Mudando o rumo da prosa, eu sempre gostei de Sherlock Holmes, desde a asolescência. Admiro sua astúcia na conclusão de um caso e a maneira tranquila com que revela o absurdo como se fosse o óbvio, sempre acompanhado por seu paciente assistente Watson.
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Após experiências acumuladas no meu vasto chão de 37 anos, hoje consigo identificar um dos traços peculiares de sir Scherlock: a perspicácia. Esse é um termo pouco utilizado como descrição da personalidade de alguém: "o que você é?" "sou perspicaz". Raro não? Os ensaios da vida e principalmente os tombos me conferiram um faro incrível e incontrolável. Consigo observar o que me cerca (fatos, pessoas, sentimentos) e fazer um interligação rápida e abrangente de forma a descortinar à minha frente um panorama completo sobre o que os olhos podem, e não podem, ver. É automático, e estranho.
A vantagem da perspicácia é que ela pode prevenir a pessoa de situações prejudiciais. Também é ótima no trabalho, sempre se pode dar uma boa sugestão em reuniões e enxergar as coisas por prismas que algumas pessoas não enxergam. Como lido com crianças consigo compreender como funciona cada aluno, conheço-os um por um, ano após ano, o que auxilia bastante no processo de aprendizagem e compreender, após a confecção da primeira peça, como é o gosto de uma cliente de costura. É útil no desenvolvimento de provas e concursos e na explanação de textos.
Por outro lado, a perspicácia traz uma lucidez absurda até para o que não se quer enxergar. Sempre digo que às vezes eu gostaria de ser aquela pessoa alienada, um pouco ignorante, que por não conseguir enxergar além de ver, acha que tudo está sempre bem. E ponto. Mas se há algo que a perspicácia não permite é se voltar atrás. Vejo como um processo contínuo, onde quando mais se vê, mais se enxerga. Às vezes simplesmente não me permito ver, para evitar sofrimentos, embora saiba que essa pode ser uma maneira infantil de evitar o inevitável. Dificilmente corro atrás de informações quando tenho medo do que posso descobrir, e essa é a minha maneira de conservar a paz, minha e dos meus.
Acredito que a perspicácia é a ligação: raciocínio lógico + sensibilidade = faro. O problema é que a perspicácia pode levar à arrogância, não em relação às pessoas, mas em relação aos fatos. Certa vez falei sobre isso, é preciso cuidado para não se deixar levar por uma sabedoria arrogante porque não há certeza de que se tem razão. Fico em constante vigilância em relação à isso, porque além do faro há as experiências emocionais que sempre acabam interferindo no nosso poder de dedução. E quando entra emoção no meio, se a razão não se sobrepor à ela, em algumas circunstâncias a chance de erro é grande.
Por isso, se você é uma pessoa observadora e percebeu que tem a astúcia correndo nas veias, minha dica é: não acredite em tudo o que a sua mente lhe mostra. Duvide sempre, principalmente se os fatos, por mais coerentes que pareçam, estiverem pousados em uma cama emocional. Muitas injustiças podem ser cometidas se você não der a chance aos fatos (e às pessoas) de se revelarem verdadeiramente.
Se ao contrário, você vive no "Estranho mundo de Bob", há duas possibilidades: continue assim, se estiver feliz. Não queira enxergar mais do que o seu coração pode suportar. Mas se a ausência de perspicácia diminui suas chances de crescimento pessoal, observe tudo o que há à sua volta, questione quando tiver dúvidas, faça conexões, e refaça-as se for necessário. Com certeza em algum tempo perceberá sua mente produzindo histórias completas a partir de alguns dados.
Só não vá muito à fundo nessa lição. Caso contrário, será impossível vendar os olhos mesmo para o que não queira enxergar. Além disso, pode se tornar uma pessoa insuportável, daquelas que odiosamente sempre tem razão. Talvez por isso Sherlock Holmes, apesar de brilhante, acaba sempre sozinho em suas histórias.
"Enquanto você vem com o fubá, eu já estou com a polenta pronta"
Ditado popular
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Desafio 26: Cinco sentidos e uma saudade
Na memória olfativa, cheiro da pele.
Meus olhos espelham os seus
e na saliva, bem guardada, mora a seiva dos lábios beijados e pele tocada.
Ecoa no ouvido a voz dos sussurros traçados em momentos de entrega
e nas lembranças do tato, o calor do atrito quente do rígido no côncavo.
No sentimento, território tomado e conquistado em usucapião.
É como rocha sobre o mar - deixa-se esculpir, mas não cede.
Ao meu amor, um poema respirando saudade.
Essa foi minha participação para o Desafio em 77 palavras, cujo tema era fazer uma homenagem à algo de nossa escolha.
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Minha homenagem de hoje vai para alguém que considero especial: a Jeanne do blog
Eu bipolar buscando a paz
Minha homenagem de hoje vai para alguém que considero especial: a Jeanne do blog
Eu bipolar buscando a paz
A Jeanne tem em seus escritos a transparência de quem assume seus sentimentos intensos e sua bipolaridade e busca através das palavras encontrar equilíbrio e expressar o que se passa em sua alma.
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Mais uma leva de Pinga Amor deixado por aí...quem quiser conhecer os destinos clica aqui!


Fico boba como escreves bem, seja o tema que for. Lindo teu texto. Depois, no DESAFIO, um arraso, emocionante. E ainda linda homenagem! Não conheço, depois vou lá! beijos,tudo de bom,chica
ResponderExcluirChica, fiquei até corada! Sabe que vindo de você são grandes elogios...gosto de exercitar a capacidade de traduzir em palavras o que penso e sinto. E fico feliz quando agrada ao leitor! Um abraço!
ExcluirOlá Bia!
ResponderExcluirTudo bem contigo?
Espero que sim.
Minha amiga, li o teu texto e concordo contigo. Acho que nós nunca devíamos confiar excessivamente, nem em nós próprias, nem nos outros muito menos, acreditar que sabemos tudo. Ao acreditarmos nisso, é como se nos fechássemos para o saber.
Concordas?
Beijinhos e parabéns pelo texto,
Cris Henriques
http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com
Cris, concordo plenamente contigo. Perspicácia não é se tornar uma mala que ache que sabe tudo, são coisas bem diferentes. E por maior que seja a astúcia, nunca sabemos o suficiente. Recentemente mesmo estou tendo que reaprender a viver. Um abraço!
ExcluirMuito obrigada de todo o coração pela homenagem, ainda mais partindo de ti que é uma pessoa séria, já que tem muita gente homenageando a torto e a direito só pra fins de divulgação do blog. quanto ao texto, não me considero perspicaz porque sou muito distraída, mas conheço profundamente o intimo das pessoas sempre seguindo meu coração e minha intuição, ainda assim, como te referes ao tema perspicácia, no caso de intuição tenho que me dar o benefício da dúvida pra não confundir intuição com algum desejo meu e é sempre impossível ter certeza. mas com o tempo vou confiando cada vez mais no meu taco, principalmente em termos de mediunidade. beijos :)
ResponderExcluirOi, Jeanne. As homenagens são sempre elaboradas de coração e fico feliz que receba dessa forma. Eu diria que a perspicácia é a irmã racional da intuição, ambas as características são bem parecidas, uma pautada na razão e a outra, na emoção. E em ambas faz-se mesmo necessário o cuidado para não se deixar levar por desejos pessoais e sentimentos. Adorei seu comentário, acrescentou um outro ponto de vista ao post. Um abraço!
Excluirsobre Holmes eu digo:o cara foi feito para desmistificar tudo o que é chamado de "oculto"...e sempre mandou bem!
ResponderExcluiragora o exercício 77 é ótimo!
Oi, Ricardo! Holmes é mesmo genial! Seus dois últimos filmes, com recursos tecnológicos, deixam suas histórias ainda mais interessantes. Gosto demais do desafio em 77 palavras! UM abraço!
ExcluirBia, seu texto me prendeu a atenção do começo ao fim e tirei dele muita coisa boa.
ResponderExcluirSei escrever bonito assim não, mas que capto bem, ah se capto.
:)
Sua participação no desafio das 77 palavras, MARAVILHOSO.
Linda dedicatória.
Parabéns pela postagem, toda ela incansável.
Beijos com carinho.
Majoli, captar jé é um exercício da perspicácia!
ExcluirMinha participação para o desafio foi escrita de forma muito rápida porque as palavras brotaram de fonte viva: do amor.
Um abraço!
Primeiramente quero dizer que me assustei com a possibilidade de ter algum dom mediúnico, porque leio teu blog e teus textos. A menos que estejamos todos mortos e sem saber rs.
ResponderExcluirQuanto a perspicácia é realmente algo que desenvolvemos ao longo da vida, eu acrescentaria nessa fórmula, além do raciocínio lógico e da sensibilidade, a experiência. A vida nos apura os sentidos e a perspicácia cresce com isso. Digamos que a gente desenvolve um tipo de olho clínico para pessoas e situações, mas claro que não podemos nos guiar somente pelo que intuímos, portanto vale observar mais atentamente cada situação para chegar a uma conclusão com embasamento. Sem dúvida a felicidade está inversamente ligada ao conhecimento, quanto menos se sabe mais feliz se é, até porque se desconhece o quanto de problemas existem a nossa volta. Essa reflexão está se tornando filosófica e daqui a pouco vai virar tese rsrs. Ótimo post. Abraços
Oi, Paulo, hahaha, será que estamos em outro plano? hahaha, Não, estamos bem vivos com certeza!
ExcluirNossa, gostei demais do que disse sobre a felicidade ser inversamente proporcional ao grau de perspicácia...tenho a exata sensação de quem toda a razão. Por isso credito a constante felicidade às pessoas matutas, a qual o universo pertence à uma casa no campo e suas plantações. Conhecem a dureza do trabalho físico, mas não da humanidade.
Mas a perspicácia também ajuda a farejar o caminho da felicidade...porém é preciso dominar os medos mundanos para seguir em busca dela.
Adorei sua participação! Um abraço!
Tu tens o dom a escrita, sem dúvida! :) eu gostava de ser mais perspicaz. Acho que muitas vezes o meu coração bloqueia isso . Um beijinho
ResponderExcluirJardim, o importante é seguir o que faz seu coração mais feliz. Tenho um coração gigante e a perspicácia me foi jogada no colo pelos tombos da vida...mas luto para não perder minha capacidade de ouvir com o coração.
ExcluirUm abraço!
Belo texto Bia,cabe bem no momento em que estou passando.Um domingo de paz
ResponderExcluirbjs
Yasmine, espero tê-la ajudado a se enxergar melhor. Um abraço!
ExcluirBom dia de domingo pra vc Bia, li
ResponderExcluire adorei a maneira que vc postou, olha
mais uma vez arrasou na escolha desse post
Você é fantástica parabéns mesmo
Homenagear as pessoas tbém é lindo
Deixo um abraço de agradecimento pela
presença sempre carinhoso no meu Blog
Bjuss
Rita!!!!
Oi, Rita, obrigada por seu carinho sempre constante. Um abraço!
ExcluirAdoro Scherlock Holmes. E amei seu blog Srta, muito interessante, se permitir a seguirei! abraços
ResponderExcluirIves, seja sempre bem vindo. Obrigada pelos elogios. Um abraço!
ExcluirBia do céu
ResponderExcluirMeu queixo caiu! Primeiro por causa da sua forma imbatível, quase didática, perfeita, de descrever seus sentimentos, suas ideias, ninguém faz isto de forma tão abrangente e clara como você, e, depois por causa do conteúdo do seu texto, se eu o escrevesse e dissesse de mim, teria falado o mesmo, com um pequeno detalhe, talvez não tivesse atinado ainda para a necessidade de cuidar em não ser arrogante e dona da verdade, embora eu me pegue tentando este controle, isto ainda ocorre de maneira menos consciente do que poderia ser, foi um alerta!
A perspicácia, e eu diria mais, ela aliada à intuição forte, é como se fosse óculos de enxergar o que não se mostrou ainda, acho uma dádiva, embora às vezes me assusto com o que descubro, ainda assim nos dá a segurança de caminharmos de olhos abertos, bem abertos.
Você é genial, Bia!
Beijos
OI, Van. Os elogios do primeiro parágrafo, vindo de você, tem um peso diferente, já que a admiro demais...Percebi que a perspicácia pode ser arrogante porque, quando lidamos com pessoas, há sempre o elemento surpresa que não é possível de se enxergar somente com razão. E isso aprendi na prática, errando.
ExcluirUnir perspicácia e intuição pode ser mesmo usar óculos com os graus corretos, uma vez que um diz respeito à razão e outro, ao sentir.
Um abraço!
A sua participação no desafio está brilhante e linda como sempre.
ResponderExcluirA homenageada de hoje, é uma pessoa especial, corajosa, sábia, excelente escritora e amiga desde quando criei meu blog, Jeanne é uma pessoa incrível.
Beijos de novo
Jeanne é de uma sensibilidade ímpar! Outro abraço!
ExcluirUau, eu sempre quis ser Sherlock kkkkkk
ResponderExcluirMas acredito que ser assim mts vezes é insuportável para a própria pessoa, não só para quem a rodeia. Como diz outro ditado popular, a ignorância é uma benção...
Nossa, me arrepiei com o desafio, amor intenso.
Bjos e boa semana!
http://amonailart.blogspot.com.br/
Val, falou e disse! Perspicácia demais acaba sendo insuportável para a própria pessoa, uma vez que o cérebro simplesmente não se exime de concluir, o tempo todo.
ExcluirSobre o desafio, amor intenso é pouco, hahaha.
Um abraço!
Eu sou perspicaz, embora as pessoas prefiram dizer que sou instintiva. Eu sou muito observadora, e ligo fatos facilmente. Isso as vezes é um problema sério... Scherlock é muito bom e adoro a astúcia dele. E Bia, eu adoro Sidney Sheldon exatamente pela perspicácia com que ele tece suas tramas. E quem disse que um morto-vivo [ou vivo-morto] não escreve em blogs[vamos analisar melhor isso heim??kkkkkkkkkkkkkkk]
ResponderExcluirQuanto ao desafio ficou lindo demais!
Bjkas doces.
Oi, Marly. Sabe que ainda preciso ler Sidney Shelson, já li tantas pessoas falarem bem a respeito dele e não tenho nenhum livro. Será que zumbis escrevem em blogs? Ai que colocou a pulga atrás da minha orelha de novo, hahaha.
ExcluirUm abraço!
Bia,
ResponderExcluireu sempre que venho aqui saio feliz, satisfeita,
como depois de um farto jantar.
Suas palavras sempre trazem esclarecimento,
identificação, e acrescentam bastante aos meus dias.
Eu sempre fui fascinada pelo raciocínio aguçado de algumas pessoas - como o meu pai - e hoje, acho que posso dar a essa característica dele o nome de 'perspicaz'.
Por outro lado acho que herdei isso como característica. Me pego o tempo todo observando tudo, prevendo reações o tempo todo, e quase sempre acerto.
As vezes, como você disse, prefiro simplesmente, não ir atrás, para manter um pouco de paz.
Mas a perspicácia ajuda muito, principalmente a conhecer as pessoas com as quais convivemos. Pois as vezes enxergamos nelas algo que mais ninguém viu, e conseguimos nos aproximar com mais sinceridade.
Beijo Bia,
e um lindo domingo!
Jhosy
http://meninamsicaeflor.blogspot.com.br/
Oi, Jhosy! Eu também tenha essa admiração por meu pai, ele sempre parece ter resposta para qualquer pergunta e qualquer assunto. Confesso que hoje sinto um certo orgulho por estar trilhando o mesmo caminho, e talvez tenha realmente a ver com genética e com a admiração que temos pelo pai.
ExcluirNão ir atrás não é fugir da verdade, é esperar que ela venha de encontro a nós, porque sempre vem, não é?
Sem dúvida a perspicácia é um alerta para nos preservar nas relações pessoais, mas sempre permito que o outro se revele, mesmo que a primeira impressão não seja boa. Já me enganei algumas vezes.
Um abraço!
Olá Bia.
ResponderExcluirGostei da perspicácia e do seu sempre rico escrever. Mas, quem pode afirmar que “espíritos não escrevem em blogs”? Quem sabe se o Steve Jobs já não informatizou a psicografia? Rs rs rs...
Um abração e uma boa semana.
OLá, Apon. Com Steven Jobs em outro plano, tudo é possível, hahaha. Um abraço!
ExcluirBIA,
ResponderExcluirvocê não deixou pedra sobre pedra e fez uma lúcida e completa análise deste substantivo feminino e que qualifica o que vem a ser:perspicaz.
Sabe onde está o gatilho que fez você disparar este texto competente e completo?
Sem nenhuma dúvida, por ser um substantivo feminino.
E nestas condições, e sempre que você lida com eles , acontece a mágica ligação da fome com a vontade de comer.
Pensar que você é só um nome próprio não confere com a realidade, certo?
Então fico por aqui, meu substantivo feminino, predileto.
Um abração carioca.
Oi, Paulo! Li e reli seu comentário, muito bem escrito e que me levou a pensar. Tem toda razão: não admito (e não consigo) mesmo ser um mero nome próprio. Isso traz um diferencial à personalidade e às atitudes, mas também tem seu preço. E nem sempre as pessoas estão dispostas a pagá-lo.
ExcluirUm abraço!
Bia,
ResponderExcluirQue bela reflexão você me proporcionou com seu texto. Enxergar além do que se vê é realmente uma faca de dois gumes. A ignorância muitas vezes é mais confortável, mas sinceramente pra mim é quase insuportável. Quase sempre saio do lugar que limita minha visão, é proprio meu, preciso ver o que realmente é. Isso, como você mesma disse, é odioso para muitos. Não consigo de jeito nenhum simplesmente optar por não ir além, ir pra mim é irremediável, pelo simples fato de que se não for, sofrerei do mesmo jeito. É quase como acreditar em uma mentira por que ela é mais agradável que saber a verdade. Esse tipo de utopia de vida me esmaga. Ainda sou daquelas pessoas que preferem a dor da verdade. Permancer em um estado de ignorância só é válido se formos alheios a isso, se houver alguma percepção sobre essa condição ela, pra mim, deixa de ser válida. Adorei te ler novamente! Gr. Bj.! Linda semana pra você!
Oi, Cris! Quero registrar que o que originou essa postagem foi ler um dos itens da sua participação no Meme dos onze, onde disse que enxergava até demais.
ExcluirA ignorância realmente não combina comigo, há um impulso natural que me move para o conhecimento, impulso esse que merece respeito. Sobre mentiras, não gosto delas porque já fui mentirosa e sofri na carne seu efeito "bola de neve". Ainda prefiro a verdade.
O que eu quis dizer é que não busco por informações que por dedução podem chegar à uma verdade, aí é que se cometem muitos erros. A verdade por si só acaba se revelando, e quando isso acontece é impossível fazer de conta que não está se vendo (pelo menos pra mim).
Um abraço!
Concordo, Bia, poucos são os que sabem levar a sabedoria sem arrogância... muito bem escrito seu pensamento. Sua combinação de sentidos com saudades ficou ótima. Passei no blog homenageado para deixar minha marquinha lá. abraços e lindo domingo!
ResponderExcluirOi, Barbie, sempre gosto de te ver por aqui. Um abraço!
Excluiroi Bia ,vc arrasou com esse texto!!!!
ResponderExcluircomo escreves!!!!
parabéns!
um grd bjo menina que eu amo!!
Zil
Obrigada pelo carinho, Zilmar, um abraço!
ExcluirBia, aplausos pela introdução do post, espíritos não escrevem, lógico(?). Acredito piamente q tdos tem0s o poder mediúnico, mas poucos, o percebe. Sou constantemente alertado para o perigo (pelos espíritos?, e sem poder de escolha, desobedeci essa alerta e quase perdi minha filha. O alerta faz com que eu tenho reações físicas, tremores, aceleração do coração, secura na boca de uma hora para outra. Hj sigo esses alertas, porém, sem paranoia. Bjos e boa semana.
ResponderExcluirOi, Eder, sobre espíritos, pelo menos eu acho, hahaha.
ExcluirComo já comentei, enquanto católico não "posso" acreditar em espíritos, mas não desprezo a opinião de quem acredita, afinal não sou dona da verdade.
Acredito em intuição e nos alertas que elas podem nos dar, e quem sabe ela não tem origem no aviso de espíritos? Só, como bem disse, não se pode ficar paranoico. Um abraço!
Oi Bia,
ResponderExcluirMaravilha de texto!Gostei muito de como associou os fatos as coisas da realidade.Eu sou muito observadora e confesso que de vez em quando é ruim ver o que se percebe.Devemos enxergar além do que se vê,refletir e muitas vezes apenas guardar,porque corremos o risco de expressar uma opinião e soarmos como arrogantes,isso já aconteceu comigo.
Uma ótima semana,abraço,=)
Oi, Suelen. Observando, percebi que algumas pessoas não compreendem como outras sabem um pouco sobre cada assunto, e a pessoa acaba passando a impressão de "mala". Depois disso, passei também a reservar um pouco minha opinião.
ExcluirUm abraço!
Olá!
ResponderExcluirBia
outro dia me peguei pensando porque nas chamadas da Sessão da Tarde sempre tem ou na maioria das vezes, possuem palavras como: do barulho!, loucas, confusão. Será uma maneira de estimular o espectador a assistir aos filmes repetidos, ou será que nós morremos, assistindo o filme e estamos escrevendo em blogs?
se a perspicácia, raciocínio lógico + sensibilidade (+maturidade)=faro, é a capacidade de perceber coisas que estão implícitas ou que passam despercebidas aos olhos da maioria, então eu sou!Sou meio inquieto para me definir.Eu, também,prefiro a dor da verdade.E melhor ainda se eu antecipar esse processo, através da perspicácia.
Parabéns pelo desafio!Gostei da imagem!
Parabéns à Jeanne, blog homenageado!
Obrigado!
Ótima semana!
Beijos
ClicAki Blog(IN)FELIZ
Oi, Felis! Olha que essas considerações acerca de filmes da Sessão da tarde poderiam render um post, hahaha.
ExcluirLer seu comentário me fez pensar que a perspicácia pode ser o que se chama "ler nas entrelinhas", e isso antevem mesmo alguns fatos. Por outro lado, já tomei algumas decisões baseada no poder de dedução, e me ferrei. É preciso cuidado para situações em que podemos nos proteger com antecedência e outra que corremos o risco de julgar errado e se arrepender depois.
Um abraço!
Bia,
ResponderExcluirvc passeou confortavelmente pelo assunto, o que é de teu feitio.Sou da mesma opinião sobre a perspicácia;há que se ter coração forte e auto-vigilância para não sofrer demais ou de menos.È em parte, aprendizado, em parte, escolha, conforme vc apontou claramente em teu revelador texto.
Além da perspicácia que o chão da profissão nos proporciona, vc adicionou uma acurada observação sobre "feitios d'alma humana.
Creio que já há por aqui rico material para um livro, heim?
Tô em suspenso com o poema do desafio.Amo a sutileza nos fatos, ainda mais quando poéticos.Parabéns!
Obrigada pelo carinho sempre presente.
Te desejo uma semana gloriosa!
Bjkas, menina,
Calu
Oi, Calu! Gostei demais do seu termo "ter coração forte". O meu anda precisando ir para a UTI, hahaha. Nasci com mente e coração incompatíveis, porque cada eles parecem estar sempre em conflito. Dizer que a partir desse texto eu poderia escrever um livro é um tanto elogioso...obrigada pela gentileza.
ExcluirO poema foi escrito pelas mãos da alma.
Um abraço!
Que garota perspicaz! Abordagem delicada, feita com maestria de sempre Amo ler seus escrevinhados! sempre tem um toque de alma, algo relacionado com o espiritual...
ResponderExcluirBia tenha uma semana maravilhosa!
Bjooooooo
Oi, Bia, gosto quando vem aqui! Obrigada pelo carinho. Um abraço!
ExcluirEu estou mais pra perspicaz do que pra Bob. Fala sério, não dá pra viver no mundo da lua. Estou ligada em tudo, fazendo minhas conexões, assim como o seu detetive preferido.
ResponderExcluirUm excelente texto, Bia, adorei a temática.
Um abraço.
Oi, Paty. As mulheres em geral tem essa característica de observar tudo ao mesmo tempo, mas eu às vezes me forço a dar uma passeada pelo mundo de Bob. Brincar e contemplar são maneiras eficientes de dar um tempo para a perspicácia.
ExcluirUm abraço!
Que texto maravilhoso, Bia. Sem dúvida muitas injustiças podem ser cometidas se não parar para analisar bem, por mais óbvia que pareça uma situação. Scherlock era genial, mas eu nunca vi os filmes, acredita? Adorei o desafio também.
ResponderExcluirA homenagem à Jeanne é merecida. Adoro ela. Beijos.
Oi, Sérgio. Embora adore a frase "contra fatos não há argumentos", ainda assim, mesmo diante do óbvio, prefiro ouvir as partes antes de tomar decisões. A justiça precisa se sobrepor à perspicácia.
ExcluirUm abraço!
Bia querida! Obrigada pelo carinho! Gosto muito de tudo que você escreve! Gostei bastante do texto de hoje, bem profundo! Dá pra ficar pensando sobre isso... Com tudo ainda prefiro a perspicácia a uma realidade alienada....Tem post novo!
ResponderExcluirUm abençoado início de semana!
Abraço fraterno e carinhoso!
Elaine Averbuch Neves
http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/
Oi, Elaine. A alienação definitivamente também não combina comigo. A verdade sempre vêm à tona, uma pena quando de maneira tardia.
ExcluirUm abraço!
"Eu sempre tento manter minha fé em minhas dúvidas." (Fala da Abadessa em A Noviça Rebelde - The Sound of Music). Isso é perspicácia. Quanto ao genial personagem de Conan Doyle, ele tem o raro dom de aliar à perspicácia uma grande dose de suspicácia - em forma de autocrítica. Como você.
ResponderExcluirTexto excelente, ensaio brilhante e homenagem merecida. Abraços.
Rodolfo, belíssima frase do filme, eu não havia atentado para ela. E matou brilhantemente a charada: minha identificação com Sherlock certamente deve ter a ver com a autocrítica (por vezes, excessiva) aliada à perspicácia.
ExcluirUm abraço!
Você desenvolve seus temas de forma brilhante, Bia. Caminha com propriedade entre as facetas do tema e conclui com sabedoria. Tenho que a capacidade de observação aumenta com a experiência de vida e a ausência de certezas, pois são estas que anuviam o olhar para outras verdades e possibilidades.
ResponderExcluirSua participação no desafio está linda!!!!
Bjs.
Oi, Marilene, respeito elogios vindo de você, mulher admirável! Nos últimos dois anos descobri que certeza são efêmeras e mutantes, portanto a perspicácia nem sempre é duradoura acerca de qualquer assunto.
ExcluirUm abraço!
Acho que você está sofrendo da síndrome do 21 de dezembro... Hahaha. Isso pega?
ResponderExcluirAh, sabe aquela coisa de alguém viver repetindo sobre a verdade, sobre a supersinceridade? Acho tudo muito chato. Ser verdadeiro e sincero deveria ser condição natural do ser humano, sem a necessidade de viver gritando que o é. E a verdade absoluta, quem possui a documentação de posse? Ninguém! E é feito você disse, achando possuí-la, é um passinho para o descuido e consequentemente, a injustiça. E as injustiças me causam tristeza, tenham elas o tamanho que tiverem.
Conheço o canto da Jeanne. É uma mulher verdadeiramente admirável.
Beijo, Bia.
Ai, Milene, não fala isso...há algo que quero fazer antes que o mundo acabe, e faltam apenas 16 dias, hahaha.
ExcluirNossa, resumiu perfeitamente o que eu quis dizer sobre a perspicácia em seu segundo parágrafo. Injustiça dói demais e nem vou me estender no assunto senão acabarei deprimida, hahaha. Mas a perspicácia deve sempre vir de mãos dadas com a cautela.
Um abraço!
O excesso de otimismo, de confiança ou de perspicácia pode nos tornar vulneráveis ao erro. Algumas correntes filosóficas chamam o que você descreveu com propriedade de: "A tirania do pensamento positivo". A gente acredita fielmente que está certo, e não raras vezes eramos e induzimos alguém no mesmo erro.
ResponderExcluirAbração.
Oi, Nestor. Embora aprecie filosofia não conhecia essa propriedade, nas férias lerei mais sobre o assunto. É isso, meu amigo. Fico me odiando quando percebo que errei nos meus julgamentos e por isso resolvi não acreditar cegamente na perspicácia.
ExcluirUm abraço!
Oii Bia, gostei do texto e da reflexão sobre a perspicácia, acho que sou pouco perspicaz, de fato esta é uma qualidade que nos auxilia muito nas nossas defensivas pela vida a fora e pode mesmo ser confundida com arrogância! Bjoss amiga e boa semana!
ResponderExcluirOi, Kellen! O importante é ser feliz, e isso você parecer ser. Excesso de perspicácia rouba um pouco a felicidade, hahaha. Um abraço!
ExcluirOlá Bia, tudo bem?
ResponderExcluirUauu, que texto incrível... a leitura fica leve como algodão, não tem nem uma pedrinha pequenina que a impede e flui tão naturalmente, tão suave! Você é uma escritora de alma doce!
Eu adoro os filmes de Holmes e sua engendrada perspicácia! Realmente me intriga como uma pessoa tão inteligente, que pensa sempre à frente, termine só! Mas deve ser a alma do personagem!
Assim como cada um que vem aqui e se sente tocado de uma maneira diferente por seu texto! Cada qual interpreta de uma forma diferenciada, e, ao mesmo tempo, podemos fazer uma ligação entre todas as interpretações.
Ah, um destaque para a frase da polenta que escuto deste pequenininha Bia! Minha avó, polenteira assumida, sempre comentou algo assim, em suas palavras italianadas que sempre admirei! Ela tem a perspicácia embutida!! :)
Beijos e uma semana maravilhosa Bia!
Oi, Adriana! Minha teoria para o fato de Sherlock acabar sozinho é que talvez sua personalidade astuta cause medo. Todos temos sempre um lado a ocultar do outro, naturalmente, e talvez as mulheres tenham medo de serem completamente desveladas. Ainda assim, um homem genial como ele merecia ser amado, não acha?
ExcluirA frase tem mesmo origem italiana, eu ouvia muito quando criança da boca da minha avó. Mas só agora, adulta, ela consegue me fazer sentido.
UM abraço!
ResponderExcluirOlá Bia,
Suas colocações são perfeitas. Seu texto é muito perspicaz (rsrsrs). É como se diz: "para o bom entendedor meia palavra basta". A perspicácia é muito importante na vida atual, principalmente no mundo profissional. Todavia, nas relações pessoais ela exige um procedimento cauteloso. Aqueles que possuem esta capacidade de ler nas entrelinhas ou de interpretar o que é não é dito por palavras acabam se machucando mais ou magoando mais. Mas ainda é melhor ter astúcia do que ser engolido por ela.
Sua participação no desafio ficou maravilhosa. Parabéns!
Beijo.
Oi, Vera. A frase que citou calhou bastante ao texto. Profissionalmente é mesmo um diferencial, o que nem sempre é bom, porque o astuto geralmente é mais cobrado do que o leso. Sobre o fato de que ler nas entrelinhas pode causar mágoas, aí está minha maior mágoa em relação à perspicácia: o tamanho da dor que ela pode causar. Mas sem dúvida ser engolida pela astúcia é ainda pior.
ExcluirUM abraço!
Também sou perspicaz, mas de vez em quando não percebo coisas óbvias e fico até duvidando de mim mesmo, ou outras vezes percebo algo e quando vou esclarecer com "a pessoa", ela nega. Daí eu não sei se fui eu que percebi errado, ou foi ela quem não foi capaz de assumir... Abraços.
ResponderExcluirOi, Gilberto! O que relatou já aconteceu comigo e é mesmo péssimo. Duvidar de si mesmo é algo que assusta e abala a própria identidade. Um abraço!
ExcluirAdorei tudo, o texto sobre a perspicácia o do desafio, tudinho, e vdd o pior é que muitas vezes a gente sente, nossa perspicácia diz, e o coração quer negar, e ai o conflito se instaura, e com o tempo percebemos que tem certas coisas,situações, ou pessoas, que não adianta insistir,te fará sempre mal e pronto.
ResponderExcluirBjo, tenha uma otima semana,
Paty Alves
www.agape-amorverdadeiro.blogspot.com
www.patyiva.blogspot.com
www.tentardecoracao.blogspot.com
Oi, Paty. Tenho medo dos conflitos entre razão e emoção, eles nos enfraquecem demais.
ExcluirUm abraço!
Bia seu texto caiu certinho pra mim hoje... eu sou uma pessoa com muita astucia, chego ficar assustada comigo mesma, pois de vez e nunca eu erro com relação a alguém ou algum fato, meu marido é mais mundo de Bob, as vezes vê uma coisa e imagina outra, vive imaginando, eu sou do tipo de pessoa que quando eu precinto algo, vou atrás pra descobrir toda a verdade possível, odeio ser enganada e achar que estou enganada, as vezes bato de cara na parede, mas é muito dificil isso acontecer, parece mentira mais de cada 100 fatos que eu bato o martelo, 99 eu estou certa e isso deixa as pessoas achando que eu sou a metida da vez, aprendi a ficar quieta no meu canto, só falo se eu perceber que isso pode afetar alguém que amo.
ResponderExcluirVou te falar de 3 casos que estavam na cara, caro Watson.
Primeiro caso... meu marido estava trabalhando em uma casa, ele é construtor e indicaram pra ele um ajudante que ele não conhecia bem, como foi indicado de alguém de confiança, ele aceitou dar o trabalho ao cara, em uma quinta-feira, o cara roubou um bicicleta, a bicicleta pertencia ao cara que morava na casa atrás da casa onde meu marido trabalhava.
Foi aquele auê... o cara disse que a bicicleta custava 2 mil reais e isso e aquilo, meu marido, como bom profissional, disse que pagaria a bicicleta, só que depois que meu marido contou a estoria pra mim eu fiquei pensando, quem deixaria uma bicicleta de 2 mil reais dando sopa em uma casa em obra, como uma pessoa que tem uma bicicleta de 2 mil reais e deixa ela pegar chuva e sol o tempo todo e nem se importa com pessoas estranham trabalho proximo de onde ela ficava, o cara precisava de 4 mil reais pra pagar dividas, ate a luz dele estava cortada por falta de pagamento. Eu falei com meu marido que aquilo estava mal explicado, fato era, a bicicleta foi realmente roubada, mas a minha certeza era que a bicicleta não custava 2 mil reais, meu marido foi atrás de quem roubou e depois de apertar o cara falou que estava precisando de dinheiro e por isso roubou, acabou dizendo pra quem vendeu e meu marido foi pegar a bicicleta, real da estoria, a bicicleta não chegava 500 reais de valor, era uma bicicleta comum e velha, meu marido tirou satisfação com o dono da bicicleta e depois disso, o cara nunca mais falou nada, a bicicleta velha foi achada e devolvida e meu marido ficou limpo na estoria, que coisa mais feia, não acha e olha que eu avisei, se não fosse por mim, meu marido tinha perdido 2 mil reais de graça.
Rsrsrsrs... acho que vou deixar as outras duas de lado... é bom viver na realidade, pode ser sofrido, mas eu prefiro assim... rsrsrsrs... Bjks
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Oi, Jane! Também acerto em 99% das vezes, mas aprendi a duvidar se aquela determinada vez não está entre o 1% restante. como nada é 100% certo, está aí a chance de errarmos enormemente.
ExcluirFiquei pasma com a história que relatou, não somente por sua astúcia, mas por imaginar que tipo de golpe as pessoas são capazes de aplicar para se livrarem de suas próprias dívidas. Ainda bem que conseguir ajudar seu marido a perceber que estava sendo enganado, está aí um bom de exemplo do quanto a perspicácia pode ser bem utilizada. Um abraço!
Oi Bia, que saudades de estar por aqui...
ResponderExcluirTambém adoro Sherlock Holmes, e acho que a sua perspicácia e inteligência contribuam para a sua solidão. Ele está sempre um passo a frente e vive da maneira que o faz feliz. No fundo ele é belo, como poucas pessoas conseguem ser e entender.
Beijocas Carinhosas.
Oi, Solange, tem razão, senti sua falta. Ah, eu também acho que o personagem tem uma bala alma, embora seja um pouco maníaco, hahaha. Mas tem razão, se ele é feliz, é o que importa.
ExcluirUm abraço!
Me lembrou uma comparação que Clarice Lispector descreve em sua fabulosa crônica: As vantagens de ser bobo, do livro Aprendendo a viver.
ResponderExcluirOnde ela deixa claro que não podemos confundir bobos com burros.
Quanto a perspicácia, se usada em exagero pode se tornar uma neurose.
Mas é sempre bom manter um olho aberto.
Abraços Bia!
Parabéns pelo texto.
Oi, Alba. Não sou burra, mas certamente muitas vezes sou boba, e essa é a minha derrocada. Comentou brilhantemente quando disse que a perspicácia pode virar neurose. Tem toda a razão.
ExcluirUm abraço!
Segundo algumas crenças espiritistas, espíritos estão em constante evolução, portanto, talvez atualmente psicografem em teclados e não em papel e caneta. rs.
ResponderExcluirEu sou observador, muito questionador, sempre com os pés na realidade e se é desta perspicácia a qual se refere, talvez possa me considerar perspicaz. Em verdade, não gosto muito de dar adjetivos, rótulos, principalmente a mim mesmo.
Quando digo ser observador e questionador, creio que isto iniciou na infância e teve um crescimento absurdo quando passei em tempo recorde por diversas denominações espirituais e não consegui me encaixar em nenhuma delas por ver coisas que não condiziam com o que era passado aos seus seguidores. Porém, só me afastava quando havia provas e não forçava, elas aconteciam naturalmente, algo óbvio do tipo, só aquele que não quisesse não enxergaria tempos depois de minhas observações, guardadas para mim mesmo. Afinal, eu dava o direito a aquelas pessoas que com certeza insistiriam em viver alienadas de qualquer modo e muitas eram felizes ali, daquele jeito.
Contudo, eu não simpatizo muito com pessoas que se auto-intitulam perspicazes (nada pessoal) porque por causa de uma "perspicácia" que não condizia com a realidade, tanto eu quanto algumas pessoas de minha família sofremos injustiças irreparáveis.
Muitos que se auto-intitulam deste modo, acreditam que sabem tudo sobre todos, sentem-se assim no direito de julgar o outro apenas pelo que vê, unido ao que acredita ver, e a vida, as pessoas, vão muito além de nossas mentes.
Texto muito bem elaborado, Bia.
Eu entrei neste site das 77 palavras, ele é Português e achei difícil demais participar. rs. Tenho certa dificuldade em escrever sob pressão, meu limite está em impor um tema, como acontece nas BC´s, passando disto sou totalmente incapaz.
Você está de parabéns, porque sempre consegue.
=> CLIQUE => ESCRITOS LISÉRGICOS...
Chris, o que relatou aqui resume muito bem o que quero dizer quando falo que a perspicácia pode ser arrogante. Por mais astuto que alguém seja, estamos sempre lidando com pessoas, mutantes, dinâmicas, que nunca mostram completamente o que são, então considerar somente fatos e conhecimentos sem considerar pessoas pode mesmo causar atitudes injustas, e injustiça nunca tem uma reparação completa, o sentimento de que se foi injustiçado sempre estará lá.
ResponderExcluirSei que não gosta de rótulos, mas eu o considero extremamente astuto, hahaha. A sabedoria está em saber como usar essa característica, e isso me parece muito raro.
Religiões tem mesmo esse lado ambíguo, de você ouvir uma coisa e ver outra, e sempre que há essa ambiguidade acaba provocando dúvida, incerteza.
Gosto quando vem aqui porque não tem receio de se expressar, e gosto da ideia de que provoco essa sensação de liberdade porque também gosto de me expressar livremente.
Um abraço!
Sinceramente vim conhecer seu trabalho,Nossa deparei com um espaço tão contagiante que fiquei rolando por aqui,tudo aqui tem um porque,Voltarei mais vezes, Um Natal de Amor e Paz! beijos.
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