, eles sempre aparecem - encontrei um meio de trabalhar em casa em algo que gosto muito, o que não por acaso, é ensinar. O impacto teve peso na decisão: em cada ano de serviço público impactei de 25 a 35 alunos com um ensino que parece em vão, totalizando cerca de 300 alunos em 11 anos; em seis meses já estou impactando cerca de 300 alunos com técnicas para desenvolvimento pessoal e reequilíbrio energético, fora leitores e seguidores de outras redes sociais onde busco só espalhar coisas boas. Mostrar o caminho para que as pessoas se sintam melhor - um ótimo argumento. Por outro lado, atuar como empreendedor não é para qualquer um, é preciso ter bastante compromisso consigo mesmo para ser o próprio patrão, priorizar os horários para o trabalho, resolver os problemas rapidamente, manter a calma em períodos conturbados, mudar de ramo se for necessário. Sim, é mais "fácil" ser funcionário. Como ouvi de uma amiga, "eu preciso ter um trabalho que me tire de casa, pois se eu ficar em casa, ao invés de trabalhar, vou assistir séries", kkkkkk!

Sei que terei outros desafios pela frente: manter ainda mais firme a disciplina financeira, visto que atividades empreendedoras - assim como a vida - tem períodos de altas e baixas; manter certo controle sobre mim para não acabar trabalhando em excesso, minha tendência natural; lidar com outros tipo de problemas, geralmente ligados às dificuldades dos alunos para lidar com o estudo tecnológico ou instabilidades de sistemas; conviver com a incerteza sobre por quanto tempo o negócio dará frutos, visto que é impossível prever a velocidade das mudanças de tecnologias e demandas; fazer o projeto dar certo de qualquer jeito, kkkkk, visto que assumir uma responsabilidade deste tamanho cria expectativas de sucesso para não gerar pensamentos sociais do tipo "eu sabia que não iria dar certo" ou "eu sabia que era uma loucura" - a opção é dar certo ou dar certo, rsrsrrs!

Por outro lado, estou muito em paz com a perspectiva de pelo menos por um tempo, viver como eu sempre quis: com calma - para acordar, para apreciar algo lá fora, olhar o céu. Cuidar da casa, do meu cachorro e da minha filha, enquanto ela está aqui; respeitar o corpo quando pede repouso ou não está muito bem; alimentar muito a mente com sentimentos de amor, paz e alegria para poder acolher as pessoas que amo sempre com o melhor de mim. Gosto da ideia de ser um ponto de paz, de acolhimento, de repouso. Não há mais a angústia do domingo a noite ou o anseio pela chegada da sexta-feira, kkkkk!

Os sonhos e os amores permanecem os mesmos. Por ora, escolhi trocar a segurança do sistema público por cuidar do meu jardim interior com toda a beleza, calma e amor que merece. 


10 comentários:

  1. Boa noite, querida amiga Vane!
    Estava com saudade de você.
    Tenha êxito na nova missão.
    Outro caminho será de paz e alegria.
    Tenha uma nova semana feliz e abençoada!
    Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

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    1. Olá, Rosélia, obrigada pelo carinho! Também sinto saudade! Obrigada também pelo incentivo, que o caminho seja de paz e alegria! Grande abraço!

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  2. Olá. Força para os seus novos projetos. Eu também sou professora há 25 anos e não vou mudar. Que tudo lhe corra bem!
    Bjs

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    1. Olá, Elisabete! Obrigada, novos projetos pedem energia! Que continue sendo feliz em sua carreira! Grande abraço!

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  3. Que bom,Vane e tenho certeza que tua decisão foi bem pensada e ponderada e desejo uma nova fase de vida feliz e tranquila! Mereces! Terás! Boa sorte e tuuuuuuuuuuuuudo de bom! bjs, chica

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    1. Oi, Chica, é verdade, minhas decisões são sempre bem pensadas e ponderadas. Por ora vou me dedicando a plantar o melhor. Obrigada pela torcida e incentivo! Grande abraço, tudo de bom!

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  4. Andamos por aqui encontramos-nos com outros bloggers durante meses ou anos, e quando alguém deixa de aparecer sentimos a saudade e não podemos deixar de nos interrogar se essa pessoa estará ou não bem de saúde e de bem com a vida.
    Gostei de voltar a lê-la.
    Abraço

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    1. Olá, Elvira, muito bem colocado: quando ficamos sem notícias das pessoas que gostamos a preocupação com seu bem estar surge. Por outro lado, como sempre digo, só sentimos essa saudade e preocupação de quem gostamos, então tem um lado bom, rsrsrs!
      Obrigada pelo carinho, faz bem! Grande abraço!

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  5. Vane,
    E eu fui ao seu comentário anterior, o do aniversário , parabenizar.
    Minha surpresa ... eu já havia comentado ! Olha a cabecinha como está !
    Ainda não fui aos correios. Então aguarde por favor, pois tudo deu uma reviravolta por aqui . Mas está nos meus projetinhos.
    Vane, eu te desejo tudo de bom nessa empreitada na qual se envolve .
    Sei que tudo está bem analisado e programado, mas no meio do caminho , como em todos , poderá haver alguns percalços .
    Enfrente-os e serás vitoriosa.
    Com o tempo vá nos dando notícias, assim podemos aprender também com você !

    bjs
    sucesso !

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    1. Oi, Zizi! Compreensível, o post do meu aniversário foi há mais de um mês, rsrsr!
      Quanto ao Correio, fique tranquila! O livro que enviei foi de coração!
      Fiquei pensando na reviravolta que aconteceu por aí, está tudo bem? Sempre acompanho suas postagens no Insta e me pareceu tudo normal, rsrrs.
      Percalços sempre haverão, é verdade. O que aprendi estudando é que o pior que se pode fazer com os percalços é se abater por longo tempo. A alegria é a grande meta a ser sempre recuperada, independente do que aconteça - a alegria é capaz de mover montanhas, a perda dela, gera caos.
      Muuuito obrigada pelo incentivo, ajuda muito! Grande abraço, e se cuide!

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